Randolfe Rodrigues em entrevista para a Revista Veja: ”O Bolsonaro grotesco e autoritário que se apresentou na campanha é o mesmo que o Congresso já conhecia há 28 anos: um bravateiro, nada mais que isso”

Randolfe Rodrigues na Veja – Foto: Bruno Menezes

Depois de se decepcionar com o PT e o PSOL, seus antigos partidos, o senador pelo Amapá Randolfe Rodrigues embarcou em 2015 na “sonhática” Rede, capitaneada pela ex-senadora Marina Silva, para tentar fomentar uma inédita unidade das forças progressistas do país que atuam em um espectro mais largo entre esquerda e direita e se irmanam na defesa das liberdades individuais. Não aconteceu. E Randolfe culpa a ausência dessa unidade, materializada no que chama de “egoísmo e autossuficiência” do PT, pela eleição de Jair Bolsonaro em 2018, engolfado em uma série de disputas que minam a sua popularidade em apenas três meses. “Quem venceu foi o antipetismo”, avalia. Hoje líder da oposição no Senado, Randolfe não espera qualquer autocrítica do partido do ex-presidente Lula e conta como pretende conduzir esse bloco — mesmo que esteja baseado em uma legenda que não superou a cláusula de barreira no pleito do ano passado — e construir a almejada unidade em seu campo.

As disputas internas entre os diferentes núcleos do governo esvaziaram o papel da oposição?

Mesmo que o trabalho da oposição de apontar os erros tenha ficado mais fácil, aumentaram o desafio e a responsabilidade de oferecer uma alternativa para o Brasil. Temos um governo que completou 100 dias baseado em bravatas, com o conjunto de ministros mais incompetente da história. Cada declaração do presidente é uma tragédia na política externa e na interna. Os filhos são fontes de crises. O núcleo militar é o que menos manda e é repetidas vezes desautorizado e ofendido pelo núcleo ideológico. A comunidade externa vê o Brasil com desconfiança e o país ficou desmoralizado internacionalmente.

E qual deve ser o papel da oposição diante deste cenário?

Ela não pode cair nas ciladas do governo. As bravatas só servem para tirar o foco de outras declarações igualmente desastradas. Setores da oposição erram quando caem nesse tipo de provocação. Nós temos que responder ao que interessa à sociedade. Nosso bloco de oposição no Senado, formado pela Rede, PDT, PSB e Cidadania, pretende fazer um primeiro debate com os candidatos Marina Silva (Rede) e Ciro Gomes (PDT), para construir juntos um observatório das políticas do governo e apresentar alternativas.

Não há espaço para Fernando Haddad (PT)?

Claro que há. Ele cumpriu um papel muito importante na eleição presidencial. Ele foi derrotado porque a força principal naquela disputa foi o antipetismo. Agora, ele não pode ficar respondendo a provocação no Twitter. Nós queremos construir um campo político e precisamos de uma agenda em comum.

Em 2015, antes do impeachment de Dilma Rousseff (PT), o senhor defendia uma reorganização dos setores progressistas. Por que não aconteceu?

Não só não aconteceu, como resultou na eleição do Bolsonaro. Nesse aspecto, teve muita autossuficiência e um pouco de egoísmo do PT. O PT não entendeu seus erros acumulados ao longo do tempo e poderia ter recuado naquele momento para a construção de um campo progressista.

“Mesmo que o trabalho da oposição de apontar os erros tenha ficado mais fácil, aumentaram o desafio e a responsabilidade de oferecer uma alternativa para o Brasil”

Mas a construção desse campo necessariamente passa pelo PT? Hoje não. Eu esperava a dita autocrítica do PT em 2015. O período de governo petista tem uma contribuição que deve ser reconhecida, com a ascensão social dos mais pobres, mas esse período foi superado também pelos erros no combate à corrupção e na agenda ética. Em 2015, uma autocrítica teria evitado o momento que nós estamos atravessando. Hoje eu não espero mais autocrítica de ninguém. Todas as forças políticas do Brasil já são bem grandinhas para saber qual caminho percorrer.

Qual espaço que cabe ao PT agora na oposição?

É preciso dialogar com as dificuldades que o povo está sofrendo. No campo da oposição em que estou à frente no Senado, nós vamos procurar construir alianças. O que o povo brasileiro quer saber hoje, concretamente, é como se fará para retomar a criação de empregos, qual é a política educacional que nos tirará dos piores índices de qualidade do planeta, como se garantirá que a saúde é direito de todos, como fazer que agentes do Estado garantam sua segurança.

O senhor admite que o campo progressista deve deixar de lado questões identitárias e de gênero, por exemplo?

