“delírios & subterfúgios”, o novo livro da poeta Pat Andrade, está disponível para aquisição em versão virtual. Compre e incentive a cultura local!

A poetisa, escritora e colaboradora deste site, que assina a seção “Caleidoscópio da Pat”, Pat Andrade, lança mais um livro virtual.

“delírios & subterfúgios” tem apenas 16 poemas. Todos autorais. A arte e diagramação do trabalho são também assinados pela Pat.

A intenção da poeta é arrecadar recursos financeiros nessa época de isolamento social, por conta da epidemia de coronavírus. Além, é claro, de divulgar sua poesia.

Há 21 anos em Macapá, a poetisa paraense escreve belos poemas, declama e edita ela mesma os seus livros. Em tempos normais, comercializa suas obras em eventos culturais, cafés, bares e restaurantes da capital amapaense, o que não é possível nestes tempos de Covid-19.

Sempre compro e recomendo o trabalho de Pat Andrade, de quem sou fã e tenho a honra de ser também amigo.

Eu já tenho o meu “delírios &subterfúgios”. Corre, fala com a Pat, e adquire o teu exemplar virtual. A cultura agradece.

Amigos & Inimigos- Crônica firmeza de Fernando Canto

Crônica de Fernando Canto

Sempre tive muitos amigos: de infância, de escola, de bar, amigos que fiz no decorrer de uma vida cheia de altos e baixos e que sempre pude contar com eles nas horas que precisei. Não se têm amigos só para jogar conversa fora, brindar em uma comemoração ou para fazer (in)confidências, às vezes mentirosas e desnecessárias. Nesse caso sempre a amizade vai por água abaixo quando uma confidência é espalhada pelos sete cantos da cidade. Já tive “amigos” que supus serem Amigos, que ajudei pensando estar fazendo um bem, e que a ingratidão deles brotou como espinhosa árvore na lavoura que tentei cultivar.

Não falo de inimigos, pois como os ex-amigos, eles não merecem a minha ira. Apenas desprezo o que não quero prezar. Eles são meramente pontos obscuros de referência na encarnação de um maniqueísmo torpe, trivial e vulgar. Amigo mesmo é para contar com ele na hora da necessidade, para se divertir, criar junto e imaginar um mundo melhor. Amigos bons nós desenhamos para que se tornem o modelo da nossa própria utopia.

Talvez fosse desnecessário este preâmbulo para falar de gente que gostamos de graça e nem fosse conveniente registrar numa crônica o apreço que sentimos por certas pessoas que às vezes, por gestos naturais e descomprometidos, nem sabem a extensão do bem que fizeram a nós em determinados períodos de nossa história pessoal.

É verdade que nesse caminhar encontramos amigos dos amigos que não são nossos amigos, mas que os toleramos por respeito à admiração pessoal ao amigo titular. Assim também é verdade que falseamos nossa conduta para não decepcioná-lo, embora acreditando que de falso em falso se chega ao cadafalso.

Machado de Assis dizia em “Ressurreição” que o tempo não conta para a amizade: “Que importa o tempo? Há amigos de oito dias e indiferentes de oito anos”. Talvez o tempo seja o que conta para quebrar os obstáculos que surgem na vida. E dizem que muitas amizades rompidas, um dia voltando, passam a ser mais do que eram, independentemente das diferenças do passado. Voltam mais sólidas e mais maduras. E passam a ver que sempre existiu alguém interessado nesse rompimento. Coisas de novela, mas também coisas da vida.

Pessoas que estimamos passam por provações e se tornam sábias sem saber se são, ou pelo menos não demonstram isso. Há as que têm as almas simples e vivem num mundo aparentemente sofisticado. Mas as almas dos amigos muito se assemelham a casas: algumas delas são cheias de janelas abertas, onde corre ar puro e luz, outras são como prisões, fechadas e escuras, mas que merecem nossa consideração e respeito, porque a alma entende-se a si mesma e o amigo vale a afeição que fazemos valer por ele. Uma alma, mesmo fechada, sempre traz uma luz que pode nos iluminar antes de banhar-se a si própria.

Amigos têm defeitos e mazelas. Por essa imperfeição mútua é que normalmente amizades se atraem, bem como pela admiração recíproca de cada um no seu desempenho social. Uns moldam outros, outros se espelham em alguém. Porém, na amizade só não pode existir a incorporação da personalidade do amigo.

Ela deve ser autêntica e eivada de respeito às idiossincrasias, inclusive pela solidão e ao silêncio do outro. Afinal somos seres em alteridades. Espíritos amigos voam na mesma direção da fonte original e bebem da mesma água fresca. Devem saciar sua sede bem antes que ela seja poluída pelos interesses pessoais de qualquer conspirador. A amizade só é possível pela oportunidade do encontro.

