Adaptar-se

                                                                                   Por Glauber Marinho


Os dias chuvosos são como chamas na memória.
Lembranças de momentos guardados na história.
E vem o sol e manda pra longe a chuva,
a lua empurra o sol e a noite cai como uma luva.

Ao som de Pink Floyd o tempo é coadjuvante.
“Run rabbit, run. Dig that hole, forget the sun”
Não vale contar o tempo, os momentos ficam na estante.
Aquele velho hábito, that’s no more fun.

Agora quando vejo chuva, quando vejo sol.
Olho cada um com um olhar diferente.
Vejo que não tem como mudar um mol,
do que vem de dentro da gente.

John Lennon sabia das coisas…

Lennon só dava papo “de rocha”
Eu acredito em Deus, mas não como uma coisa única, um velho sentado no céu. Eu acredito que o que as pessoas chamam de Deus, está dentro de cada um de nós. Eu acredito que Jesus ou Maomé ou Buda e todos os outros estavam certos. Foi só a tradução que foi feita errada” – John Lennon

Tinha que ser o Chavez mesmo…

                                                                                       Por Elton Tavares

O ditador Venezuelano, Hugo Chavez (que não é o amigo do Kiko) não deve ter muito com o que se preocupar, já que “pega corda” com dramaturgia medíocre (risos). O babaca exigiu que a emissora de TV Televen (privada) parasse a transmissão da novela colombiana “Chepe Fortuna”.

A Comissão Nacional de Telecomunicações (Conatel), órgão do governo venezuelano que regulamenta (leia-se repreendi) os programas televisivos, justificou o mais novo desmando do ditador dizendo que, na trama, o país sempre ser associado “ao crime, à ingerência e à vulgaridade, numa manipulação descarada que pretende desmoralizar o povo venezuelano”.

A telenovela conta a história da secretária “Venezuela”, personagem fofoqueira e dona do cachorro “Huguito”. Em certo capítulo, a secretária perde seu animal de estimação, e uma amiga a consola dizendo: “Você vai se libertar, Venezuela!”

Chavez é acostumado a prática, já proibiu o desenho americano “Os Simpsons” de ser exibido durante o dia, alegando que o mesmo possui episódios sensuais e vetou a transmissão do desenho “Uma Família da Pesada”, também americano, por “incentivar” o uso de maconha”.

Parafraseando o Rei Juan Carlos, da Espanha, gostaria de dizer ao ditador venezuelano: “Por qué no te callas?”.
Falando em citações famosas, meu amigo Chico Terra me lembrou uma apropriada: “Tinha que ser o Chavez mesmo” (risos).

Fonte: Agência Reuters.

Papo de Rocha

“É bom ter dinheiro e as coisas que o dinheiro pode comprar, mas é bom, também, verificar de vez em quando e se certificar que você não perdeu as coisas que o dinheiro não pode comprar.”

George Horace Lorimer

Vaidade além do limite

                                                                         Por Aleksandra Zakartchouk

Apesar de termos nossa dose de vaidade, devemos ficar atentos para não nos viciar por este prazer agradável ao ego.

Apesar da palavra “vaidade” ser empregada no dia-a-dia para definir apego a futilidades ou preocupação excessiva com a aparência física, sua abrangência não pára por aí. Na verdade, a vaidade é o prazer exibicionista que se sente quando se é admirado. Mesmo sem consciência, queremos ser reconhecidos de forma positiva de alguma maneira – aparência física, inteligência, talento, atitude, poder aquisitivo, status ou sucesso, entre tantos aspectos.

Outro dia, lendo um livro sobre o assunto, havia um questionamento: por que as pessoas não gostam de ir a um restaurante vazio quando saem? Não importa se a comida é ótima, o ambiente agradável, o local parece chato. Outro exemplo são as mulheres “vestidas para matar” ou homens com “síndrome de pavão” que tendem a ficar extremamente frustrados, caso não atraiam olhares para si.

