Senado aprova projeto de Randolfe que anula “decreto das armas” de Bolsonaro

O Senado rejeitou nesta terça-feira (18), por 47 votos a 28, um decreto assinado em maio pelo presidente Jair Bolsonaro, que busca flexibilizar a posse e o porte de armas no Brasil. O Plenário aprovou o projeto de decreto legislativo (PDL 233/2019), de autoria do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que torna sem efeito o regulamento. O Decreto 9.785, de 2019, autoriza a concessão de porte a 20 categorias profissionais e aumenta de 50 para 5 mil o número de munições disponíveis anualmente a cada proprietário de arma de fogo. O PDL segue agora para votação na Câmara dos Deputados.

Sou um entusiasta da cultura de paz e não acredito que armas tragam segurança. Por isso comemoro nossa grande vitória contra o decreto das armas. O Brasil não será o país do ódio“, disse o senador Randolfe.

Fonte: blog da Alcinéa

Em seu lançamento, “Movimento Acredito – AP” promove debate sobre o Fundeb – #Fundeb #Educacao

O “Movimento Acredito – AP”,  que tem o propósito do movimento é apoiar uma nova geração de lideranças, disposta a construir uma nova forma de fazer política, convida todos para o lançamento o seu núcleo no estado. O evento ocorrerá neste sábado (15), às 10h, no Centro de Educação Profissional Graziela Reis de Souza. Na oportunidade, será promovido um debate sobre o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

O Fundo corre grande risco de acabar e na qualidade de movimento atuante na área da Educação, o Movimento Acredito vem discutir com a sociedade o cenário atual e as formas de fortalecer o Fundeb. Na oportunidade, o evento contará com a presença de três debatedores com conhecimento na área para conversar sobre o tema:

– A professora Dra. Antonia Andrade.
– O pedagogo e representante do Movimento Acredito, Neto Medeiros.
– O senador da República, Randolfe Rodrigues (autor da PEC que torna o Fundeb permanente).

Todos que desejarem conhecer o trabalho e ingressar no Movimento Acredito AP poderão fazer parte do grupo de atuação durante o lançamento. Participe!

Serviço:

Evento: Lançamento do “Movimento Acredito – AP” e debate sobre o Fundeb.
Local: Centro de Educação Profissional Graziela Reis de Souza, na Avenida Duque de Caxias, Nº 60, centro de Macapá.
Data: 15 de junho (sábado)
Hora: 10h
Entrada: franca.

Assessoria de comunicação do Movimento Acredito – AP

Randolfe é o parlamentar do Amapá mais influente nas redes sociais

O senador Randolfe Rodrigues (Rede) é o parlamentar mais influente no Amapá, no que diz respeito a postagens nas redes sociais da internet. Segundo o ranking FSBinfluênciaCongresso, referente a abril e maio, ele ocupa a 47ª posição do total de 589 parlamentares listados. A bancada do estado ficou em 12º lugar no ranking geral.

Randolfe é seguido pelo presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, do DEM, que está em 60º lugar, e pelo deputado Camilo Capiberibe (PSB), na 198ª posição. Dos 594 parlamentares, apenas quatro deputados e um senador não postaram qualquer conteúdo nas redes sociais em abril e maio. Por isso, o ranking inclui 509 deputados e 80 senadores.

O FSBinfluênciaCongresso monitorou as publicações dos deputados federais e senadores de 1 de abril a 31 de maio. O monitoramento é 24×7, capturando e analisando o grau de engajamento de todas as publicações feitas pelos parlamentares no Facebook (apenas páginas públicas), no Instagram (apenas contas business) e no Twitter.

Para se calcular a nota de cada parlamentar e construir o ranking são levados em consideração o número de seguidores, a quantidade de publicações, o alcance das publicações e o engajamento (curtidas, comentários e compartilhamentos) em cada rede social.

São aplicados pesos diferentes a cada item, assim como para cada uma das três redes sociais analisadas.

