MP-AP recebe imagem Peregrina de Nossa Senhora de Nazaré

A Procuradoria-Geral de Justiça – Promotor Haroldo Franco, sede do Ministério Público do Amapá (MP-AP), recebeu, na manhã desta quarta-feira (25), a imagem peregrina de Nossa Senhora de Nazaré. A peregrinação da Santa pelas instituições públicas faz parte dos preparativos para o Círio de Nazaré, que será realizado na capital amapaense no dia 13 de outubro de 2019.

O tema deste ano é “Salve Maria, rainha da Amazônia missionária”, devido à Conferência da Amazônia e ao pedido do Papa Francisco para a intensificação das orações neste mês, que é do missionário. O período também foi escolhido pelo bispo Dom Pedro, em razão de Nossa Senhora ser a Padroeira da Amazônia.

Para receber a imagem, houve a apresentação da banda da Polícia Militar do Amapá (PM-AP). Na ocasião, o padre Rafael Donnaschi celebrou Missa no auditório do MP-AP, com a participação de cantores da Diocese de Macapá. Na ocasião, membros e servidores do órgão ministerial se fizeram presentes e receberam as bênçãos da Santa.

Durante a missa, a procuradora-geral de Justiça do MP-AP, Ivana Cei, ressaltou a alegria de receber Nossa Senhora de Nazaré no órgão, por ser a mãe de todas as nações. Pediu bençãos e que a santa contagiasse todos os membros e servidores e suas famílias de paz.

“Que Nossa Senhora continue nos protegendo, intercedendo por esse povo amazônida, tão rico em diversidade. Na biodiversidade múltipla que talvez em nenhum lugar do mundo nós tenhamos. Que ela continue dando força e pedindo por nós, para que a nossa mãe Terra, nossa oca, continue sendo profícua”, pontuou a procuradora-geral de Justiça do MP-AP, Ivana Cei.

A peregrinação

A peregrinação da imagem começou no início de setembro. A Santa percorrerá, até o dia que antecede o Círio de Nazaré, cerca de 60 locais, entre órgãos públicos, hospitais, igrejas e prédios da iniciativa privada em Macapá. A ação, que visa congregar fiéis para a celebração católica em honra à Nossa Senhora, é coordenada pela Diocese de Macapá, e conta com 30 voluntários que se revezam a cada visita nas instituições.

O Círio de Nazaré

O Círio de Nazaré em Macapá é a maior festa religiosa do Estado e acontece já há 85 anos, sempre no segundo domingo de outubro. O primeiro Círio foi realizado no dia 4 de novembro de 1934. Com um percurso de quatro quilômetros, a procissão sai do Santuário Nossa Senhora de Fátima, no bairro Santa Rita, pelas ruas de Macapá, até a Igreja São José. A manifestação católica faz parte do calendário histórico e cultural do Amapá.

Este ano são esperados mais de 150 mil fiéis na peregrinação pelas ruas da capital amapaense, com cerca de 400 voluntários no apoio do translado pelas vias da cidade. Os dados foram fornecidos pela coordenação do evento.

SERVIÇO:

Elton Tavares – Diretor de comunicação
Texto: Vanessa Albino
Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Amapá
Contato: (96) 3198-1616
E-mail: [email protected]

Romaria dos Ciclistas é a primeira do Círio 2019 em Macapá

Nesta quinta, 26, a partir das 19h30, acontece a 6° edição da Romaria dos Ciclistas. A programação inicia o ciclo das romarias do Círio 2019, momento marcado pela demonstração de fé e devoção dos ciclistas do Amapá à Nossa Senhora de Nazaré.

Ela é uma das mais novas formas de homenagens. Iniciada em 2014, representa a preocupação da igreja com a educação no trânsito, a ciclomobilidade urbana e o incentivo à prática de atividades físicas.

Para o momento são esperadas pessoas que usam a bicicleta como seu principal meio de transporte, cicloturistas, atletas profissionais e praticantes eventuais do esporte.

O percurso deste ano terá como ponto de partida a sede do comando geral da Polícia Militar do Amapá, no bairro do Beirol. A chegada está marcada na casa de um devoto, por volta de 21h, onde acontecerá um momento de espiritualidade e agradecimentos.

Serviço:

Romaria dos Ciclistas
Dia: 26 de outubro (quinta-feira)
Hora: 19h30
Local: Comando Geral da Polícia Militar do Amapá.
Endereço: Rua Jovino Dinoá, Beirol

Percurso:

Rua Jovino Dinoá \ Av. dos Xavantes \ Rua Leopoldo Machado \ Rua Francisco Martins \ Rua do Araxá \ Rua Beira Rio \ Av. Henrique Galúcio \ Rua Raimundo Ozanan \ Av. Pedro Baião \ Rua General Rondon \ Chegada na casa do devoto.

Contatos:
Gerge Duarte (Asscom Círio 2019) – 98101-8788

Neste sábado (21), rola o show “A Barca do Iraguany, uma Barca para o Círio de Nazaré”, no Bar do Vila

Neste sábado (21), partir das 20h, no Bar do Vila, vai rolar “A Barca do Iraguany, uma Barca para o Círio de Nazaré”. A noite contará com apresentações dos músicos com Ricardo Yraguany, Laura do Marabaixo e convidados: Enrico di Miceli; Banzeiro Brilho de fogo; Oneide Bastos; Rony Moraes; a poesia de Andreia Lopes e Mary Baraka, além da performance da DJ Insane.

