Reggae paraense em Macapá

Banda paraense de reggae se apresenta pela segunda vez em Macapá.

O Trapiche Reggae Bar, localizado na orla da capital amapaense, apresentará, no próximo domingo (11), a banda paraense Yeman Jah Roots. Será o segundo show do grupo em Macapá, que tocou no local no último dia 7 de março.

Na primeira apresentação, o público aprovou a banda, que possui um repertório de músicas próprias e covers do reggae.

Os ingressos custarão (antecipadamente) R$15,00. Eles estão á venda no Trapiche Bar ou pelos telefones 8116-7925/9138-6760/9148,

Antes do show, a festa, que rolará de 18h às 2h, contará com discotecagem dos DJs Joel Mário e Patcheco Roots. Vale à pena conferir!

Hino dos Malucos

Composição: Rita Lee/ Fernanda Young / Alexandre Machado/ Roberto de Carvalho

Nós, os malucos, vamos lutar
Pra nesse estado continuar
Nunca sensatos nem condizentes
Mas parecemos supercontentes
Nossos neurônios são esquisitos
Por isso estamos sempre aflitos
Vamos incertos
Pelo caminho
Nos comportando estranhos no ninho

Quando a solução se encontra, um maluco é do contra
Mas se vai por lado errado, um maluco vai do lado
Malucos, a nossa vida é dar bandeira
ligando a luz da cabeceira,se a água pinga na torneira

Malucos, a nossa luta é abstrata
já que afundamos a fragata,
mas temos medo de barata
Nós, os malucos, temos um lema
Tudo na vida é um problema
Mas nunca tente nos acalmar
Pois um maluco pode surtar

Os nossos planos são absurdos
Tipo gritar no ouvido dos surdos
Mas todo mundo que é genial
Nunca é descrito como normal

Quando o papo se esgota,
um maluco é poliglota
Mas se todo mundo grita,
um maluco se irrita

Malucos, somos iguais a diferença
e todos temos uma crença:
seguir a lei jamais compensa

Malucos, somos a mola desse mundo,
mas nunca iremos muito a fundo
nesse dilema tão profundo

Malucos, a nossa vida é dar bandeira,
ligando a luz da cabeceira,se a água pinga na torneira

Malucos, a nossa luta é abstrata,
já que afundamos a fragata,
mas temos medo de barata

Os bons morrem antes?

A Legião Urbana, extinta banda do rock nacional, marcou a minha geração. Hoje (27), Renato Russo, líder do grupo, faria 50 anos. Apesar das músicas não surtirem tanto efeito como quando tínhamos 16 anos, algumas ainda mexem com quarentões e trintões como eu. Encontrei este belo texto em homenagem ao cantor e compositor no blog do meu amigo Silvio Carneiro, no endereço: http://avidefoda.wordpress.com/ . Resolvi reproduzir aqui:

Renato Russo faria 50 anos hoje.

Os bons morrem antes?
                                                                                                                   Por Silvio Carneiro

27 de Março de 1960. Há exatos 50 anos nascia, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), Renato Mantredini Júnior, mais conhecido como Renato Russo, um dos maiores poetas do rock brasileiro.
Como ele mesmo diria em uma de suas canções imortalizadas com a Legião Urbana, “é tão estranho, os bons morrem antes…”. É talvez ele estivesse certo, mas aos 36 anos, Renato Russo não morreu antes. Pelo contrário, ele tornou-se verdadeiramente imortal. O poeta de toda uma “Geração Coca-Cola” que criou a trilha sonora da vida de todos que, como eu, viveram intensamente os anos 80 e início dos 90.
Poeta pós-punk, intelectual, bissexual assumido desde os 18 anos de idade, ele foi uma espécie de Jim Morrison brasileiro, não tanto pela sua beleza física, mas pela consistência de suas letras que poderiam muito bem ter sido publicadas em livro sem a necessidade de ser musicadas.
Mas a musicalidade de sua obra também era muito forte, porque era de uma simplicidade crua, oriunda do punk – o que fazia com que os jovens se identificassem de imediato, como jingles de anúncios comerciais.
Suas letras contavam histórias. Muitas delas com personagens inesquecíveis como “o tal João do Santo Cristo”, ou aquele casal ultra-moderno “Eduardo e Mônica”, entre tantos outros.
Sua poesia falava de amor e dor (as duas faces de uma mesma moeda). E mesmo quando desabafava suas dores e impaciência com a doença que o devorava lentamente (a AIDS), falava de um jeito tão doce que mais parecia uma declaração de amor à própria vida.
Hoje, se tivesse completado seus 50 anos, talvez ele estivesse parado, isolado em sua eterna contemplação do mundo, ao invés de fazer como vários de seus contemporâneos que ainda insistem em reascender os velhos sucessos caducos dos longínquos anos 80. Renato não vivia de sucessos passados. Ele mesmo falou no “Acústico MTV” que já não agüentava mais aqueles fãs chatos pedindo: “Toca ‘Ainda é Cedo’!”. Talvez, onde quer que ele esteja, deva estar satisfeito com seu legado.
Morreu ainda no auge. Morreu como morrem as verdadeiras estrelas, brilhando. E como as verdadeiras estrelas, manterá seu brilho ainda por muitos milhares de anos…
Parabéns Renato!



