O Perdão – Por Rohane de Lima

Por Rohane de Lima

Durante muitos anos fui professora das aulas de Ética na Universidade. Sempre busquei sair do campo da Deontologia e ir mais pro espaço da História das Ideias, pro campo da Filosofia. Com o surgimento da Agenda 21, conseguimos incluir como disciplina , dentro do Módulo de Introdução às Ciência Agrária a disciplina Ética para a Sustentabilidade. Tudo isso me fez ler muito sobre épocas em que a humanidade teve que passar por mudanças de paradigmas… nunca imaginei que viveria o suficiente para tamanha angústia…

O Mundo em que vivemos está de cabeça pra baixo, não existem certezas, não existem dúvidas, não existe ordem… instala-se o Caos. O medo passa a ser um sentimento prevalente, pois a bolha pessoal, de cada um, encontra-se ameaçada. O Mundo, tal como o conhecemos parece estar no fim, parece estar ruindo diante de nosso ser sobressaltado. E o Novo, o Mundo que vai nascer, ninguém consegue saber como será. Ninguém sabe se estaremos prontos pra ele, se seremos capazes de construí-lo, se conseguiremos nos adaptar ao novo! Novo? Que novo será este que nossa imaginação não alcança? Parece que nossas referências, onde sempre nos ancoramos já não conseguem nos fazer sentir que estamos seguros, já não funcionam…!

Os mais conservadores resistem tentando manter o velho mundo a todo custo, os que tem a mente um pouco mais aberta se desesperam, porque acreditam que o novo virá mas também padecem do desespero do fim, pois toda crença não passa de uma crença! E tudo, tudo nos mantém em altos níveis de estresse.

Ávidos olhamos pro Céu e pedimos ao Pai que nos mostre o caminho da estabilidade, da certeza – no máximo, alguns conseguem ter esperanças, outros continuam em desespero! Parece que o Pai não responde, não nos ouve… talvez! Vou sugerir que em lugar de olharmos para o Céu (O Pai) olhemos para a Terra (A Mãe)! Afinal, o Pai definiu os princípios, os caminhos da vida, os valores de permanência, e Ele fez isso desde a criação, há muito tempo. Dizem que até nos mandou O Filho!!

A Mãe, a Terra que nos acolhe, o útero e o Coração Materno do Criador, de quem recebemos a matéria primordial, é ela que vem tentando nos educar. Olhemos para dentro, pois que somos Terra, olhemos para as nossas águas (emoções, sentimentos, sensações), olhemos para o quanto nos ferimos, para o quanto tem de cada um de nós nesse Caos!! Tentemos perceber o tanto que nos afastamos da Mãe que nos carrega até hoje; o quanto temos ferido a vida, ao desvincularmos nossas necessidades daquelas que a Mãe nos supre. Quanta energia temos desperdiçado para sermos diferentes, para sermos indivíduos intocáveis e únicos? Quantos esforços temos desprendido para não nos importarmos com a Grande Mãe que, concretamente, é o único Presente que a Vida nos deu?

Tudo isso nos tornou indivíduos autônomos, independentes, fortes! Mas também nos tornou apegados a matéria inútil, nos tornou centrados demais no ego. A grande consequência foi o afastamento, o distanciamento que tomamos uns dos outros, foi o olhar para o outro pela diferença que humilha, que exclui.

Assim, cada dia mais distantes da Mãe, daquela que nos gerou e que, ainda hoje nos embala, fomos perdendo os sentimentos de equidade, de pertencimento, de compaixão. Nos tornando doentes. E doentes, formos perdendo a cada dia, geração após geração, os vínculos que nos identificam como Filhos e Filhas da Terra, fomos esquecendo a cada dia que fomos feitos do barro, que somos pó e de que ao pó voltaremos.

Auto-suficientes, independentes, fomos preenchendo os vazio da alma com consumo de mercadorias, de tecnologias, de drogas lícitas e ilícitas, fomos criando a ilusão de que uma Mulher, ou um Homem nos bastariam, que os filhos preencheriam nossas vidas, que nossos pais seriam eternos, que seríamos eternos para nossos filhos… fomos cada vez mais nos iludindo com a falsa estabilidade da matéria vazia de vida… até que a exclusão, que fazíamos de conta que não existia, que a solidão de quem se basta foi se tornando tão grande, tão imperativa, a ponto de não podermos mais receber visitas, visitar os que amamos, abraçar e beijar amigos, comungar do mesmo espaço, da amizade, da comensalidade…!

