Sempre houve Rock And Roll… – Por @RicardoMacapa

Não sou músico, mas adoro música, sobretudo a boa música, além da minha preferência pelo rock and roll. Então hoje falarei sobre música clássica… Bom, daí você perguntaria – O que tem isso a ver com o Rock ?? Tudo, eu respondo!

Na verdade, há muito de música erudita em várias canções do pop/rock. Isso muitos de vocês já sabiam ou perceberam, pois com certeza já ouviram arranjos sinfônicos clássicos orquestrados, ou não, em várias canções e apresentações de bandas maneiras como Pink Floyd, The Who, Queen, U2, Radiohead, Metallica e Coldplay… Só pra citar algumas.

Muitos dos meus amigos não curtem ou não conhecem música clássica. Acham o estilo enfadonho, repetitivo, e que só gente boçal, fresca e metida à inteligente é quem escuta este tipo de música (risos).

O que eu gostaria de propor aqui é um outro prisma nesta leitura/audição. Procurando perceber que há muito de rock and roll na “velha” música clássica… Quero iniciar a conversa, analisando algumas obras primas deste estilo enviesada no que conhecemos hoje como Rock ´n Roll (no que tange a quebras/rupturas, rebeldia e força).

Muitos compositores eruditos também tinham uma veia revolucionária, no contexto de seus tempos, seja nas questões política, social, filosófica ou mesmo em se tratando da própria música à época. Composições como “Cavalgada das Valquírias” de Richard Wagner, a Sinfonia Nº 9 de Ludwig Van Beethoven e “As Quatro Estações “ de Antônio Vivald são exemplos de quebra de paradigmas e propostas de mudanças nas composições clássicas (lembrando que naqueles tempos a mínima quebra já era considerada uma grande afronta) e que trazem consigo esse viés revolucionário do Rock (mesmo de forma inconsciente e atemporal) .

A “Cavalgada das Valquírias” é por si só uma apologia à força do Rock, tendo sido tema no Filme Apocalipse Now, na famosa cena da chegada dos helicópteros à praia, observem:

A 9ª Sinfônia de Beethoven (o qual concluiu esta magnífica obra quando já estava completamente surdo) por sua genialidade, grandiosidade e força para mim está equiparada a shows de rock como o Pulse do Pink Floyd…

“O Inverno” em “As Quatro Estações” de Vivald, que era conhecido pelo apelido de Padre Ruivo (por ser clérigo e de cabelos avermelhados) é o maior exemplo desta minha análise… Em seus 1º e 3º movimentos, mostra a força vibrante dos violinos equiparando-se a magistrais solos e distorções de guitarras de grandes nomes do Rock. Esta é minha estação do ano favorita quando o tema é “As Quatro Estações”…

Sei que o assunto é um tanto complexo para ser tratado apenas em linhas gerais neste texto. Quis aqui provocar um pouco o debate… E sei que este merece uma boa reflexão acerca, acompanhado de saborosas pizzas e cervejas estupidamente geladas no Bar do Francês (bons tempos com o Eltão, no Bar do Francês).

Para os amigos (as) que ainda não curtem música clássica, indico sempre começar por “As Quatro Estações” de Vivald. É como indicar Pink Floyd para um jovem que quer aprender a gostar de Rock (risos) !! E também indico as músicas elencadas aqui neste post… Espero que possam apreciar a música clássica por um novo olhar/audição daqui para frente…

Um abraço a todos, até a próxima e viva o Rock !!

Ricardo Ribeiro, amigo apaixonado por Rock’n’roll.

29 anos sem Cazuza

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Ontem (7) foi aniversário da morte (estranho estes termos juntos) do cantor e compositor Agenor de Miranda Araújo Neto, o Cazuza. Lembro bem daquele 7 de julho de 1990. Eu tinha 14 anos e tava de férias com minha família em Natal (RN).

O artista, filho de João Araújo, produtor fonográfico, e de Lucinha Araújo, nasceu em berço de ouro e conviveu, desde muito cedo, com grandes nomes da cultura brasileira.

Ele foi influenciado por Cartola, Dolores Duran, Lupicínio Rodrigues, Noel Rosa, Maysa e Dalva de Oliveira. Cazuza foi um privilegiado, por causa de seu pai, cresceu convivendo com grandes nomes da MPB, Gilberto Gil, João Gilberto, Novos Baianos, Caetano Veloso, Elis Regina e Gal Costa.

Cazuza apaixonou-se pelo rock and roll quando morou em Londres, em 1972. Passou no vestibular para Comunicação em 1976, mas abandou o curso meses depois de começar a estudar. Cazuza participou de peças teatrais no Circo Voador, local que aglutinava a nata da cultura cênica e musical do Rio de Janeiro, na década de 80.

Logo depois, indicado pelo cantor Léo Jaime (que recusou os vocais do Barão), juntou-se a Roberto Frejat (guitarra), Dé Palmeira (baixo), Maurício Barros (teclados) e Guto Goffi (bateria), nascia o Barão Vermelho, uma das maiores bandas do rock nacional.

O produtor musical Ezequiel Neves gostou do som da banda e convenceu o pai de Cazuza a lançar o Barão. Os maiores sucessos do Barão foram as canções “Todo Amor Que Houver Nessa Vida”, “Pro Dia Nascer Feliz”, “Maior Abandonado”, “Bete Balanço” e “Bilhetinho Azul”.

Sua carreira solo também foi fantástica, Cazuza flertou com a MPB, a misturou ao rock e gravou as canções “Exagerado”, “Codinome Beija-Flor”, “Ideologia”, “Brasil”, “Faz Parte Do Meu Show”, “O Tempo Não Pára” e “O Nosso Amor A Gente Inventa”. O resto é história.