Meu amigo R sempre diz que os inimigos são necessários, pois nos ajudam a refletir para que melhoremos. Não discordo, porque entendo que a vida é uma constante dialética. Mas não ando à caça de inimigos.

Alguns cruzam meus caminhos em momentos que não criei. E, como não tenho um cemitério para enterrá-los como um certo personagem de Jorge Amado, eles que cavem suas próprias sepulturas e façam de suas mortes um renascimento.

Luiz Jorge Ferreira gira a roda da vida pela 65ª vez. Feliz aniversário, amigo!

Os poetas Fernando Canto e Luiz Jorge Ferreira, em algum lugar do passado.

Quem lê este site, sabe: gosto de parabenizar amigos em seus natalícios, pois declarações públicas de amor, amizade e carinho são importantes pra mim. Quem gira a roda da vida, neste domingo (19), é o médico, escritor, poeta, contista, cronista e cara porreta, Luiz Jorge Ferreira. O amigo chega aos 65 anos e fico feliz por ele.

Em 2016 ou 2017 – não recordo agora a data precisa – o Fernando Canto, maior escritor vivo do Amapá, apresentou este site – por conta de incontáveis publicações da obra do amigo – ao Luiz Jorge.

Livro de Luiz Jorge que ganhei de presente do autor.

A partir daí, o Fernando começou a me passar contos e poemas deste tal Luiz Jorge. Rapá, o cara é fera! Peguei o contato do escritor e me tornei amigo do figura. Comecei a publicar. De lá pra cá, mantenho contato com o Jorge, que é fã de música boa, um cara muito pai’égua e excelente artista das letras.  Até livros dele ganhei de presente via Correios.

O Jorge nasceu em Belém (PA), morou quando criança e jovem em Macapá (AP) e formou-se médico na Universidade Federal do Pará, hoje exercendo o nobre ofício em hospitais da grande São Paulo, onde reside há décadas. Além de ser um sujeito muito gente boa, um médico competente e um escritor foda, sei também que o cara é ainda um pai e um avô amoroso.

Livros de Luiz Jorge que ganhei de presente do autor.

Luiz Jorge Ferreira é um dos membros fundadores da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores (SOBRAMES). Autor dos livros “Cão Vadio”, “Berro Verde”, “Beco das Araras”, “Thybum” e “O Avesso do Espantalho”, participou em coletâneas da União Brasileira de Escritores – UBE (PA), da qual também é membro. Já letrou música pra compositores de MPB e Música Regional de Raiz. Milton Batista, Edinaldo Lobato, Alfredo Reis, José Serra e Fernando Canto são alguns dos seus parceiros (fonte Rumo Editorial).

O cara é um escritor premiado em vários concursos literários de contos e poesia no Brasil e no exterior. E vocês acreditam que um figura com esse currículo me manda mensagens e diz: “mestre, segue um conto (ou poema). Veja se gosta”? Porra! Sempre adoro, pois é cheio de memória afetiva, poesia nostálgica, contos cinematográficos. A cabeça do homem é uma usina de coisas legais passadas pelas palavras.

Livros de Luiz Jorge que ganhei de presente do autor.

Quando estive em São Paulo (SP), tentei tomar umas cervejas com ele, mas não deu certo por conta de compromissos profissionais dele (plantão) e meus, já que eu estava na capital paulista a trabalho.

Já andava há algum tempo com vontade de escrever algo sobre esse amigo e colaborador deste site. Mas a convivência é a munição para tais textos. Ontem comentei com o Fernando Canto sobre o aniversário do Luiz e pedi uma manifestação dele, já que é amigo do cara desde que lamparina dava choque e foi quem me apresentou o médico escritor.

Luiz Jorge Ferreira é médico de coração e letras. Vai ser amigo assim nas nuvens, na terra e na ferrugem . Além do grande talento como escritor, compositor, cantor e médico seu gênio é encantar o mundo com sua poesia fantástica. Adoro esse meu amigo. Feliz aniversário“, disse o Fernando Canto.

Não tenho fotos com o aniversariante. Montagem feita gentilmente pela poeta Pat Andrade. Eu, com Luiz Jorge (centro) e Fernando Canto (esquerda). Enquanto esse encontro etílico não rola, vale o improviso.

Por tudo dito e escrito acima, hoje rendo homenagens para o Luiz Jorge. Mestre, que tu sigas com toda essa humildade, talento e paideguice que te é peculiar, sempre com muita saúde para curtir a vida e os teus amores. Gosto de ti. Agradeço as contribuições. Sucesso sempre, parabéns pelo teu dia e feliz aniversário!

