Congresso de quadrinhos irá reunir pesquisadores da região norte

 


Acontece de 6 a 8 de junho, no Sebrae, o II Aspas Norte – congresso de quadrinhos da região norte. O evento é organizado pela Associação de Pesquisadores em Arte Sequencial – ASPAS – e este ano acontece dentro de um evento maior, o III Comertec.

O I Aspas Norte aconteceu em outubro do ano passado, na Unifap e na Biblioteca Pública Elcy Lacerda, e contou a apresentação de 16 trabalhos acadêmicos sobre quadrinhos de pesquisadores do Amapá e do Pará.

Este ano, além das apresentações de trabalhos haverá uma oficina sobre roteiro para quadrinhos ministrada pelo roteirista Gian Danton.

Para inscrever o trabalho, basta o resumo da apresentação – o artigo completo será enviado posteriormente. O edital pode ser lido no site: https://www.comertec.org/gt-s.

As inscrições podem ser feitas até o dia 31 de maio através do endereço https://www.comertec.org/eventos. O valor da inscrição é dois quilos de alimentos não perecíveis ou dois quilos de ração.

SERVIÇO

II Aspas Norte
De 6 a 8 de junho
Edital: https://www.comertec.org/gt-s.
Inscrições até o dia 31 de maio através do endereço: https://www.comertec.org/eventos

Moedas e Curiosidades – “A Moedinha n° 1” – Por @SMITHJUDOTEAM

Por José Ricardo Smith

Em 2016 foi feito o relançamento do “Manual do Tio Patinhas” com a famosa Moedinha n° 1, essa obra tinha sido lançada originalmente em 1972 fazendo parte de uma série de manuais da Editora Abril, e eu tive a felicidade de adquirir um exemplar desse manual com a moedinha.

O nome original de Tio Patinhas, Scrooge McDuck, se baseia no avarento Ebenezer Scrooge, personagem principal do “Conto de Natal” de Charles Dickens. Tal como muitos outros habitantes de Patópolis, Tio Patinhas se tornou popular no mundo inteiro, e tem sido traduzido em inúmeros idiomas.

Tio Patinhas, surgiu nos quadrinhos em dezembro de 1947 em “Natal nas Montanhas” (Christmas on Bear Mountain), história escrita e desenhada por seu criador Carl Barks. Tio Patinhas era um velho barbudo, de óculos e razoavelmente rico, que andava curvado sobre uma bengala e vivia isolado numa grande mansão.

A Moedinha n° 1 é um elemento do universo fictício de Patópolis nas histórias em quadrinhos dos estúdios Disney: é a primeira moeda que Tio Patinhas ganhou na vida. A Moedinha n° 1 foi criada por Carl Barks, fazendo sua estréia na história “The Round Money Bin” em setembro de 1953. O Tio Patinhas recebeu a moeda aos dez anos de idade, quando vivia em sua terra-natal, Escócia e trabalhava como engraxate. O velho milionário ainda tem a moeda guardada sobre uma almofada debaixo de uma cúpula de vidro, pois a considera muito especial. Para pato Donald, Huguinho, Zezinho, Luisinho, Gastão e muitos outros, a Moedinha n° 1 é um talismã de boa fortuna, mas Tio Patinhas assegura que seu valor é somente sentimental.

O Tio Patinhas tem seis dicas de gestão financeira, que dá uma “ajudinha” para as pessoas ficarem ricas como ele! (tô precisando aprender essas dicas kkk.): 

1. Valorize o esforço do seu trabalho – tem sempre que trabalhar muito.
2. Adquirindo conhecimento e experiência – não deixe sua carreira congelar em um estado, procure sempre mais.
3. Transforme sua experiência em dinheiro – praticar e aprender sempre.
4. Empreenda – procure novas maneiras de ganhar dinheiro.
5. Economize sempre – saiba economizar seu dinheiro.
6. Invista o seu dinheiro – precisa conhecimento para saber onde fazer seu investimento, nada de investir de qualquer maneira.