Em 1989, declarou ser soropositivo, a Aids o levou há 29 anos. Cazuza foi um dos maiores artistas da música brasileira. O cara foi um símbolo de rebeldia, pelo seu talento e sua loucura. Este post é uma pequena homenagem ao gênio da poesia. Viva Cazuza!

Elton Tavares

Se vivo, Raul Seixas faria 10.074 anos hoje! – Por Silvio Neto

Por Silvio Neto

Decifre as entrelinhas dos hieróglifos das pirâmides do Egito, do calendário Maia, das Itacoatiaras de Ingá. Leia os símbolos sagrados de Umbanda, as centúrias de Nostradamus e o Tarot de Crowley… Não importa qual seja o mistério, todos serão unânimes em lhe revelar: Existe um cometa errante; uma estrela bailarina que vaga no abismo do espaço sem fim flamejando um rock e um grito! Em sua jornada, ele só passa pelo nosso planeta a cada dez mil anos. É quando ele renasce e encarna como um Moleque Maravilhoso, trazendo ao mundo à sua volta mudanças profundas no seu pensar e no seu comportamento.

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Sua derradeira passagem por aqui durou apenas 44 anos. Mas foi suficiente para que um país inteiro de dimensões continentais se tornasse menos careta. Há exatos 74 anos, quando ele chegou por aqui em mais uma de suas passagens, esse intrépido cometa trouxe em seu rastro a bomba atômica, em 1945, fechando um ciclo da Terra conhecido como velho Aeon e trazendo à luz o Novo Aeon materializado em forma de música. Era o dia 28 de junho. Aquele, foi o dia em que a Terra parou. Mas antes disso, ele usou de seus artifícios alquímicos e conseguiu juntar as águas do rio São Francisco e do rio Mississipi, criando a fusão perfeita do rock’n’roll de Elvis Presley com o baião de Luiz Gonzaga e como um novo Macunaíma desvairado gritou em cima do palco do III Festival Internacional da Canção (1971) “Let me sing, let me sing (my rock’n’roll)”!

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Seu nome é o contrário do luaR pois ele é um cometa iluminado. Em sua metamorfose ambulante pela Terra, se fez de maluco para revelar sua genialidade; brincou de cowboy para mostrar que preferia ser um fora-da-lei; acumulou riquezas e glórias por um tempo para mostrar que o ouro é para o tolo.

Esse ano, em agosto, já terão se passado 30 anos de sua última visita aqui no nosso planeta. Ainda assim, seu rastro é tão presente, tão vivo, que é como se ele ainda estivesse por aqui, cruzando o nosso céu. E assim como as estrelas que vemos são muitas vezes apenas o reflexo de milhões de anos-luz de corpos celestes que ainda nos impressionam a visão, o cometa Raul Seixas, brilhará na mente e no coração de milhares de fãs por muitos e muitos anos até, quem sabe, sua próxima passagem há dez mil anos…

Meu comentário: grande Raulzito. Um artista sensacional que inspirou e inspira muitos de nós, fãs. Tanto pelo fascínio da linha tênue entre a feliz loucura da autenticidade, quanto pela sinceridade à bruta, sempre poetizada em um rock and roll dos bons. Viva Raul! (Elton Tavares)

Há 52 anos, The Beatles lançou o antológico álbum Sgt Peppers Lonely Hearts Club Band

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No dia 8 de junho de 1967, há exatos 52 anos, a banda britânica The Bealtes lançou o antológico álbum Sgt Peppers Lonely Hearts Club Band” (A Banda do Clube dos Corações Solitários do Sargento Pimenta). O disco, que vendeu mais de 30 milhões de cópias, é tido como um dos mais importantes da história do Rock and Roll e até mesmo da música.

Os quatro Beatles viviam o final da “Beatlemania e, como sempre, surpreenderam com o mitológico “Sgt. Peppers” . Com Sgt. Peppers , os Beatles se reinventaram, mudaram a música moderna e influenciaram toda uma geração.

A obra arte espetacular é repleta de lendas. Paul não depositou muita confiança no lançamento de um disco não comercial, já que Sgt. Pepper pouco tocaria nas rádios, mas Lennon bateu o pé (graças a Deus) e a banda lançou o álbum com riffs de guitarra elétrica e em formato Hard Rock. O resultado: 4 prêmios Grammy – inclusive o de melhor disco daquele ano – e 11 milhões de cópias vendidas só nos Estados Unidos.

Desde moleque, sempre quis saber quem eram a maioria daquelas pessoas na capa do LP Sgt. Peppers, sem falar nas mensagens subliminares.

“Quando o observa através da perspectiva atual, se vê que ‘Sgt. Pepper’s foi como um ícone. Foi o disco daquela época e provavelmente mudou a forma de gravar, mas não o fizemos de forma consciente”, afirma George Martin, produtor dos álbuns dos Beatles, na autobiografia do grupo, “Antologia”.

“Sgt. Pepper” demorou mais de 700 horas para ser gravado e custou cerca de US$ 75 mil, números inéditos naquela época.

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Foi Paul McCartney quem propôs a seus companheiros que se “transformassem em outro grupo” e sugeriu o nome de “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, inspirado nas bandas que surgiam nos Estados Unidos naquela época.

Gravaram a faixa título do álbum, uma canção que começava com o ambiente de um concerto – instrumentos sendo afinados, o barulho do público – e que emendava com “With a little help from my friends”, a segunda faixa do disco.

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Esta foi outra novidade de “Sgt. Pepper”: as canções se sucediam de forma contínua, sem interrupções. A partir da terceira música – a composição de John Lennon “Lucy in the sky with diamonds” -, as faixas deixaram de ter uma ligação temática. “O disco ia transcorrer como uma ópera, mas depois dissemos: ‘Ah, que se dane!'”, declarou Ringo Starr.

