Hoje é o Dia Estadual do Marabaixo – Meu texto sobre a data da maior manifestação cultural do Amapá

Foto: Márcia do Carmo

Hoje, 16 de junho, é o Dia Estadual do Marabaixo. A data foi escolhida para homenagear a Santíssima Trindade, por conta do Projeto de Lei nº 0049/10, do deputado Dalto Martins, já falecido, que constituiu a celebração.

A Lei foi aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado do Amapá e declarou o dia 16 de junho, Dia Estadual do Marabaixo Amapaense, como data comemorativa no âmbito do Estado do Amapá.

O Dia Estadual do Marabaixo foi sancionado em 2010, por conta de protestos realizados em 16 de junho de 2009, quando os festeiros de Macapá, Mazagão, Campina Grande, Ilha Redonda e outras várias comunidades, protestaram contra a falta de apoio do poder público ao Ciclo do Marabaixo.

Foto: Max Renê

Naquele ano, a manifestação saiu pelas ruas de Macapá em um grande ato contra a desvalorização do marabaixo. O protesto passou pelo Palácio do Setentrião, Tribunal de Justiça, Câmara de Vereadores, Prefeitura de Macapá e Assembleia Legislativa. Cada instituição recebeu uma carta com reivindicações para o marabaixo.

O Marabaixo é um tradição secular que passa de geração em geração através dos anos. É dançado na capital, Macapá, anualmente, nos meses de maio, junho e julho, nos bairros do Laguinho, na Favela e na comunidade do Curiaú.

O Marabaixo através da história

Para explicar sus história, seus rituais e sua importância enquanto elemento cultural característico do estado, sobretudo, do município de Macapá, o escritor Fernando Canto lançou o livro “O Marabaixo através da história”.

Na obra, Fernando conta sobre os vários rituais que compõem essa manifestação e dos personagens que dão vida à tradição – tocadores de caixas (tambores), cantadores e dançadeiras – que, em sua maioria, são descendentes de negros que habitavam as localidades de Mazagão Velho, Maruanum, Curiaú e os bairros Laguinho e Santa Rita, antiga Favela.

Foto: Chico Terra

Para saber mais sobre o Marabaixo, assistam o documentário Um documentário completo sobre o Ciclo do Marabaixo, produzido por Thomé Azevedo, Ana Vidigal Vidigal Zezão Reis, Bruno Jerônimo e outros amigos do audiovisual:

Ainda bem que o Poder Público apoia a tradição. Ainda bem que os poetas versam o Marabaixo e os fotógrafos o retratam. Ainda melhor ainda que o amigo Fernando Canto escreve crônicas sobre ele com o amor laguinense que lhe transborda. Ainda bem que a população vai até a Favela, aos campos do Laguinho, Campina Grande e ao Curiaú prestigiar a festa. Viva (vivencie mesmo) o Marabaixo do Amapá!

Foto: Elton Tavares

Elton Tavares, com informações de Fernando Canto, Edgar Rodrigues e Cláudio Rogério.

*Abaixo dois vídeos sobre Marabaixo: 

 

Maior expressão cultural do Amapá: Ciclo do Marabaixo se encerra na quarta-feira (16), no Dia Estadual do Marabaixo

O Ciclo do Marabaixo se encerrará nesta quarta-feira (16), no Dia Estadual do Marabaixo, com uma live de encerramento que iniciará às 17h. O festejo, que acontece de forma virtual em respeito às medidas de proteção necessárias ao período de pandemia, começou no dia 3 e conta com apresentações ao vivo e debates em torno da cultura negra amapaense.

O evento, realizado com fomento da Secretaria de Estado da Cultura do Amapá (Secult/AP), possui apresentações transmitidas pelo Facebook e Instagram da Secult/AP e da Secretaria Extraordinária de Políticas para os Povos Afrodescendentes (Seafro), com média de 1500 visualizações por transmissão.

Na programação foram representadas as seguintes agremiações: Berço do Marabaixo, Campina Grande, Marabaixo do Pavão, Raimundo Ladislau e Raízes da Favela, organizações tradicionais da cultura negra no estado e que também realizam a transmissão da programação.

De acordo com o titular da Secult, Evandro Milhomen, o Ciclo do Marabaixo faz parte da tradição do Estado.

“Mesmo na pandemia, o Ciclo do Marabaixo ocorre como forma de esperança e resistência, e busca valorizar nossa memória e história, através do marabaixo, nossa maior tradição. Ficamos felizes por oportunizar todos os trabalhadores das comunidades que fazem o Marabaixo seguir vivo no Amapá. Seguiremos o trabalho com muito empenho e responsabilidade em favor de nossos costumes e saberes que formam a identidade cultural amapaense”, frisou o secretário de Estado da Cultura.

