O Poder do Tambor – (crônica demais paid’égua de Fernando Canto) – @fernando__canto

Foto: blog do Márcio Batista

Crônica de Fernando Canto

Não é de hoje que vejo – e ouço – algumas associações de sincretismo entre o catolicismo e os ritos de origem africanos no Amapá como o Candomblé e o Tambor de Mina.

Nunes Pereira, uma das raras referências etnográficas do folclore amapaense, disse em seu livro “O Sahiré e o Marabaixo” (Fundação Joaquim Nabuco, Recife, 1989, pág. 101/115), que quando esteve no Laguinho e no Curiaú em 1949, observou que os tambores utilizados não exerciam claramente sobre os negros o poder transfigurador que os instrumentos de percussão têm na África ou do tipo usado nos terreiros Mina-Gêge de São Luís do Maranhão. Mesmo assim registrou os mais estranhos e emocionantes movimentos de dançarinos no Marabaixo.

Observou que (aos negros) “Nem lhes faltaram, nas máscaras luzidias de suor, o fulgor das pupilas e nos ritus dos lábios carnudos, a expressão dramática, que a posse do Guia, Santo ou Vodum, lhe transmite, e a expressão sensual, que nasce dos sentidos, açulados pelas libações e pelos contactos dos corpos em festa”… Mais adiante ele viu “saltos elásticos de alguns jovens, tais os dos bailarinos acrobatas, ou negaças fulminantes de capoeiras” que lhe reafirmavam um justo conceito, não de antropólogo, mas “de um viajante fascinado”.

Nunes Pereira ficou mesmo encantado com a dança dos negros e mestiços que aos poucos se avolumava no salão sob o comando do Mestre Julião Ramos. E informa que se “nos lembramos das atitudes místicas dos Voduns Mina-Gêge, erguendo os braços para o alto ou baixando-os para abrir mãos que se diriam afagar a terra, também nos lembramos dos passos do frevo pernambucano e das marchinhas do carnaval carioca”. Sua descrição da dança arremata que “Mestre Julião, de súbito, como se fosse envolvido pela fascinação daquele ritmo e daquelas atitudes, entrou a substituir um dos tocadores das ‘caixas’, arrebatando-lhe o instrumento. E, então, pela expressão de sua voz e pela segurança de seus toques, a dança atingiu o seu Pathos. E nela fomos envolvidos também”.

Dizendo isso, suponho que ele tenha mergulhado na “mucura”, a bebida alcoólica muito utilizada no Marabaixo, pois nenhum antropólogo é de ferro.

Tradição: garoto toca caixa de marabaixo em Mazagão, Amapá – Foto: Julio Maria

Ele ainda tentou atrair as negras velhas para conversas sobre terreiros, sobre Mães de Santo e Vodus, mas elas se esquivaram discretamente, entretanto sem poder negar que tudo isso lhes era familiar.

Certa vez eu presenciei uma incorporação sob os tambores do Marabaixo, porém imediatamente retiraram o “cavalo” (uma mulher) do recinto, não dando chance para perguntas.

Sobre esse assunto fui informado de outro caso, provocado por uma bebida possivelmente alucinógena preparada com cachaça e a casca macerada do caimbé branco, árvore abundante no cerrado das cercanias de Macapá.

No Haiti, sincreticamente São Tiago é associado a Ogum, o deus daomeano, com seu ar feroz, barba hirsuta e espada erguida. Em Cuba Ogum se equipara a São Pedro por levar em suas mãos as chaves do céu que são de ferro e a Santiago dos castelhanos, que, a cavalo, os ajudava na guerra matando mouros. No Brasil durante as cerimônias, os “adosu” por eles possuídos assumem uma expressão feroz e durante as danças empunham uma espada e executam a mímica da guerra e dos combates. Segundo Pierre Verger, a assistência grita, saudando: “Ogum ye”. Seus adeptos, muito numerosos, usam colares de cores azuis-escuras e braceletes de ferro. Na Bahia ele é assimilado a Santo Antônio e no Rio de Janeiro a São Jorge, que é outra personagem, ou figura da Festa de São Tiago de Mazagão Velho

Não é de hoje, repito, que essas coisas estão ligadas ao Marabaixo. Mesmo que se diga que seus principais ritos sejam de origem católica, a ancestralidade comanda o inconsciente coletivo. E o toque do tambor é muito poderoso. Inderê, Olô!

