Hoje é o Dia Nacional do Futebol

Hoje é o Dia Nacional do Futebol, uma data que foi escolhida em 1976 pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), em homenagem ao time mais antigo do país em atividade, o Sport Club Rio Grande, do Rio Grande do Sul, fundado no dia 19 de julho de 1900.

Eu e meu irmão, Emerson Tavares, amamos futebol. Ele muito mais que eu. Começamos a gostar do esporte por causa de nosso saudoso pai, José Penha Tavares (papai foi goleiro dos times amapaenses São José e Ypiranga, além de mais uma porrada de equipes das peladas).

O velho nos levava para assistir aos jogos no antigo Estádio Glicério Marques, no centro de Macapá. Falar nisso é uma verdadeira overdose nostálgica porreta.

Também por influência do papai, nos tornamos flamenguistas. Graças a ele e a Deus, claro. Nunca fui bom de bola, batia muito (muito), era perna de pau, mas sempre acompanhei o esporte e acompanho até hoje. Ah, eu ia esquecendo, aqui no Amapá, torço pelo Ypiranga, mas o futebol local ainda tem muito que melhorar.

Meu irmão, antes de um jogo do Mengão no Estádio Mané Garrincha, em Brasília (DF), há alguns anos.

Meu irmão Emerson é o maior flamenguista que conheço. E desconfio que o remista mais doente também. Graças a Deus, sou bicolor no Pará.

Azar mesmo é de quem torce pro Vasco, aquele time da série B, só pra passar vergonha (fico com pena dos meus amigos vascaínos, que sofrem muito).

Mas voltando ao futebol de verdade. Nas mesas dos bares, todos somos técnicos apaixonados; sempre temos uma desculpa, observação ou piada. O futebol não tem lógica, essa é a graça. O esporte é amor, paixão, sorrisos, lágrimas, encarnação, apostas, discussões, confraternização e, acima de tudo, emoção. Nunca, nunca mesmo, é somente um jogo ou esporte.

Há muito, o futebol deixou de ser uma preferência masculina (ainda bem); assistir aos jogos nos bares ficou muito mais convidativo (risos).

Sem falar na profissionalização dos campeonatos femininos, em ascendência. As jogadoras precisam ser valorizadas. O machismo no esporte ainda é forte e muitas mulheres sacam, jogam e amam o futebol muito mais que os caras.

Minha relação com o futebol é somente de torcedor, não jogo bola e não jogaria mesmo se não fosse gordo. Gosto é de assistir e tomar cerveja. Tirar sarro e receber a zueira. Faz parte. Só não vale brigar com os brothers. Meu tempo disso já passou.

Flamengo eu sempre ei de ser!!

Enfim, amamos futebol, apesar daquele fatídico e inesquecível  7×1. Principalmente o Flamengo, o maior do mundo. Mas independente de qual seja o seu time, viva o futebol, pois ele faz parte da nossa cultura. Que estes dias tristes de pandemia passem logo. Queremos nossas vidas de volta e assistir aos jogos com os amigos está incluso nisso.

Viva o futebol!

Elton Tavares

NO AVIÃO PARA BELÉM – Crônica de Ronaldo Rodrigues

Crônica de Ronaldo Rodrigues

Estou a bordo do avião, indo para Belém. Nessa ocasião, sempre trago papel e caneta para anotar as impressões de viagem. Pois cá estão:

– O nome do comandante: Alexandre Braille. Claro que minha imaginação não perderia a chance de ver um piloto cego, tateando os controles.

– Sinto um sacolejar leve no avião. Turbulência, normal. Mas vejo que o avião ainda não decolou. Aí é preocupante.

– Zona de turbulência: uma aeromoça linda acaba de invadir meu espaço aéreo.

– As aeromoças, que hoje são chamadas de comissárias de bordo (perdeu a poesia), passam para lá e para cá, esbanjando aquela sensualidade indiferente à libido dos passageiros. Minha fantasia: me trancar no banheiro com uma dessas aeromoças e cair nas nuvens.

– Viajar de avião me faz descobrir superstições que ficam por muitos anos guardadas e só aparecem neste momento. Exemplo: descruzar as pernas quando o avião está decolando. Nesses momentos é preciso contar com todas as forças.

– Belém fica a pouco tempo de Macapá. Viagem curta. Não dá tempo nem de sentir medo.

– E lá vêm as instruções de como proceder em caso de acidente. Que acidente? Eu nem estava pensando em acidente! Socoooooooorro!

– Hora do lanche: peço Coca-Cola, mas, bem enfaticamente, peço que não se coloque gelo. A Coca-Cola sem gelo diminui o poder devastador do meu arroto. Meu arroto, em sua potência máxima, seria prejudicial à pressurização do avião.

– Viajar de avião, um objeto mais pesado que o ar. Vejo as caras dos passageiros simulando tranquilidade e penso na banalidade do absurdo, a simplicidade de correr o risco. Sei lá.

Consegui pousar em paz. A distância de Macapá a Belém parece diminuir cada vez mais. Estou em Santa Maria das Mangueiras. Marambaia me espera. Cuité, Buscapé, Mauro Vaz, Universidade, Praça da República, Theatro da Paz, estou aqui. Vamos à farra. Em breve, mando outro relato. Boas férias pra mim.

Primavera recebe mais um ano de vida da jornalista Raquel Coutinho – De @caiocoutop para @Coutinho_Raquel

Caio, ainda moleque e Raquel, em algum lugar do passado – Foto: arquivo familiar dos Coutinho.

Advogado? Médico? Engenheiro? Não! Tudo isso foi sugestão da loira quando eu ainda tava indeciso em qual profissão escolher. Apesar de não negar o que ela queria pra minha vida, nunca meteu pressão nas minhas escolhas. Isso se deve ao fato de que ela é humana, sensível, loirassa e aniversariante nesse mês de julho, dia 2, pra ser mais específico.

