Prorrogadas as inscrições para o Prêmio SESC de Literatura

 
As inscrições do Prêmio SESC de Literatura foram prorrogadas até o dia 30 de setembro. Serão premiados textos inéditos nas categorias conto e romance, escritos em língua portuguesa de autores brasileiros ou estrangeiros residentes no Brasil.

As obras inscritas serão julgadas por escritores, especialista em literatura, jornalistas e críticos literários. Cada autor poderá inscrever uma obra em cada categoria. As inscrições deveram ser realizadas separadamente e com pseudônimos distintos.

O edital está disponível no site (www.sesc.com.br/premiosesc) onde também podem ser preenchidas as fichas de inscrição online. O resultado do Prêmio SESC de Literatura será divulgado em março de 2012, os vencedores de cada categoria terão sua obra publicada pela editora Record com tiragem inicial de dois mil exemplares, tendo direito a 10% do valor da comercialização da obra em livrarias. Participe do Prêmio SESC de Literatura e conquiste seu espaço no mercado editorial.

Thainá Rodrigues
ASCOM SESC/AP

5º Banquete Literário lança o livro “Entre riscos e Rabiscos”do autor Jefferson Monteiro

Sesc/AP – Foto: Elton Tavares
O Serviço Social do Comércio (SESC/AP), dando continuidade ao projeto Banquete Literário, que tem como objetivo incentivar as produções de escritores da região, promove, no dia 26 de agosto, às 20h no SESC Centro, o lançamento do livro “Entre riscos e rabiscos: sensibilidade à flor da pele” do autor Jefferson Monteiro.
O autor Jefferson Monteiro tem 47 anos, nasceu em Belém do Pará, mas reside em Macapá há 15 anos e em solo amapaense iniciou seus trabalhos voltados para arte. O livro que será lançado neste 5º Banquete Literário trás vinte e oito textos com temas variados que mexem com a sensibilidade do leitor. São mensagens relacionadas à amizade, família e amores, que podem ser enviadas como demonstração de carinho por e-mail, celular, redes sociais.
O livro “Entre riscos e rabiscos: sensibilidade à flor da pele” será vendido no evento pelo valor de R$15,00.

Assessoria de Comunicação e Marketing – ASCOM
SESC Amapá
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Lançamento do livro RES, de Hebert Emanuel

Por Karen Pimenta

O poeta Herbert Emanuel lançará, em Macapá, no dia 2 de Julho , no Centro Cultural Franco Amapaense, a partir das 20h, o seu quarto livro de poemas, intitulado: RES. A primeira sessão de autógrafos do livro RES aconteceu na 26ª Feira de Livros de Bento Gonçalves, Rio Grande do Sul, em Maio de 2011. A edição é bilíngue, com tradução feita para o espanhol pelos poetas Leo Lobos e Cristiane Grando. A produção é do Tatamirô Grupo de Poesia.

Dono de uma poética singular, cuja temática predominante é sempre a própria linguagem, neste seu novo livro intitulado RES – palavra latina que significa coisa e que deu origem à palavra real, realidade – Emanuel não foge a esta linha: são 12 poemas que possuem como temática o próprio real, em suas múltiplas manifestações, em que o poeta busca, pela palavra, exprimir seus sentidos, transfigurados em matéria – coisa – poética. 

Ou como afirma Tânia Ataíde, professora de Literatura: “Nesta busca por significar o real, está – aí a verdadeira busca – a palavra, que, na ânsia de exprimir e na falta de signos que bem expressem o que para o poeta é a um só tempo indizível e impulso do seu fazer poético cotidiano, pede morada no neologismo roseano: o real-palavra é “Nonada” toma de empréstimo o peso-leveza do signo pedra, o real-signo é ônix.”
 
Mais uma vez o poeta Herbert Emanuel nos presenteia com um belo livro em que se estabelece, numa afirmação poundiana, o jogo inteligente das ideias e dos afectos. Um livro que nos fazer pensar/sentir ou sentir/pensar, como se queira.

Serviço
 
Data: 02/07 (Sábado)
 Horário: 20h
 Local: Centro de Cultura Franco Amapaense
 Endereço: Rua General Gurjão, 32
 Bairro Central.

A Biografia do Lobão

Escrito por ele próprio, em parceria com o jornalista Claudio Tognolli, além da biografia em si, que ocupa a maior parte das quase 600 páginas, o livro traz uma pesquisa entremeada ao texto, destacando a repercusão do artista na mídia ao longo dos anos. No final, entrevistas com nomes importantes da trajetória de Lobão foram transformadas em texto. Participam, entre outros, o cantor Ritchie, a produtora cultural Maria Juçá e a cantora Elza Soares. Um anexo reproduz documentos envolvendo o artista e órgãos da Justiça.