Não podemos mais sair nas ruas, passear nas praças, ir à praia sem medo do invisível (porque do visível já tínhamos pavor). Não podemos mais ver os sorrisos e nem sorrirmos, pois ninguém mais verá nosso sorriso.

O Mundo Velho está se decompondo junto com as ilusões de que o ser Humano, que o indivíduo é soberano sobre a Terra. O Mundo Velho precisa morrer…

Que Mundo estará nascendo?

Que mundo construiremos?

Seremos capazes de nos adaptar?

Nessa Sexta-feira da Paixão de Cristo, dia do Perdão das Ofensas, peçamos perdão a todos, peçamos perdão a Terra, peçamos perdão a Vida e esperemos (com Fé) que tenhamos a chance do auto perdão para que possamos construir e desfrutar (com alegria) do Novo.

*Rohane de Lima é amapaense, professora universitária que trabalhou por anos no Pará e hoje reside no Rio de Janeiro.
**Contribuição de Fernando Canto.

Há 23 anos, morreu meu pai, Zé Penha Tavares (o meu eterno herói)

Um discurso que sempre pautou a minha vida foi o amor pela minha família. Há exatos 23 anos, em uma manhã de segunda-feira cinzenta, no Hospital São Camilo, morreu José Penha Tavares, o meu pai. O meu herói. Já que “Recordar, do latim Re-cordis, significa ‘passar pelo coração”, como li em um livro de Eduardo Galeano, passo pelo meu essas memórias.

Filho de João Espíndola Tavares e Perolina Penha Tavares, nasceu no município de Mazagão, em 1950, de onde veio o casal. Era o primogênito de cinco filhos.

Ele começou a trabalhar aos 14 anos, aos 20 foi morar em Belém (PA), sempre conseguiu administrar diversão e responsa, com alguns vacilos é claro, mas quem não os comete? Na verdade, papai nunca se prendeu ao dinheiro, nunca foi ambicioso. Mas isso não diminui o grande homem que ele foi.

Após o seu falecimento, li no jornal da Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA), onde ele trabalhava: “Feliz, brincalhão, sempre educado e querido por todos. Tinha a pavulagem de só querer menina bonita a seu lado, seja em casa ou entre amigos, mas quem se atreve a culpá-lo por este extremo defeito?”.

Papai e mamãe – Anos 90

Zé Penha pode não ter sido um marido exemplar, mas com certeza foi um grande pai. Cansou de fazer “das tripas coração” para os filhos terem uma boa educação, as melhores roupas e bons brinquedos. Quando nos tornamos adolescentes, nos mostrou que deveríamos viver o lado bom da vida, sacar o melhor das pessoas, dizia que todos temos defeitos e virtudes, mas que devíamos aprender a dividir tais peculiaridades.

Penha não gostava de se envolver em política. Ele gostava mesmo era de viver, viver tudo ao mesmo tempo. Família, amigos, noitadas, era um “bom vivant” nato. Tinha amigos em todas as classes sociais, a pessoa poderia ser rica ou pobre, inteligente ou idiota, branca ou preto, mulher ou homem, hétero ou homo, não importava, ele tratava os outros com respeito. Aquele cara era extraordinário!

Esportista, foi goleiro amador dos clubes São José e Ypiranga, dos times do Banco da Amazônia (BASA) e Companhia de eletricidade do Amapá (CEA) e tantos outros, das incontáveis peladas.

Atravessamos tempestades juntos, o divórcio, as mortes do Itacimar Simões, seu melhor amigo e do seu pai, João Espíndola, com muito apoio mútuo. Sempre com uma relação de amizade extrema. Ele nos ensinou a valorizar a vida, vivê-la intensamente sem nos preocuparmos com coisas menores a não ser com as pessoas que amamos. Sempre amigo, presente, amoroso, atencioso e brincalhão.

Com ele aprendi muito sobre cultura, comportamento, filosofia de vida, e aprendi que para ser bom, não era necessário ser religioso. “Se você não pode ajudar, não atrapalhe, não faço mal a ninguém” – Dizia ele.

