Poema de hoje

A morte de Átila
O Átila era um conquistador barato:
Mandava flores, poemas,
levava para o teatro.
Era um romântico de carteirinha
Do tipo que roubava luas
E dedicava suas estrelas para a menina.
Um lutador nato
Pelo tanto que queria
Nunca foi de deixar barato
Nas conquistas que ele tinha.
Foi um amante endiabrado
Que nunca esquecia a camisinha.
A atração por ele era no ato
E ele não negava boa companhia.
Teve um amor que lhe custou caro
E nunca esqueceu a tal paixão.
Até que outra moça viera
E reabriu seu coração.
Mas a mulher nada quis com ele
Além de iludir, além de humilhar,
Além de brincar, além de pisar.
Deu-se a morte para os sentimentos dele.
E foi daí que ele não agüentou:
Morreu para vida, se abandonou.
No pântano e na escuridão ficou.
Hoje é um porco espinho,
E seu coração na escuridão se mantém.
Sem alma, sem amor, sem carinho,
E no seu triste fim: sem ninguém.
Darth J. Vader

Heterofobia: uma tragédia anunciada!

Por Darth J. Vader

Senhoras e senhores, não trago boas novas.Tenho lido com frequência a expressão ‘heterofobia’ que seria, em análise ao termo ‘fobia’ (medo, aversão a algo ou a alguém) com ‘hetero’ como união (sexual e afetiva) entre um homem e uma mulher. Seria a aversão aos héteros.
Ressalto aqui, logo no comecinho para que ninguém venha falar bobagens depois: não sou psicóloga, mas lésbica que sofre com ataques quase diários por ser gay e, portanto, apta a falar sobre o que é perseguição de fato.
A tal heterofobia trata-se de uma tragédia que anuncio com muito pesar.Com este ‘argumento’, os homofóbicos (e não estou falando apenas dos héteros porque há sim gays que são homofóbicos) estão dizendo que os estamos perseguindo; que em pouco tempo será ‘errado’ ser hétero; que ter desejo, sendo homem por uma mulher e sendo mulher por um homem, será considerado uma afronta à sociedade.
Gente, me poupe. A homofobia é caracteriza pela violência, física e/ou emocional, realizada por gente que não entende (ou entende, mas não quer saber) contra pessoas comuns, cuja única diferença é gostar de pessoas do mesmo sexo.
Trata-se de espancar uma lésbica por gostar de usar tênis ao invés de salto alto, de matar homens que preferem falar fino, de mandar a todos pro Inferno pelo amor que sentimos ‘não ser de Deus”.E eles estão chegando cada vez mais, devagar e sempre, com esta estória da carochinha que quando impusermos a‘ditadura gay’ (sim, tem mais esta estupidez), quem ama um homem por ser mulher será morto na esquina.
Até parece: o mundo tem histórico de gays que matam héteros!! Essa é pra acabar… É dizer o mesmo que o Holocausto, uma das maiores covardias que se tem notícia (e pelo qual me entristeço sempre) nunca existiu!Somos um povo pacífico, aloooooow!!
Quando nos metemos em brigas (muito poucas, por sinal) raramente atentamos contra os héteros. Aliás, nós preferimos o arco-íris, os risos, deixar as mulheres mais bonitas para os homens e inventar designers mais arrojados para que eles fiquem na moda – tecnológica, inclusive.
Aí vem mais um leso e diz: É preciso que se crie urgentemente centros psiquiátricos para internar e tratar da Heterofobia (Fobia do Sexo Oposto). Ou seja, querem internar os poucos gays que não gostam de ouvir ameaças constantes – mas nem por isso saem gritando: “héterozinho de m…, você vai pro inferno!! Deus num te quer!!”.
Ôpa! Eu já vi esse filme!! Até 1979 (o ano em que nasci), o homossexualismo era considerado doença mental,tratada veementemente com choques elétricos!!
Vou parar por aqui só por uma questão de tamanho de texto mesmo.De mais a mais, é esperar mais este futuro sombrio, que considero um outro nome para nazismo.“Mentes abertas, almas livres”.

