TSUNAMI AMAZÔNICA (Conto paid’égua de Fernando Canto – Republicada por conta de novos boatos de uma pororoca porruda)

Imagem veiculada no último dia 16 de setembro, no site UOL, que aponta risco de erupção de vulcão que resultaria em tsunami no Nordeste e Norte do Brasil (link da reportagem real no fim desta crônica)

Conto de Fernando Canto

Três dias após a morte de F.C. eu soube da notícia alvissareira: o rio voltava a encher. Devagar, mas voltava. Os habitantes que restavam na cidade já sorriam com grandes esperanças.

Foto: Floriano Lima.

Até então ninguém sabia as causas que fizeram o maior rio do mundo em volume d’água se afastar tanto do seu leito natural. Os cientistas se contradiziam, ecologistas acusavam os governos dos países ricos e o povo alimentava superstições e castigos misteriosos de diversas deidades. Mas o certo é que as marés que por aqui chegavam ficavam muito além do trapiche. Tudo acontecera tão rapidamente que os ariscos mergulhões tiveram que virar comida e as andorinhas, tão sinceramente nossas, desapareceram. Quem diria! A praia de mangue da antiga beira-rio parecia um cemitério de pequenas embarcações. Houve emigração em massa e a economia da região despencou. Sobrevivíamos com doações.

A cidade evaporava. Era um deserto em consumição. Suava com o calor assassino. Só melhorou quando F.C. convocou extraordinariamente a Assembleia Legislativa e apresentou Projeto de Lei que invertia o horário de funcionamento de trabalho e de todas as atividades oficiais: todos trabalhariam à noite e descansariam de dia. Naturalmente que tudo fora regulado, inclusive os plantões. Apesar de polêmica, fora a decisão mais sensata, principalmente no que se referia à energia, visto que as cabeceiras dos rios das hidrelétricas estavam secando.

As mudanças climáticas eram rápidas. Ninguém nos explicava nada, as notícias sobre o assunto eram desconexas, fugazes.

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Foto: Floriano Lima.

Foi no domingo que eu senti o nó no peito e o pressentimento de algo terrível: liguei o rádio e ouvi que uma onda gigante se aproximava do litoral a uma velocidade crescente; que se separara em duas ao bater na costa oriental da ilha de Bailique. Uma seguia, destruindo as pequenas ilhas do arquipélago e outra deslizava rumo a Caviana. A primeira ganharia mais força e se somaria à pororoca, correndo mais rápida ainda em nossa direção. Já tinha uns cem quilômetros de extensão e vinte metros de altura. Em poucas horas chegaria a nossa vulnerável cidade.

Fomos alertados e preparados pela Defesa Civil e pelos Bombeiros. Quando ela se anunciou, barulhenta e avassaladora, ainda deu para vê-la alta, acima das ilhas do outro lado do rio. Segundo o rádio ela media em torno de sessenta metros de altura. Era um ser estranho vindo guerrear e destruir. Chegou veloz e mortal com seu companheiro vento, rebentando o que era fraco e lavando praças e edifícios.

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Imagem fictícia (também conhecida como potoca) encontrada no google

Até que as mortes não foram muitas. A maioria acreditou na ciência e nas informações maciçamente veiculadas.

Mas a cidade ficou suja e caótica. Só alguns grupos de estudantes se divertiam colhendo os peixes oceânicos que se debatiam nos lagos formados com a intempérie. Tudo era novidade. Mas já se falava em reconstrução.

Foto: Floriano Lima.

O fluxo-refluxo da tsunami fez o rio encher e ficar agitado, cheio de ondas, cheio de vida. Sua água agora é salobra e de tonalidade esverdeada. Disseram-me que só daqui a dez ou vinte anos ele voltará ao que era.

Foto: Floriano Lima.

Já dá para ouvir o grito das gaivotas, a silhueta dos mergulhões em formação de flecha e uma nuvem de andorinhas bailando ao pôr-do-sol do equador. Parecem cavalos alados à procura do Olimpo.

*Republicado por conta dessa matéria, que saiu ontem na UOL: “Vulcão capaz de gerar tsunami no Brasil entra em alerta amarelo de erupção“.

Poema de agora: Observação – Valoroso Cão  (Em homenagem ao meu velho cão, outrora feroz e aguerrido) – Luiz Jorge Ferreira

Foto: Luiz Jorge Ferreira

Observação – Valoroso Cão

Por cima do peitoral da janela
Olha o tempo sentado na calçada defronte.
Fareja seu cheiro azedo de Ontem.
Sobe e desce várias vezes as escadas imóveis.
Olha as janelas…ouve sons vindo do nada, e escuta os Anjos passando para Viena entre Valsas suaves e agitados Carimbós…
Por fim vencido pelo sonho anterior do sono da primeira parte da noite…
Tomba derrotado então pela sonolência da segunda parte…em plena a madrugada de Osasco.

