Há 50 anos, os Beatles se apresentaram pela última vez

beatles no telhado - ultimo show

No dia 30 de janeiro de 1969, uma tarde fria em Londres, no alto do edifício sede da Apple Records, os Beatles realizaram sua última apresentação para o “público”. Na realidade eles vinham de um trágico período de gravações e ensaios num estúdio londrino, onde gravavam o filme Let It Be. As sessões foram terríveis, pois além da figura de Yoko Ono (grudada em John Lennon 24 horas), a banda estava brigando muito entre si. Desde o Álbum Branco, os quatro já não se entendiam muito no estúdio.

rooftopQuando decidiram que Let it Be deveria ser gravado no novo, porém precário Apple Studios, os Beatles também pensaram que poderiam agir normalmente. As sessões no prédio da Apple ocorreram com mais calma, tanto que a ideia de tocar no telhado do prédio veio do próprio Lennon. Antes, Paul McCartney tinha planejado realizar um concerto no final das gravações. Locais no mundo inteiro foram vistos para o show, porém a maioria deles não havia como, ou estavam com agendas apertadas. Então amargamente, os Beatles decidiram tocar no telhado do prédio. Até Harrison, avesso a shows, gostou da ideia.

Naquela tarde fria, os primeiros acordes de Get Back foram fundamentais para que os moradores dos prédios vizinhos viessem até a sacada para dar uma olhada naqueles cabeludos tocando rock.beatles12

Os Beatles tocaram durante 40 minutos, até a Polícia bater na porta da Apple e um nervoso Mal Evans tentando explicar que “Os Beatles” estavam tocando no telhado da Apple. Segundo o livro “The Beatles – Biografia” de Bob Spitz, a polícia nem sequer pediu para acabar com o show, apenas solicitaram que os Beatles abaixassem o volume dos instrumentos, eu disse abaixassem, porém, como eles eram, não houve acordo e o show teve que acabar antes que eles pudessem terminar o set previsto.

wallpaper08O show foi adicionado ao filme Let it Be e na realidade é o que vale a pena naquele filme. As sessões de Get Back (Let it Be) foram finalizadas, porém os Beatles não deram importância para as fitas, entregando nas mãos de Glyn Jones e depois nas mãos de Phil Spector, que destruiu tudo que eles fizeram, enfiando orquestrações e um solo de guitarra metálico para Let it Be, na qual George odiou.

Meu comentário: Não lembro onde achei o texto acima, mas o republico aqui há uns seis anos. Apesar de amar Led Zeppelin e Pink Floyd e Rolling Stones, para mim, os Beatles foram e sempre serão os maiores. O último show, no terraço, foi reconstituído no filme “Across The Universe”, onde a banda que interpretou os caras de Liverpool executou a canção “All You Need Is Love”. Após 50 anos, todos nós ainda curtimos o som dos besouros e sempre precisaremos de amor.

E lá se foi o ” Pescador de Ilusões” (sobre a morte de Marcelo Yuka) – Por Marcelo Guido

Foto: Diário da Paraíba

E lá se foi o ” Pescador de Ilusões”

Hoje perdemos mais um. Ele foi para o descanso eterno. Marcelo Yuka, mais um brasileiro que como muitos de nós ainda sonham com um mundo melhor.

Sempre com opiniões contundentes, com palavras que viravam versos únicos, ordens de protesto de primeira linha contra as mazelas da nossa sociedade . O combate contra todo tipo de injustiça era seu tema, seu lema e sua vida.

Vi o Yuka pela primeira vez em um show, na antiga churrascaria do lago em Brasília, isso em 2000 poucos meses antes do acidente ( como o mesmo gostava de frisar). O cara de pé, trajando uma camisa onde lia- se ” Procura se ” sobre uma foto do Juiz Nicolau dos Santos o ” Lalau”. Deu uma verdadeira palestra sobre o que acontecia no Brasil, momento político e como nós poderíamos ser a força motriz da mudança. Lembro que entre uma cerveja e outra eu e o João Moraes conversamos sobre o que ele estava falando, talvez esse fosse o objetivo. Mandar uma mensagem.

Foto: Blog do Jair

Longe de ser um artista “pop”, o músico sempre caminhou pelo lado que achou correto. Isso é admirável.

Quando as setas da maldade atingiram e debilitaram seu corpo, sua voz não calou e ele continuou na missão.

Marcelo Yuka acreditava no ser humano, acreditava que com educação, arte , música e honestidade poderíamos mudar a sociedade.