Nunca fui bom com presente, então escolhi escrever pra ela (ainda vou comprar o presente ok?), com um dia de atraso. Ela me conhece, eu uso a desculpa que o dia dela é todo dia e, além disso, ela sabe o que eu escolhi pra mim. Ela sabe que meu tempo é doido (igual o dela) e que meus corres são muitos, mas, foi isso o que eu escolhi pra mim.

Caio e Raquel – Mãe e filho jornalistas dos bons.

Não ia me dar o luxo de fazer um release, to escrevendo com o coração, até porque eu me lembro, quando ela ainda tava se formando em jornalismo, eu (muitas vezes andando só de cueca) via as missões que ela tinha e, depois de formada, os projetos de carreira. Foi por meio dela que eu conheci esse mundo que hoje tô “afogado”, no bom sentido, e conheci pessoas incríveis.

Se atentem que eu nem falei de dinheiro, até porque se fosse por ela eu nem estaria aqui, ela sempre foi minha referência de mulher, mãe, amiga e JORNALISTA! Pense num orgulho quando me esbarram por aí e perguntam se eu sou filho da Raquel Coutinho. A minha maior missão é ser eu mesmo, porque ela é monstra, mas, mesmo assim, nunca vou poder negar o alicerce que construiu esse cara que tá escrevendo.

Inclusive, no lance da grana, ela me falou uma vez (apesar de querer que eu fosse médico): “filho você pode ser o que quiser, se tu for bom o dinheiro vai ser consequência”. Hoje eu tô aqui, feliz, independente e muito orgulhoso de ser filho de uma das melhores jornalistas que eu conheço! Te amo, Raquel! Feliz aniversário!

Caio Coutinho

Escreva, Elton, escreva – Minha crônica de hoje (ilustrada por Ronaldo Rony)

Ilustração de Ronaldo Rony

Sabem, quando trabalhava no Portal Amazônia (2008), aprendi que internet é velocidade da informação. Durante um curso de webjornalismo, em Manaus (AM), me ensinaram que é necessária a atualização diária de uma página eletrônica e, se possível, mais de uma vez ao dia.

Quando meu antigo blog foi criado, no final de 2009, lembrei-me dos ensinamentos do Portal e comecei a postar cada vez mais conteúdo. São coisas sérias e besteiras. Foi assim que adquiri esse lance de me cobrar escritos.

Neste meu site publico tudo que me dá na telha, a “blogagem” é um vício legal. Tento informar e divulgar Cultura, coisas interessantes, além de besteiras que me agradam, tentando pontuar as coisas de forma diferente, fugindo das mesmices, modinhas e papos furados. Sempre tentando usar cérebro e coração.

Não gosto de discutir o “sexo dos anjos”, mas perco tempo com disparates legais sim, além de disparar minha opinião sobre qualquer coisa, doa a quem doer. O problema são os questionadores, que não entendem que este site é meu. Mas sou responsável pelo que escrevo aqui e não pelo que eles entendem.

Ah, este espaço está sempre aberto para divulgação de Cultura em todas as suas vertentes, é só mandar por e-mail (endereço no layout do site).

Continuarei sempre a publicar no De Rocha o que me der vontade, mas nunca uma mentira. Como dizem no velho latim (meu amigo Edgar Rodrigues me ensinou este ditado): “Verum, dignum et Justus Est!” (É verdadeiramente, digno e Justo!). A não ser que seja algo engraçado e tão absurdo que ninguém acredite. No mais, esse textículo foi só para matar a coceira dentro da minha cabeça, que diz: “escreva, Elton, escreva!”.

Elton Tavares

Os Tulius Detritus – Crônica de Elton Tavares (com ilustração de Ronaldo Rony)

Ilustração de Ronaldo Rony

Adoro gibi, sempre gostei. Fui leitor fanático de várias sagas de diversos personagens do universo dos quadrinhos. Meu amigo Fernando Bedran, durante nossas bebedeiras, sempre falava que é aficionado pelos quadrinhos de Asterix, o herói gaulês.

Ah, para quem não saca: “Asterix é uma série de quadrinhos, francesa, que conta a história de uma aldeia de gauleses (antepassados dos franceses) que teima em resistir ao invasor romano – enquanto toda a Gália já se rendeu. A aldeia de Asterix resiste graças a poderes especiais conferidos por uma poção mágica”.

Há anos, Bedran emprestou-me uma revista intitulada “Asterix e a Cizânia” (que aliás eu ainda não devolvi). O quadrinho conta a história de Tullius Detritus, personagem que semeia a discórdia, a cizânia entre os gauleses para enfraquecê-los e assim Roma possa vencê-los. Mas, ao fim, Asterix e seus amigos conseguem derrotá-lo.

Na trama, Tullius Detritus é o mestre da discórdia, astúcia, bandalheira onde ele chega, ele destrói, é a cizânia em pessoa – fofoca, manipulação, articulador da discórdia, dedo de seta, o veneno em pessoa.

Aí penso nos Tullius Detritus do cotidiano. Figuras com jogadas sombrias, ataques sinuosos. Seres com a necessidade constante de mostrar superioridade. Muitos tentam se passar por espirituosos ou autênticos, mas são ardilosos, sombrios e perigosos.

Portanto, tenham muito cuidado com o que vocês falam e principalmente para quem vocês falam suas coisas. Pois tá cheio de secador de pimenteira, escrotos, posers, soberbos , incoerentes e insensatos. Crápulas à espreita, motivados por inveja e armados de calúnias. Enfim, grandes filhos da puta.

Deixo aqui um conselho: não dê papo, muito menos confiança. Acreditem, aprendi isso da pior forma. Além do mais, cedo ou tarde, eles se lascam. É isso!

