Membro do MP-AP lança livro no Luau na Samaúma

Um dos pontos fortes do Luau na Samaúma é o incentivo e difusão da cultura. Nesta edição, o membro do Ministério Público do Amapá (MP-AP), promotor de Justiça Mauro Guilherme, lança seu livro “Poesia de Rio”. O evento ocorrerá nesta sexta-feira (13), na Praça da Samaúma, em frente a Procuradoria-Geral do MP-AP, prédio Promotor Haroldo Franco.

O Luau na Samaúma é promovido pelo MP-AP, em parceria com a Prefeitura Municipal de Macapá (PMM), Serviço Brasileiro de Apoio as Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-AP), e pelo Governo do Estado do Amapá, por meio da Secretaria Estadual de Cultura (Secult).

Esse é o décimo livro lançado promotor, que também é escritor. Dessa vez, com o diferencial de estar às margens do rio amazonas, e sob a sombra da Samaúma. Com o primeiro livro lançado em 1998, o escritor soma 21 anos de carreira escrevendo romances, crônicas e poesias.

Mauro Guilherme é autor de Reflexões poéticas (1988), Humanidade Incendiada (2003), Destino (2007), O Trem de Maria (2009), As Histórias de João Pescador (2010), Histórias de Desamor (2012), História de Pássaros (2017) e contos Estranhos (2017).

As poesias do livro retratam a natureza, os pássaros, a floresta, o ribeirinho e um pouco sobre a cultura da Amazônia, fazendo jus ao título: “Poesias de Rio”.

“Escolhi fazer uma noite de autógrafos no Luau na Samaúma porque o evento tem se tornado, a cada ano, uma marca cultural da cidade, atraindo gente de todas as idades”, concluiu o autor.

SERVIÇO:

Elton Tavares – direto de comunicação
Texto: Nelson Carlos
Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Estado do Amapá
Contato: (96) 3198-1616
E-mail: [email protected]

Dia 13 de dezembro tem edição especial de Natal do Luau na Samaúma

O clima das festas de fim de ano não poderia ficar de fora da programação do Luau na Samaúma. Neste mês de dezembro, a Prefeitura de Macapá, Ministério Público do Estado, Secult e Sebrae preparam uma edição especial de Natal com coral, exposições, feiras, muita gastronomia e música.

A edição ocorrerá no dia 13 de dezembro, na Praça da Samaúma, no Araxá. A programação inclui Feira de Artesanato do Projeto Mulheres que Fazem, do Instituto Municipal de Política de Promoção da Igualdade Racial (Improir) e Coordenadoria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (CMPPM).

O Luau contará com uma programação diferenciada, que incluirá exposições diversas, venda de comidas típicas e foodtrucks, exposição e comercialização discos de vinil, exposição de objetos antigos e tenda literária com exposição e comercialização de livros e declamações poéticas com a Associação Literária do Estado do Amapá (Alieap) e Movimento Poesia Boca da Noite, além de exposição de artes visuais.

Para quem gosta de sair para ir às compras pode aproveitar no Luau a feira de produtos do campo do Sebrae ou experimentar o simulador de impacto da CTMac. Para os amantes das artes visuais haverá exposição dos artistas Claudete Machado e Max Gabriel.

Para a criançada tem intervenção artística com os arte-educadores da CTMac, oficinas de minichefes do Sebrae, contação de histórias e espetáculo teatral infantil.

Confira a programação completa:

17h – Contação de história com o Proler (Semed);

17h30 – Espetáculo “Buiando na Antranet”;

19h – Coral do projeto Anjos da Guarda Civil Municipal de Macapá;

19h30 – Nonato Santos;

20h – João Amorim;

21h – Amadeu Cavalcante;

22h – Sambarte.

Cássia Lima
Assessora de comunicação/Fumcult

Ueap promove VI Ciclo de Palestras de Escritores da Literatura do Amapá

A Universidade Estadual do Amapá (UEAP) realizará, nesta terça-feira (3), o VI Ciclo de Palestras de Escritores da Literatura do Amapá. O evento, organizado pela turma de Letras da instituição de ensino, tem como finalidade a valorização e disseminação da literatura amapaense como expressão da cultura regional.

O tema central desta sexta edição será “A Crítica Literária no Amapá”. O evento contará com palestras dos escritores e poetas poeta Paulo Tarso Barros e Alcinéa Cavalcante. E também da professora Mestra Ana Paula Arruda.

Serviço:

Ueap promove VI Ciclo de Palestras de Escritores da Literatura do Amapá
Data: 02 de dezembro de 2019
Local: Auditório Central da Ueap (Campus I Avenida Presidente Vargas, Centro de Macapá)
Hora: de 14h às 18h
Entrada Franca

Elton Tavares

Mama Guga, de Fernando Canto – Por @giandanton

Por Ivan Carlo

Fernando Canto é um dos grandes nomes da literatura amapaense. Mais conhecido por suas letras de música – ele foi um dos fundadores do grupo Pilão, que marcou época na MPA, ele também é um contista inspirado, como mostra o livro recém-lançado pela Paka-Tatu, Mama Guga.