Ranking do estado do Amapá: 

Senador Randolfe (Rede) – 47º

Senador Davi – 60º

Deputado Camilo Capiberibe – 198º

Deputado André Abdon – 380º

Deputada Aline Gurgel – 450º

Deputado Acácio Favacho – 453º

D eputada Leda Sadala – 461º

Deputado Vinícius Gurgel – 463º

Senador Lucas Barreto –503º

Deputada Professora Marcivânia – 514º

Deputado Luiz Carlos – 546º

Fonte: Diário do Amapá

Randolfe diz que MP 871 é direcionada contra os mais pobres

Em vídeo publicado em suas redes sociais, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) explica o motivo de ter votado contra a Medida Provisória 871 votada no Congresso Nacional. Ele diz, entre outras coisas, que a MP limita o direito que os cidadãos têm à pensão por morte.

Segundo o parlamentar pelo Amapá, o direito à pensão por morte fica limitado a ser solicitado só por 180 dias. Randolfe diz também que a MP prejudica os pescadores, entre eles os da Amazônia, uma vez que esses trabalhadores não vão mais poder convalidar aposentadorias.

O senador ainda diz que a Medida Provisória 871 é direcionada a atingir principalmente os mais pobres. “Se o governo quer mesmo combater fraudes na Previdência por que não começou cobrando as dívidas milionárias dos mais ricos, entre eles alguns dos seus apoiadores na campanha presidente?”, conclui Randolfe Rodrigues.

Fonte: Diário do Amapá

#30M: manifestações ocorrem em todo o Brasil nesta quinta-feira (30). Em Macapá, ato em defesa da Educação será na Praça da Bandeira

Ato em defesa da educação ocorrerá nesta quinta-feira (30), em Macapá. A programação envolve desde exposição de trabalhos científicos à manifestação pública na Praça da Bandeira.

Na tarde dessa quinta-feira (30), as 16 horas, a Praça da Bandeira vai ser palco de manifestação em desagravo ao corte de verbas na educação. Os estudantes da Universidade Federal do Amapá – UNIFAP, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amapá – IFAP, Universidade Estadual do Amapá – UEAP e secundaristas de diversas escolas públicas e privadas, realizarão um ato unificado em defesa da pauta “A educação pública e de qualidade para todos”, em oposição a atual conjuntura de desmonte da educação, através de cortes no orçamento das instituições de ensino federal. Estas atividades ocorrerão alinhadas à manifestação nacional denominada #30M.

As atividades do #30M se iniciam pela manhã e vão até o final da tarde.

Confira a programação:

8:30 • Portão da Unifap – Exposição de cartazes de denúncia à situação estrutural precária, além da reivindicação por uma maior atenção às políticas de saúde mental, assim como a necessidade de maior abrangência do serviço psicológico na UNIFAP.

09:30 • Passarela da Unifap – Durante toda manhã haverá exposição de trabalhos acadêmicos, projetos de extensão e pesquisas realizadas na UNIFAP, na passarela em frente ao campus.

16:00 • Praça da Bandeira – Ato na Praça da Bandeira, com a participação de coletivos de estudantes de ensino superior, secundaristas, técnicos, docentes, sindicalistas e toda sociedade civil que tiver interesse em somar na luta pela Educação, como ocorreu no #15M, onde a população em geral aderiu à manifestação contra os cortes de verbas da educação.

Mais de 25 pessoas participam do protesto contra os cortes na educação, realizado no último dia 15 de maio, no Amapá — Foto: Ugor Feio/G1

Todas as informações sobre os atos do #30M no Amapá podem ser visualizadas nos canais virtuais do movimento:

Facebook : Mobilização Contra os Desmontes da Educação;
Instagram: @teiativista

SERVIÇO

MANIFESTAÇÃO #30M MACAPÁ
Data: 30 de maio
Local: Praça da Bandeira
Hora: 16h

CONTATOS

ASSESSORIA DE IMPRESSA

FONE: +55 96 99138-0871

+55 96 98407-4333

EMAIL: [email protected]

Fonte: Repiquete no Meio do Mundo

O capitão é o Chacrinha da política: ele confunde e nunca explica

Chacrinha: ele veio não para explicar, mas para confundir. Igualzinho a certos presidentes. Mas Chacrinha era um mestre na comunicação. Bem ao contrário de certos presidentes.

Quando se diz que o Capitão não sabe o que fala e nem consegue alcançar as dimensões políticas de seus atos (como o de telefonar para a Petrobras e mandar suspender o aumento dos combustíveis), tais assertivas se assentam na realidade, no dia a dia deste governo despirocado.