Elton Tavares

*Do livro “Crônicas de Rocha – Sobre Bênçãos e Canalhices Diárias”, de minha autoria, lançado em setembro de 2020

A entressafra criativa – Crônica de Elton Tavares (com ilustração de Ronaldo Rony)

Crônica de Elton Tavares

De tempos em tempos, não consigo filosofar, mesmo que de forma barata, sobre a vida. Antes redigia um texto por dia com tanta facilidade. É, nem escrevo mais tanto sobre boemia, um de meus assuntos prediletos. Quem dera ter o dom de poetizar ou redigir uma crônica sobre uma invenção qualquer.

Essas insônias solitárias, na companhia de livros, fotos, papos virtuais e a madrugada com a trilha sonora recheada de The Cure promovem uma mistura de sensações e doideiras. Sobre isso, não basta neste momento para um bom texto.

Aí volto a tentar escrever algo legal, seja sobre o trabalho, este novo blog e todas as possibilidades…

Quem sabe sobre amigos.

Nada.

Me faltam ideias.

Normal, é a “entressafra criativa”. Talvez sobre o dia a dia de um assessor de comunicação-jornalista-editor? Nada…quanta tolice!

Quando ocorre, substituo o conteúdo feito de invenção por posts informativos. Claro que com referências e assuntos que acho que são relevantes.

O jeito é canalizar a energia para leitura, afinal os livros sempre fertilizam as ideias e aquecem a paixão pela escrita sobre tudo, até os sonhos. É, vou ler um pouco e tentar dormir. Tomara que amanhã eu vá à forra, viva mais, experimente mais dessa experiência que é existir, e assim, a entressafra criativa vá embora.

Por enquanto, vamos aos sonhos – outra maneira de encontrar com o lúdico de viver. É isso!

Sharlot Sandin gira a roda da vida. Parabéns, Japa. Te amo! Feliz aniversário!! – @SharlotSandim!

O jornalismo me proporcionou incontáveis coisas sensacionais. Entre tantas maravilhas, me deu amigos/irmãos. Entre esse pequeno grupo de afetos do meu coração, está Sharlot Sandin, a Japa linda e louca. Uma das pessoas que mais me faz bem quando estamos juntos é uma broda que gosto de ter por perto. Hoje, no décimo sexto dia de junho, ela gira a roda da vida e lhe rendo homenagens, pois ela é uma baita mulher!

Sharlot é mãe do Mateus, filha da dona Sônia, jornalista e assessora de comunicação das Prefeitura de Pedra Branca do Amapari (ofício que ela desempenha com dedicação e competência). Conheci a Japa em 2008. De lá pra cá, fomos chegados, colegas de trampo, amigos e, há anos, somos irmãos de vida. Ela é das pessoas com quem posso contar, seja para trabalho, resolver problemas pessoais ou rirmos em uma mesa de bar com nossos amigos loucos.

Sempre digo que ir trampar em Pedra Branca foi um divisor de águas na carreira da Sharlot. Ela era uma boa assessora de comunicação, mas se tornou senhora do seu ofício, com visão estratégica e diálogo porreta com a imprensa. Dá um orgulho danado ver a evolução profissional da japinha. Tenho a honra de ser seu amigo dessa pessoa que, além disso, é tem um grande coração.

Além de profissional, Sharlot Sandin é uma mulher fantástica. Sabem aquelas pessoas que quando você lembra ou olha na cara, já dá vontade de rir de tanta presepada e histórias acumuladas durante uma vida feliz junto dela? Pois é, é a Japa.

Hoje ela faz aniversário, mas o além de Sharlot, quem ganha somos nós, pois ela faz a nossa felicidade, pois temos o privilégio de ser amigos de uma pessoa tão porreta. E falo por mim e pela nossa turma mesmo, pois ela isso é quase uma unanimidade no nosso meio.

Sharlot é inteligente, honesta, safa, malandra, palhaça, batalhadora, presepeira e uma mulher bonita. E não é só por conta desse rostinho porreta, mas sim pelas atitudes e caráter. Com ela, já ri, chorei e colecionei momentos maravilhosos dessa vida.

Sharlot nunca fez NADA que desabone sua conduta como minha amiga. Sempre me apoiou e ficou ao meu lado. E tento ser para ela, pelo menos 70%, esse amigo que a querida é para mim. A gente se ama e é recíproco!

Com a cabeça e o coração loucos, Sharlot é absurdamente de bem com a vida. Ela aproveita tudo que a vida lhe apresenta de forma paid’égua, com todas as cores, sabores e ligas que, quando vividas, geram memória afetiva. Sei bem, pois em muitas dessas vezes, tô com ela. Essa mulher deixa tudo mais leve com seu humor debochado e ilumina a caminhada.

A Japa completa 36 anos hoje. Foda que estamos longe dela, por conta da pandemia que nos priva da presença de nossos afetos, mas estou feliz pelo ano novo de Sharlot, pois eu a amo. Na verdade, quem tem a sorte de ser seu amigo a ama.

Japa , que teu novo ciclo seja ainda mais porreta. Que tu continues esse mulher paid’égua e que sigas pisando forte em busca da felicidade. Tenho muita sorte da tua existência orbitar a minha. Saúde e sucesso sempre. Te amo! Meus parabéns pelo teu dia e feliz aniversário!

Elton Tavares

O dia em que esquentei a cerveja do Arnaldo Antunes na B*****ta – Por Jack Carvalho – @JackeCarvalho_

Por Jack Carvalho

2013 foi um ano incrível para todo macapaense fã de música. O Festival Quebramar, maior evento de música do norte do país totalmente free, trazia nada menos que Arnaldo Antunes, Emicida, Curumin e muitos outros artistas massa. E nesta edição, eu fiquei responsável por coordenar o funcionamento dos camarins.