Nós não podemos perder o que está no nosso espírito e nossos princípios, mas não precisamos cair nas provocações, polemizar as bravatas. Nós temos que tratar das necessidades mais prementes. Temos que falar com aquele cidadão que foi cooptado pelo bolsonarismo na eleição porque não via alternativa. O Bolsonaro se beneficiou pela esquerda, especialmente porque o PT não conseguiu sair das cordas no debate sobre o combate à corrupção. Não podemos entregar esta bandeira, que historicamente sempre foi nossa, nas mãos da direita e dos conservadores. Eu posso falar isso porque sempre apoiei a Operação Lava Jato. Acho que cometeu excessos, mas é um erro criminalizá-la.

Como o senhor se sentiu quando o ex-juiz Sergio Moro aceitou ser ministro deste governo?

Eu esperava só que ele agisse como juiz. Acho que ele comprometeu a credibilidade da operação quando aceitou integrar o governo do Bolsonaro, que é antagônico ao principal preso da Lava Jato, o ex-presidente Lula. O Moro demonstrou ser alguém muito voltado a ambições pessoais, distante do cumprimento de suas funções.

A Operação Lava Jato contribuiu de alguma forma para a eleição do Bolsonaro?

É um conjunto de circunstâncias. Ela obviamente reforça o desgaste do petismo, mas não há dúvidas sobre os crimes que ocorreram. O erro foi dos agentes públicos que se cumpliciaram com isso. A operação é decorrência desses delitos. Mas é claro que, com o descobrimento do esquema, criaram-se condições para que qualquer candidatura que fosse para o segundo turno contra o petismo e tivesse um diálogo mínimo de combate à corrupção se sagraria vitoriosa.

“O Bolsonaro grotesco e autoritário que se apresentou na campanha é o mesmo que o Congresso já conhecia há 28 anos: um bravateiro, nada mais que isso”

O senhor sempre foi crítico do toma lá dá cá na relação do governo com o Congresso, algo que encontra eco no presidente Bolsonaro. Mesmo assim, ele não conseguiu impedir derrotas nas primeiras votações de interesse do governo. Qual governabilidade é possível com os partidos?

Eu continuo crítico do toma lá dá cá. O problema da falta de governabilidade não acontece porque não há o exercício dessa prática, mas pela incompetência e pela arrogância no trato. São vários núcleos de poder, e a influência dos filhos tem atrapalhado a relação com todas as instituições, entre elas o Parlamento. O presidente até se esforça para o toma lá dá cá, pois passou uma semana recebendo os líderes do Centrão. O problema é que ele perdeu a credibilidade muito rapidamente. Ninguém encontra no senhor Jair Bolsonaro autoridade política para negociar. Ele precisa sair do Twitter, afastar os filhos e deixar claro que quem governa é ele, mandado pela vontade do povo brasileiro, e não pela influência do astrólogo da Virgínia [Olavo de Carvalho, guru dos Bolsonaro, mora em Richmond, no Estado americano da Virgínia].

Os recuos de Bolsonaro são celebrados por seus opositores. Do ponto de vista progressista, não seria pior se o presidente fizesse tudo aquilo que promete?

O Bolsonaro grotesco e autoritário que se apresentou na campanha é o mesmo que o Congresso já conhecia há 28 anos: um bravateiro, nada mais que isso. Eu gostaria de ter divergência política única e exclusivamente no campo ideológico, mas as trapalhadas e a incompetência são tantas que falta autoridade, e isso resulta em autoritarismo: é a declaração atabalhoada que acaba liberando o agente de segurança do Estado para matar, que permite aumentar o desmatamento da Amazônia, que desmonta os órgãos de controle do Estado. O que eu quero é que o presidente recue, que comece de fato a governar e que tenha autoridade dentro dos limites da Constituição.

Se há este espaço de poder, quem o ocupa?

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia [DEM-RJ], é um que está ocupando poder hoje. A oposição também conseguiu fazer isso com a revogação do decreto sobre sigilo de documentos públicos e a aprovação da PEC [Proposta de Emenda à Constituição] do Orçamento impositivo. É a ausência de governo que abre espaço para as medidas por parte da oposição. Veja como falta unidade e o governo se confunde em sua própria agenda: o senador Major Olímpio [PSL-SP], líder do partido do presidente no Senado, apoia a CPI da Lava Toga, mas o líder do governo, Fernando Bezerra [MDB-PE], é contra.

A CPI da Lava Toga não tem potencial de abrir uma crise entre Legislativo e Judiciário?