Programação do Encontro dos Tambores 2021 inicia nesta quarta-feira (17)

Os tambores afro-amapaenses já estão com datas marcadas para o grande reencontro em 2021. Depois do não acontecimento do evento no ano passado em razão da pandemia, a Comissão Organizadora do Encontro dos Tambores elaborou a programação do tradicional evento que faz parte do calendário cultural amapaense e é registrado como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado do Amapá.

O Encontro dos Tambores que teve sua primeira edição em 1995, no Curiaú, é um evento que reúne comunidades negras do Estado do Amapá que mantêm vivas os costumes e tradições de seus ancestrais. A programação agrega diversas atividades no mês de novembro, tendo seu ponto alto o dia 20 de novembro, Dia Nacional e Estadual da Consciência Negra e a apresentação das comunidades de diversas regiões do Estado.

Este ano, a XXVI edição do Encontro dos Tambores que tem como tema “Ancestralidade e Resistência”, contará com atividades de rodas de tambores afro-religiosos, Missa dos Quilombos, Rodas de Capoeira, palestras, Hip-Hop, shows musicais, desfiles, artesanatos, exposições, gastronomia afro, marabaixo, zimba, sairé, batuque e outros ritmos que marcam a identidade afro amapaense.

Durante a programação, para total segurança do evento, a comissão organizadora estará exigindo apresentação de carteira de vacinação contra covid-19 dos artistas e das comunidades que estarão se apresentando durante a programação, bem como, da população em que irá ao evento. A entrada é gratuita.

PROGRAMAÇÃO

17/11 quarta-feira – 19:00 -Programação Afro religiosa” Especial Tambores de Umbanda”
18/11 quinta-feira – 19:00 Programação Afro religiosa “Especial Tambores do Candomblé

19/11 sexta-feira

18h – Desfile de moda Afro Infantil
19h – Concurso Mais Bela Negra, Mais Belo Negro e Beleza Diversidade
21h – Grupo Kazumba Akele (Poesia)
23h – Show com Mayara Braga

20/11 sábado: Dia da Consciência Negra

17h – Hip Hop Neilton e Mc Leléo
19h – Rufar dos Tambores
19h:30min – Missa dos Quilombos
Após a missa – Apresentação de grupos tradicionais de marabaixo e batuque em homenagem póstuma às personalidades negras – “Mestras e mestres da cultura: Uma história de vida em versos e toques”
21h:30min – Filhos do Criaú
22h – Berço do Marabaixo e Herdeiros da Tradição
22h:30min – Marabaixo Raimundo Ladislau, Marabaixo do Laguinho e Ancestrais
23h – Mojap e Glorioso São José

21/11 – domingo – Apresentação das comunidades

20:00h – Filhos de São Tomé
20:20h – Batuque de São Pedro dos Bois
20:40h – Zimba do Cunani
21:00h – Raízes de Mazagão Velho
21:20h – Azebic – Associação Zeca e Bibi Costa
21:40h – Foliões de São Benedito de Mazagão
22:00h – Santa Luzia do Maruanum

22/11 – segunda-feira – Apresentação das comunidades

20:00h – União Folclórica de Campina Grande
20:20h – Herdeiros do Marabaixo
20:40h – São José do Mata Fome
21:00h – Santo Antônio do Matapi
21:20h – UFIL – União Folclórica do Igarapé do Lago
21:40h – Marabaixo Tia Sinhá
22:00h – Associação Cultural São Tomé de Mazagão
22:20h – Grupo Manoel Felipe

23/11 – terça-feira – Apresentação das comunidades

20:00h – Raízes do Marabatuque – Ilha Redonda
20:20h – Dica Lemos – Areal do Matapí
20:40h – Geração Torrão do Matapí
21:00h – Raízes do Bolão
21:20h – Grupo Cultural Ajudante
21:40h – Grupo Malocão do Pedrão
22:00h – São João do Matapí
22:20h – Raízes da Favela