* José Ricardo Smith é professor e numismático.

Hoje é o Dia do Quadrinho Nacional – Parabéns, quadrinistas!

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Gibi Nhô Quim

Hoje, 30 de janeiro, é Dia do Quadrinho Nacional. Nesta data, nos idos de 1869, no Rio de Janeiro, foi publicada pelo pioneiro ítalo-brasileiro Angelo Agostini, o gibi Nhô Quim ou Impressões de uma viagem à corte, a primeira história em quadrinhos feita (e publicada) no Brasil. Soube disso há tempos, graças ao cartunista e quadrinista Ronaldo Rony.

Aliás, Ronaldo Rony é decano do Coletivo Quadrinhos Amapá, grupo independente que realizou reuniões no Museu da Imagem e do Som (MIS), Espaço Caos e em sua sede, no bairro Santa Rita.

O Coletivo Quadrinhos Amapá é formado por amantes, entusiastas, profissionais, produtores e aprendizes HQs. O grupo promove debates, oficinas de desenho e roteiro. O objetivo é consolidar o cenário quadrinista no estado.

O Coletivo Quadrinhos Amapá laçou várias edições de revistas, como a Mixtureba Comix e digital, como a HQ “Amazônia em quadrinhos”.

Enfim, parabéns aos artistas que nos proporcionam ler e apreciar Quadrinhos. Congratulações!

Confira a programação do Dia do Quadrinho

No próximo sábado, 26, os amantes de quadrinhos estarão reunidos na Biblioteca Elcy Lacerda numa vasta programação em comemoração ao Dia do Quadrinho.

Confira o que vai rolar por lá:
14h – Abertura (auditório)
Exposição dos originais de Joe Bennett (sala de processamento técnico)
15h – Contação de história no auditório.
RPG (saguão)
Swordplay (área verde)
16h – Bate-papo com Messias e Israel Guedes sobre quadrinhos no Amapá e publicação independente.
17h – Palestra com o Gian Danton sobre história do quadrinho nacional.
Escape Game (sala de informática)
18h – Quiz sobre Quadrinhos Nacionais no auditório.
A partir de 18h30 – Exibições de filmes relacionados aos quadrinhos nacionais.
15h30 até 17h – Oficina de desenho (sala de informática)

Fonte: Blog da Alcinéa

Super-herói da Amazônia em mais uma missão

De mão em mão

Impressão xerográfica e venda de mão em mão. É assim que o Capitão Açaí chega aos seus inúmeros leitores. O Capitão Açaí é um personagem criado em Belém que vive em Macapá, junto com seu criador, o cartunista Ronaldo Rony, há 21 anos. Chegou a ser publicado em tiras diárias, em 1996, no jornal A Província do Pará e, hoje, aparece em revistas produzidas artesanalmente, com periodicidade aleatória. O personagem é um super-herói às avessas, nos moldes do Chapolin Colorado, que desempenha suas missões em meio a muitas trapalhadas.

Superforça

Os poderes do Capitão são alimentados por uma fórmula infalível: uma cuia de açaí grosso com farinha baguda. Essa mistura dá uma força fenomenal, mas, com a força, vem também a preguiça e o sono, que dão o tom engraçado ao personagem e marcam suas histórias.

Sucesso com a criançada

O Capitão Açaí não foi pensado inicialmente para o público infantil, mas faz um grande sucesso junto às crianças. Por isso, o autor Ronaldo Rony, sempre que possível, dá um enfoque educativo às intervenções do super-herói. O cartunista afirma, filosoficamente: “O Capitão Açaí é uma leitura para as crianças e também para os adultos que mantêm viva a criança interior”.

Pelo açaí raiz

A nova aventura traz o herói travando uma batalha a favor do açaí tradicional, cujo final você vai saber, claro, comprando a revista no lançamento ou em algum ponto da cidade em que o autor se encontre. Ajude este super-herói tucuju (e o seu criador) a sobreviver.

