Moedas e Curiosidades – “Notegeld da Amazônia” – Por @SMITHJUDOTEAM

Por José Ricardo Smith

Depois de uma longa e sofrida procura, finalmente encontrei e adicionei na minha coleção as cédulas literárias “Palavras”. A moeda social intitulada “Palavras” foi criada para ser utilizada na compra de obras literárias durante a II Feira do Livro do Amapá (FLAP), que se realizou no período de 26 de outubro a 1° de dezembro de 2013 em Macapá-AP.

Como tema “Leitura e Sustentabilidade”, a II Feira do Livro do Amapá foi uma excelente idéia para cultivar o hábito da leitura nos estudantes e o público em geral, e para isso contou com a seguinte programação: venda de livros, exposições, palestras, mesas de debates e apresentações de artistas em vários pontos da capital amapaense.

A moeda literária “Palavra” homenageia escritores e personalidades do Amapá, com valores e cores específicos nas cédulas.

O maranhense Simão Alves de Souza (1932-2019), conhecido como “Simãozinho Sonhador” ficou famoso por escrever poesias de cordel. Ao todo foram 22 livros escritos pelo ex-malabarista de circo, entre eles o “ABC da Mulher”, obra mais famosa do poeta.

O paraense Antônio Munhoz Lopes (1932-2017), conhecido como “Prof. Munhoz” dedicou quase 60 anos de sua vida à educação, poesia, música e história do Amapá.

O paraense Alcy Araújo Cavalcante (1924-1989), foi um escritor, poeta e jornalista que veio para Macapá em 1953. Alcy sempre esteve envolvido com as atividades culturais e intelectuais no Amapá, principalmente a literatura.

A paraense Zaide Soledade (1934-2015), apaixonada pela educação a professora Zaide foi estudar Pedagogia para aprender e ensinar melhor. Estudou também: Artes Dramáticas, Educação Física, Letras e Artes, entre outros cursos, inclusive na área de saúde.

A paraense Aracy Miranda de Mont’Alverne (1913-2002), conhecida como professora Aracy, teve brilhante atuação como poetisa, declamadora, musicista, escritora e teatróloga no estado do Amapá.

* José Ricardo Smith é professor e numismático.

Ninguém lê! – Crônica de Lulih Rojanski

Crônica de Lulih Rojanski

O que você está lendo? Qual foi o último livro que leu? Onde está o último livro que comprou? Quando o comprou? Onde está o último livro de cujo lançamento participou? Na estante, intacto, ignorado? Eu sinto muito por tudo isso. Honestamente, sinto muito, porque conheço as verdadeiras respostas a estas perguntas, por mais que nas redes sociais a maioria prefira dizer orgulhosa que está atolada em leituras, que tem dormido com Honoré de Balzac debaixo do travesseiro, que gastou em livros boa parte do décimo terceiro salário, que não vive sem Fernando Pessoa… Livros estão ficando no tempo do era uma vez. Editoras estão fechando as portas. Editores estão negociando selos com distribuidoras de literatura vendável e meia-boca. Escritores estão morrendo de desilusão com a cara enfiada na poeira de velhos livros, em arcaicas bibliotecas.

O grande leitor está morrendo. Ele sabe que só é importante para uma geração que está se extinguindo, vagando espaço para os grandes leitores de palavras abreviadas e emoticons sorridentes. Poesia é uma coisa de que o grande leitor de agora ouviu falar mas não sabe exatamente o que significa, como funciona, em que botão se aperta. Conto e crônica são coisas que um professor mencionou, mas ele não se lembra se foi na aula de geografia ou no último filme que baixou no computador. Ele pensa que romance é apenas uma anacrônica história de amor, mais desusada que um rádio de pilhas.

Estou contrariada. Não pertenço a este tempo em que redes sociais influenciam mentes mais do que os livros…

Eu não me preocupo com quem vai se ofender com o que digo. Os ofendidos estão de carapuça. Os que não estão compartilham da minha dor.

Fonte: Para-raio

O Dia em que eu chorei diante de uma tela de Antônio Bandeira – Conto de Fernando Canto

Conto de Fernando Canto

No dia em que eu chorei diante de uma tela de Antonio Bandeira, no Museu da Universidade, fiquei até com vergonha do púbico presente. Chorei, como dizem, copiosamente (Até hoje não sei porque falam isso, mas desconfio que é porque uma lágrima copia a outra). Que vergonha! Era apenas uma tela abstrata que explodia em cores, excelentemente pintada pelo famoso artista plástico cearense. Uma tela que falava de uma chuva de neve na Europa, onde ele viveu. Nela, o branco e o azul predominavam sobre os outros tons.

Chorei tanto que o curador da exposição me convidou para chorar no banheiro. Como eu recusei, ele mandou os seguranças me botarem para fora.

E lá fora eu continuei chorando no calor, vertendo um choro esquisito, um choro que jamais chorei em outra exposição. Não que eu me lembre. E olha que eu era chorão. Mas dessa vez eu estava mais sensível que todas, mais sensível do que naquela vez no Louvre quando inevitavelmente me derramei em prantos diante da mais bela e magnética tela que já vi em toda a minha vida: a Gioconda, de da Vinci.