Talvez seus joelhos não doam mais, ou você tenha ido ficar de bobeira. Nas esquinas, nas favelas e nas redes não se fala de outro assunto. Na muvuca e na encrenca, tem inocente e tem culpado.

Faltou luz, mas era dia. O tumulto está formado, a alma armada vai ficar apontada para cara do sossego.

Charge de Gilmar

Em momentos difíceis como esse que vivemos, eu te agradeço por me dizer que todo camburão tem um pouco de navio negreiro e que ninguém regula a América.

Você mesmo disse ” não se preocupem comigo” e eu te digo que ” valeu a pena”.

Esse vai fazer falta demais. Que todos os coiotes uivem por Yuca esta noite. Muito Obrigado!

Marcelo Guido – Jornalista.

Minhas dezenas de fitas K7 e a nostalgia

Ano passado, ao procurar meus livros dentro do armário do quarto, dei de cara com minhas duas caixas de sapatos repletas de fitas cassete. Constituída por dois carretéis de fitas magnéticas, a fita cassete é popularmente abreviada como K7. Esse tipo de “tecnologia” foi desenvolvida pela empresa Phillips, em 1963, para substituir a fita de rolo e o formato 8-track, que eram semelhantes, mas muito menos práticos e mais espaçosos.

A tecnologia desse artefato traz uma fita de áudio de 3,15 milímetros de largura, que rodava a uma velocidade de 4,76 centímetros por segundo. Antigamente a gente ouvia tudo na fita K7, no vinil e, muito depois, CD. Hoje, apesar de alguns ainda usarem o “Compact Disc”, quase tudo é no MP3 e MP4.

Minhas caixas, com quase 40 fitas, têm de tudo: Sony, Maxell, Bulk, Basf, Phillips e TDK, de 40, 60 e 90 minutos. A maioria não pmicrosystemossui mais capa, mas as que ainda têm estão com os nomes das músicas ordenadamente anotadas no papel interior da fita.

Naquela época, nós caçávamos sons novos como as bruxas eram perseguidas durante a Inquisição, ou seja, incansavelmente. Época de micro system Sanyo (Alguém aí se lembra do que é “rewind”?), walkman Sony e festas de garagem.

Dentro das caixas os velhos companheiros: Depeche Mode, The Smiths, New Order,The Cure, Iron, U2, A-ha, David Bowie, Queen, Pearl Jam e Nirvana (muito Nirvana) Titãs, Ira!,Paralamas, Legião Urbana (muito Legião), Barão Vermelho, Engenheiros… todos esses e outros heróis da juventude. Além de umas do velho Chico Buarque.Fita Cassete - Foto

Fizeram sucesso no final de 80, todos os 90 e início dos anos dois mil. Não tenho vergonha de ser tão antiquado. Meu brother André fala sempre, em tom pejorativo, que todo mundo já gravava CDs em 1999 e eu fitas. Bons tempos!

Aliás, gravar fitas era porreta. Quando curtia muito um som, todo um continha somente uma música (podia ser 30 ou 45 minMinhasFitasutos de cada lado, com a mesma canção). Às vezes, ficava com o dedo no tape deck, esperando o locutor da FM calar a boca e soltar o som para que eu o tomasse. Oh, saudades!

Enrolar e desenrolar fitas com lápis ou caneta, sem falar em limpar cabeçotes do tape deck, isso sim é nostalgia.

A fita cassete não voltou como o vinil, que hoje é objeto cult. No máximo, estão em forma de adesivos de smarthfones (que acho legal pra cacete).

imagesÉ, minhas velhas e empoeiradas caixas de sapato não estão somente repletas de fitas cassete, mas de ótimas lembranças. Eu as olhei por dezenas de minutos e as guardei novamente no armário, na memória e no coração…

Elton Tavares

*Informações sobre a construção das fitas encontradas no site Wikipédia

Hoje é o Dia Mundial dos Beatles (minha homenagem ao quarteto que revolucionou a história da música)

Hoje é o Dia Mundial dos Beatles. A data em homenagem a maior banda de todos os tempos foi instituída pela Unesco. O motivo é que em 16 de janeiro de 1957, na cidade de Liverpool (ING), foi inaugurado o Cavern Club, local onde aconteceu o primeiro concerto do lendário quarteto britânico.

The Beatles foi uma banda de Rock and Roll inglesa, fundada nos idos de 1960. É o grupo musical mais bem-sucedido e aclamado da história da música. A banda era formada por John Lennon (guitarra rítmica e vocal), Paul McCartney (baixo e vocal), George Harrison (guitarra solo e vocal) e Ringo Starr (bateria e vocal).