Acredito que quem vive rápido e intensamente, acaba indo embora cedo. Ele não costumava cuidar muito da própria saúde, o câncer de pulmão (papai era fumante desde os 13 anos) o matou, em poucos meses, da descoberta ao “embarque para Cayenne”, como ele mesmo brincava.

Serei eternamente grato a todos que ajudaram de alguma forma naqueles dias difíceis, com destaque para Clara Santos, sua namorada, que segurou a onda até o fim. E, é claro, minha família. Sempre que a saudade bate mais forte, eu converso com ele, pois acredito que as pessoas morrem, mas nunca em nossos corações.

José Penha Tavares foi muito mais de que pai, foi um grande amigo. Nosso amor vem das vidas passadas, atravessou esta e com certeza a próxima. Ele costumava dizer: “Elton, se eu lhe aviso sobre os perigos da vida, é porque já aconteceu comigo ou vi acontecer com alguém”.

Papai (com as mãos nos ombros da Clara, sua namorada), eu (de pé) e meu irmão Emerson (sentado de camisa branca). 1997. Saudade!

Meu mais que maravilhoso irmão, Emerson Tavares, disse: “Papai nos ensinou o segredo da vida: ser gente boa e companheiro com os que nos são caros (família e amigos). Sempre nos espelhamos nele. Para mim é um elogio quando falam que tenho o jeito dele, pois o Zé Penha foi um homem admirável, um verdadeiro ser humano!

Quem já passou por essa vida e não viveu, Pode ser mais, mas sabe menos do que eu”. A frase é do poeta Vinícius de Moraes. Ela define bem o meu pai, que passou rápido e intensamente por essa vida.

Essa montagem foi uma brincadeira do meu irmão, sobre tomarmos umas com o velho nos dias de hoje.

Queria que o Zé Penha tivesse vivido pra ver a Maitê, pra sacar que consegui me encontrar e ser um bom profissional, pra ver o grande cara que o Emerson se tornou. Enfim, pra tanta coisa legal. Também faço minhas as palavras do escritor Paulo Leminski: “haja hoje para tanto ontem”.

Ao Penha, dedico este texto, minha profunda gratidão e amor eterno. Até a próxima vez, papai!

Obs: Texto republicado todo ano nesta data e assim será enquanto eu sentir saudade. E essa saudade, queridos leitores, nunca passa!

Elton Tavares

Culto Ecumênico virtual alusivo à Páscoa é celebrado para membros e servidores do MP-AP

O Ministério Público do Amapá (MP-AP) realizou, nesta terça-feira (30), a celebração de Culto Ecumênico virtual alusivo à páscoa. O ato religioso foi ministrado pelo padre Paulo Roberto Matias, pelo pastor Evangélico, promotor de Justiça Iaci Pelaes, e o representante da Federação Espírita do Amapá (FEAP), promotor de Justiça Manuel Felipe Menezes Júnior, com transmissão, ao vivo, pelo Canal do MP-AP na plataforma YouTube, visando o cumprimento das medidas de prevenção da Covid-19.

O momento teve como objetivo a reflexão e motivação para os trabalhadores do MP-AP com mensagens de esperança, de procurarem olhar para frente e buscarem cada vez mais a humanização e a confraternização com o outro, principalmente em tempos difíceis, como o vivenciado de pandemia do novo coronavírus. Pela tradição, o tempo pascal é o mais forte de todo o ano, é a passagem de cristo, do senhor, que passou da morte à vida, à uma existência definitiva e gloriosa.

A procuradora-geral de Justiça, Ivana Cei, acompanhou o ato acompanhada da decana do MP-AP, procuradora de Justiça Clara Banha, e reforçou a importância de atos religiosos para fortalecimento da fé em momentos de dificuldades e de renascimento para uma vida mais fraterna. “A família do Ministério Público se soma as perdas de parentes, conhecidos, amigos pela Covid-19, vamos fazer desse momento uma corrente de oração, de fé, de suplica, de reconciliação, mas também pelo contágio de coração em coração pela vitória na cura, física e espiritual”, disse a PGJ.

Serviço:

Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Amapá
Gerente de Comunicação – Tanha Silva
Núcleo de Imprensa
Texto: Vanessa Albino
E-mail: [email protected]
Contato: (96) 3198-1616

Hoje é Dia de São José. Viva o nosso santo padroeiro!