Fotografo…e mando para que se reproduza o empenho de um cão.
Cujo os latidos acompanham os anos que passam a galope pela frente da porta, na quietude da Rua Virgínia Marcucci Garcia …1998.

Luiz Jorge Ferreira  (em homenagem ao meu velho cão, outrora feroz e aguerrido)

 

*Osasco (SP) – SP – 15.09.2021

Música de agora: The End Of The World (O Fim do Mundo) – The Cure

The End Of The World (O Fim do Mundo) – The Cure

Vá, se quiser
eu nunca tentei impedi-la sei que há um motivo
para tudo isso, você está se sentindo triste
a culpa não é minha
você não poderia ter me amado mais
não poderia ter me amado mais
não poderia ter me amado
eu
eu não demonstro muito
não é fácil esconder, você vai ver daqui a pouco
que eu não consigo lembrar como ser tudo o que você queria
eu não poderia tê-la amado mais
eu não poderia amá-la mais
eu não poderia amar…
você quer que eu chore e interprete o meu papel
eu quero que você suspire e se desespere
nós queremos isso como todo mundo
fique se você quiser
eu sempre espero para ouvi-lá dizer que há um ultimo beijo
para todas as vezes que você fugiu assim a culpa não é minha
você não poderia ter me amado mais
não poderia ter me amado mais
não poderia ter me amado..
Eu não poderia tê-la amado mais
eu não poderia amá-la mais
eu não poderia amar…
você quer que eu minta, e não a magoe
eu quero que você voe, e não pare e ande
nós nos queremos como todo o resto
Ooo-eee-ooo…
Ooo-eee-ooo…
talvez nós não tenhamos entendido
E apenas o fim do mundo
Ooo-eee-ooo… Ooo-eee-ooo…
Talvez nós não entendemos
Não apenas um rapaz e uma garota
é apenas o fim do fim do mundo…
eu… eu não falo muito
é muito difícil fazer você ver por um momento
que eu continuo esquecendo como ser o que você queria
eu não poderia tê-la amado mais
eu não poderia amá-la mais
eu não poderia amá-la mais
eu não poderia amá-la mais
Eu não poderia amá-la mais

 

Secult/AP segue com inscrições para credenciamento de atrações artísticas e culturais no Estado

Foto: Maksuel Martins / Secom

A Secretaria de Estado da Cultura do Amapá (Secult/AP) lançou o edital de credenciamento para grupos e artistas do estado terem a chance de participar da programação cultural do governo. As inscrições iniciaram no dia 1ª deste mês e seguem até dia 30 de setembro.

O credenciamento abrange todas as modalidades de atrações artísticas/culturais e profissionais da cultura para compor as programações artísticas e culturais realizadas e/ou apoiadas pela Secult em todo território do Estado do Amapá.

Entre as vertentes previstas no edital, estão:  teatro, circo e dança, artes visuais, artes plásticas, música, djs, apresentadores, literatura, contadores de histórias, cultura popular tradicional e identitária e gospel.

Evandro Milhomen, secretário de Estado da Cultura – Foto: Secom/GEA

De acordo com o titular da Secult, Evandro Milhomen, o edital foi desenvolvido para facilitar o acesso a artistas de todo o Amapá.

“Queremos dar oportunidade as vertentes de cultura do Amapá. O credenciamento ajudará no mapeamento da gestão com relação aos projetos de cultura que temos, com o objetivo de incluir todos os movimentos na vida da sociedade amapaense, dando visibilidade, suporte e gerando renda para toda a cadeia produtiva”, concluiu o secretário.

Inscrições

As inscrições são on-line, podendo ser efetuadas até às 23:59 do dia 30 de setembro de 2021 . Os interessados devem enviar para o e-mail [email protected] A divulgação do resultado será feita no Diário Oficial do Estado, no dia 15 de outubro de 2021.

Para mais informações sobre documentação necessária e qualquer outra dúvida, acesse o link do edital: https://cutt.ly/oWkLFjv

Foto: Maksuel Martins / Secom

Sobre a Secult

À Secretaria de Estado da Cultura (Secult) cabe identificar, preservar e valorizar os bens culturais, promovendo a qualificação e a inovação da produção cultural do Estado do Amapá, fomentando as diversas etapas da cadeia produtiva da cultura, democratizando e popularizando o acesso à cultura. Cultura é desenvolvimento: humano, social e econômico, que deve colaborar com o desenvolvimento do Amapá, auxiliando direta e indiretamente o governador na formulação da política cultural do Estado, planejando, normatizando, coordenando, executando e avaliando-a.

Compreende, ainda, o amparo à cultura, a defesa do patrimônio histórico, arqueológico, paisagístico, artístico e documental, incentivando e estimulando a pesquisa em artes e cultura; apoiar a criação, a expansão e o fortalecimento das estruturas da sociedade civil voltadas para a produção artística, analisando e julgando projetos culturais, deliberando sobre tombamento de bens móveis e imóveis de reconhecido valor histórico, artístico e cultural para o Estado do Amapá.

