Carnaval 2020: definido o calendário dos ensaios técnicos

O calendário dos ensaios técnicos das escolas de samba do Amapá já está definido e acontecerão no domingo (16) e segunda-feira (17).

Serão dois dias de ensaios abertos ao público com a presença das escolas do Grupo Especial e do Grupo de Acesso. A entrada é gratuita.

DIA 16/02 – DOMINGO:
18:00 – 19:00 – 1ª AGREMIAÇÃO – E.S.M.I. Império da Zona Norte
19:00 – 20:00 – 2ª AGREMIAÇÃO – A.R.E.S. Império do Povo
20:10 – 21:10 – 3ª AGREMIAÇÃO – A.C.E.S. Cidade de Macapá
21:20 – 22:20 – 4ª AGREMIAÇÃO – G.R.E.S. Emissários da Cegonha
22:30 – 23:30 – 5ª AGREMIAÇÃO – A.R.I.S. Solidariedade
23:40 – 00:40 – 6ª AGREMIAÇÃO – G.R.E.S. Piratas Estilizados
00:50 – 01:50 – 7ª AGREMIAÇÃO – A.U.S. Boêmios do Laguinho

DIA 17/02 – SEGUNDA FEIRA:
19:00 – 20:00 – 1ª AGREMIAÇÃO – G.R.C.A.S. Unidos do Buritizal
20:10 – 21:10 – 2ª AGREMIAÇÃO – G.R.E.S. Maracatu da Favela
21:20 – 22:20 – 3ª AGREMIAÇÃO – A.R.C.E.S. Piratas da Batucada
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*D1 Comunicação | Assessoria de Comunicação
Jornalistas responsáveis:
Júnior Nery (96) 98127-1559 e Adryany Magallhães (96) 99144-5442*

Veja as vagas de emprego do Sine Macapá para o dia 13 de fevereiro

O Sistema Nacional de Emprego no Amapá (Sine-AP) oferece vagas de empregos para Macapá. O número de vagas está disponível de acordo com as empresas cadastradas no Sine e são para todos os níveis de escolaridade e experiência.

Os interessados podem procurar o Sine, localizado na Rua General Rondon, nº 2350, em frente à praça Floriano Peixoto. Em toda a rede Super Fácil tem guichês do Sine e neles é possível obter informações sobre vagas na capital.

Para se cadastrar e atualizar os dados, o trabalhador deverá apresentar Carteira de Trabalho, RG, CPF e comprovante de residência (atualizado).

Veja as vagas disponíveis de acordo com as solicitações das empresas:

auxiliar de padeiro
ajudante de motorista
auxiliar de depósito
caseiro
empregada doméstica
cabeleireiro
churrasqueiro
forneiro de padaria
instalador de sistema fotovoltaicos
padeiro
operador de caixa
repositor a seco
repositor perecíveis
fiscal de loja
serviços gerais
embalador a mão (para pessoas com deficiência)
vendedor externo (para pessoas com deficiência)
O Sine informa que as vagas oferecidas podem sofrer alterações de um dia para o outro, pois o sistema não contabiliza os atendimentos ao longo do dia realizado nas unidades Superfácil, que funcionam após o fechamento da agência central.

Fonte: G1 Amapá

Feliz aniversário, Enrico Di Miceli!

Gira a roda da vida, nesta quarta-feira (12), o músico e compositor, um dos maiores criadores de melodias do Amapá, violonista, cantor, marido da Clicia e pai do Gabriel e da Flor, além de querido amigo deste jornalista, Enrico Di Miceli.

Difícil escrever sobre alguém tão brilhante com as palavras, mas vamos lá. Enrico é um cara firmeza! Além de artista brilhante, é humanista, sorridente, bem humorado, gente fina em todos os aspectos.

A música é, com toda certeza, a arte mais sublime, pelos menos para mim. Quem consegue escrever, tocar e cantar canções é iluminado. Di Miceli é um desses seres sonoros que fazem a nossa alegria. Um cancioneiro caralisticamente PHODA!

Enrico do Amazônica Elegância é Todo Música. Seus Timbres e Temperos já rederam muitas Maniçobas Musicais. Ele é grande, igual a beleza da arte que emana.

Todas as vezes que encontro com o cara, é festa. Dono de um papo porreta, delicadeza, gentileza, coerência e uma constante felicidade contagiante, Enrico é um baita cara porreta. Sou fã do artista e do homem do bem que ele é.

