O que significa corpo? E alma?O que diferencia os dois?

O que significa corpo? E alma?O que diferencia os dois? Com profunda maestria o autor nos leva a repensar antigos conceitos, baseados em textos bíblicos e na própria psicologia.
A alma nos é apresentada como imoral e o corpo como moral.
A alma rompe, transgride e modifica antigos pilares já tidos como firmados e seguros.
A alma desobedece e passa a respeitar e ao obedecer passa a desobedecer.
Nem sempre o correto da tradição é o bom do momento. A maior traição que o homem pode cometer é contra si próprio, pois o homem será sempre um traidor, não importando o que faça…a escolha que fizer será sempre uma traição, pois o homem que se mantém acomodado é um traidor, o homem que não rompe Com o certo do passado em troca do bom do presente é um traidor e o homem que rompe com tudo, também, será um traidor. Assim sendo, o grande pulo é fazer o achar melhor para si próprio.
Chega um momento em que o homem deve caminhar, pois ficar paralizado não lhe trará soluções, voltar não será mais possível, pois não há mais caminho para trás e assim sendo, sua única alternativa é romper com os muros invisíveis que protegem o medo e caminhar…transgedir, romper com o passado.
Utilizando parábolas exemplificativas descobrimos que nem sempre o certo é o bom e sim, o errado é que será bom.
Na busca incansável pelo encontro com a verdade, o homem descobre que a sua verdadeira alma é imoral. A mulher é a transgressora por natureza e o homem é o corrompido. A serpente habita a alma feminina, enquanto o homem é o seduzido.
Percebe-se a necessidade da mutação humana, através da reprodução o homem transmuta e a clonagem demonstra ser um erro, pois nela não há mutação.
É pela transgressão que o homem se faz conhecedor e desbravador da essência da natureza humana.
* Contribuição da minha amiga Janisse Carvalho.

Manipulador(es)

A frágil e dócil presa não percebe quando se torna vítima dessas “criaturas” de mentalidade pseudo-elevada, pois nada se compara ao querer estranho de um fulano manipulador.
Abordar e observar a eficiência destas pessoas extremamente controladoras me arrepia a espinha. Não consigo tolerar a existência de seres assim, tão virulentos, até acreditar na humanidade deles me parece demasiado complicado.
Costumes diversos mesclam a minha psiquê, todavia, nenhum dos meus corriqueiros pensamentos constroem-se a partir de uma teia feita de manipulações extravagantes. E o meu maior e pior defeito não consiste nessa perversa elaboração de planos, ou devaneios a cerca da completa manipulação de terceiros.
Gosto imensamente da total serenidade e paz de espírito, por isso enoja-me verificar qualquer coisa a respeito dos prováveis indivíduos considerados altamente manipuladores. Além disso me levar há crer que a esperteza e maldade não deveriam andar lado a lado, tendo-se em vista que a duração da vida não é, nem nunca foi algo fácil de vivenciar.
Qual seria a utilidade de cruzar com um ser de caráter abjeto e ardiloso? Prefiro não me alarmar, prefiro correr os maiores riscos pela minha falta de destreza do que cair nas graças de um “amigo” manipulador. Não tenho o menor interesse em adquirir experiencias desse gênero. Ou seja: me errem, seus malditos manipuladores.
Fonte: Blog “Senhorita Alucinante” (http://lucynante.blogspot.com/)

Quatro casamentos e um funeral

Senhoras e senhores, peço desculpa por interromper a sobremesa. Só há uma ou duas coisinhas que acho que devo dizer como padrinho. Esta é só a segunda vez que sou padrinho. Espero que tenha me safado dessa vez. Pelo menos o casal em questão ainda fala comigo mas infelizmente eles já não falam um com o outro. O divorcio foi finalizado há uns dois meses. Mas garantiram-me que isso não teve absolutamente nada a ver comigo. A Paula já sabia que o Piers tinha dormido com a irmã dela antes de eu ter falado disso no discurso, mas o facto de ele ter dormido com a mãe dela foi uma grande surpresa e acho que foi o principal motivo para o pesadelo de recriminação e violência que se tornou o seu casamento de dois dias. Mas já chega. Gostaria apenas de dizer o seguinte: estou, como sempre, absolutamente fascinado por qualquer pessoa que consiga fazer este tipo de compromisso tal como o Angus e a Laura fizeram hoje. Eu sei que não ia conseguir fazê-lo e acho que é maravilhoso que eles consigam.”
Charles ( Hugh Grant ) no discurso do casamento de Angus e a Laura no filme “Quatro casamentos e um funeral”. Eu concordo.