Troféu do Campeonato Amapaense 2021 homenageia o vice-presidente da FAF Paulo Rodrigues

O legado deixado pelo vice-presidente Paulo Rodrigues, vítima da Covid-19 no fim do ano passado, será enaltecido com a homenagem da Federação Amapaense de Futebol (FAF), que deu o nome de Paulo ao troféu do vencedor no Campeonato Amapaense de Futebol Profissional 2021.

Além de levar o nome do dirigente, o troféu foi construído a partir de um desenho feito pelo próprio Paulo Rodrigues, que o concebeu para a premiação do tradicional campeonato antes de falecer.

A ideia inicial foi desenvolvida pelo artista plástico Wagner Ribeiro, que construiu o troféu em madeira, inox, ferro e vidro. A obra faz referência ao fenômeno do Equinócio, que ocorre no monumento Marco Zero.

Premiação

A obra de arte será entregue ao vencedor do campeonato na grande final, prevista para acontecer em dois jogos, nos dias 21 e 24 de setembro.

Até o momento, apenas o Trem Desportivo Clube está classificado para as partidas finais. O confronto que decidirá o segundo finalista acontece nesta sexta-feira (17) entre Santos –AP e Independente.

Homenagem

Paulo faleceu aos 64 anos no dia 22 de dezembro de 2020, em decorrência de uma complicação cardiovascular. O vice-presidente estava internado no Hospital Universitário e lutava contra a Covid-19.

Seus últimos 20 anos foram dedicados à FAF e ao futebol amapaense, esporte que amava e pelo qual tanto se empenhou. Dinâmico e intenso, Paulo também militou na quadra carnavalesca e atuou como líder e conselheiro de cultura.

Marcelle Nunes
Assessoria de Comunicação FAF

Inscrições para o processo de seleção de formadores do programa Educa Macapá inicia nesta quinta-feira (16)

As inscrições para o processo seletivo de contratação de formadores do programa Educa Macapá iniciam à 0h desta quinta-feira (16) e seguem até às 23h59 do domingo (19).

A Prefeitura de Macapá disponibiliza três vagas para professores com diploma em Licenciatura Plena em Letras e três vagas para professores com diploma em Licenciatura Plena em Matemática, ambos devidamente reconhecidos pelo Ministério da Educação (MEC). O processo também prevê cadastro reserva.

Os profissionais selecionados terão vínculo empregatício de dois anos com o município, prorrogável por mais dois. Eles atuarão especificamente na formação dos docentes e coordenadores pedagógicos da rede municipal de ensino, sobre metodologias educacionais inovadoras, no âmbito do programa Educa Macapá. O salário está fixado a R$1.508,00, para uma carga horária semanal de 20 horas.

As inscrições são gratuitas e podem ser efetuadas exclusivamente pela internet. CONFIRA O EDITAL DO PROCESSO SELETIVO AQUI .

SERVIÇO:

Início do período de inscrição do processo seletivo de contratação de formadores do programa Educa Macapá

Período: 16 a 19 de setembro de 2021.
Modo de acesso: Internet

Lázaro Gaya
Assessoria de comunicação
Contato: (96) 99171-1421

Juiz Eleitoral acolhe denúncia do Ministério Público e condena homem por transporte irregular de eleitores em Vitória do Jari nas Eleições de 2020

Uma denúncia do MP Eleitoral (MPE) 7ª Zona Eleitoral, que atende as cidades de Laranjal e Vitória do Jari, resultou na condenação em 1ª instância de um homem, na última segunda-feira (13), por crime de transporte irregular de eleitores nas Eleições 2020. A Ação Penal Eleitoral Nº Nº 0600827-50.2020.6.03.0007 é assinada pelo promotor eleitoral Fabiano Castanho e a sentença condenatória foi proferida pelo juiz Eleitoral Davi Kohls.

A ação criminal baseou-se no Inquérito Policial nº 2020.0114544-SR/PF/AP e foi ofertada pelo MP Eleitoral em 19 de março de 2021.

Entenda o caso

No dia das eleições de 2020, equipes da Polícia Federal e Polícia Civil faziam fiscalizações de rotina em Vitória do Jari/AP quando abordaram um veículo com cerca de sete ocupantes. Durante a abordagem, os policiais notaram que a maioria dos passageiros não se conhecia e todos estavam sendo transportados para que pudessem votar nas eleições.

Foi constatado que o irmão de um candidato a vereador conduzia o veículo (que era de terceiro), dentro do qual foram encontrados materiais de campanha do referido candidato. O motorista admitiu, ainda, que cobraria o serviço do proprietário do veículo.

Após o término das investigações, o MP Eleitoral ofertou denúncia criminal, tendo o condutor alegado em sua defesa que durante o trajeto não houve conversa, pedido de voto ou a entrega de material de candidatos. Alegou ainda que os passageiros eram seus amigos.