Obs: Escrevi este texto na época em que recebi ameaças virtuais muito sérias (porque as que convivo já nem dou muita bola), chegando ao ponto de um ‘anônimo’ dizer que descobriria onde eu moro para me ‘ensinar direitinho o que é o certo e o errado’. É claro que tive medo, fiquei até doente, e deixei um pouco de lado os textos do True Colors.

Casamento com jornalista? Irc!

Por Darth J. Vader
É como eu sempre digo: “O Veríssimo sabe das coisas”.
A crônica abaixo é do escritor, cronista e tudo de bom Luís Fernando Veríssimo. Ele, que assina várias colunasem jornais, têm em sua bagagem textos de humor que considero magníficos. Um dos meus prediletos é “E o noivo estava de tênis”, que faz um breve ‘histórico” sobre o casamento.
Filho do jornalista Érico Veríssimo, acredito que Luís Fernando escreve sobre a profissão por, como todo herdeiro, ter uma segunda visão sobre o tema e seus traumas normais relacionados. Leia a crônica e depois me diz o que acha:
E o noivo estava de tênis

Por Luís Fernando Veríssimo

(…) A verdade é que, até não faz muito, o lado prático do casamento sobrepujava a paixão. Desapareceu o ogro das histórias antigas, ao qual a jovem sacrificava seus sonhos em troca da segurança, mas foi substituído pelo Bom Partido. As moças não eram mais negociadas, grosseiramente, com maridos que podiam lhes garantir o futuro, mas eram condicionadas a escolher o Bom Partido. Não era obrigação, longe disso, elas eram livres.

Na hora de namorar, namorar, tudo bem. Até com o Cascão, o coleguinha da escola. Mas na hora de casar…
—  Eu e o Cascão vamos casar.
—  Vocês dois, hein? Sempre fazendo tudo juntos. Com quem vocês vão casar?
– Ora, com quem! Um com o outro. Nós nos amamos.
– O quê?! Mas, minha filha. Vocês, vocês… Vocês são tão amigos!
– Já marcamos a data.
– Eu nem sei o nome do Cascão!
– O que importa o nome? Vamos nos casar e pronto.
– O que o Cascão faz? Como é que vocês vão viver?
– Ele está estudando.
– O quê?
– Jornalismo.
– AKHü!
A era do Bom Partido acabou quando a mulher ganhou sua independência, e isto é recente. As mulheres tinham que se sujeitar a casamentos que fossem convenientes antes de qualquer outra coisa porque dependeriam do marido para sobreviver.
Paradoxalmente, foi quando abandonou o velho estereótipo da submissão, a velha idéia romântica de ser frágil e sonhadora, que a mulher pôde realizar o ideal romântico do casamento por amor.
Hoje ela pode casar com o Cascão exclusivamente porque o ama. E até sustentá-lo depois do casamento sem que isto ameace sua sobrevivência — ou o amor.
Claro, ainda há muito que fazer até que a mulher conquiste todos os direitos a que tem direito. Mas já vai longe o tempo em que o único jeito de uma mulher avançar socialmente, ou conservar sua posição social, era com um “bom” casamento. Hoje ela casa com quem quer. E não há nada que os pais possam fazer a respeito.

Poema de hoje

BONS TEMPOS
A amizade foi nascendo de um pandeiro,
E crescendo a cada dia numa simples canção.
A maçã foi dada na metade do começo
E a amargura no final da ingratidão.
Quando a saudade nos espaços erra
Sempre ouvindo aquela ou outra canção
Sinto de volta tudo que já senti,
antiga era,
Amigas, namoradas, meu coração.
Um olhar, um sorriso no ar,
Vem nascendo de um nada
Mas de tudo é razão.
Enquanto eu, perdida em pensamentos,
Neste vasto labirinto dos sentimentos,
Procuro esquecer tudo, tudo em vão.
Darth J. Vader