A crise já surgiu. Veja a medida do ministro Alexandre de Moraes de mandar tirar do ar uma notícia. Isso é censura. A CPI da Lava Toga não pode ser contra quem quer que seja, mas há excessos e abuso de autoridade que devem ser investigados. Já houve, no passado, uma CPI do Judiciário, proposta pelo Antônio Carlos Magalhães [foi governador da Bahia por três vezes, senador eleito em 1994 e 2002. Chegou a ser presidente do Senado de 1997 a 2001. O DEM foi o último partido a que foi filiado]. E ninguém falou que ela feriu o equilíbrio dos Poderes. Ao contrário, um de seus resultados foi o surgimento do Conselho Nacional de Justiça, que melhorou a atuação do Judiciário.

Seu partido, a Rede, não superou a cláusula de barreira. A votação da candidata Marina Silva diminuiu em 2018. Isso não demonstra a fragilidade da legenda para liderar a oposição?

Não adianta apontar a necessidade de autocrítica dos outros se não fizermos a nossa. A Marina cumpriu um papel heroico em 2018 ao sustentar uma candidatura diante de uma polarização cruel e manter-se fiel às suas ideias. A Rede é uma belíssima marca, mas faltou enraizar o partido. Ele tem que estar presente em todos os estados da Federação, lançar chapas de candidatos a vereador, tem que ter nomes fortes para prefeito e alicerçar a base para candidaturas a deputado federal e estadual. Uma fusão não está descartada, mas, pela lei, isso só seria possível em 2020. Nós estamos à vontade para falar de cláusula de barreira, porque, embora tenhamos sido vítimas dessa regra, compreendemos que não é possível um sistema partidário com dezenas de legendas de aluguel.

Fonte: Repiquete no Meio do Mundo.

Foi lindo: com show que celebra os 30 anos dos álbuns “Dois” e “Que país é este”, a Legião Urbana emociona milhares de fãs em Macapá

Foto: Sal Lima

Ontem (30), no CetaEcoHotel (apesar de ser no CetaEcoHotel, o pior lugar para um show), a Legião Urbana fez uma apresentação irretocável. Com a turnê que celebra os 30 anos dos discos “Dois” e “Que país é este?”, a maior banda do Rock Nacional fez o que todos nós, fãs, esperávamos: botou pra quebrar e emocionou o público com suas canções de amor e protesto.

Os álbuns trintões são dois dos mais cultuados pelos fãs da Legião. A banda é formada pelos remanescentes Dado Villa Lobos (guitarra) e Marcelo Bonfá (bateria), que tocam junto com Lucas Vasconcellos (guitarra e violão); Roberto Pollo (teclados); Mauro Berman (no baixo) e e André Frateschi ( vocal e gaita).

Foto: Sal Lima

Além do Ceta, outra coisa ruim da noite foi ter perdido as apresentações da cantora Silmara Lobato e da banda Dezoito21, artistas amapaense e queridos amigos, que abriram a noite rocker. Desculpem, queridos, eu estava no trampo.

De volta à Legião, os caras cumpriram o prometido. Assim como o primeiro show na capital amapaense, em 2016, a banda provou o motivo de ser um fenômeno da cultura Rock Brasil. Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá são figuras lendárias e icônicas da maior banda de rock de todos os tempos e é redundante dizer que tocam muito (demais). Os outros músicos idem.

Foto: Sal Lima

E o André Frateschi. Porra! Aquele bicho é uma usina de energia porreta! Canta, toca gaita, faz performances quase teatrais (o cara é ator também) e ainda deu um recado fundamental: “Ditadura nunca mais”.

O recado político da Legião foi essencial, pois muitos garotos (e velhos) estão perdidos e apoiam o lado errado, após acidente histórico na política ocorrido em 2018, que colocou esse senhor no mais alto cargo nacional e que bate palmas para absurdos do passado, trabalha pelo cerceamento dos direitos básicos e vai na contra o livre pensamento.

Foto: Sal Lima

Aliás, a Legião Urbana sempre lutou pela liberdade. Canções como “Que País é Este?”, “Geração Coca-Cola” e “Veraneio Vascaína” (essa última do Aborto Elétrico, gravada pelo Capital Inicial, mas também tocada pela Legião), entre tantas outras músicas de protesto contra o Regime Militar provam isso.

E nós? Em outro texto, eu disse: “A Legião Urbana somos nós, os fãs”. Caralho, a gente também botou pra quebrar. Rolou muito coro, aplausos, sorrisos, lágrimas. A gente tava feliz demais. Só entende quem é fã e ali, no Ceta (apesar do Ceta), era o local pra pessoas assim, legionários.

Foto: Sal Lima

Canções como Angra dos Reis, Eduardo e Mônica, Faroeste Caboclo, Índios, Quase sem querer, Tempo perdido e, claro Que país é este? Tiveram emocionante participação do público. Ainda rolou músicas de outros discos, como Giz e Há tempos, entre outras.