O Brasileiro Crédulo

                                                        Imagem: http://sociedadedofastfood.blogspot.com/
Há muito tempo escrevemos que não existe povo mais crédulo no mundo que o americano. É com grande pesar que temos que admitir que estávamos errados. Existe um povo mais crédulo que o americano: o brasileiro, em especial aquele que acessa a Internet.
O brasileiro que no passado cunhou frases como “o povo não é bobo, não acredita da Rede Globo” baixou a guarda e passou a acreditar em tudo que é escrito na Internet. Mesmo quando claramente se tratam de textos de humor que contém ironia ou sarcasmo.
Desta forma não sabemos se ficamos lisonjeadas por essas pessoas, digo criaturas, acreditarem piamente naquilo que escrevemos, ou passamos a desconfiar seriamente do futuro da humanidade. Afinal algo deu incrivelmente errado quando você precisa explicar uma piada para um juiz qualquer.
O brasileiro crédulo não entende o conceito de liberdade de expressão e ainda vive sob o complexo de inferioridade do “você sabe com quem está falando” do tempo da ditadura militar. O brasileiro crédulo precisa saber com quem está falando para acreditar nesta pessoa.
E todos sabemos que as pessoas só falam a verdade nos talk-shows da televisão, ou que tudo o que é escrito na Internet é fato indiscutível e absoluto. Afinal quem usaria uma mídia democrática como a internet para o proveito próprio?
Assim o crédulo acredita que para alguém escrever um texto na Internet ou enviar um e-mail é necessário ter uma espécie de avalista. Como alguém que aluga um apartamento, é preciso ter um fiador, comprovar renda, certificado de antecedentes criminais, essas coisas. Vamos deixar uma coisa bem clara: não é preciso. Nem para escrever em jornais ou aparecer na televisão tão pouco. Muito menos para se candidatar a um cargo legislativo.
Como conseqüência desta distorção perceptiva todo brasileiro crédulo acredita que qualquer político corrupto merece a prerrogativa da dúvida, mas não tolera qualquer texto na internet que deturpe a realidade de forma lúdica.
Não é a toa que o brasileiro é uma das principais vitima de spams, vírus, correntes e outras pragas modernas que populam a rede. Pois se alguém lhe enviou um e-mail lhe chamando de corno pela tabela, o brasileiro tem que abrir o arquivo anexado… Ou se alguém dizendo ser sua amiga lhe manda fotos eróticas você precisa acessá-las, afinal essa criatura completamente desconhecida é idônea e altamente confiável. Sem contar que todas as pessoas que enviam spams pela Internet são na verdade sempre bem intencionadas.
Ao brasileiro crédulo um conselho: saia da internet e vá para vida. Pois se você acredita em tudo que lê na web, a realidade vai surpreendê-lo ainda mais…

Dez motivos para não ser jornalista

Se você é daqueles que diz “aaai, eu A-DO-RO jornalismooô” ou tem orgulho de ser chicoteado na sua senzala moderna ralando de 12 a 18 horas por dia em prol da notícia, não leia este texto. Agora se já tomou a pílula vermelha e abriu os olhos da merda de escolha profissional que você fez, aproveite. Ainda assim você vai ficar puto pelo que está escrito.