Bolsonaro, para criar confusões, basta dar um “bom dia”.

Porque ele não fala coisa com coisa.

Aliás, no artigo que assina em O Globo desta terça-feira (21), Merval Pereira define perfeitamente o governo Bolsonaro: “O presidente torna-se o Chacrinha da política, aquele que veio não para explicar, mas para confundir”.

É isso.

Com a diferença de que Chacrinha foi um mestre da comunicação, da interação, da empatia. Ao contrário de certos presidentes.

Aliás, é de Chacrinha aquele velho bordão: “Quem não se comunica se trumbica”. Igualzinho ao que fazem certos presidentes.

Hehe.

Fonte: Espaço Aberto

Zero 01 é um fenômeno nos negócios imobiliários. Por que papai se acha perseguido?

Eu durmo, acordo, durmo, acordo e vivo me perguntando.

Mas por que, afinal de contas, o Capitão dorme, acorda, dorme e acorda achando que as investigações do MP sobre seu filho, o senador Flávio Zero 01 Bolsonaro, não passam de perseguição política a ele próprio, o Capitão, e a seu governo?

Mas o Capitão, esse puro, esse imaculado, esse primus inter pares da incorruptibilidade ética, enfim, esse Capitão não deveria encontrar-se em estado de êxtase com essa demonstração de transparência e ótimo funcionamento das instituições incumbidas de apurar suspeitas de transgressões éticas, sejam lá quem forem seus autores?

O Capitão, esse puro, não deveria estar inclusive estimulando essas investigações, para demonstrar que, muito embora tenha convicção de que seu filho é também um imaculado, deseja que a verdade venha à tona?

Então, por que essa vitimização que Bolsonaro encena? Por que achar que essas investigações fazem parte da tal teoria da conspiração, que vislumbra conspiração até quando passarinhos pipilam nos lugares mais bucólicos do Brasil?

Aliás, e por falar no Zero 01, ele é mesmo um fenômeno.

Num passar d’olhos, o Ministério Público já descobriu que o rapaz fez pelo menos 19 grandes negócios imobiliários em Copacabana, Barra da Tijuca, Botafogo e Laranjeiras, bairros do Rio, entre 2010 e 2017.

Num dos grandes negócios, por exemplo, o Zero 01 pagou no ano de 2016 R$ 1,7 milhão por um imóvel em Laranjeiras. Vendeu em oito meses, por R$ 2,4 milhões. Em 2017, a desvalorização média de imóveis nesse bairro chegou a 3,34%. Mas o senador lucrou 36,89%. Levou para casa abolada de R $700 mil.

Isso é perseguição a papai Bolsonaro, gente?

Fonte: Espaço Aberto

Randolfe Rodrigues em entrevista para a Revista Veja: ”O Bolsonaro grotesco e autoritário que se apresentou na campanha é o mesmo que o Congresso já conhecia há 28 anos: um bravateiro, nada mais que isso”

Randolfe Rodrigues na Veja – Foto: Bruno Menezes

Depois de se decepcionar com o PT e o PSOL, seus antigos partidos, o senador pelo Amapá Randolfe Rodrigues embarcou em 2015 na “sonhática” Rede, capitaneada pela ex-senadora Marina Silva, para tentar fomentar uma inédita unidade das forças progressistas do país que atuam em um espectro mais largo entre esquerda e direita e se irmanam na defesa das liberdades individuais. Não aconteceu. E Randolfe culpa a ausência dessa unidade, materializada no que chama de “egoísmo e autossuficiência” do PT, pela eleição de Jair Bolsonaro em 2018, engolfado em uma série de disputas que minam a sua popularidade em apenas três meses. “Quem venceu foi o antipetismo”, avalia. Hoje líder da oposição no Senado, Randolfe não espera qualquer autocrítica do partido do ex-presidente Lula e conta como pretende conduzir esse bloco — mesmo que esteja baseado em uma legenda que não superou a cláusula de barreira no pleito do ano passado — e construir a almejada unidade em seu campo.

As disputas internas entre os diferentes núcleos do governo esvaziaram o papel da oposição?