Laura do Marabaixo

Segundo Laura do Marabaixo, uma das lideranças culturais no Estado, é muito importante que haja a valorização da cultura negra e a promoção do marabaixo e batuque no Amapá, para que as raízes nunca sejam esquecidas.

“Em nome do secretário Evandro Milhomen, da Secult e na pessoa do secretário Joel Borges, da Seafro, agradeço pela grandiosa realização da nossa manifestação cultural. E pela organização maravilhosa, só de mulheres, feita por Solange de Campina Grande, Valdineide Costa da Favela, Mônica Ramos do Pavão, eu quem falo, eu, Laura do Marabaixo e Elisia do Marabaixo da Dica Congó”, frisou Laura do Marabaixo .

Tradição

O Marabaixo é a maior expressão cultural amapaense. Dança de origem africana, trazida para o Amapá pelos negros africanos que foram tirados de sua terra natal para servir o trabalho escravo.

O Marabaixo ocorre durante as Festividades Tradicionais, que consistem em homenagear os Santos padroeiros das Comunidades Negras e Quilombolas do Amapá. Em Macapá todos os anos tradicionalmente é realizado o Ciclo, em homenagem ao Divino Espírito Santo e a Santíssima Trindade nos Bairros do Laguinho e Favela (atual Santa Rita) com missas, novenas, ladainhas (parte religiosa dos festejos) e danças de roda de Marabaixo puxada pela batida de tambores chamados de “caixas de marabaixo”.

Programação:

16 de junho (quarta-feira)

Evento: Live do Dia Estadual do Marabaixo
Hora: 17h às 21h
Entidade: Coordenadoria do Ciclo do Marabaixo

Programação do Dia do Marabaixo e da Capoeira começa nesta quarta-feira (16)

Inicia nesta quarta-feira (16), a programação especial preparada para o Dia Estadual e Municipal do Marabaixo e Dia Estadual da Capoeira. A agenda é realizada pelo Instituto Municipal de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Improir), em parceria com a Secretaria Extraordinária de Políticas para Afrodescendentes (Seafro). A ação se estende até dia 30 de junho e tem como objetivo a valorização da cultura afroamapaense.

De acordo com a diretora-presidente do Improir, Maria Carolina Monteiro, a programação destaca a relevância das manifestações culturais no Amapá. “A data de 16 de junho representa o Dia do Marabaixo. Já no dia 30 de junho, se celebra o Dia do Capoeirista. As datas remetem às nossas raízes ancestrais, dotadas de representatividades e marcadas pelo simbolismo da cultura afroamapaense’’, ressalta.

‘’A Prefeitura de Macapá, através do Improir, reconhece o Marabaixo e Capoeira como segmentos importantes para a política de igualdade racial, dotados de uma representatividade imensurável. Desta forma, ações que enaltecem essas datas comemorativas são necessárias, pois promovem a valorização da cultura afroamapaense’’, complementa a presidente.

Programação semipresencial

A programação acontecerá de forma semipresencial, respeitando as normas sanitárias de combate à Covid-19. As atividades contam com o apoio das associações culturais que organizam o Ciclo do Marabaixo e as secretarias de Juventude (Sejuv) e Cultura (Secult).

De forma presencial ocorrerá uma Feira Empreendedora com trabalhadores dos segmentos do Marabaixo e Capoeira, e também uma exposição do Museu do Negro Gertrudes Saturnino, promovida pelo Instituto Municipal de Igualdade Racial. Ambas as atividades serão realizadas em um espaço amplo no Amapá Garden Shopping.

De maneira virtual acontecerão rodas de conversas e apresentações culturais, além de uma exibição com o tema ‘História dos Grupos Tradicionais e Festividades das Comunidades Negras’, desenvolvida pelos monitores do Programa Amapá Jovem. As lives serão transmitidas nas páginas oficiais da Prefeitura de Macapá e do Governo do Amapá.

A finalidade da programação é trabalhar a promoção, a difusão e o conhecimento da identidade das manifestações culturais, além de movimentar a economia criativa e garantir a formação sociocultural da sociedade, por meio de palestras, oficinas e apresentações culturais virtuais.

Confira abaixo a programação semipresencial:

· Presencial
16 a 30 de junho – Exposição do Museu do Negro Gertrudes Saturnino e Feira Empreendedora com trabalhadores dos segmentos do Marabaixo e Capoeira

Local: Amapá Garden Shopping (Rodovia Juscelino Kubitschek – Universidade)
Horário: 14h às 21h
· Virtual

16 de junho – Live Dia Estadual e Municipal do Marabaixo

16h – Roda de conversa ‘’Políticas culturais: A importância do Dia Estadual e Municipal do Marabaixo’’

18h – Celebração afro

19h – Apresentações culturais / Rodas de Marabaixo com os grupos: Marabaixo do Pavão, Raimundo Ladislau, Berço do Marabaixo, Raízes da Favela, União Folclórica de Campina Grande, Marabaixo do Laguinho, Marabaixo Tia Sinhá e União dos Devotos de Nossa Senhora da Conceição.