“A Barca do Iraguany, uma Barca para o Círio de Nazaré” é um projeto artístico cultural que busca reunir os diversos seguimentos da nossa cultura como: música, teatro, dança, poesia, capoeira, entre outros, para homenagear o tradicional Círio de Nossa Senhora de Nazaré.

O projeto é itinerante e está em sua quinta edição, este ano será realizado no Bar do Vila, onde Barca do Iraguany e Laura do Marabaixo receberão os artistas.

O objetivo é despertar a atenção do público para a importância de valorizar a nossa diversidade cultural e religiosa, como pleno exercício de cidadania proporcionar a interação do público com apresentações culturais com mensagens de fé, paz, amor, esperança, solidariedade e exaltação de nossa senhora e ao Círio de Nazaré; o Bar do Vila funcionará como posto de arrecadação de água pra distribuir no Círio.

Breve histórico do Círio de Nazaré:

O primeiro círio Nossa Senhora de Nazaré foi realizada no ano de 1934, quando Macapá ainda pertencia ao Estado do Pará, e foi idealizada pelo entusiasmo do Senhor Major Eliezer Levy, Prefeito Municipal da cidade que juntamente com outras pessoas macapaenses como: José Santana, Martinho Borges da Fonseca, Cesário dos Reis Cavalcante, Manoel Eudóxio Pereira, Sophia Mendes Coutinho, Ernestina Santana, Rita Cavalcante e Tereza Serra e Silva, organizaram, e levaram em frente a feliz ideia e assim, deu-se a realização do primeiro “Círio” de Nazaré em 06 de novembro de 1934, e que, apesar das dificuldades da época, o mesmo revestiu-se de grande beleza.

A transladação noturna da imagem de Nazaré, na véspera do Círio, saiu da Igreja de São José, para a residência do Senhor Cesário dos Reis Cavalcante, localizada na chamada “Rua da Praia”, hoje, Avenida Amazonas, e dessa novamente, para a Matriz de São José. O cortejo do Círio foi pequeno, porém, bem organizado; na frente um esquadrão de vinte (20) cavaleiros, logo em seguida anjos conduzindo as bandeiras do Brasil e da Igreja, continuando o carro dos anjos e o “Escaler” da Marujada, rememorando um dos milagres da Virgem Finalmente a Berlinda levando a Imagem da Virgem de Nazaré.

Atualmente nove romarias fazem parte da programação oficial do Círio de Nazaré, em Macapá, no Amapá. A cada ano, mais fiéis aderem às manifestações de carinho por Nossa Senhora nessas programações, além da grande procissão que acontecerá no domingo dia (14). Cada caminhada tem um significado e importância, segundo os organizadores. A grande procissão já é realizada há mais de 80 anos na capital amapaense.

A mais nova romaria é dos Ciclistas que vai ocorrer pelo quarto ano, também é público e notório o quanto o Círio movimenta a economia, e o trânsito de pessoas em nossa cidade, sendo este um momento muito oportuno para que a nossa cultura que é a alma do no nosso povo seja exaltada.

Serviço:

“A Barca do Iraguany, uma Barca para o Círio de Nazaré”,
Local: Bar do Vila, localizado na Avenida Mendonça Furtado, Nº 586, no centro de Macapá.
Data: 21/09/2019
Hora: a partir das 20h

Texto: Ricardo Iraguany e Andreia Lopes

Revista Círio de Macapá será lançada na Missa do envio do Bispo Dom Pedro ao Sínodo da Amazônia

A Pastoral da Comunicação da Catedral São José irá lançar a Revista Círio de Macapá Edição III, no dia 22 de setembro, às 19h, na Catedral de São José. A apresentação da Revista será após a Missa do Envio do Bispo Dom Pedro, ao Sínodo da Amazônia. Um exemplar da Revista Círio de Macapá será entregue ao Papa Francisco, pelo próprio Bispo.

O Círio de Nazaré acontece todos os anos – no segundo domingo do mês de Outubro – e envolve pessoas de diferentes partes e classes. Mais de 150 mil pessoas se unem em devoção a Nossa Senhora de Nazaré. Essa é uma tradição religiosa que tem berço em Portugal, cresceu em Belém do Pará e estendeu-se para Macapá. Na época, a Diocese de Macapá ainda fazia parte do Grão-Pará, porém a festividade de Macapá tem uma identidade própria e única.

Contando a simbologia da estrutura da procissão, a revista está voltada para a religiosidade amazônica e outras temáticas que narram os elementos que compõem a grande romaria. As histórias são narradas por meio de reportagens, artigos, depoimentos e fotografias.

São histórias de superação, fé, devoção e amor pela Mãe de Jesus, a mulher que se fez Rainha da Amazônia. Algumas fotografias fazem parte dos arquivos da Diocese de Macapá e outras foram cedidas por alguns fotógrafos profissionais da capital.

Feita para um povo que é peça essencial para que aconteça a grande procissão, a revista Círio de Macapá 2019 busca mostrar em suas páginas um olhar sobre as comunidades tradicionais e a devoção mariana, além de apresentar as especificidades do Círio e suas características na sociedade com emocionantes depoimentos de devotos.