Os Beatles tiveram uma importância inestimável para a música. Eles gravaram álbuns clássicos atemporais e souberam como ninguém captar o contexto político e social de sua época.

Aliás, assim como Jimmi Hendrix, Pink Floyd, Rolling Stones, Led Zeppelin, Bob Dylan e The Doors, não fizeram somente música, fizeram história!

Apesar de amarmos muitas bandas, os Beatles foram e sempre serão os maiores da história do Rock. A banda acabou em 1970.

John Lennon e companhia nos ensinaram que devemos valorizar o amor, sermos críticos e termos ideais. Eles cantaram “All you need is Love”, o que precisamos e sempre precisaremos: amor. E como!

Portanto, nossos aplausos e agradecimentos aos geniais caras de Liverpool. Viva o Dia Mundial dos Beatles!

* A Unesco NESCO negou, numa mensagem através de sua conta no Twitter em 2013, que tenham promovido a consagração de um dia mundial dedicado aos Beatles. “Embora nós gostássemos, a UNESCO NÃO proclamou o Dia Mundial Dos Beatles, mas nada impede que celebrar a sua música :)”, dizia a postagem. Não sei se a verdade é essa ou a que foi realmente instituída a data, mas celebrar foi o que nós, fãs, fizemos.

Elton Tavares

Fonte: Revistas, filmes, discos, livros, sites, amigos e minha imensa admiração pelos Beatles.

Se vivo, Elvis Presley completaria 84 anos hoje. Viva o Rei!

Elvis Aron Presley nasceu em Tupelo (Mississipi) em 8 de janeiro de 1935. Com 10 anos comprou seu primeiro violão. Nove anos depois, ele era um caminhoneiro pobre que entrou nos estúdios da gravadora Sun, em Memphis, e grava um acetato para dar de presente à mãe em seu aniversário. Lá gravou duas canções: My Hapiness e That’s when your heartaches begin.

Meses depois, quando precisou de um cantor para gravar um compacto, o dono da Sun, Sam Phillips, lembrou-se do rapaz. Nascia o rock’n’roll.

Por causa de suas roupas justas e do jeito como mexia os quadris, ficou conhecido como Elvis, the pélvis. Em 1956 assinou contrato para participar de seu primeiro filme Ama-me com ternura, que ficou famoso por sua bela música tema Love me tender.

Em 16 de agosto de 1977, após algumas temporadas em hospitais e prestes a iniciar uma turnê, Elvis morreu em Memphis, vítima de hipertensão cardíaca. Nessa época com sua carreira já em decadência, Elvis morreu vítima de overdose de tranquilizantes.

Elvis foi o Rei do Rock and Roll. Ele vendeu mais de 1 bilhão de discos e viveu somente 42 anos de idade. Por isso, monstros sagrados do Rock o reverenciam:

Eu acredito que a música pode curar. As pessoas encontram paz na música. Toda vez que eu me sinto triste, eu coloco um disco de Elvis e me sinto melhor. ” Paul McCartney.

Eu agradeço à Deus por Elvis Presley. Agradeço a Deus por ter mandado Elvis para abrir a porta para que eu pudesse atravessar e caminhar pela minha estrada….” Little Richard.

Antes de Elvis não havia nada” – John Lennon.

Se vivo, faria 84 anos hoje. Alguns dizem que ele ainda está entre nós. Acho pouco provável. Portanto, viva o Rei! Esteja ele onde estiver.

Elton Tavares

Parabéns, Keith Richards! (75 anos de uma lenda do Rock and Roll)

O guitarrista, compositor, membro fundador e alma dos Rolling Stones,Keith Richards, após uma vida de excessos e desencontros com o também septuagenário Mick Jagger, completa 75 anos hoje.

Keith Richards nasceu em Datford, Inglaterra, em 18 de dezembro de 1943. Foi vizinho e estudou com vocalista da banda, Mick Jagger, mas só depois perceberiam seu interesse em comum por música boa.

Poucas pessoas no mundo podem dizer que sobreviveram à tríade “sexo, drogas e rock and roll” e estão entre nós para contar esta história. Keith Richards é uma delas. E o guitarrista, que completa 75 anos nesta terça-feira, 18, faz aniversário em plena atividade com os Rolling Stones, banda seminal que completou cinco décadas de estrada, acordes blueseiros e a uma relação volátil entre Keith e o vocalista Mick Jagger.