Serviço:

Lançamento da revista do Capitão Açaí: produção artesanal, impressão xerográfica, tamanho A4, 20 páginas, capa colorida, miolo P&B, preço: R$ 10,00 (se o choro for bom, o autor faz um desconto).
Dia: 12 de janeiro de 2019
Hora: 18h
Local: Biblioteca Pública Elcy Lacerda

Assessoria de imprensa do Capitão Açaí

1º Festival de Cultura Nerd do Amapá acontece nos dias 17, 18 e 19 de dezembro, na biblioteca Elcy Lacerda

Por Victor Vidigal

Quadrinhos, mangás, cinema, RPG, cosplay, k-pop e sushi. Isso tudo e mais um pouco terá na programação do 1º Festival de Cultura Nerd do Amapá, que acontece nos dias 17, 18 e 19 de dezembro, na biblioteca Elcy Lacerda, na Zona Central de Macapá.

A entrada será no valor de R$ 10 (R$ 5 para estudantes). Crianças de até 10 anos de idade não pagam.

Quadrinhos, mangás, cinema, RPG, cosplay, k-pop e sushi estão na programação do 1º Festival de Cultura Nerd do Amapá — Foto: Reprodução/TV Globo

Estão confirmadas oficinas de desenho e palestras com o roteirista de histórias em quadrinhos Gian Danton e os quadrinhistas amapaenses Messias Urameshi e Israel Guedes. Os dois últimos são autores das obras “Skatista Boy” e “T-Hunters”, respectivamente.

Para Gian Danton, que trabalha há mais de 20 anos com quadrinhos, esse tipo de evento movimenta o cenário da cultura nerd no estado. Segundo o roteirista, atualmente acontece a era dos filmes de super-hérois, o que propicia a realização do evento.

Gian Danton fará uma oficina sobre roteiro em quadrinhos no 1ª Festival de Cultura Nerd do Amapá — Foto: Gian Danton/Arquivo Pessoal

Quando você começa a ter esses eventos acaba por movimentar a cultura local, estimulando a produção de quadrinhos, a venda desse material e os estudos acadêmicos sobre o assunto. E é no melhor momento, porque a gente tá vivendo o auge dos filmes de super-heróis“. explicou.

Quem for ao festival ainda poderá curtir exibições de filmes e aumentar a coleção de livros, com as opções à venda no bazar literário.

Programação: 

Serviço:

1º Festival de Cultura Nerd do Amapá
Data: 17, 18 e 19 de dezembro (de 9h às 12h e de 14h às 20h).
Local: Biblioteca Pública Elcy Lacerda (Rua São José, número 38, bairro Central)
Entrada: R$ 10 (inteira); R$ 5 (estudantes); gratuita (crianças até 10 anos de idade)

Fontes:Ideias Jeca-Tatu e  G1 Amapá

Os Tulius Detritus

Adoro gibi, sempre gostei. Fui leitor fanático de várias sagas de diversos personagens do universo dos quadrinhos. Meu amigo Fernando Bedran, durantes nossas bebedeiras, sempre falava que é aficionado pelos quadrinhos de Asterix, o herói gaulês.

Ah, para quem não saca: “Asterix é uma série de quadrinhos, francesa, que conta a história de uma aldeia de gauleses (antepassados dos franceses) que teima em resistir ao invasor romano – enquanto toda a Gália já se rendeu. A aldeia de Asterix resiste graças a poderes especiais conferidos por uma poção mágica”.

Há anos, Bedran emprestou-me uma revista intitulada “Asterix e a Cizânia” (que aliás eu ainda não devolvi). O quadrinho conta a história de Tullius Detritus, personagem que semeia a discórdia, a cizânia entre os gauleses para enfraquecê-los e assim Roma possa vencê-los. Mas, ao fim, Asterix e seus amigos conseguem derrotá-lo.