São José de Macapá, em cima da Pedra do Guindaste – Foto: Márcia do Carmo

Hoje é o Dia de São José de Nazaré, esposo de Maria, pai de Jesus Cristo e padroeiro do Amapá. Por conta da profissão do santo, hoje também é Dia do Carpinteiro e Dia do Marceneiro. São José, que também é padroeiro dos trabalhadores e padroeiro da Bélgica.

Amo o Amapá e Macapá. Nasci e me criei aqui. Por isso, peço a “São Jusa” que interceda contra a criminalidade e trânsito pirado, tudo em larga escala para uma capital tão pequena, entre outras mazelas que assolam essa terra.

São José não protege somente a nós, amapaenses, mas todos que para cá vem viver e contribuir para a melhoria de nossa terra. Pena que, como santo, ele não pune os que só sugam, saqueiam e ainda desdenham da nossa linda Macapá.

Aliás, valei-me meu São José. Proteja-nos desse vírus que assola o planeta e este nosso lugar no mundo!

O feriado

Desde a criação de Macapá, São José sempre foi o padroeiro da capital amapaense, mas uma Lei Estadual de 2012 oficializou o santo padroeiro do Amapá, o que fez do dia 19 de março feriado em todo o Estado.

São José é o santo que nunca cansou de ficar de pé na Pedra do Guindaste, de frente para o Amazonas, sempre “vigiando” a nossa capital, contra maldades exteriores.

Enfim, não sou muito religioso, mas respeito a crença de todos. Como diz o poetinha Osmar Junior: “Ô São José da Beira Mar, protegei meu Macapá…”.

Viva o santo carpinteiro, valei-me meu São José!

Elton Tavares

Um dia na história: hoje a igreja de São José completa 260 anos – Por Nilson Montoril

Foto: blog Porta Retrato

Por Nilson Montoril

Um dia na história: 6 de março de 1761, há exatos 260 anos. Pouco mais de três anos após o lançamento da pedra fundamental, em Macapá, a Igreja de São José, edificada no Largo de São Sebastião era inaugurada. A solenidade contou com a participação do governador do Estado do Grão Pará, capitão-general Bernardo de Melo e Castro e foi antecedida de missa celebrada pelo bispo de Belém (PA), Frei João de São José e Queiroz.

Recorte de um antigo jornal, com foto na frente da Igreja de São José e legenda: “Em frente à matriz de Macapá, antes das competições de luta-livre e capoeira”. Imagem do acervo da Confraria Tucuju.

A igreja, relativamente diferente do que vemos hoje, era simples, sem os pormenores arquitetônicos feitos no decorrer dos anos. Tinha apenas uma nave interior, sem as laterais, medindo 22 metros de comprimento, desde a porta de entrada, que era única e central, até a mesa de comunhão.

Foto: Ewerton França

A largura da nave era de 11 metros, havendo ao lado da mesa de comunhão dois altares: um com a imagem de São Benedito e outro com quatro imagens de Nossa Senhora, daí ter ficado conhecido como o altar das Santas Virgens. O templo foi construído com recursos pecuniários obtidos por Mendonça Furtado junto ao Rei D.José I.

Nilson Montoril é professor e estudioso da História do Amapá.

Foto: Elton Tavares

Mais sobre a história da Igreja

A Igreja de São José de Macapá foi iniciada em 1752, seis anos antes da criação oficial da Vila de São José de Macapá.  O padre Joaquim Pair o seu primeiro vigário. Lá está imagem original do padroeiro São José,  esculpida em madeira, que tem 35 cm de altura, sendo considerada uma das relíquias sacras mais importantes do Estado.

Foto: Jorge Júnior

Nas paredes os quadros do padre Lino, retratam as belezas de passagens bíblicas. Do lado esquerdo de quem entra está “Os Desterrados”, ou fuga para o Egito; a direita de quem entra, São José Carpinteiro e Menino Jesus. Já houve um período em que a paróquia ficou sem vigário por 40 anos. Em 1904 o padre Francisco Hiller e o intendente coronel Teodoro Mendes restauraram a igreja (Informação encontrada no site do jornalista Seles Nafes).