23 de junho – Live Monitoria de Marabaixo e Capoeira

16h – Programa Amapá Jovem e os resultados da monitoria de capoeira e marabaixo

18h – Oficina de marabaixo e capoeira

19h – Cortejo cultural – Monitores de marabaixo e capoeira

30 de junho – Live Dia Estadual da Capoeira

16h – Dia Estadual da Capoeira e os impactos dos projetos sociais na comunidade amapaense

18h – Apresentações culturais com os grupos de capoeira

19h30 – Intervenção cultural (Flesh Move)

Aline Paiva
Instituto Municipal de Políticas de Promoção da Igualdade Racial

Datas curiosas: 14 de junho é o Dia Universal de Deus – Meu texto sobre

Como faço todos os dias, pesquisei sobre a data de hoje. Para minha surpresa, descobri que o 14 de junho é “Dia Universal de Deus”. Meu Deus! Deus, para muitos, é mitologia cristã. Apesar de não ser religioso, para mim, é a Força que rege tudo isso aqui. Afinal, cada um com suas crenças e descrenças. Mas como frisou escritor William Shakespeare: “existem mais coisas entre o céu e a terra do que sonha a nossa vã filosofia”.

Não encontrei a origem da data, mas como uma porrada de outros dias comemorativos, todo dia é dia de Deus, das mulheres, das mães e etc. A data de hoje nos possibilita a reflexão sobre a figura abstrata de Deus (mitologia pra muitos).

Não duvido da fé alheia e nem da existência de Deus, seja lá qual for o nome DELE. Bom, falar de religião e assuntos ligados a ela são sempre complicados. Acredito que cada um de nós deve rezar, orar ou proceder como lhe aprazia. Rezo por pessoas falecidas, rezo para pedir ajuda e rezo para agradecer, do meu modo, claro.

Acredito que tem alguém, ou alguma coisa, no controle de tudo. Só se que não sou eu. Prefiro conversar na boa com Deus. Agradecer a ELE por tudo de bom que me acontece e por ELE me ajudar sempre quando estou em perigo. Costumo brincar, dizendo “Papai do Céu é meu brother!”.

Não há uma única religião que argumente com exclusividade sobre essa data, na verdade o dia procura reunir as concepções ao invés de separá-las.

Quando se fala a respeito de Deus, muitos associam essa poderosa figura à eternidade, à onipotência, à divindade e ao sobrenatural. Entretanto, a existência do criador de todas as coisas é interpretada de forma diferente pelos povos, variando de acordo com a crença ou discurso religioso.

Como escreveu meu amigo Fernando Canto: A palavra “Deus” tem a particularidade de se escrever apenas com quatro letras na maioria dos idiomas conhecidos. Vejam alguns:

Em Português – Deus; Francês – Dieu; Alemão – Gott; Em Assírio – Adat; Germano – Godt; Árabe – Alah; Sânscrito – Dova; Espanhol – Dios; Grego – Toos; Japonês – Shin; Hindu – Hakk e Egípcio – Amon.

Já o escritor Rubem Alves, no livro de crônicas intitulado “Pimentas”, disse: “a gente fala as palavras sem pensar em seu sentido. ‘Benção vem de bendição’. Que vem de ‘dizer o bem ou bem dizer’. De bem dizer nasce ‘Benzer’. Quem bem diz é feiticeiro ou mágico. Vive no mundo do encantamento, onde as palavras são poderosas. Lá, basta dizer a palavra para que ela aconteça”.

No meu caso, agradeço a Deus por ter uma sorte dos diabos. Considero God um amigo e acredito que ELE é como Baruch Spinoza descreveu.

Não faço promessas a Deus, não rezo para santos ou outros interlocutores. Minha aliança é direta com ELE. Um acordo bem simples: eu trabalho e tento não fazer mal a ninguém e ELE me livra de quem quer me ferrar por aqui.

Sinto a presença de Deus o tempo todo, sobretudo no amor e carinho da minha família e amigos. Afinal, ELE é amor, porra!

Deus está no sorriso da minha sobrinha, da minha mãe e do meu irmão, no bom trabalho feito, nas recompensas pelo batalho diário, na vida feliz. Acredito em muita coisa, mas NELE tenho a certeza da existência.

Sei que 2020 foi um ano para testar nossa fé. Igualmente 2021, que tem sido bem difícil. Mas Deus é bom o tempo todo. Não tenho dúvida disso.

A verdade é que já recebi muitas bênçãos na vida. Sei que a vida é feita de vitórias e derrotas que quase sempre dependem de nós mesmo, mas que ELE dá uma força, ah, isso dá. E no final das contas, Deus acerta um bocado e só tenho a agradecer por ser abençoado. Valeu, God!

