Cinco anos de Twitter

                                                                                   Por Darth J.Vader

Hoje, dia 21 de março, é aniversário do Twitter. O microblog apaga cinco velinhas e tomou conta de todo o mundo com aquela pergunta tola: O que você está fazendo agora? Eu duvide-o-dó que os inventores do ‘passarinho’ – os americanos Biz Stone, Evan Williams e Jack Dorsey – achavam que a idéia ia dar tão certo.

O certo mesmo é que muita gente não vive sem Twitter, e eu sou uma delas. A formidável troca de informação, aliada ao resumo do resumo de uma notícia, me levou a apostar na rede social mesmo antes da minha antiga chefe. Aliás, levava altas broncas porque tinha que ‘caçar notícia e não ler porcaria’.

A luta foi longa e perdida, ao menos enquanto trabalhava lá. Depois que saí, ela admitiu o estrondoso crescimento da audiência do site e eu soube que, atualmente, existe alguém somente para olhar o microblog.

O dicionário mostra duas definições para Twitter: “uma pequena explosão de informações sem importância” e “pios de pássaros”. Segundo os fundadores, ambas as definições eram perfeitas.

Ao contrário do que alguém escreveu aqui sobre o Twitter, ele é sim uma ótima ferramenta de trabalho. Como rede social também. Conheci muita gente boa e hoje me relaciono com elas no mundo real.

É claro que há informações inúteis, mas é fácil você solucionar essa: pare de seguir o idiota! Se ele/a continuar a insistir, bloqueie, ora! Fico louca quando alguém me diz que não gosta porque há muita “leseira” – idiotice, em amazonês. Leso é quem insiste em ler bobagens tendo a opção de não o fazer!

Pra finalizar, é bom que se diga que até o The Boss deste blog está aderindo devagar ao Twitter. Deve ser porque é um ótimo difusor de informações, ou ele viu que há coisas irreversíveis.

De qualquer maneira, segue eu! Twitter.com/JucaraMenezesAM. Até mais, pipou!

Mundo Moderno

Chico Anysio, um verdadeiro gênio.
Mundo moderno, marco malévolo, mesclando mentiras, modificando maneiras, mascarando maracutaias, majestoso manicómio. Meu monólogo mostra mentiras, mazelas, misérias, massacres, miscigenação, morticínio – maior maldade mundial.

Madrugada, matuto magro, macrocéfalo, mastiga média morna. Monta matungo malhado munindo machado, martelo, mochila murcha, margeia mata maior. Manhãzinha, move moinho, moendo macaxeira, mandioca. Meio-dia mata marreco, manjar melhorzinho. Meia-noite, mima mulherzinha mimosa, Maria morena, momento maravilha, motivação mútua, mas monocórdia mesmice. Muitos migram, macilentos, maltrapilhos. Morarão modestamente, malocas metropolitanas, mocambos miseráveis. Menos moral, menos mantimentos, mais menosprezo. Metade morre.

Mundo maligno, misturando mendigos maltratados, menores metralhados, militares mandões, meretrizes, maratonas, mocinhas, meras meninas, mariposas mortificando-se moralmente, modestas moças maculadas, mercenárias mulheres marcadas. Mundo medíocre. Milionários montam mansões magníficas: melhor mármore, mobília mirabolante, máxima megalomania, mordomo, Mercedes, motorista, mãos… Magnatas manobrando milhões, mas maioria morre minguando. Moradia meia-água, menos, marquise.

Mundo maluco, máquina mortífera. Mundo moderno, melhore. Melhore mais, melhore muito, melhore mesmo. Merecemos. Maldito mundo moderno, mundinho merda.
 
Chico Anysio

Enfie suas carências no rabo e suma!

                                                                                       Por Silvio Carneiro

Não tem coisa que eu mais deteste do que gente carente. Foda-se! É um saco! E eu digo isso de peito aberto e com todas as letras porque eu também já fui assim em certos momentos de minha vida…

Hoje, no entanto, eu não tenho saco pra esse tipo de gente que te conhece hoje e já paga de teu “melhor amigo de infância da última semana”. Gente grudenta e pegajosa, pedante, que não se contenta em te dar um bom dia e já vem com mil beijos e abraços friamente calorosos. Aquela pessoa que nunca te viu mais gordo (ou mais magro) e se debulha toda contando toda a sua (des)interessantíssima biografia ou lhe confidenciando os mais desnecessários segredos.