Elton Tavares

Use com moderação – Crônica de Luli Rojanski

Crônica de Luli Rojanski

Abra a porta da minha vida com firmeza, mas não abra mão de entrar de vez em quando pela janela. A primeira coisa que vai me encantar é sua atitude. A segunda, suas garras de tigre. Eu gosto do olhar distraído, mas cuide de onde e quando vai acionar o off, pois embora eu adore seu braço tatuado e o desenho pós-moderno de sua boca, meu tesão maior é por seu cérebro. Nunca pense que sei menos porque falo pouco ou que sei muito porque mostro profunda concentração. Costumo olhar mais para os barcos que passam do que para a teoria do caos. Em compensação, sei dizer duas palavras em polonês: Mój Kochany – Meu amor.

Lembre-se sempre da data do meu aniversário, mas jamais mencione quantos anos eu tinha quando você nasceu. Acredite na minha infância, você vai notar que ela ainda existe! Não ria quando eu falar da encarnação em que fui rainha porque, se você prestar bem atenção, vai ver que trago resquícios de uma altivez real. Portanto, me reverencie, às vezes, porém sem se curvar diante dos meus caprichos, porque eu costumo enjoar da submissão. Mais do que flores, me dê garantia de duradoura libertinagem, de doses diárias de afagos na nuca. Em minha presença, você só deve olhar para mim, ainda que estejamos na presença de uma superstar. Quer olhar para outra mulher? Olhe para Martha Medeiros, pois com ela eu não exitaria em dividi-lo. Mas se ainda assim quiser olhar para outra, que seja só para constatar que eu sou muito melhor!

Não precisa gostar de futebol apenas porque eu gosto, mas jamais torça contra meu time. Tenha noção de tempo, e nunca pergunte as horas quando estiver na cama comigo. Tenho muitas manias, mas não a do amor apressado nem a do sono antes da meia-noite. Depois, o que pode haver além de nosso mundo quando estivermos sobre um lençol com a estampa de uma partitura em allegro*?

Não me deixe brigando sozinha. Eu posso pensar que você não é de nada. Discuta à altura, mas não esqueça de que no final das contas eu tenho razão. É o único modo de eu reconhecer que a razão é sua. Goste de carne vermelha malpassada, de lasanha de espinafre e de pudim de maracujá, ou nunca poderemos jantar juntos. De minha parte, prometo gostar imensamente de rúcula, de tomate seco e de pão integral. Perceba e elogie a mudança de cor dos meus olhos, conforme a luz do dia ou de acordo com meu humor, mas jamais diga que estou com olheiras. Desnecessário. Tenho em casa vários espelhos.

Seja sempre terno, doce e inusitadamente louco. Adoro quebrar a mansidão com uma pegada bem firme, sair da rotina com um convite à pirataria, a um bar imaginário, ao heavy-punk-trash-rock. Cante pra mim ao telefone, me conte de quantas seitas foi adepto, confesse que tomou Daime, que fez picolé de cogumelo e que adorou cannabis no narguilé. Mate-me de rir de sua cueca nova, me sirva pão com ovo e café com leite pela manhã, pois eu sou de carne e osso, embora adore fazer você pensar que nasci no Olimpo. E nunca se canse de repetir que me ama “bem muito”. Acredite: vai sempre funcionar!

*Andamento musical leve e ligeiro.

**Crônica do livro Pérolas ao Sol – 2017.

Programa “Conhecendo o Artista”: hoje Kássia Modesto entrevista a poeta Patrícia Andrade

Nesta quinta-feira (16), a partir das 20h, o programa “Conhecendo o Artista” retorna após uma semana de pausa, para o repouso da nossa apresentadora, Kassia Modesto. Hoje a entrevista será com a poeta e amiga Patrícia Andrade, para falar sobre suas obras e sobre a vida.

O programa que já está marcado na agenda de muitos como noites de lindos encontros artísticos está imperdível com a presença de Pat Andrade.

Sobre Pat Andrade

O trabalho da poeta Pat Andrade, se caracteriza pelo aspecto artesanal que ela mesma dá a cada livro. Todos os livros são feitos por ela; desde a concepção, ilustração, diagramação (usando a técnica de colagem), montagem e comercialização. Às vezes manuscritos, às vezes digitalizados.

Depois do livro pronto, ela mesma os vende em bares, restaurantes, escolas, universidades e eventos culturais – a venda ajuda na renda familiar.

A autora é colaboradora do Site De Rocha!; tem poemas publicados na coletânea Jaçanã – Poética Sobre as Águas e na revista virtual de circulação nacional Literalivre. Em 2018, realizou a exposição intitulada Poesia Ilustrada, na Biblioteca Estadual Elcy Lacerda, como parte da programação da Primavera de Museus daquele ano. A mesma exposição foi montada também na Universidade Estadual do Amapá – Ueap, a pedido do Colegiado de Letras da instituição.