Malditos! Sempre me botam pra fora das exposições de obras de pintores famosos.

Malditos! Não sabem que meu choro não é fingimento, pois eu não sou ator e muito menos produtor de pegadinhas para a televisão.

Malditos! Insensíveis! À flor da epiderme estão ouriçados pelos, e no peito bate um coração magoado e eles não sabem disso. Vão logo expulsando a gente e mandado olhar as pinturas de grafite, como se os pintores das ruas não soubessem pintar em sua linguagem pura e não acadêmica.

Bandeira é Bandeira, não o poeta, mas o pintor, este que eu só conhecia de ver catálogos impressos ou fotos repetidas em revistas de arte.

Antonio Bandeira não é o ator espanhol muito menos o dono do bar da esquina, mas o artista que me convida e me move a seguir seus quadros até chorar de paixão, pois nos seus traços eu nasço, vivo e morro na dimensão dos pigmentos e reentrâncias de cada pincelada decidida bruscamente. Ao olhar suas telas explodo minhas memórias e paixões de um tempo em que me encontrava entre o poder da escolha e o despoder de ficar ilhado em angústias. Um tempo de decisão de amar ou seguir, de me entregar ao insondável ou de viver. Contudo, meu sonho de viver era apenas uma paisagem tátil num horizonte tênue, enevoada pela ausência de razão com seu cromatismo cinza, que de repente encontrou na tela de Bandeira o dia nascente, a tarde e a noite iluminada. Por isso choro. E os curadores da exposição não deixam que eu me cure em nome da arte.

Malditos curadores!

O COCÔ DA LUA…Relato curioso de Renivaldo Costa

Por Renivaldo Costa

Uma vez minha mãe chamou Caroline Belfor, minha esposa, e pediu que a acompanhasse no quintal. Lá mostrou uma pasta de cor amarela que identificou ser o cocô da Lua e disse a queima-roupa: “Ou você está grávida ou alguém da família vai engravidar”. Foi batata: dias depois duas cunhadas anunciaram que estavam esperando bebê. Lembrei hoje dessa história.

A “merda da lua”, a que minha mãe se referia, consiste numa pasta amarela sem cheiro que aparece de manhã bem cedo, após noite de lua cheia no chão parecendo que caiu do céu por deixar rastros invariavelmente de cima para baixo. Para o marajoara, a lua caga quando alguma coisa está errada avisando algum mau agouro e principalmente denunciando que alguma mulher próxima a casa onde a lua cagou está grávida.

Abertas as inscrições para Torneio Mulheres em Campo

Foto: site Esportivo no Meio do Mundo:

Estão abertas as inscrições para o Torneio Mulheres em Campo, organizado pela Coordenadoria Municipal de Esporte e Lazer (Comel). A competição está inserida na programação do Mês da Mulher, da Prefeitura de Macapá.

As inscrições podem ser feitas presencialmente no prédio da Comel, que fica no Estádio Municipal Glicério de Souza Marques, na Av. Mendonça Junior, bairro Central, até sexta-feira, 15, das 8h às 12h e das 14h às 17h30.

A 3ª edição do torneio acontecerá neste sábado, 23, a partir das 15h, no Complexo Esportivo do Araxá. A competição é um projeto da prefeitura, existente desde 2016, que promove a integração das mulheres nas diversas modalidades e a participação delas no esporte.

Cliver Campos
Assessor de comunicação/Comel
Contatos: 98126 0880 / 99175 8550

A CASA DO EZEQUIAS – Por do Fernando Canto

Foto: Blog Porta Retrato

Crônica de Fernando Canto

A metade dos anos 80 trazia a grande expectativa de mudanças no caminho político do Brasil. Após a anistia de 1979 restava ainda o término do Governo Figueiredo e a transição democrática que se estabeleceria com a eleição de Tancredo e a posse de Sarney.

No Amapá tudo isso era motivo de conversa e os jornais emitiam opiniões bem diversificadas sobre o destino de nossa terra, causando certo frisson entre os leitores. E com a possibilidade de transformação em estado o antigo Território Federal cedeu espaço a centenas de aproveitadores políticos que para cá vieram em busca de uma vaga no parlamento. Foi nesse contexto que ressurgiu o Amapá Estado, fundado por Haroldo Franco, Silas e Ezequias Assis.

Governador Henning – Foto blog Repiquete no Meio do Mundo

Esse jornal havia sido editado pela primeira vez durante o governo de Henning, que segundo eles, quando leu o primeiro número o amassou e jogou fora dizendo que a pretensão dos jornalistas não passava de um engano,de uma utopia. Foi, também, nesse contexto que posteriormente foi lançado o jornal Fronteira, onde trabalhei com uma coluna informativa, ao lado de grandes expressões do jornalismo local como Alcy Araújo, Luís Melo, Jorge Herberth e Wilson Sena, por sinal o primeiro presidente da Associação dos Jornalistas do Amapá. Antes disso o Silas fechou o Amapá Estado e foi se estabelecer em Belém com um jornal maior.

