O Capitão Caverna, o meu super- herói favorito

 
Adoro desenhos animados antigos, mas não sou muito chegado nos que são exibidos agora. Normal, tô ficando velho. Concordo que as animações antigas perdem em recurso tecnológico para os “mangás & Cia” que passam na TV atualmente, mas ganham, e muito, em criatividade dos de hoje. Pois eles eram engraçadíssimos e possuíam uma originalidade fantástica.
 
Também sou chegado em histórias de heróis diferentes. O Capitão Caverna, por exemplo, era um dos mais esquisitos. Pesquisando sobre o personagem, li em alguns sites basicamente isso: “O Capitão Caverna foi criado por Joe Ruby e Ken Spears, em setembro de 1977. Entre os seus poderes estavam a super força e uma variedade de trecos escondidos sob seus abundantes pelos”.
 
Ah, ele ainda tinha um tacape, com a qual o herói voava e que também se transformava em vários objetos, dependendo das situações inusitadas. Capitão Caverna é um personagem dos estúdios Hanna-Barbera, que produziu os clássicos “Os Flintstones e Scooby Doo”, entre tantos outros.
 
Além de seu peculiar visual, cabeludo e descabelado, baixinho, troncudo, narigudo e com um terrível apetite. O Capitão Caverna tinha um vocabulário próprio, que contava com as palavras “unga-bunga” antes de qualquer frase mal construída que ele emitia. Sem falar no seu grito estridente: “Capitão Caveeernaaaaa!!”. Um verdadeiro super-homem da idade da pedra.
 
Tudo bem que sua história é clichê, pois ficou congelado durante eras e acordou no século 20, despertado por Branda, Kelly e Sabrina, “As panterinhas”. Mas ele formou uma parceria infalível com essas meninas, solucionou mistérios e combateu o mal por toda a minha infância. Com certeza, o Capitão Caverna era, com toda a sua patetice, o meu super- herói favorito. Bons tempos aqueles. É isso. 
 
Elton Tavares
Para quem não viveu e viu ou está com saudades, aqui está o Capitão Caverna: 
 

Um “Fora Temer” em mensagem subliminar na segunda temporada da série 3%, da Netflix

A série 3%, primeira produção totalmente brasileira da Netflix, é excelente. A segunda temporada, lançada em abril passado, é ainda melhor que a primeira, que estreou em 2016. Até aí, todos que assistiram sabem.

Uma curiosidade sobre o final da segunda temporada (acabei de assistir hoje, com minha namorada, Jaci Rocha), Pedro Aguilera, criador e roteirista da atração, deixou uma mensagem subliminar (nem tanto), na última cena: um “Fora T”, pichado no edifício em que os protagonistas estão.

Certamente, o Fora Temer na ficção retrata a realidade, já que a série é uma metáfora da nossa realidade e a maioria de nós não está no “Maralto”, mas “Lado de Cá”.

Elton Tavares

O antigo seriado Incrível Hulk (Nostalgia pura)

Por Gian Danton

O incrível Hulk foi um seriado criado em 1977 que rendeu cinco temporadas e três longas metragens. No meio de várias tosqueiras lançadas pela Marvel na época, foi o único seriado de sucesso.

Saquem só a sinopse: Doutor David Banner… Médico, cientista. Em busca da força que todos possuem, acaba recebendo uma dose maciça de raios gama e agora, quando se enfurece ou se sente ultrajado, se transforma e tem de enfrentar a sua maldição: o Incrível Hulk!

Só por aí dá para perceber as diferenças dos quadrinhos. Os produtores acharam que Bruce era um nome gay e lá se foi a aliteração. Além disso, o protagonista virou médico, ao contrário dos quadrinhos, nos quais ele é cientista nuclear.

Na TV, por causa da censura, o monstro verde era pouco violento. Na maioria das vezes ele se limitava a rugir, demolir alguma parede de isopor e sair correndo, não sem antes amassar o revolver de alguém.

Uma curiosidade é que o ator Lou Ferrigno dificilmente era maquiado por completo. Ele usava, por exemplo, uma sapatilha verde.

Apesar disso, o seriado fez sucesso graças ao carisma do ator Bill Bixby e ao clima de road-movie, com o herói fugindo de cidade em cidade e assumindo novas identidades. Essa fase chegou até mesmo a influenciar os quadrinhos.