Se NÃO é jornalista e quando vê o Zeca Camargo dando a volta ao mundo 783 vezes pra fazer reportagens inúteis e pensa “nossa, du garalhion, eu posso fazer isso com as duas mãos amarradas nas costas”, preste bem atenção nesta lista. E se está prestes a pagar mais de R$ 800 mensais por um curso de jornalismo e investir o tempo precioso de quatro anos por um diploma invalidado pelo STF, fique atento também, porque isto pode poupar muitas dores de cabeça.
Antes que me diga “seu frustrado, sai dessa porra, então”, me antecipo e respondo: esta profissão é como uma doença. Depois de contaminado, dificilmente, se escapa dela, mesmo querendo. E as razões são muitas, principalmente, quando não se tem uma boa retaguarda, como um papai que banque sua viagem para você encontrar seu próprio eu em Santiago de Compostela.
1) O salário.
Já ouvi dizer que sujeitos, como Paulo Henrique Amorim e William Bonner, ganham rios de dinheiro como jornalista. De fato, existe os muito bem remunerados, como em qualquer profissão. Mas, a média de fodidos e mal pagos é muito maior no meio jornalístico. Em Belém, por exemplo, há empresas pagando cerca de R$ 680 para um profissional recém-formado. Não dá dois salários mínimos. Jornalistas mais experientes para ter uma renda maior precisam se esfolar em dois ou três empregos e ainda trabalhar como free lancer. Uma merreca dessas é muita sacanagem com qualquer um.
2) Não há vagas!
O registro no Sindicato da categoria aponta cerca dois mil jornalista em Belém. Contanto todo mundo, deve haver uns quatro mil, presumo. As faculdades cospem por ano mais uns 250 a 300 no mercado. E me pergunto: onde este povo está se enfiando pra ganhar o pão que o diabo amassou todo santo dia? O fato é que a capital tem poucas opções. Ou você trabalha para os Maiorana ou para os Barbalho ou nas poucas assessorias de imprensa estabelecidas. Não é a toa que muitos migram, geralmente, para São Paulo em busca do troco. E lá percebem que o bicho pega também.
3) Não viva, trabalhe!
Constam na pauta, no Karma, na carne, passou na novela, está na lei: o turno do jornalista é de 5 horas. Nossa, que moleza. Sento a bunda em frente ao computador e é só esperar passar o tempo e cair fora. Não, amiguinho, não é assim. Você vai passar muito mais tempo dentro de uma redação ou na assessoria. Apurar a notícia é trabalhoso e demanda tempo. O texto seja de jornal, de programas de TV ou rádio não surge do nada e, geralmente, para deixá-lo redondo precisa camelar muito, falar com 30 pessoas e dar 315 telefonemas, com a pressão do dead-line a maltratar seu coração. Portanto, você vai trabalhar pra caralho – muito mais do que aquele seu amigo que se formou em Direito e ganha igualmente mal, mas labora muito menos.
4) Saúde zero.
Você vai morrer cedo. Mas, não se importe tanto, o fluxo contínuo de informações e as experiências vão te dar a impressão de que tem 150 anos quando chegar aos 40. Em compensação, o corpo vai reclamar. Estresse, problemas de coluna, prisão de ventre, câncer, gastrite, cirrose, hipertensão, diabetes, depressão, transtorno bipolar e lesões por esforço repetitivo. Um combo de males que podem agir simultaneamente na sua carcaça, levando em consideração a vida desregrada sem hora para almoçar, alimentação ruim, ingestão de álcool em demasia e, muitas vezes, nicotina além da conta para aliviar a pressão. Jornalistas dificilmente passam dos 60 anos e se passam viram colunistas sociais. Melhor morrer antes.
5) Os maiorais.
Agora que já sabe sobre salário, oferta de emprego, volume de trabalho, chegou a hora de falar das pessoas. É um ponto delicado, mas é preciso ser dito: jornalista é chato pra caralho. A maioria se acha muita coisa; trata mal seu semelhante por prazer e complexo de superioridade; é impertinente e maldosa; se ressente do sucesso alheio; fala muito mal dos outros. Grande parte é composta de boçais com rei na barriga mesmo não tendo R$ 6 pra pagar um prato feito no fim do mês. Se forem bons no que fazem, piora muito, porque se acham no direito sentar no trono do altíssimo e rechaçar contato com reles mortais; Jornalistas, a maioria, subestimam quem não é jornalista. Portanto, o convívio não é dos melhores com eles. Caminhar nas redações torna-se difícil com egos tão inflados disputando os espaços.
6) Vida social, who?
Esqueça. O termo que denota convívio com amigos, esposas, maridos, filhos e demais familiares está fora do glossário jornalístico. O volume de trabalho é grande e a grana pequenininha, então, você vai ter que se desdobrar em, pelo menos, dois empregos. Faça as contas: 5 horas + 5 horas de trabalho = 10 horas. Estou sendo benevolente. Digamos que cada um dos empregos exija uma hora extra. Aí, já são 12 horas. Acrescente aí mais uma hora e meia ou duas para os deslocamentos diários casa/trabalhos/casa: 14 horas. Lembre-se que você tem que dormir: ponha aí 6 horas apenas, mesmo que o ideal seja oito. Temos ai um total de 20 horas ocupadas com o labor e descanso, não é? Isto, em uma situação muito favorável. Sobraram quatro horas, amigo. E agora? Ou vai pro bar ou dá uma com a patroa ou afaga os filhos ou visita a mãe e o pai ou lê um pouquinho. Escolhe só duas opções, afinal, não se pode ter tudo na vida.
7) Feriados e fim de semanas? Sonha!
Chegam os feriado prolongados, festas como Círio, Natal e Ano Novo. Que ótimo, não é? Peeeeen. Errado. Criou-se – não sei qual o filho da puta responsável – a idéia de que jornais não podem parar. As pessoas têm que estar informadas o tempo inteiro, mesmo se não há nada a informar. Daí, que o jornalista (como outros profissionais também, sejamos justos) tem que trabalhar quando todo mundo está se divertindo. Escalas de fim de semana também cortam o barato de quem pensa que vai dar uma esticada à praia mais próxima. Mas, pensando bem, se você é um liso, como é que quer viajar? Trabalha, nego, trabalha.
8) Cabeça de nós todo.
Muita gente acha que jornalista sabe um pouco de tudo devido a natureza da sua atividade. Inclusive alguns do ramo estimulam essa impressão deturpada. Daí, muita gente acha que pode puxar assunto sobre qualquer coisa com esses profissionais. O que você acha das últimas descobertas da física quântica? Quem é o quarto colocado na série Z do Brasileirão? Quem deve vencer as eleições de 2016? Como se faz para sair a foto do meu filho no caderno infantil? E o meu casamento, tem como publicar uma notinha na coluna social? Algumas perguntas que você não sabe ou por não pertencer à determinada área de atividade ou, simplesmente, porque você não sabe mesmo. E isto também cansa e enche o saco.
9) Rotina, rotina, rotina!
Se você acredita “ai, vou ser jornalista, porque é uma profissão sem rotina”. Pára com a doidice e escute: há rotina sim. Uma rotina estafante inclusive. Mesmo aqueles que viajam muito, conhecendo várias cidades, Estados e até países, têm uma hora que se cansam justamente dessa repetição: sobe e desde de avião, entra e sai de hotel, chegadas e partidas. Nas redações, nem se fala: repetição de tarefas resumida em receber ou pensar pautas (assuntos), apurar e finalizar o trabalho, seja escrevendo, gravando em frente às câmeras ou falando no rádio. Então, nego, se não quer rotina, vire hippie e sai por aí vendendo artesanato. É mais emocionante e pode render uma grana melhor.
10) Liberdade, liberdade, fecha as asas sobre nós!
“Serei jornalista pra lutar contra as mazelas do mundo com minhas palavras”. Se liga, mané. Se você, jovem mancebo, acha que vai fazer jornalismo para proteger os ‘frascos e comprimidos’, desista ou pule fora do esquema dos grandes meios de comunicação. Comunicação é política e política é comunicação. Os donos dos meios só permitem essa defesa até onde esbarra em seus interesses. Portanto, darling, aquela sua vontade de fazer denúncias mil só vai pra frente nos grandes meios se for conveniente. Geralmente, não é. Existem os pequenos meios, claro, mas não precisa ser jornalista pra se inserir neles. Crie um blog, bobinho, e fale o que quiser.