Foto: Sal Lima

Sabem, sempre fui fã da Legião Urbana. As músicas embalaram noites memoráveis, quando andei com os loucos e foi trilha de amores inesquecíveis. Estar ali, ontem, fez mais uma vez a vida valer a pena. Além de ter sido um encontro de velhos amigos. Deu pra abraçar a malucada das antigas por lá.Quem não foi, perdeu. Força sempre!

URBANA LEGIO OMNIA VINCIT (Legião Urbana Vence Tudo)!

Elton Tavares

NOTA PÚBLICA

O Conselho Nacional de Procuradores-Gerais dos Ministérios Públicos dos Estados e da União (CNPG) manifesta-se publicamente acerca da notícia de que o Governo Federal determinou a comemoração oficial do aniversário do golpe militar de 1964.

Segundo consta no Relatório da Comissão Nacional da Verdade (CNV), instituído pela Lei nº 12.528, de 18 de novembro de 2011, e disponível no link http://www.memoriasreveladas.gov.br/administrator/components/com_simplefilemanager/uploads/CNV/relat%C3%B3rio%20cnv%20volume_1_digital.pdf, sobre a proibição da realização de eventos oficiais em comemoração ao golpe militar de 1964, “As investigações realizadas pela CNV comprovaram que a ditadura instaurada através do golpe de Estado de 1964 foi responsável pela ocorrência de graves violações de direitos humanos, perpetradas de forma sistemática e em função de decisões que envolveram a cúpula dos sucessivos governos do período”, concluindo-se que “essa realidade torna incompatível com os princípios que regem o Estado democrático de direito a realização de eventos oficiais de celebração do golpe militar, que devem ser, assim, objeto de proibição”.

Como a CNV teve, pela mencionada Lei, o dever de promover “a reconstrução da história dos casos de graves violações de direitos humanos” (art. 3º, VII), no período definido pelo art. 8º do ADCT, em respeito ao direito à memória e à verdade, a ser observado pela República brasileira, inclusive por determinações do Sistema de Proteção dos Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA), no caso Gomes Lund e outros vs. Brasil (“Guerrilha do Araguaia”), qualquer ato do Executivo Federal que autoriza despesas públicas relacionadas aos “eventos oficiais de celebração do golpe militar” referidos no supracitado Relatório deve ser questionado, atribuição própria do Ministério Público Federal, pelas vias cabíveis, destacando-se apoio deste Colegiado.

Declara o CNPG, ainda, sua confiança de que as Forças Armadas seguirão firmes no cumprimento de sua missão constitucional determinada pelo art. 142 da Lei Maior, concernente à garantia da supremacia da ordem constitucional e da observância às leis.

Brasília, DF, 27 de março de 2019.

CONSELHO NACIONAL DE PROCURADORES-GERAIS DOS MINISTÉRIOS PÚBLICOS DOS ESTADOS E DA UNIÃO (CNPG).

SERVIÇO:

Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Amapá
Contato: (96) 3198-1616
E-mail: [email protected]

Senador Randolfe questiona Ministro da Saúde sobre planos do Governo Federal para a saúde indígena

Ontem (27), durante audiência pública na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), com a presença do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, o senador Randolfe Rodrigues (REDE – AP), líder da Oposição no Senado, questionou o responsável pela pasta sobre os planos do governo para a saúde indígena.

Randolfe solicitou que a prestação de serviço da saúde indígena mantida, punindo apenas aqueles que cometeram as irregularidades e não os beneficiários do serviço: “As equipes de saúde indígenas, só no ano passado, fizeram mais de 4 milhões de atendimento”, explicou.

A reunião foi acompanhada por lideranças de diversas etnias que também questionaram o ministro sobre a informação de que o Ministério fecharia a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai). Para Randolfe, a secretaria foi “uma grande conquista dos povos indígenas que não pode ser descartado”. Ele também afirmou que “a constituição de uma área destinada à saúde indígena (Sesai) foi um avanço no reconhecimento da diversidade de povos originários”.

Mandetta negou que essa seja a intenção da pasta, e afirmou que dialogará com as lideranças indígenas e autoridades de saúde estaduais e municipais, na busca de um modelo mais eficiente para as populações. O ministro afirmou ainda que irá se reunir nesta quinta (28) com representantes de etnias indígenas de diversas regiões do país, iniciando negociações visando a definição de um novo modelo de assistência de saúde para essas populações.

Assessoria de comunicação do senador Randolfe Rodrigues

Randolfe pedirá relatoria de recurso contra arquivamento da CPI da Lava Toga

Após o arquivamento da CPI da Lava Toga, o Senador Randolfe Rodrigues (REDE-AP) solicitará à Senadora Simone Tebet, presidente da Comissão de Constituição e Justiça, ser designado relator do recurso contra o arquivamento da CPI proposta pelo Senador Alessandro Vieira (PPS-SE), que pretende investigar desvios de juízes de tribunais superiores.