Humberto Moreira – Foto: Blog Porta Retrato

Mas os grandes assuntos da pauta semanal do Fronteira eram discutidos na casa do Ezequias. Todos os sábados ele nos recebia com aquele jeito brincalhão, mostrando um exemplar que o Ricardo, seu filho, pegava no aeroporto (Naquela época era impresso em Belém.) e não economizava o orgulho de ver editado mais um número. E o que era para ser apenas informação virava celebração, pois nunca faltava uma boa dose do melhor uísque, uma carne de caça que o Baleia fornecia para o dono da casa desde que ele fora chefe de Gabinete da Secretaria de Obras e a viola do Nonato Leal, às vezes em duo com a do Sebastião Mont’Alverne. Ao lado disso, apreciadores da boa música, como o Alcy, se deleitavam ouvindo o Humberto Moreira interpretar Taiguara. Artistas e intelectuais chegavam como se estivessem ligados a uma rede invisível e automática, num tempo em que não havia celulares. Aimorezinho era um espetáculo tocando bossa nova com a sua escaleta e o inesquecível bandolim do Amilar parecia pousar em uma partitura mágica vinda das Brenhas de Mazagão. Ritmos se fundiam numa democracia musical crescente que só acabaria quase no início da noite com o sorriso sempre aberto da ilustre e querida amiga Nazaré Trindade. Antes, porém, Ezequias, Nonato e Sebastião faziam um coral com a música “Saci Pererê” de autoria dos três. Depois cantavam “Tauaparanaçu”, de Nonato, e arrematavam com “Rio Amazonas”, de autor desconhecido. A audiência não poupava elogios ao trio e se despedia de mais uma seresta tropical que a todos encantava.

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Ezequias Assis, Jorge Herberth e Fernando Canto. Professor Munhoz ao fundo – Foto encontrada no blog da Sônia Canto.

Tanto Ezequias como Nazaré já se despediram deste mundo. Mas o dom da generosidade que neles havia fica na memória e na eterna gratidão pelo que ensinaram e pelo que foram.

Certa vez, num tempo de vacas magras do jornal, Ezequias me chamou e disse que não podia me pagar naquele mês, mas que iria dar um jeito. Falou que estava querendo “ajeitar” seu carro e que decidira deixar para o outro mês. Foi lá dentro e voltou com quatro pneus novos e 120 dólares e me disse: – Toma. Troca os pneus carecas do teu carro e fica com esse dinheiro pra quebrar o galho. No mês que vem a gente se acerta.

Depois ele me abraçou e pediu ao Ricardo para preparar uns uísques. Ficamos bebendo em silêncio.

*Fotos: 2-Governador Artur de Azevedo Henning (o que amassou o jornal) – encontrada no blog da Alcilene. 3 – Jornalista e cantor Humberto Moreira (blog Porta Retrato).

Guitar Hero – Texto sensacional de Régis Sanches

Régis, o “Beck” ou “Anjo Galahell”, um dos melhores guitarristas que vi tocar – Fotos: Elton Tavares

Por Por Régis Sanches

Hoje me preparei para escrever sobre a vida errante dos guitarristas. Pensei nos menestréis, com seus alaúdes, levando alguma alegria para o festim dos lúgubres burgos ao redor dos castelos medievais. E não poderia deixar de reverenciar a memória de Django Reinhardt, o cigano belga que criou o naipe de duas guitarras, tendo seu irmão Joseph empunhando a base e ele próprio no solo. Reinhardt vestia-se a caráter. Em plena segunda guerra mundial, enquanto os foguetes alemães V-1 e V-2 explodiam nos céus de Paris, sua banda animava os sobreviventes do conflito no Clube de France.

Certa noite, a cidade-luz às escuras, Django retornou para casa, exaurido, após mais um show. Ele deitou-se em sua cama, os fumos do sono o absorveram por completo. Sua mulher havia esquecido uma vela acesa, a tênue chama tremulou e alcançou os lençóis. O guitarrista cigano sobreviveu, mas teve sua mão direita lesionada pelo fogo. Nas raras imagens desse precursor das modernas bandas de rock, podemos vê-lo com as cicatrizes do incêndio. Ele nunca desistiu de retirar das seis cordas o lamento necessário para cicatrizar as feridas da vida.

No início desta manhã, eu estava eletrizado pelo som metálico da minha guitarra. Lembrei de uma frase de Eric Clapton, chamado de Deus em pichações nas paredes do metrô de Londres, no final da década de 1960. “Ninguém consegue tocar blues honestamente de barriga cheia”. Mister Clapton é a alma dos guitarristas, uma espécie de Fênix que sobreviveu a todas as tragédias. Como mestre de George Harrison, roubou a mulher do melhor amigo. Transtornado, mergulhou e emergiu do mundo negro das drogas. Certa ocasião, seu filho caiu da janela do apartamento. Seu coração ficou dilacerado. Mas a resposta veio na forma da sublime “Tears in Heaven”.