O livro traz contos intimistas e emocionantes, como O retrato azul, narrado como um filho falando ao pai: “Agora estou aqui, engolindo este silêncio, sem saber o que dizer para você (…) Agora estamos nós dois sem saber o que fazer… Você aí sentando nesta rede com os olhos brilhosos de lágrimas, olhando fixo o quadro que lhe demos de presente de aniversário”. Além de criativa, a abordagem permite um aprofamento no personagem que talvez não fosse possível de outra maneira.

Há contos que oscilam entre o causo urbano, o humor e o drama, como em “A seringa contaminada de Bambo, o zagueiro do futlama”, no qual um homem com HIV ameaça picar pessoas com uma seringa.

Mas os melhores contos são aqueles em que Fernando Canto se utiliza da mitologia local, entremeando-a muitas vezes de fatos históricos e narrativas cotidianas. Exemplo disso é “As mulheres-peixe do meu garimpo”, sobre um garimpeiro que se enamora de sereias encontradas em uma gruta. Mas são sereais amazônicas, com cor local e sexualidade aflorada: “Tinham a cor dourada e eram largas. Suas barbatanas eram vermelhas, umas gracinhas. Nem de longe pareciam com as sereias que eu tinha visto em revistas. Brincavam com as águas e sorriram quando me viram. Me chamaram pra bem perto delas, e aí pude conhecer o verdadeiro sabor do prazer sexual”.

Desses, o melhor é “A cidade encantada sob a pedra”.

A história se passa em uma cidade fictícia (meio que uma mistura de Macapá e Mazagão), mas mágica, em que seres encantados saem do fundo do rio para defender os negros entre eles o pretinho Chibante, que distribui para a criança bombons trazidos em seu chapéu de casco de tartaruga.

Na história, dois irmãos descem à cidade encantada em busca de um suposto tesouro. O interessante do conto é a forma como o autor mescla fatos históricos, personagens mitológicos e ladrões de marabaixo para construir sua narrativa.

Para quem não é da região, os ladrões são músicas cantadas nas rodas de marabaixo, geralmente sobre fatos ocorridos na comunidade.

Há duas versões sobre o nome. Na primeira delas, os versos são chamados ladrões porque um “rouba” a música do outro, continuando o verso. Na outra, porque a letra “rouba” fatos das vida pessoal das pessoas, tornando-as públicas através da música. Fernando Canto adota essa última explicação e constrói todo o conto a partir de ladrões, entremeando-os à narrativa em prosa. A narrativa é fluída, quase como um causo narrado a um visitante e fantasia, história e ladrões vão se misturando naturalmente.

O conto é um delicioso causo e, ao mesmo tempo, uma curiosa experiência estética.

É de se destacar o ótimo trabalho editorial da Pakatatu no livro, a começar pela bela capa com ilustração de Maciste Costa. O papel polém e a difamação simples, limpa, mas eficiente fazem com que a leitura do livro se torne leve e agradável.

Fonte: Ideias Jeca Tatu

Aproximadamente 600 pessoas participam da 3ª edição do Barco da Leitura no arquipélago do Bailique

O Barco da Leitura atracou na madrugada de terça-feira, 12, no bailique. Durante toda a semana, recebeu centenas de crianças e moradores de 6 comunidades do arquipélago para participar da 3ª edição do Barco da Leitura. O projeto percorreu as comunidades de Vila Progresso, Jaranduba, Macedônia, Canal dos Guimarães, Freguesia e a comunidade do Carneiro. Aproximadamente 600 pessoas, entre alunos da rede municipal, crianças das comunidades, jovens e adultos, participaram da programação.

Com atividades lúdicas de incentivo à leitura, contação de histórias, brincadeira, dança e muita diversão, os personagens Boneca Leleka e Tio Nescal faziam a alegria das comunidades, que nos turnos da manhã e tarde participavam das atividades do projeto. “Estamos muito felizes de receber o barco aqui na comunidade. Nossas crianças estavam ansiosas para o início da programação”, disse a dona de casa Ana Claudia Souza.

O sorriso largo e a expressão de encantamento no rosto das crianças atendidas eram visível a cada nova turma atendida. O estudante Richarlison Nunes participou da programação e aproveitou para conhecer novos livros. “Meus pais não sabem ler, mais me incentivam muito. Tenho vários livros em casa e gosto muito de ler, estou sempre procurando novas leituras. Participar dessa programação foi muito legal, pois pude conhecer novos livros, ler novas historias, e me divertir com as brincadeiras”, falou o aluno Richarlison Nunes, 11 anos.

Clarissa Cordeiro, 7 anos, aproveitou a oportunidade para ler historinhas e se divertir com os amiguinhos. “Está tudo lindo aqui, eu adorei tudo, a boneca Leleka, as historinhas que ela contou e os livros que têm aqui”, disse a pequena Clarissa, moradora da Vila Progresso.

Para a professora Neidiane lira, a atividade, além de despertar o interesse das crianças pela leitura, é uma forma de diversão para eles, que raramente têm esse tipo de projeto na comunidade. “Essa é uma atividade bem diferenciada aqui para a comunidade e, principalmente, para as nossas crianças, que pouco tem a oportunidade de sair de suas comunidades para participar desse tipo de projeto em outros locais. Gostaríamos que acontecesse mais vezes, pois, além de diversão para as crianças, esse tipo de atividade ajuda bastante no desenvolvimento deles, no aprendizado das crianças e até mesmo no relacionamento deles com outras pessoas”, destacou.

