Cantor Alê D´Ilê e declamadora Andréia Lopes se apresentam no projeto Fim de Tarde no Museu


Mais uma programação especial foi organizada para esta quinta-feira, 14, no projeto “Fim de Tarde no Museu”, na Praça do Pequeno Empreendedor Popular do Museu Sacaca. A atração ficará por conta do cantor e compositor Alê D´Ilê, que atua na música há mais de 20 anos apresentando-se com frequência em restaurantes, bares e casas de shows de Macapá.

Sua participação será mais que especial, pois homenageará os namorados (as) cantando clássicos da MPB, jazz, blues, rock, entre outros ritmos.

Entre uma música e outra, haverá performances poéticas da declamadora Andréia Lopes, que também fará uma apresentação em homenagem ao Dia dos Namorados. Os casais que estiverem prestigiando o projeto farão parte de um sorteio de brindes.

As apresentações artístico-culturais do Museu Sacaca, elaboradas pela Coordenação de Eventos Culturais, estão voltadas ao público visitante de todas as idades. O principal objetivo é valorizar e difundir a produção artística e cultural do Amapá enquanto patrimônio cultural do povo amapaense, possibilitando ao público do Museu conhecer a música, a poesia e a gastronomia regional, interagindo com os artistas e produtores culturais.

O projeto “Fim de Tarde no Museu” acontece todas as quintas-feiras, das 17h30 às 22h, na Praça da Alimentação do Pequeno Empreendedor Popular, onde a poesia e a música amapaense se encontram para o deleite dos visitantes.

Onde fica o Sacaca?

O Museu Sacaca está localizado na avenida Feliciano Coelho, entre as ruas Manoel Eudóxio Pereira e Professor Tostes, no bairro do Trem, em uma área de vinte mil metros quadrados. Sua estrutura proporciona aos visitantes vivenciar a realidade das comunidades da Amazônia.

Em suas dependências é possível conhecer de perto a casa dos índios Wajãpi e Palikur, o Barco Regatão Milagres de Nossa Senhora, o Sítio Arqueológico do Maracá, a Praça do Pequeno Empreendedor Popular, a Praça do Sacaca, o Sítio Arqueológico do Maracá, a Casa da Farinha, a Mercearia da Amazônia e a Casa dos Ribeirinhos.

Nayara Cavalcante/Iepa

Música de agora:Muros e Grades – Engenheiros do Hawaii



Muros e Grades – Engenheiros do Hawaii


Nas grandes cidades do pequeno dia-a-dia
O medo nos leva a tudo, sobretudo a fantasia
Então erguemos muros que nos dão a garantia
De que morreremos cheios de uma vida tão vazia
Então erguemos muros que nos dão a garantia
De que morreremos cheios de uma vida tão vazia

Nas grandes cidades de um país tão violento
Os muros e as grades nos protegem de quase tudo
Mas o quase tudo quase sempre é quase nada
E nada nos protege de uma vida sem sentido
O quase tudo quase sempre é quase nada…

Um dia super
Uma noite super
Uma vida superficial
Entre as sombras
Entre as sobras
Da nossa escassez

Um dia super
Uma noite super
Uma vida superficial
Entre cobras
Entre escombros
Da nossa solidez

Nas grandes cidades de um país tão surreal
Os muros e as grades
Nos protegem de nosso próprio mal
Levamos uma vida que não nos leva a nada
Levamos muito tempo prá descobrir
Que não é por aí…não é por nada não
Não, não pode ser…é claro que não é
¿Será?

Meninos de rua, delírios de ruína
Violência nua e crua, verdade clandestina
Delírios de ruína, delitos & delícias
A violência travestida faz seu trottoir
Em armas de brinquedo, medo de brincar
Em anúncios luminosos, lâminas de barbear

Um dia super
Uma noite super
Uma vida superficial
Entre cobras
Entre as sobras
Da nossa escassez

Uma voz sublime
Uma palavra sublime
Um discurso subliminar
Entre sombras
Entre escombros
Da nossa solidez

Viver assim é um absurdo, (como outro qualquer)
Como tentar o suicídio (ou amar uma mulher)
Viver assim é um absurdo (como outro qualquer)
Como lutar pelo poder (lutar como puder)