Foto: Elton Tavares

Meu comentário: a Igreja de São José é o prédio é o mais antigo da capital amapaense. A cidade de Macapá cresceu em torno dela quando a cidade era chamada de Vila de São José de Macapá. O monumento, situado na Rua São José (claro), não é somente parte da religiosidade e a fé do povo tucuju, mas também de nossa  tradição cultural, histórica, litúrgica, teológica e memória da capital amapaense. Lembro das missas que fui lá com meus avós João e Peró, dos casamentos, de ir tomar tacacá da dona Bebé, que tinha uma banca bem da Igreja, entre outras muitas lembranças afetivas deste lugar sagrado nesta nossa cidade no meio do mundo.  (Elton Tavares).

Santa Missa em honra à São José é celebrada na Praça Samaúma, em frente a sede do MP-AP

O Ministério Público do Amapá (MP-AP) realizou, nesta sexta-feira (5), a celebração da Santa Missa em honra à São José. O ato religioso foi ministrado pelo bispo de Macapá, dom Pedro José Conti, e aconteceu na Praça da Samaúma, em frente à Procuradoria-Geral de Justiça – Promotor Haroldo Franco, com um número limitado de participantes presenciais e transmissão, ao vivo, pelo Canal do MP-AP na plataforma YouTube, visando o cumprimento das medidas de prevenção da Covid-19.

A imagem de São José foi conduzida até o altar pela decana da instituição, procuradora de Justiça, Clara Banha; e o secretário-geral do MP-AP, Alexandre Monteiro, fez a primeira leitura durante a liturgia da palavra. Já é tradição a peregrinação da imagem do Santo, no período de suas celebrações, por isso, o MP-AP também prestou sua homenagem.

Pela tradição da Igreja Católica, a festa do santo é celebrada no dia 19 de março. A festividade deste ano tem como tema “São José, protegei-nos com coração de pai” e começou no dia 1º de março e se estenderá até o dia 15 do mesmo mês, com realização híbrida da programação, devido a pandemia do novo coronavírus.

O chefe de gabinete da Procuradoria-Geral de Justiça, João Paulo Furlan, falou da alegria de receber São José no MP-AP. “Em nome da PGJ, Ivana Cei, é sempre uma emoção imensa receber a imagem do Santo Padroeiro em nossa instituição para nos abençoar e agradecer a vida e glória de estarmos aqui, principalmente nesse momento delicado em que vive nosso estado e o país. Roga por nós como um pai, São José, e protegei-nos”, manifestou Furlan.

Serviço:

Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Amapá
Gerente de Comunicação – Tanha Silva
Núcleo de Imprensa
Texto: Vanessa Albino
E-mail: [email protected]
Contato: (96) 3198-1616

Missa de envio abre a programação da Festividade de São 2021

No próximo sábado, 27, acontece a abertura da programação da Festividade de São José 2021. A missa de envio e de bênção das Imagens e Oratórios será na Catedral de Macapá, às 19h, e vai reunir paroquianos, fiéis e famílias devotas, além de representantes de instituições públicas e privadas para dar início aos festejos deste ano em honra ao santo padroeiro.

A missa será presidida pelo bispo diocesano, dom Pedro José Conti, e concelebrada pelo pároco da Paróquia São José, padre Rafael Donneschi, e tem por objetivo abençoar as imagens e oratórios de São José que serão utilizados pelas famílias e instituições durante a peregrinação e os encontros da Festividade 2021.

Cada devoto, família ou instituição que vai preparar um altar, andor ou oratório para homenagear a São José pode participar da celebração trazendo consigo o objeto ou uma imagem do santo padroeiro.

As peregrinações em instituições públicas ou privadas iniciam no dia 1 de março e seguem até o dia 15. No mesmo período as famílias devotas podem realizar os momentos de encontros em homenagem ao santo. Para este momento já está disponível o Livro de Peregrinações e Encontros preparado pela comissão organizadora.

Além da forte tradição do povo amapaense durante o mês de março, a preparação de um ambiente especial para homenagear o santo ganhou mais motivação graças à proclamação do Papa Francisco do Ano de São José a ser comemorado em toda a Igreja até o dia 8 de dezembro de 2021.

Oratório

Os fiéis, famílias devotas ou instituições também podem adquirir o Oratório de São José confeccionado especialmente pela comissão organizadora para a Festa deste ano.

O artigo religioso pode ser utilizado para substituir uma imagem na ornamentação do altar particular do devoto.