Na trama, Tullius Detritus é o mestre da discórdia, astúcia, bandalheira onde ele chega, ele destrói, é a cizânia em pessoa – fofoca, manipulação, articulador da discórdia, dedo de seta, o veneno em pessoa.

Aí penso nos Tullius Detritus do cotidiano. Figuras com jogadas sombrias, ataques sinuosos. Seres com a necessidade constante de mostrar superioridade. Muitos tentam se passar por espirituosos ou autênticos, mas são ardilosos, sombrios e perigosos.

Portanto, tenham muito cuidado com o que vocês falam e principalmente para quem vocês falam suas coisas. Pois tá cheio de secador de pimenteira, escrotos, posers, soberbos , incoerentes e insensatos. Crápulas a espreita, motivados por inveja e armados de calúnias. Enfim, grandes filhos da puta.

Deixo aqui um conselho: não dê papo, muito menos confiança. Acreditem, aprendi isso da pior forma. Além do mais, cedo ou tarde, eles se lascam. É isso!

Elton Tavares

Aspas Norte – Congresso de Quadrinhos da Região Norte ocorre nos dias 25 e 26, na Unifap e Biblioteca Pública Elcy Lacerda (informações gerais)

O Aspas Norte está chegando!

Antes de curtir o primeiro congresso de quadrinhos da região norte, gostaríamos de dar algumas dicas:

1 – O evento ocorrerá nos dias 25 (na Universidade Federal do Amapá) e 26 de novembro (na Biblioteca Pública Elcy Lacerda).
2 – No dia 25 a programação acontecerá no prédio Aranha, na Universidade Federal do Amapá – campus Marco Zero. A Aranha fica ao lado do Restaurante Universitário (veja mapa).
3 – No dia 26 a programação acontecerá na Biblioteca Pública Elcy Lacerda, na ua São José, 1800, no centro de Macapá.
4 – Se você for apresentar trabalho, salve a apresentação em PDF e leve em pen-drive.
5 – Atenção para a programação e para o seu horário de apresentação. Não será permitido apresentar fora do horário.
6 – Para garantir vaga nas oficinas é necessário confirmar no credenciamento. Portanto, se você for fazer as oficinas, chegue cedo.

Confira a programação:

Dia 25
Manhã
8:30 – Oficina Todo mundo pode fazer quadrinhos, com Rafael Senra
10:30 – Oficina Roteiro de quadrinhos, com Gian Danton
Tarde
Apresentações de trabalhos


14 h.
A BOYS’ LOVE STORY: A NARRATIVA DE HISTÓRIAS GAYS PARA GAROTAS HETEROSSEXUAIS NO MANGÁ GRAVITATION – RAFAELA FERNANDES BITTENCOURT

A HIPERSEXUALIZAÇÃO DE PERSONAGENS FEMININAS ATRAVÉS DA CONSTRUÇÃO DA HEROÍNA MAJESTOSA – Rayanne Rodrigues dos Santos, Marcos Paulo Torres Pereira.

MS. MARVEL E A REPRESENTATIVIDADE MUÇULMANA NO UNIVERSO MARVEL — Ana Beatriz Santos Ayres de , Luan Saulo Pureza Callins

A JORNADA DA HEROÍNA NO MANGÁ SAINTIA SHÔ — Fernanda Rabelo de Souza

A QUESTÃO GYNOID NO MANGÁ “GUNNM” –Débora de Sá Ribeiro Aymoré.

O DUALISMO CORPO E MENTE NO MANGÁ “THE GHOST IN THE SHELL” – Cindi Lucia Brito da Silva

RAMADAN: DEVOÇÃO E SACRIFÍCIO EM SANDMAN, DE NEIL GAIMAN –Marcos Paulo Torres Pereira
VONTADE DE PODER NA JORNADA DO HERÓI: UMA LEITURA NIETZSCHIANA DE FULLMETAL ALCHEMIST- Sidarta Amorim Araújo

17 h – coquetel e feira de venda e troca de quadrinhos

18 h – Palestra com Iuri Reblin – Religião nas histórias em quadrinhos: parâmetros e perspectivas de análise

