Sobre as Olimpíadas do Rio de Janeiro – (texto porreta do Arilson Freires)

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Nunca houve uma Olimpíada como a do Rio. Falo do lugar, mas sobretudo da essência. É certo que Aterro do Flamengo, Corcovado, Pão de Açúcar, Barra da Tijuca, Baía de Guanabara, Copacabana são páreo duro pro soft power em nível máximo do brasileiro. Mesmo com toda a impertinência delirante da torcida, feliz e/ou infelizmente, para o bem e para o mal.

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Somos assim. Mas que torcida é essa? Adriana Calcanhoto já tinha cantado que cariocas são bacanas. Juntando com o restante do povo brasileiro nas arquibancadas, misturados aos gringos de todos os cantos do planeta, é impossível definir.

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A Olimpíada do Rio se tornará inesquecível como nenhuma outra em todos os sentidos, mas principalmente para o brasileiro. Nunca fomos tão fãs ou entendemos e discutimos tanto sobre vela, taekwondo, tiro esportivo, canoagem, ginástica, judô…ah, e futebol.

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Parabéns, cariocas do mundo inteiro. Parabéns o mundo inteiro reunido na cidade carioca. Nunca mais haverá uma Olimpíada como a do Rio.

Arilson Freires – Jornalista, repórter da Rede Globo e chefe de jornalismo da TV Amapá.

Paulo Francis sabia das coisas…(sobre ofendidos com a verdade no jornalismo)

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“Dizem que ofendo as pessoas. É um erro. Trato as pessoas como adultos. Critico-as. É tão incomum isso na nossa imprensa que as pessoas acham que é ofensa. Crítica não é raiva. É crítica, às vezes é estúpida. O leitor que julgue. Acho que quem ofende os outros é o jornalismo em cima do muro, que não quer contestar coisa alguma. Meu tom às vezes é sarcástico. Pode ser desagradável. Mas é, insisto, uma forma de respeito, ou, até, se quiserem, a irritação do amante rejeitado”Paulo Francis (1930 – 1997).

Sobre a salvação da minha alma (crônica genial de Rubem Alves)

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As coisas que tenho dito sobre Deus fizeram com que muitos dos meus leitores ficassem temerosos sobre o futuro de minha alma, no outro mundo. Acham que vou para o inferno. Eles pensam que, se a gente não pensar certo, Deus castiga. No inferno estão os pecadores que roubaram, fornicaram e mataram, e aqueles que ousaram pensar suas próprias idéias. Pensar certo, na cabeça deles, é pensar do jeito como pensam os padres e os pastores. Para tranquilizá-los vou me explicar.

Sobre a Bíblia. Eu a estudei muito e a amo. Para mim ela é um poema cujas palavras me confortam e me fazem mais sábio. Mas é preciso fazer uma distinção entre as palavras do poema, escritas, e aquilo que as pessoas pensam, ao lê-lo. Toda leitura é uma interpretação, isto é, os pensamentos das pessoas que a lêem. Todo sermão é pensamento de um homem e não pensamento de Deus. A interpretação é diferente do poema. Cada igreja, cada congregação, cada seita se organiza em torno de uma interpretação particular, palavra de homem. Mas cada uma delas tem a ilusão de que a sua interpretação é a Palavra de Deus. Sendo a Palavra de Deus, é única verdadeira. É muita presunção pensar que somente a minha seita interpreta certo e todas as outras interpretam errado. O que eu escrevo é a minha interpretação, tão problemática quanto qualquer outra. É preciso não se esquecer da sábia afirmação do apóstolo Paulo: Nós não sabemos direito as coisas; o que vemos são reflexos trêmulos e obscuros num espelho mal polido. É preciso não confundir os reflexos no espelho com o rosto verdadeiro que ninguém jamais viu. De Deus, a única coisa absolutamente certa que conhecemos é o amor (1 Cor. 13).022

O que é a fé? É também uma questão de interpretação. Pessoas há que pensam que fé é um recurso mágico que garante que Deus vai nos atender. Para elas um Deus que não atende pedidos é um Deus muito fraco. Elas desejam garantias. Na minha interpretação fé é uma relação de confiança com Deus: é flutuar num mar de amor, como se flutua na água. Quem é que ama mais o pai? Aquele que é fiel ao pai porque ele lhe dá os presentes pedidos, ou aquele que ama o pai, mesmo que ele não lhe dê presentes? A gente ama o pai é pelos presentes, bênçãos, que ele dá, ou por ele mesmo? Amo a Deus mesmo que não me dê presentes.