Um homem inteligente falando das mulheres

                                                                              O Veríssimo sabe das coisas.
Tenho apenas um exemplar em casa, que mantenho com muito zelo e dedicação, mas na verdade acredito que é ela quem me mantém.
Mulher vive de carinho. Dê-lhe em abundância. É coisa de homem sim, e se ela não receber de você vai pegar de outro.
Beijos matinais e um ‘eu te amo’ no café da manhã as mantém viçosas e perfumadas durante todo o dia. Flores também fazem parte de seu cardápio – mulher que não recebe flores murcha rapidamente e adquire traços masculinos como rispidez e brutalidade.
Respeite a natureza. Você não suporta TPM? Case-se com um homem. Mulheres menstruam, choram por nada, gostam de falar do próprio dia.
Não faça sombra sobre ela. Se você quiser ser um grande homem tenha uma mulher ao seu lado, nunca atrás. Assim, quando ela brilhar, você vai pegar um bronzeado. Porém, se ela estiver atrás, você vai levar um pé-na-bunda.
Aceite: mulheres também têm luz própria e não dependem de nós para brilhar. O homem sábio alimenta os potenciais da parceira e os utiliza para motivar os próprios. Ele sabe que, preservando e cultivando a mulher, ele estará salvando a si mesmo.
É, meu amigo, se você acha que mulher é caro demais, vire gay. Só tem mulher quem pode!