Produção

A revista foi produzida pela Pastoral da Comunicação da Catedral São José com o apoio da Comissão organizadora do Círio, do Bispo Dom Pedro, padre Rafael, diagramadores, revisores, jornalistas, fotógrafos, acadêmicos de jornalismo, padres, seminaristas, autoridades do judiciário, empresários e instituições de Macapá.

Objetivo

A revista tem objetivo de ajudar a custear a nova instalação elétrica da Catedral de São José, com o valor simbólico de R$ 10, será vendida durante as festividades.

Serviço:

Pastoral da Comunicação da Catedral São José
Anézia Lima
Ascom Revista Círio de Macapá
Comunicação Círio
Contato: (96) 98110-6240

Hoje é Sexta-Feira 13 (saiba mais sobre as lendas deste dia, que mexem com o nosso imaginário)

Hoje é sexta-feira 13. Rolam muitas lendas e superstições sobre a data. Não é fácil explicar o Mitolo42 (1)motivo pelo qual muitos temem as sextas-feiras 13. Mas alguns supostos eventos, de acordo com algumas crenças e história, amaldiçoaram a o dia.

As histórias mais conhecidas envolvem a crucificação de Jesus Cristo, que teria ocorrido numa sexta-feira, já que a páscoa judaica é comemorada no dia 14 do mês de Nissan, segundo o calendário Hebraico, além do fato que após uma ceia com 13 pessoas (os 12 apóstolos e o próprio Jesus).lokimatabalder

Também existe um conto da mitologia nórdica, em que um jantar para 12 deuses foi invadido por Loki, o espírito da discórdia, e resultou na morte de Balder, divindade da Justiça, o favorito dos deuses. Por isso é considerado mal agouro convidar treze pessoas para um jantar, mas tem pessoas que também consideram mal agouro porque os conjuntos de mesex131sa são constituídos por 12 copos, 12 pratos e 12 talheres.

Outra lenda diz que a deusa do amor e da beleza era Friga (que deu origem a frigadag, sexta-feira). Quando as tribos nórdicas e alemãs se converteram ao cristianismo, Friga foi transformada em bruxa. Como vingança, ela passou a se reunir todas as sextas com outras 11 bruxas e o demônio, os 13 ficavam rogando pragas aos humanos.BLODEUWEDD Deusa CELTA

De volta ao cristianismo, historiadores apontam o 13 de outubro de 1307, uma sexta-feira, como o dia em que o Rei francês Filipe IV declarou ilegal a Ordem dos Templários, cujos membros foram torturados e mortos por heresia.

Além das crentemplarios_imagens03 (1)ças antigas, a propagação do 12 como número completo, utilizado para medir os meses, signos do Zodíaco e tribos de Israel, desvalorizou o 13, cujo medo irracional causado nas pessoas ganhou o pomposo nome de triscaidecafobia – e, no caso do temor da própria sexta-feira 13.

Seja qual for a versão oficial, o que importa é que seu efeito assusta e seduz a nossa imaginação. Seu mau agouro serve como inspiração para a produção de filmes e músicas no intuito de entreter e assustar.

j2O mais famoso representante dessa leva é a série de filmes “Sexta-Feira 13”, que conta a história do assassino Jason Voorhees, que após morrer afogado ainda jovem, volta para assombrar aqueles que se aventuram pela colônia de férias Crystal Lake.

Apesar das dezenas de tiros, facadas e machadadas, o deformado psicopata, que esconde seu rosto por trás de uma máscara de hockey, sempre sobrevive para mais uma sessão de assassinatos. A lenda ainda afirma que Jason, não por acaso, nasceu em 13 de junho de 1946, uma sexta-feira.

j1O Jason já deve estar assombrando por aí, com o seu terçado em punho, no imaginário de alguns malucos.

Então isso não tem nada de azar e sim muita sorte. Vamos todos assombrar, confraternizar, beber cerveja, papear, rir e tudo o que nos fizer felizes.

Elton Tavares

Fontes: Último Segundo e Teclando no Trono.

E se? (como seria se eu tivesse feito escolhas diferentes?)

Escrever/dizer que “todos somos produtos de nossas escolhas” é chover no molhado, ok? Ok. Entre tantos caminhos, certos ou errados por conta das decisões que tomamos, chegamos aqui. É como disse o filósofo e escritor francês Jean-Paul Sartre: “ser é escolher-se”. Pois é, mesmo com muitos erros, poucos fracassos e muitas reviravoltas, quem me escolheu foi eu mesmo (ou inventou), consequentemente, meus rumos.

Assim como em uma crônica do escritor Luís Fernando Veríssimo, intitulada “Alternativas”, resolvi escrever novamente (de forma sintetizada) sobre escolhas (aventuras e desventuras). Aí saiu esse devaneio aí debaixo:

Todos esses “EU’s” pensavam que sabiam da vida. Nem imaginavam quantas aventuras e desventuras ainda viriam. A juventude é divertida, mas engraçada.

Tenho 42 anos, sou jornalista, assessor de comunicação e editor deste site, mas como seria se tivesse feito escolhas diferentes?

Se tivesse escutado mais os meus pais e passado direto em todas as séries e me formado em Belém (PA)? Talvez não tivesse me envolvido em tantas brigas e furadas, mas saberia do que os maus são capazes? Certamente não. Ah, se tivesse continuado com a natação ou o basquete, ao invés de ter começado a beber aos 14 anos? A única certeza é que seria mais saudável e não estaria tão porrudo.