Meu comentário: eu era viciado nesse seriado. Eu e todos os quarentões como este jornalista. Uma lembrança marcante era a forma triste que sempre terminavam um episódio, com um instrumental de partir o coração. Nostalgia pura!

Assista e escute a música mais triste do mundo (quando o Banner ia embora, sempre no final do episódio): 

Fonte: blog do Ivan Carlo.

Repórter que é repórter não sai da rua – Por @maiarapires

Por Maiara Pires

No dia 16 de fevereiro, comemorou-se o Dia do Repórter, esta célebre profissão que nem todos os que se dizem jornalistas, conseguem de fato exercer. Esta carência de repórteres, em boa parte se deve ao comodismo que grudou como carrapato em certos seres. Ao invés de eles se apropriarem da tecnologia como uma aliada na celeridade da pauta, o que fazem é ir na ‘onda’ do “repassado de outro grupo” nos WhatsApps da vida.

O que tem de jornalista repassando informação seja de boca a boca ou por aplicativos de mensagens sem checar, é brincadeira! Perdeu-se o princípio básico de apurar tudo o que chega aos ouvidos. Como se não bastasse isso, ainda tem aqueles que querem disputar audiência com o internauta nas redes sociais.

Deixa eu te falar: se você sair um pouquinho do ar refrigerado da redação, vai perceber muita coisa acontecendo fora da internet. Tu não precisarás te ater a uma pauta gerada nas redes sociais, tá?! Aí, não precisarás ficar com aquela sensação de que perdeu para o internauta que deu a notícia primeiro que você. A diferença entre vocês dois, é que você não está ou não deveria estar no automático porque o (a) senhor (a) irá processar a informação antes de publicá-la.

Repórter é pra quem tem o instinto da apuração. Se tu não tens este senso, nem te habilita. Tu não és papagaio pra repetir o que falaram pra ti. Sabe aquele computador que precisa processar o comando operacional pra poder funcionar? Pois é. É mais ou menos assim que deve acontecer com o repórter. Ele ouve a informação, checa com o outro lado, liga os pontos e conecta no cerne da questão.

Mas, para desenvolver esta habilidade é necessário sair do casulo e ‘bater perna’ na rua. Pegar a luneta do ceticismo e olhar clinicamente para descobrir o que tem nas entrelinhas do acontecido. A curiosidade sempre será uma eterna aliada neste processo. Não deixa ela dormir, senão tu vais passar batido.

Para de bater palma pra quem tem obrigação de fazer e se vista de cidadão. Vai lá na barba da ‘otoridade’ e mete o corpo inteiro onde tu não fostes chamado. Porque se tu não foste chamado, é porque não querem que o povo saiba. Então, te manda pra rua. Porque é lá que é o teu lugar.

Os Dicks Vigaristas que encontramos na vida

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O Dick Vigarista (Dick Dastardly) é um personagem fictício que surgiu na série Corrida Maluca (Wacky Races), criado por Hanna-Barbera. O roteiro era quase sempre igual: alguns pilotos birutas correndo com carros muito esquisitos por estradas totalmente doidas.

Todos largavam juntos, mas Dick Vigarista, o vilão da estória tinha sempre um plano maligno para parar os outros pilotos e com isso conquistar a vitória, sozinho.

Acontece que ele começava muito bem as corridas, disparava na frente e ao invés de visar somente a linha de chegada, parava para desenvolver uma armadilha, com o objetivo de tirar todos os adversários do páreo. A armadilha nunca dava certo e os dois eram ultrapassados por todos os outros.

dick-vigarista copyVivemos um momento onde se discute muito as questões éticas. Isso é bom, mas ao mesmo tempo é uma pena que já não tenha se tornado um assunto superado. Quero dizer que ninguém mais discute o fim da escravidão, democracia, etc, porque todos concordam quanto a isso. Ética deveria estar nesse nível também.

Conheço vários Dicks Vigaristas, homens e mulheres que fazem de tudo para vencer por meio de trapaças. Essa postura detestável de se dar bem todo o custo ao executar todo tipo de tramoia é reflexo de inveja, falsa esperteza (pra não dizer canalhice) até mesmo incompetência. Mas, no final das contas, figuras assim semprtumblr_mjf8zv8ZPq1s80uwyo1_400e se dão mal e não saem da merda. É, quem nasceu pra ser tatu, morre cavando!