Aos poucos, cada produtor foi mandando a lista de exigência que tínhamos que providenciar para atender aos pedidos dos artistas. Emicida, por exemplo, pediu chá verde. Outros pediram Red Bull. O Edgar Scandurra pediu whisky. E o Arnaldo pediu cerveja. Muitas packs de cerveja. O problema era adequar esses pedidos ao orçamento disponível para o camarim. Em alguns casos, eu mesma preparei em casa diversos itens das listas, como suco, bolo e o chá.

Público da primeira noite do Festival Quebramar – Foto: Cobertura Colaborativa

Assim consegui equilibrar os gastos e garantir todos os itens. Faltando 1 dia pro início do festival, peguei as listas e fui ao supermercado comprar o que não dava pra fazer, pra no dia seguinte já ter tudo pronto pra quando o festival começasse. Tudo certo na sexta e sábado. Todos os pedidos foram e atendidos e os artistas ficaram satisfeitos.

No domingo era o dia de tocar Curumin e Arnaldo Antunes. Cheguei cedo no palco no pé do muro da Fortaleza de São José e comecei a limpar e arrumar as mesas dos camarins. Coloquei todas as bebidas no gelo, arrumei as pedras pras doses de whisky, petiscos, entre outros detalhes. As primeiras bandas começaram a tocar logo cedo, umas 19h40. Em seguida começaram a chegar os integrantes da banda do Arnaldo. Recepcionei o grupo me apresentando como responsável pelo camarim e que caso precisassem de algo era só chamar. E chamaram!

Foto: blog Galera do Rock (http://glrdorock.blogspot.com/2013/12/resenha-festival-quebramar-2013.html)

Minutos depois que a banda se instalou na sala reservada pra eles, a produtora do Arnaldo Antunes perguntou: – Cadê as Heinekens naturais? Eu dei uma de João sem braço e disse que não tinha sido especificado. Ela puxou a lista do bolso e mostrou: – Olha aqui, são 6 long necks naturais. Ele não pode beber nada gelado antes e durante o show. Ou seja: FUDEU!

Foto: blog Galera do Rock (http://glrdorock.blogspot.com/2013/12/resenha-festival-quebramar-2013.html)

Minha primeira reação foi de sair e ir comprar nos bares da Beira Rio. Mas eu estava muito distante pra deixar tudo e ir comprar cerveja. O jeito foi tirar as 6 long necks da cuba e tentar “amornar” as cervejas. Olha o trampo da porra. Nisso, eu e mais duas pessoas que auxiliavam no camarim, cada uma pegou uma long e começou a esfregar na mão. Essa porra não vai esquentar.

Então tive a ideia de botar a cerveja entre as pernas. Isso mesmo: na B****ta pra ajudar a esquentar mais rápido. E aja esfregar a garrafa igual o Aladdin. E eu pensava: esse porra vai ter que tocar O Pulso. E aí dele que não faça um show bacana. Bicho, essa porra tá queimando feio aí embaixo. Foram longos minutos gelados aonde se costuma a ser bastante quente, diga-se de passagem. Ainda ligamos ventilador do carro no modo quente pra ajudar o processo. Da feita que a cerveja ia amornando, alguém levava no camarim e ele bebia.

Foto: blog Galera do Rock (http://glrdorock.blogspot.com/2013/12/resenha-festival-quebramar-2013.html)

Conseguimos esquentar as 6 heinekens antes dele entrar no palco. Confesso que algo ficou dormente por alguns minutos, mas depois que ele começou a tocar A Casa é Sua, o corpo esquentou e tudo voltou ao normal. E lá estava o Arnaldo Antunes tomando cerveja quente, no copo on the rock que meu pai tinha ganhado de brinde da Monte Casa e Construção um zilhão de anos atrás. E tudo pra dizer que: missão dada é missão cumprida!

*Jack Carvalho é jornalista e Mestre em Ciências da Comunicação.

Datas curiosas: 14 de junho é o Dia Universal de Deus – Meu texto sobre

Como faço todos os dias, pesquisei sobre a data de hoje. Para minha surpresa, descobri que o 14 de junho é “Dia Universal de Deus”. Meu Deus! Deus, para muitos, é mitologia cristã. Apesar de não ser religioso, para mim, é a Força que rege tudo isso aqui. Afinal, cada um com suas crenças e descrenças. Mas como frisou escritor William Shakespeare: “existem mais coisas entre o céu e a terra do que sonha a nossa vã filosofia”.

Não encontrei a origem da data, mas como uma porrada de outros dias comemorativos, todo dia é dia de Deus, das mulheres, das mães e etc. A data de hoje nos possibilita a reflexão sobre a figura abstrata de Deus (mitologia pra muitos).

Não duvido da fé alheia e nem da existência de Deus, seja lá qual for o nome DELE. Bom, falar de religião e assuntos ligados a ela são sempre complicados. Acredito que cada um de nós deve rezar, orar ou proceder como lhe aprazia. Rezo por pessoas falecidas, rezo para pedir ajuda e rezo para agradecer, do meu modo, claro.

Acredito que tem alguém, ou alguma coisa, no controle de tudo. Só se que não sou eu. Prefiro conversar na boa com Deus. Agradecer a ELE por tudo de bom que me acontece e por ELE me ajudar sempre quando estou em perigo. Costumo brincar, dizendo “Papai do Céu é meu brother!”.

Não há uma única religião que argumente com exclusividade sobre essa data, na verdade o dia procura reunir as concepções ao invés de separá-las.

Quando se fala a respeito de Deus, muitos associam essa poderosa figura à eternidade, à onipotência, à divindade e ao sobrenatural. Entretanto, a existência do criador de todas as coisas é interpretada de forma diferente pelos povos, variando de acordo com a crença ou discurso religioso.