24/11 – quarta-feira – Apresentação das comunidades

20:00h – Marabaixo do Artur Sacaca
20:20h – UDNSC –
20:40h – Marabaixo da Gungá
21:00h – União Folclórica de Ilha Redonda
21:20h – Marabaixo do Ambé
21:40h – São Sebastião do Igarapé do Lago
22:00h – Irmandade São José da Pedreira
22:20h – Movimento Estrela do Renascer
23:00h – Reggae

25/11 quinta-feira: Aniversário da UNA – União dos Negros do Amapá

15h as 18h – Rodas de Capoeira
18h as 19h – Cerimônia de Aniversário da UNA e o 1º Festival Gastronômico Afro Amapaense Tradicional
19h -Marabaixo Os Guardiões
19h:20min – Bloco Kulembé
19h:40min – Grupo Bumba Meu Boi Cavaleiro de São Jorge
20h – Universidade de Samba Boêmios do Laguinho
21h – Show Cultural Banda Afro Brasil

02/12 quinta-Feira: DIA NACIONAL E ESTADUAL DO SAMBA

18:00 – Samba de Terreiro
19:00 – Samba de Jorge
20:00 – Pagode do Maradona
21:00 – Cafú Rotasamba
22:00 – Trio Bom Ki Só
23:00 – Pagode dos Moreiras
00:00 – Grupo Sambarte

Cláudio Rogério – Comunicação Encontro dos Tambores 2021.
99141-8420
Fotos: Gabriel Penha

Resenha porreta do livro “O Estrangeiro”, de Albert Camus – (Por Lorena Queiroz – @LorenaadvLorena)

Por Lorena Queiroz

O estrangeiro é um dos livros da trilogia do absurdo, de Albert Camus. A obra inspirou a música “killing an Arab”, da banda The Cure. O livro conta a estória de Mersault, um homem que vive completamente alheio á importância das coisas ao seu redor. O protagonista é indiferente a tudo, sendo que uma das palavras mais usadas por ele é ” tanto faz”.

No início do livro, Mersault, recebe a notícia do falecimento da mãe. E ele não sabe, sequer, precisar se a mãe morreu ontem ou hoje. Ficando claro o fato de que, pra ele, pouco importa quando o fato se deu, já que a morte é, irremediavelmente, o destino de todos .

Mersault não demonstra apego ou afeto por ninguém, mas ajuda um amigo, a fazer uma emboscada para uma mulher. Pra ele pouco importava se o ato era certo ou errado. O que me fez refletir se os danos causados pela maldade são equivalentes aos causados pela indiferença.

No enterro da mãe, Mersault, age com a sua costumeira mania de não se importar com a perda, aceitando, inclusive, um café que lhe foi oferecido e cochila durante o velório. Isso causa estranheza aos presentes. Mersault é o tipo de pessoa que vai ao cinema e assiste uma comédia no dia do enterro da mãe. Sim, ele faz isso.

Apesar de não demonstrar apego ou apreço por alguma coisa, fica evidente que ele gosta da vida que leva, pois não aceita uma promoção de trabalho que ocasionaria melhoras em seu orçamento, mas que, também implicaria em mudanças.

O ponto principal do livro é o assassinato cometido por ele. Mersault mata um árabe na praia. A vítima havia tido um desentendimento com um amigo de Mersault. O que pode levar a pensar que teria sido uma legítima defesa. Ocorre que, Mersault, desfere cinco tiros no Árabe, e o faz, com o corpo já imóvel. A única explicação dada por Mersault é que o dia estava muito quente. Durante o julgamento de Mersault, não é questionado como o crime foi praticado. Todo o questionamento se dá a cerca do comportamento de Mersault. Como alguém não chora no enterro da mãe?. Como pode, em sociedade, alguém ser tão indiferente ao que se classifica como “normal “?.

A conclusão de toda leitura, na minha opinião, é extremamente pessoal. Até mesmo porque esta obra não tem o compromisso de explicar muita coisa. Fica muito ao encargo do leitor entende-la. Foi um livro que me fez refletir sobre o julgamento de comportamentos, onde o sujeito tem que se adequar ao todo. Mersault é julgado pelo seu comportamento no enterro da mãe. Julgado não por ser um assassino, mas por ser diferente do que está estabelecido em sociedade. O “tanto faz ” de Mersault, que foi tão danoso aos olhos de todos no enterro, é usado pelas pessoas mediante ao assassinato que originou o próprio julgamento, já que o tema central do evento é o comportamento dele no enterro. Pois mais importante que o assassino era o cidadão que se negava a agir com um comportamento estabelecido socialmente. Teria sido absolvido se tivesse um comportamento usual?. Se tivesse feito uso de um choro hipócrita?. Temos Mersault julgado por ser diferente e não por ser um assassino.