Enrico, mano velho, que tu sigas pisando forte e fazendo essas lindezas, sejam elas músicas ou encontros pai’éguas que já são marcas das controadas contigo e Clicia. Parabéns pelo teu dia, cara. Saúde e sucesso sempre, Feliz aniversário!

Elton Tavares

O músico Lula Jerônimo recebe título de Cidadão de Macapá

Após 33 anos vivendo em Macapá, o músico Lula Jerônimo recebeu, no último dia 4 de fevereiro, o título honorífico de cidadão macapaense, concedido pela Câmara Municipal, através de projeto de lei apresentado pelo presidente daquela Casa.

Lula é amapaense há muito tempo. Mesmo sendo de Recife, Pernambuco, sua arte e sua música misturaram-se harmoniosamente à musicalidade da cidade que ele escolheu pra viver.

Desde que aqui chegou, Lula espalhou seus acordes pela cidade. Tocou por toda a Beira-Rio, da Fazendinha ao Aturiá, nos bares e restaurantes. Foi músico exclusivo do Macapá Hotel – na época NOVOTEL – por três anos consecutivos. Acompanhou as mudanças da noite macapaense de pertinho. Viu muita gente chegar e partir; viu projetos nascerem e morrerem; viu muitos bares abrirem e fecharem.

Em 2014, lançou o CD Lula Jerônimo, um disco que tem a sua cara e a sua essência. Sucesso de público e de crítica. Enfim, esse nordestino sincero cantou Macapá com seu sotaque peculiar e encantou ouvintes, conquistou o coração do público.

Agora, Macapá o abraça definitivamente, como seu filho. Um filho gerado nas noites tucujus. Um boêmio nato, um querido amigo, um grande parceiro.

A cidade ganhou mais um presente: a tua cidadania, Lula Jerônimo. Macapá agradece!

Texto e fotos: Patrícia Andrade

Macapá 262 anos: missa, encontro das bandeiras e cortejo do Banzeiro Brilho de Fogo marcam manhã de festa na cidade

O batuque das caixas de Marabaixo animou a manhã em Macapá. A cidade já amanheceu em festa nesta terça-feira, 4 de fevereiro. As comemorações iniciaram cedo com a salva de canhões na Fortaleza de São José e seguiram com a missa em ação de graças, encontro das bandeiras e cortejo do Banzeiro Brilho de Fogo da igreja de São José até a Praça Floriano Peixoto.

Durante a missa, o prefeito agradeceu, para o conhecimento de todos, o papel que Dom Pedro teve no Sínodo da Amazônia, a defesa do povo, cultura e tradições junto ao Papa Francisco. “Reafirmo aqui a nossa gratidão por sua obra, bispo Dom Pedro José Conti. Relembro de uma pesquisa feita, em 2013, que tinha um dado muito importante. Apenas 25% dos entrevistados diziam ter orgulho de Macapá́. Grande parte era indiferente. E a imensa maioria sentia vergonha de ser da nossa cidade. Hoje, essa realidade mudou, se inverteu. 78% das pessoas dizem ter orgulho de viver em Macapá́”, destacou.

“Óbvio que isso não significa que estamos, nós, o povo, satisfeitos com a velocidade do enfrentamento dos problemas da cidade. Todos sabem que há desemprego e desalento, que a violência preocupa todo mundo, e que ainda carecemos de alternativas sólidas para o desenvolvimento econômico de Macapá e do Amapá. Mas esse dado recente mostra que hoje o macapaense gosta de viver aqui, gosta das mudanças boas que a cidade passa, e mais, tem orgulho de morar em Macapá”, completou o prefeito.

Para a moradora de Macapá Raimunda Lino da Silva, 70 anos, a mensagem do prefeito foi especial pela fala e pela passagem do aniversário de Macapá. Ela contou que, desde criança, é tradição da família participar da santa missa em ação de graças a cidade. “É um momento muito especial, de renovação e esperança. Desde criança, é tradição da família e, mesmo minha mãe estando doente este ano, não poderia deixar de vim agradecer as bênçãos sobre essa cidade maravilhosa. Parabéns Macapá e parabéns ao prefeito que cuida com tanto carinho dessa cidade!”, desejou a moradora.