Mesmo que o trabalho da oposição de apontar os erros tenha ficado mais fácil, aumentaram o desafio e a responsabilidade de oferecer uma alternativa para o Brasil. Temos um governo que completou 100 dias baseado em bravatas, com o conjunto de ministros mais incompetente da história. Cada declaração do presidente é uma tragédia na política externa e na interna. Os filhos são fontes de crises. O núcleo militar é o que menos manda e é repetidas vezes desautorizado e ofendido pelo núcleo ideológico. A comunidade externa vê o Brasil com desconfiança e o país ficou desmoralizado internacionalmente.

E qual deve ser o papel da oposição diante deste cenário?

Ela não pode cair nas ciladas do governo. As bravatas só servem para tirar o foco de outras declarações igualmente desastradas. Setores da oposição erram quando caem nesse tipo de provocação. Nós temos que responder ao que interessa à sociedade. Nosso bloco de oposição no Senado, formado pela Rede, PDT, PSB e Cidadania, pretende fazer um primeiro debate com os candidatos Marina Silva (Rede) e Ciro Gomes (PDT), para construir juntos um observatório das políticas do governo e apresentar alternativas.

Não há espaço para Fernando Haddad (PT)?

Claro que há. Ele cumpriu um papel muito importante na eleição presidencial. Ele foi derrotado porque a força principal naquela disputa foi o antipetismo. Agora, ele não pode ficar respondendo a provocação no Twitter. Nós queremos construir um campo político e precisamos de uma agenda em comum.

Em 2015, antes do impeachment de Dilma Rousseff (PT), o senhor defendia uma reorganização dos setores progressistas. Por que não aconteceu?

Não só não aconteceu, como resultou na eleição do Bolsonaro. Nesse aspecto, teve muita autossuficiência e um pouco de egoísmo do PT. O PT não entendeu seus erros acumulados ao longo do tempo e poderia ter recuado naquele momento para a construção de um campo progressista.

“Mesmo que o trabalho da oposição de apontar os erros tenha ficado mais fácil, aumentaram o desafio e a responsabilidade de oferecer uma alternativa para o Brasil”

Mas a construção desse campo necessariamente passa pelo PT? Hoje não. Eu esperava a dita autocrítica do PT em 2015. O período de governo petista tem uma contribuição que deve ser reconhecida, com a ascensão social dos mais pobres, mas esse período foi superado também pelos erros no combate à corrupção e na agenda ética. Em 2015, uma autocrítica teria evitado o momento que nós estamos atravessando. Hoje eu não espero mais autocrítica de ninguém. Todas as forças políticas do Brasil já são bem grandinhas para saber qual caminho percorrer.

Qual espaço que cabe ao PT agora na oposição?

É preciso dialogar com as dificuldades que o povo está sofrendo. No campo da oposição em que estou à frente no Senado, nós vamos procurar construir alianças. O que o povo brasileiro quer saber hoje, concretamente, é como se fará para retomar a criação de empregos, qual é a política educacional que nos tirará dos piores índices de qualidade do planeta, como se garantirá que a saúde é direito de todos, como fazer que agentes do Estado garantam sua segurança.

O senhor admite que o campo progressista deve deixar de lado questões identitárias e de gênero, por exemplo?

Nós não podemos perder o que está no nosso espírito e nossos princípios, mas não precisamos cair nas provocações, polemizar as bravatas. Nós temos que tratar das necessidades mais prementes. Temos que falar com aquele cidadão que foi cooptado pelo bolsonarismo na eleição porque não via alternativa. O Bolsonaro se beneficiou pela esquerda, especialmente porque o PT não conseguiu sair das cordas no debate sobre o combate à corrupção. Não podemos entregar esta bandeira, que historicamente sempre foi nossa, nas mãos da direita e dos conservadores. Eu posso falar isso porque sempre apoiei a Operação Lava Jato. Acho que cometeu excessos, mas é um erro criminalizá-la.

Como o senhor se sentiu quando o ex-juiz Sergio Moro aceitou ser ministro deste governo?

Eu esperava só que ele agisse como juiz. Acho que ele comprometeu a credibilidade da operação quando aceitou integrar o governo do Bolsonaro, que é antagônico ao principal preso da Lava Jato, o ex-presidente Lula. O Moro demonstrou ser alguém muito voltado a ambições pessoais, distante do cumprimento de suas funções.