“Sgt. Pepper” acabou se tornando um diversificado cardápio de canções, algumas tão afastadas do rock clássico como “Within you without you”, de George Harrison, gravado com um grupo de músicos da Índia e uma pequena orquestra de cordas.

A faixa que dá nome ao álbum volta a tocar numa versão mais rápida quase no fim do disco, que termina com “A day in the life”, uma das parcerias de Lennon e McCartney.

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Para apresentar as canções, os Beatles encomendaram a Peter Blake uma montagem fotográfica na qual os quatro integrantes do grupo aparecem vestidos com uniformes de guerra de cores chamativas e cercados por vários personagens. É a capa mais famosa da história.

Marlon Brando, Marilyn Monroe, Bob Dylan, Edgar Allan Poe, D.H. Lawrence, Karl Marx, Johnny Weismuller, Stan Lauren e Oliver Hardy são algumas das celebridades que acompanhavam os Beatles na fotomontagem, da qual foram eliminados Hitler e Gandhi. A contracapa do álbum foi outro marco: pela primeira vez, as letras das canções apareciam impressas num disco.

Desde então, não deixou de liderar as listas de melhores discos do rock e, quando completa 52 anos, continua sendo uma referência cultural.

Mais informações neste vídeo de 2017, quando o discaço fez 50 anos: 

Fontes: Whiplash; Wikipédia e O Globo .

 

Bob Dylan completa 78 anos hoje. Viva o Mr. Tambourine!! #BobDylan

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Hoje, 24 de maio, um dos figuras mais geniais da música mundial completa 78 anos.

Nascido Robert Allen Zimmerman, no estado de Minnesota (EUA), o compositor, cantor, pintor, ator e escritor norte-americano Bob Dylan chega, também é ganhador do Prêmio Nobel de Literatura 2016.

Autodidata, ainda adolescente, aprendeu a tocar piano e guitarra sozinho. Iniciou a fantástica carreira artística em 1959, em grupos de rock e imitando Little Richard. Com canções de protesto, crítica social, românticas e até religiosas, do folk ao rock, Bob Dylan foi ícone da contracultura nos anos 1960, ativista fervoroso, pacifista e ídolo de qualquer um que admira belas músicas e atitude.

Uma curiosidade: Bob tirou seu “Dylan” do poeta galês Dylan Thomas (1914-1953). Ele costuma dizer que: “Bob Zimmerman soava longo e pesado” e “Bob Dylan era menos sincrético”.

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Não dá pra calcular a magnitude de Dylan, muito menos explicar sua contribuição e influências para a música. São 57 anos de carreira, 65 discos nessa trajetória; aproximadamente 500 canções escritas; mais de 3.400 shows. Seu trabalho é algo quase paranormal. Centenas de livros já foram escritos sobre ele. Por falar nisso, Bob escreveu sua obra literária, intitulada “Tarântula”, com pouco mais de 20 anos. Sem falar que ele pintou quadros, desenhou e atuou.

Difícil explicar um cara desses. Dylan é tido como o maior poeta da história do rock and roll e um dos artistas mais influentes do nosso tempo. Ao longo de sua sensacional história, Bob Influenciou grandes nomes do rock americano e inglês nas décadas de 60 e 70. Em 2004, foi eleito pela renomada revista Rolling Stone o 7º maior cantor de todos os tempos e, pela mesma revista, o 2º melhor artista da música de todos os tempos. Só ficou atrás dos Beatles. Uma de suas principais canções, “Like a Rolling Stone”, foi escolhida como uma das melhores de todos os tempos. Em 2012, Dylan foi condecorado com a Medalha Presidencial da Liberdade pelo presidente dos Estados Unidos Barack Obama. Como já dito, se tudo aí já não fosse o suficiente para muitas vidas, ele foi o ganhador do Prêmio Nobel de Literatura 2016. Tédoidé!

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Desejo uma vida ainda mais longa ao Mr. Tambourine. Que ele nunca encontre outro furacão, que não bata tão cedo na porta do céu e que continue a rolar pedras por pelo menos mais 78 anos. Desta forma, o cara seguirá com sua voz fanhosa, gaita, guitarra e liberdade criativa a nos emocionar.

Muito obrigado e parabéns, Bob Dylan!

Fontes: revistas, sites, papos de bar, programas da MTV e muuuita curiosidade sobre a obra do aniversariante.

Elton Tavares

Discos que formaram meu caráter (Parte 19) – Closer – Joy Division (1980)

 

 
Muito bem, estamos aqui de novo, com aquela conversa deveras agradável, com um papo empolgante sobre som, disco e afins. Muitos podem achar estranho, mas acredito fielmente que a música sempre esta relacionada com algo importante em sua vida.
 
Hoje eu tenho a honra de apresentar a vocês, um dos maiores discos de todos os tempos, algo realmente marcante para muitos, o começo do que ficou conhecido como “pós Punk”, o inicio que acabou sendo o final de uma das maiores bandas de todos os tempos, senhoras e senhores sem mais delongas eu lhes apresento: “Closer”.
 
Gravado em 1979, mas por problemas de tiragem, foi lançado apenas em 1980. O vinil mostra uma singularidade marcante da banda, que já tinha sido apresenta com louvores em seu “debú” com o excelente “Unknown Pleasures” de 1979 (Falaremos em breve deste). A diferença é que agora os caras de Manchester (NG) estavam a fim de conquistar o mundo e “Closer” foi preparado para isso. A melancolia chuvosa da terra da rainha estava preste ser colocada a prova no mercado internacional. Sim eles estavam indo para a América.
 