Música de agora: Samba da Bênção – Vinicius de Moraes


Samba da Bênção – Vinicius de Moraes

É melhor ser alegre que ser triste
Alegria é a melhor coisa que existe
É assim como a luz no coração
Mas pra fazer um samba com beleza
É preciso um bocado de tristeza
É preciso um bocado de tristeza
Senão, não se faz um samba não

(Senão é como amar uma mulher só linda 
E daí? Uma mulher tem que ter 
Qualquer coisa além de beleza 
Qualquer coisa de triste 
Qualquer coisa que chora 
Qualquer coisa que sente saudade 
Um molejo de amor machucado 
Uma beleza que vem da tristeza 
De se saber mulher 
Feita apenas para amar 
Para sofrer pelo seu amor 
E pra ser só perdão)

Fazer samba não é contar piada
E quem faz samba assim não é de nada
O bom samba é uma forma de oração
Porque o samba é a tristeza que balança 
E a tristeza tem sempre uma esperança 
A tristeza tem sempre uma esperança 
De um dia não ser mais triste não

(Feito essa gente 
que anda por aí brincando com a vida
Cuidado, companheiro
A vida é pra valer
Não se engane, não
É uma só
Duas mesmo que é bom 
Ninguém vai me dizer que tem sem provar 
muito bem provado com certidão passada em cartório do Céu assinado em baixo: Deus!
E com firma reconhecida
A vida não é de brincadeira, amigo
A vida é arte do encontro
embora haja tanto desencontro pela vida
Há sempre uma mulher a sua espera 
com os olhos cheios de carinho 
e as mãos cheias de perdão
Ponha um pouco de amor na sua vida, 
como no seu samba)

Ponha um pouco de amor numa cadência 
E vai ver que ninguém no mundo vence 
A beleza que tem um samba, não
Porque o samba nasceu lá na Bahia 
E se hoje ele é branco na poesia 
Se hoje ele é branco na poesia 
Ele é negro demais no coração

(Eu, por exemplo, o capitão do mato
Vinicius de Moraes
Poeta e diplomata
O branco mais preto do Brasil
Na linha direta de Xangô, saravá!
A bênção, Senhora
A maior ialorixá da Bahia
Terra de Caymmi e João Gilberto

A bênção, Pixinguinha
Tu que choraste na flauta
Todas as minhas mágoas de amor
A bênção, Sinhô, A bênção Cartola, 
A bênção, Ismael Silva
Sua bênção, Heitor dos Prazeres
A bênção, Nelson Cavaquinho
A bênção, Geraldo Pereira
A bênção, meu bom Cyro Monteiro
Você, sobrinho de Nonô

A bênção, Noel, sua bênção, Ary
A bênção, todos os grandes
Sambistas do meu Brasil
Branco, preto, mulato
Lindo como a pele macia de Oxum
A bênção, maestro Antonio Carlos Jobim
Parceiro e amigo querido
Que já viajaste tantas canções comigo
E ainda há tantas a viajar

A bênção, Carlinhos Lyra
Parceirinho cem por cento
Você que une a ação ao sentimento
E ao pensamento, a bênção
A bênção, a bênção, Baden Powell
Amigo novo, parceiro novo
Que fizeste este samba comigo
A bênção, amigo
A bênção, maestro Moacir Santos
Não és um só, és tantos como
O meu Brasil de todos os santos
Inclusive meu São Sebastião
Saravá!
A bênção, que eu vou partir
Eu vou ter que dizer adeus)

Ponha um pouco de amor numa cadência 
E vai ver que ninguém no mundo vence 
A beleza que tem um samba, não
Porque o samba nasceu lá na Bahia 
E se hoje ele é branco na poesia
Se hoje ele é branco na poesia
Ele é negro demais no coração 

Música de agora: Quando O Sol Bater Na Janela do Teu Quarto – Legião Urbana

Quando O Sol Bater Na Janela do Teu Quarto – Legião Urbana

Quando o sol bater 
Na janela do teu quarto 
Lembra e vê 
Que o caminho é um só. 

Por que esperar se podemos começar tudo de novo 
Agora mesmo 
A humanidade é desumana 
Mas ainda temos chance 
O sol nasce pra todos 
Só não sabe quem não quer. 

Quando o sol bater 
Na janela do teu quarto 
Lembra e vê 
Que o caminho é um só. 

Até bem pouco tempo atrás 
Poderíamos mudar o mundo 
Quem roubou nossa coragem? 
Tudo é dor 
E toda dor vem do desejo 
De não sentirmos dor. 