Se não tivesse ido morar com aquela menina em 1996? E se tivesse me empolgado ao ponto de ir para a Bolívia (BOL) em 2000? Se não tivesse ido para a Fortaleza (CE) em 2006? Se não tivesse me enrolado com quem não conhecia de verdade? Se não tivesse me envolvido com tanta gente de lá pra cá…Feito e desfeito laços afetivos? E refeito? Nunca será possível saber.

E se tivesse lido mais livros do que ouvido discos de rock e assistido filmes? Não, prefiro do jeito que foi mesmo. Deu para sorver conhecimento divertindo-me e ainda li bastante, para um cara meio marginal na juventude.

Se tivesse topado aquele convite da chefe de redação do Portal Amazônia e ido morar em Manaus (AM) estaria lá ainda? Não tenho certeza, mas se estivesse, seria doloroso, pois sou muito apegado aos meus.

Se não tivesse dito a dura verdade tantas vezes e magoado amigos? Não, prefiro a verdade, doa a quem doer. Arrependimentos ou desculpas não desatam nós ou colam o que se quebrou. Seja lá qual foi a sua escolha no passado, seja nostálgico, triste, feliz ou engraçado. O importante é o hoje e o amanhã, mas isso não impede de pensar como seria?

Se aqueles tiros, em 2001, tivessem me acertado? Se aquele carro na estrada, em 2011, tivesse capotado, aos invés de somente girar várias vezes e sair da rodovia? Estaria vivo ou sequelado? Se não tivesse me metido em tantas brigas de rua, teria aprendido a me defender?

E se em universos paralelos, ou outras dimensões, cada um de nós possui vidas vivendo as outras escolhas? Quem sabe? Não, já é doidice minha.

Se não vivêssemos tantos momentos eufóricos e decepcionantes? De volta aos escritos de Sartre, que falou sobre as consequências de “ter escolhido algo/alguém ou deixado de escolher algo/alguém”. O único arrependimento? Não ter cuidado da saúde e ter virado este gordão. O resto está melhor do que eu pensava.

Eu, hoje, em agosto de 2019.

Com todas as escolhas ao longo da jornada, aprendi que, se você trabalha, faz o bem e não interfere na felicidade alheia, tudo se ajeita com o tempo. E ainda há tempo para muita vida. Sejam quem vocês querem ou pelo menos lutem por isso.

Sua vida não é feita de decisões que você não toma, ou das atitudes que você não teve, mas sim, daquilo que foi feito! Se bom ou não, penso, é melhor viver do futuro que do passado” – Luís Fernando Veríssimo.

Elton Tavares

Missa do envio das peregrinações marca o inicio do Círio 2019 em Macapá

A celebração deste sábado, 31, dá início as programações do Círio de Nazaré 2019. A missa a ser realizada na Catedral São José, às 17h, apresentará as equipes e fará o envio das imagens que estarão em peregrinação por igrejas e instituições públicas e privadas de Macapá. Neste ano cerca de 70 repartições farão parte da Peregrinação, programação que acontece até o dia 12 de outubro e conta com uma peregrinação especial nas paróquias da cidade.

Círio de Nazaré

Conhecido como o maior evento religioso mariano do Amapá, o Círio de Nossa Senhora de Nazaré 2019 traz como tema “Salve Maria, Rainha da Amazônia Missionária ” celebrando o sínodo da Amazônia que também acontecerá em outubro deste ano na cidade do Vaticano em Roma, aonde o bispo da diocese de Macapá se fará presente. O ponto alto da festividade acontecerá no dia 13 de outubro, com missa e procissão que leva a imagem de Nossa Senhora de Nazaré pelas ruas do centro da cidade.

Serviço:

Missa de envio das imagens e equipes
Dia: 31/09/20
Hora: 17h
Local: Catedral São José
Endereço: Rua General Rondon, Centro.

Diocese de Macapá
Gerge Duarte / Asscom Círio 2019
Contato: (96) 98101-8788

Representação bicentenária da batalha entre mouros e cristãos marca Festa de São Tiago, no AP

Encontro entre cavaleiro cristão (de branco) e cavaleiro mouro (de vermelho) inicia confronto — Foto: John Pacheco/G1

Por John Pacheco

Olhos e ouvidos abertos de milhares de pessoas acompanharam atentamente uma tradição de 242 anos no interior do Amapá. A encenação a céu aberto da batalha entre mouros (muçulmanos) e cristãos marcou o ponto alto da Festa de São Tiago na tarde desta quinta-feira (25) na comunidade de Mazagão Velho, a 70 quilômetros de Macapá.

A representação histórica conta a trajetória do povo negro que deixou a África no século 18 após conflitos político-religiosos para viver na pequena comunidade em plena Amazônia.

Figuras de São Jorge e São Tiago que se lideraram vitória contra os mouros — Foto: John Pacheco/G1

A tradição de celebrar São Tiago foi trazida pelas primeiras famílias que colonizaram a região, após a desativação da colônia portuguesa de Mazagão, em Marrocos. O santo, segundo a tradição, se juntou aos cristãos anonimamente durante a batalha.

A figura de São Tiago, assim como dos personagens principais, fica a caráter dos próprios moradores. O personagem principal em 2019 ficou a cargo do bombeiro militar da Força Nacional Pedro Neto, de 30 anos. Ele interpreta o herói para cumprir promessa feita pela mãe.