Logo após a missa, houve o tradicional encontro das bandeiras com os grupos Marabaixo da Juventude, Marabaixo Tia Sinhá, Marabaixo Movimento Cultural Ancestrais, Marabaixo Filhos do Criaú, cortejos artísticos com carroça da alegria e bonecos gigantes e o cortejo do Banzeiro do Brilho de Fogo. “Essa festa está muito linda. O pessoal do banzeiro organizado, a música boa e ritmada, dá muito orgulho de ver isso parando o centro de Macapá, porque é muito linda mesmo”, disse a vendedora Jaiane Silva. Após a chegada do cortejo, a festa seguiu com exposição de artes visuais do Capitão Açaí, feita pelo artista Ronaldo Rony, e muita música com Osmar Júnior, Amadeu Cavalcante, Zé Miguel e Negro de Nós.

“A gente se orgulha de viver em Macapá. Temos a nossa cultura. O nosso jeito. E temos também uma constante cobrança do que fazemos na gestão para que todos façam, pelo menos, a sua parte. O lema da prefeitura já diz que ‘cidade melhor é dever de todos’. E com o tempo a gente descobriu que quem cuida da cidade se orgulha dela. E quem se orgulha de Macapá́ também ajuda a cuidar”, destacou o prefeito Clécio Luís.

A festa foi acompanhada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre; pelo senador Lucas Barreto; pelo governador Waldez Góes e o vice Jaime Nunes; e deputados estaduais, vereadores, secretários, imprensa e muitos macapaenses que já tem a tradição de ir à festa. As comemorações do aniversário de Macapá seguem no dia 6 de fevereiro com o lançamento do 1° edital de produção audiovisual do Amapá, GEA e Ancine; e no dia 9 com o Torneio de Futlama.

Cássia Lima
Assessora de comunicação/PMM
Fotos: Gabriel Flores

Flip não dá outro (crônica) – Por Ruben Bemerguy – Contribuição de Fernando Canto

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Ruben Bemerguy

“TEXTINHO?

Recebi do amigo Ruben Bemerguy o texto abaixo que ele chama modestamente de “Textinho”. Vejam só a riqueza da sua escritura e o desenho de sua memória em relação a pessoas que viveram a velha e romântica Macapá. E o Flip? Quem, como eu, não provou desse refrigerante genuinamente amapaense na década de 1960 e início dos anos 70? Provem, então, desse sabor borbulhante do Ruben” – Fernado Canto.

“Ouça um bom conselho
Que eu lhe dou de graça
Inútil dormir que a dor não passa”Chico Buarque de Hollanda

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Moisés Zagury

Flip não dá outro

Muito embora se possa pensar, e não sem alguma razão, que me decidi por uma literatura lúgubre, digo sempre que não. Também digo não ser essa uma expressão de meu luto. Não. Não escrevo sobre os mortos porque morreram simplesmente. O faço como quem ora, sempre ao nascer e ao pôr-do-sol, em uma sinagoga feita à mão, desenhada n’alma da mais imensa saudade. Escrevo também para que os meus mortos permaneçam vivos em mim. Morreria mais apressadamente sem a memória dos que amei tanto. É só por isso que escrevo. Porque os amei e ainda os amo.

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Moisés Zagury

E quando esses meus amores partem e com eles já não posso mais falar, passo, insistentemente, a dialogar comigo. É um diálogo franco e, de fato, inexistente. Sempre que tento assumir a função de meu próprio interlocutor, uma súbita impressão de escárnio de mim mesmo me faz parar, e aí calo. Toco a metade de meu dedo indicador direito, verticalmente fixo, na metade de meus lábios, como a pedir silêncio a minha insensatez. Taciturno, faço vir à memória de um tudo.

É por isso, e tanto mais, que ando sempre atrasado. Demoro a escrever e quando decido o faço tão pausadamente que chego a aprender de cor todo o texto. Por exemplo, se medido o amor que tinha por meu tio Moisés Zagury, há muito me obrigava a ter escrito. Mas minha inércia não é voluntária e, por isso, não a criminalizo. Não há relação entre o tempo da morte e o tempo de escrever. A relação é de amor e é eterna. A morte e a palavra, ao contrário de mim, não se atrasam. Além disso, em minha vida andam juntas, nem que seja só em minha vida. Isso já aprendi, porque as sinto frequentemente, desde criança, tanto a morte quanto a palavra.Fortaleza-50-Lenize-1

E é desde criança que lembro do tio Moisés. Lá, estive muitas vezes no colo. Pensei que adulto isso não mais aconteceria, mas aconteceu até a última vez que o vi. No aeroporto, quieto em uma cadeira de rodas, ele ia. Tinha um olhar paciente, de contemplação, de reverência a Macapá e, sem que ele percebesse, eu em seu colo observava obcecadamente cada movimento dos olhos, queria traduzir e imortalizar aquele momento. Não consegui e até hoje tento imaginar o que o tio Moisés dizia pra cidade. Acho que tudo, menos adeus. Macapá e o tio eram inseparáveis. Essa era a terra dele e ele o homem dela. Isso é inegável. Por baixo das anáguas de Macapá ainda velejam o líquido de ambos: do tio e da cidade.