É um livro curto, aproximadamente 120 páginas que não carregam firulas ou enfeites. É extremamente conciso,mas que traz uma reflexão enorme a cerca de vários questionamentos filosóficos.

Olhamos ao redor e julgamos pessoas e fatos sob a ótica comum, na perspectiva do que é aceito como normal ou anormal na esfera social. E muita coisa é mascarada e fica submersa no interior de cada um que reflete sobre a própria existência.

* Lorena Queiroz é advogada, amante de literatura, devoradora compulsiva de livros e crítica literária oficial deste site, além de prima/irmã amada deste editor.

Luzes pela Vida: Evento em homenagem a vítimas da Covid-19 em Macapá é marcado por emoção

Familiares de vítimas da Covid-19, lideranças religiosas e autoridades participaram, na noite da segunda-feira (1), da cerimônia “Luzes pela Vida”, na Praça Floriano Peixoto, no Centro de Macapá.

A homenagem interreligiosa, às vésperas do Dia de Finados, recordou os 1.993 amapaenses que se foram em decorrência da pandemia.

No evento, as palavras de conforto e esperança foram proferidas por padre Paulo Roberto (Igreja Católica), por pastor Denis Albuquerque (Evangélicos) e por pai Marcos (Cultos de Matriz Africana).

Ao fim da cerimônia, os familiares presentes acenderam velas que foram colocadas em pequenos recipientes e postas no lago da praça Floriano Peixoto.

Apoiador do evento, o senador Randolfe Rodrigues falou da importância da iniciativa.

“Essa pequena homenagem feita na noite de hoje é pelos que amamos, que se foram e que ao mesmo tempo permanecem conosco. Os diferentes credos estão aqui pelo que nos une que é a dor, a saudade e o amor por quem partiu. Sobretudo, hoje fica a mensagem que a morte não tem a palavra final”, disse o senador.

O evento foi transmitido pela página do senador Randolfe Rodrigues no Facebook e está disponível no link: https://www.facebook.com/randolferodrigues/videos/597886474586652/

Serviço:

Texto: Júlio Miragaia
Fotos: Kallebe Amil
Assessoria de comunicação do senador Randolfe Rodrigues

Cerimônia interreligiosa homenageia vítimas da Covid-19 no Amapá

Uma cerimônia interreligiosa em homenagem às vítimas da Covid-19 no Amapá marcará a segunda-feira (1), em Macapá, em alusão ao Dia de Finados.

O evento “Luzes pela Vida” será a partir das 18h, na Praça Floriano Peixoto, no Centro da cidade, e contará com representantes das igrejas católica, igrejas evangélicas, religiões de matriz africana e do espiritismo.

A iniciativa conta com apoio do mandato do senador Randolfe Rodrigues e terá transmissão ao vivo nas redes sociais do parlamentar.

Na programação, ocorrerá um ato simbólico, momento de fraternidade e de fé, com a fala das lideranças religiosas, para recordar os entes queridos que partiram na pandemia.

Assessoria de comunicação do senador Randolfe Rodrigues

Fé, tradição e discussão de políticas públicas compõem a programação do Novembro Afro em Macapá

O Instituto Municipal de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Improir) divulga a programação do Novembro Afro que acontece ao longo do mês e promove discussões de políticas públicas, exalta as tradicionais festas ligadas aos Dia da Consciência Negra e favorece ações de saúde e cidadania para comunidades quilombolas.

Entre as primeiras agendas da programação está a reinauguração do Museu do Negro, localizado no novo prédio do Improir, na Avenida Feliciano Coelho. O espaço traz um pouco da história do povo negro na capital e será aberto ao público.

“A reabertura do nosso museu é um ponto inicial desse mês tão importante para discussão de políticas que alcancem a população negra de Macapá. Além das ações de cidadania e saúde, a Prefeitura quer promover discussões e ocupar espaços públicos”, ressalta a diretora-presidente do Improir, Maria Carolina.