A Operação Lava Jato contribuiu de alguma forma para a eleição do Bolsonaro?

É um conjunto de circunstâncias. Ela obviamente reforça o desgaste do petismo, mas não há dúvidas sobre os crimes que ocorreram. O erro foi dos agentes públicos que se cumpliciaram com isso. A operação é decorrência desses delitos. Mas é claro que, com o descobrimento do esquema, criaram-se condições para que qualquer candidatura que fosse para o segundo turno contra o petismo e tivesse um diálogo mínimo de combate à corrupção se sagraria vitoriosa.

“O Bolsonaro grotesco e autoritário que se apresentou na campanha é o mesmo que o Congresso já conhecia há 28 anos: um bravateiro, nada mais que isso”

O senhor sempre foi crítico do toma lá dá cá na relação do governo com o Congresso, algo que encontra eco no presidente Bolsonaro. Mesmo assim, ele não conseguiu impedir derrotas nas primeiras votações de interesse do governo. Qual governabilidade é possível com os partidos?

Eu continuo crítico do toma lá dá cá. O problema da falta de governabilidade não acontece porque não há o exercício dessa prática, mas pela incompetência e pela arrogância no trato. São vários núcleos de poder, e a influência dos filhos tem atrapalhado a relação com todas as instituições, entre elas o Parlamento. O presidente até se esforça para o toma lá dá cá, pois passou uma semana recebendo os líderes do Centrão. O problema é que ele perdeu a credibilidade muito rapidamente. Ninguém encontra no senhor Jair Bolsonaro autoridade política para negociar. Ele precisa sair do Twitter, afastar os filhos e deixar claro que quem governa é ele, mandado pela vontade do povo brasileiro, e não pela influência do astrólogo da Virgínia [Olavo de Carvalho, guru dos Bolsonaro, mora em Richmond, no Estado americano da Virgínia].

Os recuos de Bolsonaro são celebrados por seus opositores. Do ponto de vista progressista, não seria pior se o presidente fizesse tudo aquilo que promete?

O Bolsonaro grotesco e autoritário que se apresentou na campanha é o mesmo que o Congresso já conhecia há 28 anos: um bravateiro, nada mais que isso. Eu gostaria de ter divergência política única e exclusivamente no campo ideológico, mas as trapalhadas e a incompetência são tantas que falta autoridade, e isso resulta em autoritarismo: é a declaração atabalhoada que acaba liberando o agente de segurança do Estado para matar, que permite aumentar o desmatamento da Amazônia, que desmonta os órgãos de controle do Estado. O que eu quero é que o presidente recue, que comece de fato a governar e que tenha autoridade dentro dos limites da Constituição.

Se há este espaço de poder, quem o ocupa?

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia [DEM-RJ], é um que está ocupando poder hoje. A oposição também conseguiu fazer isso com a revogação do decreto sobre sigilo de documentos públicos e a aprovação da PEC [Proposta de Emenda à Constituição] do Orçamento impositivo. É a ausência de governo que abre espaço para as medidas por parte da oposição. Veja como falta unidade e o governo se confunde em sua própria agenda: o senador Major Olímpio [PSL-SP], líder do partido do presidente no Senado, apoia a CPI da Lava Toga, mas o líder do governo, Fernando Bezerra [MDB-PE], é contra.

A CPI da Lava Toga não tem potencial de abrir uma crise entre Legislativo e Judiciário?

A crise já surgiu. Veja a medida do ministro Alexandre de Moraes de mandar tirar do ar uma notícia. Isso é censura. A CPI da Lava Toga não pode ser contra quem quer que seja, mas há excessos e abuso de autoridade que devem ser investigados. Já houve, no passado, uma CPI do Judiciário, proposta pelo Antônio Carlos Magalhães [foi governador da Bahia por três vezes, senador eleito em 1994 e 2002. Chegou a ser presidente do Senado de 1997 a 2001. O DEM foi o último partido a que foi filiado]. E ninguém falou que ela feriu o equilíbrio dos Poderes. Ao contrário, um de seus resultados foi o surgimento do Conselho Nacional de Justiça, que melhorou a atuação do Judiciário.

