Música de agora: Que Beleza- Tim Maia

Que Beleza- Tim Maia

Uh uh uh que beleza!!!
Uh uh uh que beleza!!!
uh uh uh que beleza!!!
uh uh uh que beleza!!!

Que beleza é sentir a natureza,
ter certeza pra onde vai e de onde vem.
Que beleza é vir da pureza,
e sem medo distinguir o mal e o bem.

Uh uh uh que beleza
Uh uh uh que beleza

Que beleza é saber seu nome
sua origem, seu passado e seu futuro.
Que beleza é conhecer o desencanto
e ver tudo bem mais claro no escuro

Uh uh uh que beleza
Uh uh uh que beleza

Abra a porta e vai entrando
felicidade vai brilhar no mundo
Que beleza! (2 x)

Uh uh uh que beleza
uh uh uh que beleza.

Música de agora: Pecado Capital – Paulinho da Viola

Pecado Capital – Paulinho da Viola

Dinheiro na mão é vendaval
É vendaval!
Na vida de um sonhador
De um sonhador!
Quanta gente aí se engana
E cai da cama
Com toda a ilusão que sonhou
E a grandeza se desfaz
Quando a solidão é mais
Alguém já falou…

Mas é preciso viver
E viver
Não é brincadeira não
Quando o jeito é se virar
Cada um trata de si
Irmão desconhece irmão
E aí!
Dinheiro na mão é vendaval
Dinheiro na mão é solução
E solidão!
Dinheiro na mão é vendaval
Dinheiro na mão é solução
E solidão!

Dinheiro na mão é vendaval
É vendaval!
Na vida de um sonhador
De um sonhador!
Quanta gente aí se engana
E cai da cama
Com toda a ilusão que sonhou
E a grandeza se desfaz
Quando a solidão é mais
Alguém já falou…

Mas é preciso viver
E viver
Não é brincadeira não
Quando o jeito é se virar
Cada um trata de si
Irmão desconhece irmão
E aí!
Dinheiro na mão é vendaval
Dinheiro na mão é solução
E solidão!
Dinheiro na mão é vendaval
Dinheiro na mão é solução
E solidão!
E solidão! E solidão!
E solidão! E solidão!
E solidão! E solidão!

Música de agora: Meu Mundo É Hoje – Paulinho da Viola

Meu Mundo É Hoje – Paulinho da Viola

Eu sou assim, quem quiser gostar de mim eu sou assim.
Eu sou assim, quem quiser gostar de mim eu sou assim.
Meu mundo é hoje não existe amanhã pra mim
Eu sou assim, assim morrerei um dia.
Não levarei arrependimentos nem o peso da hipocrisia.
Tenho pena daqueles que se agacham até o chão
Enganando a si mesmo por dinheiro ou posição
Nunca tomei parte desse enorme batalhão,
Pois sei que além de flores, nada mais vai no caixão.
Eu sou assim, quem quiser gostar de mim eu sou assim.

Música de agora: Tempo Perdido – Legião Urbana

Tempo Perdido – Legião Urbana

Todos os dias quando acordo
Não tenho mais o tempo que passou
Mas tenho muito tempo
Temos todo o tempo do mundo

Todos os dias antes de dormir
Lembro e esqueço como foi o dia
Sempre em frente
Não temos tempo a perder

Nosso suor sagrado
É bem mais belo que esse sangue amargo
E tão sério e selvagem
Selvagem, selvagem

Veja o sol dessa manhã tão cinza
A tempestade que chega é da cor dos teus olhos
Castanhos

Então me abraça forte
E me diz mais uma vez que já estamos
Distantes de tudo
Temos nosso próprio tempo
Temos nosso próprio tempo
Temos nosso próprio tempo

Não tenho medo do escuro
Mas deixe as luzes acesas agora
O que foi escondido é o que se escondeu
E o que foi prometido, ninguém prometeu

Nem foi tempo perdido
Somos tão jovens
Tão jovens, tão jovens

Músico, compositor e cantor Helder Brandão gira a roda da vida Feliz aniversário, amigo! – @HelderBrao

Sempre digo aqui que gosto de parabenizar neste site as pessoas por quem nutro amor ou amizade. Afinal, sou melhor com letras do que com declarações faladas. Acredito que manifestações públicas de afeto são importantes. Quem gira a roda da vida neste vigésimo segundo dia de maio é o Helder Brandão. Um brother muito querido e por isso lhe rendo homenagens, pois trata-se de um cara porreta!

Helder é oficial da policial militar, humanista, músico, cantor, compositor, amante de cerveja boa e de culinária refinada (só ver os faisões e javalis de todo local do mundo que ele cozinha), além de brother das antigas deste editor.

Helder é marido da Dóris, outra amiga minha, pai de três filhos (dia desses que me toquei que a talentosa Inaê está entre a prole), irmão da Dalva e um cara muito porreta. Conheci o figura ainda nos anos 90, na época que a gente era doideira. Como diz o escritor Fernando Canto: “de um tempo que fomos para sermos o que somos”.

Helder Brandão é linguista por formação; cursou Licenciatura Plena em Letras pela Universidade Federal do Amapá (Unifap). É letrista cartazista, Mestre em Letras – Linguagens na Amazônia – na linha de pesquisa Identidade Cultura e Memória pela Unifap.  E se aposentou como major e músico na Banda de Música da Polícia Militar do Amapá, participa como compositor e interprete de diversos festivais em nível local e nacional.

O amigo querido já colocou seu talento à disposição das obras de Sabatião, Nivito Guedes, grupo Raízes Aéreas, assim como a participação no DVD Especial da Música Amapaense e do show de 50 anos de Joãozinho Gomes e Val Milhomem.

Vez ou outra, nos encontramos. E é sempre um papo porreta. Por tudo que é, fez e faz, hoje rendo homenagens ao amigo.

Helder, mano velho, que teu novo ciclo seja ainda mais paid’égua. Que sigas pisando forte em busca dos teus objetivos e que tudo que couber no teu conceito de sucesso se realize. Que a Força sempre esteja contigo. Saúde e sucesso sempre. Parabéns pelo teu dia, amigo. Feliz aniversário!

Elton Tavares

Música de agora: São Benedito Bendito – (composição de Zé Miguel e Joãozinho Gomes) – Patrícia Bastos

São Benedito Bendito – (composição de Zé Miguel e Joãozinho Gomes) – Patrícia Bastos

Pelas horas que são Benedito
Pela a nossa missão Benedito
Pela a nossa nação Benedito
Ouça a nossa oração Benedito

Dê a nós atenção Benedito
Faça a nossa intenção Benedito
Ouça a nossa canção Benedito
Abra a nossa expansão Benedito

São Benedito bendito
Bendito São Benedito…

Nos livrai d’aflição Benedito
Dai-nos inspiração Benedito
Nos enchei de afeição Benedito
Nossa abolição Benedito

Eis a nossa expressão Benedito
Baque do coração Benedito
Choro de emoção Benedito
Toque de percussão Benedito

Música de agora: Aquele Abraço – Gilberto Gil


Aquele Abraço – Gilberto Gil
 
O Rio de Janeiro continua lindo
O Rio de Janeiro continua sendo
O Rio de Janeiro, fevereiro e março
 
Alô, alô, Realengo
Aquele Abraço!
Alô torcida do Flamengo
Aquele abraço
 
Chacrinha continua
Balançando a pança
E buzinando a moça
E comandando a massa
E continua dando
As ordens no terreiro
 
Alô, alô, seu Chacrinha
Velho guerreiro
Alô, alô, Terezinha
Rio de Janeiro
Alô, alô, seu Chacrinha
Velho palhaço
Alô, alô, Terezinha
Aquele Abraço!
 
Alô, moça da favela
Aquele Abraço!
Todo mundo da Portela
Aquele Abraço!
Todo mês de fevereiro
Aquele passo!
Alô Banda de Ipanema
Aquele Abraço!
 
Meu caminho pelo mundo
Eu mesmo traço
A Bahia já me deu
Régua e compasso
Quem sabe de mim sou eu
Aquele Abraço!
Pra você que me esqueceu
Ruuummm!
Aquele Abraço!
Alô Rio de Janeiro
Aquele Abraço!
Todo o povo brasileiro
Aquele Abraço!

Música de agora: Panis Et Circenses – Os Mutantes (versão de 14 BIS & Boca Livre)

Panis Et Circenses – Os Mutantes (versão de 14 BIS & Boca Livre)

Eu quis cantar
Minha canção iluminada de sol
Soltei os panos sobre os mastros no ar
Soltei os tigres e os leões nos quintais
Mas as pessoas na sala de jantar
São ocupadas em nascer e morrer

Mandei fazer
De puro aço luminoso um punhal
Para matar o meu amor e matei
Às cinco horas na avenida central
Mas as pessoas na sala de jantar
São ocupadas em nascer e morrer

Mandei plantar
Folhas de sonho no jardim do solar
As folhas sabem procurar pelo sol
E as raízes procurar, procurar

Mas as pessoas na sala de jantar
Essas pessoas na sala de jantar
São as pessoas da sala de jantar
Mas as pessoas na sala de jantar
São ocupadas em nascer e morrer

 

Música de agora: Karma Police (Polícia do Karma) – Radiohead

Karma Police (Polícia Kármica) – Radiohead

Polícia do Karma, prenda esse cara
Ele fala em matemáticas, zune como uma frigideira
Ele é como um rádio fora de sintonia

Polícia do Karma, prenda essa moça
Esse penteado tipo Hitler me deixa doente
E nós estragamos sua a festa

Isto é o que você ganha
Isto é o que você ganha
Isto é o que você ganha
Quando você mexe conosco

Polícia do Karma, eu dei tudo que eu podia
E não é o bastante, eu dei tudo que podia
Mas ainda estamos devendo

Isto é o que você ganha
Isto é o que você ganha
Isto é o que você ganha
Quando você mexe conosco

Por um minuto
Eu me perdi, eu me perdi
Ufa, por um minuto
Eu me perdi, eu me perdi

 

Música de agora: Eu Sei – Boca Livre e 14 BIS (canção da Legião Urbana)

Eu Sei – Boca Livre e 14 BIS (canção da Legião Urbana)

Sexo verbal
Não faz meu estilo
Palavras são erros
E os erros são seus

Não quero lembrar
Que eu erro também
Um dia pretendo
Tentar descobrir
Porque é mais forte
Quem sabe mentir
Não quero lembrar
Que eu minto também

Eu sei, Eu sei

Feche a porta do seu quarto
Porque se toca o telefone
Pode ser alguém
Com quem você quer falar
Por horas e horas e horas

A noite acabou
Talvez tenhamos
Que fugir sem você
Mas não, não vá agora
Quero honras e promessas
Lembranças e histórias

Somos pássaro novo
Longe do ninho
Eu sei, eu sei

Música de agora: A Máquina de Escrever – Barão Vermelho

A Máquina de Escrever – Barão Vermelho

Mãe, se eu morrer de um repentino mal
Vende meus bens, a bem dos meus credores
A fantasia de festivas cores que usei
No derradeiro carnaval

Vende esse rádio que ganhei de prêmio
Por um concurso num jornal do povo
E aquele terno novo ou quase novo
Com poucas manchas de café boêmio

Vende também meus óculos antigos
Que me davam ares inocentes
Não precisarei de suas lentes
Para enxergar os corações amigos

Sem ruído é mais provável que eu alcance o céu
Vou penetrar e então provar seu mel
No paraíso só preciso de um olhar
Sem teu sorriso, outro sorriso para me enganar

Mas poupa minha amiga de horas mortas
Com teclas bambas, minha máquina de peças tortas
Vende todas as grandes pequenezas
Que eram meu íntimo tesouro

Mas não ainda que ofereçam ouro
Mas não ainda que ofereçam ouro
Não vendas o meu filtro de tristezas

Música de agora: A Novidade – Os Paralamas do Sucesso

A Novidade – Os Paralamas do Sucesso

A novidade veio dar a praia
Na qualidade rara de sereia
Metade o busto de uma deusa maia
Metade um grande rabo de baleia

A novidade era o máximo
Um paradoxo estendido na areia
Alguns a desejar seus beijos de deusa
Outros a desejar seu rabo pra ceia

O mundo tão desigual
Tudo é tão desigual
O, o, o, o…
De um lado esse carnaval
De outro a fome total
O, o, o, o…

E a novidade que seria um sonho
O milagre risonho da sereia
Virava um pesadelo tão medonho
Ali naquela praia, ali na areia

A novidade era a guerra
Entre o feliz poeta e o esfomeado
Estraçalhando uma sereia bonita
Despedaçando o sonho pra cada lado

Ô Mundo tão desigual…
A Novidade era o máximo…
Ô Mundo tão desigual…

Minhas dezenas de fitas K7 e a nostalgia – Crônica de Elton Tavares (do livro “Crônicas De Rocha – Sobre Bênçãos e Canalhices Diárias”)

Arte de Ronaldo Rony

Certa vez, há alguns anos, ao procurar meus livros dentro do armário do quarto, dei de cara com minhas duas caixas de sapatos repletas de fitas cassete. Constituída por dois carretéis de fitas magnéticas, a fita cassete é popularmente abreviada como K7. Esse tipo de “tecnologia” foi desenvolvida pela empresa Phillips, em 1963, para substituir a fita de rolo e o formato 8-track, que eram semelhantes, mas muito menos práticos e mais espaçosos.

A tecnologia desse artefato traz uma fita de áudio de 3,15 milímetros de largura, que rodava a uma velocidade de 4,76 centímetros por segundo. Antigamente a gente ouvia tudo na fita K7, no vinil e, muito depois, CD. Hoje, apesar de alguns ainda usarem o “Compact Disc”, quase tudo é no MP3 e MP4.

Minhas caixas, com quase 40 fitas, têm de tudo: Sony, Maxell, Bulk, Basf, Phillips e TDK, de 40, 60 e 90 minutos. A maioria não possui mais capa, mas as que ainda têm estão com os nomes das músicas ordenadamente anotadas no papel interior da fita.

Naquela época, nós caçávamos sons novos como as bruxas eram perseguidas durante a Inquisição, ou seja, incansavelmente. Época de micro system Sanyo (Alguém aí se lembra do que é “rewind”?), walkman Sony e festas de garagem.

Dentro das caixas os velhos companheiros: Depeche Mode, The Smiths, New Order,The Cure, Iron, U2, A-ha, David Bowie, Queen, Pearl Jam e Nirvana (muito Nirvana) Titãs, Ira! ,Paralamas, Legião Urbana (muito Legião), Barão Vermelho, Engenheiros… todos esses e outros heróis da juventude. Além de umas do velho Chico Buarque.

Fizeram sucesso no final de 80, todos os 90 e início dos anos dois mil. Não tenho vergonha de ser tão antiquado. Meu brother André fala sempre, em tom pejorativo, que todo mundo já gravava CDs em 1999 e eu fitas. Bons tempos!

Aliás, gravar fitas era porreta. Quando curtia muito um som, todo um continha somente uma música (podia ser 30 ou 45 minutos de cada lado, com a mesma canção). Às vezes, ficava com o dedo no tape deck, esperando o locutor da FM calar a boca e soltar o som para que eu o tomasse. Oh, saudades!

Enrolar e desenrolar fitas com lápis ou caneta, sem falar em limpar cabeçotes do tape deck, isso sim é nostalgia.

Minhas fitas. Tenho dezenas até hoje. Sei que são inúteis, mas é o apego nostálgico.

A fita cassete não voltou como o vinil, que hoje é objeto cult. No máximo, estão em forma de adesivos de smarthfones (que acho legal pra cacete).

É, minhas velhas e empoeiradas caixas de sapato não estão somente repletas de fitas cassete, mas de ótimas lembranças. Eu as olhei por dezenas de minutos e as guardei novamente no armário, na memória e no coração…

Elton Tavares

*Texto do livro “Crônicas De Rocha – Sobre Bênçãos e Canalhices Diárias”, de minha autoria, lançado em 2020.