“Passei por uma enfermidade, onde fiquei entre a vida e a morte, e a minha mãe com sua fé tremenda em São Tiago, pediu intercessão junto à Jesus Cristo, que se fosse estabelecida a minha saúde, eu faria a figura de São Tiago. E 20 anos depois estou aqui”, contou.

Bombeiro Pedro Neto representou São Tiago após promessa da mãe — Foto: John Pacheco/G1

A expectativa da organização era atrair 40 mil visitantes nesta quinta-feira em Mazagão Velho, onde além da encenação, acontecem festas e passeios turísticos. A programação iniciou em 16 de julho com missas e bailes, e ainda segue até 28 de julho. Confira as atrações.

Mesmo não sendo feriado, a empresária Terezinha Augusta, de 41 anos, deixou a venda de bijuterias para conhecer a tradição no interior do estado ao lado dos dois filhos.

“Já vim em outros anos e sempre gostei. Faço o programa completo: como, bebo e assisto. É algo nosso, que precisa ser valorizado sempre, e valorizado por nós amapaenses”, disse.

Encontro entre soldados mouros e cristãos durante a encenação — Foto: John Pacheco/G1

Batalha entre mouros e cristãos

Antes do ponto alto, que foi a batalha, a encenação iniciou na quarta-feira (24) com o baile das máscaras, que seria a comemoração dos mouros que pensaram ter matado os portugueses após terem lhes oferecido comida envenenada como suposto sinal de trégua.

Ao desconfiarem das intenções, os cristãos foram mascarados até o baile levando a comida e distribuindo para os animais dos mouros, que no dia seguinte amanheceram mortos. Alguns soldados também morreram, entre eles o chefe dos mouros, o Rei Caldeira.

Menino Caldeirinha vira rei dos mouros após a morte do pai, o Rei Caldeira — Foto: John Pacheco/G1

A partir daí iniciou a batalha, mas antes os mouros mandaram um espião ao acampamento dos cristãos, o “bobo velho”, que ao se aproximar foi apedrejado. Na encenação em Mazagão, a passagem é marcada pelo soldado montado em um cavalo, e ao invés de pedras, a comunidade atira bagaço de laranja no bobo.

O momento é um dos mais celebrados e reúne moradores da vila e visitantes. A partir daí inicia-se o confronto marcado pela morte do soldado Atalaia, um cristão mandado ao acampamento mouro que após roubar a bandeira inimiga é capturado, morto e tem a cabeça arrancada.

O momento é um dos que mais levanta o público, pois o Atalaia é manchado com tinta vermelha simulando sangue e em seguida tem o corpo erguido e levantado pela rua.

Passagem dos máscaras: parte do exército mouro fantasiado visando assustar os cavalos inimigos — Foto: John Pacheco/G1

No teatro à céu aberto, parte do exército mouro é vestido com máscaras visando assustar os cavalos inimigos. As batalhas seguintes são marcadas pela fé até a vitória dos cristãos. O ato final é o vominê, a dança da vitória dos soldados cristãos, entre eles o guerreiro Tiago e São Jorge, que se uniram aos devotos de Cristo nas lutas.

Fonte: G1 Amapá

FESTA DE SÃO TIAGO: tradição e cultura em Mazagão Velho

Por Cléber Barbosa, com colaboração de Gabriel Penha

A Festa de São Tiago 2019 iniciou nesta semana, no distrito de Mazagão Velho, município de Mazagão, comunidade a cerca de 70 quilômetros da capital, Macapá. Como manda a tradição, os fogos e os tiros das alvoradas acordam a cidade para avisar que chegou mais uma edição da festividade; já por volta das 18 horas, acontece a primeira transladação das imagens de São Tiago e São Jorge para a Capela. Durante três dias, as imagens dos santos percorreram instituições públicas e residências de devotos em Macapá e Mazagão para divulgar o evento.

A partir da data de abertura, ocorrem novenas diárias que se iniciam por volta das 19h, na Igreja de Nossa Senhora da Assunção. Após as celebrações religiosas, acontecem os arraiais com bingos e leilões seguidos de festas dançantes. Durante o dia, tem vasta programação no palco montado no balneário às margens do rio Mutuacá. O ponto alto da festividade acontece nos dias 24 e 25 de julho, quando ocorrem as encenações das batalhas entre mouros e cristãos. No primeiro dia, à tarde, acontece o ritual da “Entrega dos Presentes”, e o Baile de Máscaras, à noite.

A festa

No dia 25, data dedicada ao santo, uma missa campal precede o Círio que toma as ruas de Mazagão Velho no período da manhã, com as imagens carregadas em andores por cavaleiros vestidos a caráter. Ao meio-dia se dá a passagem do “Bobo Velho” e à tarde as encenações dos demais episódios da tradição bicentenária.

Já nos dias 27 e 28, as crianças têm uma Festa de São Tiago exclusiva. Além da simplicidade e do brilho dos pequenos, funciona como preparação para que conheçam a tradição que um dia será responsabilidade deles. Um extenso calendário, que muda a rotina da vila habitualmente pacata e que seus moradores se esforçam para garantir que todo ano saia a contento. “Sabemos da responsabilidade que é organizar esse que é um dos maiores eventos religiosos e culturais do Amapá. Para isso, acontece uma grande união de esforços, tanto internamente, quanto junto ao poder público”, assinala o presidente da Associação Cultural da Festa de São Tiago (ACFST), Alexandre Queiroz.