A vaidade está ligada à auto-estima e, principalmente, à opinião de terceiros. É por causa disto que muitos deixam de lado sua verdadeira identidade, temendo não serem aceitos. Preocupados com “o que os outros vão pensar”, assumem uma personalidade dissimulada e transmitem aquilo que julgam ideal e adequado, mesmo que não corresponda à realidade.

Inúmeras pessoas se disfarçam de personagens que sejam convenientes para suas conquistas. Presos ao poder da imagem, há também indivíduos cujo prazer não provém somente de riquezas materiais, mas principalmente da admiração e até da inveja que provocam aos olhos dos outros.

A propósito, é curioso observar que pessoas que gostam de contar vantagem se sentem lisonjeadas e superiores quando conseguem despertar justamente inveja alheia por possuir algo que o outro gostaria de ter. É também em nome da vaidade que um sujeito – bem sucedido no passado e fracassado no presente – deseja tanto manter a pose, o status e o alto padrão de vida (mesmo que tudo não seja condizente à realidade). Para este, o importante é não deixar ninguém vê-lo derrotado e decadente. Assim, vive numa eterna busca por ícones que lhe agreguem riqueza, prestígio, poder, privilégio, etc.

Para quem já experimentou o gosto da fama, o anonimato tem um sabor amargo e pode facilmente conduzir a uma forte depressão, de acordo com especialistas. Basta observar quantos artistas fizeram (e ainda fazem) uso de drogas, álcool ou mesmo suicidaram-se por não suportar o fracasso e o esquecimento.

Enfim, qualquer discussão como esta é superficial devido à amplitude do tema (isso sem falar naquele tipo de vaidade mórbida que leva alguém a fazer dezenas de procedimentos cirúrgicos que deformam o ser humano ou seguir padrões de beleza que levam a pessoa à morte por anorexia).

É preciso ficar atento com atitudes exageradas de vaidade, uma vez que seus processos permeiam todas as relações sociais. Sob controle, porém, ela viabiliza um espírito determinado, perseverante e empreendedor no indivíduo, que objetiva – além de seu próprio aprimoramento – o reconhecimento dos demais.

Recado aos medíocres

                                                                                                 Por Silvio Carneiro

Lembro da reação dos meus pais quando um dia eu cheguei em casa e disse que eu ia fazer meu primeiro vestibular para Jornalismo. Na época, eu não era lá grande exemplo de filho.

Eu cada vez dava menos valor às coisas que a escola tentava me ensinar em vão e, ao mesmo tempo, começava a supervalorizar o que a vida e as ruas me ensinavam. E aquilo pra mim era natural. Eu tinha sede de vida e fome de mundo!

Meus velhos não se surpreenderam nem um pouco. Pra eles, o importante era que eu me formasse em alguma coisa, tivesse um diploma, desde que aquilo me fizesse feliz e me servisse de alguma coisa depois. E foi com essa sede de vida e fome de mundo que entrei para a faculdade de Jornalismo, no já distante ano de 1995.

O Jornalismo já era uma antiga paixão e agora eu estava cada vez mais me sentindo realizado!

Depois, aos poucos, fui aprendendo na prática, trabalhando numa rádio aqui, num jornal impresso ali, numa emissora de TV acolá…

Só quem é JORNALISTA de verdade e que carrega essa vocação na veia, é que pode saber o que eu sinto.

Não adianta apenas você gostar de ler e escrever pra ser jornalista. Isso é apenas uma das habilidades que o jornalista deve ter. Mas é preciso mais! É preciso andar e bater de porta em porta atrás da informação precisa. É preciso caçar os fatos como um lobo faminto atrás de sua presa. É preciso deixar muitas noites de sono, baladas e encontros com o amor da sua vida, e sair correndo quando a notícia chama. É preciso ser abnegado, atencioso, curioso, dedicado, digno, ético e tranparente para poder transmitir os fatos e esclarecer a sociedade sobre o que anda acontecendo.

Um jornalista deve pautar seu trabalho na precisa apuração dos acontecimentos e na sua correta divulgação. Ele precisa divulgar os fatos e as informações de interesse público; lutar pela liberdade de pensamento e de expressão e, acima de tudo, valorizar, honrar e dignificar a sua profissão! Infelizmente muitos não fazem isso…

Muitos ainda usam a profissão apenas como artifício para estarem junto de pessoas importantes. Outros, para mendigar favores em troca de uma foto na coluna social.