O MP Eleitoral, entretanto, ressaltou que independente destas alegações, a simples constatação de realização de transporte de eleitores no dia das eleições configura crime, mesmo que os passageiros não consigam votar (caso consigam, trata-se de mera consumação do crime).

Em sua sentença, o Juiz Eleitoral Davi Kohls acolheu o pedido de condenação formulado pelo MP Eleitoral e ressaltou que o próprio réu admitiu que transportava pessoas. Segundo o magistrado, “há prova cabal de que o réu sabia que transportava eleitores de forma irregular”.

O réu foi condenado a 4 (quatro) anos de prisão, mas, por ser primário e de bons antecedentes, teve a pena convertida para 3 (três) anos de prestação de serviços à comunidade e pagamento de prestação pecuniária de R$1.100,00 (mil e cem reais).

Ainda cabe recurso desta condenação.

Esclarecimento

O Ministério Público Eleitoral adverte que, desde o dia anterior até o dia seguinte ao das eleições, é proibido fazer transporte de eleitores, salvo se for em veículos a serviço da Justiça Eleitoral ou, no caso de veículo particular, de transporte do próprio eleitor e dos membros de sua família.

Serviço:
Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Amapá
Gerente de Comunicação – Tanha Silva
Núcleo de Imprensa
E-mail: [email protected]
Contato: (96) 3198-1616

Exposição “Reflexões cotidianas, Amazônia aleatória” segue aberta para visitação até o dia 17 de setembro, no Sesc Centro

Foto: Aog Rocha

A exposição “Reflexões cotidianas, Amazônia aleatória”, do fotógrafo e artista visual Aog Rocha, aberta no dia 19 de agosto,  segue aberta para visitação até o dia 17 de setembro no Sesc Centro. A mostra fotográfica, que possui 20 imagens expostas, conta com curadoria do produtor cultural Cláudio Silva.

A exposição faz parte do projeto Entre Artes – 2021. Na mostra, Aog Rocha, por diversas vezes, o artista recorre literalmente ao reflexo produzido mediante o espelhamento da imagem, para tecer novos olhares acerca da condição humana, sua relação com o lugar onde se insere e algumas divagações. Nela, Aog Rocha, artista de muitas possibilidades, apresenta 20 (vinte) composições fotográficas utilizando-se dentre muitas técnicas, do espelhamento de imagem, que se apresentam acompanhadas de poemas reflexivos, especialmente criados para exposição pela poeta e escritora Pat Andrade, que conduzem o espectador a repensar outras possibilidades de conexões humanas. Condições estas que independem de recursos tecnológicos avançados, perpassam pelo sentir e pelo treinamento do olhar, capacitando-o para diagnosticar a obra de arte no dia-dia, desprovida de interesse estético-conceitual.

Foto: Aog Rocha

As temáticas são variadas e nos convidam a refletir sobre fé, moradia, educação patrimonial, agitação urbana, natureza e infância, por ora de forma aleatória, por ora extremamente conectadas e embricadas. Bricolando realidades em prol do futuro que almejamos construir. Dentre as composições fotográficas apresentadas, equipamentos distintos: câmeras DSLR e smatphones, em todos os casos, digitais, foram utilizados, apresentando resultados que se confundem, tornando impossível tal identificação.

Serviço:

Exposição “Reflexões cotidianas, Amazônia aleatória”, do fotógrafo Aog Rocha
Local: Sesc Centro, localizado na Rua Tiradentes, 998, Centro de Macapá.
Período de visitação: até 17 de setembro de 2021
Mais informações Aog Rocha (8114-4546)e Claudio Silva (96-98114-965).

Assessoria de comunicação da Exposição

A Prefeitura de Santana, por meio da Secretaria Municipal de Educação, iniciou as entregas dos livros didáticos regionalizados às escolas da rede

Os livros adaptados à realidade amapaense são importantes para que o aluno se identifique com o contexto utilizado, facilitando a compreensão do assunto abordado.

O material educacional foi elaborado por profissionais da educação do Amapá, trazendo a linguagem, o cenário e a cultura amapaense. Os novos livros didáticos contemplam alunos do 1° ao 3° ano do Ensino Fundamental, em fase de alfabetização.

Comunicação – Prefeitura de Santana

Sobre o meu 45ª dia 14 de setembro (um pequeno balanço deste incrível milagre de eu estar vivo)

Pois é, “caras como eu estão ficando velhos”. Na verdade, já sou. Gordão, rosto de 44 (apesar da barba e cabelos brancos) e corpitcho de 95, faço 45 anos hoje. Essa idade parecia tão distante e eu achava que estaria mais velho de espírito, mais maduro, mais coerente, mais sensato, muito mais responsável. Além disso, é impressionante chegar há mais de quatro décadas vividas diante das centenas de “bocas cercadas” e “fogueiras puladas”. Ainda bem que o fígado é um órgão que se regenera (mas o meu tá baqueado).