Tradições e resgate de uma parte da história

Tradição trazida da África no século 18, a Festa de São Tiago completa 242 anos em 2019 e acontece de 16 a 28 de julho. É realizada desde o ano de 1777 em Mazagão Velho, no município de Mazagão.

Realizada desde o ano de 1777 em Mazagão Velho, no município de Mazagão, a Festa de São Tiago é uma tradição trazida da África no século 18, a Festa de São Tiago completa 242 anos em 2019 e acontece de 16 a 28 de julho. Mistura rituais religiosos, cavalhada e teatro a céu aberto para contar a aparição de Tiago como um soldado anônimo que lutou bravamente ao lado do povo cristão contra os mouros e garantiu sua vitória.

A programação é organizada e realizada pela própria comunidade local, através da Associação Cultural da Festa de São Tiago (ACFST), com apoio do Governo do Amapá e prefeitura local. Este ano, o Estado investiu R$ 692.738,40, repassados através de convênio celebrado entre a Secretaria de Estado da Cultura (Secult) e a Fundação Municipal de Cultura e Turismo de Mazagão (MazagãoCult).

Mobilização

Entre os órgãos de Estado envolvidos na realização da festa estão: Gabinete Civil, Polícia Militar, secretarias de Desenvolvimento das Cidades (SDC), Cultura (Secult), Turismo (Setur), Desenvolvimento Rural (SDR) e Trabalho e Empreendedorismo (Sete).

Confira detalhes da programação desta semana da Festa de São Tiago:

21/07 (domingo)
– Culto a cargo das comunidades do Ajudante, Vila Queiroz e Vila Maranhense
– Arraial a cargo da Família Barreto
22/07 (segunda-feira)
– Culto das famílias Nunes, Torres e Câmara
– Arraial a cargo do Governo do Estado do Amapá
– Baile Dançante
23/07 (terça-feira)
– Culto a cargo das famílias Espíndola e Ramos
– Arraial a cargo da Prefeitura Municipal de Mazagão e Câmara de Vereadores
– Baile Dançante
24/07 (quarta-feira)
– Alvorada Festiva (4h)
– Entrega dos Presentes
– Confissão/Missa famílias Penha e Queiroz
– Baile de Máscaras (Barraco de São Tiago)
25/07 (quinta-feira)
– Saída do Arauto convidando as figuras para o círio
– Missa solene em frente à Capela de São Tiago
– Início do Círio
– Dança do Vominê para convidados locais
– Passagem do “Bobo Velho”
– Saída do arauto anunciando o início da batalha, com os seguintes episódios:
– Descoberta do Atalaia
– Morte do Atalaia
– Armadilha (Emboscada feita pelos cristãos)
– Captura e venda das crianças cristãs e partilha do dinheiro
– Troca do corpo do Atalaia pela bandeira moura
– Batalha entre mouros e cristãos, tomada do estandarte mouro e batalha final.

Fonte: Diário do Amapá

Sobre os efeitos da palavra – Crônica de Mariléia Maciel

Crônica de Mariléia Maciel

O cotidiano às vezes nos cega, e hoje me chamou atenção um trecho da palestra do André Trigueiro. Ele falava sobre um momento mágico que viveu assim que chegou em Macapá, ao almoçar no restaurante Norte das Águas.

“O céu estava azul, com sol, e de repente escureceu e a chuva caiu. Neste momento de mudança eu fiquei estático, e vi Deus na paisagem em Macapá. É uma lembrança que levo”.

Nós que moramos na Amazônia sabemos que estas mudanças são comuns, e em minutos o cenário de sol, céu azul e nuvens brancas se transforma em escuridão, dando início às chuvas. E depois tudo volta ao normal, como se a chuva não passasse de uma piada pra molhar os despreparados e as roupas do varal, e desarrumar o que está descoberto.

Interessante que no momento em que as nuvens brancas foram cobertas pelas negras, comentamos com desespero que ia bagunçar o almoço preparado especialmente para o convidado, molhar tudo e fazer todos correrem para a parte coberta.

No fundo rezamos para que não chovesse, e quando o céu desabou, nos olhamos com tristeza.

Não imaginei que o que nos desesperou, causou maravilhas no jornalista, que ficou deslumbrado com o sentimento divino, envolvido com energia única de sentir Deus, a força universal que estava ali, sem que nos déssemos conta, porque o cotidiano de sol e chuva, que muitas vezes irrita, nos deixa insensíveis para enxergar o belo, a força que está na nossa frente.

Faltava ele vir de São Paulo tirar a venda dos meus olhos, e me fazer mudar o jeito de me relacionar com o cotidiano.

“Aceitar, agradecer, entregar e confiar” (André Trigueiro)

“Deus está presente, seja bem vindo!”
(André Trigueiro)

Coordenado pelo Improir, Projeto Museu do Negro é finalista do Prêmio Rodrigo Melo Franco

O Projeto Museu do Negro, coordenado pelo Instituto Municipal de Política de Promoção da Igualdade Racial (Improir), está habilitado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e agora concorre a etapa nacional da 32ª edição do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade. O concurso premia iniciativas de excelência no campo do Patrimônio Material e Imaterial. No Amapá, dois projetos concorrem a etapa nacional, com outras 99 iniciativas de todo o Brasil.