Em 2019, compôs a Comissão Avaliadora da Olimpíada Brasileira de Língua Portuguesa na Escola Vó Olga – no município de Mazagão – a convite da Comissão organizadora da OLP no Estado do Amapá.

Hoje, Pat é acadêmica do curso de Letras na Ueap, e se considera uma militante da Literatura: independente de remuneração, visita instituições de ensino e frequentemente é convidada para rodas de conversa, mesas redondas e debates para contar de sua vivência. Também participa de eventos literários e culturais, os mais diversos, levando poesia aonde ela couber.

Alguns profissionais e estudantes da área de Letras têm estudos sobre suas obras, (concluídos ou em andamento). Sua poesia também tem sido discutida e estudada (em pequena escala) em instituições públicas de ensino, por iniciativa pessoal de alguns professores e alunos – na Unifap, no curso de Letras do Campus de Santana; em escolas de ensino médio, em Belém (PA) e em Macapá (AP).

Obras publicadas: fanzines (Poemas, que nada Vol. I e II, Nostalgia, Um quarto de poesia, Olhar 43, Noites sem fim, Sétima esquina, Estilhaços de agosto, Antes da primavera, Para além das flores, Onze poemas, o Próximo poema, Fragmentos, O amor anotado em bilhetes, Quando há poesia, Fantasias poéticas, Subverso, Uma noite me namora, Poesia de brincadeira, Poesia e só, Vidas baratas e Único – poemas escolhidos) e livros virtuais (Desde o início da pandemia, comercializa livros virtuais (Uma noite me namora – uma versão digital de um livro físico já publicado anteriormente, Em tempos de lonjura – ilustrado e ditado pelo iniciante Artur Andrigues e delírios&subterfúgios.

Delírios&subterfúgios é o novo livro virtual da poeta Pat Andrade. São 16 poemas autorais, com arte da própria autora.

A obra traz uma pequena amostra de sua produção em tempos de quarentena.

Com o objetivo de promover o seu sustento e divulgar poesia, o livro será comercializado pelas redes sociais e quem diz quanto quer pagar pela obra é a pessoa que pretende adquiri-la. Para contatos ligue ou mande mensagem pelo Whatsapp (91)99968-3341

A gente aguarda você, hoje às 20h no insta @srta.modesto na Live Programa Conhecendo o Artista.

Apresentadora: Kássia Modesto
Roteiro: Marcelo Luz
Produção: Wanderson Viana
Arte: Rafael Maciel
Artista Convidada: Pat Andrade

Edital “Circula Amapá” da Secult: inscrições para artistas e produtores culturais encerram HOJE

A Secretaria de Estado da Cultura do Amapá (Secult/AP) informa que as inscrições para o Edital “Circula Amapá” encerram hoje (15). O prazo, que seria encerrado no dia 30 de junho, foi estendido por três vezes, com a finalidade de oportunizar os trabalhadores dos segmentos culturais que não conseguiram se inscrever no período estipulado anteriormente. As propostas podem ser encaminhadas por meio do formulário eletrônico, que se encontra no portal ‘ www.secult.portal.ap.gov.br ’, ou pelo e-mail [email protected]

O Edital “Circula Amapá” visa premiar 137 iniciativas da cadeia produtiva da cultura e das artes em todo Estado. A expectativa da Secult é receber propostas que propiciem experiências artísticas à população amapaense. A proposta prevê contemplar projetos artístico-culturais dos segmentos de Teatro, Dança, Circo, Música popular, erudita e instrumental, Audiovisual, Livro, leitura, literatura, Artes plásticas, artes visuais, Artesanato, Culturas populares, tradicionais e identitárias.

A chamada pública foi lançada no dia 18 de março pela Secult, por meio de emenda federal articulada pelo senador do Amapá, Davi Alcolumbre, com o intuito de valorizar e fortalecer a cultura amapaense, incentivando a produção local com políticas ampliadas para os projetos que favorecem a circulação de bens, produtos e serviços artísticos e culturais em âmbito local, estadual, nacional e internacional. Os prazos foram prorrogados por duas vezes, em atenção às circunstâncias atuais, provenientes da pandemia da Covid-19.

Segundo o secretário da Secult/AP, Evandro Milhomen, a ideia do edital é ampliar o acesso à cultura, uma política que a pasta sempre colocou como prioridade e, agora se torna ainda mais fundamental com a crise de saúde pública. “Com esse incentivo aos segmentos culturais do Estado, ganham os profissionais da cultura, mas principalmente a população do Amapá. Nesse momento triste que o mundo está vivendo, a cultura irá restaurar as esperanças e mostrará um novo caminho para todos nós, porque a humanidade se alimenta da esperança e do processo criativo que de se reinventar, que a cultura e a arte trazem”, ressaltou.