A covardia me deu a oportunidade de continuar

                                                                                        Por Darth J. Vader
Descobri o que me fazia tão infeliz quando escrevia os poemas, em minha adolescência, e o porquê destes serem tão melancólicos. Eu já havia aceitado que era lésbica e já sabia, de antemão, quão iria sofrer se abrisse a boca.
Um dia, porém, isso teve que acontecer, e o foi exatamente como o esperado: brigas diárias, preconceitos escarrados, indiretas fulminantes e a rotina de humilhações. Não me matei porque já tinha minha filha, mas confesso: tentei ainda uma vez depois que ela nasceu.
A covardia me deu a oportunidade de continuar. Ainda sim, preferia ficar só. Eu sofri e sofro com estas humilhações até hoje. Por isso, raramente me assumo no trabalho onde estou, mal falo com minha família, tenho horror a festas familiares e nojo de certas reuniões hipócritas que eles, graças a Deus, pararam de insistir a minha presença.
O importante agora é que, apesar da mágoa ainda pulsante, há pessoas que me amam por quem eu sou. São poucas, mas não tem problema. Quase cheguei ao estágio de não me importar completamente com aqueles que deveriam me amar, dizendo que se importam, mas eu ainda desconfio ser de verdade…#Prontofalei

Quando eu era criança…

                                                                                   Por Darth J. Vader
Anakin Skywalker ainda molequinho.
O que você quer ser quando crescer é uma pergunta realmente pertinente, se você já tem mais de 15 anos. Quando criança, quis ser muita coisa e um pouco de tudo. Mudar o mundo com uma atitude minha era uma das favoritas.
Por exemplo: Quando criança, queria ser ambientalista. Queria que todos entendessem que a água é um recurso findável e quanto menos a gente gastar, mais tempo viveremos na Terra. Não deu, mas estou vingada: hoje todo mundo sabe disso (se fazem algo ou não é outra história) e tem até ongs diversas em todo o globo.
Também quis ser pianista. Não porque ganharia dinheiro com música – nessa País é complicado, saca? -, mas as pessoas pagariam para me ver dedilhar aquelas incríveis e complicadas notas de Bach. Desisti porque além de não saber onde arranjar aulas de piano na época, um instrumento daquele tamanho não caberia na minha sala.
Pensei também na Fórmula 1. A primeira mulher a pilotar um carro de corrida na categoria mais importante do mundo da velocidade. Não por causa do dinheiro ou pela glória, e sim por saber que milhões de brasileiros acordariam no domingo e ligariam a TV para torcer por mim. Eu seria um grande exemplo de superação. “Oras, se ela pode, por que não eu?!”, e o povo seria menos apático e mais tentado a realizar seus sonhos… Essa idéia também foi por água abaixo: até hoje não sei dirigir.
Outra coisa que me passou pela cabeça era fazer parte de uma banda mundialmente famosa. Todos me conheceriam, meu rosto estaria em outdoors e peças publicitárias, e eu ainda ia ser rica! Bom… Cancela: tenho medo de avião e a comida a bordo nem sempre é boa.
Por fim, pensei em me aventurar pelo mundo da literatura. Escrever romances policiais do tipo que só se descobre o assassino nas últimas páginas. Ou ficção científica falando dos venusianos como um povo ardil e cruel, mas que se sensibiliza ao conhecer os lunáticos terráqueos, acabando por nos deixar em paz. Esta nem precisa de muita explicação. É óbvio que a Terra não foi invadida (será?) e que o culpado é sempre o mordomo.
Percebi então que o único modo de ser escritora seria ser jornalista (quem não tem cão…) e hoje sou feliz na profissão que escolhi. É pena que o STJ não compartilhe do meu orgulho, mas deixa pra lá.
Ainda não cresci, continuo jogando feito louca e escrevo neste blog de vez em quando. Aliás, este espaço é uma boa maneira de me manter com 7 anos de novo…