Falando de uma maneira compreensiva sobre temas que vão do dia marcante, cotidiano inflexível, depressão e tristeza, aliados a forma magistral que seu vocalista, Ian Curtis, conseguia transmitir toda sua melancolia em versos para os ouvintes, sem contar a competência da trupe que o acompanhava Bernard Summer, Peter Hook, Stephen Morris (se você, caro leitor, não souber quem são essas pessoas pegue sua patente de “FODA” e jogue no lixo), sem contar em um certo “pioneirismo” nas batidas eletrônicas, coisa que poucos estavam se aventurando em fazer na época.
 
O disco foi gravado sob uma abóboda de estuque, que foi especialmente construída para a captação da ressonância de uma capela. Que deixa o disco ainda mais sombrio, e sério.Com todo respeito vamos às faixas:
 
O disco começa com a sombria “Atrocity Exhibition”, com guitarras estranhas, cheias de efeitos nos levam uma atmosfera inquietante, versos como “o silencio com as portas escancaradas, onde as pessoas podem pagar para ver por dentro…” é um convite. Vamos para “Isolation” (uma de minhas preferidas), um retrato conturbador da personalidade de Ian. Chegamos em “Passover” uma bela canção, que fala de crises, equilíbrio pessoal, sobre o quanto somos seguros na infância. Vai para “A Means To An End”, fala de uma amizade. 
 
Chega em “Heart And Soul” coragem para superar os desafios que estão por vir, sua coragem nunca deve acabar “…Coração e alma um irá queimar”. Agora “Twenty Four Hours” magnificamente agitada, mas que não perde a influencia “dark” das outras canções. Indo para “The Eternal”, posso classifica-la como “perigosamente depressiva”. Encerando tudo com a belíssima “Decades” a perfeição maior com teclados, contrastando  com o voz de Ian. 
 
É realmente um disco pesadíssimo, que transpira emoções fortes, mas que com certeza afligem muitos ou já afligiram. A edição nacional desde álbum, o qual me orgulho de ter em Lp (presente de meu velho pai) trás ainda “Love Will Tear Us Apart”, uma das mais belas canções de todos os tempos.
 
Podemos prestar atenção, que não existia mais diferença entre a personalidade conturbada de Ian Curti e sua poesia, não tinha mais como separar seus problemas do que ele escrevia. 
 
Sem duvidas, a semente foi jogada. Batidas eletrônicas e guitarras dissonantes, que influenciaram varias bandas depois como The Cure, Bauhaus, Sister of Mercy, New Order para ficar só no algumas. Não tem como não merecer a patente maior de clássico.
 
Como disse no começo do texto, poderia ser o começo da “Maior banda do mundo”, mas foi fim precoce. O disco foi lançado logo após o suicido de Ian. Que nos privou de seu talento agonizante em 19 de maio de 1980.
 
Perfeito para se ouvir em uma tarde chuvosa, com vinho barato (ixi, muitas vezes), melancólico sem dúvidas, mas com extrema beleza que só as mais sinceras cartas de adeus possuem. Por hoje é só.
 
Marcelo Guido é Punk, pai da Lanna e Banto, marido da Bia, jornalista,  professor e servidor público “…o amor pode sim, nos separar rasgando”  

Há dois anos, morreu Chris Cornell, vocalista das bandas Soundgarden, Temple of the Dog e do Audioslave

Há exatamente dois anos, morreu Chris Cornell, vocalista do Soundgarden, Temple of the Dog e do Audioslave. Seu corpo foi encontrado no banheiro de seu quarto em um hotel de Detroit (EUA). O astro do Rock tinha 52 anos. A família pediu privacidade para trabalhar com os profissionais médicos na determinação da causa do óbito.

Nascido em Seattle (EUA), Chris Cornell foi um dos grandes nomes do movimento grunge no final dos anos 1980 e nos anos 1990. Em 1984, ele formou o Soundgarden ao lado do guitarrista Kim Thyail e do baixista Hiro Yamamoto.

O Soundgarden foi a precursora das bandas do grunge. Eles abriram o caminho para Nirvana, Pearl Jam e Alice in Chains – ao ser a primeira do gênero a assinar com uma grande gravadora, selando contrato com a A&M em 1988. Em seis álbuns, mais notavelmente Badmotorfinger, de 1991, e Superunknown, de 1994, o Soundgarden foi uma das bandas de rock mais influentes dos últimos 25 anos, com “Spoonman,” “Outshined,” “Rusty Cage” e “Black Hole Sun” como hits cravados na história do gênero.

Em 1990, Cornell iniciou o projeto Temple of the Dog, um supergrupo formado por ele, Stone Gossard e Jeff Ament, ambos ex-integrantes do Mother Love Bone, Mike McCready, Matt Cameron e Eddie Vedder. O propósito da iniciativa era fazer um tributo a Andrew Wood, que era amigo de Cornell e vocalista do Malfunkshun e do Mother Love Bone. A banda lançou um único disco, autointitulado, em 1991 pela A&M.

Após término do Soundgarden, Cornell se juntou aos integrantes do Rage Against the Machine Tom Morello, Tim Commerford e Brad Wilk para formar o Audioslave. Em, 2007 Cornell deixou o supergrupo para se concentrar na carreira solo, antes de reunir o Soundgarden em 2010. Recentemente, ele promoveu reuniões de Audioslave e Temple of the Dog e ainda lançou um disco solo, Higher Truth, em 2015.

Cornell foi um excelente frontman em todas as bandas que participou. Entre outras coisas, ele era conhecido também pela canção “You Know My Name”, a música tema de 007 – Cassino Royale, de 2006.

O músico lidou com vício em drogas e álcool durante muitos anos, chegando a se internar em uma clínica de reabilitação em 2013. Em 2012, ele e a esposa, Vicky, criaram a Chris & Vicky Cornell Foundation para trabalhar com crianças em situações vulneráveis. A ação foi baseada na experiência pessoal dos dois na tenra idade.