Caso seja confirmado relator, Randolfe pretende apresentar o relatório contrário ao arquivamento imediatamente, para que a decisão do Presidente Davi Alcolumbre possa ser votada e eventualmente derrubada pelo Plenário do Senado com a maior brevidade. “ O Senado não pode emitir um gesto de que há agentes públicos intocáveis, que não podem sequer ser investigados”, disse o parlamentar.

Randolfe ainda proporá a apresentação de um novo requerimento de criação de CPI do Judiciário, que busque investigar desvios de membros deste Poder de forma mais ampla, como uma nova estratégia para vencer a resistência de setores da Casa, à similaridade da “CPI do Judiciário”, de 1999. Naquele ano, o ex-Presidente do Senado, Antônio Carlos Magalhães (ACM), instituiu uma CPI para investigar atos de corrupção de juízes, que, mais tarde, resultou na Reforma do Judiciário (2004) e no escândalo que levou o ex-Senador Luís Estêvão e o ex-juiz Nicolau dos Santos Neto (o juiz “Lalau”) à cadeia.

“Com fundamentos idênticos a uma CPI que este Senado já instaurou, acho improvável que o Presidente arquive a medida: seria um constrangimento enorme para a Casa”, apontou Randolfe.

Entenda:

Após parecer da Consultoria do Senado recomendando o arquivamento da chamada “CPI da Lava-Toga”, o Presidente Davi Alcolumbre (DEM-AP) rejeitou, na noite de hoje (26), a abertura das investigações. Decidiu, entretanto, submeter sua deliberação ao plenário, para que confirme ou não o seu entendimento.

Antes da votação em plenário, entretanto, o recurso contra o arquivamento deverá ser apreciado na CCJ, o que não possui prazo para ocorrer.

Serviço:

Jornalista/Assessora de Comunicação
Carla Ferreira
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1984 – O ódio como forma de controle social – Via @giandanton

 


Assim como Farenheith 451, de Ray Bradbury, e Admirável Mundo Novo, de Adous Huxley, 1984 é leitura obrigatória para nossos tempos. Se Robison Crusoe e Gulliver são livros fundamentais para entender o humano, esses três livros são essenciais para entender regimes que tiram dos indivíduos sua humanidade e individualidade.

Não é por acaso que os três foram escritos no século XX, período em que surgiram regimes autoritários de esquerda e de direita.

Embora erre ao imaginar que esses regimes seriam impostos às pessoas (é cada vez mais óbvio que são as próprias pessoas que optam por esses regimes pois eles são mais confortáveis, algo muito bem explorado no livro de Bradbury), Orwell acerta em muitas características desses regimes. Algumas delas:

– A crença em um salvador da pátria, em que alguém que irá salvar a todos, levando-os ao paraíso na terra.
– O grupo se sobrepondo ao indivíduo.
– E o principal deles: o ódio. Não é por acaso que um dos momentos mais importantes do livro são os cinco minutos de ódio. Regimes autoritários são construídos a partir do ódio. O ódio a quem é diferente, o ódio a quem pensa diferente. Um medo que se transforma em ódio, pois as pessoas são convencidas de que há um eterno perigo e a única salvação é o ódio, é a eliminação de quem pensa diferente do líder.

Fonte: Ideias Jeca Tatu

Randolfe apresenta projeto para sustar decreto que libera vistos para o Brasil

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) apresentou projeto (PDL 68/2019) nesta terça-feira (19) para sustar o decreto do governo federal (Decreto 9. 731, de 2019) que dispensa visto para os cidadãos da Austrália, do Canadá, dos Estados Unidos e do Japão. De acordo com o parlamentar, a medida do presidente da República, Jair Bolsonaro, ofende o princípio internacional da reciprocidade.

— Não é aceitável que um nacional norte-americano tenha visto liberado para vir ao Brasil e os nacionais brasileiros não tenham o mesmo direito a ir aos Estados Unidos. Não é aceitável que um nacional brasileiro tenha exigência de visto para ir ao Canadá e o nacional canadense possa vir e voltar livremente ao Brasil — argumentou.

Para o senador, a alegação do governo de que a liberação dos vistos deve incentivar o turismo no Brasil não justifica a escolha de apenas alguns países.

— Ora, se é para mobilizar o turismo, vamos abrir para todos: vamos abrir para toda a comunidade europeia, vamos abrir para a Rússia, para a China, para a Índia, vamos abrir para todos — disse.

Randolfe também questionou o critério utilizado pelo Itamaraty para escolher esses quatro países e afirmou que a medida foi um pretexto para agradar os Estados Unidos.