Batidas na porta da frente… É o tempo. Eu bebo um pouquinho pra ter argumento…”. E não é que aquele moleque doido chegou aos 45 anos?  Largura e não foi pouca não.

É, apesar do trabalho que dei ao meu anjo da guarda, deu tudo certo (acho eu). Aniversários são especiais para mim e estou muito feliz de rodar o calendário mais uma vez. São quatro décadas e quatro anos com poucos arrependimentos, muitas bênçãos, amores e amigos. Sobretudo, amor e suporte familiar.

Claro que fiz uma porrada de merdas, mas também acertei muito. Já toquei fogo em muitos circos, mas nem um palhaço morreu queimado (no máximo cego ou aleijado, risos). Já provei poderosos venenos e doces antídotos. Costumo brincar ao dizer que graças a Deus, tenho uma sorte dos diabos.

Não tenho do que me queixar. Muita gente me ama e também muita gente me odeia, mas estes por serem quem são, prefiro assim. Sobre eles, deixo somente as palavras do amigo Fernando Canto: “não falo de inimigos, pois como os ex-amigos, eles não merecem a minha ira. Apenas desprezo o que não quero prezar”. Alguns me acham encrenqueiro, mas estouro para não implodir, somente ação e reação, simples assim. Confesso que às vezes exagero, mas sou assim e isso me faz feliz.

Com uma mistureba rock’n roll, MPB, MPA, marabaixo e Samba, ando por aí com um ar meio maldito, sempre de preto, meio Johnny Cash-sem-talento-musical-gordo-negão. Já fui tão doido que o fotógrafo Sal Lima disse que eu era o Tim Maia sem talento musical (risos).  A verdade é que sou chato esquisitão bem humorado, mas antissocial que finge ser sociável e tranquilo. Menos inteligente do que muitos  pensam e menos burro do que alguns poucos imaginam (“É um duplo prazer enganar a quem engana” – Nicolau Maquiavel).

São 45 anos de muita batalha e de incontáveis vitórias. Profissionais e pessoais. Consegui sucesso, notoriedade e respeito em uma profissão competitiva, cheia de gente muito talentosa e boa. Sobre isso, nunca me reinventei, mas aprendi e aprimorei os métodos, melhorei o trato e fortaleci velhas parcerias. Há tempos, descobri que respeito é o segredo. Ah, arrisquei várias vezes. Claro, rolaram algumas pisadas de bola, frustrações. Faz parte.

Namorei um bocado; amei e desamei; viajei muito; vi shows de rock; sai na porrada várias vezes; comemorei mundiais da seleção brasileira; títulos do Flamengo; desfilei e fui campeão pelo Piratão; frequentei rodas chiquentas e os botecos mais vagabundos; decepcionei alguns; fiz muitos felizes, enfim, vivi uns 60 anos nestes intensos 45 setembros.

Apesar de um monte de doidices, consegui me tornar o Elton Tavares que é escritor, jornalista e editor deste site. E gosto de quem  sou. Amo as minhas pessoas e elas sabem quem são, pois sempre deixo isso bem claro, apesar de minhas esquisitices. E agradeço sempre pela minha vida e por todos que sempre me apoiam. Também por me aturarem, mesmo com a incoerência e insensatez de alguns momentos.

A vida profissional acabou com minha postura marginal, pois foi necessário. Afinal, como diz o ditado popular: “Papagaio que come pedra, sabe o cu que tem“. Mas isso não quer dizer que não sinto saudades disso, às vezes. Mas quem me conhece sabe que aqui não existe falta de atitude. Hoje renovo minhas esperanças nas pessoas e em mim mesmo. A gente tá aqui para aprender e tentar evoluir. Mas uma piradinha vez ou outra faz com que esse processo seja menos tedioso.

A conta das loucuras chegou e agora estou cuidando da saúde. Pois é realmente um milagre eu estar vivo.

Agradeço não somente hoje, mas todos os dias  para Deus, Morgan Freeman, Universo ou seja lá o nome da Força que comanda tudo por aqui pelo amor da minha mãe, irmão, sobrinha, avó (in memoriam) tios, tias, primos, amigos e o carinho de uma porrada de gente. Sou grato mesmo. Muito obrigado!

A vida passa muito depressa, se não paramos para curti-la, ela escapa por nossas mãos” – Ferris Bueller’s, no filme Curtindo a Vida Adoidado.

Elton Tavares 

MP-AP mantém 100% na avaliação dos Portais Transparência realizada pelo CNMP

O Ministério Público do Amapá (MP-AP) mantém o índice de excelência na avaliação feita pela Comissão de Controle Administrativo e Financeiro (CCAF), do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), por cumprir integralmente as determinações da Lei de Acesso à Informação (LAI) e de resoluções do Colegiado, que tratam de transparência na divulgação dos dados. O resultado foi anunciado na segunda-feira (13), durante a 13ª Sessão Ordinária de 2021 do CNMP, pelo conselheiro e presidente da CCAF, Silvio Amorim. O índice de 100% nos Portais Transparência do MP-AP é relativo ao primeiro semestre de 2021.