Verborrágico, Lobão reescreve os anos 80 sob sua ótica, passa pelos noventa sobrevivendo no mercado, chega aos 00 inovando para seguir em frente e volta ao começo com o “Acústico MTV”. O músico conta detalhes de situações polêmicas nas quais sempre se envolveu. Veja abaixo alguns trechos extraídos do livro:

Infância

“Meu corte de cabelo (cortado quinzenalmente) era a cabeça quase toda rapada com máquina 1 e um topete ridículo erguido à base de muito gumex no topo da testa. (…) Vocês já imaginaram um garoto (…) com um topete anacrônico em sua cabeça e ainda por cima sendo chamado, pra cima e pra baixo, de Xurupito?”

Blitz

“Aproveitamos aquele ensaio para dar um acabamento numas canções, arranjar outras… quando o Guto pega o refrão ‘Você não soube me amar’ e faz o riff de guitarra… Em seguida, pediu pro Evandro falar o texto corrido e metrificou as palavras na cadência, dando um ritmo na letra e a forma final. A outra parte existente, o Evandro tinha composto na praia, com o Zeca Mendigo, e assim nascia o primeiro mega-hit dos anos 80…”

Paralamas

“O Jorge, meu amigo de São Conrado, um belo dia chega lá em casa esbaforido e manda: ‘Cara, você já viu o disco dos Paralamas do Sucesso?’ ‘Ainda não, por quê?’ ‘Porque é igual ao Cena! Cara, não acreditei quando ouvi… tem uma música que se chama Cinema Mudo. O carinha lá que canta tem a mesma voz que você… e o disco fala mais ou menos dos mesmos assuntos que o teu…’ ‘Como assim?’ ‘Além de Cinema Mudo, tem uma outra que fala de lambreta; o som é praticamente igual ao que você faz, e a guitarra é meio totalmente Lulu Santos…’”

Mau comportamento

“Quando desliguei o telefone, comecei a chorar feito uma criança. Sabia que, daquele momento em diante, estaria condenado a uma carreira solo. Tristíssimo e carente, parti para o Baixo pra filosofar com os colegas… Encontro quem? Cazuza. E na mesmíssima situação!!! Fora dispensado do Barão Vermelho!!… Vamos combinar uma coisa: ser expulso de uma banda por mau comportamento é muito pior do que ser expulso de uma suruba por mau comportamento”

Sexo

“Me encaminharam para a carceragem e me hospedaram na cela 4, que era bem diminuta. Uns seis a oito presos se preparavam para enrabar um crioulão enorme que, segundo a rapaziada, havia estuprado uma menina. Antes do ato, os caras raspavam com pouquíssima diligência o corpo do negão, que estava amarrado nas grades da janela, pedindo uma misericórdia que a galera dedicididamente não estava muito a fim de conceder. Depois de semiesfolado o estuprador recebeu em seu ânus várias trolhas em menos de 15 minutos”.

Drogas

“Pois bem, estamos todos a fastejar no meu quarto, na maior cheiração… Amanheço virado e percebo que tenho um avião pra pegar… Tomo meu gim-tônica e vou ao banheiro dar uma cafungadinha. E fiquei nessa até o avião decolar. Um gim-tônica, uma cafungadinha no banheiro. Como estava muito cansado, nada fazia lá muito efeito em minha pessoa. Pego o avião e continuo a cheirar no banheiro da aeronave.”

Rock’n’roll

“O Sepultura termina sua poderosa apresentação ovacionado por todos e, em poucos minutos, os urros de aclamação se transformaram em gritos de ‘fora Lobão! Não queremos samba! Fora, seu sambista de merda, tá querendo manchar o rock…’, e outras coisas mais… Por um momento, tive tempo para refletir sobre a ironia: sempre fui rechaçado pela cultura oficial, sob o epíteto de roqueiro… Agora, assistia àquele vitupério de roqueiros fundamentalistas a me odiarem por ‘mestiçar’ o rock imaculado… loucura…”

John Lennon – A vida (uma biografia de Philip Norman)

                                                                            Resenhado por @julianojubash

Foi difícil demais fechar esse livro depois de acabar de ler. Nas mais de 800 páginas, foi feito um trabalho precioso de jornalismo para contar com precisão e intimidade a vida de um cara genial. Lennon foi bem mais que um músico brilhante. Graças a um talento ímpar, ele conseguiu experimentar tudo o que quis até encontrar um tipo de alegria pleno. “John Lennon – A vida” é leitura obrigatória para qualquer ser alfabetizado.