Dia 26

Manhã
8:30 – Oficina de mangá, com Cibele Tenório
10:30 – Oficina Roteiro de quadrinhos, com Gian Danton
Tarde

Apresentações de trabalhos

14 h.
A UTILIZAÇÃO DAS HQS EM SALA DE AULA NO ESTADO DO AMAPÁ: UMA REVISÃO DE LITERATURA –Leno Serra Callins

GRUPO “PONTO DE FUGA”: O QUADRINHO EM BELÉM ENTRE OS ANOS DE 1991 E 1996 —Elton Galdino de Lima

CONVERGÊNCIA MIDIÁTICA E OS QUADRINHOS: “NA MIRA DA LENA” SOB A ÓTICA DA CROSSMEDIA – Karina Pacheco

O USO DA ELIPSE EM CAVALEIRO DAS TREVAS, DE FRANK MILLER – Ivan Carlo Andrade de Oliveira

A NARRATIVA AUDIOVISUAL DO FILME E QUADRINHO WATCHMEN: ESTUDO COMPARADO –Marta Bezerra
SIMULACRO E HIPER-REALIDADE EM “OS CAÇADORES DE SONHOS”, DE NEIL GAIMAN – Rafael Senra Coelho
PROCESSO CRIATIVO DE PUBLICAÇÕES AUTORAIS DE OBRAS INDEPENDENTES DE HQ EM PLATAFORMAS DIGITAIS – Messias Freitas da Silva.
O USO DO HORROR, TERROR E SUSPENSE NAS OBRAS DE JUNJI ITO —Autoria: Arthur Corrêa Baía
17 h – coquetel e feira de venda e troca de quadrinhos
18 h – Palestra com Edgar Franco – Criando Quadrinhos Expandidos: das HQtrônicas aos Softwares Livres da Natureza

Fonte: Blog do Ivan Carlo

Amapaense lança projeto de quadrinhos no Catarse

O amapaense Israel Guedes é um dos nortistas que estão despontando no cenário dos quadrinhos nacionais. Amapaense, ele foi para São Paulo em busca de cursos de quadrinhos, ganhou concursos e agora está lançado um mangá no Catarse.

T-Hunters é uma série em mangá, criada e publicada mensalmente por Israel Guedes, com o intuito de, à princípio, melhorar suas habilidades de roteiro, narrativa e desenho com a prática de fazer quadrinhos, porém, com o apoio de leitores, ele decidiu levar a série a patamares cada vez mais altos, até chegar ao encadernado impresso!

Para Ken’ichi já era difícil tentar ter uma vida normal seguindo os ensinamentos deixados por alguém importante para ele, e ainda tem que lidar com os problemas trazidos pela rixa entre duas organizações secretas: T-Hunters e caçadores de recompensa. Será muito azar? Ou tal situação o ajudará a resolver seus conflitos?

Fonte: Blog do Ivan Carlo

Oficina de mangá no I Aspas Norte

Uma das atrações do I Aspas Norte – Congresso de quadrinhos da região norte – será a oficina de mangá ministrada por Cibele Nunes Tenorio.

Cibele é formada em Artes Visuais pela Universidade Federal do Amapá – UNIFAP em 2008, professora de Mangá, cartoon, quadrinhos, ilustração e Ilustração Digital no Centro de Educação Profissional em Artes Visuais Candido Portinari desde 2012.Estudou Manga na Escola Visuart Online e atualmente estuda Pintura Digital na Escola N-Pix.
Para se inscrever no congresso, clique aqui.

Fonte: Blog do Ivan Carlo

De Super-Homem a Asterix, minhas HQ favoritas – Crônica porreta de Fernando Canto

Crônica de Fernando Canto

Quando leio uma revista em quadrinhos hoje é natural que as lembranças povoem repentinamente na minha cabeça, tão importantes o foram como instrumento de aprendizado, num tempo em que não havia grandes obras para serem lidas, a não ser na Biblioteca Pública, um lugar obscuro e quase inacessível para alunos adolescentes como eu que não tinham a orientação dos professores para essa atividade. Na época tudo parecia se resumir no aprendizado de sala de aula.