Acho que Cristo enche todos os espaços do universo. Lutero falava da ubiquidade do corpo de Cristo e dizia que ele está presente até na menor folha, muito embora nas folhas o nome dele não esteja escrito. Quem ama uma folha ama Cristo. Quem tedownload (1)m amor respira Cristo, mesmo que não fale o nome dele. Tiago diz que os demônios sabem tudo sobre Deus e, no entanto, são demônios. Os reformadores falavam no Christo absconditus – isso é, o Cristo escondido, invisível, sem nome, em toda a Criação. Quem ama, mesmo que não cite as Escrituras e nem saiba o nome de Cristo, está nele. Cristo não pode ser engarrafado em nomes religiosos. Isso seria heresia, negar a sua onipresença.

As Escrituras Sagradas são um livro enorme. Muitos dizem que as Escrituras inteiras são inspiradas. Se realmente acreditam nisso, então todos os textos têm de ser objeto do nosso amor, são “palavras de Deus“. Noto, entretanto, que eles se comportam como se alguns textos fossem mais inspirados do que outros. Fazem silêncio sobre muitos textos. Por exemplo, nunca ouvi sermão católico ou evangélico sobre “Amada minha, em tua língua há mel e leite. Teus seios são como duas crias gêmeas de gazela…“ (Cânticos 4:11, 5); “Anda, come teu pão com alegria e bebe contente o teu vinho… Goza a vida com a mulher que amas todos os dias da tua vida…“ (Ecl. 9:7 e 9). Por que o silêncio? Acho que, secretamente, eles acreditam que uns textos são mais palavra de Deus do que outros…

E quanto ao destino de minha alma, não se preocupem. Foi Jesus mesmo que disse aos fariseus, religiosos que viviam citando as Escrituras e tentando converter os outros, que as meretrizes entrariam no Reino dos Céus antes deles. E notem: Jesus não disse: meretrizes arrependidas. Entram as meretrizes mesmo. Depois delas, então, entram os fariseus hipócritas e tudo o mais que Deus criou. Deus criou tudo, não é? Se ele criou tudo, vocês acham que ele ia entregar ao Diabo aquilo que saiu das suas mãos?

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O genial Rubem Alves

Rubem Alves

*Crônica extraída do livro A grande arte de ser feliz.

Meu comentário: Quem convive comigo sabe, não sou religioso. Mas acredito na força de codinome Deus, que, em minha opinião, rege tudo isso aqui. Sinto a presença Dele o tempo todo, sobretudo no amor e carinho da minha família e amigos. Afinal, ELE é amor, porra! O resto é papo de quem manipula e enriquece em nome Dele.

De repente… quarenta! – Texto de Clícia Di Micelli, lido durante a festa do seu aniversário, no último sábado, 20

Há exatamente uma semana, minha amiga Clícia di Micelli completou 40 anos. Durante sua festa de aniversário, ela leu um texto lindão que resume não somente sua vida, mas toda uma geração. Editei e exclui particularidades da broda e deixei o texto para todos que, como eu, fizeram ou farão 40 anos este ano. Leiam e se emocionem:

“Obrigada pela presença de todos. Não escolhi um tema pra minha festa, escolhi um título:De repente… quarenta!

Atravessei 4 décadas conhecendo centenas de pessoas, mas a gente só se dedica àqueles que o nosso coração elege. Tirando a relação familiar que aprendemos a conviver e amar desde que nascemos, os amigos que fazemos ao longo da vida são todos aqueles que o nosso coração se apaixona. Nasci em 76. Entre meados de 70 e o início desse novo século é o perí
odo que compreende a minha existência, e são os símbolos desse tempo histórico que fiz questão de trazer pra essa comemoração de hoje.

Não é festa Ploc, festa Retrô, festa Anos 80; tão pouco Baile da Saudade. Nada disso. É a festa de quem viveu um bocado de coisa nesse período e de repente… quarenta! Imagino que, se existissem imagens da nossa infância e adolescência, sempre apareceríamos dando gargalhadas, dividindo segredos e sendo felizes. tumblr_mr4qpgm6JF1qzissjo1_1280Quarenta anos se passaram e todas essas referências estão aqui. Não tenho como esquecer que ocupava minhas tardes vendo os desenhos Hanna Barbera (Manda Chuva, Os Herculoides, Wally Gator, Jonny Quest, Tartaruga Touchê, Coêlho Ricochete e tantos outros); Que eu sonhava em voar no balão com a turma do Balão Mágico; Que eu daria meu mundo pra assistir o show dos Menudos; Que as tardes de sábado eram animadas pelo Chacrinha e que, aos domingos, o Beto Carreiro aparecia chibante no intervalo dos Trapalhões.