Uma das mais emblemáticas duplas da música de todos os tempos vive um (raro?) momento de paz neste reencontro dos Stones, com turnê mundial e tudo. Não foi fácil, principalmente porque Keith Richards quis contar todas as suas histórias com a biografia Vida, em 2010. Nela, Jagger apanhou por nocaute. Irritado e ofendido, o vocalista não quis saber do companheiro, muito menos de estar ao lado dele, novamente, no palco. O guitarrista pediu desculpas e os Stones, enfim, voltaram à estrada e aos estúdios – a banda soltou duas músicas inéditas “Doom and Gloom” e “One More Shot”, para engrossar uma nova coletânea.

Este é apenas o mais recente capítulo da história, agora setentona, de Keith Richards. Cinco meses mais novo do que Jagger, o músico viveu os excessos do álcool e das drogas (maconha, cocaína e heroína), tornou-se um dos grandes guitarristas e todos os tempos e uma figura icônica para o rock e para a música mundial.

O sujeito que ficou diante de um juiz em cinco ocasiões por posse de drogas, ou algo relacionado a substâncias ilícitas, nas décadas de 60 e 70 (nos anos 1967, 1973, 1977 e 1978), chegou a dizer, em uma famosa entrevista ao semanário britânico NME, em 2007, que inalou as cinzas do próprio pai. Ainda que, depois, o empresário tenha dito que tudo não passava de uma brincadeira, quem duvidaria de algo assim? Afinal, estamos falando de Keith Richards.

Com a guitarra, o garoto inglês Keith foi abalado pelas influências do blues norte-americano, principalmente de Chicago, que se enraizaram profundamente no estilo dele ao instrumento. Chuck Berry é a o nome mais citado entre as referências que o moldaram. Mas Keith parece ter trazido a neblina londrina ao rhythm and blues, criando assim riffs vorazes como os de “Honky Tonk Women”, “Brown Sugar”, “Start Me Up”, “Paint It, Black” e “Gimme Shelter”.

Em pleno ano de 2018, quem, neste universo roqueiro, não quer dançar ao ouvir as primeiras notas de Keith em “(I Can’t Get No) Satisfaction”, lançada há quase cinquenta anos? É preciso voltar no tempo, para aquele ano de 1965, para perceber que o rock ainda se descobria como gênero quando os Stones chegaram com toda aquela sujeira e indignação – algo que parece permanecer impregnado nas guitarras assim que qualquer garoto a empunha.

Keith também tem um lado vocalista interessante, que parece ter se azeitando com o tempo. Desde “Something Happened to Me Yesterday”, na qual ele alternava nos vocais com Jagger, em Between the Buttons (1967), até o último disco de inéditas dos Stones, lançado no longínquo ano de 2005, A Bigger Bang. Neste álbum, o guitarrista vai ao microfone para cantar “Infamy” e a belíssima “This Place Is Empty”, uma sofrida balada que ganha ainda mais peso emocional com a interpretação blueseira de Keith.

O garoto de 17 anos que, na manhã da terça-feira, 17 de outubro de 1961, encontrou Mick Jagger na estação de Dartford, quando estava a caminho da escola de artes de Sindcup, e decidiu falar com ele por ver, debaixo do braço do futuro “irmão de banda”, LPs de Chuck Berry e Muddy Waters, chegou aos 75. E, para a nossa sorte, ainda no palco, com a guitarra nas mãos.

Enfim, uma lenda viva. Obrigado e parabéns, Keith!

Fontes: Ideia Fixa

New Order cumpre promessa e bota pra quebrar no showzaço em Curitiba

Há 38 anos, em maio de 1980, Ian Curtis, líder da banda Joy Division, colocou uma corda no pescoço do Rock e se matou. O New Order, banda formada pelos remanescentes do JD, prometeu uma apresentação inesquecível em Curitiba. E cumpriu. Eles tocaram ontem (2) na casa de shows Live Curitiba. Eu e meu irmão, Emerson, estávamos lá, no meio das cinco mil pessoas que lotaram o local.

O New Order é uma das mais influentes do mundo nos anos 80 e 90. A banda integra o Hall da Fama Musical do Reino Unido e já vendeu mais de 20 milhões de álbuns em 38 anos.

O New Order arrebentou e embalou muitas festinhas pelo mundo, inclusive em Macapá. O grupo é uma das bandas que escuto há mais de 30 anos. Em 2014, também acompanhado do meu irmão, Emerson Tavares, assisti ao primeiro show da banda, em São Paulo. A apresentação de ontem foi infinitamente melhor.