O Oratório de São José pode ser adquirido na secretaria da festa, localizada no subsolo da Catedral São José. O horário de atendimento é de segunda à sexta, 8h às 12h e de 15h às 19h. Aos sábados e domingos, antes das celebrações na lojinha da festa, na praça em frente à Catedral.

Transmissão

Devido às restrições de público por conta da pandemia do novo coronavírus, o acesso de fiéis está limitado a 300 pessoas na área interna da Catedral.

Para que os devotos possam acompanhar a missa e a benção, as páginas da Diocese de Macapá e da Catedral no Facebook irão realizar a transmissão do momento. Os fiéis também poderão acompanhar a transmissão através da Rádio São José 100.5 Fm.

Diocese de Macapá
Pastoral da Comunicação
Contato: 98414-2731

Lançado livro das peregrinações e encontros da Festividade de São José

A comissão organizadora da Festividade de São José da Diocese de Macapá lançou na última semana o Livro das Peregrinações e Encontros para a festa deste ano em honra ao santo padroeiro.

Os devotos podem adquirir o livro no valor de R$ 5,00 na Lojinha da Festa que funciona na secretaria da festa no subsolo da Catedral São José e aos sábados e domingos, antes das celebrações.

O livro foi elaborado com o intuito de oferecer às instituições e famílias que irão se preparar para a festa um subsídio contendo a mensagem do bispo diocesano, orações, novenas, tríduo de preparação e cantos que permitam aprofundar a devoção a São José.

Os temas dos encontros foram inspirados na Carta Apostólica “Patris corde” (Com coração de Pai) do Papa Francisco, que proclamou de 8- de dezembro de 2020 a 8 de dezembro de 2021 um Ano dedicado ao padroeiro São José.

Temas

Os encontros preparatórios possuem como temas:

1° A história e a tradição do culto e da devoção da Igreja Católica para são José
2º encontro: São José, Pai Amado
3º. Encontro: São José, Pai Na Ternura
4º. Encontro: São José, Pai Na Obediência
5º. Encontro: São José, Pai No Acolhimento
6º. Encontro: São José, Pai Com Coragem Criativa
7º. Encontro: São José, Pai Trabalhador
8º. Encontro: São José, Pai Na Sombra
9º. Encontro: São José Padroeiro Da Igreja Católica

Diocese de Macapá
Pastoral da Comunicação
Contato: 98414-2731

Sobre a quarta-feira de cinzas

Hoje é quarta-feira de cinzas. Trata-se do primeiro dia da Quaresma (quarenta dias antes da Páscoa, sem contar os domingos) no calendário Cristão ocidental (Católico). Neste dia, os católicos rezam, silenciam, pagam alguma penitência, fazem caridade e até jejum. Os carolas, claro.

As cinzas que os Cristãos Católicos recebem neste dia, durante uma missa, são um símbolo para a reflexão sobre conversão, mudança pra melhor e ponderação sobre a fragilidade da vida humana em relação à morte.

A data que inicia a Quaresma varia a cada ano, dependendo da data da Páscoa. Pode ser do começo de fevereiro até a segunda semana de março. Sempre depois do carnaval.

Sabem, não sou religioso. Mas acredito na força de codinome Deus, que rege tudo isso aqui. Tenho muitos amigos que se dizem ateus. Respeito a opinião deles. E outros que são religiosos em demasia. Assim como Rubem Alves, “eu achava que religião não era para garantir o céu, depois da morte, mas para tornar esse mundo melhor, enquanto estamos vivos.”

Quem for à missa hoje receber suas cinzas, boa reza. Afinal, cada um de nós deve rezar, orar ou proceder como lhe aprazia.

Para mim, hoje é o dia que o Carnaval acabou (sei que esse ano não teve Carnaval, mas dentro de mim rolou sim).O ano começou de fato e com ele a realidade cotidiana, após alguns dias distante dela.

Ainda bem que a Semana Santa não demora a chegar, graças a Deus!

Elton Tavares

Lançamento da Festividade de São José 2021

A Diocese de Macapá realiza na sexta-feira, 5, a apresentação da Festividade em honra à São José. O evento acontece às 9h na Catedral São José. O santo é padroeiro da Paróquia do centro da capital, da Diocese, do município de Macapá e do estado do Amapá.