Não que eu seja nenhum “Peter Perfeito”, o falso certinho do mesmo desenho. Mas abomino esses malucos que canalizam suas forças em atrapalhar os outros, ao invés de produzir em benefício próprio. Sigo trabalhando e fazendo a minha parte, sem sacanear ninguém. E os Dicks Vigaristas? Assim como na animação, eles só se ferram! É isso.

Elton Tavares

Arquivo X: Série volta a ser exibida após 13 anos – Por @Adnoelp

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Por Adnoel Pinheiro

Quem assistiuax arquivo X sabe o quanto a série é atemporal, mas uma notícia surpreendente pegou de surpresa os fãs da série no começo desse mês. O produtor Chris Carter afirmou que a série voltará a ser exibida no dia 26 de janeiro de 2016 nos EUA e possui seis episódios.

Mesmo com os episódios gravados, e data para reestreia, a nova temporada ainda não tem previsão de lançamento no Brasil, porém, já se sabe que será exibida pelo canal FOX e mantém os mesmo protagonistas; os agentes do FBI Dana Scully e Fox Mulder, respectivamente, Gillian Anderson e David Duchovny.x_files

Carter comentou que essa nova temporada vem atualizada com episódios voltados para a espionagem, tema atual na sociedade americana e mundial além da temática predominante que é a tentativa de explicar a existência de vida extraterrestre e a exposição de casos sobrenaturais.

A nova temporada dá sequencia as nove anteriores exibidas entre 1993 e 2002 que renderam dois filmes: Arquivo X: O filme (1998) e Arquivo X: Eu quero acreditar (2008) e conquistaram expressivo sucesso de crítica e público ganhando 16 Emmys e 5 globos de ouro. Cartaz e trailer da nova temporada já estão disponíveis. Confira!

A TV na Linha de Trincheira – Por @Adnoelp

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Dificilmente assisto aos canais da televisão aberta, mas sempre que estou fora de casa analiso a programação das redes que alimentam as massas. Pensando nisso comecei a pensar no atual cenário da TV e suas programações e traçar paralelos. Sabemos que esse tipo de programação é direcionada a um determinado público e carece de criticidade e criatividade. O reflexo são as crises que vivem as novelas onde seus roteiristas mudam constantemente seus Scripts tentando atingir maiores níveis de audiência, pois é onde se ganha mais dinheiro justamente porque seus anunciantes pagam mais por segundos no horário mais nobre.

A pergunta seria: A TV brasileira vive uma crise geral? A resposta é sim! Uma crise de criatividade e também financeira, pois sabemos da atual situação econômica que vive nosso país e o mundo em geral. Os grandes conglomerados midiáticos também são empresas e possuem dívidas, a TV cultura demitiu mais de 50 funcionários e pode demitir ainda mais. Grande parte dessa crise deve-se ao aumento da aquisição de assinaturas de TV a cabo, a popularização e aumento gigantesco da cultura dos games e sua disseminação nas novastv11 tecnologias como; Tablets e smartphones que estão cada dia mais modernos e equipados de processadores com vários núcleos que suportam jogos pesados.

Estamos cada dia mais ocupados devido as exigências do mundo globalizado onde as informações estão cada dia mais velozes e é nesse contexto que a TV brasileira tenta sobreviver, em meios as redes sociais, Netflix entre outros meios de entretenimento. A tão estudada convergência de mídias que estudávamos agora é a mais pura realidade. Um verdadeiro bombardeio de informações advindos vindo das novas tecnologias onde o emissor é também o receptor e tudo parece bem mais democrático e ao alcance de apenas um clique. Que rumos a televisão irá tomar ainda não sabemos, mas o que podemos afirmar é que a internet e as novas tecnologias mudaram nossos hábitos, modos de pensar e até mesmo de agir.

Adnoel Pinheiro – Jornalista

O Senhor dos Anéis inspira final de Game of Thrones

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George R. R. Martin, criador de Game of Thrones, adiantou alguns detalhes sobre o final da saga, que será influenciado por O Senhor dos Anéis.