Lembro que as portas dos cines Macapá e João XXIII ficavam cheias de jovens com revistas debaixo do braço nas tardes e noites de domingo. Estavam ali para trocarem suas revistas já lidas, por outras não lidas, ou preferencialmente por novas. Era uma prática saudável num tempo sem televisão quando a cultura visual estava mais direcionada para o cinema, com seus filmes e seriados, e para os quadrinhos. Era tempo do Território Federal governado por militares. Todos viviam sob uma ditadura severa que se estendia aos seus prepostos: diretores, professores e inspetores das escolas. Os quadrinhos nem sempre eram vistos como instrumentos educativos. Frequentemente os pais eram chamados pelos mestres quando um aluno era flagrado com alguma revista “imprópria”, tipo quadrinhos eróticos. O resultado era uma suspensão na escola e em casa sempre uma repreensão ou surra de galho de cuia no moleque aluado.

Romantismo ou saudosismo, a leitura dos quadrinhos possibilitava viajar com os heróis na luta contra o mal e dava para imaginar que um dia derrotaríamos o inspetor, o professor e o diretor que nos controlavam e eram nossos “inimigos mortais”, nessa ordem.

Batman e Robin, Super-homem, Zorro, Jim das Selvas, Tarzan, Congo Bill, Tex, Búfalo Bill, Príncipe Valente e tantos outros, descortinavam novos horizontes naquela garotada ávida por conhecimento e que esperava dias melhores para as suas vidas. As revistas traziam propaganda de pé de página, anúncios de cursos por correspondência, como o de madureza ginasial (um tipo de curso supletivo), o de detetive profissional, de rádio e eletrônica, etc. É inesquecível o anúncio de um tipo de brilhantina: “Dura lex sed lex, no cabelo só gumex – fixa e dá brilho aos cabelos”.

Mas a gente lia de tudo, inclusive as histórias dos personagens de Walt Disney e de Maurício de Souza, que chegavam recentemente naquele restrito mercado que se resumia nas livrarias Zola, de Francisco (…) e Martins, de (…) Martins, onde também se podia comprar livrinhos de literatura de cordel, como as aventuras de Pedro Malazarte e de Bocage, entre outros.

Anos depois, já na Universidade, pude defrontar com personagens mais sofisticados dos HQ, como os famosos (…) japoneses, os coloridos e novos super-heróis, tais como o Hulk, o Surfista Prateado e o Quarteto Fantástico. Nessa ocasião conheci as aventuras de Asterix, o Gaulês, dos franceses Gosciny e Uderzo. Pirei. Fiz coleção, mandei encadernar e releio sempre. Os personagens dessas histórias são os habitantes de uma aldeia que detém o poder de uma poção mágica usada para derrotar os romanos em situações e aventuras muito loucas.

Há alguns anos ganhei de um filho um presentão: uma edição comemorativa dos 80 anos do velho Uderzo, com histórias desenhadas por famosos artistas das HQ da Europa, nas quais seus personagens encarnam os heróis Asterix e Obelix e sua aldeia irredutível na Gália de 50 anos A.C. Um primor de desenhos de discípulos agradecidos.

Agora só me resta reler o livro comemorativo e esperar que “o céu não caia na minha cabeça”, como dizem os personagens dessas belas e engraçadas histórias.

A história de Asterix (o personagem mais famoso dos quadrinhos europeus e um dos mais importantes do mundo) – Por @giandanton

Por Gian Danton

Asterix é o personagem mais famoso dos quadrinhos europeus e um dos mais importantes do mundo. O herói gaulês foi criado em 1959, por René Goscinny e Albert Uderzo e desde então tem arrebatado legiões de fãs no mundo todo e estrelado desenhos animados e filmes de sucesso.