“Este é um desafio para a nossa equipe, pois já desenvolvemos esse tipo de trabalho dentro das escolas. Trouxemos essas atividades para as comunidades ribeirinhas, para que elas também tenham acesso a essas práticas e para incentivá-las a aderir essas atividades e continuar a desenvolvê-las em suas escolas e na própria comunidade, incentivando a curiosidade e a prática da leitura pelas crianças”, finalizou a chefe da Divisão de Recursos Didáticos da Semed, Samara Sampaio.

Karla Marques
Assessora de comunicação/Semed

Feira Popular de Livros será realizada nos dias 14, 15 e 16 de novembro, em Macapá

O Movimento Literário Afrologia Tucuju, em parceria com a Associação Literária do Estado do Amapá (Alieap) e Associação Amapaense de Escritores (Apes), realizará, no período de 14 a 16 de novembro de 2019, em frente à Casa do Artesão, a “Feira Popular de Livros de Macapá”. O evento, que inciará nos três dias de programação a partir das 17h, visa a divulgação e comercialização das produções literárias dos autores locais.

De acordo com um dos organizadores, o poeta Arilson Souza, os escritores interessados poderão, sem nenhuma burocracia, expor e comercializar suas obras.

“Assim pretendemos divulgar, valorizar e reconhecer nossa produção literária local, oferecendo maior visibilidade para todos os participantes da feira de livros”, salientou Arilson Souza.

A Feira Popular de Livros de Macapá será desenvolvida semestralmente ou mensalmente, em espaços definidos pela coordenação da programação, podendo acontecer nas universidades, escolas, praças ou em outros lugares públicos.

O Projeto terá uma equipe de coordenadores e uma equipe de escritores, terá sua abertura em local público (praça em frente à casa do artesão).

Durante a realização da feira, acontecerão programações culturais como saraus de poesias, apresentações de grupos culturais /musicais / poéticos, participação de escolas e universidades.

Os participantes das apresentações culturais/poéticas poderão receber certificado de participação.

Serviço:

Feira Popular de Livros de Macapá
Data: dias 14, 15 e 16 de novembro de 2019.
Horário: 17 h
Local: em frente à Casa do Artesão
Realização: Movimento Literário Afrologia Tucuju, em parceria com a Associação Literária do Estado do Amapá e Associação Amapaense de Escritores.
Apoio. Secretaria de Estado do Trabalho e Empreendedorismo.

Barco da Leitura chega ao arquipélago do Bailique

O Barco da Leitura zarpou na tarde da última segunda-feira, 11, em sua 3ª viagem pelo rio Amazonas rumo às comunidades do arquipélago do Bailique. Logo pela manhã, tudo estava pronto para receber a criançada da comunidade de Jaranduba, que esperava ansiosa pela chegada da equipe.

“É bonito ver a alegria das crianças ao entrar no barco. Elas ficaram encantadas com o espaço”, falou a chefe da Divisão de Recursos Didáticos, Samara Sampaio. Com atividades lúdicas voltadas para o ensino e incentivo à leitura, muita música, dança, brincadeiras e contação de histórias, a criançada da Escola Municipal Jaranduba do Bailique se divertiu com o show do Tio Nescal (Fábio Sousa) e da Boneca Leleka (Selma Naiara).

Também teve contação de histórias e o acesso aos livros, onde as crianças puderam se divertir, lendo e contando histórias para os amigos. Até os pequeninos, que ainda não sabem ler, se encantaram com os livros. O aluno Richarlison Nunes, 11 anos, além de participar da atividade, levou seu próprio livro para mostrar aos novos amigos (Nescal e Leleka). “Eu gosto de ler, tenho vários livros de histórias em casa. Essa programação de hoje foi muito legal. Gostei de tudo”.

Não só as crianças, mas os adultos também gargalharam e cantaram com a equipe pedagógica da Semed. Algumas ficaram tão encantadas com os livros que queriam levar para casa. “Gostei muito das brincadeira e dos livros, são bonitos e as histórias parecem legais. Queria levar para minha casa para poder ler com meus irmãos”, contou a pequena Maria.

Durante os próximo dias, o Barco da Leitura irá atender as comunidades de Vila Progresso, Macedônia, Canal dos Guimarães e Freguesia.

Karla Marques
Assessora de comunicação/Semed

Programação diversificada marcará edição de novembro do Luau na Samaúma

Acontecerá nesta sexta-feira, 15, mais uma edição do Luau na Samaúma. A programação está recheada de oportunidades para os empreendedores e também para a população aproveitar todos os espaços com a família inteira. O ponto de encontro é aos pés da samaúma, no Araxá.

Haverá feira de artesanato, venda de comidas típicas e foodtrucks, exposição e comercialização de discos de vinil, exposição de objetos antigos, distribuição de mudas de plantas, simulador de impacto, feiras de produtos do campo, oficinas de minichefes, amostra de arte da galeria Art Amazon, tenda literária com exposição e comercialização de livros e declamações poéticas com Alieap (Associação Literária do Estado do Amapá. O Luau na Samaúma é organizado pela Prefeitura de Macapá, Ministério Público Estadual, Sebrae e Governo do Estado.