É lastimável o jornalista que abre a boca aqui ou em qualquer outra parte do mundo pra dizer que passa fome com sua profissão. Por que isso? Será que uma pessoa dessa acha que só é jornalista os figurões da Rede Globo como o William Bonner? Querem eles ser estrelas da TV?

Esses argumentos são de quem não tem o jornalismo nas veias!

Seja em qual profissão for, sempre haverá profissionais bem sucedidos e outros mal sucedidos. Sempre haverá os que terão sucesso por serem competentes e os que não terão sucesso, por serem medíocres.

É inadmissível que um jornalista fique preocupado, por exemplo, se o governador vai pintar a residência oficial com as cores do seu partido, quando poderia estar muito mais preocupado em denunciar os graves escândalos nos quais seus patrões estão metidos ou se preocupar com a parcela da população que está sem moradia no seu estado!

Hoje, mais de 10 anos depois de formado, graças a Deus, eu posso dizer que sou motivo de orgulho para meus pais, que antes não acreditaram muito naquele jovem rebelde de antes. Mas que hoje podem ter a certeza de que seu filho não passa fome e trabalha digna e honestamente como tantos outros jornalistas profissionais que, que sustentam suas famílias sem precisar estar pedindo esmolas, fazendo fofocas ou se vendendo em troca da ilusão de ser uma estrela.
Eu e meu amigo Silvio, autor deste texto “de rocha”.
Meu recado pra esses maus profissionais: larguem a profissão o quanto antes. Vão ser palhaços ou prostitutos em outro lugar que lhes dê mais dinheiro ou mais prazer! O jornalismo não precisa de gente como vocês! O jornalismo e a sociedade precisam de jornalistas sérios.

Terremoto….

Dizem que passado o terremoto de Lisboa (1755), o Rei perguntou ao General o que se havia de fazer.Ele respondeu ao Rei: “Sepultar os mortos, cuidar dos vivos e fechar os portos”.

Essa resposta simples, franca e direta tem muito a nos ensinar. Muitas vezes temos em nossa vida “terremotos” avassaladores, o que fazer? Exatamente o que disse o General: “Sepultar os mortos, cuidar dos vivos e fechar os portos”. E o que isso quer dizer para a nossa vida?

Sepultar os mortos significa que não adianta ficar reclamando e chorando o passado. É preciso “sepultar” o passado. Colocá-lo debaixo da terra. Isso significa “esquecer” o passado. Enterrar os mortos.

Cuidar dos vivos significa que, depois de enterrar o passado, em seguida temos que “cuidar do presente”. Cuidar do que ficou vivo. Cuidar do que sobrou. Cuidar do que realmente existe. Fazer o que tiver que ser feito para salvar o que restou do terremoto.

Fechar os portos significa não deixar as “portas” abertas para que novos problemas possam surgir ou “vir de fora” enquanto estamos cuidando e salvando o que restou do terremoto de nossa vida. Significa concentrar-se na reconstrução, no novo.
É assim que a história nos ensina. Por isso a história é “a mestra da vida”. Portanto, quando você enfrentar um terremoto, não se esqueça: enterre os mortos, cuide dos vivos e feche os portos. Simples assim….
 

Meu coment: Isso serve para muitos que não conseguem deixar o passado em seu devido lugar. Livre-se dos seus antigos problemas, exs,  demônios e fantasmas, deixe o passado para trás.
Fonte: Meu amigo Farofa.

Seiscentos e Sessenta e Seis

A vida é uns deveres que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são 6 horas: há tempo…
Quando se vê, já é 6ªfeira…
Quando se vê, passaram 60 anos…
Agora, é tarde demais para ser reprovado…
E se me dessem – um dia – outra oportunidade,
eu nem olhava o relógio.
seguia sempre, sempre em frente …
E iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas…
Mário Quintana – Livro – Esconderijos do Tempo

Viva!

Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. O romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando, porque embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.

Luis Fernando Veríssimo