O Museu do Negro trabalha com atividades itinerantes vindas de exposições de acervos históricos da população negra, com palestras, rodas de conversas e oficinas culturais de batuque e Marabaixo, hip-hop, samba, capoeira, afro-religiosidade na dança e música. A proposta é promover a valorização e preservação do patrimônio cultural material e imaterial, proteção da diversidade de suas expressões, manifestações, buscando a preservação e promoção da identidade cultural da população afrodescendente e das comunidades dos remanescentes dos quilombos, comunidades negras e das religiões de matriz africana.

“O Museu do Negro é um espaço não apenas de preservação da história do povo negro de Macapá, mas de compartilhamento de conhecimento sobre a identidade e cultura daqueles e daquelas, pretos e pretas velhas, que ajudaram na formação social, histórica e cultural de nossa cidade”, explica o diretor-presidente do Improir, Maykom Magalhães.

Além disso, o Museu do Negro contribui com a implementação da Lei 10.639/2003, que trata da expansão do conhecimento das raízes culturais de matriz africana e os valores tradicionais do povo macapaense nas escolas municipais, estaduais públicas e particulares, universidades, faculdades e eventos de entidades da sociedade civil organizada do estado do Amapá.

Prêmio Rodrigo Melo Franco

É reconhecido mundialmente pela sua diversidade cultural, pois o Brasil é um país que condensa em sua identidade a influência de vários grupos que colaboraram para a formação da sociedade brasileira. Há 32 anos, o Prêmio Rodrigo do Iphan estimula e valoriza aqueles que atuam em favor da preservação dos bens culturais do país. Cada premiado receberá o valor de R$ 30 mil. O resultado final do concurso deverá ser divulgado até 20 de agosto de 2019, no site do Iphan.

Assessoria de Comunicação/PMM
Contato: 99903-5888
Fotos: Nayana Magalhães

MP-AP recebe as imagens peregrinas de São Tiago e São Jorge

Como parte do roteiro de visitas às instituições do Estado, na última segunda-feira (15), a procuradora-geral de Justiça, em exercício, do Ministério Público do Amapá (MP-AP), Clara Banha, e o chefe de gabinete da PGJ, Vinicius Carvalho, acompanhados por membros e servidores da instituição, deram boas-vindas às imagens de São Tiago e São Jorge. A comitiva formada por fiéis e organizadores da Festa em homenagem aos santos foi recebida no auditório da Procuradoria-Geral de Justiça – Promotor Haroldo Franco, no Araxá.

A peregrinação aos órgãos públicos e residências de mazaganenses radicados em Macapá ocorre no período de 13 a 15 de julho. Após o translado, no dia 15, a imagem já retorna para Mazagão, onde na madrugada desta terça-feira (16) inicia a programação oficial da Festa de São Tiago, indo até o dia 28, quando acontece a festa das crianças.

Compuseram o cortejo um grupo de 30 pessoas, entre as figuras principais representadas (São Tiago, São Jorge e Atalaia), cavaleiros cristãos e mouros, grupo litúrgico, caixeiros e atiradores.

Segundo o representante da Associação Cultural de São Tiago, Alan Baía, a peregrinação é feita, anualmente, para convidar as pessoas a irem para Mazagão participar e conhecer a festividade. “Viemos com um discurso pronto e ficamos emocionados com o depoimento da procuradora Clara Banha. Um dos principais objetivos do translado até a capital é intensificar a divulgação e reforçar o convite para que a população prestigie as festividades em louvor a São Tiago, em Mazagão Velho”, ressaltou Baía.

A PGJ, em exercício, se emocionou durante a recepção ao lembrar de seu pai, falecido, que era fiel e auxiliador dos festejos. “É muito difícil eu conseguir falar neste momento. Um momento que traz lembranças boas do meu pai, que faleceu este ano. Continuarei seguindo e ajudando a festividade como forma de dar continuidade ao que o meu pai fazia. Que São Tiago e São Jorge abençoe a todos os nossos membros, servidores e a instituição como um todo”, finalizou Clara Banha.

Durante a cerimônia, o grupo litúrgico realizou uma oração e o de cavalaria fez a apresentação da “Dança do Vominê”.

Festa de São Tiago Este ano, a Festa de São Tiago completa 242 anos. Os festejos são realizados desde o ano de 1777. Mistura rituais religiosos, cavalhada e teatro a céu aberto para contar a aparição de Tiago como um soldado anônimo que lutou bravamente ao lado do povo cristão. É organizada pela comunidade local, através da associação cultural, com apoio do Governo do Amapá e da Prefeitura de Mazagão.

SERVIÇO:

Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Amapá
Contato: (96) 3198-1616
E-mail: [email protected]

Comemoração do primeiro ano da Fazenda da Esperança Marco Liva no Amapá

A Obra Social Nossa Senhora da Glória – Fazenda da Esperança Marco Liva – realiza a comemoração do primeiro aniversário da comunidade terapêutica no Amapá, com carreata, missa e almoço beneficente. O evento será aberto a toda sociedade amapaense, e vai acontecer o dia inteiro, no domingo do dia 21 de julho na própria fazenda, localizada na estrada do município de Santana rumo a Mazagão.