Por Beatriz Rainha Ribeiro

As declarações foram feitas ao jornal britânico The Observer, pelo próprio George R. R. Martin, criador da mundialmente famosa saga de livros Game of Thrones, que posteriormente ganhou vida no canal HBO. O escritor afirma que no final da saga, ainda por escrever mas já em planeamento, se irá decidir por um tom agridoce e algo inspirado na saga O Senhor dos Anéis, de J. R. R. Tolkien. Sobre o final que ainda está para vir, George R. R. Martin levantou um pouco mais a ponta do véu: ao que parece, Game of Thrones terminará com uma batalha e um resultado vitorioso, “mas será uma vitória agridoce”. Deveríamos ter medo?

Quanto às semelhanças entre Game of Thrones e O Senhor dos Anéis, já é do conhecimento geral que George R. R. Martin vê na saga uma inspiração e grande influência, principalmente na forma como esta terminou. No entanto, não mais esclarece sobre o final de Game of Thrones: será tarefa dos fãs verificar as semelhanças com O Senhor dos Anéis, quando o fim chegar.

Até agora, têm sido várias as situações em que a série Game of Thrones andou na boca do mundo: desde o início da quinta temporada, de forma mais rápida e emocionante que o esperado – primeiro, pelo vazamento dos quatro primeiros episódios e mais tarde pelo aparecimento de dois vídeos relativos ao quinto episódio – às grandes diferenças entre o enredo escrito nos livros e o diferente rumo levado nas séries, a alguns episódios verdadeiramente chocantes e ao fim cruel, segundo os fãs, do último episódio da temporada.

Neste momento, sabe-se que já tiveram início as filmagens para a sexta temporada e que a série poderá ter, no mínimo, até oito temporadas; o que se continua por descobrir – e é talvez a pergunta mais feita pelos fãs de Game of Thrones – é se a personagem Jon Snow está realmente morta e se vai ou não, de alguma forma, voltar. O próprio ator, Kit Harrington, negou a vida da sua personagem, mas foi recentemente visto em Belfast, Irlanda do Norte, com o restante elenco da série. Em quem devemos acreditar? Estamos todos ansiosos pelo regresso de Game of Thrones.

Fonte: Livros e Pessoas

Estreia do programa Zap Zap. E o que é esse tal de Zap Zap?

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Tudo começou com o encontro, há mais de 10 anos, de Ronaldo Rony, Alex Kapuleto e Alex Hyacienth, três caras que trabalham com humor.

Os Alexs formavam uma dupla que criava e interpretava esquetes no Fala, Juventude, projeto que fomentava atividades ligadas ao rádio. Ronaldo Rony desenvolvia seu talento como cartunista e editor de fanzines de humor, como o Capitão Açaí, Gilete no Pulso! e Vert!gem.

O produtor cultural Alexandre Alcolumbre teve a ideia de criar um programa de humor e convidou os três. O programa não saiu na ocasião, mas o trio continuou pensando nessa possibilidade e, enquanto não havia condições para fazer o programa, vários vídeos foram realizados, como Mukifo no Círio da Naza, Feliz Natal é o Caralho! Ronaldo Rony Entrevista e o mais recente: A Malhação de Judas. O meio de difusão desses vídeos é o FIM – Festival Imagem-Movimento, parceiro sempre presente, e, mais recentemente, com o advento da internet, o Facebook.zapzap1

Hoje, o professor descolado Diones Correia se incorporou ao grupo e faz parte desse esforço para colocar no ar um programa cujo conceito é: Zap Zap não é um programa de humor, é um programa com humor. Portanto, além de quadros de humor, com sátiras e paródias, vai ter aventura, esporte, entrevistas, utilidade pública e mais o que essa galera possa aprontar no decorrer dos programas. Claro que tudo de uma forma bem descontraída.

A equipe realizadora se chama Mukifo Produções, que cria, apresenta, desenvolve as pautas, faz as produções, as filmagens e a edição. A ideia é buscar a parceria de outros profissionais e mostrar o trabalho de um número cada vez maior de pessoas.

Zap Zap estreia neste sábado, 6 de junho, às 10h, no SBT, canal 13.

Assessoria de Comunicação da Mukifo Produções

Telecine exibe maratona com filmes da saga ‘Star Wars’ no feriado

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Os fãs de “Star Wars” já não aguentam mais esperar: em dezembro deste ano será lançado o sétimo episódio da saga – o primeiro que será produzido pela Walt Disney.

Enquanto a data não chega, e para ninguém morrer de ansiedade, o Telecine Cult resolveu dedicar sua programação deste feriado aos seis filmes da saga nesta terça-feira, 21, Dia de Tiradentes.