— Na verdade, me parece que Austrália, Canadá e Japão só entraram de contrabando aí, para justificar a subserviência do governo brasileiro, do presidente da República, não ao governo norte-americano, mas em especial ao senhor Donald Trump — afirmou Randolfe.

(Agência Senado)

Fonte: blog da Alcinéa

Bolsonaro, é fato, nunca teve um Carnaval como este que passou

Na noite desta terça-feira (05), por volta das 21h, o presidente Jair Bolsonaro surpreendeu milhões de pessoas que estavam no Twitter ao fazer esta postagem.

Quem preferir não vê-la, o repórter a descreve: é um vídeo em que três foliões estão sobre uma marquise, uma laje, uma plataforma, seja o que for. Um deles, seminu, faz gestos como se estivesse apalpando o próprio ânus. Em seguida, abaixa-se para que outro rapaz faça xixi em sua cabeça.

Não se sabe onde é isso. Nem quando é. Mas o certo é que Bolsonaro escreveu o seguinte: “Não me sinto confortável em mostrar, mas temos que expor a verdade para a população ter conhecimento e sempre tomar suas prioridades. É isto que tem virado muitos blocos de rua no carnaval brasileiro. (sic) Comentem e tirem suas conclusões.”

Bem, em obediência à ordem unida emitida pelo Capitão, vamos comentar e tirar conclusões.

Os comentários são os seguintes.

Não. Não “é isto que tem virado muitos blocos de rua do carnaval brasileiro” (sic). O Carnaval não é o oceano de depravações, devassidão e esbórnia que o presidente pretendeu nos fazer supor. É uma festa popular que, como tal, também enseja excessos, evidentemente. Inclusive excessos escatológicos como esse, mas que não foram inaugurados agora.

Excessos existem em qualquer concentração popular. No futebol, por exemplo, além de levarem xixi na cabeça, torcedores são mortos – literalmente mortos – em meio a brigas selvagens entre torcedores travestidos de bandidos – ou bandidos travestidos de torcedores. Bolsonaro quer pior excesso do que esse?

E a conclusão?

A conclusão é a seguinte.

Inquestionavelmente, indubitavelmente, indisfarçavelmente, o Capitão deve ter passado o pior Carnaval de sua vida. Isso porque, como não se desgruda do Twitter, deve ter visto, irritado, furioso e constrangido, manifestações em que seu nome foi o tempero principal de um coro de impropérios, palavrões e xingamentos declamados e proclamados, em alto e bom som, em várias grandes cidades do País.

Constrangedor? Sim.

Mas é Carnaval, Capitão. Isso é Carnaval.

Em outros Carnavais, políticos – inclusive e sobretudo presidentes – já foram também muquiados verbalmente por foliões – os nus e os seminus. Neste Carnaval, aconteceu a mesmíssima coisa.

Mas Bolsonaro, como foi alvo de hostilidades verbais, pinça uma cena – que não se sabe onde nem quando se passou – e a expõe com o propósito de chocar, digamos assim, a consciência moral dos brasileiros.

Mas isso é bobagem, presidente.

E sabe o que vai acontecer depois desse vídeo?

Nada.

Porque nem o Carnaval é um oceano de devassidões e depravações, nem deixará de ser um espaço para irreverências e excessos e muito menos deixará de ecoar esses corinhos, digamos assim, incômodos, que deixam políticos fulos da vida.

Tomara que, voltando ao trabalho, a partir desta quarta-feira (6), o Capitão esteja relaxado.

Ou será que até o final de semana vai sair uma PEC acabando com o Carnaval?

Vish!

Fonte: Espaço Aberto

“Dois meses intensos”, senador Randolfe apresenta primeiros resultados de 2019 ao povo do Amapá

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) fez uma prestação de contas dos dois primeiros meses do ano de 2019 e destacou mais de 20 pautas importantes para o Amapá e o Brasil, dentre elas: o aumento da tarifa de energia, entrega de obras, visitas aos municípios do Amapá e as novas regras da previdência social.

“O ano começou intenso em Brasília, é fundamental manter a população informada e deixar tudo transparente”, disse o senador que assumiu a liderança da oposição ao Governo Federal prometendo fazer oposição responsável. “Vamos atuar sempre em prol do interesse da população”, explicou.