No lançamento será apresentado o tema, o lema, o cartaz e programação da Festividade de 2021. A festa tem seu ápice na celebração da solenidade litúrgica dedicada ao santo no dia 19 de março e este ano ganha uma motivação especial por conta do Ano de São José, proclamado pelo Papa Francisco para o período de 8 de dezembro de 2020 à 8 de dezembro de 2021.

Serviço:

Lançamento da Festividade de São José 2021
Data: 5 de fevereiro de 2021
Local: Catedral São José – Av. General Gurjão, 588 – Centro – CEP 68.900-050
Horário: às 9h

Jefferson Souza (96) 99139-0682 |
Gerge Duarte – (96) 98101-8788
Diocese de Macapá
Pastoral da Comunicação
Contato: 98414-2731

TOIA DULCE (homenagem à , Primeira Mãe-de-Santo do Amapá) – Por Fernando Canto

Por Fernando Canto

Macapá, a cidade mais fortificada ao norte do Brasil, fora um burgo intransponível para o novo, com suas mazelas de facas que cortavam as águas do Amazonas.

E o novo se escondia entre a liberdade de falar com estranhos deuses e a rebentar com a força das marés os impedimentos e os muros da hegemonia dominante do catolicismo.

Um dia houve a permissão para o estabelecimento da matriz africana sob o sol causticante do equador, e eles, os orixás, vieram tímidos se instalar sob a guarda da pálida lua que nasce bela no continente africano para romper com seu clarão indescritível o estuário do rio.

Foi então que a alma, a intangível alma dos determinados, encarnou a pele ancestral do mundo para transformá-lo em referência de luta e esperança a todos que sabiam, mas não podiam reverenciar suas raízes.

Foi então que Toia Dulce, a princesa da tradição, encarnou definitivamente o novo, quebrando o antes inacessível muro social e religioso, que aos poucos foi desmoronando, mesmo contra as reações dos poderosos.

Foi então que a história protagonizou a mão de Toia Dulce para direcioná-la aos caminhos do bem, do amor e da caridade, em constante luta contra o preconceito e a discriminação sofrida pela família, até o reconhecimento de alguns pela sua prática religiosa, depois tão solicitada.

Essa mesma mão que curava com suas ervas e unguentos a dor dos pobres, das crianças e dos desesperados, fulgurava na sua humildade pelas manhãs macapaenses, nem sempre descansando, mas pensando na melhoria do mundo, no embalo de uma cadeira, no pátio de sua casa no velho bairro da Favela.

Tia Dulce, Mãe Dulce, Toia Dulce, era, sim, a mesma mulher transfigurada de humildade e detentora do orgulho de ser negra, benzedeira e curandeira, e ser humano de aura mística mais esplendorosa.

Toia Dulce se foi rompendo silêncios, quebrando medos e construindo e deixando segredos e novas formas de lutar contra o medo. Deixou palavras aladas, cânticos e amores pelas memórias e pelos corações dos que com ela aprenderam a sonhar e a lutar. Deixou em curso o descascar da fruta e o renovar da pele contra as máscaras invisíveis da vida.

Eu lembro. Eu a vi ali, tantas vezes no dia dois de fevereiro, com seu bailado e seu canto a banhar com água benta os que precisavam mudar suas vidas. Eu vi. Eu lembro. O seu sorriso doce como as águas do Amazonas que levam neste instante nossas oferendas a essa princesa que reinou e nos deixou o tesouro de sons e amores, onde não cabem sombras, apenas luzes para sempre. Saravá!

(*) Homenagem à dona Dulce Moreira, Primeira Mãe-de-Santo do Amapá

NOTA. Toia= Termo feminino derivado de Toi, que significa Pai na tradição Jêje maranhense. No pará trata-se de um termo anteposto ao nome de uma entidade para indicar sua ascendência nobre.

*Republicado por hoje ser o Dia de Iemanjá.

Com apoio da Secult/AP, Fecarumina realiza VI Festival de Iemanjá – Rainha do Mar

A Federação Cultural Afro-Religiosa de Umbanda e Mina Nagô (Fecarumina) realiza, nesta terça-feira, a partir das 17h30, o VI Festival de Iemanjá – Rainha do Mar. O evento, que será online, conta com o apoio da Secretaria de Estado da Cultura do Amapá (Secult/AP), que repassou R$ 30 mil reais, por meio de recursos da Lei Aldir Blanc, à Fecarumina. Este montante será investido no pagamento de cachê das apresentações artísticas e manifestações afro culturais.