Carências… também tenho as minhas, lógico. Todos tem. Mas não as compartilho com ninguém assim, gratuitamente. Porque, com o passar do tempo, a gente vai aprendendo que, quando alguém chega pra gente e diz “olá! Como vai? Tudo bem?”, essa pessoa está apenas cumprindo uma mera formalidade social. Ela não quer realmente saber como você está. Na verdade, ela está pouco se importando em saber como você vai e se você está bem. Simplesmente porque, se você não estiver bem, ela não vai poder fazer nada por você. Aliás, ninguém vai poder fazer nada por você pra você ficar bem de verdade. Porque, pra você ficar bem de verdade, é preciso que você esteja realmente bem por dentro.

O tempo também ensina a gente que, no fundo, todos nós somos egoístas e só olhamos para o nosso próprio umbigo. Por isso mesmo, surgem as carências: sempre achamos que nosso problema é o maior do universo, como se as crianças famintas da Somália ou os aidéticos de Angola fossem as pessoas mais felizes do mundo. Carentes adoram se fazer de vítimas: “Meu chefe não gosta de mim”; “Meu colega de trabalho me persegue”; “Ninguém me curte”… Ah, vá pra puta que o pariu! E tem aqueles babacas que vivem dizendo “acho que vou cometer suicídio. A vida não faz sentido pra mim”. Meu conselho pra esse tipo de gente escrota: “MORRA! O MUNDO NÃO PRECISA DE MAIS IDIOTAS DO QUE JÁ TEM”! Ou então: “Vai visitar uma ala de crianças com câncer no hospital. Faça alguma coisa de útil pra essas crianças. Quem sabe tua vida inútil ganhe algum sentido”!

Gente carente é assim. Sente necessidade de ser o centro das atenções, porque simplesmente não consegue dar atenção a ninguém. São egoístas demais para isso. Elas acham que sua amizade para com as outras pessoas é a coisa mais importante na vida e, quando você menos espera, lá estão esses seres imundos invadindo tua vida, te visitando nas horas mais inconvenientes, te pedindo os favores mais desnecessários e não te deixando esquecer que elas existem.

Amizade é algo muito sério. Não é coisa que a gente acha em qualquer esquina. Pense nisso.

As lições de vida da novela Passione

Certo. A novela já terminou faz tempo. A Zerozen ia manter a sua tradicional ignorância sobre o assunto. Aliás, no dia em que algum impoluto integrante dessa revista acompanhar 200 capítulos de uma trama banal e ridícula, os terroristas venceram. De qualquer forma, os fãs (sic e sci-fi) insistiram para que a gente comentasse. Tá bom. O que a gente não faz por um copo de chopp…

Em primeiro lugar, a novela Passione ensinou várias lições de vida aos brasileiros. A primeira e mais importante é a seguinte: nunca confie nos pobres. Sim, os vilões Fred (Reynaldo Gianecchini) e Clara (Mariana Ximenes) eram uns pés-rapados ambiciosos. Ou seja, na visão da novela, se você é um sujeito de baixa renda deve se contentar com a sua posição infeliz ou então vai mofar na cadeia.

Duvidam? Fred tentou se vingar da família Gouveia por ter demitido o seu pai depois de um acidente. No final da novela descobriu que seu progenitor era um trapaceiro. Perceberam? Pobre honesto? Nem pensar. Mas o arguto zeronauta pode argumentar: mas os ricos eram cheios de problemas.

Mesmo? Sério? Gerson (Marcelo Anthony), que poderia ser um perigoso pedófilo, na verdade foi abusado na infância. Era um reles viciado em voyeurismo sexual pela internet. Danilo (Cauã Reymond), que superou o drama das drogas, em uma noite esfaqueou um segurança! Sim, esfaqueou um pobre coitado (sem trocadilho)! Mas como rico não vai para a cadeia sequer foi processado. E o sujeito ainda acabou fugindo da cidade.

Ainda não acredita? Analise o caso de Melina (Mayana Moura). Começou como amiga quase irmã do galã Mauro (Rodrigo Lombardi). Mas virou uma bruxa ao longo dos capítulos. Casou com Fred e armou todas que podia contra a mocinha Diana (Carolina Dieckmann). Perdeu a identidade e ganhou a raiva do público. Só que em uma maluquice típica de novela reapareceu nas últimas semanas. O problema é que virou uma santa arrependida. Algo completamente inconcebível. E para piorar ficou com Mauro! E você, seu lorpa, esperou 200 capítulos por isso?

O único rico legal era o escroto do Saulo (Werner Schünemann). Infelizmente morreu. Bem, para falar a verdade foi assassinado. E a novela investiu tudo nesse mistério. O criminoso só foi revelado no último capítulo e quem poderia ser culpado senão alguém pobre? Claro que foi a Clara (Mariana Ximenes).