Brunzwick-Geraldo_oQue Os Goonees foi o primeiro filme que assisti no cinema, pra ser mais precisa, no Cine Veneza e que a minha heroína era a Mulher Maravilha… Também que eu dormia mais tarde nas noites de Armação Ilimitada; E que eu ficava angustiada quando a turma da Caverna do Dragão desistia de voltar pra casa, mesmo diante do portal, porque um deles ficou pra trás; É claro que juntei moedas no cofrinho da Caixa Econômica Federal; Lembro bem, que ir na carreta da Cobal era chato; bom mesmo era acompanhar a mamãe as compras no Brunzwik lá tinha um parquinho pra gente brincar; Que eu joguei moeda para o Poraquê da Lobras, em Belém; Que eu pulei carnaval nos bailes infantis do Esporte Clube Macapá, do Lions Clube, do Círculo e da APA.paquitas primeira geração

Cresci e pude desfrutar das temporadas noturnas do Círculo Militar, comandadas pela Banda Placa Luminosa; Não posso negar: fui criança aprendendo a escrever errado no universo “X” da Xuxa. Sonhar em ser Paquita era o óbvio, mas um dia chegou a fase em que sonhar com os Paquitos era bem mais interessante. É claro que eu rebobinei fita K7 com caneta BIC; Que eu sofria com o desencontro amoroso da Duda e Lucas / Malu Mader e Taumaturgo Ferreira na novela Top Model, casal que tinha como trilha a lindíssima música “Oceano”, do Djavan.

São muito vivas as lembranças negativas que os Planos econômicos dos governos Sarney e Collor causaram às famílias brasileiras. Várias vezes fui guardar lugar na fila pra mamãe entrar na Romana em busca de leite e outros produtos básicos, que tinham sumido das prateleiras dos mercados. Era tempo dos preços congelados do Plano Cruzado, que evoluiu pra Cruzado Novo e outras desastrosas tentativas de salvar a economia do Brasil. Vi o papai amargar a falência. Os pequenos comerciantes não sobreviveram e sucumbiram diante de um país que vivia sob uma economia desgovernada.

tumblr_lm27e1NFdu1qkgabpo1_500Assisti ao “Caçador de Marajá” desafiar o povo a sair às ruas de verde amarelo, e nós, o povo, fomos de preto. Fui pra rua no “Fora Collor”, sou geração cara-pintada! Vibrei muito vendo a Magic Paula e a Hortência desestruturarem as adversárias com as cestas de 3 pontos; Também jorrei lágrimas de amor assistindo Ghost – do outro lado da vida. Cristiane F… drogada e prostituída, debate obrigatório nas feiras de ciência das escolas secundaristas; É claro que eu tinha as fotos do John Lennon, Fernanda Abreu, Engenheiros do Hawai, Marina Lima e Heróis da Resistência na porta do meu guarda-roupa.

images (2)Eles dividiam espaço com os adesivos das marcas K e K, Company e Redley; Eu tirava minhas dúvidas mais intimas, devorando a revista Capricho; Eu sonhava em assistir a um show de rock nacional no Circo Voador; Carnaval de rua?

Desfilei quando ainda era da Av. FAB, pela Maracatu da Favela, é claro! Vi o Território Federal do Amapá se transformar em Estado; pelas rádios, Tvs e murmurinhos acompanhei o desenvolvimento e o fortalecimento da música amapaense, quando os artistas que se apresentavam nos bares de Macapá – Amadeu Cavalcante, Zé Miguel, Osmar Jr e Val Milhomem – partiram para o trabalho autoral, lançando hits e lotando, emanos 90 blog (1) noites de espetáculo, o então recém inaugurado Teatro das Bacabeiras; Comemorei minha aprovação na Unifap, em 95, com a musiquinha do Pinduca, acho que essa não sai de moda. É cafona, enche o saco, mas é bacana e tem que rolar. Entreguei fita VHS na locadora sem rebobinar e paguei taxa extra por isso; Segui o trio elétrico do Marco Monteiro no efêmero e marcante carnaval de Mosqueiro; Já tive o grande prazer de ver o Chico Buarque de Holanda caminhando sem camisa nas areias do Leblon; Já desfilei no templo do carnaval, a Marquês de Sapucaí. Pra uma boa foliã, isso é muita coisa.