Sociólogo lança o livro A origem do Sistema Penitenciário do Amapá

                                                                                      Por Oscar Filho

O Amapá será o segundo Estado da região Norte a publicar a origem histórica de seu sistema penitenciário, depois do Amazonas.

Desde suas origens (década de 1940) que a identidade do Sistema Prisional local não foi revelada ou escrita. Com a publicação do livro ‘A origem do Sistema Penitenciário do Amapá: aspectos históricos e sociológicos, o sistema penitenciário do Amapá terá sua própria identidade.

O lançamento da obra ocorre dia 18 de março/11 (sexta-feira), às 19h, no Centro de Convenção João Batista de Azevedo Picanço, na avenida Fab, com noite de autógrafo, participação de autoridades convidadas do Judiciário, demais poderes e aberto ao público. A divulgação do evento de lançamento do livro conta com o apoio cultural da Eletrobras Eletronorte Amapá.

A ideia de escrever o livro é mostrar para a sociedade o que realmente é o Sistema Prisional do Estado do Amapá e como vem sendo tratado desde sua origem. O livro auxiliará os leitores e críticos a entenderem que, ao longo da história, o Sistema Penitenciário tem servido de esconderijo e depósito de pessoas presas sem, contudo, justificar sua prática pelo principio da Lei de Execução Penal de 1984.

A origem do sistema penitenciário do Amapá: aspectos históricos e sociológicos foi escrito após oito anos de pesquisas científicas sobre o Sistema Prisional local. Portanto, é um livro científico que chegará às mãos dos leitores como referência e primeira identidade sobre nosso Sistema Prisional. Será pioneiro e, brevemente, seqüencial, na área da prisão em nosso Estado e, servirá, dentre outras coisas, para tomadas de decisões, a quem interessar, sobre os rumos da prisão. Esta é a primeira obra de uma trilogia resultante da pesquisa inédita sobre o Sistema Penitenciário do Amapá.

Da autoria

O autor é Emerson Barbosa de Barbosa, amapaense, sociólogo, acadêmico de direito, professor de sociologia, especialista em segurança pública pelo Ministério da Justiça, agente penitenciário e pesquisador do sistema penal amapaense há mais de oito anos. A apresentação do livro foi escrita pelo Dr. João Guilherme Lages Mendes, Juiz da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Macapá e Professor da UNIFAP. O Prefácio ficou a cargo do historiador Marcelus Buraslan.

Público alvo

Alunos de graduação e pós-graduação, advogado, defensor, promotor, procurador, juiz, desembargador, repórter, jornalista, policial, professor, crítico,e todos os cidadãos que demonstrem interesse pelo tema.

Contatos com o autor: 9141-6656/ 8133-7102.

Professores de Jornalismo doam livros de sua autoria à biblioteca da Unifap

                                                                  Por Roberta Scheibe

Os professores do novo curso de Jornalismo da Universidade Federal do Amapá (Unifap) oferecem à Instituição alguns exemplares de livros e artigos de sua autoria. A doação ocorre na próxima sexta-feira, dia 18 de fevereiro, às 18h no hall de entrada da biblioteca da Unifap.

As obras ofertadas são de autoria de Aldenor Benjamim dos Santos, Cláudia Maria Arantes de Assis, Jefferson Ferreira Saar, Ivan Carlo de Oliveira Andrade, Rafael Wagner dos Santos Costa e Roberta Scheibe. As obras retratam assuntos de Comunicação Social, com enfoque principal em Jornalismo e as áreas afins de literatura, história, marketing e esporte.

Na oportunidade, também acontecerá o lançamento da obra Extremo Norte, Extremo Sul, organizada pela professora Roberta Scheibe. Este livro reúne artigos de alunos orientados pela professora Roberta no Rio Grande do Sul e no Amapá.

Fazem parte do livro artigos dos amapaenses Marco Antonio A. de Brito, Stefanny N. A. Marques, Amelline H. B. de Queiroz, Daniela F. Pereira e Aline L. Carneiro.
Meu coment: Essa galera estudou comigo. Estou muito feliz e parabenizo a professora Roberta pela iniciativa.

Trote literário

O trote dos calouros do curso de Jornalismo da Unifap será de estímulo à leitura. Os alunos irão libertar livros no campus Marco Zero.