Goscinny é um filho de judeus ucranianos e poloneses. Ainda criança, mudou-se com os pais para a Argentina, onde começou a trabalhar com publicidade aos 17 anos. Em 1949 recebeu uma carta de um tio instalado em Nova York e foi para os EUA, onde trabalhou no mesmo estúdio que outros grandes artistas como Harvey Kurtzman, Will Elder e John Severin, que posteriormente viriam a criar a revista MAD.

 

Em 1950 conheceu dois quadrinistas europeus, Jijé e Morris, que lhe apresentaram o editor Georges Troisfontaines. Este, por cortesia, disse que ele passasse em Bruxelas para lhe mostrar seus trabalhos. Só não esperava que Goscinny fosse levar esse convite a sério. Três semanas depois, Goscinny desembarcou na Bélgica e Troisfontaines não teve outro remédio senão empregá-lo em sua editora, destinando-lhe a sucursal parisiense da editora. Lá, Goscinny conheceu Uderzo e os dois começaram uma rica colaboração. Goscinny tinha um texto humorístico genial e Uderzo era um grande cartunista. Essas características já se revelam em U-pah-pah, um índio americano que tem muitas das características que depois viriam a fazer o sucesso de Asterix.

Além de escrever para Uderzo, Goscinny colabora com vários outros artistas, como Morris na série Lucky Luke.

Em 1955, Uderzo, Goscinny e o roteirista Jean-Maria Charlier tentam criar um sindicato de quadrinistas para defender suas reivindicações. Ao saber disso, Troisfontaines demitiu os três, que, desempregados, resolveram criar uma nova editora, cujo carro-chefe seria a revista Pilot. Para o número de estréia, Goscinny e Uderzo criaram um simpático gaulês chamado Asterix, mas nem de longe esperavam que eles fizessem tanto sucesso.

Em 29 de outubro de 1959 surge o primeiro número da revista, trazendo o novo personagem e é um sucesso imediato. A história se passa no auge do Império Romano, quando toda a Gália foi dominada, toda não, uma única aldeia resiste e nela vivem Asterix e seu inseparável companheiro Obelix. O segredo dessa aldeia para resistir ao invasor é uma poção mágica que lhes dá força extrarodinária, preparada pelo druida Panoramix.

Goscinny exercitou toda sua verve cômica e seu pendor para trocadilhos, que abundam na história. Mesmo os nomes dos personagens são trocadilhos. Asterix vem de asterisco e Obelix vem de Obelisco. A dupla tem um cachorro de estimação, Ideiafix, que ganhou esse nome por tinha a idéia fixa de segui-los para onde quer que eles fossem. Na história, todos os gauleses têm nomes terminados em ¨ix¨, os romanos nomes terminados em ¨us¨ (Acendealuz, Apagaluz, etc).

O humor se dava principalmente através de situações que se repetiam, mas de modo diferente. Os romanos, por exemplo, estão sempre tentando conquistador a aldeia e sempre levando sopapos (¨Esses romanos são uns neuróticos¨, diz Obelix), Obelix , que caiu na poção mágica quando bebê, está sempre querendo beber um pouquinho da poção, os piratas sempre têm seu navio afundado quando encontram com os dois heróis… (em uma das histórias mais engraçadas, os próprios piratas destroem o navio ao encontrar com Asterix e Obelix), Automatix sempre reclama dos peixes de Ordenalfabetix, o que gera uma briga na qual se envolvem todos os integrantes da aldeia… e as histórias sempre terminavam num banquete com javali assado, com o bardo Chatotorix amarrado para evitar que cante uma de suas músicas insuportáveis.

Além das histórias serem muito boas, elas representavam um sentimento nacional francês. Na década de 1950 o país perdia sua importância para a nova potência mundial, os EUA e Asterix acabou se tornando símbolo da resistência cultural francesa.