Quando o sol bater 
Na janela do teu quarto 
Lembra e vê 
Que o caminho é um só.

Música de agora: Por Onde Andei – Nando Reis


Por Onde Andei – Nando Reis

Desculpe
Estou um pouco atrasado
Mas espero que ainda dê tempo
De dizer que andei
Errado e eu entendo

As suas queixas tão justificáveis
E a falta que eu fiz nessa semana
Coisas que pareceriam óbvias
Até pra uma criança

Por onde andei?
Enquanto você me procurava
Será que eu sei?
Que você é mesmo
Tudo aquilo que me faltava…

Amor eu sinto a sua falta
E a falta
é a morte da esperança
Como um dia
Que roubaram o seu carro
Deixou uma lembrança

Que a vida é mesmo
Coisa muito frágil
Uma bobagem
Uma irrelevância
Diante da eternidade
Do amor de quem se ama

Por onde andei?
Enquanto você me procurava
E o que eu te dei
Foi muito pouco ou quase nada
E o que eu deixei?
Algumas roupas penduradas
Será que eu sei?
Que você é mesmo
Tudo aquilo que me faltava..

Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!
Uh! Uh! Uh!
Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!
Uh! Uh! Uh!

Amor eu sinto a sua falta
E a falta
é a morte da esperança
Como um dia
Que roubaram o seu carro
Deixou uma lembrança.

Que a vida é mesmo
Coisa muito frágil
Uma bobagem
Uma irrelevância
Diante da eternidade
Do amor de quem se ama

Por onde andei?
Enquanto você me procurava
E o que eu te dei
Foi muito pouco ou quase nada
E o que eu deixei?
Algumas roupas penduradas
Será que eu sei?
Que você é mesmo
Tudo aquilo que me faltava…

Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!
Uh! Uh! Uh!
Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!
Uh! Uh! Uh!

Por onde andei?
Enquanto você me procurava
E o que eu te dei
Foi muito pouco ou quase nada
E o que eu deixei
Algumas roupas penduradas
Será que eu sei?
Que você é mesmo
Tudo aquilo que me faltava

Música de agora: A lista – Oswaldo Montenegro

A lista – Composição: Oswaldo Montenegro

Faça uma lista de grandes amigos

Quem você mais via há dez anos atrás

Quantos você ainda vê todo dia

Quantos você já não encontra mais…

Faça uma lista dos sonhos que tinha

Quantos você desistiu de sonhar!

Quantos amores jurados pra sempre

Quantos você conseguiu preservar…

Onde você ainda se reconhece

Na foto passada ou no espelho de agora?

Hoje é do jeito que achou que seria

Quantos amigos você jogou fora?

Quantos mistérios que você sondava

Quantos você conseguiu entender?

Quantos segredos que você guardava

Hoje são bobos ninguém quer saber?

Quantas mentiras você condenava?

Quantas você teve que cometer?

Quantos defeitos sanados com o tempo

Eram o melhor que havia em você?

Quantas canções que você não cantava

Hoje assobia pra sobreviver?

Quantas pessoas que você amava

Hoje acredita que amam você?”

Música de agora: Nós – Cássia Eller


Nós – Cássia Eller

Eu… sei que me disseram por aí
E foi pessoa séria quem falou
Você tava mais querendo me ver passar por aí

Eu… sei que você disse por aí
Que não tava muito bem seu novo amor
Você tava mais querendo era me ver passar por aí

Pois é, esse samba é pra você, ó, meu amor
Esse samba é pra você
Que me fez sorrir, que me fez chorar
Que me fez sonhar, que me fez feliz
Que me fez amar

Eu… sei que me disseram por aí
E foi pessoa séria quem falou
Você tava mais querendo era me ouvir cantar por aí

Eu… sei que você disse por aí
Que não tava muito bem seu novo amor
Você tava mais querendo era me ver passar por aí

Pois é, esse samba é pra você, ó, meu amor
Esse samba é pra você
Que me fez sorrir, que me fez chorar
Que me fez sonhar, que me fez feliz
Que me fez amar

Pois é, esse samba é pra você, ó, meu amor
Esse samba é pra você
Pra você sorrir
Pra você chorar
Pra sonhar
Pra você feliz
Pra você amar