A canção que o Silvio se referiu é “Love In The Afternoon”, apropriada para o escrito, leiam este trecho:

“É tão estranho

Os bons morrem jovens

Assim parece ser

Quando me lembro de você

Que acabou indo embora

Cedo demais”




Roni Moraes na Teia Cultural de Macapá

                                                                                              Por Elton Tavares

Roni Moraes – Foto: Ricardo D’Almeida
O cantor e compositor amapaense, Roni Moraes, se apresentará, no próximo domingo (21), às 19h, na Casa do Artesão, centro de Macapá. O evento será apoiado pela Secretaria Estadual de Cultura (Secult/AP), por meio do projeto “Teia Cultural”, do Governo Federal.

Os shows de Roni são muito bons, o artista possui um vasto repertório de canções próprias e costuma tocar alguns covers descolados (aquelas músicas que são ótimas, mas que ninguém toca, só ele).

O espetáculo é diversão garantida, uma oportunidade de curtir um som de boa qualidade no “domingo-no-pé-do-cachimbo” e a entrada será franca. Vamos lá!

Homenagem ao Zeca Mont’alverne

                                                                                                       Por Elton Tavares

José Sebastião de Mont’alverne – Foto: Blog Canto da Amazônia
O Centro de Cultura Pura Raiz homenageará amanhã (26), ás 20h, na sede da entidade, localizada na Avenida Piauí, nº 971, no bairro Pacoval, zona Norte de Macapá, o músico amapaense José Sebastião de Mont’alverne. O instrumentista receberá a honraria por ter contribuído, durante 50 anos, para a o desenvolvimento da música do Amapá.
O Centro de Cultura Pura Raiz
O Centro, que também é conhecido Casa de Chorinho, é propriedade do músico “Ceará da Cuíca”, como é popularmente chamado em Macapá. O local, fundado em 2008, incentiva a cultura musical da cidade e já tem fama pela qualidade de suas promoções e público fiel, amantes do chorinho e samba de raiz.

José Sebastião de Mont’alverne

José Sebastião de Mont’alverne, o “Zeca”, “Caboquinho” ou “Sabá”, é um dos (senão o melhor) melhores violonistas do Amapá. O instrumentista nasceu em Belém (PA), em 1945. Filho do fazendeiro José Jucá de Mont’alverne e da professora Aracy Miranda de Mont’alverne. Passou sua infância, desde o 1ª ano de vida, no interior do extinto Território Federal do Amapá, na fazenda Redenção, propriedade de seu genitor.

Sebastião foi alfabetizado por sua mãe, fez todo o ensino fundamental, antigo primário, com sua genitora. Sabá aprendeu a tocar com o violão da mãe, um Digiorgio que ela guardava no guarda-roupa e Zeca tocava escondido. Dona Aracy chegou a proibi-lo, já que ser tocador era “coisa de boêmio” e ela que o filho estudasse.

Sabá só veio morar na capital amapaense aos 12 anos de idade, mas aos nove, o então menino, que tinha fascínio pela música e já era um violonista autodidata, sim, aprendeu só, mas ouviu muitos conselhos para melhorar como músico, como o do seu tio, Jurandir, que lhe disse para nunca bater nas cordas e sim tocá-las.