Darth Vader sua fã sou

                                                                                           Por Darth J. Vader

Certa vez, li que um professor de física explicou por A+B que Deus não existia. Um aluno o perguntou se havia sombra, ao que o mestre respondeu: há sombra porque há luz. Ok, então tendo um, há o oposto e eis a explicação para muitas coisas, inclusive os vilões.
Sempre torci para os do mal. Não sei dizer por que, mas o fascínio pelos contra-lei ou anti-herois foi sempre maior dos que com os bomzinhos. Na verdade, acho um porre o cara ser certinho a vida toda, aproveitar pouca coisa e ainda levar a melhor no final. Que roteiro mais chato! Só não é mais entediante daqueles que o cara é gostosão, se arrepende e vira do bem. Oh God!
Em compensação, os chamados vilões são mais interessantes, gente fina, charmosos, inteligentes e líderes por natureza. Quem duvida de Darth Vader?
Anakim Skywalker era um gênio desde menino e já naquela época gostava de competir, da sensação de ser vitorioso e ganhar. Dominar o mundo? Que nada, o negócio é a galáxia! Pra que pensar pequeno?
Devido ao acaso, encontrado por jedys foi, apesar de dúvidas Mestre Yoda (twitter.com/mestre_yoda) ter. Cresceu e se apaixonou, teve um filho sem saber e sua vida viveu. Sob seu comando, centenas de bilhares de vidas dependiam. Ele mestre do universo se tornou. O filho conheceu e a também a morte. Antes disso, porém, se divertiu a valer!
Hanibal Lecter. Ainda não inventaram um vilão no cinema mais brilhante. Sua mente é tão inteligente que ele ajuda o FBI a encontrar outros malucos mesmo preso e tendo poucas informações. Seu único defeito é o canibalismo, mas convenhamos o cara é um gênio! Até hoje não consigo ver filmes com o Anthony Hopkins sem lembrar de suas conversas com Clarice Jodie Foster!
De minha parte, posso dizer que libero a maldade torcendo para eles, já que são de faz de conta. Na vida real, sou a favor da pena de morte para crimes hediondos, tais como estupro, principalmente o infantil, homicídio por motivo torpe e com intenção. Os vilões, no fim das contas, nos ensinam como ser do bem.
Que venham os do mal fictício alegrar os nossos corações e nos fazer pessoas melhores!

Fé em si e pé na tábua!

Este ano, tive a felicidade de entrar para a equipe de colaboradores superpower do Blog De Rocha, do meu amigo Elton Tavares. A audiência dele é fantástica, os textos são muito bons e até os que parecem sem maiores pretensões, na realidade estão sempre a nos ensinar.


Aí caiu a ficha: mas ó! O cara tá bem, né? Tem um espaço legal, trabalha direito e… opa! Fui eu que ajudei o menino! Isso quer dizer que eu TAMBÉM posso fazer isso!

E, como tenho muita inveja de que faz coisas fantásticas, resolvi fazer o mesmo. Inveja boa ser pra isso, tá? É pra você crescer e aprender com a vitória dos outros e gostar do que vê, não ficar jogando mal olhado! (Na Casa do Senhor não existe o Satanás!).
É claro que, como toda ‘mãe’, me senti orgulhosa. E, como qualquer mãe, comecei a fazer perguntas…Parei de olhar apenas com o carinho. Lia as coisas nas entrelinhas. Analisei cada pontinho reto e torto dos textos, do layout, dos detalhes. E resolvi agir.
Até maio, em um mês eu tinha 100 acessos. Hoje, esta mesma quantidade de pessoas me visita diariamente! Até tenho uns ‘inimigos’ e isso me faz realmente feliz!

É fé em si e pé na tábua!

Obs: Gostei muito do texto do André Mont’alverne sobre o Bob Marley e coloquei no meu blog. Agora, o desafio é fazer com que um texto meu ‘bata’ o segundo lugar dele em minha audiência no Pulga na Farinha(meu blog).

Lord Skywalker: a origem

                                                                                     Por Darth J. Vader
Os nossos queridos leitores devem se perguntar porque chamo o Elton de Lord Skywalker. É certo que, sendo eu Darth J. Vader, o filho tem que ter o real sobrenome e daí tudo se explicaria.