Como escreveu meu amigo Fernando Canto: A palavra “Deus” tem a particularidade de se escrever apenas com quatro letras na maioria dos idiomas conhecidos. Vejam alguns:

Em Português – Deus; Francês – Dieu; Alemão – Gott; Em Assírio – Adat; Germano – Godt; Árabe – Alah; Sânscrito – Dova; Espanhol – Dios; Grego – Toos; Japonês – Shin; Hindu – Hakk e Egípcio – Amon.

Já o escritor Rubem Alves, no livro de crônicas intitulado “Pimentas”, disse: “a gente fala as palavras sem pensar em seu sentido. ‘Benção vem de bendição’. Que vem de ‘dizer o bem ou bem dizer’. De bem dizer nasce ‘Benzer’. Quem bem diz é feiticeiro ou mágico. Vive no mundo do encantamento, onde as palavras são poderosas. Lá, basta dizer a palavra para que ela aconteça”.

No meu caso, agradeço a Deus por ter uma sorte dos diabos. Considero God um amigo e acredito que ELE é como Baruch Spinoza descreveu.

Não faço promessas a Deus, não rezo para santos ou outros interlocutores. Minha aliança é direta com ELE. Um acordo bem simples: eu trabalho e tento não fazer mal a ninguém e ELE me livra de quem quer me ferrar por aqui.

Sinto a presença de Deus o tempo todo, sobretudo no amor e carinho da minha família e amigos. Afinal, ELE é amor, porra!

Deus está no sorriso da minha sobrinha, da minha mãe e do meu irmão, no bom trabalho feito, nas recompensas pelo batalho diário, na vida feliz. Acredito em muita coisa, mas NELE tenho a certeza da existência.

Sei que 2020 foi um ano para testar nossa fé. Igualmente 2021, que tem sido bem difícil. Mas Deus é bom o tempo todo. Não tenho dúvida disso.

A verdade é que já recebi muitas bênçãos na vida. Sei que a vida é feita de vitórias e derrotas que quase sempre dependem de nós mesmo, mas que ELE dá uma força, ah, isso dá. E no final das contas, Deus acerta um bocado e só tenho a agradecer por ser abençoado. Valeu, God!

Ilustração de Ronaldo Rony

Então, por que não ter um “Dia Universal de Deus”? Ah, e “Ele não está acima de tudo” e sim, no meio de nós. Deus que continue nos abençoando!

Elton Tavares
Fonte: Mundo das Tribos.

QUEM SOMOS NÓS? – Crônica legal de Lorena Queiroz – @LorenaadvLorena

Crônica de Lorena Queiroz

Hoje entrei no quarto da minha filha de onze anos e ela, enquanto dobrava umas roupas, assistia na TV um clipe do A-ha. Eu sempre soube que ela é uma menina um pouco estranha (e quem não somos?), mas saber de mais esta preferência dela me fez adicionar mais uma característica a reformulação diária em saber quem elas são, por isso trabalho no que serão. Mas será que realmente eu saberei algum dia, acertadamente, quem ela, você ou eu realmente somos?

Um, Nenhum e Cem Mil – Luigi Pirandello

Quem me conhece sabe, minha cabeça anda meio surtada nestes tempos pandêmicos, o que me faz ir nos lugares mais sombrios e divertidos, por isso cheguei no escritor italiano e ganhador do prêmio Nobel de literatura, Luigi Pirandello, mais exatamente na obra Um, nenhum e cem mil. O personagem Moscarda, enquanto olhava sua imagem no espelho, é informado por sua mulher que seu nariz era torto e ele nunca teria percebido.

A partir daquele momento ele percebe que as pessoas tinham uma imagem dele que era dissociada da imagem que lhe refletia o espelho. Experimente pedir para alguém fazer um avatar seu, pontuando suas qualidades e defeitos nele, e por fim, seja sincero em sua avaliação quanto a assertividade dele. O fato é que nós somos alguém para nossa mãe, alguém para um amigo no trabalho, outra pessoa para determinado amigo e, a despeito de qualquer coisa, um filho da puta pra alguém. Sim, ninguém nunca escapa disso. Mas será que cada uma destas pessoas que você é representado, em cada um, corresponde a quem você realmente é?

Vivemos em uma sociedade que é regida por costumes sociais que mudam, se alteram e se reformulam o tempo inteiro. Acredito que seja por este necessário eterno ciclo de mudanças que fica mais difícil ser livre para ser quem somos, ou melhor, para mostrar quem nos tornamos. Que vai desde um modismo á um conservador que tem dificuldades de viver com as mudanças, bem como aqueles que tem vergonha de dizer que mudaram de ideia. Aquilo que chamamos de julgamento. E é este o ponto, nos tornamos mais um todos os dias. Pirandello, através de Moscarda, diz na mesma obra que, os acontecimentos do passado são as piores e mais injustas das prisões. Pois ficamos eternamente presos á eles. Você pode não ser mais àquela pessoa que cometeu determinado ato no passado, mas para alguém, você sempre será conhecido por algo que não mais te pertence, seja pra bem ou para mal. A personalidade que temos é algo muito mais pessoal e que temos a necessidade de ponderar ou até mesmo polir, pelos costumes que já mencionei anteriormente. Menino não chora, veste azul. Essas coisas. Ou você não fumar na frente da sua mãe. Não minta, sabemos que é bem mais que respeito. Até porque esse respeito também é proveniente do que nos foi ensinado onde vivemos.

Ter a consciência de saber quem somos para nós e para o mundo, será sempre difícil pela própria volatilidade das coisas. Zygmunt Bauman, disse que você tem que passar a vida redefinindo a sua identidade, porque o estilo de vida que é considerado bom por um, não é nada para o outro. E que as coisas atraentes mudam tantas vezes nas nossas vidas. Quem será você na semana que vem?