A programação vai iniciar as 8h30 com uma carreata que sairá da Igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro de Santana, até a Fazenda da Esperança. A partir das 10h, a celebração Eucarística será presidida pelo bispo de Macapá, Dom Pedro José Conti, na nova capela. As 12h terá o almoço beneficente com as famílias amapaenses e embaixadores da esperança, com feijoada, churrasquinhos, leilões e animado por música ao vivo.

O vale almoço já está sendo vendido antecipadamente, pelos missionários da Fazenda da Esperança no primeiro piso do Villa Nova Shopping, no valor de R$15 que vale a feijoada com arroz, frango de forno, farofa e salada + 01 bebida. Toda renda arrecadada na festa será destinada para a construção de duas novas casas, para acolher mais jovens.

Missão

A Fazenda da Esperança Marco Liva faz parte da comunidade terapêutica, que nasceu na Igreja Católica há 36 anos, conta com 144 unidades, na missão de recuperar dependentes de substâncias psicoativas – existentes em 23 países – com base no tripé: espiritualidade, convivência familiar e trabalho, visando resgatar os valores, o amor próprio e a cidadania dos que passam pela obra. Para a realização da obra no Amapá, a Fazenda da Esperança, contou com apoio da Fundação Marcelo Cândia, Diocese de Macapá e fiéis. Atualmente a casa acolhe 22 jovens, com apoio de familiares, da comunidade católica e de instituições públicas.

Programação:

8h Concentração na Igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro de Santana
8h30 Carreata de Santana até a Fazenda da Esperança
10h Missa com Bispo Dom Pedro
12h Almoço com feijoada, leilões e atração cultural

Contatos para informações:
Representante da Fazenda da Esperança, Marco Alves (96) 981127852
Secretária, Renatta Monteiro, (96) 981100614
Coordenadora do Grupo Esperança Viva, Clivea Valente (96) 991353087

Serviço:

Comemoração do primeiro ano da Fazenda da Esperança Marco Liva no Amapá
Data: 21 de julho de 2019 | Local: Fazenda da Esperança
Ascom/Pascom –  (96) 991807036

Exposição fotográfica reúne 133 obras que retratam cotidiano em terreiro de candomblé

Cerca de 133 obras são reunidas em exposição fotográfica para retratar cotidiano em terreiro de candomblé — Foto: Silvia Marques/Divulgação

Por Ugor Feio

A exposição “Crônicas visuais de um terreiro de candomblé na Amazônia”, que reúne 133 fotos sobre as atividades cotidianas realizadas no Terreiro do Pai Salvino, pode ser conferida no próprio barracão do local, que fica na Vila dos Oliveiras, no bairro das Pedrinhas, zona sul de Macapá.

A mostra fica exposta por tempo indeterminado e será aberta na segunda (24), a partir das 19h. As imagens são resultado de dois anos e meio de pesquisa da fotógrafa Silvia Marques, professora do colegiado de artes visuais da Universidade Federal do Amapá (Unifap).

A mostra é composta de imagens que revelam as particularidades dos rituais, das festividades, comemorações, ações sociais e demais atividades realizadas no terreiro. Algumas delas são de cunho social e outras não, mas sempre respeitando a tradição e a religiosidade dos frequentadores.

A fotógrafa conta que, apesar de não ser adepta da religião, sente-se honrada em ter tido a chance de realizar os registros que ela considera raros, já que normalmente os rituais não costumam ser fotografados ou filmados. As fotos serão doadas para o terreiro após o término, ainda indefinido, da exposição.

Mostra é resultado de dois anos e meio de pesquisa da fotógrafa Silvia Marques — Foto: Silvia Marques/Divulgação

“No sentido geral, as religiões de matriz africana não têm o hábito de fazer registros de seus rituais religiosos, normalmente a cultura é passada oralmente. Fico honrada em ter tido essa oportunidade e quero deixar essas fotos como um legado para a comunidade”, contou Silvia.

De acordo com a a artista, a atuação do terreiro na comunidade vai além da religião. Ela explica que o babalorixá Pai Salvino ainda pretende fazer uma creche e uma biblioteca no local, futuramente, e destaca ainda a importância do trabalho realizado para a história cultural do estado do Amapá.

‘Crônicas visuais de um terreiro de candomblé na Amazônia’ retrata o cotidiano em um terreiro de candomblé — Foto: Silvia Marques/Divulgação

“É preciso mostrar o quanto a casa de axé é importante para a história da cidade e do estado. Eles fazem um trabalho muito benéfico a toda comunidade, que é pouco reconhecido. Lá [no Pai Salvino] são realizadas ações sociais, que além do conforto espiritual, existem planos de construção de uma biblioteca e uma creche”, destacou.

A abertura dá exposição ocorre junto com a festividade de São João, com início às 19h, com uma procissão. A concentração será em frente à Escola Maria Nazaré Pereira Vasconcelos, depois segue em direção ao terreiro de Pai Salvino.

O evento terá com a participação de comunidades da Carvão, Curiaú e Mazagão, assim como a participação de um padre cristão, que rezará uma “ladainha” (missa rezada em latim). Ao chegar ao terreiro haverá festa ao som do batuque, marabaixo e carimbó.

Serviço:

Abertura da exposição “Crônicas visuais de um terreiro de candomblé na Amazônia” e Festividade de São João
Dia: segunda-feira (24)
Hora: a partir das 19h
Local: Barracão do Pai Salvino
Endereço: Vila dos Oliveiras, 839 – Bairro Pedrinhas

Fonte: G1 Amapá