E teve até uma explicação razoável. A sua avó, Valentina (Daisy Lúcidi), quando ela era criança, oferecia a garota para o pedófilo filho de Bete Gouveia. Saulo levou a relação até a fase adulta e contratou a vilã para matar seu pai, Eugênio, para conseguir o controle da empresa da família. Mais tarde, Clara deu o troco. A vilã ainda matou uma coadjuvante inocente. Ela sequestrou a garçonete da cantina do seu Talarico para que ela morresse carbonizada no acidente de carro em seu lugar. Coisa fina.

Enfim, em Passione a patuleia, a massa ignara, a escumalha aprendeu que é preciso temer os pobres e amar os ricos. E depois ninguém sabe por que nesse país tropical ainda está “deitado eternamente em berço esplêndido”…

Fonte: Site Zero Zen.

Desaforos desafetos

                                                                       Por Silvio Carneiro

Entenda de uma vez por todas que eu não quero seu abraço fraternal; seu beijo cordial; seu carinho ocasional.

Eu não tô nem aí para seus gestos de amizade forçada pelas circunstâncias, nem muito menos para suas mentiras “inocentes”.

Eu não me importo com seus problemas, nem tenho remorsos. Tô me lixando para teus segredos.

Cansei de amar sozinho. O amor platônico não faz o meu tipo. Eu quero e faço questão de atenção verdadeira; amor correspondido; carne; desejo e gozo intensos. Para mim não interessa a metade, pois a minha sede e a minha fome de vida plena são capazes de engolir o mundo!

Valeu Ronaldo Fenômeno!

                                                                                    Por Elton Tavares

Ronaldo Luís Nazário de Lima anunciou, hoje (14), que deixará os gramados. Certamente, o craque larga o futebol para tornar-se mais uma lenda da bola. O “Fenômeno”, apelido dado na Espanha, com toda certeza, juntamente com Romário, foi o jogador que mais deu alegrias à minha geração.

Filho de família humilde, como a maioria dos boleiros, Ronaldo iniciou sua trajetória (ainda como amador) jogando Futebol de Salão no Clube Valqueire Tênis Clube. Rubro-negro de coração, treinou no Flamengo, mas a falta de grana, para pagar os quatro ônibus até a sede do time, o fez ir para o no São Cristóvão, perto de sua casa, no Rio.

O jogador foi ídolo no Cruzeiro de Minas Gerais, PSV Eindhoven (HOL), Barcelona (ESP), Real Madri (ESP), Internazionale (ITA), Milan (ITA) e Corinthians paulista.

Ronaldo tem a minha idade e nasceu no mesmo mês, em 22 de setembro, no Rio de Janeiro (RJ). Ele me fez tomar centenas de litros de cerveja, gritar gol e comemorar várias conquistas da Seleção Brasileira de futebol. Aos 34 anos de idade, 18 de carreira, Ronaldo foi por três vezes o melhor futebolista do mundo e o maior artilheiro da história das Copas do Mundo. Ambidestro, chutava forte e com precisão com as duas pernas. Foi fantástico!

Eu queria continuar, mas não consigo. Penso uma jogada, mas não executo como quero“, declarou o jogador ao jornal Estado de São Paulo.

Com uma carreira brilhante. Mesmo com tropeços extra campo, (convulsão, problemas no joelho e até o inusitado episódio com o traveco) Ronaldo foi PHODA (desculpem, liberdade de expressão, pois não tem palavra melhor para defini-lo).

Perguntei ao meu amigo e colaborador deste blog, André Mont’Alverne:

Tu podes escrever algo sobre o Ronaldo pendurar as chuteiras?”

Ele respondeu:

Não, escreve você, afinal, gostas mais dele do que eu”.

É verdade. Eu torci muito por ele, por cada time que passou, até (pasmem) pelo Corinthians. Para mim, ele foi o maior de seu tempo. Valeu Fenômeno!

Adaptar-se

                                                                                   Por Glauber Marinho


Os dias chuvosos são como chamas na memória.
Lembranças de momentos guardados na história.
E vem o sol e manda pra longe a chuva,
a lua empurra o sol e a noite cai como uma luva.

Ao som de Pink Floyd o tempo é coadjuvante.
“Run rabbit, run. Dig that hole, forget the sun”
Não vale contar o tempo, os momentos ficam na estante.
Aquele velho hábito, that’s no more fun.

Agora quando vejo chuva, quando vejo sol.
Olho cada um com um olhar diferente.
Vejo que não tem como mudar um mol,
do que vem de dentro da gente.