As secretarias municipais de Saúde (Semsa) e Assistência Social (Semas), Guarda Civil Municipal, Fundação Municipal de Cultura (Fumcult) e Instituto Municipal de Turismo (Macapatur) são parceiras do Instituto na realização da programação durante o mês de novembro.

Tradição

Com o planejamento das atividades, a Prefeitura de Macapá garante ainda o apoio às agendas tradicionais Caminhada Zumbi dos Palmares e a Missa dos Quilombos, realizadas em parceria com demais entidades negras representativas e Governo do Amapá.

Confira a programação completa do Novembro Afro

11/11 – Evento Neab+IFAP: Uma análise da atuação da FCP e da FUNAI na promoção da cidadania do povo negro e indígena.

12/11 – Reinauguração do Museu do Negro

10/11 – Pretas Potências – Escuta pública com mulheres negras de Macapá

13, 16 e 18/11 – Afrocidadania itinerante nas comunidades quilombolas Maruanum, Casa Grande e Lontra da Pedreira

14/11 – Comemoração do Dia Nacional da Umbanda no Bioparque da Amazônia

19/11- Divulgação do perfil do Afroempreendedor em Macapá

20/11 – Caminhada Zumbi dos Palmares

20/11 – Batalha de B-boys

20/11 – Exposição do Museu do Negro no Mercado Central

20/11 – Feira Preta na União dos Negros do Amapá (UNS)

20/11 – Missa dos Quilombos

22 a 26/11 – Programa especial “Conversas Pretas” na 102 FM, das 19h às 20h.

23/11 – Roda de conversa sobre segurança e políticas públicas com jovens da periferia e a Guarda Municipal de Macapá

26/11 – Expo Afro no Mercado Central

30/11 – Legado vivo das Tranças: da Tradição ao Afroempreendedorismo

Secretaria Municipal de Comunicação Social

Hoje é Dia de Todos os Santos (Festum omnium sanctorum)

Hoje, 1º de novembro, é o Dia de Todos os Santos. A data é celebrada em honra de todos os santos e mártires, conhecidos ou não. A Igreja Católica festeja a Festum omnium sanctorum no dia 1 de novembro, seguido do dia dos fiéis defuntos, dia 2 de novembro.

Esta tradição de recordar (fazer memória) os santos está na origem da composição do calendário litúrgico, onde constavam inicialmente as datas de aniversário da morte dos cristãos martirizados como testemunho pela sua fé, realizando-se nelas orações, missas e vigílias, habitualmente no mesmo local ou nas imediações de onde foram mortos, como acontecia em redor do Coliseu de Roma. Posteriormente, tornou-se habitual construir igrejas e basílicas dedicadas a sua memória nesses mesmos locais.

A intenção catequética desta celebração, que tem lugar em todo o mundo, ressalta o chamamento de Cristo a cada pessoa para o seguir e ser santo, à imagem de Deus, à imagem em que foi originalmente criada e para a qual deve continuar a caminhar em amor.

Que todos os santos nos protejam. Afinal, teoricamente eles são os assessores de Deus, então podem dar uma força e tanto. Um ótimo Dia/Noite  de Todos os Santos a todos, menos aos que pagam de santos e são somente do “pau oco” ou demônios, que infernizam a vida dos que estão ao seu redor. Vocês sabem bem quem é quem.

No mais, meu viva a três destes tantos santos reais: São José de Macapá, claro. E os dois Santos Cervejeiros: São Arnulf de Metz e St. Patrick. Que eles Roguem por nós, pois é feriado, graças a Deus!

Randolfe anuncia R$ 150 mil para edital de cultura gospel em Macapá; recurso já está na conta – @randolfeap

Em um encontro com produtores culturais e artistas da cultura gospel, o senador Randolfe Rodrigues (REDE) anunciou nesta quinta-feira (14) a destinação de emenda parlamentar de R$ 150 mil para um edital específico do setor.

Além de pastores, lideranças e artistas, o prefeito de Macapá, Antonio Furlan, e o presidente da Fundação Municipal de Cultura, Olavo dos Santos Almeida, também estiveram presentes no encontro.