Pororoca_foto_M_RCIA_DO_CARMOTive a honra de compartilhar horas de conversa com a gentil, elegante e imortal Tia Chiquinha; E vi de perto o encontro do rio Amazonas com o Oceano Atlântico, e pude presenciar o fenômeno da pororoca antes da foz do Araguari se transformar em pasto.

E a vida segue… Continuamos vivendo estórias e construindo a história! História sem mitos nem falsos heróis. História de verdade, com cenário de verdade e gente de verdade. E é com toda essa memória afetiva que planejei essa festa pra gente. Queridos amigos, sei que me alonguei, mas senti vontade de fazer isso e me permiti. Inclusive, quero dizer a todos que escrever tudo isso me fez muito bem e hoje entro na casa dos 40 mais leve e mais feliz.tumblr_lfykbyT8th1qggaj4o1_400

O tempo é generoso… E, a propósito, respondendo à pergunta da Mafalda, digo a ela que nascemos com muita antecedência pra gente acumular histórias e relembrá-las na festa de comemorações dos nossos 40 anos. Portanto, um brinde à vida e à generosidade do tempo. Tim-tim!”.

*A querida aniversariante ainda falou sobre sua família e amigos, mas preferi publicar somente essa linda viagem no tempo. Do nosso tempo. Tomara que a gente viva, ela, eu e todos que amo dessa geração, pelo menos mais 40 anos. Valeu, Clícia!

Quando a paixão é violenta, cuide-se! – Por @genifrota

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Por Geni Frota

Por certo que já se apaixonou muitas vezes… Algumas perdidamente e por um longo tempo, algumas intensamente mas por pouco tempo.

Por certo que muitas dessas paixões foram muito válidas e lhe acrescentaram muitos aprendizados sobre o que quer ou o que não quer mais para você.

Mais certo ainda é que, quando nos apaixonamos, ficamos mais belos, mais felizes, mais dispostos. Fazemos declarações de amor, fazemos sacrifícios, fazemos tudo para vivermos intensamente o que estamos sentindo…

Pois é… Somos capazes de fazer tudo isso por outra pessoa. Muitas delas que acabamos de conhecer e que ainda nem provaram que tem a mesma valoração moral que nós para conduzir uma relação.

Ao que me leva a pergunta que move este artigo: é capaz de tamanho empenho, dedicação, doação e paixão por você mesmo?

Toda a força e intensidade que é capaz de dedicar a alguém, consegue canalizá-la para cuidar de você?

Esse equilíbrio entre doar-se aos outros e doar-se a si deveria ser buscado continuamente. Aquilo que sou capaz de fazer pelo outro também devo ser capaz de fazer por mim… O presente dado, o tempo dedicado, o afeto oferecido, o esforço despendido… Todo ele deveria estar constantemente sendo exercitado em prol de quem é capaz de dedicar aos outros.

Quando se é capaz de gostar de si mesmo, fica-se mais forte quando a paixão não dá certo. Fica-se mais capaz de suportar a dor de perder alguém que já não está mais vibrando na mesma frequência que você.

É por isso que as pessoas sofrem tanto por amor: porque não conseguem dedicar-se a cuidar de si do tanto que dedicaram ao outro e acabam cobrando “a fatura” do que investiu.

Lamentavelmente, esse tipo de investimento é a fundo perdido… Não há devolução. Mas poderá, neste momento, aproveitar para perguntar-se: por que não consigo amar a mim mesmo do tanto de amor que dediquei a outra pessoa?

Nossa forma de amar é definida pela relação com nossos pais. Mais ou menos intensamente, mais ou menos comprometidamente, mais ou menos dependente, nosso jeito de amar sempre se prestará a suprir nossas necessidades afetivas. Quanto maiores as necessidades, mais fazemos e mais esperamos do outro.

Além da necessidade de “curar” possíveis carências afetivas que se apresentaram ao longo da vida, é necessário investir no fortalecimento da auto estima. E para fortalecer a auto estima é preciso investir em auto conhecimento, tornar-se consciente das possibilidades e limitações, colocar-se em primeiro lugar (e sei que isso é difícil com a cultura de “coitadismo” e pseudo humildade que temos).

Para lhe ajudar a entender, colocar-se em primeiro lugar é parecido com aquele procedimento que o comissário de bordo lhe orienta no avião: coloque a máscara primeiro em você… Sabe o motivo disso? Porque, para salvar os outros, é preciso, primeiro, conseguir salvar a si mesmo.