Meu comentário: Chris Cornell era um dos meus vocalistas favoritos. Um cara de imenso talento, atormentado pela sua loucura. Alguns de nós não consegue se conter, era o caso do fantástico cantor. Cheio de atitude, ele ajudou a deixar os anos 90 mais felizes para toda uma geração de fãs de Rock.  Valeu, Cris!

*Com informações da revista Rolling Stones

Robert Smith completa 60 anos e 39 de Rock and Roll! – Happy 60th birthday to #RobertSmith of #TheCure.

 

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Hoje é aniversário de Robert James Smith, o popular Robert Smith. Ele é líder, vocalista, guitarrista e compositor da lendária banda inglesa The Cure. Aliás, o único membro da formação original do grupo. O cara é um ícone do Rock e da música alternativa mundial.

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Show do The Cure em São Paulo – Foto: Elton Tavares – Clique e veja a imagem em tamanho original.

Robert nasceu em 21 de abril de 1959, em Blackpool (ING). Portanto, completa 60 anos de vida, sendo que trinta e  nove deles à frente de sua influente banda oitentista, que por muito tempo foi considerada a maior e mais importante no cenário gótico/pós-punk.

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Show do The Cure em São Paulo – Foto: Elton Tavares – Clique e veja a imagem em tamanho original.

O The Cure é uma das bandas que fazem parte da trilha sonora da minha vida. Ao som dos britânicos, fizemos muitas festas, noitadas, reuniões com amigos e tantas outras lembranças legais.

Eu e meu irmão assistimos, em 2013, um show histórico do The Cure, em São Paulo. Se já não bastasse tamanha felicidade, ainda encontrei a banda no Aeroporto de Guarulhos e consegui uma foto com o Rockstar.EueRobert

Vida longa ao talentoso e carismático Robert Smith. Que ele toque, componha e cante por mais 60 anos.

Elton Tavares

O dia que encontrei Lemmy (Essa semana fez 8 anos).

Essa semana, na última segunda-feira (15), completou oito anos que encontrei Ian “Lemmy” Kilmister, cantor inglês fundador, vocalista, baixista e líder da banda inglesa de heavy metal Motörhead (com 40 anos de carreira). O cara, que morreu em 28 de dezembro de 2015 (vítima de câncer) é um ícone do Rock and Roll e uma lenda da música mundial. Ele tinha 70 anos.

Esqueci de publicar ontem, mas por tudo que Lemmy fez e representa, republico hoje o texto do dia que o encontrei.

Eu e Lemmy – São Paulo – 2011 – Foto: Emerson Tavares

O dia que encontrei Lemmy 

Aeroporto de Congonhas (SP), aproximadamente 17h do dia 15 de abril de 2011. Eu, meu irmão Emerson Tavares e minha cunhada Andresa Ferreira tomávamos uns chopps enquanto esperávamos a hora de embarcar de volta ao Norte, eles para Belém (PA) e eu para a minha amada Macapá.

Estávamos perto da entrada do saguão do Terminal, aí entra aquela figura de preto, chapéu de Caubói, bigodão e cara amarrada. Era Lemmy, líder do Motorhead. Não perdemos tempo, pedi para bater uma foto com a lenda do rock, ele me olhou com desdém, mas parou de andar para o click do meu irmão.

Mesmo com a pouca simpatia do astro, fiquei feliz, pois não é todo dia que um jornalista de Macapá encontra um ícone do “roquenrou” mundial. Para quem não saca, aí embaixo tem informações sobre Lemmy, colhidas pelo ex-colaborador deste site, André Mont’alverne. Leiam:

Lemmy era o avô do heavy metal. Lemmy era o padrinho do thrash metal. Lemmy, mesmo britânico, era a síntese do rock’n’roll de Los Angeles. Lemmy foi roadie de Jimi Hendrix e teve um filho com uma groupie que perdeu a virgindade com John Lennon. Lemmy era fã de Beatles, de Little Richards e de Elvis Presley. Lemmy é uma lenda.  Lemmy é Lemmy. É inexplicável.

Bem, pensando com um pouco mais de racionalidade, talvez não seja tão “inexplicável” assim o verdadeiro fascínio que a figura de Ian “Lemmy” Kilmister exerce em qualquer pessoa que ame o rock and roll. E quando escrevo “qualquer pessoa”, não estou sendo bondosamente genérico, mas afirmando categoricamente que não há um ser humano roqueiro sequer que:

a) não tenha o devido respeito e paixão pelo Motörhead; b) que não considere “Lemmy” como uma espécie de divindade. No fundo, é fácil e difícil – e desconcertante – ao mesmo tempo entender porque a figura de Lemmy suscita reverência. Para isto, é preciso deixar de lado os pudores politicamente corretos e encarar a verdade: no fundo, bem lá no fundo, todos nós queremos ser como Lemmy. Buscamos obter o mesmo grau de respeito que a sua figura e suas palavras causam nas pessoas. Buscamos causar a mesma sensação que Lemmy propicia quando entra em qualquer ambiente, que é um silêncio que chega a ser ensurdecedor. Buscamos envelhecer como Lemmy, que foi dono de seu próprio nariz e sem a menor intenção de agradar a quem quer que seja.

Com seu inseparável chapéu preto, roupas de coloração idem e as inacreditáveis botas brancas, Lemmy é uma versão roqueira e real do cowboy sem nome eternizado por Clint Eastwood no cinema. Para os adolescentes, ele é um personagem de histórias em quadrinhos – ou videogame, se preferir – que ganhou vida. E se o Motörhead existiu por 40 anos, é porque Lemmy comandou as coisas da maneira que leva a sua vida: integridade em relação a tudo aquilo em que acredita.