O tio conheceu a cidade cedoFlip na exposição. Ele, moço. Ela, moça. Daí, foi um passo para ser o abre-alas dela. Tinha dom. Rascunhavam-se incessantemente um ao outro. Eu os vi várias vezes passeando, trocando carícias. Ela costumava cantar para ele, enquanto ele fabricava um xarope de guaraná. O Flip. Flip guaraná. Dentro de cada garrafa havia um arco-íris. A fórmula era segredo do tio e da cidade, e até hoje o é. Por isso, só o tio conseguia pôr arco-íris em uma garrafa de guaraná. Acho mesmo que o Flip era feito da seiva da cidade. Eu o Tomava gut gut.

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Propaganda do jornal Amapá, edição de 1956.

O Flip não foi só o primeiro guaraná produzido aqui. Não foi também só a primeira indústria. O Flip, me conta a memória, foi o cenário auditivo mais preciso de minha lembrança. Era a propaganda que anunciava promoção de prêmios a quem encontrasse no guaraná, além do arco-íris, o desenho de um copo no interior da tampinha da garrafa. O copo, sinceramente, não era minha grande ambição. O sabor estava mesmo na propaganda que vinha pelas ondas das rádios Difusora e Educadora, se bem lembro. Era o som de um copo quebrando, esquadrinhado por uma indagação seguida da solução: “Quebrou?. Flip dá outro”. E dava mesmo.

Não sei se por ingenuidade da iAnos 50 -Caminhão da Fábrica do Flip Guaraná oknfância ou ignorância, o que aquele sorteio me fixou é que tudo era substituível. Se o copo quebra, Flip dá outro. Se a bola fura, Flip dá outra. Se a moda não pega, Flip dá outra. Se o tempo passa, Flip dá outro. Se o ar falta, Flip dá outro. Se o amor acaba, Flip dá outro.

Não me cabe agora eleger um culpado pela singeleza de minha compreensão da vida. Fico cá a suspeitar do arco-íris, e nem por isso me zango. Se me fosse permitido optar entre a idade madura e o arco-íris, escolheria o arco-íris sem piscar. Mas isso não é pQuatro Pioneiros do Amapáossível, agora eu sei. A bola fura, a moda pega, o tempo passa, o ar falta e o amor acaba. Tudo, é claro, por falta do Flip.

É um desconforto viver sem Flip. Todas as vezes que a vida me recusa, eu lembro do Flip. Mesmo assim, não digo nada a ninguém. Chamo num canto os arco-íris que conservo desde tanto, faço mimos, beijo os olhos, o rosto, e sossego. Vem sempre uma chuva fina. Eu me molho e a guardo. Guardo muitas chuvas. Quando se guarda bem guardadinha, a chuva não dói. Só dói é saber que Flip não dá outro. Poxa, quanta saudade do meu tio.

Ruben Bemerguy

A chegada do primeiro avião em Macapá – Crônica/resgate histórico de Fernando Canto

Imagem encontrada no Blog Canto da Amazônia, de Fernando Canto

Crônica de Fernando Canto

Não obstante Macapá ser um burgo crescido em função da Fortaleza de São José, por aqui, após 1920, viviam algumas dezenas de habitantes arraigados em sua cultura e vida mansa. Muitos aspectos contados pelo Sr. Martinho Ramos – um dos líderes da festa do Divino Espírito Santo e da Santíssima Trindade, o Marabaixo – caracterizam todo o provincianismo de uma cidade que não imaginava crescer antes de ser escolhida a capital do Amapá, em 1944.

Mas Macapá foi crescendo, observada carinhosamente por muitos que hoje, aposentados, guardam a riqueza da memória e todo um micro-mundo que jamais afugenta o espírito e a naturalidade de gostar daqui. O Sr. Martinho Ramos sabe disso e o seu falar calmo contava, neste depoimento histórico, as transformações e as comparações da velha e da nova Macapá.