A inciativa faz parte do movimento Livro Livre Amapá, de estímulo à leitura. A ideia é colocar em circulação livros em pontos de grande movimentação de pessoas. Os que pegarem as obras não devem guardar em casa, mas soltar em outro local público após a leitura. Assim, mais e mais pessoas têm acesso à literatura.

O projeto faz parte de uma inciativa nacional que pode ser acompanhada no endereço http://www.livrolivre.art.br/. No Amapá, o movimento ganhou um blog (http://www.livrolivre.art.br/) e teve várias ações de libertação no ano de 2009. A proposta do curso de Jornalismo da UNIFAP é retomar as ações.

Entre os livros libertos estarão dois de professores do curso: O crônicas faquianas, de autoria da professora Roberta Scheibe e Bem Hur, uma vesão juvenil do clássico do cinema escrito pelo professor Ivan Carlo e publicado na coleção Clássicos da Literatura Juvenil, da editora Minuano.

EXTREMO NORTE, EXTREMO SUL

“Extremo Norte, Extremo Sul” assim como no filme de Wim Wenders, é o retrato de um tempo, onde o que está em jogo é a observação e o envolvimento com os episódios do cotidiano, que inevitavelmente estão “tão longe, tão perto” da Comunicação Social e de muitos espaços geográficos.

Este livro relata pesquisas acadêmicas vividas alunos de Jornalismo da Universidade de Passo Fundo, no Rio Grande do Sul; e da Faculdade Seama, em Macapá. De um extremo ao outro, no decorrer da obra o leitor vai conhecer e entender a realidade da Comunicação social em lugares tão distintos.

No livro, além do incentivo à prática da pesquisa específica em jornalismo, há um diálogo entre comunicação, cultura e sociedade; as múltiplas linguagens e a pluralidade de idéias e discursos de novos pesquisadores. Ao longo dos treze artigos desvendam-se trabalhos com temáticas singulares em cada aldeia, relacionando à clássica “aldeia global” de Marshall MCluhan.

Informações sobre a obra:
ISBN: 9788579532481
Ano: 2011
Edição: 1
Número de páginas: 204
Acabamento: Brochura
Formato: 14×20 cm

ROBERTA SCHEIBE
Entre em contato:

Li isso e achei a cara da minha mãe…

Rosto de Maria Lúcia, minha mãe, tatuado na minha perna. Ela é uma mulher maravilhosa! Ah, a arte é do Edricy França.
As Mulheres são fantásticas
A Mãe e o Pai estavam assistindo televisão, quando a Mãe disse:
– Estou cansada e já é tarde, vou me deitar!
Foi à cozinha fazer os sanduíches para o lanche do dia seguinte na escola, passou água nas taças das pipocas, tirou a carne do freezer para o jantar do dia seguinte, confirmou se as caixas dos cereais estavam vazias, encheu o açucareiro, pôs tijelas e talheres na mesa e preparou a cafeteira do café para estar pronta para ligar no dia seguinte.
Pôs ainda umas roupas na máquina de lavar, passou uma camisa a ferro pregou um botão que estava caindo. Guardou umas peças de jogo que ficaram em cima da mesa, e pôs o telefone no lugar.
Regou as plantas, despejou o lixo, e pendurou uma toalha para secar.
Bocejou, espreguiçou-se, e foi para o quarto.
Parou ainda no escritório e escreveu uma nota para o Professor do filho, pôs num envelope junto com o dinheiro para pagamento de uma visita de estudo, e apanhou um caderno que estava caído debaixo da cadeira.
Assinou um cartão de aniversário para uma amiga, selou o envelope, e fez uma pequena lista para o supermercado. Colocou ambos perto da carteira.
Nessa altura, o Pai disse lá da sala:
“Pensei que você tinha ido se deitar”.
“Estou a caminho” respondeu ela. Pôs água na tijela do cão e chamou o gato para dentro de casa. Certificou-se de que as portas estavam fechadas. Espreitou para o quarto de cada um dos filhos, apagou a luz do corredor, pendurou uma camisa, atirou umas meias para o cesto de roupa suja e conversou um bocadinho com o mais velho que ainda estava estudando no quarto.
Já no quarto, acertou o despertador, preparou a roupa para o dia seguinte e arrumou os sapatos.
Depois lavou o rosto, passou creme, escovou os dentes e acertou uma unha quebrada.
A essa altura, o pai desligou a televisão e disse:
“Vou me deitar”. E foi. Sem mais nada.
Notaram aqui alguma coisa de extraordinário? Ainda perguntaram por que é que as mulheres vivem mais…
E são tão MARAVILHOSAS?
PORQUE SÃO MAIS FORTES…
FEITAS PARA RESISTIR…
Envie isto às mulheres fantásticas que conhece.
Elas vão amar!
E para os homens também: pode ser que eles percebam alguma coisa…
“Existem muitos motivos para não se amar uma pessoa, mas apenas um para amá-la”.
 