Confira a programação:

– Feira de artesanato – com a feira afro e projeto Mulheres que Fazem – Instituto Municipal de Política e Promoção de Igualdade Racial (Improir) e Coordenadoria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres;
– Exposições diversas;
– Venda de comidas típicas e foodtrucks;
– Exposição e comercialização discos de vinil;
– Exposição objetos antigos;
– Simulador de impacto – CTMac;
– Feiras de produtos do campo – Sebrae;
– Oficinas de minichefes – Sebrae – Exposição de artes visuais;
– Tenda literária com exposição e comercialização de livros e declamações poéticas com Alieap (Associação Literária do Estado do Amapá) e movimento poesia boca da noite;
– Intervenção artística com os arte-educadores da CTMac;
– Contação de história com o Proler (Semed);

17h30- Espetáculo “Se deixar, ela canta” – Cia. Cangapé;
18h- Discotecagem – Selecta Branks (discotecagem);
19h- Banda da Guarda Civil Municipal de Macapá (GCMM);
– Apresentação de música instrumental.
19h30h- Helder Brandão e Beto Oscar;
20h30h- Val Milhomen e Joãozinho Gomes – Constelação de Parente;
21h30h- Yes Banana;
Exposição de artes visuais dos artistas Wagner Ribeiro e Grimualdo Barbosa.

Serviço

Data: 15/11 (sexta-feira)
Hora: 17h
Local: Praça da Samaúma

Cássia Lima
Assessora de comunicação/Fumcult
Contato: 98104-9455

Poeta José Pastana lança livro “Poemas e um Amor” nesta sexta-feira (8), na Biblioteca Pública Estadual Elcy Lacerda

 


Nesta sexta-feira (8), a partir das 19h, na Biblioteca Elcy Lacerda, o poeta José Queiroz Pastana lançará sua quarta obra literária: o livro Poemas e um Amor. A publicação contará com 90 poesias. A Entrada será gratuita. Você é convidado deste evento cultural.

Sobre José Queiroz Pastana

José Pastana é um dos 22 imortais da Academia Amapaense de Letras (AAL), tem 54 anos de idade – dos quais, 30 dedicados à atividade literária. Atualmente, é diretor da Biblioteca Pública Elcy Lacerda

Também é membro da Associação Literária do Estado do Amapá (Alieap), integra o Conselho Municipal de Cultura de Macapá e é autor dos livros Oscilações, No meio do Mundo, Nos céus da vida e,  agora,  Poemas e um amor.

Além destes, Pastana tem no currículo seis coletâneas de poemas e contos, um CD de poemas em coautoria com Ricardo Pontes e Sânzia Brito e uma revista literária “Amapá Cultural”, em coautoria com Ricardo Pontes e Joseli Dias.

Serviço:

Lançamento do livro “Poemas e um Amor”, de José Pastana,
Data: 08/11/2019
Local: Biblioteca Pública Estadual Elcy Lacerda
Hora: 19h
Entrada: gratuita

Elton Tavares, com informações de José Pastana

Resenha literária do livro “Poemas e um amor”, de José Pastana – Por Fernando Canto

Por Fernando Canto

O artista que fez a capa do livro em análise foi muito feliz ao expressar no seu desenho a essência do poeta. Em primeiro plano, a rosa púrpura quebrada sobre uma mesa esvai-se em lágrimas, talvez por se sentir perseguida e oprimida por uma lagarta colorida que aparentemente desce (ou sobe) em uma linha amarrada ao talo espinhoso da flor, cujas folhas o inseto devorou.

Nota-se nos poemas um constante confronto nas temáticas dos textos de José Pastana. Algo dialético e significante, pois são variados, versáteis e se envolvem às vezes, gerando um resultado estilístico positivo. Entretanto, o autor se vale de uma linguagem hipercomunicativa pela simplicidade dos seus escritos, onde o amor mora em todas as cavernas e escaninhos. Ele se vale também de formas prosaicas de construção de poesias, como o soneto, por exemplo. Seus versos denotam uma grande capacidade de expressar sentimentos à deusa do Amor, ainda que lhe custe caro a opressão da religiosidade que carrega em suas costas, sem se libertar a contento, mas experimentando outras formas e outras manifestações inspirativas que o levam a dimensões mais reflexivas, pois “ O bardo transita entre o real e o imaginário/ Das mãos surge a arte que advém do coração” (Inspiração). E assim ele expressa seu conhecimento de mundo e provoca outros poetas, para também questionarem o seu devir e ofício. E melhor, adere, sem timidez, a sua
qualidade de poeta amazônico, tematizando sobre as coisas da região e, sobretudo do Amapá, terra em que nasceu. Conta de sua revolta sobre as mazelas deixadas pela colonização portuguesa e sobre os negros africanos escravizados, através de uma leitura histórica e humanística. A fé do poeta é um dos aspectos também expressos nos seus versos. A fé se transforma em Amor, que é a base de toda a sua produção neste novo trabalho, embora, como falamos acima, se perceba um escape implícito na sua religiosidade. Ele esbraveja com a história, mas se envolve definitivamente com o sagrado.

Talvez por isso a ilustração de capa traga uma lagarta, que tem, entre o indianos, o duplo preconceito que se liga à larva, que é um gênio malfazejo e ao animal rastejante em geral. Porém, um dos livros sagrados dos hindus fez desse inseto o símbolo da transmigração, em função da maneira pela qual ele passa de uma folha à outra, e do estado de larva aos de crisálida e borboleta, assim como a vida passa de uma manifestação corporal a outra, significando também leveza, uma sensação de imagens oníricas que evocam a dança, um véu transparente e flutuante, a música e tudo o que é aéreo. Trata-se de uma liberação que pode ser buscada pela superação.