Aliás, esta história é muito legal. Quando trabalhávamos no Portal Amazônia, estávamos estagiando e havia outras pessoas locadas fora de Manaus, a sede da empresa. Uma delas era Elton, nosso correspondente em Macapá.
Havia uma reclamação generalizada de que nem ele nem os outros estavam se desenvolvendo como deveriam. Num ímpeto materno (sim, eu sou má, mas nem por isso cruel) chamei a questão pra mim. Como a dinâmica anterior não parecia estar dando certo, e percebi em seu texto um grande potencial ainda a ser lapidado, fiz o que sei fazer melhor: puxei no saco (sim, eu sou má).
“Troca isso. Troca aquilo. Que é isso, Elton! Fica feio. Não emita opinião. Limite-se aos fatos. Onde isso aconteceu? Por que isso não está aqui? Não me interessa se vocês estão acostumados aí, EU nunca li nada a respeito, oras!”… e assim a vida foi passando.
Confesso que o método (acredita agora que eu sou má?) foi muito duro, mas eu não podia deixar de pensar: ele precisa levar as porradas por letras, porque com alguém gritando perto dele, a auto-estima já era… e o bom profissional ainda em flor pode cair.
Claro que podia ter dado errado, mas eu sabia (eu juro!) que ele faria mais e melhor só pra me calar a boca.
Até que um dia isso aconteceu. Ele, um tanto acanhado, disse que gostava de aprender comigo, mas o método não era lá dos mais legais…
O que eu fiz? Lagrimei. Estava feito! Dei luz a um jornalista!
Porque para crescer, meu bem, você tem que aprender a falar! Você tem que saber distinguir o certo e do errado sozinho, sem mamãe e sem papai. E quando souber essa sutil diferença, é preciso abrir a boca!

A única sexta 13 de 2011

Jason, o cara que mais gostas de sextas 13.
Este 13 de maio de 2011 torna-se uma data singular por ser a única sexta-feira 13 do ano. A mítica data povoa a cultura pop com lendas e superstições.

Não é fácil explicar o motivo pelo qual muitos temem as sextas-feiras 13. As histórias mais conhecidas envolvem a crucificação de Jesus Cristo, que teria ocorrido numa sexta-feira após uma ceia com 13 pessoas – os doze apóstolos e o próprio Jesus -, e um conto da mitologia nórdica, em que um jantar para doze deuses foi invadido por Loki, o espírito da discórdia, e resultou na morte de Balder, divindade da Justiça.

De volta ao cristianismo, historiadores apontam o 13 de outubro de 1307, uma sexta-feira, como o dia em que o rei francês Filipe 4 declarou ilegal a Ordem dos Templários, cujos membros foram torturados e mortos por heresia.

Além das crenças antigas, a propagação do doze como número completo, utilizado para medir os meses, signos do Zodíaco e tribos de Israel, desvalorizou o 13, cujo medo irracional causado nas pessoas ganhou o pomposo nome de triscaidecafobia – e, no caso do temor da própria sexta-feira 13, parascavedecatriafobia.

Seja qual for a versão oficial, o que importa é que seu efeito assusta e seduz a nossa imaginação. Seu mau agouro serve como inspiração para a produção de filmes e músicas no intuito de entreter e assustar.

O mais famoso representante dessa leva é a série de filmes “Sexta-Feira 13”, que conta a história do assassino Jason Voorhees, que após morrer afogado ainda jovem, volta para assombrar aqueles que se aventuram pela colônia de férias Crystal Lake.