Música de agora: Handsome Devil

Handsome Devil (Demônio Bonitão) – The Smiths 
Todas as ruas estão entulhadas de coisas
Ansiosas para serem pegas
Eu sei para que servem as mãos
E eu gostaria de servir a mim mesmo
Você me pergunta as horas
Mas eu sinto algo mais
E eu gostaria de dar
O que eu acho que você está pedindo
Seu demônio bonitão
Oh, seu demônio bonitão

Deixe eu colocar minhas mãos
Nos seus mamilos
E me deixe colocar sua cabeça
Na cama de casal
Eu digo, eu digo, eu digo

Eu estalo o chicote
E você desvia, mas você merece isso
Você merece, você merece, você merece

Um garoto no mato
Vale dois na mão
Eu acho que posso te ajudar a passar nas suas provas
Oh, seu demônio bonitão

Deixe eu colocar minhas mãos
Nos seus mamilos
E me deixe colocar sua cabeça
Na cama de casal
Eu digo, eu digo, eu digo

Eu estalo o chicote
E você desvia, mas você merece isso
Você merece, você merece, você merece

E quando a gente estiver no seu quarto de estudo
Quem vai engolir quem?
E quando a gente estiver no seu quarto de estudo
Quem vai engolir quem?

Oh, seu demônio bonitão
Deixe eu colocar minhas mãos
Nos seus mamilos
E me deixe colocar sua cabeça
Na cama de casal
Eu digo, eu digo, eu digo

Há mais na vida do que livros, você sabe
Mas não muito mais
Oh, há mais na vida do que livros, você sabe
Mas não muito mais, não muito mais…
Oh, seu demônio bonitão
Oh seu demônio bonitão
OH!!!

Há 12 anos, morreu Moreira da Silva


Há 12 anos, morreu um dos grandes malandros do Brasil, o sambista Moreira a Silva. O criador do Samba de Breque faleceu no Rio de Janeiro, aos 9 anos, em 06 de junho de 2.000. 

Antônio Moreira da Silva nasceu no dia internacional da mentira: 1º de abril. Por profissão, concluía, teria de fazer graça. Rir do mundo. Ou, contando melhor: Moreira da Silva nasceu, na verdade, num dia 15 de junho. Depois, mudou a data para 1º de abril, piada sua que virou verdade. 

Filho mais velho de Bernardino de Sousa Paranhos, trombonista da Polícia Militar e de dona Pauladina de Assis Moreira.Carioca da Tijuca, criado no Morro do Salgueiro, só iniciou os estudos aos nove anos, mas abandonou a escola aos onze anos, quando o pai faleceu. Foi empregado de fábricas, tecelagens e chofer de praça e de ambulância.

Considerado o criador do samba-de-breque, Moreira da Silva iniciou sua carreira em 1931, com Ererê e Rei da Umbanda. Em 1992, foi tema do enredo da escola de samba Unidos de Manguinhos. Em 1995 gravou “Os 3 Malandros In Concert” com Dicró e Bezerra da Silva, aos 93 anos de idade.

Em 1996, foi tema do livro Moreira da Silva – O Último dos Malandros. Com 98 anos de idade, ainda se apresentava em shows. Participou do histórico disco de Chico Buarque de Holanda, a “Ópera do Malandro” de 1979, fazendo dueto com o próprio Chico.

Andava sempre com a indumentária de malandro, personagem mítico de um Rio de Janeiro que já não existe há meio século mas que ele ajudou a consolidar: terno de linho (obrigatoriamente S-120, o melhor) branco, camisa colorida, eventual gravata escura, lenço saindo do bolsinho superior do paletó, lado do coração, chapéu panamá, com faixa escura, de cetim, sapatos brancos, eventualmente bicolores.

Transformava-se. Fazia valer aquilo da identidade secreta que os quadrinhos exploram: ao vestir o uniforme do malandro, virava ­ breque ­ Kid Morengueira, pronto para defender as mocinhas e desacatar os rufiões. 

Apesar da fama de malandro, Moreira trabalhou desde cedo. Perdeu o pai aos 13 anos e parou de estudar para ajudar no sustento da família. Estava aposentado do serviço público desde 1959 e orgulhava-se de não ter faltado ao trabalho nem um dia por causa da boemia, mesmo se dividindo entre programas de rádio e shows nos anos 40 e 50. O fato é que Moreira da Silva sempre teve emprego fixo. Não confiava na música para sobreviver.