Quebrado ou não, o talo amarrado e quebrado da rosa pode também significar uma mudança, pois o sangue nela derramado ou por ela vertido é um renascimento místico. Bela e famosa, é a flor mais empregada no ocidente. E mais do que isso, tornou-se o símbolo do amor e do dom do amor, do amor puro.

E o amor expresso nos poemas das páginas deste livro, trazem o amor que transcende qualquer paixão ou sentimento sofrido. O amor, o amor puro, são todos os poemas.

SERVIÇO:

Lançamento: dia 08.11.2019
Local: Biblioteca Pública Elcy Lacerda
Hora: 19h00
Capa: Dekko
PASTANA, José. Poemas e um amor. Cronoset. Macapá, 2019.

Sobre a palestra “O livro impresso e o livro digital na contemporaneidade, de Fernando Canto, ministrada ontem na Unifap

Ontem (30), durante a Semana do Livro da Universidade Federal do Amapá (Unifap), no auditório da Biblioteca da Unifap, o sociólogo, professor, Doutor, poeta e escritor, entre muitos outros talentos que o cara possui, ministrou a palestra “O livro impresso e o livro digital na contemporaneidade”.

Imortal membro da Academia Amapaense de Letras (AAL), e escritor “imparável, Fernando Canto possui 16 obras publicadas.

Nos textos abaixo quero fazer o contraponto sobre este assunto. O primeiro deles reflete o que eu pensava há cerca de dez anos (texto esse que foi publicado no meu blog “Canto da Amazônia” e em um jornal da local, em 2010) e o segundo surge me influenciando a aderir os livros digitais, mas sem pressão, afinal sou um escritor, um produtor de textos, e não um comerciante de produtos eletrônicos.

A título de orientação, causada pelo convite a uma palestra onde o livro impresso e o digital são os elementos principais, coloquei no segundo texto referências diversas que se encontram entre aspas, mas sem fonte, pois foi o pensamento de outros autores que me fizeram contextualizar o tema, por isso resolvi colocá-los aqui.

1. ADORADORES DO LIVRO IMPRESSO

Desde o surgimento dos computadores pessoais que ouço falar no fim do livro impresso. E já se vão anos.

Cientistas falam de um mundo novo, de substituição de tecnologias, e apontam como exemplo a revolução sem igual na história que foi a invenção do livro impresso por Gutenberg, pois antes disso só havia livros copiados, manuscritos que valiam fortunas.

Jornalistas e especialistas em C&T falam sobre o assunto, enfatizando a informação de que a revolução citada acima já acabou há cerca de 20 anos, “quando a internet começou a crescer para valer”, e que ela passaria uma borracha na história do papel impresso e começaria outra. Uma revista cita que “os 7 milhões de volumes que a Universidade de Cambridge mantém hoje nos 150 quilômetros de prateleiras de suas várias bibliotecas caberiam em quatro discos rígidos de 500 bytes. Só quatro. Sem falar que ninguém precisaria ir até Cambridge para ler os livros”.

Mas apesar disso tudo a internet não mudou muito a história dos livros. Permanece um mistério inexplicável. O livro não foi morto nem enterrado. A revista Superinteressante diz que o segundo negócio online que mais deu certo (depois do Google) é uma livraria, a Amazon. E informa também que o mercado de livros eletrônicos deslanchou nos E.U.A com vendas em torno de 350 milhões de dólares em 2009, sendo que em 2008 elas atingiram um patamar inferior a 150 milhões.

Concordo que ler um livro no computador é um negócio ruim, até mesmo insuportável, porque ler por horas numa tela é o mesmo que ficar olhando uma lâmpada acesa. Não há quem aguente. Porém, já apareceu (há dez anos) o primeiro livro realmente viável: o Kindle, da Amazon, que cabe 1.500 obras e só pesa 400 gramas. Tem tela monocromática e pequena. Ele não emite luz e a tela é feita de tinta, preta para as letras e branca para o fundo. Depois apareceu o iPad, da Apple, que segundo a revista citada, “tudo o que o Kindle tem de péssimo este tem de ótimo: tela enorme, colorida, páginas que você vira com os dedos, sem botão como se estivesse com um livro normal, mas a tela é de LCD. Não dá para ler um romance inteiro nele”.

Agora dezenas de empresas estão trabalhando para unir o que os dois têm de melhor, até chegarem ao livro eletrônico perfeito. A Phillips, por exemplo, desenvolveu o protótipo Liquavista, com tela de tinta colorida e a Pixel Qi um com LCD sensível ao toque, mas que não emite luz, de acordo com a informação da Superinteressante. Outra forma de ler livros, como se sabe bem, são os que estão nos aplicativos de livros digitais, por meio de smartfones, tablets e e-readers (Um e-reader é nada mais do que um leitor de livros digitais. Um pequeno aparelho que tem como função principal mostrar em uma tela para leitura o conteúdo de livros digitais (e-books) e outros tipos de mídia digital. Ele possui a melhor tecnologia disponível para leitura de livros digitais).

Mas enquanto o “livro perfeito” não vem, vou fazendo como os adoradores de livros impressos o fazem sem pestanejar: curtir meu afeto por eles.