Marabaixo, manifestação artística da cultura popular do Amapá — Foto: Aydano Fonseca/Tambores e Bandeiras

Deste modo, o edital contemplará os múltiplos campos da cultura no Estado, abrangendo os segmentos popular, tradicional e identitária; teatro; arte circense; dança; artes visuais e/ou plásticas; artesanato; audiovisual; livro, leitura, literatura e biblioteca; e música. Poderão participar Microempreendedores Individuais (MEI) e pessoas jurídicas de natureza cultural, com ou sem fins lucrativos, que comprovem tempo de atuação de acordo com sua área pleiteada.

O projeto atenderá diversos profissionais do setor artístico, como, por exemplo, artistas, produtores, grupos, companhias, associações e demais agentes da cadeia produtiva da cultura. As premiações variam entre cinco e dez mil reais, de acordo com critérios estabelecidos no edital, totalizando um investimento na cultura de R$ 938 mil. Com essa medida, a pasta quer reconhecer o trabalho desenvolvido pelos empreendedores da cultura do Estado.

Atendendo o segmento da cultura popular, tradicional e identitária, o edital contemplará grupos de marabaixo e/ ou batuque, grupos ou comunidades tradicionais, entidades juninas tradicionais ou estilizadas e grupos de capoeira. Já na vertente da leitura, literatura e biblioteca, podem participar escritores (poetas, contistas, cronistas), contadores de histórias, mediadores de leitura e demais agentes.

Os interessados devem realizar o cadastro no Sistema Estadual de Informações e Indicadores Culturais – SEIIC, sendo pré-requisito para participar do edital . A Secult/AP disponibiliza em seu site vídeos, explicando aos interessados sobre o funcionamento do Edital e como proceder no ato da inscrição.

Foto: Divulgação Secom/GEA

Além disso, os técnicos da Secretaria também estarão à disposição dos artistas e produtores culturais para sanar quaisquer dúvidas sobre o certame, por meio de ligações e WhatsApp no número – (96) 98808-0736. O acesso também pode ser via o e-mail da Secult/AP: [email protected]

Programação de hoje: Ao Vivo Lá Em Casa segue com shows musicais, dança, teatro, cultura popular e muito mais neste domingo (12)

Marabaixo, manifestação artística da cultura popular do Amapá — Foto: Aydano Fonseca/Tambores e Bandeiras

A Secretaria de Cultura do Amapá (Secult) dá seguimento neste hoje (12), a partir das 18h, com a programação cultural online gratuita do projeto “Ao Vivo Lá Em Casa”. A exemplo de sexta e sábado passados, vai rolar com shows musicais, dança, teatro, cultura popular e muito mais, com transmissão inteiramente virtual pelo Facebook e Instagram da Secult e, igualmente, pelas redes sociais dos artistas participantes.

Sobre o Ao Vivo Lá Em Casa

O projeto ocorrerá até o mês de agosto, com mais de 90 atrações propostas pelos agentes da cadeia produtiva da cultura do Estado. Os produtos artísticos serão transmitidos ao vivo e também por reproduções gravadas, respeitando todas as recomendações para o isolamento social na quarentena.

Foto: Divulgação Secom/GEA

“O plano é uma iniciativa do Governo do Amapá para atender artistas locais que tiveram suas fontes de renda afetadas devido à pandemia do novo coronavírus, mas também é uma maneira de democratizar o acesso a conteúdos culturais e gerar oportunidades para artistas e técnicos”, destacou o secretário estadual de Cultura, Evandro Milhomem.

Programação de hoje: 12 de julho (domingo):


*Acompanhe os dias e horários de todas as apresentações: https://drive.google.com/file/d/1J4YXd6FRhZJclfleQHH8rzHRTsSRjUYZ/view

Sobre poesia e vida na quarentena – Crôniqueta poética de Pat Andrade

Crôniqueta poética de Pat Andrade

Não sei ao certo como é pra maioria dos poetas, mas a poesia é sempre válvula de escape pra mim. Através dela me manifesto, me sentencio, me absolvo. Me mato, morro e me ressuscito todo os dias.

Nesta quarentena, a poesia tem sido também tábua de salvação. Agarrei-me a ela como nunca; mas, às vezes, me escapulia. Não havia braços, mãos ou dedos que me fossem estendidos de volta. Aí, ficava sem escrever. Simplesmente não conseguia.

Talvez porque minha poesia tem inspiração no cotidiano; na vida pulsante e corrida; no universo que me cerca. De uma hora pra outra, tudo isso mudou. O universo reduziu-se à casa – que é minúscula; meu tempo continuou correndo – mas de um jeito diferente – e o cotidiano também se modificou profundamente. Ainda bem que a gente tem a capacidade inata de se adaptar. Ainda estou fazendo isso.