A banda inglesa tocou, além de seus próprios sucessos, cinco clássicos do Joy Division. Além de excelentes canções, a mística que envolve a banda oitentista faz do New Order especial.

O repertório contou com as canções ‘Singularity’, seguida por ‘Regret’. O setlist ainda previa ‘Age Of Consent’, ‘Ultraviolence’, ‘Academic’, ‘Decades’, ‘Superheated’, ‘Tutti Frutti’, ‘Subculture’, ‘Bizarre Love Triangle’, ‘Vanishing Point’, ‘Waiting for the Sirens’ Call’, ‘Plastic’, ‘The Perfect Kiss’, ‘True Faith’, ‘Blue Monday’ e ‘Temptation’.

Após um suposto fim de show, a banda voltou e tocou os sucessos do Joy Division, como ‘Atmosphere’ e ‘Love Will Tear Us Apart’.

Mesmo com a ausência do carismático baixista Peter Hook, o New Order (com Phil Cunningham, Gillian Gilbert, Stephen Morris, Tom Chapman e Bernard Sumner) fez uma apresentação fantástica e emocionante. Sensacional mesmo! Ficamos felizes por ter vivido mais esse momento marcante em nossas vidas, pois são experiências como essa que fazem tudo valer a pena.

A vida sem a música é simplesmente um erro, uma tarefa cansativa, um exílio.” – Friedrich Nietzsche, em “Cartas a Peter Gast”, Nice, 15.1. 1888.

Elton Tavares

Há três anos, assisti ao show de Morrissey, em Brasília

morrisseyfotoeltontavares2456

Steven Patrick Morrissey, tido para muitos como o maior inglês vivo, fez um show dia 29 de novembro de 2015, em Brasília (DF). A apresentação rolou na casa de espetáculos NET Live. Eu e um grupo de amigos, irmão e cunhada, estávamos lá. Foi um daqueles momentos únicos na vida. Há exatos três anos.

morrisseyfotoeltontavares2

Com sua inconfundível voz, topete, dancinhas e jeito marrento, Morrissey fez uma apresentação para fãs de sua carreira solo. Mas também levou três canções dos Smiths, sua antiga banda.

Nós ficamos na Pista Premium, pertinho da lenda viva do rock alternativo britânico. Foi um lance quase inacreditável, pois passamos a vida cultuando o artista e ele tava ali, a metros de nós. Muito doido!

morrisseyfotoeltontavares22

O show iniciou às 21h30. O cantor, ex-integrante da banda Smiths, abriu logo com Suedehead, um de seus maiores sucessos.

Para os fãs somente dos Smiths, o repertório talvez tenha decepcionado, mas Morrissey já fez o mesmo em outros shows dessa turnê, denominada “World Peace Is None of Your Business”, aliás é o mesmo nome de uma das canções executadas no show.

Mas Morrissey possui uma carreira solo sólida e de muito sucesso. Não à toa a casa de shows estava lotada com um público ávido por escutar suas canções. E teve de tudo, desde o cara tirar a camisa e jogar para a plateia a ativismo contra o consumo de carne (o cantor inglês é vegetariano e acredita que matar animais para consumo é assassinato).

morrissey456

Suedehead, Everyday Is Like Sunday, First of the Gang to Die e This Charming Man levantaram o público e matou a sede até dos que queriam escutar Smiths.

Com 30 anos de carreira e 56 de idade, Morrissey se recuperava de vários problemas de saúde, o mais grave é um câncer no esôfago, mas apesar disso, o cara mandou muito bem, pois foi um show de 2h10 de duração, cheio de energia, atitude e talento, muito talento. Mas dizer isso deste ilustre britânico é uma redundância tremenda.

amigosdepoisdoshow
Da esquerda pra direita: Adê Belém, Anderson Miranda, Cid Nunes, Emerson Tavares, Andresa Ferreira, eu e Patrick Bitencourt. Foto de uma adorável desconhecida de prá nome Cassiana. Valeu, amigos!

Estou muito feliz por ter vivido aquilo, principalmente com o Emerson (meu irmão), Andresa (cunhada), Anderson, Adê, Cid e Patrick, todos companheiros de aventura, viagem e grandes amigos nessa doideira que é a vida. É, trabalhamos muito, mas fazemos o que amamos. Com toda a certeza, um domingo inesquecível.

morrisseyfotoeltontavaresdf2

Ah, outra coisa muito legal é que fotografei um dos maiores mitos da história do rock e constatei que, definitivamente a Rainha Não está Morta. Vida longa ao Moz!