Veja uma lista das pautas de maior relevância:

– O senador abriu mão do auxílio mudança que soma cerca de R$80 mil reais;
– Debate sobre regime previdenciário do Senado (optou pelo regime único);
– Defesa do fim do Foro Privilegiado;
– Ação que barrou o aumento da tarifa de energia no Amapá;
– Auditoria e inspeção ao TCU nas obras da ponte rio Matapi, no Amapá;
– Requerimento de urgência para Projeto de resolução que obriga voto aberto em todas as votações do Senado;
– Defesa do voto aberto para Eleição da presidência do Senado
– Apoio a CPI das barragens (caso Brumadinho) – Desengavetamento do PL 22/2016;
– Apoio a CPI da Lava Toga;
– Luta pela responsabilização/indenização da Anglo/Zamin – Denúncia para o Brasil e para o Mundo;
– Formação do bloco Senado independente – Rede PSB PPS PDT;
– Liderança das Oposições no Senado;
– Luta para que o Amapá seja recompensado por perdas de arrecadação – Lei Kandir;
– Retomada da Transposição dos servidores do Amapá;
– Emenda: Entrega de 53 centrais de ar para escolas de Macapá;
– Emenda: Entrega da nova UBS-Lélio Silva, em Macapá;
– Com a Bancada Federal, inauguração do Hospital do Amor, no Amapá;
– Com a Prefeitura de Macapá, entrega da Creche Tia Chiquinha;
– Visita aos municípios do Amapá para fazer prestação de contas – Rolê da Gratidão;
– Defesa dos trabalhadores e dos mais pobres na Reforma da Previdência;
– Luta pelo direitos das minorias, contra a homofobia e violência contra as mulheres.

Assessoria de comunicação do senador Randolfe Rodrigues

Nota pública de Davi Alcolumbre

Em relação a matéria publicada no Jornal Folha de São Paulo e reproduzida por outros meios de comunicação, o Senador Davi Alcolumbre, esclarece ter declarado à Justiça Eleitoral todos os bens imóveis de sua propriedade que estavam ao seu dispor no momento do registro de todas as suas candidaturas. Eventual inconsistências das informações prestadas pelo cartório de imóveis se deu pela demora no registro das respectivas escrituras de compra e venda ou na sua assinatura, decorrente também do natural percurso do tempo exigido para o cumprimento das obrigações constantes dos contratos de promessa de compra e venda.

O senador reafirma seu compromisso em defender a transparência e se coloca à disposição para esclarecer os detalhes das transações imobiliárias questionadas, todas absolutamente compatíveis com os seus rendimentos.

Desde já ressalta que a existência dos bens imóveis em seu nome no Cartório de Registro de Imóveis e nos Cartórios de Notas da Capital do Amapá, de acesso geral, atestada por documentos dotados de fé-pública obtidos pela própria reportagem, demonstra, de plano, a impossibilidade da ocultação ou omissão de bens pretendida pelo veículo de comunicação.

Assessoria de Imprensa da Presidência do Senado
Brasília, 25 de fevereiro de 2019.

Randolfe defende que parlamentares tenham mesmas regras de aposentadoria que trabalhadores

O senador Randolfe Rodrigues (REDE – AP) apresentou Projeto de Lei do Congresso Nacional que aplica as mesmas regras de aposentadoria dos trabalhadores aos políticos. Assim que assumiu o primeiro mandato de senador, em 2011, Randolfe abriu mão do privilégio.

O Plano de Seguridade Social dos Congressistas (PSSC), criado pela Lei nº 9.506, de 30 de outubro de 1997 , está em vigor desde 1º de fevereiro de 1999. Trata-se de um plano de previdência parlamentar de participação facultativa. Para cada ano de contribuição no regime dos parlamentares, é adicionado quase R$ 1000 a mais de proventos da aposentadoria.

Além de renunciar ao privilégio em 2011, agora Randolfe apresenta Projeto de Lei para revogar Lei nº 9.506, de 30 de outubro de 1997 e estabelecer que os parlamentares serão cobertos pelo Regime Geral da Previdência Social (RGPS), como qualquer trabalhador.

Para Randolfe, não é justo pensar em reforma da previdência dos mais pobres sem sequer cogitar tocar na aposentadoria dos parlamentares “Para cada ano de contribuição hoje, o parlamentar ‘ganha’ R$ 964,65. Bolsonaro quer que e a população se aposente com um salário abaixo do mínimo, mas não mexeu uma vírgula no plano de previdência dos parlamentares”, afirma.

O Senado Federal gasta aproximadamente R$ 13 milhões anuais com esse privilégio, enquanto a Câmara, outros cerca de 85 milhões anuais, para pouco mais de 500 políticos aposentados. Já o trabalhador pobre, com 65 anos de idade, vai poder cogitar ter direito a um benefício (previdenciário ou benefício de prestação continuada-BPC) de R$ 998,00.

Randolfe explica ainda que “um ano de um parlamentar vale a vida inteira de um trabalhador, em termos de custo aos cofres públicos”.

Jornalista/Assessora de Comunicação
Carla Ferreira
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Bebianno vai cobrar a conta do Capitão. Mais cedo ou mais tarde.