O melhor de Eric Clapton pode ser sorvido, ouvindo-o executar a belíssima “White room”, de Robert Johnson. A poesia que descreve a solidão – “um lugar onde o sol nunca brilha/onde as sombras fogem de si mesmas” – só encontra dueto à altura no lirismo poético dos riffs arrancados pela slowhand do velho bluesman.

Poderia citar uma legião de guitarristas: Chuck Berry, B. B. King, Jimi Hendrix, Jimmy Page, Jeff Beck… Seria em vão. Os verdadeiros guitarristas, nós podemos contá-los nos dedos de apenas uma das mãos. Os homens de verdade sabem que há duas coisas no mundo que não se vende, nem se empresta: a mulher e o carro. Incluo no rol a minha guitarra. Pois aqueles que tiveram a sorte de nascer com a alma de guitarrista hão de concordar. Na essência de todo guitarrista, além da sensibilidade, da disciplina e de uma dose exagerada de humildade, existe uma tragédia iminente rondando o destino desses modernos menestréis. Vida longa a Eric Clapton! 

Meu comentário: Régis Sanches é o jornalista com um dos melhores textos que conheci na vida e um dos maiores guitarristas que vi tocar (Elton). 

COMO É BOM SER MULHER! – Por Mariana Distéfano Ribeiro

Por Mariana Distéfano Ribeiro

É sim, ser mulher é muito legal. Hoje, que é o dia internacional da mulher, vamos tirar um pouco o foco de todas as dificuldades que a gente sofre e atura todos os dias. Na verdade são as pessoas femininas que passam por isso – homens homossexuais, mulheres transexuais, mulheres e qualquer outro gênero ou qualquer coisa humana que seja feminina.

É só o ser humano que despreza outro ser da sua própria espécie à troco de nada. E de todas as outras pra falar a verdade… Mas vamos mudar o rumo dessa prosa porque a intenção hoje é parabenizar, homenagear, congratular, enaltecer não só a mulher, mas a figura feminina que é linda, cheirosa e gostosa!

Ser mulher é bom demais né?! Já parou pra pensar o tanto de coisa que o mundo produz só pras mulheres? Vamos começar com a maquiagem, porque não tem nada mais feminino que maquiagem. A quantidade de cores e texturas e cheiros disponíveis pra gente escolher, misturar e se pintar é quase infinita. E quando a gente se pinta a gente se transforma. A gente, que é feminina, pode mudar de cara todos os dias e quantas vezes quiser. Até quem não curte maquiagem, só de passar um batonzinho e uma máscara para cílios poderosa já dá um boost na autoestima e a gente dá até uma empinada no nariz, como quem diz: uau, tô [email protected]!

E quanto a roupas e sapatos?! Ah, mas nem comecemos a falar das roupas e sapatos?! Quem não ama um pisante novo? Até a menos consumista das mulheres ama um sapatinho novo, um chinelo que seja. Eu mesmo adoro chinelos! Coleciono, tenho vários, até porque minha cachorra come os que eu esqueço na varanda (rs). Sem falar na variedade de cores e formas e materiais de que são feitos. A variedade de roupas também segue o mesmo caminho. São tantas e de tantos estilos que a gente nem consegue identificar qual o nosso preferido!

A gente pode até escolher se quer engravidar ou não! Se quer casar ou não, se quer ser professora ou gari, engenheira ou advogada, dona de casa ou empresária. Se quer namorar homem ou mulher, ou os dois! Podemos escolher de quem a gente gosta e de quem a gente não gosta. E quando somos grossas com alguém, sempre podemos botar a culpa na TPM na hora de pedir de desculpas (porque toda vez que faz grosseria a gente tem que pedir desculpas, mamãe ensinou)!

É essa variedade de opções disponível pras mulheres que faz a vida da gente ficar divertida. Nem ligamos de menstruar por sete dias todos os meses, sentir as dores das cólicas e ficar alguns dias extremamente irritada ou sensível. E até isso varia! Tem mulher que fica menstruada por três dias, nem sente cólica e nem irritação. Tem mulher que passa dez dias irritada antes da menstruação, depois menstrua por mais dez dias e sente cólica por cinco dias desses dez! Mas até essa oscilação dos hormônios é divertida.

A gente pode fazer o que quiser, quando quiser, onde quiser, como quiser e com quem quiser! E ainda pode fazer de salto alto, com uma maquiagem bafo e aquele vestidinho que arrasa! É claro, os homens também podem. A diferença é que eles sempre puderam e a gente só pode agora porque mulheres visionárias e guerreiras lutaram e morreram pra gente conseguir todos os direitos e liberdades que a gente tem.

Então, o dia hoje é seu, é pra você, pessoa que é feminina de coração ou de corpo. É nosso. Parabéns pra nós, porque a gente merece!

*Além de feminista com orgulho, Mariana Distéfano Ribeiro é bacharel em Direito, servidora do Ministério Público do Amapá e adora tudo e todos que carreguem consigo o brilho de uma vibe positiva.