Mas mesmo assim, nos temos uma identidade que apresenta pistas algumas vezes, nós temos a tendência de nos aproximarmos de pessoas que, a princípio, se assemelham á nós. Pessoas que se juntam por que reconhecem umas nas outras um pouco do que são, ou do que querem ser. Sabe aquela máxima: “um tatu cheira o outro”. Pois é, a gente tem necessidade de ajuntamento com quem nos identificamos, mas mesmo assim, quantas pessoas diferentes tem aí na tua roda de amigos? E quantos tem a mesma imagem um do outro? E isso nunca deveria ser problema para ninguém porque sabemos que somos diferentes. E a gente sempre vai ter um guardado para uma novidade que vai surgir.

No filme Eu, eu mesmo e Irene, Hank Evans, a segunda personalidade e total oposto de Charlie, toma seu corpo e reage violentamente aos abusos que as pessoas cometiam costumeiramente contra Charlie. Na minha opinião nada técnica e só para fins de achismo mesmo e interpretação lúdica, todos nós carregamos um Hank dentro de nós, não falo de um louco, mas de outros que vão surgindo conforme o rumo que as coisas tomam para cada um.

Ainda dentro deste contexto lembrei de um episódio de uma animação, Hora de aventura. O personagem Rei gelado, quando ainda era Simon, estava em um apocalipse zumbi. Portava uma coroa que o transformava em Rei gelado e lhe dava poderes. Ele protegia Marceline ainda criança. Mas a cada vez que ele colocava a coroa, a personalidade de Rei gelado tomava um pouco mais o corpo de Simon, até Simon sumir. Ele fez isso pelo amor a Marceline, o que foi lindo, mas ele se perdeu dele mesmo. Acabou por se tornar um vilão. E o triste é que ele não se lembra quem ele foi.

É didático revisitar quem fomos, nos ajuda a rever ações, opiniões e até saldar algumas dividas consigo mesmo. Assim como é importante ter a consciência que cada um é muito mais do que se vê. Mas o mais importante, para mim, é ser fiel a quem vamos nos tornando a cada dia e sempre estar de braços abertos para o próximo que virá depois de uma música que se descobre, ou de um livro que nos apresentou mais uma parte de nós. Somos metamorfoses ambulantes, agora toca Raul.

* Lorena Queiroz é advogada, amante de literatura, devoradora compulsiva de livros e crítica literária oficial deste site.

20 anos do gol do Petkovic (uma crônica para flamenguistas)#flamengo

Arte: Ronaldo Rony

Em 27 de maio de 2001, há exatos 20 anos, um gol inesquecível. Eu estava no antigo apartamento do Adriano e Silvana, meus primos. Assistíamos a final do Campeonato Carioca de Futebol daquele ano, juntamente com o amigo Aílton. Aquele dia tem um valor especial na vida dos milhões de flamenguistas no mundo.

O Vasco tinha ganhado o primeiro jogo por 2×1, o Flamengo precisaria vencer por dois gols de diferença para levar o título da competição.

Edílson abriu o placar pro nosso time e Juninho Paulista empatou pro Vasco. Acabou o primeiro tempo. Na segunda etapa da partida, o “Capetinha” meteu mais um. Mas o Mengão ainda estava em desvantagem, pois precisava vencer pela diferença de dois gols.

A torcida do Vasco já comemorava nas arquibancadas. Já eram 43 minutos do segundo tempo. Aí Edílson sofreu falta na intermediária, só que o gol de Hélton não tava tão perto. Petkovic arrumou a bola, deu três passos para trás e respirou fundo.

Bateu forte, colocado e com a precisão cirúrgica que lhe era peculiar. A batida foi perfeita. A bola pegou efeito e saiu do alcance do goleiro Helton. Aliás, o goleiro bem que tentou, saltou alto e se esticou todo, mas a defesa não foi possível. Nem dois goleiros ali embaixo daquela trave evitariam o gol quase sobrenatural. Foi lá onde “a coruja dorme”, no canto superior esquerdo da rede. Naquele momento, vibrei, quase choro, ri e me senti o cara mais feliz do mundo. Coisa de quem ama o futebol, sobretudo, o Flamengo.

Épico e eternamente na memória e coração dos torcedores dos rubro-negros, 3 a 1, porra! Era o tricampeonato carioca ao Rubro-Negro. A gente correu pra Praça Zagury, agora Beira-Rio, bebemos logo pelos três títulos consecutivos. Naquela noite, vi um amigo virar a casaca, tirou a camisa vascaína e vestiu o manto sagrado Rubro-Negro. Ele, o Frank Bitencourt, disse que tinha cansado de sofrer. Até hoje é possível vê-lo em algum bar durante as transmissões dos jogos do Flamengo.

Helton salta, mas não alcança a falta cobrada por Petkovic (Foto: Hipólito Pereira / O Globo)

Há alguns anos, Petkovic foi convidado pelo Globo Esporte para bater a falta novamente, do mesmo local. Adivinhem? O sérvio colocou a bola do mesmo jeito, no mesmo lugar. Ah, gringo foda da porra! Não à toa, é um dos maiores ídolos da era atual do Flamengo. Uma lenda viva, já que se tornou o jogador estrangeiro mais decisivo da história do clube e talvez até do futebol nacional.

Filme “43′ – Na hora de acabar”

Cartaz do filme 43′ – Na hora de acabar

A façanha de Pet virou documentário. O filme “43′ – Na hora de acabar”, traz, além das entrevistas exclusivas, visões diferentes daquele gol. Assista o DOC aqui:

Desde então, já se passaram 20 anos. Assim como a vida, o futebol é feito de ciclos. Mas é sempre bom lembrar dos momentos felizes e foi o que ocorreu.