Com certeza, os lobos uivaram para o homem que morreu em 2015, mas a lenda será eterna. O “Ás de Espada” teve uma vida longa, feliz e gloriosa. A ele, minhas homenagens. Valeu, Lemmy!!

Elton Tavares

Há 25 anos, Oasis lançava Supersonic, seu primeiro single

Hoje, 11 de abril, completam exatos 25 anos de lançamento do primeiro single do Oais, banda britânica (que já tinha quatro anos de carreira), denominado “Supersonic”. A faixa de estreia do Oasis apareceu em 31º lugar da Billboard , e foi a 13ª música mais ouvida do grupo.

Foi só o início de uma bela trajetória daquela banda. O Oasis foi formidável, com o vocal insolente de Liam e o talento arrogante de Noel (os irmãos Gallagher),o grupo teve momentos de alto brilho. Eles foram uma das bandas mais bem sucedidas da história, com venda de 90 milhões de discos.

Naquela época, caçávamos sons novos como as bruxas eram perseguidas durante a Inquisição, ou seja, incansavelmente”. As brigas dos dois irmãos Liam Gallagher e Noel Gallagher, a rixa com a banda Blur, as polêmicas, nada ofuscou a qualidade do som do Oasis. Porra, nem sei quantas milhares de vezes escutei “Wonderwall” ou “Don’t Look Back in Anger”, músicas do disco seguinte, o (What’s The Story?) Morning Glory.

O Oasis se separou em 2009, após um período intenso de brigas entre Liam e Noel Gallagher, fundadores da banda. Após agressões físicas e verbais entre os irmãos, Noel saiu da banda. “É com tristeza e grande alívio dizer que deixei o Oasis hoje à noite. As pessoas vão escrever e dizer o que gostam, mas eu simplesmente não poderia continuar trabalhando com Liam por mais um só dia. Desculpe a todas as pessoas que compraram ingressos para os shows [que não farei]”, disse no site oficial.

Tive a sorte de ver um show do Noel em 2017, quando ele abriu para o U2 e uma apresentação do Liam, no Lollapalooza 2018. Eles seguem fodões do Rock and Roll.

Resumo da ópera rock, o Oasis foi sensacional. O resto é história.

Fonte: Rolling Stones e meus 42 anos escutando Rock and Roll.

Elton Tavares

THE CURE – São Paulo (06/042013): minha visão sobre algo realmente histórico (por Marcelo Guido)

 
É realmente impressionante como seguimos nossas vidas dando importância a fatos, histórias, mensagens e como a música esta relacionada a isso. No mundo perfeito, acredito, a vida teria trilha sonora.
Passei por mais um acontecimento marcante em minha trilha imaginaria. O THE CURE, resolveu botar as caras por aqui depois de exatamente 17 anos, um hiato relativamente grande para uma banda desse quilate, os puristas vão dizer que “Ha são uns mercenários”, “estão no limbo (tá a igreja já disse que isso é baboseira), e vem tirar dinheiro dos trouxas”, “tá velho, esquecido e vem fazer bestas felizes”. Foda-se! Para mim, apenas palavras ao vento. 
Beleza, 17 anos é muito tempo, muita onda, muita coisa. Tornei-me pai, me apaixonei varias vezes e casei, ou seja, vivi. Mas curiosamente, o sentimento pela banda não sofreu nenhum abalo.
 
Lembro-me dos saudosos anos 90, não serei falso em dizer que “há gostava desde os anos 80”, não, conheci a banda através de “Staring At The Sea”, aquele mesmo, o popular disco do “velho na capa”. O ano era 1993, e eu, na época, um amante do som pesado, me encantei com toda poesia tortuosa daquela banda do cara que “usava batom e tinha cabelos desgrenhados”. É realmente soava meio estranho alguém como eu escutar aquilo.
Quando soube que os caras viriam por aqui de novo, me lembrei de todo desespero que senti quando não consegui velos no “Hollywood Rock”, naquela época, eu com 16, não tive como ir. Jamais deixaria outra oportunidade passar.
 
Mas vamos lá, o show prometia muito, fãs sedentos querendo ver o que foi realmente marcante para todos (ou a maioria), pais, filhos e encontrei até um avô com netos (se tem algo que junta gerações é o rock). Todos lá querendo ver o senhor Robert Smith com sua trupe, elevar ao máximo suas notas musicais, colocar em dia sua guitarra e como não esperar pela sua peculiar “dancinha”. Eu era um desses caras por lá.
O show começa sempre por cima, “Open”, nessa hora, nem eu acreditei que estava lá, e foi caminhando por uma sequencia incrível de hits “oitentistas” , “noventistas” (atenção Cults de plantão)  pra não deixar nenhum tiozinho (já me incluo nessa categoria) botar defeito.
 
Chorei copiosamente em “Just Like Heaven”,uma das canções  de amor mais perfeitas de todos os tempos, “Pictures  Of You”, passou por lá também, “The Walk” pra lembrar de toda minha caminhada até aquele momento, em “Friday I`m Love”, eu te liguei “pessoa muito especial”, você deveria estar naquele momento comigo, não atendeu (chorei também), “The Love Cats”, “In Between Days”, “Boys Don`t Cry”, “Killing an Arab”, enfim todas passaram por lá e o senhor Smith estava realmente a vontade. Foram quarenta (pode escrever isso aqui?), musicas, três horas de show. Realmente algo épico, histórico, fantástico.
Minhas melhores impressões sobre a banda realmente se multiplicaram, em minha opinião o “melhor show dos caras de todos os tempos”, se me perguntarem o porquê?  Respondo: “Eu estava lá”.
Durante as horas que o concerto se deu, voltei a ter meus 16 anos, e realmente curti muito. E pensei comigo mesmo se passei por tudo que passei pra esses caras tocarem perto do meu aniversário, realmente valeu muito a pena (sei, é idiota mas foi isso que veio na mente).
 