Quantas pessoas, apaixonadas ou não, já não guardaram dentro deles flores, folhas, e até mechas de cabelos que lhes trazem boas lembranças, de amores e de desilusões? Folheá-los pode significar o encontro com algumas cédulas de real guardadas por acaso para uma ocasião e esquecida sem querer. Arrumá-los na estante é um trabalho que nunca dá preguiça. Lê-los, é, sobretudo, apreender e conhecer o legado da Humanidade. No livro eletrônico essas historinhas bobas de quem ama os livros não seriam possíveis. Há alguns senões, como o acúmulo de poeira nos livros mais antigos e não manuseados que fazem um estrago nos leitores que têm rinite alérgica. Mas isso faz parte do negócio de quem gosta de ler.

Quando recebo um novo livro meu da editora que o publicou, confesso do prazer de senti-lo ao tocar sua capa e abrir suas páginas, de ver impresso um trabalho de anos, da satisfação de tê-lo nas mãos e de saber que iria compartilhar com meus queridos leitores viagens imaginárias, informações e opiniões que deixei escritas em um objeto vivo, que todos podem, como eu, acariciar e carregar nas mãos. Mas eu sei do carinho que tenho por todos os outros que estão na minha biblioteca. E olhe que não são poucos. Conheço cada um deles, afinal me acompanham sempre. Uns de muito tempo e outros mais recentemente. Alguns foram roubados outros não encontraram a volta, mas certamente serviram de guia para quem não devolveu. Ler e escrever, para mim, é um processo litúrgico, um ritual de imaginação criativa.

Que venha o livro digital com suas facilidades. Tudo muda, mas o livro impresso ainda é “o cara”.

2. A CONTEMPORANEIDADE E OS LIVROS

Estamos hoje passando pela chamada 4RI, ou Quarta Revolução Industrial. Viajamos a bordo de uma revolução tecnológica que transformará fundamentalmente a forma como vivemos, trabalhamos e nos relacionamos.

A economia passou por três processos anteriores: a primeira com a Revolução Industrial surgida na Inglaterra entre 1780 e 1830, a segunda aparece na segunda metade do século 19, com a invenção do motor à explosão, o uso do petróleo, o telégrafo, da produção em série e em massa. A terceira ocorre nos meados do século 20, com as telecomunicações, os computadores eletrônicos, a internet e a digitalização de dados. O Banco mundial chama a terceira Revolução Industrial de Revolução da Informação. Na definição da Entidade, a 4RI também poderia ser chamada de segunda Revolução da Informação. Há quem diga, entretanto, que as transformações atuais não representam uma extensão da terceira revolução industrial por três grandes razões: a velocidade, o alcance e o impacto. Por isso a velocidade dos avanços não tem precedentes na história e está interferindo em quase todos os países.

Fiz este preâmbulo para adentrarmos na contemporaneidade, ou seja na mesma época em que vivemos, como se verdadeiramente não ficássemos pasmos com a velocidade das descobertas científicas e as novas tecnologias que surgem em todos os fazeres humanos. Afinal, foram necessários milhares de anos para que fosse inventada a escrita e as formas de sua conservação. Agora tudo caminha em nossa frente com acesso relativamente fácil, principalmente nos sistemas de ensino.

Porém, devemos dizer que essa facilidade também limita o aprendizado por causa da velocidade da informação e ainda pelo seu reducionismo, nas notícias que recebemos da televisão, do Rádio e dos sites, onde o capitalismo respira a sua máxima de que “tempo é dinheiro”. Muito mais ainda é a indolência dos usuários das redes sociais, que, aliás, somos todos nós que as utilizamos para nos comunicar nesta época. Com isso também adveio não só a redução das palavras como um verdadeiro assassinato do idioma português, que por estar assim torna nossa identidade mais vulnerável no seu aspecto cultural.

Arnaldo Niskier, acadêmico da Academia Brasileira de Letras, conta que em recente evento educacional no Rio de janeiro o engenheiro e doutor em Ciências da Computação da UFPE, Sílvio Meira, disse que “O principal inimigo do livro impresso não é livro digital, mas os games e as redes sociais que faturam hoje bilhões de dólares”. Mostrou que a procura por games dobrou de 2011 para cá, chegando a 142 horas por ano por pessoa. Afirmou ser decrescente o faturamento em livros impressos e que os digitais constituem um instrumento precioso de sustentação do fenômeno da leitura. O programa que mais cresce é o chamado “Angry birds”, com 30 milhões de jogadores por dia, e o Facebook é um ambiente com 1 bilhão de usuários. São números extraordinários, que tendem a crescer quando for lançado, até o Natal, o Kindleda Amazon, um sistema inteiro que irá balançar o livro tradicional. Não terá propriedade intelectual e entrará livremente nas bibliotecas das escolas. A previsão de Sílvio Meira, é de que muitas livrarias, a partir daí, poderão quebrar, embora os livros de conteúdos, com funcionalidade, devam ter uma grande sobrevida.

O escritor Muniz Sodré, que foi presidente da Biblioteca Nacional. Especialista em Comunicação, demonstrou que “do impresso nasceu uma nova economia do tempo de aprendizagem”. Quando a oralidade era predominante, não se precisava do livro para pensar e debater. Passou pelo conceito de hipertexto (é a complementaridade dos textos) e classificou a internet como a realização tecnológica do intertexto, “onde leitor é incitado o tempo todo à livre navegação dos bytes, ao veloz nomadismo do hipertexto, sem contas a prestar ao autor.”