Veja abaixo o horário em que será exibido cada filme e não se esqueça de preparar a pipoca:

“Star Wars: Episódio I: A Ameaça Fantasma”

Às 10h

Obi-Wan Kenobi (Ewan McGregor), jovem aprendiz Jedi sob a tutela de Qui-Gon Jinn (Liam Neeson), é designado com seu mestre para escoltar a rainha Amidala (Natalie Portman) até um encontro com os líderes da República, evitando que a Federação coloque em prática seu plano de dominar o planeta Naboo. Mas, durante a viagem, a nave tem problemas e acaba por aterrissar no planeta Tatooine, onde encontram o menino Anakin Skywalker (Jake Lloyd). Qui-Gon acredita que o garoto possa ser o líder dos Jedis que ele procura há muito tempo, mas algo o alerta sobre o perigo de torná-lo seu aprendiz.

“Star Wars: Episódio II: Ataque dos Clones”
Às 12h25

Dez anos após o primeiro episódio, o Conde Dooku (Christopher Lee) e seus aliados (entre eles, Boba Fett) resolvem enfrentar os Cavaleiros Jedi. Enquanto isso, a dupla Anakin Skywalker (Hayden Christensen) e Obi-Wan Kenobi (Ewan McGregor) devem proteger a senadora Padmé Amidala (Natalie Portman), que tem sua vida ameaçada por forças separatistas da República. As coisas rumam para uma possível guerra civil intergalática. A República cria um exército de clones para combater os separatistas. Simultaneamente, surge um clima de romance entre Anakin e Amidala. O problema é que os cavaleiros Jedi não têm permissão para se apaixonar.

“Star Wars: Episódio III: A Vingança dos Sith”
Às 14h55

Três anos depois do Ataque dos Clones, Anakin Skywalker (Hayden Christensen) e Padme Amidala (Natalie Portman) estão casados, a República está em guerra com a Confederação e Darth Sidious (Ian McDiarmid) se prepara para controlar a galáxia. Quando Anakin se une ao Lado Negro da Força, Obi-Wan Kenobi (Ewan McGregor) deve lutar para proteger
Padmé e seus filhos.

“Star Wars: Episódio IV: Uma Nova Esperança”
Às 17h20

A história gira em torno do jovem fazendeiro Luke Skywalker (Mark Hamill), que descobriu no robô adquirido pela família recentemente uma mensagem da princesa Léia (Carrie Fisher), implorando pela ajuda de Obi-Wan Kenobi (Alec Guiness). Luke encontra-se com Ben, amigo de seu pai, e lhe conta o ocorrido. Descobre, então, que Ben e Obi-Wan são a mesma pessoa. Kenobi deixa Luke a par da batalha que os rebeldes estão travando contra o Império. Conta-lhe também sobre a existência de uma energia espiritual chamada “A Força” e os cavaleiros Jedi. Juntos ao mercenário Han Solo (Harrison Ford) e seu co-piloto Chewbacca (Peter Mayhew), eles unem suas forças para resgatar a princesa Léia da Estrela da Morte, uma extraordinária nave de guerra controlada pelo perigoso Darth Vader (David Prowse, com voz de James Earl Jones).

“Star Wars: Episódio V: O Império Contra-Ataca”
Às 19h35

Após um ataque devastador à base no planeta gelado de Hoth, os rebeldes se dispersam para fugir da perseguição imperial. Enquanto isso, Luke Skywalker (Mark Hamill) viaja ao planeta Dagobah para encontrar o lendário mestre Yoda (voz de Frank Oz) e ser treinado como um cavaleiro Jedi. Han Solo (Harrison Ford), Chewbacca (Peter Mayhew) e a princesa Léia (Carrie Fisher) tentam sabotar os planos de Darth Vader (David Prowse), mas acabam prisioneiros. O mercenário é congelado e enviado para seu maior inimigo, Jabba, The Hutt, enquanto Luke luta contra o tempo para salvar Léia. Seu encontro com Darth Vader, no entanto, revela a angustiante verdade sobre seu pai.