Ilustração de Ronaldo Rony

Então, por que não ter um “Dia Universal de Deus”? Ah, e “Ele não está acima de tudo” e sim, no meio de nós. Deus que continue nos abençoando!

Elton Tavares
Fonte: Mundo das Tribos.

Hoje é o Dia de Santo Antônio (o Dia do Amor)

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Hoje é o Dia de Santo Antônio. Somente agora tive tempo de publicar um texto sobre, afinal, temos a Sessão Datas Curiosas neste site.

Também chamado pelos católicos por Santo Antônio de Lisboa ou Santo Antônio de Pádua. De acordo com a história, ele foi inicialmente um frade agostiniano, tendo mais tarde entrado na ordem Franciscana (1220). Nascido em Lisboa no d13450776_10206153164258574_8358576784586467668_nia 15 de agosto entre os anos de 1191 e 1195, ele morreu em Pádua, na Itália, no dia 13 de junho do ano de 1231. Daí a celebração neste dia.

Foi muito conhecido pela sua vida despojada de riquezas, apesar de ter nascido em uma família influente. O seu trabalho com os pobres foi essencial para que fosse rapidamente reconhecido como santo após sua morte.

A canonização de Santo Antônio aconteceu poucos anos após sua morte, e muitos consideram que terá sido uma das canonizações mais rápidas da história.

208010076509598990_BlE1Lsrt_cSanto Antônio é considerado um dos santos mais populares entre os brasileiros e portugueses. No Brasil, Santo Antônio é conhecido por ser o “Santo Casamenteiro”, sendo que o Dia dos Namorados é comemorado no dia 12 de junho no Brasil por ser a véspera do Dia de Santo Antônio. Hoje é que as pessoas que desejam casar ou conseguir um namorado preparam simpatias para Santo Antônio, acompanhadas de orações.

Para a umbanda esto_antonio_exu1 o candomblé, no Brasil, Santo Antônio é sincretizado como Exú, que é um orixá africano, também conhecido como: Exu, Esu, Eshu, Bara, Ibarabo, Legbá, Elegbara, etc. Ou também Ogum, que é o orixá da guerra, capaz de abrir caminhos na vida. Por isso, costuma ser identificado com Santo Antônio, o “santo casamenteiro”.

Exú é o orixá encarregado de ligar o mundo dos espíritos ao mundo material, proteger as fronteiras, as casas, templos, cidades. E também é responsável pelas ligações amorosas, o que faz do dia 13 de junho uma data especial para trabalhos espirituais ligados ao a13453061_1207803865939309_1015662742_omor.Por isso, hoje também é o dia Exú ou Dia do Amor.

Outra denominação para Santo Antônio é Hermes, na Mitologia Grega o Deus da medicina, do comércio e dos ladrões, é também o mensageiro dos deuses.

Dizem que Santo Antônio, quando ainda não era santo, decidiu ajudar duas moças pobres a se casar, não sabia a dor de cabeça que estava criando pra si mesmo. O coitado agora tem que conviver com as ordens pedidos de mulheres que são capazes de qualquer coisa pra acabar com a solteirice. Essa santidade que as moças teimam em deixar de cabeça pra baixo , afogam e até sequestram o Menino Jesus e barganhar o refém por um namorado ou casório.santo

Portanto, hoje é festa junina nas igrejas, terreiros de umbanda e candomblé. Viva a diversidade religiosa e suas denominações sobre divindades e seres encantados, seja Santo Antônio, Hermes ou Exú, meu respeito. Com sua energia e poder, que ele ajude quem ainda não tem um amor . É isso!

Elton Tavares (compilação).
Fontes: Calendar, Tenda Cigana e Raízes Espirituais.

Igreja católica prepara celebração de Corpus Christi

Por Railana Pantoja

Nesta quinta-feira (3), católicos celebram o feriado de Corpus Christi. Ano passado não houve comemoração por causa da pandemia, o estado enfrentava um lockdown no mesmo período, mas, em 2021 as medidas estão relaxadas e cada paróquia preparou-se para celebrar a data.

“Cada paróquia preparou sua celebração, portanto, teremos várias missas ao longo do dia. Na Catedral de São José, teremos missas às 7h30, 10h e 19h. por volta das 8h30, após a primeira missa, teremos uma carreata, fazendo uma passagem com a órtia consagrada pelas ruas do centro de Macapá”, anunciou o padre Rafael.

O padre reforçou a importância da data comemorativa para o povo católico e lembrou que um dos aspectos da Eucaristia é saber se colocar no lugar do outro.