A emenda de Randolfe já está nos cofres do Município e o edital será organizado pela Fumcult em parceria com o movimento de cultura gospel da capital.

O senador também confirmou apoio este ano para os eventos alusivos ao Dia do Evangélico, comemorado no dia 30 de novembro, e que a partir de 2021, em todos os anos irá destinar emenda para a cultura gospel.

“Vamos valorizar esse músicos e artistas que fazem o melhor em suas bandas e grupos de louvor, dança e teatro para manifestar sua cultura de fé e amor”, declarou Randolfe Rodrigues.

Assessoria de comunicação do senador Randolfe Rodrigues

Romarias abrem a programação central do Círio de Nazaré

Nesta sexta-feira, 8, às 14h, a Romaria dos Rodoviários abre a programação central das celebrações do Círio de Nazaré em Macapá. Sob a condução das Polícias Rodoviárias Federal e Estadual, a imagem peregrina de Nossa Senhora de Nazaré saí em carro aberto pelas ruas da capital acompanhada por devotos motoristas particulares, taxistas, autoescolas e rodoviários em geral. A primeira romaria tem sua concentração na sede da Rede Amazônica, no bairro Buritizal.

A Romaria dos Rodoviários percorre as ruas da Zona Sul da capital em direção à Paróquia Nossa Senhora de Fátima e Sant’Ana, em Santana, com chegada marcada a partir das 18h. No percurso, os devotos terão a oportunidade de realizar suas homenagens ou acompanhar em transporte próprio o traslado.

No sábado, às 7h, acontece no Porto da empresa Souzamar a concentração para a realização da Romaria Fluvial, para homenagem das comunidades ribeirinhas e aquaviários. As embarcações devidamente inscritas na Capitania dos Portos do Amapá (CPAP) podem acompanhar o percurso com o transporte de peregrinos dentro das normas estabelecidas.

A imagem de Nossa Senhora de Nazaré será conduzir na Romaria Fluvial até chegar ao porto da empresa NorteLog no Rio Matapi, no distrito industrial, por volta das 10h, onde será recepcionada pelos participantes da Romaria dos Motociclistas. Os motociclistas conduzirão a imagem peregrina até a Catedral São José, com chegada prevista para às 12h.

Os participantes das Romarias devem acompanhar a imagem seguindo as orientações das autoridades de segurança e defesa social, bem como, com uso permanente de máscara, álcool 70% para higienização e distanciamento necessário para prevenção contra covid-19.

Percurso:

Romaria dos Rodoviários – 8.10.2021
Concentração: Às 14h – rede Amazônica (TV Amapá/Radio CBN). Itinerário: Av. Diógenes Silva / Rua Santos Dumont / Rod JK / Rua Vila Operário / Av. Maria do Oliveira Santana / Rua Caetano Dias Tomás (Pass. Ig. Santa Terezinha)/ Rod Salvador Diniz / Rua Cláudio Lúcio Monteiro / Rua B. Um (Fundação Marcelo Cardio) / Rua D Nove / Rua D Treze / Rua B. Um / Rua D Dezenove / Tv Manoel Moura de Carvalho (Capitania dos Portos do Amapá)/ Rua Cláudio Lúcio Monteiro (rotatória – Igreja N Sra Perpetuo Socorro) / Av. José de Anchieta (Pass. Casa da Hospitalidade / Casa dos Idosos) / Rua Pedro Salvador Diniz / Av. 15 de Novembro / Chegada Igreja N. Sra de Fátima e Sant’Ana
Romaria Fluvial – 9.10.2021
Concentração: às 7h no Porto da SouzaMar. Itinerário: Saída até o Igarapé da Fortaleza, retorno seguindo até o Porto da NorteLog (Rio Matapi).
Romaria dos Motociclistas
Concentração: Às 10h no Porto da NorteLog. Itinerário: Saída do terminal do Matapi (Distrito Industrial) / Rod AP-10 / Rod Duca Serra / Av. Pe Julio Maria Lombard (Parada em frente ao 22º BIS / Rua General Rondon / Catedral São José.