Luiz Fernando Veríssimo.

Fonte: Tio Paulo Penha Tavares

Controle

Stephen Covey
Este é um princípio que mostra a relação entre o que temos ou não de controle sobre o que sucede em nossa vida.
– 10% da vida estão relacionados com o que se passa conosco e não temos controle sobre eles.
– 90% com a forma de nossa reação aos fatos que vão determinar suas conclusões.
O que isso quer dizer? Realmente, não podemos evitar que um carro quebre, um avião atrase, um semáforo fique vermelho, etc. Isso representa 10% do que nos sucede. Os restantes 90% serão determinados com nossas reações.
Exemplo: Você esta tomando o café da manhã com sua família. Sua filha, ao pegar a xícara, deixa cair café na sua camisa branca de trabalho. Você não tem controle sobre isto, mas terá sobre o que acontecerá em seguida.
Você se irrita, repreende severamente sua filha, ela começa a chorar. Você censura sua esposa por ter colocado a xícara muito na beirada da mesa e daí, tem o prosseguimento de uma batalha verbal. Contrariado e resmungando, você vai trocar a camisa e voltando, encontra sua filha chorando mais ainda e ela acaba perdendo o ônibus para a escola. Sua esposa vai para o trabalho também contrariada e você tem que levar sua filha de carro para a escola. Como esta atrasado, dirige em alta velocidade é barrado por um guarda de trânsito e multado após 15 minutos de discussão. Deixa sua filha na escola, que desce sem se despedir de você e ao chegar ao escritório, percebe que esqueceu de sua maleta.
Seu dia começou mal e ansioso para terminar o dia, é recebido friamente e em silêncio pela sua esposa e filha, ao chegar em casa.
Por quê seu dia foi tão ruim?
1. Por causa do café?
2. Por causa de sua filha?
3. Por causa de sua esposa?
4. Por causa da multa de trânsito?
5. Por sua causa?
A resposta correta é a de número 5, pois o fator determinante foi a ausência de controle sobre o acontecido.
De outra forma:
O café cai em sua camisa. Sua filha chora e você diz gentilmente a ela: “Esta bem querida, você só precisa ter mais cuidado”.
Depois de pegar outra camisa e a pasta executiva, você volta, olha pela janela e vê sua filha pegando o ônibus. Dá um sorriso e ela retribui dando adeus com a mão.
Notou a diferença?
Duas situações iguais com finais opostos. Portanto se alguém fizer um comentário negativo, procure não levar a serio, evitando assim ser afetado e tirando sua energia.