Imagem: Google

Quando passou por aqui o primeiro avião, eu estava com dois anos de idade, mas pelos meus antepassados eu soube de muitas coisas que se passaram na época (1923), inclusive o Sr. Eufrásio foi quem conseguiu nos dar uma grande música do Marabaixo, que tem o título de ‘A irmã Catita viu o salão/Assim, atracada assim eu não subo não’.

“O avião era uma Catalina, anfíbio, descia n’água e em terra. Mas como nós não tínhamos pista de pouso, eles resolveram descer na água. Então, o povo todo correu; aí o Sr. Eufrásio começou a enversar toda a história do avião:

– Corram, corram minha gente. Vamos na praça espiar, o barulho vem de cima e é n’água que vai pousar.

Padre Júlio [Maria Lombaerde] – Imagem encontrada no blog Porta Retrato

Em seguida, todo mundo correu lá pro Torrão, que era o nome de onde está localizado o Novotel. Na ocasião, o velho Eufrásio, observando que os ocupantes do aparelho eram todos alemães, fez:

– À cabeça do alemão, muito sol ele apanhou na taberna do Ventura, um guarda-chuva ele encontrou.

Seguindo, vieram à cidade onde nós tínhamos um padre alemão [na verdade, o padre era de origem belga], o padre Júlio [Maria Lombaerde], que, ao conversar com um dos tripulantes, soube que a gasolina deles havia acabado.

Marabaixo – Foto: Fernando Canto

“Eles estavam perdidos e sem gasolina. Foram recolhidos pelo padre Júlio e aqui ficaram. Logo depois que a maré encheu, eles abriram o avião para visitação pública. As pessoas foram até ao avião, mas não sabiam como entrar. Então um cidadão prontificou-se em auxiliá-las. Quando o cidadão quis atracar na cintura de uma mulher [a irmã Catita] para pô-la no avião, ela disse: “Atracada assim eu não subo não”. O velho Eufrásio viu e tirou o verso que é o estribilho da música (Viu a irmã Catita pelo salão/ Assim, atracada assim eu não subo não)”.

A irmã Catita não ficou aborrecida porque felizmente ela disse aquela expressão sem saber e sem se preocupar se havia um poeta observando tudo para dar a música do marabaixo que deu.

Macapá 262 anos: 4ª edição da Remada Ecológica alia esporte, turismo e desenvolvimento econômico

A Prefeitura de Macapá realizou no último sábado, 1º de fevereiro, a 4ª edição da Remada Ecológica. O evento esportivo ocorreu na orla do Jandiá e faz parte da programação dos 262 anos da cidade.

De acordo com o prefeito Clécio Luís, a programação tem como objetivo divulgar o esporte e atrair o turismo. “Temos uma orla linda, com o maior rio do mundo, o Amazonas, onde, constantemente, todos os fins de semana, acontece a prática da remada do kit surf. E não só aqui. No Jandiá, temos no Igarapé da Fortaleza, no Curiaú e em vários outros lugares de nossa cidade. E a intenção de incluir no cronograma de aniversário da cidade é para atrair, por meio do esporte, o turismo e o desenvolvimento pelas atividades econômicas em torno do esporte”, destacou.

Quem também esteve por lá foi o nadador Emílio Dias, que falou sobre a sua emoção em participar da programação. “Tive problemas com o álcool durante 28 anos, e o esporte me trouxe a vida novamente. Hoje estou conhecendo o mundo pela natação e é uma emoção poder nadar no majestoso rio Amazonas”, contou.

Além da prática do remo, kit surf, a programação contou também com outras atividades como aulas de zumba, massoterapia, contação de história para crianças e comercialização de produtos artesanais, além de shows dos artistas Moisés Sandino e grupo “Os Pinducos”.

As comemorações aos 262 de Macapá continuam até 4 de fevereiro, encerrando com a apresentação do artista nacional Diogo Nogueira.

Amelline Borges
Assessora de comunicação/PMM
Fotos: Max Renê e Henrique Silveira

No dia 8 de fevereiro, rola o Pré-Carnaval do Bloco Filhas da Luta, no Bar do Vila

No dia 8 de fevereiro de 2020, partir das 19h, no Bar do Vila, vai rolar o Pré-Carnaval do Bloco Filhas da Luta. A agremiação carnavalesca, fundada em 2017, terá como tema neste ano “O corpo dela não é sua folia”. A festa contará com atrações musicais com as cantoras Amana e Michele Maycoth.