Fonte: blog Ideias Jeca-Tatu

HOJE: Biblioteca Pública Elcy Lacerda irá comemorar o Dia do Quadrinho Nacional

Biblioteca Pública Estadual Elcy Lacerda, inicia suas atividades de 2018 comemorando o Dia do Quadrinho Nacional em Macapá. O evento acontecerá hoje (2), a partir das 14h, nas dependências da Biblioteca e terá uma rica programação com classificação livre e que terá como destaque as Histórias em Quadrinhos.

O dia do Quadrinho Nacional foi criado em 1984 em homenagem ao quadrinistas Angelo Agostini, que em 30 de janeiro de 1869 publicou a primeira tira de “As Aventuras de Nhô Quim”, considerada uma das primeiras histórias em quadrinhos do mundo. A partir daí a data 30 de janeiro passou a ser comemorada todo ano em diversas cidades. A ideia é valorizar a produção nacional, mostrando os grandes talentos brasileiros da nona arte.

No Amapá o evento contará com a presença do roteirista de quadrinhos Gian Danton, ganhador de diversos prêmios, entre os quais o Angelo Agostini de melhor roteirista de 1999. Ele irá ministrar palestras sobre roteiros para quadrinhos e sobre quadrinhos nacionais.

Segundo o gestor da Biblioteca, José Pastana, “O objetivo do evento é dar visibilidade e valorizar esta importante arte, bem como a atuação dos artistas locais que a ela se dedicam e proporcionar mais conhecimentos sobre alguns componentes de parte da cultura pop em ascensão no Estado, além de transformar este importante aparelho Cultural, que é a Biblioteca, num centro de múltiplas atividades para trocas culturais”.

O evento também terá dois concursos, de Cosplay e K-POP, que é uma dança coreana que envolve coreografia e um visual semelhante ao dos animes (desenhos animados japoneses) e tem conquistado cada vez mais adeptos no Brasil e em Macapá. Haverá premiação para o primeiro, segundo e terceiro lugares nas duas categorias.

A programação é totalmente gratuita e para todas as faixas etárias, proporcionado vivências, informações, arte e cultura.

O Dia do Quadrinho Nacional em Macapá é uma realização do Grupo de Pesquisa em História em Quadrinhos da Unifap em parceria com a Biblioteca Pública Estadual Elcy Lacerda, com consultoria de Fernanda Façanha (Cia Beco Teatral) e coordenação da Professora Cleide Façanha e Gibran Santana.

PROGRAMAÇÃO

LOCAL: BIBLIOTECA PÚBLICA ELCY LACERDA
02/02/2018 – SEXTA-FEIRA
14h00 – Vídeo VHQ – A história do quadrinho paraense.
14h40 – Palestra: Como publicar Quadrinho Nacional, com “Osama” Pro.
15h00 -Palestra: Quadrinhos Nacionais: do século XIX ao século XXI, com Gian Danton.
15h40 – Filme: O gralha, o ovo e a galinha e O gralha e oil man.
16h00 – Palestra: Roteiro para quadrinhos, com Gian Danton.
17h00 – Filme: Turma da Mônica – O casamento do século.
14h00 às 17h00 – Demonstração de Maquilagem Artística com Arnanda Oliveira (Creative Makeup).
16h00 às 19h00 – Caricaturas com J.Marcio/CARTUNISTAS AMAPÁ.
18h00 – Apresentação da Cia de Dança Kadosh.
18h10 – Concurso de Cosplay.
18h40 – Apresentação do Grupo Gold Star Dance Cover (Santana).
18h45 – Concurso de K-pop.
15h00 às 17h00 – Criação de painéis de História em Quadrinhos (participação popular), sob coordenação da Professora Mariza Pinheiro.
16h00 às 19h00 – Stand de divulgação e vendas da Cia Beco Teatral e Literap.
16h00 às 19h00 – Stand de vendas Jilian Mimi.
Classificação: livre

Texto: Ivan Calo (Gian Danton) – Quadrinista, roteirista, jornalísta, escritor e professor universitário.
Informações: 99129-4090