Você pode discordar, mas é isso que EU acho e ponto

                                                                                        Por Elton Tavares

Eu sempre deixei bem claro que o conteúdo deste blog é cultural, informativo, e, sobretudo, opinativo. Não seguimos uma linha específica, gosto de dizer que publicamos tudo o que sentimos vontade. Vez ou outra, meus textos de opinião são odiados e criticados, tudo bem, quem expõe idéias e pontos de vista na internet está sujeito a críticas e elogios.
Comecei a escrever aqui há um ano e cinco meses, com a cabeça transbordando de idéias e o coração abarrotado de sentimentos diversos, falando abertamente sobre tudo. Alguns gostaram, concordaram e outros discordaram, sem falar nos que me execraram.
O mais importante é a liberdade de expressão, seja no sentido metafórico, sutil ou na bucha mesmo. Para mim, as pessoas ouvem ou lêem quem tem sempre algo a dizer. Por isso a seguinte frase está lá em cima: “Você pode discordar, mas é isso o que eu acho e ponto”.
Dia desses, um fulano, que não teve a hombridade de assinar a crítica e ficou anônimo mesmo (no texto “Eu tenho Chatofobia”), me chamou de “contraditório, egocêntrico e que perco o equilíbrio” nos meus textos. Como assim cara pálida?
Seguindo esta linha de raciocínio, todo blogueiro que escreve textos de opinião quer aparecer. O dito cujo ainda finalizou com a frase: “Faça, não queira Ser notícia, Elton”.
Confesso que fiquei bolado, não por ser criticado, mas pelo argumento idiota. Ora, se fosse assim os blogs ou toda mídia virtual em que rola frases ou textos opinativos teriam um único objetivo: promover o autor ou não?
Meus textos de opinião podem ser interpretados da maneira que vocês bem entenderem, só deixo claro que possuo valores, gosto de dizer e escrever o que penso sim e na minha razão vou até o inferno.
Então, senhor anônimo, respeito o seu ponto de vista, apesar de achar patético, tanto que publiquei o comentário. Não concordo, mas me fez pensar: quantos acham isso? Bom, todos têm o direito à opinião. Continue lendo a minha “falta de equilíbrio”, se fosse tão ruim assim, você não entraria nesta página.
Bom, por enquanto é só. Estou no interior trabalhando, talvez mais tarde volte com algum texto. Abraços na geral!

Diferentes maneiras de contar a mesma história

JORNAL NACIONAL: William Bonner: ‘Boa noite. Uma menina chegou a ser devorada por um lobo na noite de ontem…’.(Fátima Bernardes): ‘… mas a atuação de um caçador evitou uma tragédia’.

PROGRAMA DA HEBE:‘… que gracinha, gente. Vocês não vão acreditar, mas essa menina linda aqui foi retirada viva da barriga de um lobo, não é mesmo?’

SUPERPOP: Luciana Gimenez’… gente, incrível! Vocês viram a história da menina que foi retirada da barriga de um pombo? Incrível, eu não consigo acreditar…’

CIDADE ALERTA: (Datena): ‘… onde é que a gente vai parar, cadê as autoridades? Cadê as autoridades? ! A menina ia para a casa da avozinha a pé! Não tem transporte público! Não tem transporte público! E foi devorada viva…. Um lobo, um lobo safado. Põe na tela!! Porque eu falo mesmo, não tenho medo de lobo, não tenho medo de lobo, não.’

GLOBO REPÓRTER: (na primeira sexta-feira logo após o evento)Sérgio Chapelin: ‘… A natureza feroz. Uma batalha selvagem. Os animais que atacam pessoas. Será possível domar estas criaturas? Nesta edição do Globo Reporter você vai conhecer os animais que se alimentam de carne humana. E mais: como evitar os seus ataques; que atitude tomar se você estiver cercado por feras; e incrível a história da garota salva da barriga de um lobo por um lenhador…’

REVISTA VEJA: Lula sabia das intenções do lobo.

REVISTA CLÁUDIA: Como chegar à casa da vovozinha sem se deixar enganar pelos lobos no caminho.

REVISTA MEN’S HEALTH: Vinte exercícios para ter um bíceps de lenhador! 10 dias para perder a barriga!

REVISTA NOVA: Dez maneiras de levar um lobo à loucura na cama.

FOLHA DE S. PAULO: Legenda da foto: ‘Chapeuzinho, à direita, aperta a mão de seu salvador’. Na matéria, box com um zoólogo explicando os hábitos alimentares dos lobos e um imenso infográfico mostrando como Chapeuzinho foi devorada e depois salva pelo lenhador.

O ESTADO DE S. PAULO: Lobo que devorou Chapeuzinho seria filiado ao PT.

O GLOBO: Petrobrás apóia ONG do lenhador ligado ao PT que matou um lobo pra salvar menor de idade carente

ZERO HORA: Avó de Chapeuzinho nasceu no RS..

AQUI: Sangue e tragédia na casa da vovó

REVISTA CARAS: (Ensaio fotográfico com Chapeuzinho na semana seguinte) Na banheira de hidromassagem, Chapeuzinho fala a CARAS: ‘Até ser devorada, eu não dava valor para muitas coisas da vida. Hoje sou outra pessoa’

PLAYBOY:(Ensaio fotográfico no mês seguinte) Veja o que só o lobo viu.

REVISTA ISTO É: Gravações revelam que lobo foi assessor de político influente.