Carlos Drummond de Andrade
 
Fonte: Farofa

Literatura e Política

  Por Regis Sanches – Colaborador deste blog e proprietário do portal Brilho de Fogo (http://www.brilhodefogo.com/)

O colombiano Gabriel Garcia Marquez ganhou o Nobel de Literatura pela originalidade de suas estórias com tempero caribenho. “Cem Anos de Solidão” é a obra-prima do realismo fantástico, engendrada pela mente do ex-repórter policial que nasceu na minúscula Aracataca, ouvindo as histórias fenomenais de seu avô.

“Gabo” hoje mora em Barcelona, onde desfruta o status merecido de imortal vivo da literatura universal. Ao contrário do “imortal” José Sarney, cujas letras mortas que ninguém lê contrastam com a solércia do político que multiplicou o patrimônio privado à custa do erário.

Após renovar o passe de seu pupilo Edison Lobão no Ministério das Minas e Energia do futuro governo Dilma Rousseff, o morubixaba da Ilha do Calhau atropelou a deputada Fátima Pelais (PMDB-AP), cujo nome chegou a ser cogitado – na mais remota hipótese, convenhamos! – para a pasta do Turismo.

A “ministra” Fátima foi fritada pelo próprio imperador maranhense, que atravessou uma pauta para a revista Veja, cuja matéria o portal WWW.brilhodefogo.com reproduz com o maior prazer.

Se morasse no Brasil, Gabriel Garcia Marquez já teria material suficiente para escrever 100 livros. Pois, imaginem que no lugar de Fátima, Sarney chancelou o nome de um obscuro deputado federal eleito pelo PMDB do Maranhão. Antes não tivesse avalizado o passe de Pedro Novais, integrante do “baixo clero” da Câmara, o que significa dizer que ele é um parlamentar inexpressivo e inoperante.

Pedro Novais mora no Rio de Janeiro. Aliás, eleger-se pelo Maranhão e residir em outro estado – ou vice-versa – deve ser uma prática corriqueira entre os nativos daquelas plagas, onde, é bom que se reconheça, há gente descolada, que curte e produz um reggae de excelente qualidade. Vejam que o domicílio eleitoral de José de Ribamar é o município de Macapá, onde ele só aparece quando o cometa Halley dá o ar da sua graça nos céus da capital protegida por São José.

A respeito de insuspeitada criatura do deputado Pedro Novais, nosso portal (Brilho de Fogo) publica a reportagem do jornal O Estado de São Paulo, reproduzida nesta quarta-feira, 22, na grande imprensa do país. É algo realmente surreal: Pedro pagou motel com verbas de representação da Câmara Federal. É o sonho de consumo de qualquer Mané da periferia de Macapá.

Seiscentos e Sessenta e Seis

A vida é uns deveres que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são 6 horas: há tempo…
Quando se vê, já é 6ªfeira…
Quando se vê, passaram 60 anos…
Agora, é tarde demais para ser reprovado…
E se me dessem – um dia – outra oportunidade,
eu nem olhava o relógio.
seguia sempre, sempre em frente …
E iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas…
Mário Quintana – Livro – Esconderijos do Tempo

Viva!

Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. O romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando, porque embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.

Luis Fernando Veríssimo

Sem destino, sem dogma e sem fé

“O mundo não é um sistema ordenado, não é um cosmos, é um aspecto passageiro de um processo mutável e múltiplo cujos cambiantes não se conseguem prever, cujo objetivo nos é incompreensível. As leis que Zeus introduz não são eternas e insondáveis leis da natureza, mas o resultado de um equilíbrio entre tendências em contraste; a todo momento o caos pode irromper sobre nós. Com isto, o racionalismo científico não é excluído uma vez por todas da nossa consideração. É uma das fábulas que contamos para suportar temporariamente o absurdo que nos rodeia.”

“O nonsense e a fé, por muito estranha que possa parecer a ligação, são duas supremas afirmações desta verdade: não é possível arrancar a alma das coisas com um silogismo; aquele que estudando apenas o aspecto lógico das coisas, chegou a conclusão de que ‘a fé é nonsense’ não sabe como são verdadeiras suas palavras; poderá replicar-se que ‘o nonsense é fé’.”

— Gillo Dorfles, em seu livro “Elogio da desarmonia”.