Além do MP-AP, o Ministério Público Federal (MPF) e os MPs dos estados do Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Paraíba, Pará, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins atingiram o índice de 100% na avaliação.

As 19 unidades estaduais do MP citadas e o MPF lideram o ranking conhecido como Transparentômetro, por cumprirem integralmente as determinações da Lei de Acesso à Informação e de resoluções do CNMP que tratam de transparência na divulgação dos dados.

Silvio Amorim enalteceu que o CNMP e quase todas as unidades do Ministério Público brasileiro receberam a menção “Excelente” no Transparentômetro. “Espero que assim permaneça de modo que a legislação relacionada à transparência e ao acesso à informação seja cada vez mais respeitada”, falou.

Ainda segundo o conselheiro, esse índice de transparência constitui importante ferramenta para fomentar o aperfeiçoamento contínuo dos 31 portais da transparência do Ministério Público e tem alcançado êxito nessa missão.

Transparência

A avaliação dos Portais Transparência do MP é realizada a cada seis meses pela Comissão de Controle Administrativo e Financeiro do CNMP. São analisados 318 itens de transparência em cada Ministério Público para garantir o cumprimento da Lei Complementar nº 101/2000, da Lei de Acesso à Informação – LAI (Lei nº 12.527/11) e das Resoluções CNMP n° 74/2011, n° 86/2012, n° 89/2012 e n° 178/2017.

O Tribunal de Contas da União (TCU) reconheceu que o método de Transparência desenvolvido pela CCAF permitiu a padronização semântica e o acesso às informações dos diferentes portais de unidades administrativas autônomas, facilitando o entendimento e a localização das informações de interesse da sociedade. Segundo o Acórdão TCU-Plenário n° 1832/2018, foi recomendado ao CNJ e ao Ministério do Planejamento que utilizassem como exemplo o “Manual do Portal da Transparência do CNMP”.

Mapa da Transparência

Desde 2016, o MP-AP vem alcançando o índice máximo (excelente) de transparência de acordo com o CNMP. Os integrantes da Comissão do Planejamento Estratégico (CPE), coordenada pelo chefe de gabinete da PGJ, promotor de Justiça João Furlan, e gerenciada pelo secretário-geral do MP-AP, promotor de Justiça Alexandre Monteiro, ressaltaram o trabalho conjunto de membros e servidores, e das equipes do Departamento de Planejamento (DEPLAN), do Departamento de Tecnologia da Informação (DTI) e Assessoria de Controle Interno (ASSCONTI) que condensam os resultados junto com a CPE/MP-AP.

“Essa conquista é o resultado da dedicação, senso de responsabilidade e empenho dos membros, servidores, terceirizados e estagiários do MP-AP. Manter o Ministério Público 100% transparente é mais que uma obrigação, é um dever, assim como de todas as instituições”, frisou a procuradora-geral de Justiça, Ivana Cei.

SERVIÇO:

Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Amapá
Gerente de Comunicação – Tanha Silva
Núcleo de Imprensa
Texto: Elton Tavares
*Com informações Secretaria de Comunicação Social CNMP
E-mail: [email protected]
Contato: (96) 3198-1616

Censo Digital: Mais de 70% dos aposentados e pensionistas realizaram recadastramento da MacapaPrev

Ao todo 71% dos aposentados e pensionistas da Macapá Previdência (MacapaPrev) realizaram o recadastramento no Censo Digital 2021. A consulta é obrigatória e tem como objetivo atualizar os dados dos beneficiários do município.

O prazo para o recadastramento encerrou na segunda-feira (13). Segundo o balanço, dos 1.160 beneficiários, apenas 833 atualizaram seus dados cadastrais. Ou seja, 327 ex-servidores ainda não realizaram o processo e podem ter o benefício suspenso.

“Os beneficiários que perderam o prazo de atualização dos dados cadastrais terão uma nova oportunidade. No entanto, o pagamento do recurso será realizado em uma folha complementar. Mais de 300 pessoas estão nessa situação, então não deixe de realizar o recadastramento, disponível a qualquer momento de maneira digital ou procure a MacapaPrev o mais breve possível’’, frisa o diretor-presidente da MacapaPrev, Madson Millor.

A nova oportunidade estabelece dois períodos com previsão de pagamentos em folha complementar diferentes. O primeiro inicia nesta quarta-feira (15) e finaliza no dia 20 de setembro. Quem conseguir realizar o procedimento dentro do prazo receberá o benefício até o dia 30 de setembro.

O segundo período compreende o prazo de 21 a 30 de setembro, com previsão de pagamento em folha complementar até o dia 11 de outubro. Lembrando que os beneficiários podem fazer o recadastramento a qualquer momento pela internet.