Sobrevivo da poesia. Não só da minha poesia, bem entendido. Mas de toda a poesia que me chega. Pela janela aberta do quarto, pelo livro ao lado do travesseiro, pela obra vendida nas redes sociais, pelo olhar do meu gato (que não é meu de verdade), pela risada do meu filho, pela doce palavra de um amigo querido ou por um gesto mais ríspido que a vida me reserva. O fato é que sobrevivo.

Primeiro final de semana do projeto Ao Vivo Lá Em Casa terá shows musicais, teatro, cultura popular e muito mais

Neste segundo final de semana de julho, uma extensa programação cultural estará disponível gratuitamente pela internet. O projeto “Ao Vivo Lá Em Casa”, da Secretaria de Cultura do Amapá (Secult), traz 19 atrações produzidas por artistas amapaenses, com transmissão inteiramente virtual pelo Facebook e Instagram da pasta e, igualmente, pelas redes sociais dos artistas participantes. Iniciando nesta sexta-feira (10), com música, teatro de fantoches, hip-hop, cultura popular e capoeira, a programação vai até o domingo (12), sempre no horário das 18h às 22h, com uma variedade de performances artísticas.

A programação inicia em grande estilo, com os shows musicais de Naldo Maranhão, Smith Gomez, Ppeu Ramos, Júlia Medeiros, Trio Bomkisó, Ralf Santos, Mateus Pedrosa e Ronery e Delmir, além das apresentações dos outros segmentos artísticos. O projeto ocorrerá até o mês de agosto, com mais de 90 atrações propostas pelos agentes da cadeia produtiva da cultura do Estado. Os produtos artísticos serão transmitidos ao vivo e também por reproduções gravadas, respeitando todas as recomendações para o isolamento social na quarentena.

“O plano é uma iniciativa do Governo do Amapá para atender artistas locais que tiveram suas fontes de renda afetadas devido à pandemia do novo coronavírus, mas também é uma maneira de democratizar o acesso a conteúdos culturais e gerar oportunidades para artistas e técnicos”, destacou o secretário estadual de Cultura, Evandro Milhomem.

Programação plural

Completando as doze horas de apresentações desse final de semana, no segmento de cultura popular, o grupo Berço do Marabaixo da Favela apresentará a dança tradicional amapaense, com relatos de mestres da nossa cultura. Também vai haver muita alegria com o “Arraiar lá em casa”, uma demonstração das festividades juninas para interagir e animar as famílias. Com o teatro de fantoches “Diga não ao preconceito”, o espetáculo teatral “Se deixar ela canta” e a apresentação de coreografias de zumba e hip-hop, a programação fica ainda mais envolvente.

O público também poderá assistir debates e instruções técnicas voltadas ao setor cultural. Haverá discussões on-line sobre as diretrizes da Lei de Emergência da Cultura; tutorial sobre luz, imagem e captação de som para o audiovisual; exibição comentada e demonstração técnica da exposição Retrô-Expectativa. Dentro do segmento da capoeira, o instrutor Alfinete falará sobre a história da puxada de rede e Suene Rairen discutirá sobre a música, toques, ritmos dos instrumentos e palmas, para o estilo de jogos.

Acompanhe os dias e horários das apresentações: https://drive.google.com/file/d/1J4YXd6FRhZJclfleQHH8rzHRTsSRjUYZ/view

 

 

ADORADORES DO LIVRO IMPRESSO (*) – Crônica de Fernando Canto

 

Crônica de Fernando Canto

Desde o surgimento dos computadores pessoais que ouço falar no fim do livro impresso. E já se vão anos.

Cientistas falam de um mundo novo, de substituição de tecnologias, e apontam como exemplo a revolução sem igual na história que foi a invenção do livro impresso, por Gutenberg, pois antes disso só havia livros copiados, manuscritos que valiam fortunas. A revista Superinteressante do mês passado traz um artigo muito atual sobre o assunto, enfatizando esses aspectos inclusive com a informação de que a revolução citada acima já acabou há dez anos, “quando a internet começou a crescer para valer”, e que ela passaria uma borracha na história do papel impresso e começaria outra. Cita que “os 7 milhões de volumes que a Universidade de Cambridge mantém hoje nos 150 quilômetros de prateleiras de suas várias bibliotecas caberiam em quatro discos rígidos de 500 gigabytes. Só quatro. Sem falar que ninguém precisaria ir até Cambridge para ler os livros”.

Mas apesar disso tudo a internet não mudou muito a história dos livros. Permanece um mistério inexplicável. O livro não foi morto nem enterrado. A Super diz que o segundo negócio online que mais deu certo (depois do Google) é uma livraria, a Amazon. E informa também que o mercado de livros eletrônicos deslanchou nos E.U.A com vendas em torno de 350 milhões de dólares em 2009, sendo que em 2008 elas atingiram um patamar inferior a 150 milhões.