Elton Tavares – Texto e fotos

27 anos sem Freddie Mercury (o melhor vocalista da história do Rock)

Foi em 1991, no dia 24 de novembro.

Há duas décadas e sete anos, morreu Farrokh Bulsara, o “Freddie Mercury” (nome artístico do cantor). Sim, faz 27 verões que o mundo perdeu o maior vocalista de Rock and Roll da história e um dos maiores cantores de todos os tempos. Eu tinha 15 anos e lembro bem que, na época, sua morte causou repercussão e tristeza em todo o mundo.

Após ficar muito doente, surgiam rumores de que estaria com AIDS, o que se confirmou afinal, através de uma declaração feita por ele mesmo em 23 de novembro, um dia antes de morrer.

O inglês foi vocalista e líder da banda britânica Queen. Também lançou dois discos-solo, aclamados pela crítica e pelo público. Ele foi um dos maiores cantores do Rock and Roll. Além de melhor frontman que já pisou na terra, o cara dominava a plateia com sua performance e vozeirão.

O cara era foda cantando Rock, Pop, Ópera ou o que se propusesse. Não à toa, é um ícone do Rock and Roll e virou um mito na história da música mundial.

freddie-mercury-of-queen-1982-tour-2_142557

Freddie, como muitos outros seres incríveis que passaram por aqui nesta existência, foi um cara com um talento espantoso. Pessoas assim se eternizam na memória e no coração dos fãs, como eu e outros milhões de apreciadores do Rock and Roll. Sua história foi retrata este ano, no filme Bohemian Rhapsody. aliás, filmaço que rendeu essa resenha CLIQUE AQUI. 

Valeu, Fred!

14256353_1300285886691106_1079409514_n

Não quero mudar o mundo. O que mais me importa é a felicidade. Quando estou feliz, meu trabalho reflete. No final, os erros e as desculpas são minhas. Gosto de sentir que estou sendo honesto. No que me compete, quero aproveitar a vida, a alegria, a diversão, o máximo que puder nos anos que ainda me restam” – Freddie Mercury.

Elton Tavares

Três anos do show do Pearl Jam em Sampa

dsc_0080

Há exatamente três anos, assisti ao show do Pearl Jam, realizado no Estádio do Morumbi, em São Paulo. Foi “sensacional”. A quarta apresentação da banda americana no Brasil entrou para a lista dos dias mais felizes da minha vida. Certa vez, li que uma grande obra de arte ou acontecimento não vem atrás de você, é preciso ir atrás desse tipo de vivência. Foi o que fizemos. Sim, graças a Deus, eu estava lá, naquela noite de calor infernal em Sampa.

dsc_0204

O Pearl Jam fez um show mítico, misturou canções famosas com músicas lado B, conhecidas e cantadas somente por fãs aficionados. O estádio estava lotado e Eddie Vedder foi extremamente simpático. O público, é claro, interagiu com o frontman de forma recíproca. Durante 3h10 de show, milhares de pessoas cantaram, pularam e se emocionaram ao som de uma das maiores bandas do mundo.

A banda também homenageou, de uma só vez, os mortos nos atentados terroristas em Paris (FRA), ocorridos na noite anterior ao show, e John Lennon (o falecido beatle completaria 75 anos em 2015). O Pearl Jam tocou “Imagine” e todos no estádio do Morumbi acenderam seus celulares, pois a luz da esperança nunca apaga. Foi emocionante e lindo!

dsc_0146

Caiu um pé d’água torrencial na capital paulista, junto com uma ventania apocalíptica que fez o show parar por 10 minutos. Nada que tenha tirado o brilho da apresentação magnífica do Pearl Jam. Com exceção de Soldier of Love e Last Kiss, PJ tocou todos os hits e clássicos que nós queríamos ouvir. Sobretudo, os do disco “Ten”. Rolou “Even Flow”, “Jeremy”, “Alive” e quando rolou “Black”, o coração bateu mais forte e causou até um suor masculino nos meus olhos.

São esses momentos de felizes loucuras que alimentam nossas almas e corações. Só sabe quem vive tais momentos fantásticos. Estar presente num grande show nos dá uma sensação porreta de sermos indestrutíveis. Sei lá, um lance emocionante de ser jovem para sempre. Essas coisas que somente o Rock and Roll proporciona.