“Star Wars: Episódio VI: O Retorno de Jedi”
Às 22h

O “Retorno de Jedi” é o último filme da primeira trilogia Star Wars, criada por George Lucas, em 1977. Nele, o Império dá início à construção de uma nova nave de guerra. Em Tatooine, Han Solo (Harrison Ford) escapa das garras de Jabba, The Hutt, e se une novamente à princesa Léia (Carrie Fisher) e Luke (Mark Hamil). Os rebeldes recebem a ajuda inesperada dos Ewoks no combate às forças imperiais, na lua florestal de Endor. Enquanto isso, o Imperador Palpatine (Ian McDiarmid) e Darth Vader (Sebastian Shaw) conspiram para atrair Luke Skywalker para o Lado Negro da Força. Mas o jovem tem outros planos: o de reviver o verdadeiro espírito Jedi em seu pai.

Fonte: Catraca Livre

Fanáticos pela série comemoram: hoje é dia de Lost

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4, 8, 15, 16, 23, 42…

Enquanto Lost era a série mais importante de seu tempo, estes seis números confundiam os fãs e serviam como prova para quem não acompanhava a série que tudo aquilo era só um emaranhado de referências aleatórias feitas para instigar a atenção e fazer os aficionados discutirem sobre temas sem sentido.

A série acabou em 2010, algumas coisas foram explicadas, muitas delas não, entre elas, a sequência de números que apareciam em todo canto da série, de um bilhete da loteria premiado em 2004 a um número talhado numa escotilha enterrada nos anos 70.

Como a internet não para, alguém descobriu que a combinação dos números faz sentido especificamente hoje, dia 8 de abril de 2015. Mais especificamente às quatro e vinte e três da tarde, aos quarenta e dois segundos…

Sim: 4 (abril) / 8 / 15 / 16:23:42. Os números formam a data precisa de uma comemoração que irá ser feita apenas por fãs fervorosos da série de J.J. Abrams. Aqueles que, mesmo sem ter gostado do final, ainda celebram o seriado como um dos mais importantes de nossos dias.

E, de quebra, transforma o dia 8 de abril no dia anual de Lost. Como o quatro de maio (May the 4th/Force) é o de Guerra nas Estrelas.

E essa agora?

Fonte: Blog do Matias

Corrida Maluca, um exemplo PARA A VIDA (texto de Marcelo Guido)

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Por Marcelo Guido (jornalista, professor e funcionário público)

Clássicos nunca morrem, eu costumo dizer. Por muito tempo nos acostumamos a acreditar que o passado passou e não pode ser relembrado. Discordo!

Relembrando fatos da infância, divago por coisas que marcaram para sempre a minha existência. Uma delas, com certeza, são os quadrinhos, dos quais sou fã até hoje, e os desenhos animados (disco de rock, por serem especiais demais, nunca me atrevi a deixá-los de lado).

Tive muitos heróis cujo tempo, covardemente, fez questão de colocar em segundo plano em muitas fases de minha vida. Como pude esquecer, por exemplo, dos GALAXY RANGERS?, CENTURIONS, ZONO RAIDERS?

Mas antes vieram os básicos, minhas lembranças me levam aos primórdios aonde o que interessava mesmo era a diversão. Joseph Barbera e William Hanna eram especialistas nisso.

Os caras se conheceram em 1947 e tomaram um cano do Walt Disney, que prometeu contratá-los e nunca apareceu. Talvez por isso o Mickey seja tão chato.

Dessas duas mentes privilegiadas e brilhantes saíram “Tom & Jerry”, “Zé Colmeia e Catatau”, Fred Flintstone e Barney Ribble, dentre outros.936811_462344167180010_450790603_n

Em 1968, os caras resolveram se basear em um filme e lançar um desenho com 11 personagens principais, isso sim merece uma menção honrosa; imagina a dificuldade para que nenhum personagem ficasse em segundo plano. E assim nasceu a “Corrida Maluca”.

Inspirado no filme “A Corrida do Século” (1965), a “Corrida Maluca” era uma espécie de campeonato de carros que tinham os mais malucos participantes possíveis.