Concordo que ler um livro no computador é um negócio ruim, até mesmo insuportável, porque ler por horas numa tela é o mesmo que ficar olhando uma lâmpada acesa. Não há quem aguente. Porém já apareceu (há três anos) o primeiro livro realmente viável: o Kindle, da Amazon, que cabe 1.500 obras e só pesa 400 gramas. Tem tela monocromática e pequena. Ele não emite luz e a tela é feita de tinta, preta para as letras e branca para o fundo. No início deste ano apareceu o iPad, da Apple, que segundo a revista citada, “tudo o que o Kindle tem de péssimo este tem de ótimo: tela enorme, colorida, páginas que você vira com os dedos, sem botão como se estivesse com um livro normal, mas a tela é de LCD. Não dá para ler um romance inteiro nele”.

Agora dezenas de empresas estão trabalhando para unir o que os dois têm de melhor, até chegarem ao livro eletrônico perfeito. A Phillips, por exemplo desenvolve o protótipo Liquavista, com tela de tinta colorida e a Pixel Qi um com LCD sensível ao toque, mas que não emite luz, de acordo com a informação da Super.

Mas enquanto o “livro perfeito” não vem vou fazendo como os adoradores de livros impressos o fazem sem pestanejar: curtir meu afeto por eles. Quantas pessoas, apaixonadas ou não, já não guardaram dentro deles flores, folhas, cartas, bilhetes, e até mechas de cabelos que lhes trazem boas lembranças, de amores e de desilusões? Folheá-los pode significar o encontro com algumas cédulas de real guardadas por acaso para uma ocasião e esquecida sem querer. Arrumá-los na estante é um trabalho que nunca dá preguiça. Lê-los, sobretudo, é apreender e conhecer o legado da Humanidade. No livro eletrônico essas historinhas bobas de quem ama os livros não seriam possíveis.

Recentemente, ao receber meu livro “Adoradores do Sol” da editora que o confeccionou, confesso do prazer de senti-lo ao tocar sua capa e abrir suas páginas, de ver impresso um trabalho de anos, da satisfação de tê-lo nas mãos e de saber que iria compartilhar com meus queridos leitores as informações e opiniões que deixei escritas em um objeto vivo, que todos podem, como eu, acariciar e carregar nas mãos. Que venha o livro eletrônico. Tudo muda, mas o livro impresso ainda é o bicho.

(*) Texto escrito em abril de 2010 (portanto, desatualizado tecnicamente) e publicado no jornal A Gazeta. Mas, vale ressaltar que os shoppings estão, ainda, cheios de livrarias.

Servidor do TJAP lança livro sobre Tributação Ambiental e Sustentabilidade

A tese acadêmica é um tesouro para seu autor. São dias e noites dedicados ao aprofundamento no tema de estudo, e, por isso, todo reconhecimento em torno da obra é merecido e bem recebido. É com esse sentimento de satisfação e de missão cumprida que o servidor da Justiça, José Heleno Prestes Vanzeler, ver o nascimento do seu livro “Tributação Ambiental e Sustentabilidade”, adaptado de sua dissertação defendida em seu Mestrado pela Universidade de Coimbra, em Portugal, e agora lançado pela Editora Lumen Juris, do Rio de Janeiro. O livro pode ser comprado pelo site www.lumenjuris.com.br e pelo site da Amazon (www.amazon.com.br). No Amapá, os exemplares podem ser encomendados com o próprio autor, pelo seu contato telefônico (96) 98806-7237.

O servidor José Heleno, mestre e agora autor de livros, explica que a ideia da publicação surgiu ainda em 2019 durante o processo de desenvolvimento da dissertação de sua tese com o tema “Tributação Ambiental e Sustentabilidade: ilustração com o setor dos transportes”, no qual encaminhou para a Editora Lumen Juris, especializada em temas jurídicos que demonstrou interesse pelo trabalho.

Para José Heleno, sua obra trata de um tema de interesse social de importância na vida diária das pessoas, pois se refere à proteção do meio ambiente. “O que é que o direito tributário pode fazer pela proteção do meio ambiente, tendo em conta, especificamente, o relevante setor dos transportes? É importante difundir essas informações sobre os incentivos fiscais, por exemplo, quem tem um carro elétrico hoje não paga IPVA, isso é um incentivo fiscal ambiental”, pontuou o autor.

Há dois anos, o servidor, que é lotado na Comarca de Santana, foi liberado pelo Tribunal para estudar em outro país, para ter a oportunidade não de só adquirir novos conhecimentos, mas também trazê-los para o Judiciário.

“Agradeço ao desembargador-presidente João Lages pelo incentivo que tive de poder representar a Justiça em outro país. Por causa dessa oportunidade de estudo, agora também realizo um sonho com essa publicação do livro, que é um retorno de contribuição para a população no qual desejo que desperte o interesse das pessoas estudarem novos assuntos. Espero que futuramente também ajude outras pessoas seja na comunidade jurídica, acadêmica ou apenas aos interessados na temática. É um trabalho que tenho muito orgulho e agora abro para todos conhecerem”.