Já posso dizer prestes há completar 33 anos, que eu no dia 06/04/2013 “estava no melhor lugar do mundo”.
 
Senhor “Bob” Smith, não demore muito a aparecer por aqui. E sim, minha vida volta a ter sentido.
 
MARCELO GUIDO.
*Republicado pelos 6 anos desse show.

Há seis anos, o The Cure se apresentou em São Paulo. Foi o melhor show que assisti na vida

 

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Até hoje, não consigo descrever com presteza o que senti na noite de 6 de abril de 2013. Há exatamente seis anos, a banda inglesa The Cure se apresentou na Arena Anhembi, na capital paulista. Foram 3h15 de show. E que show! Com certeza o melhor que vi na vida. Coisa de fã de Rock.

Algumas semanas antes do show, Roberth Smith (“a cara, a voz e a força do The Cure”), cconcedeu uma entrevista ao programa “Fantástico” (vídeo). Ele disse que como não eram mais jovens (ele tinha 53 anos em 2013) não faria vários shows, mas poucos com muita intensidade. O astro prometeu e cumpriu.Algumas semanas antes do show, Roberth Smith (“a cara, a voz e a força do The Cure”) concedeu uma entrevista ao programa “Fantástico” (vídeo). Ele disse que como não eram mais jovens (ele tinha 53 anos em 2013) não fariam vários shows, mas poucos com muita intensidade. O astro prometeu e cumpriu.

Sabe, eu sempre fui fã de Rock And Roll. Já vi muitos shows sensacionais e fui pra muitas festas doideiras, mas naquele dia, ao lado do meu irmão e companheiro de aventuras Emerson Tavares, vivemos o auge dessa vida rocker. O show do The Cure conseguiu superar as apresentações do Radiohead em 2009, U2 em 2011, New Order e Johnny Marr (2014), Interpol, Smashing Pumpkins, Morrissey e Pearl Jam (2015) e Lollapalooza 2017 (Duran Duran, Strokes e Metallica).

O que as 30 mil pessoas que estavam na Arena Anhembi naquela noite viram foi impressionante, fantástico e todos os sinônimos para o show da vida de muitos (como eu e meu irmão). O The Cure emocionou e empolgou. Foram 40 músicas. Todas cantadas pelo público. E eu e Emerson ficamos na Budzone, área vip, ou seja, perto do palco e confortável. Firme demais!

Robert Smith (voz e guitarra), Jason Cooper (bateria), Roger ´O Donnell (teclados), Simon Gallup (baixo) e Reeves Gabrels (guitarra), fizeram um show caralhento, cheio de hits e canções despintadas. Agradeço a Deus todos os dias por ter vivido aquilo.

“Não foi um show… foi uma apoteose! Infinitamente melhor que as duas apresentações que assisti em 1996. Como vinho, cada vez melhores com o tempo” – Disse o amigo Nilson Montoril.

Os amigos que viram o show no Rio de Janeiro, dois dias antes, disseram que o de Sampa foi muito mais paid’égua. Uma das canções clássicas da banda diz que “Garotos não choram”. Naquela noite, era menina e barbado chorando, rindo, dançando, cantando, pulando etc. Bestificados com aquele showzaço do caralho, eu e Emerson choramos. De felicidade e emoção, claro. Inesquecível!

Obs: Se já não bastasse tamanha felicidade, no dia seguinte ao show, encontrei a banda no Aeroporto de Guarulhos (SP). Robert foi muito simpático e ganhei uma foto pra posteridade. Até a próxima, The Cure!

Elton Tavares


Veja as músicas que o The Cure tocou em São Paulo:

“Open”
“High”
“The End of the World”
“Lovesong”
“Push”
“Inbetween Days”
“Just Like Heaven”
“From the Edge of the Deep Green Sea”
“Pictures of You”
“Lullaby”
“Fascination Street”
“Sleep When I’m Dead”
“Play For Today”
“A Forest”
“Bananafishbones”
“Shake Dog Shake”
“Charlotte Sometimes”
“The Walk”
“Mint Car”
“Friday I’m in Love”
“Doing the Unstuck”
“Trust”
“Want”
“The Hungry Ghost”
“Wrong Number”
“One Hundred Years”
“End”

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“The Kiss”
“If Only Tonight We Could Sleep”
“Fight”

bis

“Dressing Up”
“The Lovecats”
“The Caterpillar”
“Close To Me”
“Hot Hot Hot!!!”
“Let’s Go to Bed”
“Why Can’t I Be You?”
“Boys Don’t Cry”
“10:15 [Saturday Night]”
“Killing An Arab”

25 anos do lançamento do disco Raimundos (1994 foi um grande ano mesmo) – Por Marcelo Guido

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Hoje, 2 de abril, completam exatos 25 anos do lançamento do disco Raimundos (1994). Raimundos foi o disco de estreia do da banda homônima (que fez estrondoso sucesso), lançado em 1994 pelo selo Banguela Records, criado pela banda paulista Titãs em parceria com Carlos Eduardo Miranda.

Apesar do clipe da música “Nega Jurema” ser de produção precária, a pedidos do público, ele participou da escolha da audiência na MTV, para representar o Brasil nos Estados Unidos, que concorreu nada mais, nada menos, com o videoclipe “Territory”, da banda mineira de thrash metal Sepultura (que saiu vencedora).

Para celebrar esse clássico álbum do Rock Nacional, republico o texto do amigo Marcelo Guido.

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Discos que formaram meu caráter (Parte 2) – Raimundos (1994)

Então amiguinhos, estamos aqui de novo para falar de mais uma bela “bolacha”, que com certeza fez muita gente, assim como eu, também botar a cabeça pra balançar, poguear e pirar conforme a música.