As corridas eram disputadas por esses caras no melhor estilo “vale-tudo”, e tinha de tudo… Imagine uma corrida com um carro que é um Avião pilotado pelo Barão Vermelho (carro nº 4) no mesmo Grid de largada de híbrido de tanque com carro (carro nº6), comandado por um cara chamado Meekley e com Sargento chamado Bombarda no Canhão? Ou com um cara com um carro de F1 que atente pela alcunha de Peter Perfeito (carro nº 9) (tem uma banda legal com esse nome) – era a formalização do herói perfeito, junto do Carro Mágico (nº 3) do Prof. Aéreo (um cara com feições de cientista maluco, mas que era do bem). Ainda tinha o “Cupê Mal-assombrado” (nº 2) guiado por Medonho e Medinho, tumblr_mc7m84uuzd1ridq5yo1_400que ainda tinha uma torre (hummm) de onde saía um dragão, uma serpente, etc.; tinha o “Carrinho pra frente” (nº5) da Penélope Charmosa, o “Carro à prova de balas” (nº7), que muitos chamam de “Chicabum” e era comandado pela Quadrilha de Morte, “Serra Móvel” (nº 10) do Rufus o Lenhador, e do Dentes de Serra, a “Carroça a Vapor” (nº7) do Tio Tomás e do urso Chorão.

Todos os carros tinham as placas iniciadas com um “HN” em alusão aos criadores.

O meu preferido era o “Carro de Pedra” (nº 1) dos Irmãos Rocha (nome também de outra boa banda), que, mais tarde, deram origem ao “Capitão Caverna”. Sem contar, é claro, com a “Máquina do Mal” (nº 00) do Dick Vigarista e seu escudeiro Muttley, a Máquina do Mal, aparentemente, era o carro mais rápido e tecnológico dentre os competidores.

Apesar de tecnologicamente superior, o carro nº 00 nunca conseguiu vencer uma corrida. Muito mais pelo caráter duvidoso do seu piloto, que perdia muitas posições com planos mirabolantes e armadilhas para prejudicar os outros competidores.corrida

A Revista “Mundo Estranho”, de julho de 2012, atribui o seguinte ranking:
• 1º Carro de Pedra/Irmãos Rocha – 81 pontos
• 2º Carro-a-prova-de-balas/Quadrilha de Morte – 74 pontos
• 3º Cupê Mal-Assombrado/Irmãos Pavor – 69 pontos
• 4º Carroça á vapor/Tio Tomás e Chorão – 68 pontos
• 5º Carro Tronco/Rufus Lenhador e Dentes-de-serra – 67 pontos
• 6º Carro de Mil e Uma Utilidades/Professor Aérao – 65 pontos
• 7º Carrinho pra Frente/Penélope Charmosa – 64 pontos
• 8º Lata Voadora/Barão Vermelho – 63 pontos
• 9º Carrão Aerodinâmico/Peter Perfeito – 60 pontos
• 10º Carro-tanque/Sargento Bombarda e Soldado Meekley – 39 pontos
• 11º Máquina do Mal/Dick Vigarista e Muttley – 00 pontos

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Essa é a moral da história: por mais que se tenha todo um aparato, você jamais conseguirá vencer se tentar trapacear. Assim é a vida…

Desejo a todos um Feliz Ano Novo e que os infindáveis Dicks Vigaristas continuem se dando mal. Porque, assim como na Corrida Maluca, na vida o bem sempre vence o mal.

Meu comentário: Pego carona no texto do Marcelo (que convidei para escrevermos a quatro mãos sobre o tema, mas ele redigiu tão bem que não me atrevo a mexer em nada, somente essa consideração aqui). Adoro desenhos animados antigos, mas não sou muito chegado aos que são exibidos agora. Normal, tô ficando velho. Concordo que as animações antigas perdem em recurso tecnológico paratumblr_mkx39nKsUU1r8x4ubo1_500 os “mangás & Cia” que passam na TV atualmente, mas ganham, e muito, em criatividade dos de hoje. Pois eles eram engraçadíssimos e possuíam uma originalidade fantástica.

O roteiro da Corrida Maluca é realmente o da vida: pilotos birutas correndo por estradas totalmente doidas. Conheço vários Dicks Vigaristas. Não que eu seja nenhum “Peter Perfeito”, o falso certinho do mesmo desenho. Mas abomino esses malucos que canalizam suas forças em atrapalhar ao invés de produzir em benefício próprio. Cuidado com eles, sempre. Feliz 2015!

O melhor comercial de natal dos anos 80 (Banco Nacional)

Quando eu era moleque, adorava quando passava o comercial de natal do extinto Banco Nacional na TV. O jingle da propaganda, “Quero Ver Você Não Chorar”, é muito legal e marcou o período natalino da minha geração. Me emocionei muito agora. Esse comercial resgata a minha infância e muita coisa boa que vivi nela…Meu saudoso pai, minha mãe, meu irmãozinho caçula e tanta coisa legal daquela época..