De acordo com o titular da Secult, Evandro Milhomen, ressaltou que o aporte financeiro visa fomentar a cadeia produtiva cultural no estado e assim garantir a geração de renda para o setor, que foi diretamente afetado pela pandemia do novo coronavírus.

Titular da Secult, Evandro Milhomen – Foto: Diário do Amapá

“Sabemos da importância cultural da Matriz Africana. Portanto, demos apoio ao evento de forma online, mas com respeito aos movimentos culturais afro. Isso mostra o nosso repeito e compromisso com a cultura, tradição e memória. Ela faz parte da identidade nosso povo e nossa concepção de ‘cultura’, primordial para a formação da sociedade amapaense”, frisou o secretário de Estado da Cultura.

A live será transmitida pelo Facebook da Fecarumina, a partir das 17h30, no endereço eletrônico:

https://www.facebook.com/fecarumina.ap

Foto: Fecarumina

Mais sobre o Dia de Iemanjá

No dia 2 de fevereiro, dia de Iemanjá, festejada em todo o Brasil, a Fecarumina programa um festival em sua homenagem na orla de Macapá, reunindo fiéis e admiradores de religiões de matriz africanas, e comunidades que realizam festejos tradicionais e culturais com raízes afro. No Amapá, cerca de 300 terreiros estão em funcionamento, e movimentam um grande número de pais, mães e filhos de santos, que cultuam entidades nascidas da natureza, simbolizadas por imagens. Por conta da pandemia, esse ano o evento será online.

Iemanjá é um Orixá africano, rainha dos mares, protetora dos pescadores e jangadeiros. Assim como outras entidades de terreiros, é professada no catolicismo, e chamada de Nossa Senhora da Conceição, uma das manifestações da Virgem Maria. Em suas festas, devotos e pagadores de promessas a homenageiam com canto, dança e orações, e jogando flores nas águas.

VI Festival de Iemanjá abre programação em comemoração ao aniversário de 263 anos de Macapá

Iemanjá – Imagem ilustrativa surrupiada da amiga Telma Miranda

Nesta terça-feira (2), a Prefeitura Municipal de Macapá, por meio do Instituto Municipal de Políticas Públicas de Promoção da Igualdade Racial (Improir), realiza o VI Festival de Iemanjá. Este ano, em decorrência da pandemia da covid-19, a festa em saudação à Rainha do Mar acontecerá em local fechado e será transmitida a partir das 17h30 através de uma Live na página da Prefeitura de Macapá no Facebook.

Todas as atividades foram organizadas em parceria com Federação dos Cultos Afro-religiosos de Umbanda e Mina Nagô do Amapá (Fecarumina) e a programação conta com homenagens aos membros das comunidades tradicionais de terreiro vítimas da covid-19, rufar dos tambores com saudações de candomblé, umbanda e mina, entregas de oferendas e banho de cheiro.

Programação:

17h30 – Início da Live com homenagens aos membros de comunidades tradicionais de terreiro vítimas da Covid-19

18h – Pronunciamento das autoridades religiosas e gestores públicos municipais

18h30 – Rufar dos tambores com saudações de candomblé, umbanda e mina

19h20 – Ritual de entrega das oferendas e banho de cheiro

20h30 – Encerramento da Live

Serviço

Local: Escola Municipal Antonio Barbosa
Endereço: Avenida Novo Horizonte, 153, Santa Inês
Horário: a partir das 17h30

Aline Paiva – 98116-1016
Ascom PMM

Nota de esclarecimento: estado de saúde padre Paulo Roberto e padre José Cláudio

A Pastoral da Comunicação da Diocese de Macapá e a Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro em Santana informam que na manhã deste domingo, 17, enquanto celebrava a Santa Missa, o vigário paroquial padre Paulo Roberto Matias apresentou uma indisposição de saúde, seguida de um desmaio, sendo imediatamente socorrido pelos presentes e encaminhado ao Hospital de Emergência da cidade para o atendimento médico.

Após os exames necessários e, tendo recebido a devida medicação, o padre foi liberado e já se encontra em sua residência em recuperação.

Oportunamente, a Paróquia informa também que não houve qualquer problema de saúde ou outro incidente com o pároco padre José Cláudio, estando ele normalmente executando neste dia suas atividades pastorais.

Pascom