“O carnaval é um momento em que as mulheres ficam muito expostas ao assédio. São inúmeros os relatos de mulheres que passaram por cantadas constrangedoras, beijo forçado e “mão boba” durante as festas carnavalesca. Isso é expressão de um ideário machista que reproduz a ideia de que a mulheres que brincam a folia estão disponíveis. É preciso combater essas violências e garantir o direito às mulheres de brincarem em segurança. O bloco Filhas da Luta quer chamar atenção para essa questão”comentou a assistente social e membro de movimentos sociais, Alzira Nogueira.

A causa feminista ganha protagonismo em todo o Brasil e no Amapá não é diferente. Contra o assédio, machismo e feminicídio, a luta pela igualdade de gêneros segue neste Carnaval. Pois a quadra carnavalesca é, historicamente, uma forma de fazer política. E essa manifestação é fundamental, principalmente no atual cenário político. Viva as Filhas da Luta!

Sobre o Bloco Filhas da Luta

O Bloco Filhas da Luta em Macapá surgiu no carnaval de 2017, com a inquietação de um grupo de mulheres feministas, cansadas de assédio durante a folia. Segundo as idealizadoras do bloco, um espaço próprio foi criado e um lema foi adotado: “Não é Não: Por um Carnaval sem assédio”. Preocupadas com o aumento nos casos de violência, do assédio nas ruas, nos blocos e nas festas neste período de carnaval, aglutinaram-se no Bloco e saíram às ruas para uma diversão com mais segurança e respeito. São mulheres que se unem para juntas alertar a sociedade para o sentido de brincar Carnaval seguras e com amorosidade. O Bloco Filhas da Luta inicia com Pré-Carnaval no Bar do Vila e sai na Banda, no dia 25 de fevereiro, em Macapá.

Serviço:

Pré-Carnaval do Bloco Filhas da Luta
Local: Bar do Vila, localizado na Avenida Mendonça Furtado, Nº 586, no centro de Macapá.
Data: 08/02/2020
Hora: a partir das 19h
Entrada: gratuita.
Será proibida a entrada de menores de 18 anos.

Elton Tavares, com informações de Anne Pariz

Prefeitura de Macapá e Fecaromina promoverão festividade em homenagem à Iemanjá, a rainha do mar

O Instituto Municipal de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Improir) e a Federação dos Cultos Afro-religiosos de Umbanda e Mina Nagô (Fecaromina) preparam para o dia 2 de fevereiro o V Festival de Iemanjá. A finalidade da festa é fortalecer a prática de rituais de candomblé, umbanda e tambor de mina, levar ao público informação e conhecimento sobre a entidade homenageada e valorizar a população e cultura negra no estado. O evento acontecerá no balneário da Fazendinha e contará com várias atrações, como grupos religiosos, de Marabaixo, de capoeira, entrega de oferendas e a Feira Afroempreendedora.

A festividade em homenagem à Iemanjá, padroeira dos pescadores, tem origem no ano de 1923, quando um vilarejo baiano estava sofrendo com a escassez de peixes. Os pescadores locais resolveram oferecer presentes para a rainha do mar e, segundo relatos, os peixes surgiram em abundância após as oferendas. Desde então, despachos à padroeira são comuns, pedindo fartura e mar tranquilo para a pesca.

Programação

Tema: Mãe Iemanjá Rainha do Mar

Dia 1º de fevereiro de 2020 – sábado

15:30h – Carreata em homenagem à Iemanjá, cortejo saída da frente do Trapiche Eliezer Levir até o balneário da Fazendinha, com queima de fogos e toques de tambor.

Dia 2 de fevereiro de 2020 – domingo

Local: Balneário da Fazendinha

15h às 18h – apresentações culturais: Grupo Cultural AfroReligioso, Marabaixo, capoeira; Feira Afroempreendedora de artesanatos e alimentos;

18h – Rufa dos Tambores e Ritual de saudação para Exu;

18:30h – Pronunciamento das autoridades religiosas e gestores públicos e corte do bolo;

19h – Toques de Candomblé;

20h- Toques de Tambor de Mina, Umbanda e banho de cheiro;

21h – Ritual de entrega das oferendas e banho de cheiro no rio, de acordo com a maré;

22h- Toques de Tambor de Mina, Umbanda e banho de cheiro;

23h à 1h – Apresentações culturais: Grupo Cultural AfroReligioso; samba.

01h30 – Encerramento.