Seu partido, a Rede, não superou a cláusula de barreira. A votação da candidata Marina Silva diminuiu em 2018. Isso não demonstra a fragilidade da legenda para liderar a oposição?

Não adianta apontar a necessidade de autocrítica dos outros se não fizermos a nossa. A Marina cumpriu um papel heroico em 2018 ao sustentar uma candidatura diante de uma polarização cruel e manter-se fiel às suas ideias. A Rede é uma belíssima marca, mas faltou enraizar o partido. Ele tem que estar presente em todos os estados da Federação, lançar chapas de candidatos a vereador, tem que ter nomes fortes para prefeito e alicerçar a base para candidaturas a deputado federal e estadual. Uma fusão não está descartada, mas, pela lei, isso só seria possível em 2020. Nós estamos à vontade para falar de cláusula de barreira, porque, embora tenhamos sido vítimas dessa regra, compreendemos que não é possível um sistema partidário com dezenas de legendas de aluguel.

Fonte: Repiquete no Meio do Mundo.

Foi lindo: com show que celebra os 30 anos dos álbuns “Dois” e “Que país é este”, a Legião Urbana emociona milhares de fãs em Macapá

Foto: Sal Lima

Ontem (30), no CetaEcoHotel (apesar de ser no CetaEcoHotel, o pior lugar para um show), a Legião Urbana fez uma apresentação irretocável. Com a turnê que celebra os 30 anos dos discos “Dois” e “Que país é este?”, a maior banda do Rock Nacional fez o que todos nós, fãs, esperávamos: botou pra quebrar e emocionou o público com suas canções de amor e protesto.

Os álbuns trintões são dois dos mais cultuados pelos fãs da Legião. A banda é formada pelos remanescentes Dado Villa Lobos (guitarra) e Marcelo Bonfá (bateria), que tocam junto com Lucas Vasconcellos (guitarra e violão); Roberto Pollo (teclados); Mauro Berman (no baixo) e e André Frateschi ( vocal e gaita).

Foto: Sal Lima

Além do Ceta, outra coisa ruim da noite foi ter perdido as apresentações da cantora Silmara Lobato e da banda Dezoito21, artistas amapaense e queridos amigos, que abriram a noite rocker. Desculpem, queridos, eu estava no trampo.

De volta à Legião, os caras cumpriram o prometido. Assim como o primeiro show na capital amapaense, em 2016, a banda provou o motivo de ser um fenômeno da cultura Rock Brasil. Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá são figuras lendárias e icônicas da maior banda de rock de todos os tempos e é redundante dizer que tocam muito (demais). Os outros músicos idem.

Foto: Sal Lima

E o André Frateschi. Porra! Aquele bicho é uma usina de energia porreta! Canta, toca gaita, faz performances quase teatrais (o cara é ator também) e ainda deu um recado fundamental: “Ditadura nunca mais”.

O recado político da Legião foi essencial, pois muitos garotos (e velhos) estão perdidos e apoiam o lado errado, após acidente histórico na política ocorrido em 2018, que colocou esse senhor no mais alto cargo nacional e que bate palmas para absurdos do passado, trabalha pelo cerceamento dos direitos básicos e vai na contra o livre pensamento.

Foto: Sal Lima

Aliás, a Legião Urbana sempre lutou pela liberdade. Canções como “Que País é Este?”, “Geração Coca-Cola” e “Veraneio Vascaína” (essa última do Aborto Elétrico, gravada pelo Capital Inicial, mas também tocada pela Legião), entre tantas outras músicas de protesto contra o Regime Militar provam isso.

E nós? Em outro texto, eu disse: “A Legião Urbana somos nós, os fãs”. Caralho, a gente também botou pra quebrar. Rolou muito coro, aplausos, sorrisos, lágrimas. A gente tava feliz demais. Só entende quem é fã e ali, no Ceta (apesar do Ceta), era o local pra pessoas assim, legionários.

Foto: Sal Lima

Canções como Angra dos Reis, Eduardo e Mônica, Faroeste Caboclo, Índios, Quase sem querer, Tempo perdido e, claro Que país é este? Tiveram emocionante participação do público. Ainda rolou músicas de outros discos, como Giz e Há tempos, entre outras.