A Mulher Amapaense – Por Raul Tabajara

Por Raul Tabajara

O dom que leva diretamente a mulher a divindade é sem dúvida a maternidade, e na opinião de muitas pessoas, não existe DEUS e sim DEUSA, que pare, e não um DEUS macho que está no céu e a mulher na terra. Mas isso é papo para outra ocasião.

Hoje, verificamos que o movimento em defesa das mulheres no Amapá, com suas diversas frentes, é proporcionalmente um dos mais intensos do País. Estão na mídia o ano todo, exercem pressão por Políticas Públicas que visam à melhoria da qualidade de vida das mulheres, principalmente as mais necessitadas, que são as de baixa escolaridade e renda, e dentre essas, as que mais se destacam são mulheres negras. Isso ocorre devido alguns grupos de mulheres já terem alcançado certo grau de organização e de reconhecimento de seus direitos básicos de cidadã e principalmente de MULHER.

Em decorrência dessas atuações, observamos nas últimas pesquisas oficiais que os indicadores socioeconômicos têm melhorado com uma taxa acima da média nacional para as mulheres amapaenses e isso é devido a Políticas Públicas implementadas nos últimos anos pelos Governos: Federal, Estadual e Municipal.

Nesta semana li em uma coluna de um diário, a afirmação de que as mulheres amapaenses são maiores que as de Atenas. Essa afirmativa é relativa como tudo é nessa vida, porém, LINDAS, como as mulheres amapaenses. Mas de uma coisa tenho certeza, a mãe amapaense é a maior do BRASIL.

Em 1970, a taxa de fecundidade da mãe amapaense girava em torno de 8 filhos por mulher. Essa era a maior taxa de fecundidade do país na época, e correspondia a taxas de países bem menos desenvolvidas que o nosso. Cerca de 30 anos depois, em 2000, esse indicador teve uma queda de 50 %, e as mulheres amapaenses já tinham quatro filhos em média.

Vale salientar que essa redução não ocorreu naturalmente, pois uma queda dessa proporção em um período de tempo relativamente curto, não ocorre em um indicador tão importante como número médio de filhos por mulher. Então o que ocorreu com as mulheres do Amapá?

Claramente a resposta que vem é a EDUCAÇÃO. A partir da metade dos anos 70, quando a televisão começou a atuar em Macapá, as mulheres começaram a ter acesso às informações da maneira de lidar com seu corpo e exigir seus direitos de mulher. Ainda no começo dos anos oitenta, começou a popularização aqui no Amapá, o que já vinha ocorrendo nos centros mais desenvolvidos, os métodos contraceptivos, principalmente a pílula anticoncepcional, que já havia sido moda nos anos 60 nos grandes centros do país.

Lembramos também que na primeira década dos anos oitenta, programas de televisão como TV mulher e Malu Mulher, tiveram sua contribuição nesse despertar da mulher amapaense, porem o aumento da escolaridade e o acesso das mulheres a universidade e ao mercado de trabalho, foram fundamentais nessa redução da fecundidade.

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – PNAD e o censo de 2010 revelam que a mulher amapaense continua com uma das maiores taxas de fecundidade do país, próximo de 3,0 filhos por mulher, enquanto a do Brasil ficou abaixo de 2,0, praticamente uma taxa de reposição. Essas pesquisas revelam ainda que 70 % das mulheres amapaenses entre 15 a 49 anos já tiveram filhos, hoje correspondendo a 158 mil mulheres, e 57 % das mulheres que já tiveram filhos nascidos vivos, possuem 3 ou mais filhos (um pouco mais de 60 mil mulheres).

Além da redução da fecundidade, outro indicador que mostra o avanço das mulheres amapaenses nas últimas décadas é a responsabilidade pelos domicílios. Possuímos algo em torno de 160 mil domicílios, sendo que em 30 % deles as mulheres foram identificadas como responsáveis, e essa taxa é a terceira do país ficando atrás do Rio de Janeiro e o Distrito Federal. Dentro dessa linha, observamos que dos domicílios cujo responsável é uma mulher, um terço, por volta de 16 mil domicílios, as mulheres se declararam responsáveis mesmo possuindo cônjuge, sendo essa taxa menor apenas ao Distrito federal.

O avanço é também observado nos novos arranjos conjugais que são formados. No censo de 2010 verificou-se que 188 casais se declaram serem do mesmo sexo, e o que chama a atenção é que desses, 148 casais (78 %) são formados por mulheres e 40 (22 %) são casais masculinos.

Essas e outras informações fazem parte de um sistema de indicadores sobre os diversos aspectos associados ao desenvolvimento humano e social das mulheres no âmbito da família, do trabalho, da educação etc., elaborados a partir dos micro dados da amostra dos Censos Demográficos pelo IBGE.

O Sistema Nacional de Informações de Gênero (SNIG) é uma iniciativa da Secretaria Especial de Política para as Mulheres, órgão ligado diretamente à Presidência da República. O Sistema foi desenvolvido para servir como instrumento de conhecimento da realidade das mulheres no Brasil, oferecendo subsídios indispensáveis para o planejamento e implementação de políticas públicas nesta área.

* Contribuição de Fernando Canto.

 

O trajeto da A Banda através do tempo e antigos pontos de referência (croniqueta saudosista)

A Banda, maior bloco de sujos do Norte do Brasil, tem o mesmo trajeto nestes 54 anos de existência, mas o que ficou pelo caminho do tempo nestas mesmas ruas de Macapá? Fiz uma espécie de resgate (um tanto desordenado) de vários locais que povoam a memória afetiva do macapaense. Deixa suas lembranças agirem e vamos lá:

O ponto de partida do bloco, o mais popular dos festejos de Momo no Amapá, é na esquina da lanchonete Gato Azul e a loja Clark. Os foliões seguirão pela frente da loja A Pernambucana, dobrarão na esquina do Banco Bamerindus (pois “o tempo passa, o tempo voa…); Farmácia São Benedito; Moderninha e da Banca do Dorimar. As pessoas se trombam ao redor dos trios e carros de som. Todos molhados de suor, ou chuva.

A folia desce a Rua Cândido Mendes e o trajeto passa em frente também da Irmãos Zagury – Concessionária da Ford; Farmácia Modelo; do Banap; lojas São Paulo Saldo; Esplanada; Cruzeiro; Hotel Mercúrio; Casa Estrela; Casa Marcelo; Setalar; Tecidos do povo; Tecidos do Sul; A Acreditar; Casa Estrela; Beirute na America, ponte do Canal; Banco Econômico e Farmácia Serrano. Pelo caminho, muitos se juntarão a multidão.

Os foliões passarão em frente a Fortaleza de São José de Macapá, dobrarão na esquina da Yamada, subindo pela lateral da Feira do Caranguejo, em frente a boate Freedom e subirão a ladeira até o supermercado Romana. Sempre com os ritmos levantam nosso astral.

A marcha alegre seguirá pela Feliciano Coelho, onde a maioria já estará possuído pela cerveja, passará pelo Urca Bar; Leão das Peças; Cine Veneza e Farmatrem. A Banda chegará à Esquina do Barrigudo, na Leopoldo Machado. Continuará a passar em frente a Acredilar, lanchonete Chaparral, Casa Nabil, Hotel Glória e Baby Doll. Na brincadeira terá folião de toda idade, a maioria na maior curtição, sempre driblando os poucos que querem confusão.

A Banda é sempre cheia de colombinas faceiras, pierrôs malucos, palhaços embriagados, piratas sorridentes, enfermeiras enxeridas, bailarinas cambaleantes, diabos bonzinhos, anjos não tão angelicais, etc. O importante é alegria de quem vive a emoção de estar lá ou somente ver a banda passar.

A Banda dobrará na Avenida Fab, no canto do CCA (o couro continuará comendo); passa pela Prefeitura de Macapá; Palácio do Governo; Esporte Club Macapá; Praça da Bandeira; lanchonete Táxi Lanches; Bar do Abreu e novamente a Cândido Mendes até a Praça do Barão, onde as bandas Placa Luminosa e Brind’s farão um som até mais tarde.

Nunca saberemos quantos fantasmas carnavalescos seguem conosco na Banda, mas se assim for, que venham e sigam pela luz e brilho do encanto deste sublime momento (entre o ontem e o hoje).

O dia só começou e mais tarde é hora de cair na folia ou ver a Banda passar. É o fim do Carnaval, mas o real começo do ano. É por aí.

Elton Tavares

Lançamento do livro Janela que Mostrou o Mundo

A fisioterapeuta Anne Pariz lançará, às 18h do próximo dia 28 de fevereiro, na Livraria Acadêmica, (no segundo piso do Macapá Shopping) o livro “Janela que Mostrou o Mundo”. Na obra, a escritora relata sua experiência com doença mental, tratamento e aprendizado.

A escritora explica que descobrir um transtorno não é difícil, a dificuldade está no preconceito, falta de respeito do não reconhecimento do que o doente é capaz e por isso resolveu colocar sua experiência à disposição da sociedade para ajudar outras pessoas na mesma situação.

“O livro é fruto de um momento que vi o mundo do lado de dentro da janela do meu quarto, como quem observa um passarinho cantando e admira-lo ir embora. Os textos surgem, ora cruéis, ora sensíveis, de acordo com que minha percepção. Escrevi sobre transformação e tratamento de uma doença mental crônica; Entre medicações e médicos saíram estas linhas tortas. Não é fácil, mas aprendi a viver no meio dos meus desenhos, dos meus poemas e dos meus amigos e familiares onde tudo se torna mais leve”, explicou Anne Pariz.

Serviço:

Lançamento do livro Janela que Mostrou o Mundo
Data: 28.02.2019
Horário: 18h
Local: Livraria Acadêmica (Macapá Shopping – piso L2)
Mais informações pelo telefone: 096 981432713

Elton Tavares, com informações de Anne Pariz.

A Banca do Dorimar – Texto legal da Pat Andrade

Por Patrícia Andrade

A história da Banca do Dorimar começa no ano de 1974, quando o paraense Dorimar Marques Monteiro, do município de Vigia no Pará, resolveu deixar seu emprego na Indústria e Comércio de Minérios (Icomi), com o qual estava insatisfeito, para assumir uma nova responsabilidade: tomar conta de uma banca de revistas. Casado com Ana Maria Pontes Monteiro, Dorimar conta que a esposa sempre foi seu braço direito e ajuda dela foi fundamental para manter a banca funcionando até hoje. Aliás, ainda segundo Dorimar, ele sempre pôde contar com o apoio da família.

No início, a Banca era móvel e feita de metal. A freguesia era grande, e a Banca foi ficando pequena para a demanda existente. Após 15 anos de funcionamento, um pequeno prédio em alvenaria foi erguido, mudando um pouco o cenário da esquina da Avenida Presidente Vargas e Rua Cândido Mendes, na Praça Veiga Cabral. No ano de 2000, quando Anníbal Barcellos era prefeito da cidade de Macapá, a Banca do Dorimar foi instituída como Área de Preservação Cultural, através da Lei nº 1062/2000-PMM.

Além disso, a banca já rendeu a Dorimar alguns títulos e comendas, como o Título Honorífico de Cidadão Macapaense, concedido pela Câmara Municipal de Macapá; Título de Honra ao Mérito, da Assembléia Legislativa do Amapá e o Premio de Maior Vendedor de Jornais, concedido pelo Jornal do Dia.

Sr. Dorimar. Foto encontrada no site do Seles Nafes

A Banca do torcedor do São José e tricolor Dorimar transformou-se em ponto de encontro de artistas e intelectuais da cidade de Macapá. Por ali, passaram e passam todos os dias centenas de pessoas, em busca de informação, entretenimento, ou simplesmente um bom bate-papo.

Aos domingos pela manhã, o ritual ou a tradição é sair da missa, passar na Banca do Dorimar, comprar o jornal e encontrar os amigos.

O homem curvo – Crônica de Fernando Canto

 

Crônica de Fernando Canto

Meus olhos infantis ainda enxergam o homem sentado na ponta do trapiche; a trouxa ao lado e a calça escura balançando ao vento. Sua silhueta lembra um soldado descansando da campanha e o jeito magro e curvo parece mostrar mais lassidão, assim como um cavalo magro e velho pastando em campo infértil.

Há três dias aquele homem está sentado no mesmo lugar como se estivesse pescando sem linha, sem caniço ou anzol na maré seca de ondas ralas. Isso é motivo de preocupação. Mas a minha preocupação infantil é jogar meu futebol na praia lamacenta da frente da cidade. Não consigo, porém, me concentrar. A bola é chutada para dentro do rio que já vem enchendo. É lateral. Vou pegá-la adiante e vejo o homem mais perto. Ele está lá. Impassível. É uma estátua viva. “Joga a bola G.”, meus amigos gritam. Eu deixo a pelada de praia, me visto, apanho os jornais que me restam para vender e resolvo ir onde o homem está.

Um sol de equinócio racha meus cabelos escorridos e o solado dos meus pés acostumados que são a andar descalços sobre a enorme ponte de madeira. Ando quase 500 metros, encontrando pessoas e vou vendendo jornais. Ainda bem que o vento espanta esse sol abrasador. Barco chega, barco parte, ancora, aporta e descarrega. E o homem lá. Seu modo esquisito de se comportar dá a impressão que compartilha um segredo com as águas ondeantes do rio, pois elas chegam e varam os pilares do ancorandouro associando uma música estranha aos meus ouvidos.

Aproximo hesitante do homem curvo e ele não dá a mínima. Nem diz, como os outros adultos “Sai daí menino, é perigoso ficar na beira do trapiche”. Ofereço-lhe o último exemplar do jornal e ele fala “Não sei ler”. Mas eu respondo “Eu leio pro senhor”. “Não precisa, ele diz, eu sei de tudo o que se passou aí atrás, por isso estou aqui olhando as águas.”

Sento ao lado dele e fico horas jogando conversa fora. Parece que agora sei tudo sobre ele e entendo porque ele está ali há tanto tempo sem dormir, sem se alimentar e sem fazer as necessidades fisiológicas. Compreendo sua sede de olhar o rio que vem e que vai, assim como se apresenta o destino no meu entendimento de menino trabalhador. No calor da empatia lhe pergunto tudo. Ele me diz que só não pode dizer o que traz na sua trouxa. Fico aflito, mas ele me conforta, passando as mãos nos meus cabelos.

A manhã passa e um dia inteiro fica no passado. Eu ainda estou ao lado do homem contemplando o rio e os pássaros que flecham com seus voos o céu do poente e da nascente. Não sei quantos dias já se passaram. Sei apenas que num certo momento, na hora em que nascem os raios de sol, ele me fita e diz: “Vou embora. Mas vou deixar minha trouxa aqui neste trapiche. Por favor não abra. Adeus”.

Como se suas pernas fossem de pau, compridas, iguais às dos palhaços do Circo Garcia, ele levanta e segue para dentro do rio até desaparecer no canal.

Lembro que chorei muito. Ao chegar em casa a febre inevitável do encantamento me fez delirar por tantos dias que quase fui internado no Hospital Geral. Mas nada como um chá de ervas e outros esforços familiares para eu ficar bom. Até benzeção e banho de cheiro me ajudaram na retirada do quebranto.

Ao olhar, hoje, o rio e as ondas se quebrarem no trapiche, na emoção de pisar no baluarte de Nossa Senhora da Conceição, sobre a Fortaleza de São José de Macapá, não vejo mais a silhueta do homem curvo. Mas tenho a ligeira impressão que ele ainda está lá. Não sumiu no canal. Todavia, creio que se ele não estiver, está a sua trouxa de sarrapilha encostada num pau de amarração dos barcos. E nela, intuo, reside algo bom, tão bom quanto a esperança que precisa ser guardada numa trouxa qualquer, sob pena de homens e crianças perderem o encantamento que mora no barro e emerge sempre do fundo do rio.

*Publicado no livro “Trapiche – Ancoradouro de Sonhos”. Edição comemorativa à reconstrução do Trapiche Eliezer Levy. Org. Márcia Corrêa. Desenho de Manoel Bispo e foto do pescado feita Alexandre Brito. Foto do antigo porto, em frente da capital amapaense (1966) cedida pelo jornalista e estudioso da história do Amapá, Edgar Rodrigues.

Nas redes sociais do Amapá: “Não, mais firme logo”: com bordão, jovem faz sucesso em comerciais na web

Bruno Cézar de Souza Brito conta que empatia por mensagem positiva foi maior que preconceito

Por Rodrigo Indinho

Após sofrer preconceito por sua forma de agir, falar e se vestir, o jovem amapaense Bruno Cézar de Souza Brito, ou “Bruninho RD”, de 20 anos, está fazendo sucesso nas redes sociais invadindo o competitivo mercado da publicidade, com um bordão muito popular no Amapá: “Não, mais firme logo!!!”.

De origem humilde, Bruninho mora junto com os pais, a avó e outros familiares no Bairro Açaí, na zona norte de Macapá. O estudante do ensino médio conta que a ideia do primeiro vídeo veio através da intenção de fazer um convite de forma diferente para um evento em uma casa de shows. Ele diz que tomou um susto com a proporção que o registro obteve. Veja vídeo:

“Gravei esse vídeo na sexta-feira, quando acordei, no sábado, meu celular estava cheio de notificações e vi que tinha viralizado e estava sendo o maior sucesso. As pessoas marcavam amigos, parentes, namorada e todo mundo, então decidi continuar fazendo vídeos. ‘Não mais firme logo’ quer dizer legal, bacana, massa, da hora, com certeza e várias outras coisas”, comentou Bruninho.

Os vídeos de Bruninho com o famoso bordão já foram vistos por milhares de pessoas e o rapaz se tornou sucesso na web. O jovem já gravou diversos comerciais e virou garoto-propaganda de várias empresas. Com o sucesso, vieram também as críticas, e o pior, o preconceito.

Bruno Cézar de Souza Brito, o “Bruninho RD”: sucesso com bordão que tem mensagem positiva Fotos: Rodrigo Indinho

“Gravei um comercial para uma famosa casa noturna de Macapá, e um rapaz comentou que não iria mas frequentar o local porque como eu tinha gravado a chamada só participaria da festa gente de baixo nível, assim como eu. Aquilo me doeu muito e pensei em desistir”, lembra.

“Mas as pessoas me abraçaram, foram solidárias na web, os ingressos esgotaram e a festa bombou. Minha agenda aumentou e decidi nem ligar para esses comentários maldosos e seguir minha vida alegrando as pessoas com meus vídeos”, acrescentou.

Mensagem virou arte de camisetas, bonés e brindes

Atualmente, Bruno é agenciado por uma empresa de marketing e gravou mais de 12 comerciais em apenas cinco dias. Ele conta o que espera para seu futuro.

“A vida não é fácil, então pretendo me formar em educação física e continuar trabalhando para poder ajudar minha avó e minha família. Queria também deixa um recado para as pessoas, para que elas não julguem os outros sem saber da história ou conhecer melhor. Todos nós temos sentimentos.

Ei, o Rock não para, só muda de lugar. Não, mais firme logo”, finalizou Bruninho.

O bordão chegou a países da Europa e América do Sul, onde pessoas gravaram vídeos e divulgaram. O sucesso fez com que camisas, bonés, copos e outros produtos fossem comercializados.

Jovem diz que pessoas não podem julgar pela aparência

Para encontrar o artista, as pessoas podem entrar em contato pelo (96) 98119-4089 ou acessar a página dele no Facebook. Lá, ele se apresenta como “Bruninho rock doido mais firme logo”.

Fonte: SelesNafes.Com