Apesar das dezenas de tiros, facadas e machadadas, o deformado psicopata, que esconde seu rosto por trás de uma máscara de hockey, sempre sobrevive para mais uma sessão de assassinatos. A lenda ainda afirma que Jason, não por acaso, nasceu em 13 de junho de 1946, uma sexta-feira.
Meu comentário: O Jason já deve estar assombrando por aí, com o seu terçado em punho. Agora falando sério, hoje é sexta e toda sexta promete,. Então isso não tem nada de azar e sim muita sorte. Vamos todos assombrar nesta sexta, que é a única do ano, mas ainda sim uma sexta, o dia (ou noite) internacional da farra.
Elton Tavares

Sexta-feira 13 e o medo do Gato Preto – um pouco de História

                                                                              Por Darth J.Vader 

Hoje é sexta-feira 13, dia em que muitos consideram de azar, ou má sorte, para os mais positivos. Para quem acredita, vale galho de arruda, benzido três vezes e o inefável trevo de quatro folhas. Para os incrédulos, é só mais uma prévia do fim de semana.


Percebe-se, especialmente hoje, que somos movidos por crenças, dogmas e superstições diariamente. Afinal, muitos não passam por debaixo da escada e outros tantos têm medo de gato preto.

A origem do temor aos felinos de pêlo negro vem dos tempos da chamada Santa Inquisição – mais uma desculpa esfarrapada da Igreja Católica na briga pelo poder absoluto, no caso contra a nova religião que surgia na Inglaterra, o Protestantismo, novidade muito bem vinda pelos chiquérrimos e vanguardistas ingleses, sendo aprovada por outros países europeus.

Eis que durante a perseguição e consequente morte dos ‘incrédulos’, surge a outra cultura do medo: as bruxas eram mulheres de alma maléfica e usavam poderes sobrenaturais contra a ‘vontade de Deus’.

Uma das formas malignas das tais senhoras do mal era o gato preto, felino que ‘desaparecia’ na noite, dava um bote lindo e se safava sempre. E tem gente acreditando até hoje nesta estória…

O que se resolveu? Matar todos os gatos pretos, e suas donas, na fogueira em praça pública, para dar ‘exemplo’.

Foi um dos mais históricos tiros no pé que se tem notícia. Depois de exterminarem os felinos negros, resolveram acabar com os outros gatos. Até os siameses branquinhos de olhos azuis sofreram na carnificina.

E daí? Daí que a população de ratos (numa época em que higiene era coisa das mais supérfluas) cresceu assustadoramente, levando aos lares de todos – judeus, católicos e hereges, negros e brancos, ricos e pobres – o sofrimento da tifoide. Foi o Século das Trevas, quando um terço da população européia morreu de Peste Negra.

Aliás, Peste Negra é até um nome um tanto irônico sabendo da origem da história toda… Dizem que nesta época Deus aproveitou para tirar férias.

Ter superstições é natural. Não ter uma explicação razoável para certas coisas faz com que o ser humano invente algo. É como diz a musiquinha da Bela e a Fera (filme da Disney), ‘não gostamos daquilo que nunca entendemos’… Nessas horas, também vale: “não acredito nas bruxas, mas que elas existem, existem”. Tenham todos uma ótima sexta 13!

O pseudo blogueiro-intelectual

                                                   Por Elton Tavares

                                                                                

Eu gosto de ler, gosto mesmo. Mas não li nem metade dos livros que gostaria. Também gosto de escrever, claro, senão não teria escolhido a profissão de jornalista. Escrever em um blog é uma coisa que comecei a fazer incentivado por uma antiga namorada e viciei nesse papo de “blogar” e ler páginas na blogsfera, tanto amapaense, quanto nacional.

Assim como encontro blogs muito legais, alimentados por gente inteligente, com boas sacadas, me deparo com páginas ridículas. Trata-se dos copiadores de idéias, plagiadores, falsos malucos, blogs voltados para o marketing pessoal, puxação de saco e exposição de idéias “super legais” que não combinam com o indivíduo que as escreve. Só capa.

Tudo bem, cada um escreve o que bem entender. Mas as hipocrisias são tão grotescas que chegam a ser cômicas. Por exemplo, gente que escreve sobre política, mas a única visão política que tem é a pelegagem, esperam que suas postagens a tragam algum benefício. Pessoas que escrevem sobre rock, mas escutam bregão (pois vivem dentro de uma aridez musical e se acham ecléticos) e só usam suas páginas para parecerem interessantes.