Boa vida!

* Geni Frota é Consultora e Coach de Vida

A IMPORTÂNCIA DO ATO DE LER(*) – (Fernando Canto)


1. Se leio, conheço. Se conheço mais é porque leio sempre.
2. Ler é descobrir, interpretar e ampliar a visão das coisas.
3. Ler é conhecer, conhecer é ler.
4. O ato de ler revela o mundo e dá novo sentido à vida.
5. Ler é ter acesso ao conhecimento do mundo.
6. A ação de ler é como a de alimentar-se. Corpo e alma precisam de nutrientes.
7. Quem quer participar ou criticar precisa ler.
8. Ler é lazer, é prazer, é necessidade.
9. Quem lê interpreta seu próprio tempo.
10. Toda cidadã ou cidadão participante é aquele que lê.
11. Cidadã ou cidadão que lê sabe de seus direitos.
12. Criança que lê sonha mais, pensa maior, tem mais imaginação.
13. Ler não cansa, faz sonhar.
14. A leitura é um ato necessário. Quem lê vive melhor e sabe mais.
15. Quem quer progredir lê mais.
16. Quem lê erra menos.
17. Ler é libertar-se.
18. Quem lê participa da emoção de quem escreve.


O PRINCÍPIO DA LIBERDADE ESTÁ EM DEMOCRATIZAR O ACESSO AO ATO DE LER.
(Fernando Canto)

(*) Texto publicado no informativo da Biblioteca Elcy Lacerda, s.d.

Mahatma Gahdhi disse

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Mahatma Gahdhi

“O que destrói a humanidade: A Política, sem princípios; o Prazer, sem compromisso; a Riqueza, sem trabalho; a Sabedoria, sem caráter; os negócios, sem moral; a Ciência, sem humanidade; a Oração, sem caridade.”
Mahatma Gahdhi (1869-1948)

Fonte: Espaço Aberto.

É Natal (Belíssima crônica de Natal de Alcy Araújo Cavalcante)

É Natal

Por Alcy Araújo Cavalcante
(1924-1989)

Sabeis que é Natal. Não é necessário que eu diga isto. O anúncio da renovação do milagre do nascimento de Jesus está nesta música que vem de longe, que desce do céu e flutua, em pianíssimo, em torno de nossa alma e toca de leve o coração dos homens. O milagre está, também, nesta luz que vem do alto e ilumina os espíritos, está no riso das crianças, na oração da rosa, na lágrima dos que sofrem, no canto dos pássaros, no sussurro da brisa, no murmúrio do rio e na saudade de minha mãe rezando.

Tudo é tão bonito que as lágrimas de dor e de saudade de infâncias inexistentes são poesia pura. O belo é tanto que não resisto à vontade vesperal de anunciar que é Natal, antes que a noite chegue, antes que seja oficiada a Missa do Galo, antes que dobrem os sinos na igreja comunicando a vinda do Messias.

Tudo é luz em torno do mundo. As trevas não prevalecerão quando cair a noite acendendo mistérios. As vozes dos anjos, o coral dos pastores de Israel, a lembrança dos Reis Magos estão presentes. Há perfume. Os turíbulos de Deus espargem incenso e mirra, porque é Natal no mundo e renasce a esperança no cumprimento da palavra dos profetas.

Mais uma vez é Natal!

Chegam as vozes da infância perdida nos caminhos e o coração enxuga saudades. Os sinos, à meia-noite, vão bimbalhar lágrimas distantes. Vêm de presépios inanimados e risos perdulários afogam angústias cotidianas. A dor se esconde por trás de mágoas indormidas e as horas se ocultam nos relógios, para que a poesia do Natal não passe e o musical minuto dure mais um segundo na eternidade deste dia.

É Natal!

Reza a minha alma de joelhos pelo menino sem brinquedos que perdi, na minha pobreza de sempre.

É Natal!

Repetem meus arrependimentos nas estradas.

E uma alegria imensa absorve as tristezas que fabriquei no mundo. Um sentimento infinito de bondade apaga as dores que construí durante o meu ontem irreversível. Uma ternura imensa acende felicidades futuras, porque é Natal, neste sábado do mundo. Há um polichinelo no bazar. Pertence ao menininho doente que Jesus chamou para o seu reino. Uma boneca abandonada já não chama mamãe para a garota loura que um anjo levou pela mão naquela manhã de sol. Mas outros brinquedos coloridos fazem ciranda em torno das árvores de Natal e milhares de crianças são felizes nos lares cristãos de meu país sem coordenadas. Enquanto isto, Deus sorri, pleno de Amor, por trás da Eternidade.