“Corpus Christi representa para os católicos a síntese da mensagem do evangelho. Esta festa é muito antiga, deveria ser festejada na quinta-feira santa, que é o dia da Eucaristia, mas, sendo uma semana santa não podia haver festejos. Então, anos depois, a Igreja acolheu essa festa popular e a colocou na quinta-feira após a festa da Santíssima Trindade. E a procissão, de maneira solene, surgiu como outra opção de manifestar nossa fé e mostrar o orgulho de ser católico”, finalizou o padre.

Fonte: Diário do Amapá.

Santana decreta Luto oficial por conta do falecimento do padre Luigi Brusadelli

Padre Luigi Brusadelli é do Pontifício Instituto das Missões Estrangeiras, o PINE

O Prefeito de Santana, Bala Rocha, decretou luto oficial por 3 dias no município em homenagem ao Padre Luigi Brusadelli.

A importância do Padre para a sociedade santanense era de uma enorme grandeza.

Padre Luigi era responsável pela Casa Abrigo dos Idosos, um dos mais importantes espaços de atendimento humano e social do estado.

A cidade hoje está órfã deste grande humanista.

Comunicação – Prefeitura de Santana

Missas, procissão e novenas marcam festejo à Nossa Senhora de Fátima em Macapá

Santuário Nossa Senhora de Fátima, em Macapá — Foto: Danillo Borralho/Rede Amazônica

Por Núbia Pacheco

Peregrinação, missas e terços fazem parte do festejo em homenagem ao dia de Nossa Senhora de Fátima nesta quinta-feira (13) em Macapá. As atividades encerram ainda a trezena, instituída pelo Papa Francisco, e que prevê 13 dias de profunda oração pelo fim da pandemia.

Neste ano, a festividade deve seguir todos os protocolos de segurança e permite o número máximo de 150 pessoas dentro do Santuário. Toda a programação será transmitida pela internet.

As celebrações iniciam logo pela manhã com terço e missa, mas para quem não pode participar, haverá outras programações religiosas durante todo o dia.

Às 16h, começa a peregrinação com saída da frente do Santuário Nossa Senhora de Fátima. Os participantes devem percorrer um circuito com o seguinte itinerário:

Saída do Santuário pela Avenida Cora de Carvalho, Rua Leopoldo Machado; Avenida Mendonça Júnior; avenida; Rua Hamilton Silva; Avenida Mendonça Furtado; Rua Professor Toste; Avenida Antônio Coelho de Carvalho; Rua Paraná, Rua Pedro Oliveira Gomes; Rua Secundino Campos; Avenida Raimundo Pequilo Gomes Almeida; Avenida Celestino Pinheiro; rua Minas Gerais; Avenida Reinaldo Damasceno; Avenida Raimundo Alvares da Costa; Rua Marcelo Cândia, chegada no Santuário pela Avenida Cora de Carvalho.

Foram incluídos dentro do percurso três casas de saúde: Hospital de Emergência (HE), Hospital São Camilo e a Unidade Básica de Saúde Rosa Moita. Segundo os organizadores, o objetivo é levar a benção e o conforto para as pacientes internados nesses locais e seus familiares.

Após o término da peregrinação, terá missa no Santuário com o limite máximo de 150 pessoas. Em seguida, acontecerá a programação cultural com a participação de bandas católicas e sorteio de prêmios com transmissão pelas redes sociais do santuário (através o link).

Programação:

Dia 13 (quinta-feira)

6h30 e 17h – Terço mariano
8h – Missa celebrada pelo bispo Dom Pedro José Conti
12h – Missa celebrada pelo padre Railson Carneiro
16h – Peregrinação de Nossa Senhora de Fátima
18h – Missa celebrada pelo padre Francivaldo Lima
19h – Live com bandas católica e sorteio de prêmios

Fonte: G1 Amapá.

Quarta-feira da Murta marca o marabaixo no Laguinho

Com uma programação diversificada e diferente aos últimos anos, em razão da pandemia do coronavírus, as Associações Raimundo Ladislau e Marabaixo do Pavão, realizam de forma virtual neste dia 12 de maio, o tradicional marabaixo da Quarta-feira da Murta em louvor ao Divino Espírito Santo.

O evento faz parte do calendário litúrgico do ciclo do marabaixo, e em tempos normais, ocorrem com cortejos pelas ruas e avenidas do Bairro do Laguinho, aos toques de caixas no ritmo do marabaixo de rua, com as dançadeiras levando em mãos, as murtas, que de acordo com as tradições, servem para afastar o mau olhado, a solidão e a tristeza, e também sendo uma forma de agradecer as graças alcançadas através dos ritos de danças e cantorias. Neste dia, o marabaixo segue até as seis horas da manhã, na tradicional “Quinta-feira da Boa Hora”, quando é erguido o mastro com a bandeira do Divino Espírito Santo.