“Nóis” é Mengão até depois de morrer e hoje é o atual campeão brasileiro. Ou seja, o melhor time do Brasil e um dos melhores do mundo!

Ao Petkovic, autor daquela obra-prima que ficará marcada para sempre na minha memória e coração, nossos milhões de obrigados!

Elton Tavares

Frases, contos e histórias do Cleomar (primeira Edição de 2021)

Tenho dito aqui – desde fevereiro de 2018 – que meu amigo Cleomar Almeida é cômico no Facebook (e na vida). Ele, que é um competente engenheiro, é também a pavulagem, gentebonisse, presepada e boçalidade em pessoa, como poucos que conheço. Um maluco divertido, inteligente, gaiato, espirituoso e de bem com a vida. Dono de célebres frases como “ajeitando, todo mundo se dá bem” e do “ei!” mais conhecido dos botecos da cidade, além de inventor do “PRI” (Plano de Recuperação da Imagem), quando você tá queimado. Quem conhece, sabe.

Assim como as anteriores, segue a primeira Edição de 2021, cheia de disparos virtuais do nosso pávulo e hilário amigo sobre situações vividas em tempos pelo ilustre amigo. Boa leitura (e risos):

Hulk Pão

“Capinar um quintal pra arranjar dinheiro pra casar tu não quer né HP, rezar pra tu não emprenhar essa pequena, capaz de tu querer que a gente crie também”.

Futebol

“Hoje eu torci pra o Vasco e definitivamente, isso não é vida”.

Carnaval

“Uma hora dessas eu já tava muito a toa na vida”.
“Eu já tava muito gambá uma hora dessas no ano passado”.
“Ano que vem, só pra descontar, vou dar duas voltas no percurso da Banda”.
“Uma hora dessas no ano passado, eu já tinha prometido parar de beber dez vezes”.

Defeitos

Um brinde aos nossos defeitos, já que as qualidades, nós tem pouquinho mesmo.

Bolsonaro & Bolsonetes

“Não vejo problema em bolsominion querer se vacinar, só acho que deveriam ser os fonas”.
“Biroliro acha que comprou o Centrão, problema é que o Centrão vai “afubitar” ele. Espera pra ver”.
“Enche tanto o saco defendendo Bolsonaro que esqueci te perguntar, já arrumastes um emprego?”
“Complicado esse negócio de acreditar em Deus e no Bolsonaro numa mesma vida, queria saber como conseguem”.
“Impressionante, todo Bolsominion tem um parente ou conhecido que quase morreu após tomar a vacina”.
“Época terrível pra se ter um presidente filho de puta”.
“A felicidade de destruir um Bolsominion no argumento não tem preço”.
“Aquele papo de “se fizer merda a gente tira” ainda tá de pé, ou tá pouca merda?”

BBB 2021

“Uma vez fiquei com uma “pequena” numa festa de São João lá no Pacoval, no outro dia não quiz mais ficar com e ela e ela mandou os malandros da rua dela me darem uma surra. Acho que eu era o Arcrebiano”.
“Sou parece a Sarah, fraco velho pra quebrar uma promessa”.
“Koncá podia passar lá no São Paulo Saldos e comprar uma beca pq tá difícil, se veste parece eu na Banda. Demais jegue”.
“Se a Carla Diaz que é morta de gata tá nesse nível de carência, faço uma ideia tu, com essa feiúra toda!!”.
“Esse papo de tirar o cara pq é homofóbico, machista e racista só serve pra o Rodolfo? Bolsonaro tá cagado por acaso!?”
“E eu, que meu apelido era Urso do Cabelo Duro”.
“Quando tu pensas que és otário, me vem o Gil”.
“Fiuk poderia ter sido garoto propaganda do cigarro Hollywood na década de 80. “Hollywood, O Sucesso”.
“Se ta ruim pra o Fiuk, que é filho do Fábio Jr, imagina pra nós !!!”

Profético

“Quando mais novo tu olhas pra uns caras e pensa, esse aí quando crescer vai ser babaca. 30 anos depois tu encontra os caras e eles não te decepcionam, são muito babacas mesmo”.

Amapalidade

“Energia voltando: a
Macapaense: liga a bomba misééééria!!”

Páscoa passada

“Quero só ver minha cara de surpresa amanhã, quando eu ganhar o ovo de Páscoa que eu comprei pra mim mesmo”.

“Sábado de Aleluia: Uma hora dessas eu já tinha rodado na porrada”.

Nostalgia

“Fui ao supermercado mais cedo, me bateu uma saudade do tempo que eu era filho”.

Depois da pandemia

“Quando isso tudo passar, vai ter tanto churrasco e cerveja aqui em casa que vcs vão dizer: Galera, na casa do Cleomar hoje não, já enjoei de lá!”

Família

“Aqui em casa temos uma tradição, a gente compra um jogo de copos, na outra semana quebra os que já tínhamos”.

Realeza

“Toda família tem um membro metido a príncipe Harry, que arruma uma mulher e sai da casa onde vivia escorado, falando mal até da avó”.

Paulo Tavares gira a roda da vida. Feliz aniversário, tio! – @paulorptavares

Vez ou outra, venho aqui me gabar que sou amigo de muita gente Phoda. E também tenho a pavulagem de dizer que na minha família, muitos são desse jeito em suas respectivas áreas de atuação. Pois bem, hoje um dos meus familiares mais fodas, meu tio Paulo Tavares, gira a roda neste vigésimo sexto dia de maio. Além de irmão caçula do meu pai, ele também é meu amigo e por isso lhe rendo homenagens.

Filho mais novo da Peró e Juca, Paulo Roberto Penha Tavares é um cara bem sucedido na vida. Com inteligência acima da média, sempre foi organizado e safo nos estudos e seguiu assim em sua carreira profissional multifacetada. Sim, o figura é administrador, contador, advogado e empresário. Ele também desempenha com maestria os papéis de pai da Paula, Jamila e Ana e marido da Dacivone. Tio é um vencedor em todos os aspectos.