REVISTA ÉPOCA: Herói nacional – a história do lenhador que salvou uma menina da barriga de um lobo raivoso

REVISTA CAROS AMIGOS: Entrevista “bombástica”: “Lobos estão sendo vítimas de preconceito em todo o país”

REVISTA CONTIGO: Chapéuzinho pode ser estrela da Globo em próxima novela das 6

G MAGAZINE (Ensaio fotográfico com lenhador) Lenhador mostra o machado

SUPER INTERESSANTE: Lobo mau! mito ou verdade ?

DISCOVERY CHANNEL: Vamos determinar se é possível uma pessoa ser engolida viva e sobreviver

ROLLING STONE: Lobo Mau – A ascensão e a queda do cão pop

Momento Manguaça Cultural

Antigamente, no Brasil, para se ter melado, os escravos colocavam o caldo da cana-de-açúcar em um tacho e levavam ao fogo.Não podiam parar de mexer até que uma consistência cremosa surgisse.

Porém um dia, cansados de tanto mexer e com serviços ainda por terminar, os escravos simplesmente pararam e o melado desandou. O que fazer agora? A saída que encontraram foi guardar o melado longe das vistas do feitor.

No dia seguinte, encontraram o melado azedo fermentado.Não pensaram duas vezes e misturaram o tal melado azedo com o novo e levaram os dois ao fogo.

Resultado: o ‘azedo’ do melado antigo era álcool que aos poucos foi evaporando e formou no teto do engenho umas goteiras que pingavam constantemente. Era a cachaça já formada que pingava. Daí o nome ‘PINGA’.

Quando a pinga batia nas suas costas marcadas com as chibatadas dos feitores ardia muito, por isso deram o nome de ‘ÁGUA-ARDENTE’

Caindo em seus rostos escorrendo até a boca, os escravos perceberam que, com a tal goteira, ficavam alegres e com vontade de dançar. E sempre que queriam ficar alegres repetiam o processo.

Não basta ser pinguço, tem que conhecer! (Referência – Museu do Homem do Nordeste).

Fonte: Meu amigo Fernando Bedran (um cara que fala de cana com muito conhecimento de causa)

A vitória e o despertar de Alice

                                                                                    Por Darth J.Vader

O dia 07 de maio de 2011 foi histórico para o País. Foi o dia que o Supremo Tribunal Federal decidiu que a união gay nada mais é que uma instituição familiar, com direitos e deveres comuns aos héteros. Foi o primeiro dia do ano que chorei de felicidade…


A vitória, como tinha escrito aqui antes, foi maravilhosa, mas até o povão entender coisa que o valha – à exceção de bolsa tipo família para estes se encherem de cachaça e ter a desculpa de não precisar trabalhar por um ano, pelo menos -, a homofobia ainda é gritante em frente às nossas casas. Literalmente.

Ontem a noite, enquanto ainda sorria de orelha a orelha com a decisão do STF, ouço um desses vagabundos gritar:
– Sai da frente da casa das machudas, moleque!
É…
Então…
Nem no dia na maior vitória dos gays no Brasil eu tenho paz.
O despertar foi um soco no estômago, um triste desacalanto de saber que é simples dar dinheiro aos pobres (que preferem ganhar esmolas a ter emprego digno) há quase 10 anos, contra o sentimento de me deixar existir como cidadã, ao menos por um dia.
Dos males, o menor. Eu agora sou muito mais gente do que os ‘beneficiados’ jamais serão!

STF aprova: qualquer maneira de amor vale a pena!

                                                                                       Por Darth J.Vader

Depois de alguns longos e tenebrosos invernos, que insistem em não passar, eis que o Supremo Tribunal Federal nos cede mais uma vitória.

Até o momento em que escrevo este post, com lágrimas nos olhos e soluçando sem parar, os ministros do STF aprovaram a união homoafetiva! Trata-se de um dia histórico para o meu País, meu Brasil que é considerado um dos mais homfóbicos do mundo!

Trata-se de um tapa com luva de pelica em nossos políticos do Estado. À exceção de Francisco Praciano (PT) e Pauderney Avelino (DEM), não lembro de outros apoiarem a causa, ao menos abertamente.