Zeca se inscreveu no programa “Clube do Gurí”, da Rádio Difusora de Macapá. Na época, o Caboquinho foi incentivado pelo músico Nonato Leal, seu irmão Oleno Leal, além de Walter Banhos. Logo o menino, que evoluiu rápido, estava solando, tornou-se um exímio violonista e entrou para a Regional daquele veículo, acompanhando cantores na rádio como Miltinho, Rosimary, Walter Bandeira.

Ainda jovem, tocou, em Belém, com o cantor Orlando Pereira e banda The Kings, que se apresentavam nos clubes do Remo, Payssandú e Tuna Luso Brasileira. O Caboquinho também foi integrante da banda Os Cometas, que fez muito sucesso no Amapá.

Sebastião Mont’alverne, que era fã do violonista Baden Powell, tocou ao lado de muitos instrumentistas famosos como Sebastião Tapajós, Salomão Habib, Paulo Porto Alegre e Nego Nelson.

Algumas curiosidades sobre o Caboquinho: Ele é o único afinador de piano do Amapá. Em 1980, ele fez um curso em São Paulo, que o habilitou para a função. Zeca também foi, em 1962, fotógrafo da campanha do ex governador do Amapá, Janary Nunes, á deputado. Sebastião foi um dos fundadores do “Bar do Gilson”, local que reúne os melhores e mais respeitados músicos de Belém.

Sabá foi professor de violão Clássico, por cinco anos, na Escola Walkíria Lima, aonde chegou ao cargo de diretor. Ocupou o mesmo cargo na Escola de Música Almir Brenha e, em 1997, trabalhou na assessoria de comunicação do Instituto de Previdência do Amapá (Ipeap).

Em 2001, Sebastião participou do projeto “Pedagogia Sabiá”, que ensinava música nas escolas da rede pública. O Caboquinho trabalhou também na Universidade Federal do Amapá (Unifap), hoje está aposentado do serviço público.

A Prefeitura de Macapá (PMM) o homenageou, em 2005, com uma Placa, pela grande contribuição para a musicalidade do Amapá. O Conselho Estadual de Cultura o honrou, em 2008, com a “Medalha a Cultura”, pela vida dedicada á música.

Enfim, contei um pouco da trajetória de um ícone da música local. O Sebastião Mont’alverne, ou “mestre”, como o chamo carinhosamente, é uma figuraça, homem de bem, que criou três filhos (inclusive, um deles é o meu grande amigo/irmão, Gustavo Mont’alverne, o popular “Guga”) com muita dignidade.

Falando no Guga, é melhor vocês lerem o que ele disse sobre o pai:

“Meu pai é um símbolo de respeito, motivo de orgulho e admiração. Eu o tenho como um grande amigo, carinhoso e atencioso, o tipo de pai que todos deveriam ter.”

Finalizo este post convidando todos os que se interessam por música e cultura a prestigiar o evento. Parabéns aos organizadores da homenagem, o Caboquinho, com seus acordes fantásticos, tocando estilos diversos como choro, bossa nova e samba, fez por merecer e MUITO!

Sambinha no sábado de Carnaval

                                                                                                 Por Elton Tavares

Eu e Lula Jerônimo
Nada como uma roda de amigos, cerveja gelada e um cara com um violão. Ontem (14), sábado de Carnaval, eu, Guga, Anderson e Paulo fomos ao Norte das Águas, nosso bar preferido do Complexo do Araxá. A agradável surpresa foi encontrar o velho amigo Lula Jerônimo, que conheci por meio do meu saudoso pai.

Lula estava com sua inseparável viola, além do ótimo papo, ele levou sambas do Chico Buarque, Paulinho da Viola e tantos outros, além das velhas marchinhas de Carnaval. Foi Paidégua!

O velho Lula

Lula é um músico Pernambucano, tem 63 anos de idade e mora na capital amapaense há 23 anos. Na próxima terça-feira (16), dia da Banda, fará 64 anos, muito bem vividos, como ele mesmo diz.

 

Sonzeira no Araxá

                                                                                               Por Elton Tavares

Nei Conceição, um dos melhores contrabaixistas do Brasil.
O Bar Norte das Águas, localizado no Complexo do Araxá, apresentará hoje (4), a partir das 22h, o músico Nei Conceição. O instrumentista, reconhecido nacionalmente, tocará com a banda de Jazz Amazon Music. O show, com entrada franca, marcará o início das atividades musicais do estabelecimento, em 2010. O músico tem no currículo tocadas com o Sebastião Tapajós e João Bosco.