12246831_909188255800873_2091120819711742545_n

Definitivamente, aquele 14 de novembro ficará na memória e no coração de todos que ali estavam. Eu agradeço a Deus por ter visto tudo aquilo: meu irmão Emerson, nossos amigos Anderson, Adê e Adriana. Há três anos, mais um capítulo fantástico de um vida feliz. Só sei que foi assim.

*Em 2018, assisti outro show da banda, na mesma cidade. Foda igual ao primeiro. A gente vive o Rock and Roll!

Elton Tavares

Se vivo, Chuck Berry (o talentoso e louco Guitar Hero), faria 92 anos hoje

chuck_alta_3

Hoje, Chuck Berry, nome artístico de Charles Edward Anderson Berry, completaria 92 anos de vida. E que vida! Nascido em Saint Louis (EUA), em 18 de outubro de 1926, o compositor, cantor e guitarrista é uma lenda da música. O artista está entre os pioneiros que misturaram, Jazz, country music, Blues e R&B, ritmos afro-americanos e transformaram no melhor estilo musical entre as trilhas sonoras da vida, o Rock and Roll. Ele morreu em 18 de março de 2017

1456443753

Não á toa, a revista Rolling Stone o escolheu como o 5º maior artista da música de todos os tempos e sétimo melhor guitarrista do mundo.

O precursor do rock ‘n’ roll támbém teve um talento incrível para se meter em confusão. Em 1959, no auge do seu sucesso, pegou quatro anos de prisão por ter levado uma índia apache de 14 anos do México para seu clube noturno em Saint Louis.

chuck

Também teve problemas com o Departamento do Tesouro dos EUA por receber seus shows em dinheiro e não declará-los. Foi acusado de evasão de divisas e pegou 100 dias de prisão. E, em 1988, pagou uma multa para dar fim a um processo de US$ 5 milhões que Marilyn O’Brien Boteler moveu contra ele.

download-5

Assim como Mark Knopfler, Kurt Cobain, Tom Morello, John Frusciante, Joe Satriani, Keith Richards, Jimi Hendrix, Jimmy Page, Neil Young, David Gilmour, Eddie Van Halen, B.B. King, John Fogerty, Brian May, Eric Clapton, entre outros iluminados, Chuck Berry é um herói da guitarra, um menestrel!

images-1

Por tudo que fez e representa para a cultura mundial, rendo homenagens ao lendário músico. Ele foi com certeza um Guitar Hero e um dos maiores do Rock and Roll. Valeu, Chuck. Berry!

Elton Tavares, com informações de sites, revistas e mais de 30 anos escutando e lendo sobre Rock and Roll. 

O Rock nos Anos 60: A invasão britânica dos Beatles e Rolling Stones

Por Adnoel Pinheiro
 
Enquanto notava-se um intenso processo de politização da juventude universitária norte-americana e a ascensão da música de protesto com Bob Dylan e na Inglaterra o rock ‘n’ roll ressurgiu com um ímpeto inesperado que a partir de então se tornou um dos maiores polos de divulgação da cultura jovem mundial. Podemos compreender com mais clareza se levarmos em consideração que desde 1947, com a criação do Plano Marshall os Estados Unidos já vinham com o objetivo de impulsionar e concretizar seu domínio sobre a economia capitalista europeia, despejando dinheiro na Europa capitalista através de empréstimos, créditos para compra de alimentos e matéria prima e recuperando a capacidade de produção e o poder de compra dos ingleses. Devido a essa aproximação e influência americana, os britânicos, principalmente os jovens de classes trabalhadoras escolheram o rock como porta de entrada para a cultura ocidental.


No momento em que o rock ‘n’ roll americano atingiu com maior intensidade o mercado britânico, no início da década de 1960, já refletia a mistura de rhythm and blues, o country, o rockabilly, o calipso, a música negra da Motown, recebendo uma nova roupagem por parte dos artistas ingleses.
 
Entre os mais variados grupos musicais de Londres e Liverpool surgidos no início dessa década, dois alcançaram em pouco tempo um sucesso internacional avassalador, modificando de modo profundo não só a música popular mundial, mas todo o estilo de vida da juventude. Os Beatles e o Rolling Stones foram as duas bandas de rock que encabeçaram toda essa convulsão cultural dos anos 60.
 
No decorrer da carreira os Beatles foram um grupo que teve a competência de reunir uma vasta gama de influências e pesquisas que iam da música eletrônica à música folk, da música oriental às mensagens existenciais de suas letras, as quais transmitiam uma visão filosófica do cotidiano existencial. Foi o grupo britânico que mais vezes alcançou o primeiro lugar nas paradas britânicas.
 