Para ele, não se está assistindo ao fim da forma-livro, mas à sua continuidade em outro suporte material, como assinala Umberto Eco, para quem o livro é uma invenção definitiva. Com o digital abrem-se outras possibilidades para a interatividade. Muniz defende a existência de uma “ciberliteratura”, criticou os nossos escassos índices de leitura e revelou a existência, no Brasil, de um descompasso pedagógico frente à ascensão dos novos modos de ler, que incidem justamente sobre as práticas juvenis de interpretação de textos no âmbito de escrita digital.

Ficou no ar a convicção de que o livro não morrerá, mas ganhará novos e ampliados contornos.

“Mas como vivemos uma era extremamente digital, hoje, quase tudo em nossas vidas – principalmente para as crianças que nasceram nesta geração – se alinha tecnologicamente com algo. Não poderia ser diferente com a leitura. Partindo desse entendimento, uma pergunta surge na mente de educadores e pais: qual é a melhor opção para as crianças e adolescentes, livro digital ou impresso?

Antes de responder a essa questão, é preciso entender que temos não apenas livros, como também quadrinhos, jornais e revistas, em versões digitais.

Pensando nisso, vamos partir da ideia de que leitura é leitura, independentemente do modo como é praticada. Quando se trata dessa atividade, não existe pior ou melhor, afinal, os resultados da leitura dizem respeito ao ato de ler e não ao meio utilizado para isso” (Blog Árvore de Livros).

Ler um livro é uma atividade que mexe com todos os sentidos, recupera memórias afetivas e nos leva para outro lugar. Por isso, para algumas pessoas a leitura é um ritual, e por isso, por ter sequência lógica, finita e definida de instruções que devem ser seguidas para executar uma tarefa, trata-se de um algoritmo, algo que está em toda parte, inclusive no nosso cotidiano, sem mesmo que o percebamos.

Tudo isso nos leva a reflexões sobre a questão da cultura política quando transferimos para essas inteligências artificiais o que somos e o que queremos na realidade, pois cada revolução industrial trouxe melhorias na qualidade de vida em relação ao passado, aumentando, inclusive nossa expectativa de vida. Agora depende de nós, seres humanos, seres leitores em busca de lazer e de conhecimento, descobrir aonde queremos chegar e como a gente quer chegar. Da minha parte eu parto para a leitura do mundo, seja lá como for, de forma digital ou impressa, vou ler e refletir como um velho filósofo pitagórico.

(*) Subsídios para uma palestra na Biblioteca Central da UNIFAP em 30 de outubro de 2019, por ocasião da Semana do Livro.

 

A casca e a cultura política – Crônica de Fernando Canto

É verdade que demora um pouco, mas devagar a gente vai tirando a casca que fica com a prática da profissão. Uma camada fina e imperceptível se enrosca em muitas facetas construídas e solidificadas no dia-a-dia, em função das conclusões que chegamos num esforço profundo: o de tentar ser justo sobre nossas observações.

E a máxima socrática intervém somando-se à presença quase real dos dizeres encontrados no templo de Delfos da Grécia antiga: “eu sei que nada sei”. Mas paralelamente a isso cada qual vai se fartando de conhecimento, se faltando de erros na busca de novas reflexões que a profissão exige até mesmo para a compreensão da realidade de cada um, do que possui ao seu redor.

Ao professor cabe o pragmatismo da educação e uma trajetória profissional na produção acadêmica, na qual eles têm por missão desempenhar papel sócio-político e cultural como contribuição necessária à ordem do ensino, que é formar, ou quem sabe reformar cabeças de novos cidadãos.

A maioria dos profissionais crê que despojar-se do medo da atualização ou de velhos conceitos ideológicos são necessários, e se constituem uma forma de encarar a profissão sem a arrogância do sabe-tudo e, melhor, sem o estigma do radical militante. Reciclar-se também é importante, porque faz parte do negócio. E o negócio é mesmo a negação do ócio. Aliás, é bom que se pense que uma profissão bem exercida e bem conduzida é um caminho para o sucesso material ou financeiro.

Ninguém dá tudo de graça. É preciso merecer e estar bem preparado, porque em cada ramo de atuação todos mergulham, querendo ou não, nas amarras da cultura política, essa rede impressionante que prende e libera nossas ações sociais. Mateucci e Pasquino a definiram como “o conjunto de atitudes, normas e crenças mais ou menos partilhadas pelos membros de uma determinada unidade social”. Ela é composta, portanto, de um conjunto de subculturas presentes nas nossas atitudes, normas e valores, ou seja, no comportamento de indivíduos nas ações coletivas. Diria ainda, neste caso, nas ações dos profissionais que detém os conhecimentos a respeito de si próprios e de seus contextos, de seus símbolos e linguagens utilizadas. Essas culturas formarão novas culturas políticas.