Nei Conceição
1972 – Nasce em Belém do Pará, no dia 8 de dezembro.

1983 – Aos 11 anos de idade, teve seu primeiro contato com a música, através do violão, logo em seguida veio a paixão pelo contrabaixo.

1985 – Subiu no palco pela primeira vez, tocando em um circo em Belém do Pará.

1987 – Já estava tocando em bandas de baile pela cidade e pelo interior do estado.

1988 – Começou a gravar e produzir discos de cantores locais e também tirou sua primeira carteira de músico profissional.

1990 – Conheceu o “Weather Reporter”, parou de tocar baile e começou a estudar divisão musical, com o livro “Pozoli”.

1996 – Mudou-se para o Rio de Janeiro, e conheceu Robertinho Silva, Sebastião Tapajós, entre outros grandes músicos do cenário da música instrumental brasileira.

1997 – Viajou pela primeira vez para o exterior – Espanha – com Sebastião Tapajós e Robertinho Silva.

2002 – Foi convidado por Nelson Faria a gravar o disco do cantor e compositor João Bosco.

2003 – Iniciou a tournê do Cd “Malabaristas do Sinal Vermelho”, de João Bosco.

2005 – Junto com Nelson Faria e Kiko Freitas, lançou o CD e DVD do Nosso Trio, “Vento Bravo”. Também lançou seu primeiro disco solo intitulado “Ney Conceição”.

2006 – Participou do DVD do cantor e compositor João Bosco, “Obrigado Gente!”

Amazon Music

O quarteto Amazon Music é formado por músicos e professores da Escola de Música Walkíria Lima, localizada no centro de Macapá. A Proposta da banda é suprir a carência de música instrumental no Amapá, desenvolvendo um trabalho de qualidade.

Rock para a galera

Meus amigos da stereovitrola no Liverpool

Cantam por aí que: “todo mundo espera alguma coisa de um sábado á noite”. Para os que curtem um rock, tem Liverpool Rock Bar, a partir das 23h, com shows das bandas Domínio Elétrico, stereovitrola e Fax Modem. A entrada custará R$ 5 e rezemos para a cerva (latinha R$2,50) estar gelada.

Músico amapaense realiza sonho na outra ponta do Brasil

                                                                                            Por Elton Tavares

Sandro Malk (com o detalhe na camiseta) e a Bardot em Coma – Foto: Jamy Gurjão.
A The Malk é uma banda amapaense que toca covers em seus shows, mas se quisesse, teria grandes possibilidades de fazer som próprio, mas não quer, as atividades profissionais e interesses de seus integrantes são outros.

Por conta disso, o compositor, músico e cantor Sandro Malk alçou vôos para o Sul do país, mais precisamente Curitiba (PR), onde formou, com três curitibanos, a banda “Bardot em Coma”. Sandro escreveu algumas canções na época que cantava na The Malk, mas elas só saíram do baú lá por aquelas bandas. Ele conta esta pequena história aqui.

Qual o seu nome completo?

Sandro Costa dos Santos ou seria nome artístico? Aí já sabes que é o tal de Sandro Malk (rs).

Onde e quando você nasceu?

Macapá, nascido em 28/02/1984. Queria ter nascido antes pra ter pego os anos 80, mas ok. Fica pra próxima.

Influências musicais e com quantos anos começou a tocar e cantar:

Minhas influências musicais mais presentes são: The Smiths, o culpado, ainda quando criança, vi um vinil com um soldado na capa (“Meat is murder”) e a partir dali eu começava uma busca que me fez entrar no mundo do rock e não sair até hoje, em suma, a história é essa. The Cure, Ride, My Bloody Valentine, Suede, Teenage Fanclub e U2. Gosto de ouvir bandas novas também, claro. Mas se tratando de influência, fico com a velharia mesmo.

Comecei a tocar com 14 anos na escolinha do Sesc. Eu tinha aulas de violão naquele tempo e a minha idéia era aprender pra tocar as músicas das bandas que haviam me influenciado e pra pleitear (pareço político) uma vaga na banda do Arley, pois quando eu era criança, eu ouvia por casa que ele tinha uma banda e aquilo me fascinava. Então durante muito tempo naquele período eu alimentava a idéia de formar uma banda com ele e com os amigos dele. Coisa que acabou acontecendo anos mais tarde.