Saiba como se regularizar

O recadastramento funcional é obrigatório, previsto na Portaria Nº 068 de 2021 do órgão. De maneira digital, os dados poderão ser atualizados por meio da plataforma digital Recad, disponível na Google Play e Apple Store, baixando o aplicativo em seu smartphone ou acessando o site recadastramento.com.br.

Os serviços podem ser agendados através dos números: (96) 99970-5097 (WhatsApp) e (96) 99970-5096 ou pelo e-mail: [email protected] A MacapaPrev também faz atendimento presencial de 8h às 18h, de segunda a sexta-feira.

Para realizar o recadastramento, o beneficiário deverá apresentar os seguintes documentos:

Aposentados

I – Documento de Identidade (RG, CNH, CTPS, Passaporte ou Carteira de Conselhos de Classe)
II – Comprovante de inscrição no CPF/MF;
III – NIT/PIS/PASEP;
IV – Certidão de Casamento ou Escritura Pública de União Estável, se casado;
V – Documento de Identidade do cônjuge/companheiro(a);
VI – CPF do cônjuge/companheiro(a) ou documento de identidade que conste o número;
VII – Documento de Identidade ou Certidão de Nascimento dos dependentes menores de 21 anos ou inválidos
VIII – CPF dos dependentes menores de 21 anos ou inválidos;
IX – Comprovação de invalidez do cônjuge ou dependente assim declarado;
X – Comprovante de Residência atualizado (emitido a partir de junho/2021) ou declaração cujo modelo está disponível no site recadastramento.com.br;
XI – Portaria de concessão do benefício.

Pensionistas

I – Documento de Identidade (RG, CNH, CTPS, Passaporte ou Carteira de Conselhos de Classe);
II – Comprovante de inscrição no CPF/MF;
III – Certidão de Casamento ou Escritura Pública de União Estável ou Sentença Declaratória de União Estável;
IV – Comprovante de Residência atualizado (emitido a partir de junho/2021) ou declaração cujo modelo está disponível no site recadastramento.com.br;
V – Comprovação de invalidez, se assim declarado;
VI – Portaria de concessão do benefício;
VII – Certidão de Óbito do ex-servidor(a) falecido(a);
VIII – Documento de Identidade (RG, CNH ou Carteira de Conselhos de Classe) do ex- servidor(a) falecido(a);
IX – NIT/PIS/PASEP do ex-servidor(a) falecido(a);
X – Declaração que o beneficiário não contraiu outro matrimônio (modelo disponível no site recadastramento.com.br).

Aline Paiva
Secretaria Municipal de Comunicação Social

Os motivos de eu escrever – Crônica de Elton Tavares

Escrevo ao longo dos últimos 16 anos. Onze deles para o meu site, que já foi um blog, o De Rocha. Sempre tento me ater à verdade. Redigir textos onde dados e fatos me levam. Com exceção de sandices, devaneios e contos, que são escritos mágicos para mim. Pois ficção exercita a criatividade.

Um dia, há alguns anos, me perguntaram: “Elton, porque você perde tempo com esse papo de blog. Porque não faz algo útil com o tempo gasto nessa página de besteiras”. Neste instante, consegui evitar um surto psicótico e palavrões a esmo para o meu questionador.

Aí expliquei para o pateta porque escrevo. Escrevo porque amo a noite, futebol, samba, rock and roll, minha família, meus amigos e amo ser eu (com todos os defeitos e chatices), não necessariamente nesta ordem, claro. No meu caso, leituras alternativas tornam o dia menos tedioso. Principalmente quando tais escritos são sobre cultura em geral.

Gosto de usar um senso de humor cortante nos meus textos para este site, assim como muita nostalgia, sentimentalismo barato (que pra mim é caro), transformar relatos em memória da minha cidade, do meu estado. Vez ou outra, até fazer velhas piadas com novos idiotas, ser um tanto antipático, chato ou adorável encrenqueiro. E sempre amoroso com minhas pessoas do coração. Sim, gosto disso.

Certa vez, li a frase: “escrever não é desistir de falar, é empurrar o silêncio para fora”, do poeta Fabrício Carpinejar. É esse o papo mesmo; escrever é uma válvula de escape, vicia e extravasa.

Escrevo até sobre o que finjo que acredito. Sabe aquelas pequenas porções de ilusão e mentiras sinceras de que o Cazuza falou? Pois é. Às vezes, detritos do cotidiano, grandeza desprezada, coisas bobas que parecem socos na cara – é bem por aí.

Mas gosto muito mais de escrever sobre o amor, sobre atitudes legais, sobre manifestações públicas de afeto e sobre pessoas admiráveis. Falar ou escrever sobre positividade é tão melhor.