O Rolling Stones, menos sutis e mais intensos, se caracterizando pelo balanço de sua batida musical de forma mais crua, bem próxima das tonalidades negras, quer nos temas de suas músicas, quer em suas apresentações ao vivo que contavam com a ótima presença de palco de seu frontman (Mick Jagger). Os Beatles, portanto, foram se tornando mais detalhistas, requintados e experimentais; os Stones mais básicos e intuitivos aprimoravam suas técnicas de estúdio mais também sempre foram ótimos nas apresentações ao vivo.
 
Por trás de todo esse sucesso das bandas inglesas existia uma revolução cultural em que implodia a moral vitoriana. A Inglaterra não era mais o centro do capitalismo mundial desde a Primeira Guerra Mundial (1914-1918) e logo após as dificuldades de reconstrução as novas gerações inglesas sofreram grande influência do american way of life e despertaram para o prazer individual e para o consumismo, eram jovens que vestiam terninhos de lapela e primavam por um visual bem comportado, mas ao contrário dos americanos e de sua rebeldia transviada, os britânicos conseguiram desenvolver uma consciência crítica de sua geração.


A explosão e ascensão do rock inglês acabaram despertando e influenciando a música norte-americana que estava em baixa desde os fins dos anos 50 e início dos anos 60. Essa influência tornou-se acentuada quando os Beatles fizeram sua primeira turnê pelos Estados Unidos abrindo mercado para outros grupos britânicos e influenciando na formação de novos músicos e bandas norte- americanas como: The Doors, Velvet Underground, Frank Zappa entre outros.
 
Podemos afirmar que a década de 60 se dividiu em dois períodos. O primeiro de 1960 a 1965 foi marcado pelo sabor de inocência transcendental nas manifestações sócio-culturais, e na política predominou o idealismo e o entusiasmo no espírito de luta do povo. O segundo de 1966 a 1969 possui um tom mais ácido, rebelde, avassalador e revelam as experiências com drogas, a perda da inocência, os protestos juvenis contra o endurecimento dos governos e a revolução sexual. É esse período que preconizaria o surgimento do inesquecível   movimento punk.
 

 

46 anos do The Concert For Bangladesh

No dia 01º de agosto de 1971, 46 anos atrás, acontecia o The Concert For Bangladesh.

Um pedido especial do amigo Ravi Shankar animou George Harrison a voltar aos palcos para duas apresentações no Madison Square Garden, em Nova York, em 1971.

A ideia era ajudar as vítimas da guerra e da fome no país asiático.

Além do ex-Beatle, Eric Clapton, Bob Dylan, Billy Preston, Leon Russell, Ringo Starr e o próprio Shankar compareceram.

A bola fora: a grana arrecadada com a venda do disco ficou retida pelo governo britânico, que não abriu mão do pagamento do imposto.

George Harrison tirou a diferença do próprio bolso.

Moz Day: feliz aniversário, Morrissey! – O dia do astro!

MorrisseyfotoeltontavaresDF
Foto: Elton Tavares

Hoje, 22 de maio, o cantor britânico e ex-vocalista do Smiths (uma das melhores bandas de que se tem notícia), para muitos, “o inglês mais foda vivo” e lenda do rock and roll mundial, Steven Patrick Morrissey, completa 59 anos de vida. E que vida!

Morrissey fez história com o The Smiths (o grupo existiu de 1982 a 1987). Ele foi coautor de todas as músicas com o guitarrista Johnny Marr. Após a separação da banda, o vocalista segue uma carreira solo sólida, recheada de sucessos, de fazer inveja a muitos rockstars.

MorrisseyfotoeltontavaresDF2
Foto: Elton Tavares

Com 30 anos de carreira, Morrissey se recupera de vários problemas de saúde, o mais grave é um câncer no esôfago. Mas está em plena atividade artística. Não à toa, lota casas de shows, como ao que fui em novembro de 2015, com público ávido por escutar suas canções.

Hoje, como já ocorre há vários anos rola o Encontro anual de fãs do Morrissey. Por todo mundo, admiradores do menestrel inglês comemoram a data de seu nascimento.

Ele merece todo esse frisson, pois além do sarcasmo e mau-humor, marcas registradas do cara, ele possui um talento extraordinário para fazer canções. Obrigado, Morrissey. Suas músicas fazem parte da trilha sonora da minha vida ( e da de muitos de minha geração).

Definitivamente a Rainha não está Morta. Palmas pro cara, pois ele é PHoda. Vida longa ao Moz!

Elton Tavares