Diocese de Macapá
Pastoral da Comunicação
Contato: 98414-2731

Prefeitura lança programa que insere o Marabaixo nas escolas municipais

Foto: Max Renê

A Prefeitura de Macapá lança nesta quarta-feira (6), o programa Afroamapaensises nas Escolas, que insere dentro da matriz curricular dos estudantes da rede municipal a cultura e a tradição dos povos tradicionais do Amapá. O lançamento ocorrerá às 18h, no auditório da sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), localizada na Rua Binga Uchoa, 26, Centro.

O programa é uma iniciativa da Secretaria Municipal de Mobilização e Participação Popular (SMMPP), executada pela Secretaria Municipal de Educação (Semed), em parceria com o Instituto Municipal de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Improir).

A iniciativa nasceu a partir da necessidade da implementação pedagógica de ações que tratem das questões étnico-raciais dentro das salas de aula. Nesta fase inicial, quatro escolas municipais receberão o programa, com foco na valorização do Marabaixo, manifestação cultural e religiosa muito presente na história dos povos tradicionais afroamapaenses.

SERVIÇO:

Lançamento do Programa Afroamapaensises nas Escolas
Quarta-feira, 06 de outubro de 2021 – Às 18h
Local: Auditório da sede da OAB em Macapá – Rua Binga Uchoa, 26, Centro

Lázaro Gaya
Contato: (96) 99171-1421
Assessoria de Comunicação

Círio de Nazaré é tema de exposição em Shopping de Macapá

Fotografias, mantos e imagem peregrina compõem a exposição e reaviva memória e importância do Círio no Amapá

Como parte da programação preparatória ao Círio de Nazaré 2021, a Comissão Organizadora da festividade, em parceria com o Villa Nova Shopping, realiza nesta sexta-feira, 24, às 19h, a abertura da Exposição Círio de Nazaré. A visitação ao espaço poderá ser feita pelo público até o dia 16 de outubro.

A cerimônia de abertura acontece com uma bênção e apresentação conduzida pelo coordenador do Círio e pároco da Catedral São José, padre Rafael Donneschi. Em seguida, a cantora Silmara Lobato presta homenagem a Nossa Senhora de Nazaré, com uma apresentação musical.

Com destaque a temática da festa deste ano, “Jesus, Maria e José, Família de Nazaré, exemplo de oração, trabalho e fé”, a exposição apresentará através de 40 fotografias a participação das famílias em momentos diversificados do Círio de Nazaré de anos anteriores com o objetivo de manter viva a memória da religiosidade em torno da devoção à Nossa Senhora de Nazaré e sua importância para a cultura amapaense.

A exposição que estará aberta ao público gratuitamente, das 9h às 20h, terá um espaço de contemplação a imagem peregrina de Nossa Senhora de Nazaré. Além disso, os visitantes poderão ver de perto mantos originais utilizados na imagem principal de celebrações do Círio dos últimos anos.

Serviço:

Exposição Círio de Nazaré – Villa Nova Shopping
Abertura: Sexta-feira, 24, às 19h
Período: De 24 de Setembro a 16 de outubro
Local: Villa Nova Shopping – Av. Pres. Getúlio Vargas, 341, 68900 Macapá

Diocese de Macapá
Pastoral da Comunicação
Contato: 98414-2731

Cultura e religiosidade: Mazagão Velho homenageia Nossa Senhora da Luz

Na manhã desta quarta feira, 08, na Vila de Mazagão Velho, aconteceu uma linda celebração em honra a Natividade de Maria e Nossa Senhora da Luz.

A Festividade contou com a colaboração do prefeito de Mazagão Dudão Costa, e a participação ativa do vice prefeito, José Hosana.

A Missa, celebrada pelo padre Paulo Matias Roberto Matias, foi ministrada de maneira simples e admirável! Padre Paulo, ficou muito Feliz e encantado com a maneira que os devotos de Mazagão Velho, são leais e fervorosos no que diz respeito, à sua cultura e sua Fé.

O padre disse, que era raro e louvável a presença e a participação de tantas crianças, servindo o exemplo de seus pais, como foliões.

Inclusive, solicitou aos foliões que com os seus instrumentos louvassem Nossa Senhora, e que fizessem a folia propriamente dita.

Expressou ainda, que a Comunidade está de Parabéns, em levar a Fé a todos principalmente, as crianças que deverão perpetuar a comunidade dessa história tão rica e cheia de religiosidade.