Antes redigia um texto ou mais por dia – e com muita facilidade. Agora, a falta de tempo e os períodos de entressafra de inspiração tornam os autorais mais raros. Quem dera fosse só querer e baixasse o espírito de Rui Barbosa, Charles Bukowski, Mário Quintana, Drummond ou do meu amigo Fernando Canto, e eu começasse a redigir como um gênio. Seria firmeza. Acreditem, um dia lançarei um livro de crônicas e contos.

Em tempo, escrevo para não deixar meus pensamentos parados. Queria poder escrever como Carlos Drummond de Andrade, que disse: “A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade. A dor é inevitável. O sofrimento é opcional.”

Como não dá, sigo rabiscando minhas certezas, achismos, incertezas, chatices, amor, entre outro tantão de coisas que vivem neste meu universo particular que gosto de expor aqui. E fim de papo.

Elton Tavares

*Crônica do meu livro “Crônicas De Rocha – Sobre bênçãos e canalhices diárias”, que  foi lançado em 2020.

18 anos sem Johnny Cash – Para nunca esquecermos do “Homem de Preto” #johnnycash

Ontem (12), completaram 18 anos da morte do cantor, compositor, escritor, diretor e ator norte-americano Johnny Cash, o popular “O Homem de Preto”. O cara foi um dos pioneiros do rock’n roll. Também um dos artistas mais completos que o mundo já viu e certamente está entre os mais influentes do século XX.

Sua inconfundível voz sepulcral, o distintivo som “boom chicka boom” de sua banda de apoio “Tennessee Two”, foram “marcas registradas” do artista que também foi o “rei da música country”.

Criativo, inovador, romântico, rebelde e diferente. Foi um dos pioneiros do rock’n roll, exibia um ar meio maldito andando sempre de preto, mesmo nas coloridas décadas de 60 e 70. Suas canções falavam de crimes, cadeia, de um cotidiano underground e alternativo.

Com seu vozeirão típico e sua poesia amarga, Cash foi precursor de um grito social em uma época que ninguém estava muito preocupado com esse assunto, e além de tudo, ele era o tipo de ídolo que apreciava enfiar o pé na lama sem dó. Mas ao contrário de muitos que foram influenciados pela sua poderosa postura marginal e revolucionária, resolveu viver bem mais que 27 anos e assim deixar uma extensa obra musical.

John R. Cash nasceu dia 26 de fevereiro de 1932, em Kingsland, Arkansas e era o quarto de sete irmãos. Eles eram de uma família não muito rica, nem muito pobre. Acho que classe média baixa para aquela época se encaixa bem no perfil. E resumindo bastante a vida dele antes da carreira, ele começou a cantar e tocar violão bem cedo. Chegou a cantar na rádio local músicas gospel na época da escola e até gravou um álbum com essas músicas.

Em 49 anos de carreira, Johnny Cash escreveu mais de 1000 canções, lançou 55 álbuns de estúdio, 6 ao vivo, 84 compilações, 165 singles, 19 videoclipes e 2 trilhas sonoras.

 

Cash nunca fez um show em que ele não estava usando preto. Cash começou a usar ternos pretos como um amuleto de boa sorte, porque ele usava uma camiseta preta e calça jeans em seu primeiro show ao vivo. Ele uma vez disse a Larry King, “[Eu] nunca fiz um show em qualquer coisa, mas preto. Você anda no meu armário de roupas. É escuro lá dentro.”

Um pouco de sua história foi retratada no filme Johnny & June, de 2006, com Joaquin Phoenix interpretando o homem de preto. Cash teria sido a primeira pessoa a ser processada nos EUA por ter causado um incêndio florestal. Cash que muitas vezes levava seu trailer, Jesse James, para o deserto para farras regadas a metanfetamina. Uma vez, o trailler teve um vazamento de óleo que causou um incêndio no Los Padres National Wildlife Refuge. O incêndio matou quase todos os condores ameaçados do refúgio, e Cash respondeu: “Eu não dou a mínima para seus urubus amarelos.”

O respeito pelo Homem de Preto manteve-se mesmo após sua morte, em 2003. Desde então, trabalhos póstumos alimentam o legado do cantor e essa procura não resume-se apenas ao terreno musical. Em 2016, foi publicada uma coleção de poemas e letras, até então desconhecidos – “Forever Words: The Unknown Poems”. Dezesseis desses textos foram musicadas e o resultado por ser ouvido na recém-lançada compilação “Johnny Cash: Forever Words”. A lista de realizadores presentes na homenagem reúne familiares, amigos ou artistas sobre quem Cash exerceu uma forte influência.

O rock é minha expressão artística favorita e Cash foi um dos maiorais. Todos nós, fãs, guardamos o homem de preto na memória e no coração. Johnny morreu em 12 de setembro de 2003, aos 71 anos, vítima de diabetes. Ele nunca parou de gravar, de compor e de fazer shows. Deixou um dos maiores exemplos de como um homem deve se portar a frente de uma longa e tortuosa estrada da vida: ser ele mesmo.

Elton Tavares