Há alguns anos, Paulo virou maratonista (dos bons). Aliás, ele sempre foi também do esporte, pois jogou vôlei na juventude. Realmente virou um corredor focado e já participou de corridas por todo o Brasil e em outros países. Quando ele se tornou atleta, a gente perdeu, em parte, um parceiro de birita. Confesso que sinto falta de quando tomávamos umas com mais frequência, bem antes da pandemia.

Ah, o tio também é um estudioso da doutrina espírita. E eu sempre brinco com ele sobre este jornalista tentar deixar de ser espírito de porco (só com os canalhas) e parar de ganhar “vale karma” (risos).

Eu e tio Paulo, na antiga casa dos pais dele, meus avós – Primeira metade dos anos 80.

Já disse em outro texto sobre o Paulo: quando eu era moleque, uma das coisas legais das férias é que tio Paulo, então universitário em Belém (PA), vinha passar o mês de julho ou janeiro em Macapá. O cara sempre foi divertido, brincava comigo e com o meu irmão. Como sempre gostamos (ele e eu) de boa música, outra boa lembrança, é dele gravar o vinil do A-HA (banda de rock australiana dos anos 80) em um fita cassete TDK 90 minutos, dos dois lados, pra gente escutar, “charlando” na brasília amarela da tia Maria. Bons tempos. Também já falei que eu e Paulo discordamos sobre muita coisa. Mas o amo e sei que é recíproco.

Os anos de 2020 e 2021 não foi e não está fácil para nenhum de nós. Este ano, nós, os Tavares (assim como centenas de famílias no mundo), levamos um baque forte, a perda da nossa matriarca. Sempre pensei, escrevi e disse, que a Peró nos unia. Não, não é. Seguiremos unidos, tenho certeza disso. Paulo e seus irmãos Maria e Pedro serão essenciais nisso.

A “frieza” (ou serenidade) do cara até incomoda às vezes, pois sou destemperado e passional em tudo. Mas é com esse discernimento sóbrio e cirúrgico que ele sempre resolve as coisas. Foi assim nas partidas do vovô João e papai, no acidente do tio Pedro, na passagem da vovó, entre outras situações em que Paulo foi “impávido que nem Muhammad Ali, tranquilo e infalível como Bruce Lee“, como diria Caetano Veloso. Invejo isso nele, pois sou o inverso.

Em resumo, Paulo Tavares é um cara do bem, muito culto, trabalhador, honesto e que lutou muito pra chegar onde chegou, no topo. Trata-se de um cavalheiro. Um homem culto, com visão estratégica e sempre um plano B na manga. E, ainda, uma apaixonado por seus afetos e fiel aos seus ideais.

Tio, parabéns pelo teu dia. Tu sabes, te amo. Aliás, todos nós te amamos. Nós sempre fomos nós e assim será até o fim dessa jornada. Que tua tenhas ainda mais sucesso, se é que isso é possível. Pra ti, todo o amor que houver nessa vida. Que neste novo ciclo, sigas com saúde e que tua existência seja longa, por pelo menos mais 59 maios. Feliz aniversário!

Elton Tavares

Hoje é o Dia Internacional contra a LGBTfobia – Preconceito não! #contralgbtfobia

Hoje é o Dia Internacional contra a LGBTfobia. A data foi escolhida para lembrar a exclusão da Homossexualidade da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID) da Organização Mundial da Saúde (OMS), em 17 de maio de 1990, oficialmente declarada em 1992. Isso mesmo, ser lésbica, gay, bissexual, travesti, transsexual e transgênero, era sinônimo de enfermidade. Um despautério sem tamanho.

O Supremo Tribunal Federal (STF) já decidiu que LGBTfobia é crime. “Acolher o pedido da comunidade LGBT é cumprir o compromisso da Justiça que é o de dar a cada um aquilo que é seu. E assim o fazendo, o STF estará cumprindo o sacerdócio da magistratura”, afirmou o ministro Luiz Fux, que preside o STF.

Por exemplo, muita gente “se choca” ao ver um beijo gay numa praça, shopping ou qualquer espaço público. E ainda dizem que isso “não é normal, que deveriam ter respeito”. É, a questão é respeito mesmo. Respeito pela vida alheia e por direitos iguais de fazer o que todos fazem e em qualquer lugar.

Digo mais, LGBTfobia é ‘’coisa de veado’’, loucura pura. É muito mais que burrice, é falta de caráter. Ser Lgbtfóbico é ser otário, pois tal linha de pensamento é de uma miséria espiritual e canalhice tremenda.

Tenho poucos preconceitos na vida; como a aporrinhação para que eu siga uma determinada religião ou com música que acho ruim (boa para quem as curte).

Tenho orgulho de ter muitos amigos do jeito que são, sejam eles de qualquer orientação sexual. São pessoas íntegras, inteligentes e talentosas, que pagam suas contas e contribuem para o bem da sociedade. A maioria delas é gente fina demais.

Vivemos em tempos onde o esclarecimento sobre o assunto é voraz, mas “Apesar de termos feito tudo, tudo, tudo o que fizemos, nós ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais”. Ou pelo menos a maioria com mente preconceituosa. Portanto, parem de frescura e abram suas cabeças.

Se duas pessoas do mesmo sexo se gostam, se amam ou só resolvem transar, a vida delas É DELAS. Relações não podem ser classificadas, somos todos seres humanos, cada um em busca de sua felicidade, das várias formas que ela se apresenta a cada um.

O respeito à diferença e à diversidade é a chave de tudo. E se isso for um problema para alguém, este sim é o doente. É isso!

Elton Tavares