O canto veio junto e espontaneamente. Simplesmente percebi que dava pra tocar e cantar ao mesmo tempo (rs). Mas o que é interessante é que desde o 1º momento em que consegui passar de um acorde para o outro, ainda que mediocremente fosse, eu já tentava compor. A coisa de fazer música era mais interessante pra mim desde sempre.

Quando você resolveu ir em busca do sonho no Sul do Brasil?

O Nilson Montoril escreveu algumas canções, mas o projeto de música autoral da The Malk não foi em frente, mas tínhamos ótimas linhas de músicas, o Arley é um baterista criativo e o Adriano (Bago) nem se fala. Não sei, ou não lembro, onde nos desviamos do caminho. Na verdade, acho que por ser uma banda de covers, e com isso, tínhamos de tirar novas músicas sempre, acabava sobrando pouco tempo para as nossas canções.

Resolvi tentar o Sul por saber que ter a música como uma coisa séria, como trabalho, já é complicado por si só. E trabalhar a música em Macapá, viver de música fazendo rock, é mais complicado ainda, pois são outros nichos musicais que dominam a cena local e regional. Podemos perceber isso com a StereoVitrola, os meninos têm um trabalho legal, tocam bem e td, mas chega uma hora (deve chegar) que você quer atingir um público maior com o seu trabalho mas não consegue porque estamos longe de onde o tipo de som que fazemos acontece.

É difícil até pra se deslocar, pois o país é imenso e por conta do destino (ou dos portos em épocas colonias e outras querelas) estamos no extremo oposto de onde essas coisas acontecem. Daí resolvi tentar o Sul que tem uma cena independente bem interessante. Mas foi uma decisão difícil e que foi tomada gradativamente. Eu gostaria muito que esse tipo de trabalho fosse possível hoje na minha cidade. As pessoas não deveriam ter de sair do lugar em que os seus estão. Mas acredito que daqui alguns anos as coisas mudarão.

Qual a proposta da “Bardot em coma”?

Bom, The Malk mais do que uma banda pra mim, foi uma escola. E mais do que uma escola, era uma reunião de amigos. O projeto foi idealizado pelo Alexandre Lima em 2001/2002 nos corredores da Faculdade Seama. Havia uma feira de informática na faculdade e ele surgiu com a idéia de tocarmos apenas no encerramento da feira. Acabou que a banda foi formada de um jeito bastante despretencioso, para uma única apresentação, e durou uns 5 anos.

Na verdade, ela continua ativa. Então a contagem continua também. Digo que The Malk foi uma escola porque tudo o que sou no palco (me refiro a confiança, postura e coisas que só se aprende no palco) eu aprendi nestes anos. E bom, bardot em coma tem uma história recente. Ela começa quando eu organizo algumas das minhas composições e começo a procurar integrantes para formar uma banda.

Após algum tempo, conheço Allan Grégor (baterista). Foi um cara que renovou as energias para continuar a busca. Não era nada fácil encontrar músicos dispostos a apostar num trabalho autoral. E os que eu encontrava já estavam envolvidos em outros projetos. Algum tempo depois, conhecemos Henrique Ribeiro, guitarrista que se emocionou ao conhecer a proposta do grupo. E em seguida aparece Aline Ribeiro, baixista de técnica apurada, hoje se formando em Produção Sonora, por sinal.

Surgia assim em outubro de 2008 a banda bardot em coma, com a proposta de fazer um som repleto de poesia, lindas melodias e o peso dos drives imortais!Após 6 meses dessa união, lançamos o EP “Deslocado”, contendo 5 faixas, entre elas a faixa título.

Hoje estamos tocando pela cidade e ao mesmo tempo estamos de olho nos festivais. E temos nosso MySpace: myspace.com/bardotemcoma, que está com mais de quatro mil acessos em menos de 2 meses de divulgação. A banda já se apresentou em programas de TV por aqui também.

Matéria publicada no blog da revista nacional de rock Dinamyte Online (http://dynamite.terra.com.br/blog/zapnroll/) no dia 23/12/2009.