O disco em questão trata-se de “Raimundos”, primeiro álbum da banda homônima (qualquer semelhança com Ramones não é mera coincidência) que veio do Distrito Federal dar uma nova cara para o Rock Brazuca, no começo dos já longínquos anos 90.

O momento histórico da música brasileira não era lá aquela maravilha, diga-se de passagem, sertanejo e um tal de “new pagode” tomavam conta de todas as paradas musicais naquela época, realmente era um verdadeiro cenário de terror para os fãs do velho e bom rock and roll.raimundos-1

As bandas nacionais sobreviventes dos anos 80 já se encontravam naquele esquema de “vamos fazer um disco conceitual, e sair em turnê para tocar o que a gente já gravou”, patético. (Menção honrosa para os excelentes “Descobrimento do Brasil de 93 da Legião Urbana e “Titanomaquia” dos Titãs, também do mesmo ano”).

Nesse sombrio cenário vê que aparece do cerrado, quatro moleques que falam palavrão a torto e a direito, trazendo uma energia que faltava para aquele angu enjoativo que se tornou a música brasileira.

imagesProduzido pelo Carlos Miranda e lançado pelo selo “Banguela” dos Titãs, “Raimundos” chegou fácil a 150 mil copias. Além disso, o álbum foi inovador por mostrar para nós o “forrócore”, a mistura do forró tradicional com o hardcore, coisa nunca tentada antes.

Meu primeiro contato com o disco foi através de meu grande amigo, Adriano Bago (que hoje também é um Guarani Kaiowa), que em um esquema “brodagem” me presenteou com uma fita gravada onde se encontrava a balada de duplo sentindo “Selim”.

Quando ouvi aquilo pela primeira vez, pensei: “Que porra é essa???”. Tratava-se de algo inovador, os versos da canção que diziam “Eu queria ser o banquinho da bicicleta pra ficar bem no meio das pernas…” era tão novo que me fazia lembrar que ser o caderninho da menina já estava muito ultrapassado. Aquilo sim era Rock, ou melhor, aquilo eu queria ouvir.

Recheado de palavrões, chegou de dois pés e colocou os caras no cenário nacional que era muito difícil na época, já que não tinha ninguém dançando de shortinho coreografias pré-ensaiadas.

O disco mostrou de cara que a banda tinha muito a dizer, o que se tornaria fato no decorrer da década, “Puteiro em João Pessoa” abre o disco contando logo história de uma transa adolescente (virou quadrinho nas mãos do Angeli), vai para “Palhas do Coqueiro”,”MM`S”, que tem a participação do João Gordo, “Nega Jurema” que vem descendo a ladeira trazendo uma sacola de Maria “Tonteira”, enfim, um discaço.

Antes de tudo, é importante falar que o disco remodelou o cenário musical e influenciou praticamente todas as bandas que se formaram depois na década de 90. Considero “Raimundos “como obra fundamental porque a molecada mandou à merda todos os conceitos reinantes na época, com suas guitarras barulhentas pra caralho (será que posso usar esse termo no site do Elton?), letras sujas e bateria passado por cima de tudo com muito orgulho. Foda-se a surdez (opa de novo).

“Puteiro em João Pessoa, MM`S, Be-a-bá”, “Marujo”, “Selim”, realmente entraram no gosto da garotada que estava na rua nos anos 90.“Raimundos” nos mostrou também, que não era mais legal parecermos ingleses como nos anos 80, que legal mesmo era chamar o Zenilton pra tocar….“Por isso que o Raimundos nunca vai se acabar”.

* Marcelo Guido, é Punk, Pai da Lanna e Bento, Jornalista, Professor e Marido da Bia.

Hoje Eric Clapton completa 74 anos. Três vivas para o velho bluesman!

LONDON, ENGLAND - MAY 14: Eric Clapton performs at Royal Albert Hall on May 14, 2015 in London, United Kingdom (Photo by Neil Lupin/Redferns via Getty Images)
O velho Bluesman

Apesar de ter furado o olho de George Harrison, Eric Clapton é um dos heróis da música mundial. Aliás, a música Layla (escrita para a ex do Beatle citado e então melhor amigo de Clapton, por quem Eric apaixonou perdidamente) quase o transformou o Eric Clapton no vilão do rock’n’roll.

O lendário guitarrista chega aos 74 anos hoje. Ronaldo Rodrigues já explicou: Claptomaníaco é quem rouba disco do velho guitar hero, mas também podemos chamar assim os fãs deste genial músico.

Clapton é um dos sobreviventes de uma longa vida repleta de sexo, drogas e rock and roll. Dono de uma música fantástica, tanto no Blues, quanto no Rock ou com ambos misturados. Ele é considerado o segundo melhor guitarrista da história, atrás de nada mais, nada menos, que Jimmi Hendrix.

Clapton sempre foi gênio, desde os tempos das bandas Yardbirds e do Cream.

Meu amigo Régis Sanches escreveu em um texto : “Eric Clapton, chamado de Deus em pichações nas paredes do metrô de Londres, no final da década de 1960, disse “Ninguém consegue tocar blues honestamente de barriga cheia”. Mister Clapton é a alma dos guitarristas, uma espécie de Fênix que sobreviveu a todas as tragédias. Como mestre de George Harrison, roubou a mulher do melhor amigo. Transtornado, mergulhou e emergiu do mundo negro das drogas. Certa ocasião, seu filho caiu da janela do apartamento. Seu coração ficou dilacerado. Mas a resposta veio na forma da sublime “Tears in Heaven”.

Esse é Clapton, um cara que transforma amor ou dor em arte. A sublime arte da música. Seus riffs já entraram para a galeria dos Deuses e ecoaram pela eternidade. Vida longa a Eric Clapton!

Elton Tavares