Outro exemplo da mediocridade alheia é embasar suas viagens com frases de algum autor que o referido blogueiro nunca leu. Essas pessoas só assistem novelas, reality shows, programas de auditório. Mas citam em seus textos os grandes filmes, livros e músicas que escutaram alguém comentar.  

Se duvidar, de tão ignorantes que são, essas criaturas só leram o Pequeno Príncipe porque foram miss caipira no colégio, precisaram ganhar alguma gata ou até mesmo passar de ano, com uma redação meia boca. Você, que está lendo e se encaixa neste perfil, sabe disso. E como sabe!


Acreditem, essas práticas que relacionei são mais comuns do que vocês imaginam. Eu conheço, no mínimo, uns 10 blogs sangue-sugas e com idéias maquiadas. Os pobres coitados, ávidos por atenção, empilham clichês e repetem todos os chavões que conseguem encaixar em seus textos pobres.
É por isso que eu boto fé na Hellen Cortezolli, Silvio Carneiro, Fernando Canto e Camila Karina, que possuem blogs muito legais. Ah, e a galera que está no Eu sou do Norte também tem idéias bem bacanas.

Bom, foi só o meu texto de opinião de hoje. Se é que alguns destes “pseudo blogueiros – intelectuais” lêem o De Rocha e podem achar este meu desabafo um tanto arrogante, fica a dica: sejam mais autênticos, creditem fotos, parem de montar textos com frases dos outros, pois a prática da “colcha de retalhos” pode enganar por um tempo, mas não dura muito.

O prazer das pequenas descobertas

                                                                                            Por Darth J.Vader

Tenho uma gata negra chamada Lola. Ariana, olhar decidido e um tanto galerosa, a rainha do meu lar acaba de ganhar uma concorrente nada discreta: Leona, a vira-lata meio siamesa de tristes olhos azuis. As duas, diga-se de passagem, foram adotadas, com sua estirpe vindo de casa.

Já fazia um tempo que esta casa precisava de uma chacoalhada, não de música, mas de vida diferente. Meu cunhado, que ‘mora’ aqui há um ano, nunca foi lá uma figura presente. Para mim, parece mais um daqueles filhos adolescentes: come, dorme, faz cocô, compra as coisas no mercadinho de vez em quando e só tem um assunto na vida. No caso dele, o futebol.

Mas o importante é que descobrimos certas coisas depois da vinda de Leona. Vamos a elas:

– Lola é uma gata realmente ENORME!;

– Leona ainda cabe na mão;

– Lola já é uma felina adulta, inclinada (bem mais) para o Mal;

– Leona é um filhote ainda sem tantas pretensões;

– Lola é absoluta, garbosa e poderosa (veja na foto);

– Leona só quer saber de brincar com os dedos e não deixar ninguém dormir…

E quanta felicidade nos dá essas garotas! Cada uma de seu jeito, com suas manias únicas e de fato surpreendentes. Por isso faço propaganda a torto e a direito de doação de animais.

Lola chegou duas semanas após perdermos a Lilith, nossa primeira gatinha. A siamesa era uma lady que só fazia o que queria, e faleceu assim: despediu-se com o olhar de agradecimento, deitou-se no chão e deu seu último suspiro. Claudia chora até hoje de saudades daquela sua companheira de sete anos…

Resta agora a Lola aceitar a pequena invasora de seu território. As ameaças já começaram: arrepios em todo o corpo, bote sempre pronto e reclamações a mil.

É preciso, pois, paciência para os novos desafios, seja em casa com uma nova bichinha de estimação, seja em nossa vida inteira pela frente!

Que pena…

O cantor acena da janela do hospital – Imagem: http://boulevardhaussmann.wordpress.com/
“MÚSICA BRASILEIRA SOFRE UM TERRÍVEL ABALO: CANTOR MARRONE SE RECUPEROU!”- Frase do meu amigo cartunista Ronaldo Roni. Eu juro que concordo e ri muito disso.