Este secular ritual que contempla o cortejo da murta, o marabaixo nos barracões, o amanhecer, a queima de fogos, a decoração e o levante do mastro com a bandeira do Divino, será apresentado de forma didática e de maneira simbólica através de narrativas dos festeiros do ciclo.

O evento será apresentado de forma virtual pelos facebooks do Marabaixo do Pavão e da Associação Raimundo Ladislau, a partir das 17 horas.

Comunicação Associação Raimundo Raimundo Ladislau e Marabaixo do Pavão

Cláudio Rogério – 99141-8420

Paróquia Santa Terezinha realiza Semana da Solidariedade

A programação conta com show online e sorteio de prêmios

A Cáritas da Paróquia Santa Terezinha do Menino Jesus, no Distrito de Fazendinha, realiza de 23 de abril a 2 de maio a Semana da Solidariedade. O evento tem a finalidade de arrecadar alimentos para atender famílias já cadastradas e assistidas pelas Cáritas paroquial e atingidas pela pandemia.

As arrecadações estão sendo feitas em igrejas e comunidades pertencentes a paróquia. Uma parceira com empresários e microempresários também foi criada para disponibilizar postos de coletas no Distrito de Fazendinha e em Macapá.

Além do intuito do evento de arrecadar alimentos para nutrir o corpo, a programação conta com show online de artistas católicos para recheadas de louvores e orações para nutrir a alma. A transmissão acontece durante os dias da programação, a partir das 20h, na página do facebook @ArtistasCatólicos.

“O número de famílias assistidas aumentou significantemente e as doações de alimentos recebidas sofreu grande baixa comprometendo a assistência. Por isso, em parceria com a comunidade e com a Associação dos Artistas Católicos estamos realizando esta programação”, afirma o Pároco Pe. Jorge Sérgio.

A cada doação recebida, será entregue um vale cupom que garantirá participação no sorteio, no dia 2 de maio, encerramento da programação.

Programação Show Online:

23/04 – Grupo de Oração Cenáculo de Amor
24/04 – Ministério Kairós
25/04 – Lonno Jhonys e Cecília Lima
26/04 – Grupo de Oração Ágape
27/04 – Banda Santa Face
28/04 – Coral Diocesano – Perez & Leila
29/04 – Márcia Fonseca
30/04 – Grupo de Oração Cenáculo de Amor
01/05 – Grupo de Oração Beraká
02/05 – Banda Amém

Dia, horário e Local Para doações na Paróquia Santa Terezinha do Menino Jesus

• Secretaria Paroquial – Terça À Sexta feira 14/18hs 96 99205-1022(Eliane)
• Igreja Matriz – 5a. feira às 18hs / Domingo às 08hs
• Igreja Nossa Senhora das Graças – 6a. feira às 18hs / Domingo às 17hs
• Igreja São João e São Camilo – 4a. feira às 18hs / Domingo às 10hs
• Igreja N.S. Perpétuo Socorro – 3a. feira e Sábado às 18hs
• Igreja Nossa Senhora Aparecida – 3a. feira e Sábado às 18hs
• Igreja Cristo Nossa Paz – Domingo às 10hs
• Igreja Nossa Senhora de Lourdes – 2a. feira às 18hs
• Comunidade Santa Luzia – 2a. feira às 18hs

Postos de Coleta

1. Naza Variedades – Bairro Murici Naza e Regi
2. Casa Rural – Didi e Edmilson
3. Guarda Municipal de Macapá Comandante Inspetor Jesiel e Inspetora Carla Roani
4. Frutaria Murici – Celi, Bairro Murici
5. Mini Box Soares – Bairro Murici
6. Mercantil Fazendinha – Av. Maria de Oliveira Santana c/ Rua Caetano Dias Tomaz
7. Comercial JK – Rodovia JK, Bairro Chefe Clodoaldo
8. Mini Box Bom Preço – Avenida Girassol, Bairro Chefe Clodoaldo
9. D’JR Materiais de Construção – Rua 01, Bairro Murici

Dados Bancários Paróquia Santa Terezinha do Menino Jesus
Banco do Brasil
Ag. 4544-6 C/c 15640-0
PIX 07.814.217/0005-08
Mitra Diocesana de Macapá

Contato
Pe. Jorge – (96) 99108-9506
Raphael Carvalho – (96) 99161-9446

Favela realiza o Projeto Memória Cultural do Marabaixo

Uma viagem na história através de rodas de conversas, oficinas (cantoria, danças e percussão), lives de marabaixo, homenagens, exposição fotográfica e premiações, serão as principais atividades do projeto “Memória Cultural do Ciclo do Marabaixo no Barracão Tia Gertrudes”.

A formação da ideia tem como referência o Barracão da Tia Gertrudes, na Favela, no centro de Macapá, onde perpassa uma parte da história de Macapá nos aspectos sociais e culturais, e também, onde décadas ocorrem   histórias dos festejos do Ciclo do Marabaixo em louvor à Santíssima Trindade dos Inocentes.