O Praça recebe os gays desde antes mesmo de saber que eu sou lésbica. Fui a reuniões dele, ainda adolescente, onde predominava o colorido. E como eram divertidas estas festas!

Hoje, dia 07 de maior de 2011, vou dormir mais feliz – se é que vou conseguir dormir…

É o início de um novo tempo, de uma nova realidade!

É claro que isso não vai começar aqui e agora, mas a vitória sobre os que não nos consideram de Deus ou nos chamam bizarros, para dizer o mínimo, é inegável.

Esta é a melhor maneira de dizer que nós existimos! Nós agora temos direitos, iguais a você, que se relaciona com outro de sexo oposto.

Significa que somos cidadãos. Que pagamos nossos impostos e que por isso temos nossos direitos.

Podemos agora tantas coisas, 111 para ser mais exata!

A união homoafetiva já decretada diz tanta coisa… que podemos adotar e criar filhos, que nossos parceiros podem e devem ser nossos herdeiros, que posso colocar Claudia como companheira na declaração de Imposto de Renda…

Parece bobagem para quem tem tudo isso, pois trata-se de triviliadades héteros…

Pensem em quem nunca teve isso, em quantos casais temiam a morte, não só por sair deste plano material, mas que tinham medo de que tudo o que foi construído junto, de forma suada e cheia de preconceitos, fosse deixado para um parente homofóbico! Um primo qualquer que mal fala com você por ser diferente, ou fala mal de você por conta disso!

E tudo começou com o ministro Carlos Ayres Britto, de quem sou fã há muito tempo! Chamo de amigo – e sei que ele mal sabe da minha existência – mas é que temos natural apreço a quem nos defende. (você estará em minhas orações, de novo!)

Ellen Gracie também não me surpreendeu. Ela disse “Idêntico respeito às várias formas de relacionamento pessoal e a igualdade de direitos entre adoção e criação de filhos!”. (mais uma que merece minha atenção quando for falar com Deus)

Neste post agradeço também publicamente à Jussara Pordeus, grande jurista de minha Manaus. Pela paciência, pelo apoio, pela atenção e por nos trazer, minuto a minuto, boas novas tão felizes! (Mil benções para você e sua família!)

Agora chega, tenho que ir comemorar!

Aos que nos apoiaram, gay ou não, o meu muito obrigada! Aos que continuam achando que o meu amor é ilegal ou pecado, um recado final: vão se explodir!! Vocês e meleca no nariz não servem pra nada!

Certifique-se, publique-se, CUMPRA-SE!!

A ausência não é amiga do amor

                                                                                     Por Elton Tavares

Sabem aquilo que todos escutamos desde moleques, sobre seus pais estarem sempre certos, ou pelo menos em 90% das situações? Pois bem, é verdade. Meu pai dizia que é preciso dizer “eu te amo” para as pessoas que realmente amamos sempre, por que, se algo acontecesse você não teria perdido outra oportunidade.

Ontem passamos um perrengue, esperamos a boa ou má notícia com a ansiedade de um alcoólatra, mas o que parecia um dilema, não passou de um grande susto. Sim, podem achar que é pieguice, mas, como diz a minha sábia amiga Camila Karina: existem “pessoas presentes e presentes pessoas. Tem muita diferença nisso”.

Vamos por partes, minha avozinha paterna tem osteoporose, levou um tombo, foi removida com suspeita de fratura de ambulância e eu logo pensei em tudo que uma simples queda poderia ocasionar a uma idosa extremamente ativa. E olhem que não sou desses de frágil equilíbrio emocional. Foi tenso. Mas a coisa foi só muscular e tudo acabou bem, graças a Deus.

Aí, chegando em casa, começo a pensar sobre o susto, sobre o quanto ando ausente da casa da minha avó, o quanto converso pouco com a minha mãe em alguns dias que estou super atarefado. Comecei apensar sobre os tais projetos profissionais e tudo que nos torna ausentes, distantes de gente que amamos. Ora vejam só, descobri o óbvio: a ausência não é amiga do amor.

Não estou iniciando aqui um culto ao descompromisso, mas se realmente quisermos, podemos encontrar um tempinho para pessoas que amamos, nem que seja para aquele momentinho de dizer: eu te amo!
Façam uma avaliação do que realmente é importante, cuidem dos seus e se façam presentes. Abraços na geral.