O mestre Paulo Freire afirmou que quando falamos em uma nova cultura política estamos supondo que haja uma velha, o que nos obriga a refletir como se constitui o novo. Para ele toda novidade nasce do corpo de uma ex-novidade que começou a envelhecer. Como elas não surgem por decreto, há uma ligação entre as coisas que vão ficando velhas com as coisas que vão nascendo. Ele destaca que “uma das preocupações daqueles que pretendem transformar a sociedade é exatamente lutar pela novidade, e uma das formas de se engajar nessa luta é buscar diferentes formas de ajuizar a prática política”. (Freire, Paulo. A Constituição de Uma Nova Cultura Política; S. Paulo, Pólis, 1995). E dentre essas exigências cita a coerência entre o discurso e prática, a tolerância e a humildade na vida de todos.

Sem isso, acredito como Freire, que não há formação, ética profissional, educação, e consequentemente construção da cidadania.

Diversão, arte, cultura e gastronomia: primeiro Luau na Samaúma de 2019 acontece nesta sexta-feira (11)

O Ministério Público do Amapá (MP-AP), em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/AP) e a Prefeitura Municipal de Macapá (PMM), promove a primeira edição da terceira temporada do Luau na Samaúma. O encontro multicultural está marcado para hoje (11), a partir das 17h, na Praça Samaúma, em frente à Procuradoria-Geral de Justiça – Promotor Haroldo Franco. A iniciativa aquece a economia local e estimula a ocupação, pela comunidade, dos ambientes públicos com lazer, cultura e segurança.

O espaço será tomado por poesia, gastronomia, exposições de arte, intervenções artísticas, literatura e contará com uma vasta programação, além de apresentações musicais.

O público também poderá usar o estacionamento da sede campestre da Maçonaria, em frente à Praça Samaúma, e o entorno do local para estacionar seus automóveis. Porém, a organização aconselha que as pessoas procurem de deslocar de taxi, transporte por aplicativo ou carona (em que o motorista não vá beber), pois curtir com segurança é sempre a melhor opção.

Programação:

– Contação de História com o Proler (SEMED) e Arte Educadores da Companhia de Trânsito e Transporte de Macapá e Município de Macapá;
– Discotecagem – Selecta Branks
– Banda da Guarda Civil Municipal de Macapá (GCMM)
– Cortejo Produções Artísticas
– Companhia de Dança Aguinaldo Santos – Corpo & Movimento
– Bebeto Nandes
– Sabrina Zahara
– Osmar Júnior
– Afro Brasil

Arte local

Haverá ainda comercialização de artesanato, com a Feira Afro e “Projeto Mulheres que Fazem”, do Instituto Municipal de Política e Promoção de Igualdade Racial (Improir) e Coordenadoria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres; Tenda Literária com exposição e comercialização de livros e declamações poéticas por integrantes da Associação Literária do Estado do Amapá (Alieap).

As exposições de arte serão assinadas pelas galerias Samaúma e Trokal; além de vendas de comidas típicas e foodtrucks; exposição e comercialização de discos de vinil do Lado B; exposição de objetos antigos; distribuição de mudas de plantas pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semam); simulador de impacto da CTMAC; Feira de produtos do campo (Sebrae) e oficinas de minichefs (Sebrae).

SERVIÇO:

Luau na Samaúma
Data: 11 de outubro de 2019
Hora: a partir das 17h
Local: Praça da Samaúma, em frente à Procuradoria-Geral de Justiça – Promotor Haroldo Franco, na Rua do Araxá

Elton Tavares e Vanessa Albino
Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Amapá
Contato: (96) 3198-1616
E-mail: [email protected]

Nesta quinta-feira (10), no Campus Santana da Unifap, rola a palestra “O Romantismo tardio na formação da Literatura Amapaense”

A Universidade Federal do Amapá (UNIFAP), por meio de seu Programa de Pós-graduação em Letras (PPGLET) e o Núcleo de Pesquisas em Estudos Literários (NUPEL), realiza, nesta quinta-feira (10) a partir das 19h, no auditório do Campus Santana da Unifap, a palestra “O Romantismo tardio na formação da Literatura Amapaense”, ministrada pelo Professor Doutor Yurgel. O objetivo do evento é contribuir para a reflexão crítica sobre a Literatura Amapaense e suas formulações críticas. As inscrições para a conferência poderão ser feitas no local e os participantes receberão certificado.

Sobre a palestra

A partir do estabelecimento do Território Federal, nos anos de 1940, o Amapá começa a ganhar contornos mais nítidos de autonomia política e administrativa no governo de Janary Gentil Nunes, que pretende fazer de Macapá uma capital moderna e, ao mesmo tempo, inicia um processo de valorização do Amapá, cuja capital é a única, no Brasil, banhada pelo rio Amazonas e cortada pela linha imaginária do Equador.

Em 1959, Antônio Candido publica a Formação da Literatura Brasileira, em dois volumes, onde defende a interação dinâmica entre autor, obra e público na formulação do sistema literário que, no Brasil, tem como traços marcantes o Nacionalismo e o estabelecimento do Romantismo no século XIX. “Mostrar as relações entre o período janarista no governo do Território Federal do Amapá e a ideia de Candido, é a proposta da palestra”, afirma Caldas.

Serviço:

Palestra “O Romantismo tardio na formação da Literatura Amapaense”
Data: 10/10/2019
Hora: a partir de 19h
Local: Campus Santana Unifap (Rodovia Duca Serra, nº 1233, bairro Fonte Nova, no município de Santana)
Entrada gratuita
Realização: PPGLET e NUPEL da UNIFAP.

Elton Tavares, com informações de Yurgel Caldas