Bebianno não caiu, apenas.
Ele caiu humilhado.
Massacrado.
Envilecido.
Desprezado.
Considerado um pária dentro do PSL.
Caiu como um mentiroso.
O Capitão, é fato, não tinha outra alternativa que não demiti-lo, é claro.
Depois do que seu pitbull fez, não tinha como livrar a cara de Bebianno.
Mas o roteiro poderia ter sido diferente.
Primeiro, o Capitão jamais deveria ter autorizado seu pitbull a divulgar o vídeo em que Bebianno é apanhado numa mentira.
Depois, não deveria ter alongado a fritura de Bebianno, já que a demissão era inevitável.
Em seguida, uma vez consumada a demissão, não deveria ter vindo a público para fazer um pronunciamento patético, em que elogia Bebianno por bons serviços prestados ao governo.
O resultado disso tudo?
Bebianno, um poço até aqui de mágoa, vai cobrar a conta.
Mais cedo ou mais tarde, vai cobrar a conta.

Fonte: Espaço Aberto

Presidente do Senado define com a bancada do Amapá prioridades para os próximos dois anos

O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (Democratas- AP), se reuniu, nesta quinta-feira (14), com a bancada do Amapá, na residência oficial, para definir as obras prioritárias para o desenvolvimento econômico e social do estado. A ideia é apresentar um conjunto de propostas para a população amapaense.

“Vamos apresentar uma Carta de Brasília para o Desenvolvimento do Amapá, assinada pelos três senadores, em conjunto com os oito deputados federais, com as prioridades para a atividade parlamentar”, explicou.

De acordo com Davi, entre as pautas levantadas está a conclusão da BR156, uma obra importante para o estado que teve início há 70 anos e que até hoje não foi finalizada.

“Nós temos ainda como prioridade a conclusão do Hospital Universitário, que é uma conquista da bancada do Amapá. Essa é a maior obra de saúde da região Norte do país, orçada em R$ 200 milhões. Trata-se de um hospital com 300 leitos que vai modernizar a saúde pública depois de 50 anos”, disse.

O presidente do Senado falou também que a bancada do estado sempre esteve unida em prol dos cidadãos do Amapá e a carta de intenções é uma prova de que os parlamentares de ambas as casas legislativas federais continuam trabalhando conjuntamente.

“Eu estou muito feliz por recepcionar a bancada aqui na Residência Oficial do Senado e em poder fazer parte deste momento histórico do Brasil e da bancada do Amapá. Unidos vamos trabalhar para desenvolver nosso estado”.

Davi Alcolumbre alertou que existe a necessidade de interlocução com os governos federal e do Amapá para viabilizar as pautas do estado.

“Nós precisamos compatibilizar as convergências, definir quais são as prioridades do governo do estado, dos municípios, enumerar as prioridades e trazer este levantamento para o conhecimento do governo federal porque, muitas vezes, existem pautas em comum entre os governos federal e estadual. Por isso, acredito que se pudermos adequar os programas com as pautas da bancada, juntamente com a do governo estadual, federal e municipal, a gente vai poder dar uma resposta mais rápida para a sociedade”, finalizou.

Carta Brasília para o desenvolvimento do Amapá

Pauta de prioridades:

1. Pavimentação da BR-156 (Trechos Norte e Sul).

2. Conclusão das obras e aquisição de equipamentos para o Hospital Universitário.

3. Conclusão da Via Norte Sul.

4. Elaboração dos estudos e projetos para a pavimentação da BR-210 (Perimetral Norte) no trecho entre os municípios de Porto Grande e Serra do Navio.

5. Garantir a transposição para os quadros da União a todos os servidores contemplados pelas Emendas Constitucionais 79 e 98.

6. Aprovação das normas de aperfeiçoamento da Zona Franca Verde de Macapá e Santana (origem da matéria-prima, restrição a minérios e cosméticos), bem como promover a atração de investidores para aproveitamento dos benefícios fiscais

7. Construção do Centro de Convenções.

8. Construção do Terminal Hidroviário de Santana

9. Modernização e ampliação das instalações do Porto de Santana

10. Construção do novo Hospital de Emergências, que poderá ser de competência Federal, estadual ou Municipal.

11. Apoiar a infraestrutura dos municípios, notadamente no saneamento básico e urbanização.

12. Avançar na consolidação dos acordos transfronteiriços entre Brasil e França.

13. Apoio à ampliação e estruturação dos campos do IFAP no Amapá.

14. Apoiar a expansão e modernização das escolas Estaduais, Municipais e Universidade Estadual do Amapá, especialmente para a construção do novo Campus, bem como a UNIFAP.

15. Conclusão da ponte sobre o rio Jari.

16. Reforçar o Programa Minha Casa Minha Vida para novas habitações no Estado do Amapá.

Assessoria de comunicação do Senado Federal