Foto: Sal Lima

Sabem, sempre fui fã da Legião Urbana. As músicas embalaram noites memoráveis, quando andei com os loucos e foi trilha de amores inesquecíveis. Estar ali, ontem, fez mais uma vez a vida valer a pena. Além de ter sido um encontro de velhos amigos. Deu pra abraçar a malucada das antigas por lá.Quem não foi, perdeu. Força sempre!

URBANA LEGIO OMNIA VINCIT (Legião Urbana Vence Tudo)!

Elton Tavares

NOTA PÚBLICA

O Conselho Nacional de Procuradores-Gerais dos Ministérios Públicos dos Estados e da União (CNPG) manifesta-se publicamente acerca da notícia de que o Governo Federal determinou a comemoração oficial do aniversário do golpe militar de 1964.

Segundo consta no Relatório da Comissão Nacional da Verdade (CNV), instituído pela Lei nº 12.528, de 18 de novembro de 2011, e disponível no link http://www.memoriasreveladas.gov.br/administrator/components/com_simplefilemanager/uploads/CNV/relat%C3%B3rio%20cnv%20volume_1_digital.pdf, sobre a proibição da realização de eventos oficiais em comemoração ao golpe militar de 1964, “As investigações realizadas pela CNV comprovaram que a ditadura instaurada através do golpe de Estado de 1964 foi responsável pela ocorrência de graves violações de direitos humanos, perpetradas de forma sistemática e em função de decisões que envolveram a cúpula dos sucessivos governos do período”, concluindo-se que “essa realidade torna incompatível com os princípios que regem o Estado democrático de direito a realização de eventos oficiais de celebração do golpe militar, que devem ser, assim, objeto de proibição”.

Como a CNV teve, pela mencionada Lei, o dever de promover “a reconstrução da história dos casos de graves violações de direitos humanos” (art. 3º, VII), no período definido pelo art. 8º do ADCT, em respeito ao direito à memória e à verdade, a ser observado pela República brasileira, inclusive por determinações do Sistema de Proteção dos Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA), no caso Gomes Lund e outros vs. Brasil (“Guerrilha do Araguaia”), qualquer ato do Executivo Federal que autoriza despesas públicas relacionadas aos “eventos oficiais de celebração do golpe militar” referidos no supracitado Relatório deve ser questionado, atribuição própria do Ministério Público Federal, pelas vias cabíveis, destacando-se apoio deste Colegiado.

Declara o CNPG, ainda, sua confiança de que as Forças Armadas seguirão firmes no cumprimento de sua missão constitucional determinada pelo art. 142 da Lei Maior, concernente à garantia da supremacia da ordem constitucional e da observância às leis.

Brasília, DF, 27 de março de 2019.

CONSELHO NACIONAL DE PROCURADORES-GERAIS DOS MINISTÉRIOS PÚBLICOS DOS ESTADOS E DA UNIÃO (CNPG).

SERVIÇO:

Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Amapá
Contato: (96) 3198-1616
E-mail: [email protected]

Senador Randolfe questiona Ministro da Saúde sobre planos do Governo Federal para a saúde indígena

Ontem (27), durante audiência pública na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), com a presença do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, o senador Randolfe Rodrigues (REDE – AP), líder da Oposição no Senado, questionou o responsável pela pasta sobre os planos do governo para a saúde indígena.

Randolfe solicitou que a prestação de serviço da saúde indígena mantida, punindo apenas aqueles que cometeram as irregularidades e não os beneficiários do serviço: “As equipes de saúde indígenas, só no ano passado, fizeram mais de 4 milhões de atendimento”, explicou.

A reunião foi acompanhada por lideranças de diversas etnias que também questionaram o ministro sobre a informação de que o Ministério fecharia a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai). Para Randolfe, a secretaria foi “uma grande conquista dos povos indígenas que não pode ser descartado”. Ele também afirmou que “a constituição de uma área destinada à saúde indígena (Sesai) foi um avanço no reconhecimento da diversidade de povos originários”.