Serviço

Data: 02/02 (domingo)

Hora: 15h

Local: balneário da Fazendinha

Bruno Monteiro
Assessor de comunicação/PMM
Contato: 99911-5993

Saiba como registrar uma candidatura nas Eleições 2020

As Eleições Municipais de 2020 se aproximam e, por todo o país, já iniciou a contagem regressiva para que partidos e candidatos se preparem para concorrer aos cargos de prefeito, de vice-prefeito e de vereador dos 5.568 municípios que irão às urnas este ano. Entre as resoluções da Justiça Eleitoral que regulamentam o pleito, uma em especial – a Resolução TSE nº 23.609/2019 – estabelece os critérios para que os partidos possam registrar os candidatos que passarão pelo crivo dos eleitores nas urnas eletrônicas em outubro.

O texto da resolução compila normas dispostas na Lei dos Partidos Políticos (Lei nº 9.096/1995), na Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997), no Código Eleitoral (Lei nº 4.737/1965), na Lei de Inelegibilidades (Lei Complementar nº 64/1990) e na Constituição Federal, entre outras.

Consta da Resolução TSE nº 23.609/2019, por exemplo, a exigência de que somente partidos políticos regularmente registrados na Justiça Eleitoral há pelo menos seis meses podem registrar candidatos à eleição. Da mesma maneira, a norma limita a formação de coligações de legendas às candidaturas para cargos majoritários, ou seja, para prefeito e vice-prefeito.

A resolução também fixa de 20 de julho a 5 de agosto o período para a realização das convenções partidárias para a escolha dos candidatos, bem como dispõe sobre as regras para a organização das convenções e para a elaboração de suas respectivas atas.

Candidatos

A nacionalidade brasileira, o pleno exercício dos direitos políticos, o alistamento e o domicílio na respectiva circunscrição eleitoral há pelo menos seis meses, a filiação partidária por igual período de tempo – candidaturas avulsas são expressamente vedadas – e a idade mínima estabelecida para o cargo eletivo são as condições de elegibilidade apontadas pela resolução.

Cada partido poderá apresentar um candidato a prefeito e um a vice-prefeito, e candidatos a vereador no limite de uma vez e meia o número de assentos disponíveis na Câmara de Vereadores.

Os pedidos de registro de candidatura devem ser apresentados pelos partidos políticos aos respectivos juízes eleitorais até as 23h59 do dia 14 de agosto, pela internet, ou até as 19h do dia 15, no caso de documentos físicos. Caso os partidos não solicitem o registro de candidatura, o próprio candidato, desde que escolhido em convenção, poderá pessoalmente solicitá-lo até o dia 20 de agosto.

Para que a Justiça Eleitoral aprecie e julgue um pedido de registro de candidatura, ele deve vir acompanhado do Demonstrativo de Regularidade dos Atos Partidários (Drap), que é o documento que atesta a realização da convenção partidária e a escolha de um determinado candidato. Além do Drap, também devem ser apresentados o Requerimento de Registro de Candidatura (RRC) e o Requerimento de Registro de Candidatura Individual (RRCI). Esses documentos são gerados pelo Sistema de Registro de Candidaturas (CandEx) da Justiça Eleitoral e precisam ser assinados pelo respectivo dirigente partidário com jurisdição no município.

Junto do Requerimento de Registro de Candidatura, o candidato ainda deve apresentar a sua declaração de bens, a cópia de seu documento de identificação, certidões criminais para fins eleitorais, prova de alfabetização e de desincompatibilização de cargo ou função pública, se for o caso, e as propostas que defende.

Nesse momento, o candidato também escolhe o número e o nome pelo qual quer ser identificado na urna eletrônica. Esse nome poderá ser o seu nome de registro civil ou parte dele, ou ainda um apelido, desde que não estabeleça dúvida sobre a sua identidade e não seja ofensivo, ridículo ou irreverente. A foto que o identificará na urna eletrônica também deverá ser apresentada. Nessa fotografia, ele poderá usar indumentária ou pintura corporal étnica ou religiosa, mas não poderá usar acessórios ou adornos, com exceção dos necessários às pessoas com deficiência.

A Justiça Eleitoral estabeleceu o prazo de 14 de setembro para que todos os cerca de 500 mil registros de candidatura esperados para o pleito de 2020 tenham sido julgados pelos respectivos juízes eleitorais.