Um dos principais pontos da programação, será o “Prêmio Natalina Costa – Mãos Firmes de um Legado”, que será destinado às mulheres marabaixeiras, que assim como Natalina, deram continuidade nas festas tradicionais do marabaixo. O objetivo do evento é valorizar e homenagear mulheres que têm ou tiveram referências na manutenção das festividades tradicionais dentro do Amapá.

Natalina Costa – Mãos firmes de um legado

Neta de negros que foram escravizados e filha de Gertrudes Saturnino e Raimundo Pereira da Silva, Maria Natalina Silva da Costa, nascida no Amapá em 27 de fevereiro de 1932, foi criada somente por sua mãe.

Construiu sua história com treze filhos, enfrentando na época o preconceito presente na sociedade brasileira, lutando contra o racismo e rompendo barreiras em busca de espaços para as mulheres.

Natalina herdou de sua mãe, o espirito de luta e de liderança, dedicando-se a manutenção das tradições e dos ritos de origem africana, participando ativamente do carnaval, dos ritos aos orixás e principalmente da cultura afro amapaense do batuque e marabaixo.

Seu amor pelo marabaixo foi tão forte, que a ela os poetas Val Milhomem e Joãzinho Gomes renderam homenagens na música “Mão de Couro” – “Natalina falou, gengibirra não é mole não” e ainda em 2008, foi enredo carnavalesco do Bloco Gaviões da BR.

Natalina Costa nos deixou em 09 de dezembro de 2017, e sem dúvidas, enraizou em nosso chão o legado de uma mulher aguerrida, referência do Marabaixo da Favela e uma das maiores incentivadoras daqueles que trabalham na solidificação da cultura afro-amapaense, no contexto da sociedade.

 A Programação

O evento inicia no dia 20 de abril, com atividades até o dia 19 de junho, e será realizado em transmissões ao vivo pelas redes sociais do Instituto Tarumã e da Associação Cultural Berço das Tradições Amapaense – Berço do Marabaixo, organizadores e executores do evento.

O projeto foi contemplado através da Lei Audi Blanc através do Governo Federal e Secretaria de Estado da Cultura.

Comunicação – Cláudio Rogério 99141-8420

Oferta do curso “Fundamentos e Métodos do Ensino Religioso”

O curso de atualização “Fundamentos e Métodos do Ensino Religioso” é uma iniciativa do Conselho de Ensino Religioso do Rio Grande do Sul (CONER-RS), organizado pelos docentes Marcos Vinicius (UNIFAP) e Sérgio Junqueira (IPFER), com o objetivo de introduzir a estrutura básica do Ensino Religioso na Base Nacional Comum Curricular. “O objetivo é colaborar na formação de professores na área de estudos de Religião, aplicando o ensino religioso de história a partir das pesquisas realizadas na UNIFAP e no IPFER”, explica o Dr. Sérgio Junqueira.

O curso possui três linhas de pesquisa específicas de acordo com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), sendo elas:

O Ensino Religioso de História;
Manifestações Culturais a partir da História e da Ciência da religião;
Cultura Afro Indígena.

Como o curso surgiu

A ideia do curso surgiu da parceria entre o grupo de pesquisa do Programa de Mestrado profissional (ProfHistória) da UNIFAP e o Instituto de Pesquisa e Formação Educação e Religião (IPFER). Para que o diálogo se tornasse nacional foram surgindo diversas parcerias como o Conselho de Ensino Religioso do Rio Grande do Sul, o Conselho de Ensino Religioso do Espirito Santo e a Associação de Professores de Ciência da Religião do Pará. “A ideia surgiu dessa parceria que nós temos com o grupo de pesquisa coordenado pelo prof. Vinicius na UNIFAP. A gente trabalha tentando verificar aspectos para melhorar a formação dos professores a partir desse eixo religião e política. Na verdade, o curso também é consequência de um projeto de produção de livros que nós temos. É uma coleção de estudos de religião onde nós dialogamos com pesquisadores do Norte e do Sul sobre teses especificas de religião e política que também interferem nas aulas de história de ensino religioso”. Destaca o prof. Junqueira.

Participam do curso de atualização professores de todas as regiões do Brasil, ofertando conteúdos teóricos e metodológicos. O curso contou com cerca de 1.500 inscrições.

Vídeo: Lançamento do Curso de atualização Fundamentos e Métodos do Ensino Religioso:

Texto: Lana Dantas (estagiária de Jornalismo da ASCOM/UNIFAP).