Assessoria de Comunicação Social do TJAP

Poema de agora: Feliz Aniversário, Flávio Cavalcante, Amigo de fé. Irmão. Camarada! – ( do poeta Obdias Araújo para @PedraDeClariana)

“OB” e Flávio Cavalcante

Feliz Aniversário, Flávio Cavalcante, Amigo de fé. Irmão. Camarada!

Cinco de julho é o
septuagésimo
octogésimo dia do ano
no gregorianocalendário.

Flávio Cavalcante
Escolheu este dia
Para imprimir
Seus pedaleiros pés
Molhando de suor menino
O chão e o coração do Agreste.

Neste cinco de julho
Eu te saúdo Flávio
Agradecendo à Deusa
Do Poema que a mim
Mostrou o Azimute de teus
Companheiros passos!

Obdias Araújo

 

Flávio Cavalcante, a fotógrafa Márcia do Carmo, o jornalista Everlando Mathias e eu, em um encontro de trabalho em abril de 2019.

*Dou uma de “enxerido” e pego carona na homenagem do “OB” (como o Fernando Canto chama o Obdias Araújo e ele não gosta) para também desejar ao aniversariante, a quem considero um amigo, além de um de meus chefes, muita saúde, ainda mais sucesso e tudo que couber no seu conceito de felicidade.

Pai, filho, marido e irmão amoroso (gosto de ver suas manifestações para com a família nas redes sociais), escritor (poeta, cronista e contista) ciclista, fotógrafo e incentivador de esportes (também um de seus principais retratistas), Flávio Cavalcante é, sobretudo, um cara muito porreta e um homem de bem. A ele, todo amor que houver nesta vida! (Elton Tavares)

Poesia que não se esgota (Fernando Canto)

A poesia não se esgota no pensamento porque ela é o esforço da linguagem para fazer um mundo mais doce, mais puro em sua essência;

A poesia procura tocar o inacessível e conhecer o incognoscível na medida em que articula e conecta palavras e significados;

Cada imagem representada, projetada pelo sonho, pela imaginação ou pela realidade, é um símbolo que marca o que sabemos da vida e seus desdobramentos, às vezes fugidios.

Mas nem sempre é o poeta o autor dessa representação, pois tudo o que surge tem base social e comunitária, depende da vivência de realidade de quem propõe a linguagem e a criação poética.

Quando isso ocorre estamos diante da autenticidade do texto poético. E todos somos poetas, embora nem sempre saibamos disso. E ainda que nem tentemos sê-lo.

Fernando Canto

O Capitão Caverna, o meu super- herói favorito

Adoro desenhos animados antigos, mas não sou muito chegado nos que são exibidos agora. Normal, tô ficando velho. Concordo que as animações antigas perdem em recurso tecnológico para os “mangás & Cia” que passam na TV atualmente, mas ganham, e muito, em criatividade dos de hoje. Pois eles eram engraçadíssimos e possuíam uma originalidade fantástica.

Também sou chegado em histórias de heróis diferentes. O Capitão Caverna, por exemplo, era um dos mais esquisitos. Pesquisando sobre o personagem, li em alguns sites basicamente isso: “O Capitão Caverna foi criado por Joe Ruby e Ken Spears, em setembro de 1977. Entre os seus poderes estavam a super força e uma variedade de trecos escondidos sob seus abundantes pelos”.

Ah, ele ainda tinha um tacape, com a qual o herói voava e que também se transformava em vários objetos, dependendo das situações inusitadas. Capitão Caverna é um personagem dos estúdios Hanna-Barbera, que produziu os clássicos “Os Flintstones e Scooby Doo”, entre tantos outros.

Além de seu peculiar visual, cabeludo e descabelado, baixinho, troncudo, narigudo e com um terrível apetite. O Capitão Caverna tinha um vocabulário próprio, que contava com as palavras “unga-bunga” antes de qualquer frase mal construída que ele emitia. Sem falar no seu grito estridente: “Capitão Caveeernaaaaa!!”. Um verdadeiro super-homem da idade da pedra.

Tudo bem que sua história é clichê, pois ficou congelado durante eras e acordou no século 20, despertado por Branda, Kelly e Sabrina, “As panterinhas”. Mas ele formou uma parceria infalível com essas meninas, solucionou mistérios e combateu o mal por toda a minha infância. Com certeza, o Capitão Caverna era, com toda a sua patetice, o meu super- herói favorito. Bons tempos aqueles. É isso.

Elton Tavares

Para quem não viveu e viu ou está com saudades, aqui está o Capitão Caverna: