Música de agora: Interstate Love Song (Canção de amor inter-estadual) – Stone Temple Pilots

Interstate Love Song (Canção de amor inter-estadual) – Stone Temple Pilots

À espera numa tarde de domingo
Pela palavra que li entre linhas
As tuas mentiras
Sentindo-me como uma mão em vergonha enferrujada
Tu choras ou ris?
Respondes?

Partindo num trem sulista
Só ontem mentiste
Promessas do que me parecia estar apenas a observar o passar do tempo
Todas essas coisas que tu me disseste

Respirar é a coisa mais difícil de se fazer
Com tudo o que disse e tudo está morto para ti
Tu mentiste! – Adeus

Partindo num trem sulista
Só ontem mentiste
Promessas do que me parecia estar apenas a observar o passar do tempo
Todas essas coisas que eu te disse

Música de agora: Eu Sei – Boca Livre e 14 BIS (canção da Legião Urbana)

Eu Sei – Boca Livre e 14 BIS (canção da Legião Urbana)

Sexo verbal
Não faz meu estilo
Palavras são erros
E os erros são seus

Não quero lembrar
Que eu erro também
Um dia pretendo
Tentar descobrir
Porque é mais forte
Quem sabe mentir
Não quero lembrar
Que eu minto também

Eu sei, Eu sei

Feche a porta do seu quarto
Porque se toca o telefone
Pode ser alguém
Com quem você quer falar
Por horas e horas e horas

A noite acabou
Talvez tenhamos
Que fugir sem você
Mas não, não vá agora
Quero honras e promessas
Lembranças e histórias

Somos pássaro novo
Longe do ninho
Eu sei, eu sei

“SESC Partituras” homenageia Chiquinha Gonzaga e Ernesto Nazareth

 


Dando início a temporada de 2019 do projeto Concertos SESC Partituras, o SESC Amapá, trás ao palco a cantora lírica Vera Vigário e o Pianista Bruno George, que voltam à programação em homenagem a Chiquinha Gonzaga e Ernesto Nazareth através do Duo Sonoro. A apresentação será gratuita e acontecerá no dia 26 de setembro, às 19h no SESC Centro.

O Duo Sonora apresenta em Piano e Voz, a Música Erudita Brasileira com obras de Chiquinha Gonzaga e Ernesto Nazareth, ícones da música erudita brasileira do século XIX e XX nos gêneros: choro, polka, tango brasileiro, marcha, valsa, entre outros.

Sobre o projeto

O Projeto SESC Partituras é uma biblioteca digital de música que visa preservar e difundir o patrimônio musical brasileiro por meio da disponibilização de partituras digitalizadas e editoradas. O site oferece acesso gratuito às partituras, permitindo a consulta e download das obras catalogadas. Anualmente são programadas pelos Departamentos Regionais do SESC apresentações musicais com repertório selecionado exclusivamente do acervo do projeto, que é formado por obras de compositores brasileiros, com participações de músicos nas mais diversas formações entre solistas, grupos de câmara, coral e orquestra.

Assessoria de comunicação do Sesc

Música de agora: Eclipse Oculto – (canção de Caetano Veloso e versão do Barão Vermelho)

Eclipse Oculto – música Caetano Veloso e versão do Barão Vermelho

Nosso amor não deu certo
Gargalhadas e lágrimas
De perto fomos quase nada
Tipo de amor que não pode dar certo na luz da manhã
E desperdiçamos os blues do Djavan

Demasiadas palavras
Fraco impulso de vida
Travada a mente na ideologia
E o corpo não agia
Como se o coração tivesse antes que optar
Entre o inseto e o inseticida

Não me queixo
Eu não soube te amar
Mas não deixo
De querer conquistar
Uma coisa qualquer em você

O que será?
Como nunca se mostra
O outro lado da lua
Eu desejo viajar
Pro outro lado da sua

Meu coração galinha de leão
Não quer mais amarrar frustação
O eclipse oculto na luz do verão
Mas bem que nós fomos muito feliz

Só durante o prelúdio
Gargalhadas e lágrimas
Até irmos pro estúdio
Mas na hora da cama nada pintou direito

É minha cara falar
Não sou proveito
Sou pura fama

Nada tem que dar certo
Nosso amor é bonito
Só não disse ao que veio
Atrasado e aflito
E paramos no meio
Sem saber os desejos
Aonde é que iam dar
E aquele projeto
Ainda estará no ar?

Não quero que você
Fique fera comigo
Quero ser seu amor
Quero ser seu amigo
Quero que tudo saia
Como o som de Tim Maia
Sem grilos de mim
Sem desespero, sem tédio, sem fim

Música de agora: Lanterna Dos Afogados – Paralamas do Sucesso

Lanterna Dos Afogados – Paralamas do Sucesso

Quando tá escuro e ninguém te ouve
Quando chega a noite e você pode chorar
Há uma luz no túnel dos desesperados
Há um cais do porto pra quem precisa chegar
Eu tô na lanterna dos afogados
Eu tô te esperando, vê se não vai demorar

Uma noite longa por uma vida curta
Mas já não me importa basta poder te ajudar
E são tantas marcas que já fazem parte
Do que sou agora mas ainda sei me virar
Eu tô na lanterna dos afogados
Eu tô te esperando vê se não vai demorar

Uma noite longa por uma vida curta
Mas já não me importa, basta poder te ajudar
Eu tô na lanterna dos afogados

CD TODO MÚSICA, O PRIMEIRO SOLO DO CANTOR E COMPOSITOR ENRICO DI MICELI – Por Ruy Godinho

Enrico Di Miceli – Foto: Alexandre Brito

Por Ruy Godinho

Eis que chega ao cenário fonográfico brasileiro um laivo de esperança, uma luz no fim do túnel, o CD Todo Música, primeiro solo do cantor e compositor amazônico Enrico Di Miceli, cultivado ao longo de três décadas de profícua carreira.

A causa de tamanho espanto, esperança e reconforto é que, sempre antecedido pelo canto do anun, as notícias que têm sido anunciadas para a área cultural não têm sido lá muito boas. Num cenário fonográfico direcionado por força do poder econômico, este álbum aporta como um alento, um canto alvissareiro de que as coisas boas estão latentes, vivas e que a qualquer momento podem pratear o céu como uma noite de lua cheia.

A impressão que se tem quando da primeira audição, é de que o disco não poderia ter outro nome: Todo Música. E que a faixa título representasse um autoelogio – bem que poderia. Mas, não é, foi composta em homenagem a Gilberto Gil– grande referência de Enrico – e que imprimiu todo o conceito da produção.

Mas, que o “cara é todo música”, é. Tanto que a produção se apresenta como uma vitrine da competência e da criatividade de Enrico Di Miceli, um compositor intuitivo, livre das amarras da teoria, rebelde, que vai e vem solto,em diversos gêneros. Compõe belas melodias que desfilam suas belezas nas já reconhecidas harmonias sofisticadas, que é um diferencial do compositor. No cardápio temos as baladas Todo música (c/Joãozinho Gomes) e Sebastiana (c/Zeca Preto), o bolero Beijo clandestino (c/Joãozinho Gomes), o funk Rita Santana (c/José Inácio Vieira de Melo), o marabaixo Pedra de Mistério (c/Osmar Jr.), os batuques Dançando com a sereia (c/Joãozinho Gomes) e Encontro dos tambores (c/Joãozinho Gomes e Leandro Dias), o reggae-marabaixo Língua intrusa (c/Joãozinho Gomes), o blues Idade não é documento (c/Eliakin Rufino), a balada-jazz Tenho você que me tem (c/Jorge Andrade), a balada pop Vale mais (c/Joãozinho Gomes) e o marabaixo Bacabeira (c/Cléverson Baía e Joãozinho Gomes). A única faixa não autoral é a balada-rock Dia quente (Zeca Baleiro/Joãozinho Gomes), tão constante no repertório de Enrico que não poderia ficar de fora. É de bom alvitre esclarecer que marabaixo e batuque são ritmos tradicionais da africanidade amapaense.O fato é que é difícil classificar só um gênero numa faixa, pelo fato de Enrico estar sempre buscando fundir os ritmos.

Não bastasse, o CD é valorizado com a pluralidade de parcerias, é enriquecido com a qualidade das letras dos parceiros,quase todos poetas amazônicos, que não desassociam letra de música de poesia: Joãozinho Gomes, Zeca Preto, Eliakin Rufino, Jorge Andrade e Osmar Jr., além do baiano José Inácio Vieira de Melo, que lhe presenteou com a letra de Rita Santana, composta em homenagem a uma atriz, poeta e ativista político-social baiana.

À propósito, Zeca Baleiro escreveu no encarte:

O Norte tem sido a grande Meca da música brasileira nos últimos anos, tamanho é o arsenal de ritmos, caminhos harmônicos e sonoridades. E neste belo Todo Música, Enrico Di Miceli põe sua pitada de tempero ao grande banquete musical amazônico. Viva o rico mundo de Enrico! Enrico, sarava, irmão!”

Nas gravações, Enrico Di Miceli escalou um time de virtuoses de Macapá, instrumentistas do mais alto nível, velhos conhecidos. São eles:Edson Costa (Fabinho) (guitarra), Alan Gomes (baixo), Hian Moreira (bateria) e o percussionista mais genuíno para os toques do marabaixo e do batuque, Nena Silva (percussão). A estes, Nilson Chaves, que fez a Produção Geral de Estúdio e a Direção Artística, arregimentou um reforço de primeira linha, de Belém, dentre eles:, Davi Amorim (guitarra e banjo), o próprio Nilson Chaves (violão de nylon), Adelbert Carneiro (baixo), Edgar Matos (teclados), Esdras de Souza (sopros), Edvaldo Cavalcante e Márcio Jardim (bateria), Kleber Benigno (Paturi) (percussão geral) e o quarteto de cordas formado por Bruno Valente (violoncelo), Rodrigo Santana (viola), Marcus Guedes e Ronaldo Sarmanho (violinos).

Parte dos arranjos foram feitos por Alan Gomes, Edson Costa (Fabinho) e Hian Moreira; três faixas foram creditadas como ‘arranjo coletivo’, todos contribuindo com seus pitacos.Mas, também constam os arranjos de Nilson Chaves e de dois outros renomados ícones da música paraense: o baixista Adelbert Carneiro e o maestro Tynnoco Costa, este último responsável pelos arranjos de cordas.

O disco foi gravado e mixado no Estúdio APCE (Belém/PA), pelo técnico de gravação Assis Figueiredo, que também o mixou ao lado de Nilson Chaves. A masterização foi feita por Carlos Freitas (Classic Master, SP) e a produção executiva foi de Clícia Vieira Di Miceli.

*Ruy Godinho é pesquisador, radialista e escritor.

Música de agora: Bizarre Love Triangle (Bizarro Triângulo Amoroso) – New Order

Bizarre Love Triangle (Bizarro Triângulo Amoroso) – New Order

Toda vez que penso em você
Eu recebo um tiro através de um raio de tristeza
Não é um problema meu mas é um problema, eu acho
Vivendo uma vida que não posso deixar para trás
Não faz nenhum sentido em me dizer
A sabedoria de um tolo não vai te libertar
Mas é assim que as coisas são
E é o que ninguém sabe
E a cada dia minha confusão cresce

Toda vez que vejo você caindo
Eu me ajoelho e rezo
Eu estou esperando por aquele momento final
Que você dirá as palavras que não posso dizer

Eu me sinto bem e eu me sinto bom
Eu estou me sentindo como nunca estive
Quando eu fico assim, simplesmente não sei o que dizer
Por que não podemos ser nós mesmos como éramos ontem?
Eu não tenho certeza do que isso possa significar
Eu não acho que você seja o que parece
Eu admito para mim mesmo
Que se eu machucar outra pessoa
Então, eu jamais verei o que seríamos

Toda vez que vejo você caindo
Eu me ajoelho e rezo
Eu estou esperando por aquele momento final
Que você dirá as palavras que não posso dizer

Música de agora: Fala – Secos & Molhados

Fala – Secos & Molhados

Eu não sei dizer
Nada por dizer
Então eu escuto
Se você disser
Tudo o que quiser
Então eu escuto
Fala
lá, lá, lá, lá, lá, lá. lá, lá, lá
Fala
Se eu não entender
Não vou responder
Então eu escuto
Eu só vou falar
Na hora de falar
Então eu escuto
Fala
lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá
Fala

Música de agora: Estácio, Holly Estácio – Luiz Melodia

Estácio, Holly Estácio – Luiz Melodia

Se alguém quer matar-me de amor
Que me mate no Estácio
Bem no compasso,
Bem junto ao passo
Do passista da escola de samba
Do Largo do Estácio

O Estácio acalma o sentido dos erros que faço
Trago não traço,
Faço não caço
O amor da morena maldita
Domingo no espaço

Fico manso, amanso a dor
Holliday é um dia de paz
Solto o ódio, mato o amor
Holliday eu já não penso mais

Se alguém quer matar-me de amor
Que me mate no Estácio
Bem no compasso,
Bem junto ao passo
Do passista da escola de samba
Do Largo do Estácio

O Estácio acalma o sentido dos erros que faço
Trago não traço,
Faço não caço
O amor da morena maldita
Domingo no espaço

Música de agora: Cruel -Luiz Melodia (composição de Sérgio Sampaio)

Cruel – Luiz Melodia (composição de Sérgio Sampaio)

Tudo cruel, tudo sistema
Torre babel, falso dilema
É uma dor que não esconde o seu papel
São Carlos, morro, Borel
Eu subo e nunca estou no céu

Tudo João, nada na mesa
Deu no jornal, mãos na cabeça
Um marginal que já não pode mais fugir
Vai reagir
Menino é bom ficar de olho aí

Que tudo é desse mundo
Surpresa também
Espinho é bem mais fundo
Destino também
O amor tá quase mudo
Minha voz também
Cruel é isso tudo

Tudo tão mal, tão sem beleza
Doce de sal, lágrima presa
O que eles falam não se deve nem ouvir
Verbo mentir
Menino é bom ficar de olho aí

Música de agora: Não Vou Me Adaptar – Nando Reis e Arnaldo Antunes

Não Vou Me Adaptar – Nando Reis e Arnaldo Antunes

Eu não caibo mais nas roupas que eu cabia,
Eu não encho mais a casa de alegria.
Os anos se passaram enquanto eu dormia,
E quem eu queria bem me esquecia.

Será que eu falei o que ninguém ouvia?
Será que eu escutei o que ninguém dizia?
Eu não vou me adaptar.

Eu não tenho mais a cara que eu tinha,
No espelho essa cara já não é minha.
Mas é que quando eu me toquei, achei tão estranho,
A minha barba estava desse tamanho.

Será que eu falei o que ninguém ouvia?
Será que eu escutei o que ninguém dizia ?
Eu não vou me adaptar.

Música de agora: Socorro – (Arnaldo Antunes)

Socorro – Arnaldo Antunes

Socorro, não estou sentindo nada
Nem medo, nem calor, nem fogo
Não vai dar mais pra chorar
Nem pra rir
Socorro, alguma alma, mesmo que penada
Me empreste suas penas
Já não sinto amor, nem dor
Já não sinto nada
Socorro, alguém me dê um coração
Que esse já não bate nem apanha
Por favor, uma emoção pequena
Qualquer coisa
Qualquer coisa que se sinta
Tem tantos sentimentos, deve ter algum que sirva
Socorro, alguma rua que me dê sentido
Em qualquer cruzamento
Acostamento
Encruzilhada
Socorro, eu já não sinto nada
Socorro, não estou sentindo nada
Nem medo, nem calor, nem fogo
Nem vontade de chorar
Nem de rir
Socorro, alguma alma, mesmo que penada
Me empreste suas penas
Já não sinto amor, nem dor
Já não sinto nada
Socorro, alguém me dê um coração
Que esse já não bate nem apanha
Por favor, uma emoção pequena
Qualquer coisa
Qualquer coisa que se sinta
Tem tantos sentimentos, deve ter algum que sirva
Qualquer coisa que se sinta,
Tem tantos sentimentos, deve ter algum que sirva

Música de agora: Caras Como Eu – Titãs

Caras Como Eu – Titãs

Caras como eu
Estão ficando raros
Como cabelos ralos
Que se partem e caem
pelo chão
Caras como eu
Estao tirando o pé
Andando em marcha-ré
Com medo de entrar na
contra-mão
Como trens do interior
Que não chegam no
horário
Como velhos elefantes
Que morrem solitários
Caras como eu
Estao ficando chatos
Como solas de sapatos
Que se gastam
Com o passar do tempo
refrão
não vou mais medir o tempo
não vou mais contar as horas
Vou me entregar ao momento
não vou mais tentar matar
o tempo
Como palavras de amor
Que não se guardam em
disquetes
Como segredos sem valor
Que a gente nunca esquece
Caras como eu
Estao ficando velhos
Calçando os seus chinelos
Concluindo que não ha
mais tempo