Ciclo do Marabaixo terá pelo 2º ano consecutivo ladainhas e rodas transmitidas pela web

Associação Cultural Herdeiros da Tradição durante apresentação da live do Ciclo do Marabaixo em 2020, no Amapá — Foto: Ciclo do Marabaixo/Divulgação

Por Núbia Pacheco

O Ciclo do Marabaixo, uma das festividades mais tradicionais do Amapá, terá pelo 2º ano consecutivo as apresentações transmitidas pela internet. Em 2020, no período da celebração, o estado aprovou medidas mais restritivas em atenção ao crescimento dos casos do novo coronavírus e, neste ano, a cena se repete.

As apresentações começam ontem, no sábado (3) de ‘aleluia’, respeitando os protocolos de segurança e o distanciamento social.

A festa é realizada tradicionalmente por famílias e grupos dos bairros Santa Rita e Laguinho, entretanto, mas nos últimos anos o movimento tem ganhado adeptos de todo o Amapá. Atualmente, o Marabaixo é considerado patrimônio cultural imaterial do Brasil.

Missas em devoção à Santíssima Trindade e ao Divino Espírito Santo, além de rodas de conversa e de Marabaixo farão parte da programação, que apesar de não poder ser feita presencialmente, busca manter o brilho da tradição cultural e religiosa.

“Não será permitida a presença de outras pessoas. No sábado, por exemplo, nós vamos iniciar a nossa programação com uma atividade religiosa. Será apenas a pessoa que vai rezar a ladainha e um representante de cada instituição, tendo no máximo, seis ou sete pessoas, contando com os operadores dos equipamentos da live e mais ninguém”, informou a organizadora Valdinete Costa.

A programação é promovida pelos grupos: Berço do Marabaixo, Raízes da Favela, Campina Grande, Marabaixo Raimundo Ladislau e Marabaixo do Pavão. As atividades serão transmitidas pelas redes sociais das cinco instituições.

Confira a programação:

3 de abril (sábado)

Evento: Live de abertura oficial do Ciclo do Marabaixo da Favela
Hora: 17h às 20h
Entidades: Berço do Marabaixo, Raízes da Favela e Campina Grande

4 de abril (domingo)

Evento: Live de abertura oficial do ciclo do marabaixo do Laguinho
Hora: 18h às 20h
Entidades: Marabaixo do Pavão e Marabaixo Raimundo Ladislau

20 de abril (terça-feira)

Evento: Webnário Roda de Conversa – As Potencialidades Empreendedoras do Marabaixo
Hora: 16h às 18h
Entidade: Coordenadoria do Ciclo do Marabaixo

1º de maio (sábado)

Evento: Marabaixo em Homenagem ao Trabalhador
Hora: 18h às 20h
Entidade: Berço do Marabaixo

9 de maio (domingo)

Evento: Marabaixo do Mastro e Homenagem ao Dia das Mães
Hora: 17h às 19h
Entidade: Raízes da Favela

Missas e Rodas de Marabaixo serão exibidas pelas redes sociais das instituições organizadoras — Foto: Ciclo do Marabaixo/ Divulgação

12 de maio (quarta-feira)

Evento: Marabaixo 4ª Feira da Murta do Divino Espírito Santo
Hora: 18h às 20h
Entidades: Marabaixo do Pavão e Marabaixo Raimundo Ladislau

15 de maio (sábado)

Inicio: Ladainha da Santíssima Trindade
Evento: Webnário – Roda de conversa sobre a importância na inserção da juventude na manutenção e difusão do Marabaixo nas festividades tradicionais, com Rodada de Marabaixo.
Hora: 17h às 19h
Entidade: Raimundo Ladislau

23 de maio (domingo)

Evento: Missa do Divino Espírito Santo
Hora: 8h
Entidade: Marabaixo do Pavão
Evento: Ladainha da Trindade e Marabaixo da Murta da Trindade
Hora: 17h às 19h
Entidades: Berço do Marabaixo, Raízes da Favela e Campina Grande

30 de maio (domingo)

Evento: Missa da Trindade com Rodada de Marabaixo
Hora: 09h às 12h
Entidade: Berço do Marabaixo, Raízes da Favela e Campina Grande

3 de junho (quinta-feira)

Evento: Marabaixo de Corpus Christi
Hora: 17h às 19h
Entidade: Campina Grande

6 de junho (domingo)

Evento: Marabaixo Encerramento do Ciclo
Hora: 18h às 20h
Entidade: Coordenadoria do Ciclo do Marabaixo

9 de junho (quarta-feira)

Evento: Webnário – Roda de Conversa “A Religiosidade nas Festas Tradicionais” com Rodada de Marabaixo
Hora: 17h às 18h
Entidade: Marabaixo do Pavão e Raimundo Ladislau

16 de junho (quarta-feira)

Evento: Live do Dia Estadual do Marabaixo
Hora: 17h às 21h
Entidade: Coordenadoria do Ciclo do Marabaixo

Fonte: G1 Amapá.