Em 1995, gravou um disco engraçadíssimo, com Dicró e Bezerra da Silva: “Os Três Malandros in Concert”, uma gozação com os três tenores ­ Pavarotti, Domingo e Carreras. 

Opiniões de Moreira da Silva:

Nem aço nem pau de fogo. Arma branca só gilete, para fazer a barba. Arma de malandro é a saliva, o papo, a baba do quiabo.”
(“Veja”)

Esse negócio de pagode só vale o balanço. As letras são muito fracas, é só essa conversa mole de cama, parece prostituição.
(“Folha de S. Paulo”)

Acho que vou cantar até fazer a minha passagem. Só no além é que se descansa. Mas não é nada disso, minha gente, eu estou de habeas corpus preventivo contra o Zé Maria (morte) até o ano 2000, gastando óleo 60, porque comigo não tem fit nem nick, because I am wich, but not sick. Minha pressão é 12 por 7 e meu colesterol, more or less.”
(“Última Hora”)

Música de agora: Lenha – Zeca Baleiro


Lenha – Zeca Baleiro

Eu não sei dizer
O que quer dizer
O que vou dizer
Eu amo você
Mas não sei o que
Isso quer dizer
Eu não sei por que
Eu teimo em dizer
Que amo você
Se eu não sei dizer
O que quer dizer
O que vou dizer
Se eu digo pare
Você não repare
No que possa parecer
Se eu digo siga
O que quer que eu diga
Você não vai entender
Mas se eu digo venha
Você traz a lenha
Pro meu fogo acender

Música de agora: Sympathy For The Devil – Rolling Stones


Sympathy For The Devil (Simpatia pelo Diabo) – Rolling Stones 
Por gentileza me permita que eu me apresente
Sou um homem de fortuna e requinte
Estou por aí já faz alguns anos
Roubei as almas e a fé de muitos homens

E eu estava por perto quando Jesus Cristo
Teve seu momento de duvida e dor
Fiz a maldita questão de garantir que Pilatos
Lavasse suas mãos e selasse seu destino

Um prazer em lhe conhecer
Espero que adivinhe o meu nome
Mas o que lhe intriga
É a natureza do meu jogo

Eu aguardei em São Petersburgo
Quando percebi que era hora para mudanças
Matei o Czar e seus ministros
Anastácia gritou em vão

Rodei com um tanque
Usei a patente de general
Quando a Blitzkrieg* urgiu
E os corpos apodreciam

Um prazer em lhe conhecer
Espero que adivinhe o meu nome
Mas o que lhe intrigam
É a natureza do meu jogo

Assisti com orgulho
Enquanto seus reis e rainhas
Lutaram por dez décadas
Pelos deuses que eles criaram

Gritei bem alto
“Quem matou os Kennedys?”
Quando afinal de contas
Foi apenas você e eu

Permita-me por gentileza me apresentar
Sou um homem de fortuna e requinte
Deixei armadilhas para ministreis
Que morreram antes de chegarem a Bombaim

Um prazer em lhe conhecer
Espero que adivinhem o meu nome, oh yeah
Mas o que lhes intriga
É a natureza do meu jogo

Um prazer em lhe conhecer
Espero que adivinhem o meu nome
Mas o que lhes confunde
É a natureza do meu jogo

Assim como todo policial é um criminoso
E todos os pecadores Santos
Como cara é coroa
Basta me chamar de Lúcifer
Pois estou precisando de alguma restrição

Então se me conhecer
Tenha alguma delicadeza
Tenha a simpatia, e algum requinte
Use toda sua educação bem aprendida
Ou deitarei sua alma para apodrecer

Prazer em lhe conhecer
Espero que adivinhem o meu nome, oh yeah
Mas o que lhes intrigam
É a natureza do meu jogo

Woo, quem
Oh yeah, se abaixe
Oh yeah
Oh yeah!

Diga-me baby, qual é o meu nome
Diga-me doçura, qual é o meu nome
Diga-me baby, qual é o meu nome
Lhe digo uma vez, é sua culpa

Oh, quem
woo, woo
Woo, quem
Woo, woo
Woo, who, quem
Woo, who, quem
Oh, yeah

Qual é o meu nome
Diga-me, baby, qual é o meu nome
Diga-me, doçura, qual é o meu nome