Mandetta negou que essa seja a intenção da pasta, e afirmou que dialogará com as lideranças indígenas e autoridades de saúde estaduais e municipais, na busca de um modelo mais eficiente para as populações. O ministro afirmou ainda que irá se reunir nesta quinta (28) com representantes de etnias indígenas de diversas regiões do país, iniciando negociações visando a definição de um novo modelo de assistência de saúde para essas populações.

Assessoria de comunicação do senador Randolfe Rodrigues

Randolfe pedirá relatoria de recurso contra arquivamento da CPI da Lava Toga

Após o arquivamento da CPI da Lava Toga, o Senador Randolfe Rodrigues (REDE-AP) solicitará à Senadora Simone Tebet, presidente da Comissão de Constituição e Justiça, ser designado relator do recurso contra o arquivamento da CPI proposta pelo Senador Alessandro Vieira (PPS-SE), que pretende investigar desvios de juízes de tribunais superiores.

Caso seja confirmado relator, Randolfe pretende apresentar o relatório contrário ao arquivamento imediatamente, para que a decisão do Presidente Davi Alcolumbre possa ser votada e eventualmente derrubada pelo Plenário do Senado com a maior brevidade. “ O Senado não pode emitir um gesto de que há agentes públicos intocáveis, que não podem sequer ser investigados”, disse o parlamentar.

Randolfe ainda proporá a apresentação de um novo requerimento de criação de CPI do Judiciário, que busque investigar desvios de membros deste Poder de forma mais ampla, como uma nova estratégia para vencer a resistência de setores da Casa, à similaridade da “CPI do Judiciário”, de 1999. Naquele ano, o ex-Presidente do Senado, Antônio Carlos Magalhães (ACM), instituiu uma CPI para investigar atos de corrupção de juízes, que, mais tarde, resultou na Reforma do Judiciário (2004) e no escândalo que levou o ex-Senador Luís Estêvão e o ex-juiz Nicolau dos Santos Neto (o juiz “Lalau”) à cadeia.

“Com fundamentos idênticos a uma CPI que este Senado já instaurou, acho improvável que o Presidente arquive a medida: seria um constrangimento enorme para a Casa”, apontou Randolfe.

Entenda:

Após parecer da Consultoria do Senado recomendando o arquivamento da chamada “CPI da Lava-Toga”, o Presidente Davi Alcolumbre (DEM-AP) rejeitou, na noite de hoje (26), a abertura das investigações. Decidiu, entretanto, submeter sua deliberação ao plenário, para que confirme ou não o seu entendimento.

Antes da votação em plenário, entretanto, o recurso contra o arquivamento deverá ser apreciado na CCJ, o que não possui prazo para ocorrer.

Serviço:

Jornalista/Assessora de Comunicação
Carla Ferreira
Contato: (96) 98110-1234 (Whatsapp)
Twitter: @Carlinha_F
e-mail: [email protected]

1984 – O ódio como forma de controle social – Via @giandanton

 


Assim como Farenheith 451, de Ray Bradbury, e Admirável Mundo Novo, de Adous Huxley, 1984 é leitura obrigatória para nossos tempos. Se Robison Crusoe e Gulliver são livros fundamentais para entender o humano, esses três livros são essenciais para entender regimes que tiram dos indivíduos sua humanidade e individualidade.

Não é por acaso que os três foram escritos no século XX, período em que surgiram regimes autoritários de esquerda e de direita.

Embora erre ao imaginar que esses regimes seriam impostos às pessoas (é cada vez mais óbvio que são as próprias pessoas que optam por esses regimes pois eles são mais confortáveis, algo muito bem explorado no livro de Bradbury), Orwell acerta em muitas características desses regimes. Algumas delas:

– A crença em um salvador da pátria, em que alguém que irá salvar a todos, levando-os ao paraíso na terra.
– O grupo se sobrepondo ao indivíduo.
– E o principal deles: o ódio. Não é por acaso que um dos momentos mais importantes do livro são os cinco minutos de ódio. Regimes autoritários são construídos a partir do ódio. O ódio a quem é diferente, o ódio a quem pensa diferente. Um medo que se transforma em ódio, pois as pessoas são convencidas de que há um eterno perigo e a única salvação é o ódio, é a eliminação de quem pensa diferente do líder.

Fonte: Ideias Jeca Tatu