E o celebrante completou, que a comunidade de Mazagão Velho, é o principal Município que ainda preserva a Cultura e suas ancestralidades.

Serviço:

Fotos Acervo: Lene Vaz
Informações: Cleoci Andrade
Texto: Angela Andrade

CNBB alinha-se aos que se repugnam com o discurso de Bolsonaro, que tenta solapar a democracia

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) já deixou claramente explícito que a Igreja Católica rejeita enfática e solenemente quaisquer manifestações que pretendam, explícita ou implicitamente, fragilizar as instituições e, em consequência, solapar os pilares da própria democracia.

Num vídeo que até o início da tarde deste domingo já conta com mais de 50 mil visualizações, o presidente da CNBB, dom Walmor Oliveira de Azevedo, faz um apelo à concórdia (“somos irmãos inclusive daqueles com quem não concordamos”), manifesta sua preocupação com o “sentimento de raiva e intolerância” que domina o País, deplora quem incentiva o armamento da população (é o caso do Mitômano, que defende comprar fuzil, em vez de feijão) e exorta a adoção de políticas públicas que voltem sua atenção para as minorias (inclusive os índios, tidos como um estorvo pelo governo Bolsonaro).

Sobre as manifestações programadas para 7 de Setembro, dom Walmor registra uma advertência contundente. “Não se deixe convencer por quem agride os poderes Legislativo e Judiciário. A existência de três poderes impede o totalitarismo, fortalecendo a liberdade de cada pessoa. Impendentemente de suas convicções político-partidárias, não aceite agressões às instituições que sustentam a democracia. Agredir, eliminar, hostilizar, ignorar ou excluir são verbos que não combinam com uma democracia que busca cada mais se consolidar”, afirma o bispo.

Vejam, no vídeo, a íntegra da mensagem do presidente da CNBB.

Fonte: Espaço Aberto.

Missionária Venícia Porto do Rio de Janeiro ministra na Conferência de Mulheres Filhas de Sião em Macapá

Igreja AD Portas Abertas Macapá Centro, promove a Conferência de Mulheres Filhas de Sião – “Canta e Exulta, Ó Filha de Sião” (Zacarias 2:10), e traz ao Amapá a Missionária e Pastora Venícia Porto, do Rio de Janeiro (RJ). O evento acontece na sede da igreja, no período de 3 a 5 de setembro, sexta e sábado, às 19h e domingo, às 18h, respectivamente, na Avenida Duque de Caxias, nº 931 – Centro (em frente à escola Santa Bartoloméa).

De acordo com a Pastora Sandra Silva, líder do Ministério de Mulheres Filhas de Sião e coordenadora do evento, a Conferência de Mulheres vem num tempo muito especial e um tempo marcado por Deus. “O tema é Canta e Exulta, Ó Filhas de Sião, está baseada no Livro de Zacarias 2:10. É um tempo de alegria na presença do Senhor, um tempo de exultar, um tempo de cantar e um tempo de se derramar na presença do Senhor, e um tempo de viver o extraordinário de Deus. Serão dias em que Macapá verá um novo céu, verá céus abertos e todos que participarem dessa conferência viverão experiências inesquecíveis. Essa conferência é uma oportunidade para todas as famílias viverem um tempo de milagres”, disse a pastora Sandra Silva.

Profetiza

A Conferência de Mulheres Filhas de Sião – “Canta e Exulta, ó filhas de Sião”, da Igreja AD Portas Abertas Macapá Centro, traz a Missionária Venícia Porto, do Rio de Janeiro, para ministrar a Palavra de Deus, durante os três (3) dias de evento.

Estrutura

A Conferência de Mulheres Filhas de Sião – “Canta e Exulta, ó filhas de Sião”, da Igreja AD Portas Abertas Centro, está com uma equipe engajada e trabalhando num ritmo acelerado para receber a população macapaense. “Estou contando com uma equipe maravilhosa que está dando todo o suporte e tem se empenhado, preparando todos os detalhes para esta conferência e para que você seja impactado ao entrar no templo. Tudo está sendo regado com jejum, oração e muito amor”, finaliza a Pastora Sandra Silva.

Serviço:

Denyse Quintas
AD Portas Abertas Macapá Centro