Ascom TSE
Fernanda Picanço
Assessora de Comunicação
Tribunal Regional Eleitoral do Amapá
(96)3198-7504 (Ramal 7504)/

Poema de agora: Correnteza – Lara Utzig (@cantigadeninar)

Correnteza

viver é líquido
não como Bauman teoriza
não me refiro à sociedade de consumo
à modernidade
e todo esse compêndio de pesquisa

falo do fluido primeiro
casulo amniótico
e das tetas
colosso-colostro
crime nutricional
de experimentar Coca-Cola

cito as brincadeiras
pega-pega na chuva
penso na sentença feminina
menarca à menopausa
na descoberta do corpo
suor
saliva
lubrificação
sêmen


enfatizo o amor não correspondido
sal dos olhos que acompanha
o amor correspondido
que sempre acaba também
[mas a lágrima é inundação infinita]

e então há a constatação do desdém
o Rivotril
a Budweiser
a heroína
intercalada com champanhes
e brindes de fim de ano

agarra-se a purificação através da fé
água benta
e finais de semana
de fugas para igarapés

e encaminha-se ao pus
ao mijo senil
fraldas da demência
soro fisiológico
morfina
e Tramal

daí tudo termina
em café
seja da manhã
seja dos velórios da família

Lara Utzig 

Avanços nas relações da sociedade civil amapaense e da Guiana Francesa na área da cultura

A Uaçá Produções e o Movimento Cultural Desclassificáveis, com a intermediação da Associação Amapaense de Folclore e Cultura Popular-AAFCP, neste mês de janeiro, consolidaram relações transfronteiriças de extrema importância para o desenvolvimento da cultura do Amapá. Trata-se de uma parceria com a Oyapock Reseau Action – ORACT, que possibilitou que os facilitadores e oficineiros Paulo Alfaia e Alex de Jesus, passem 30 dias realizando vivências teatrais, oficinas de percussão e construção de instrumentos musicais – Batukelata, para crianças e adolescentes, além de intercâmbios para aprimoramentos e futuras novas parcerias, nas cidades de Oiapoque, Saint-Georges, Caiena, Kourou e Camopi. As atividades no lado brasileiro estão ocorrendo na sede da Uaçá Produções, em Vila Vitória do Oiapoque, com a produção local realizada pela professora Marion Gueye e conta também com a parceria da Associação de Moradores.

As oficinas de Batukelata iniciadas, no último dia 20, nas escolas de Saint-Georges e Trois Palêtuviers têm como objetivos a valorização da expressão artística; a introdução da noção de ritmos para a prática da percussão; a contribuição para a sensibilização ecológica através do aproveitamento de materiais recicláveis para a confecção dos instrumentos musicais. E ainda, promover a descoberta de novos talentos para a prática musical e para a produção de espetáculos.

As vivências são voltadas para pessoas adultas interessadas na experimentação de técnicas de expressão artística, de pesquisa em estéticas e processos de criação cênica, desenvolvidas por diferentes abordagens de profissionais da cena teatral brasileira e internacional, como o teatrólogo e dramaturgo Elie Stephenson. É uma oportunidade de treinamento de técnicas teatrais baseadas na expressividade do corpo do ator como criador absoluto de sua arte; de fortalecimento do fazer artístico; uma possibilidade de formação de plateia; e de formação intelectual e de reflexão sobre os modos de utilizar o teatro como suporte no processo ensino – aprendizagem.

Texto: Iran Lima- Coordenador Geral da Associação Amapaense de folclore e Marcelo de Sá Gomes – Coordenador de Turismo e Meio ambiente da Associação Amapaense de folclore e cultura popular.
Fotos: Associação Amapaense de folclore e cultura popular

Prefeitura de Macapá fará atividades de prevenção da hanseníase nesta quinta, 30

Nesta quinta-feira, 30, na UBS Pacoval, a partir das 8h, a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) fará atividades de prevenção da hanseníase. Pela manhã, serão desenvolvidas atividades como palestras, rodas de conversa, exames dermatoneurológicos e busca ativa de casos novos. A ação, que faz parte da campanha Janeiro Roxo, busca reforçar que o diagnóstico e o tratamento podem ser feitos em qualquer unidade de saúde e ressalta que a análise precoce é fundamental para a cura da doença.

Serviço:

Data: 30/01 (quinta-feira)
Hora: 8h às 10h
Local: UBS Pacoval
Endereço: Rua General Rondon, nº 225, Laguinho

Jamile Moreira
Assessora de comunicação/Semsa
Contato: 99135-6508