Fonte: Blog da Alcinéa Cavalcante

Presente de Natal para aqueles políticos

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Gente, político também merece ganhar presente de Natal.

Como é moda deixar nas lojas listas com sugestão de presentes para casamento, aniversário, batizado, vamos embarcar neste trenó e guiados pelo espírito natalino deixemos uma listinha de sugestão de presentes para os nobre políticos que representam (bem mal) o povo.

Eis algumas sugestões:

a) 365 diárias num presídio de segurança máxima
b) Convite de uma importante editora para que ele escreva o livro “O combinado não é caro”
c) O DVD “Ladrão que se preza vai morar em Brasília”
d) Um rolo de esparadrapo para passar na boca dos jornalistas e blogueiros
e) 10 kg de traíra
f) Lápis de cor e livros de colorir com desenhos de algemas, grades e celas
g) Uma cópia colorida e emoldurada de sua (dele) folha corrida
h) Algemas de várias cores para combinar com a gravata
i) Pijama com o número 171 estampado bem grande na frente e atrás
j) Ficha de inscrição vip do Sindicato do Crime

Fonte: blog da Alcinéa Cavalcante

A TV na Linha de Trincheira – Por @Adnoelp

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Dificilmente assisto aos canais da televisão aberta, mas sempre que estou fora de casa analiso a programação das redes que alimentam as massas. Pensando nisso comecei a pensar no atual cenário da TV e suas programações e traçar paralelos. Sabemos que esse tipo de programação é direcionada a um determinado público e carece de criticidade e criatividade. O reflexo são as crises que vivem as novelas onde seus roteiristas mudam constantemente seus Scripts tentando atingir maiores níveis de audiência, pois é onde se ganha mais dinheiro justamente porque seus anunciantes pagam mais por segundos no horário mais nobre.

A pergunta seria: A TV brasileira vive uma crise geral? A resposta é sim! Uma crise de criatividade e também financeira, pois sabemos da atual situação econômica que vive nosso país e o mundo em geral. Os grandes conglomerados midiáticos também são empresas e possuem dívidas, a TV cultura demitiu mais de 50 funcionários e pode demitir ainda mais. Grande parte dessa crise deve-se ao aumento da aquisição de assinaturas de TV a cabo, a popularização e aumento gigantesco da cultura dos games e sua disseminação nas novastv11 tecnologias como; Tablets e smartphones que estão cada dia mais modernos e equipados de processadores com vários núcleos que suportam jogos pesados.

Estamos cada dia mais ocupados devido as exigências do mundo globalizado onde as informações estão cada dia mais velozes e é nesse contexto que a TV brasileira tenta sobreviver, em meios as redes sociais, Netflix entre outros meios de entretenimento. A tão estudada convergência de mídias que estudávamos agora é a mais pura realidade. Um verdadeiro bombardeio de informações advindos vindo das novas tecnologias onde o emissor é também o receptor e tudo parece bem mais democrático e ao alcance de apenas um clique. Que rumos a televisão irá tomar ainda não sabemos, mas o que podemos afirmar é que a internet e as novas tecnologias mudaram nossos hábitos, modos de pensar e até mesmo de agir.

Adnoel Pinheiro – Jornalista

Sobre inimigos…

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“Desejo ainda que você tenha inimigos.
Nem muitos, nem poucos,
Mas na medida exata para que, algumas vezes,
Você se interpele a respeito
De suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
Para que você não se sinta demasiado seguro”

Vítor Hugo.

Ferreira Gullar x Chico Buarque (mesmo fã de carteirinha de Buarque, concordo com Gullar)

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O alvo não é Dilma, mas o Lula; têm medo que ele volte a se candidatar.”[…] “Apesar de não ser membro do partido, de ter minhas desavenças e de votar em outros candidatos e outros partidos em eleições locais. Mas sempre soube que o problema deste país é a miséria, a desigualdade. O PT não resolveu tudo, mas conseguiu atenuar. Isso é inegável. O PT tem melhorado as condições de vida da população mais pobre.” Chico Buarque, cantor, compositor e escritor, em entrevista ao jornal El País.

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Ferreira Gullar, poeta, em comentário antigo – mas sempre atualíssimo – sobre as posições políticas do cantor, compositor e escritor Chico Buarque.

Fonte: Espaço Aberto