O comercial é de 1985 (eu tinha nove anos) e faz parte de minha memória afetiva. É emocionante e nostálgico. Assistam:

“Quero Ver Você Não Chorar”

Quero ver você não chorar
Não olhar pra trás
Nem se arrepender do que faz

Quero ver o amor vencer
Mas se a dor nascer
Você resistir e sorrir

Se você pode ser assim
Tão enorme assim eu vou crer

Que o Natal existe
Que ninguém é triste
Que no mundo é sempre amor

Bom Natal um feliz Natal
Muito amor e paz pra você
Pra você…

Pecados, demônios e tentações em Chaves

 
Sartre escreveu em sua famosa peça “Entre Quatro Paredes”, de 1945, que “o inferno são os outros”. Não existe uma definição universalmente aceita sobre o conceito de inferno na tradição teológica ocidental. Segundo o historiador Jean Delumeau, no livro “Entrevistas Sobre o Fim dos Tempos”, o catolicismo tradicional, apoiando-se em Santo Agostinho, apregoava a “existência de um lugar de sofrimento eterno para aqueles que tiverem praticado um mal considerável nessa vida e dele jamais se tenha arrependido”. Essa noção, um tanto incongruente com a imagem de um Deus misericordioso, não prosperou fora do imaginário po­pular, sendo substituída pela solução do Purgatório, desenvolvida no século II, sobretudo, por Orígenas. Ninguém mais estaria condenado para sempre, embora, excetuando-se os santos, todos tivessem que passar por um período variável de purificação, com a garantia da salvação ao final. Santo Irineu discordava. Para ele, “os pecadores confirmados, obstinados, se apartaram de Deus, também se apartaram da vida”. Portanto, após o julgamento final, os condenados seriam simplesmente apagados da existência.
 
A polêmica continuou pelos séculos dos séculos, com novos debatedores: Tomás de Aquino, Lutero, Joaquim de Fiore. Na literatura, Dante e Milton criaram visões poderosas do inferno. O trio de condenados de Sartre, os cenobitas sadomasoquistas de Clive Barker e os pecadores amaldiçoados de Roberto Bolaños são recriações contemporâneas perturbadoras.
 
Sim, Roberto Bolaños. Não, não se trata do falecido ficcionista chileno Roberto Bolaño (1953–2003), autor do calhamaço “2666”. O Bolaños com S é um artista infinitamente superior. Refiro-me ao ator, escritor e diretor mexicano Roberto Gómez Bolaños, apelidado, num exagero quase perdoável, de Chespirito, ou “Pequeno Shakespeare” à mexicana. Ele é o criador de uma das mais sutis, brilhantes e temíveis representações do inferno em qualquer das artes: o seriado “Chaves”. Se, conforme ensinou Baudelaire, “a maior artimanha do demônio é convencer-nos de que ele não existe”, podemos concluir que esse mesmo demônio não iria apresentar seus domínios por meio de estereótipos: escuridão, chamas, tridentes, lava. Em “Chaves”, verdadeiramente, “o inferno são os outros”.
 
Bolaños encheu sua criação de sinais que devem ser decodificados para que se revele seu verdadeiro sentido de auto moralizante. O primeiro e mais importante é o título. Originalmente, o seriado chama-se “El Chavo Del Ocho”, ou traduzindo do espanhol: “O Moleque do Oito”. Ninguém sabe o verdadeiro nome do protagonista, que nunca foi pronunciado. Cha­mam-no apenas de “Moleque”. O nome próprio Chaves é uma adaptação brasileira, uma corruptela da palavra “chavo”. É certo que um “chavo”, ou “moleque”, é quem faz molecagens; quem subverte a ordem do que seria moral e socialmente aceito como correto. Em livre interpretação, o “moleque” é um pecador. Portanto, o seriado trata de pecados. Não de pecados mortais, pois do contrário dificilmente seus personagens gerariam simpatia, mas, com certeza, de pecados capitais.

Ao contrário do que muitos acreditam, o protagonista não mora em um barril, mas na casa número 8. Sendo órfão e morador de rua, foi recolhido por uma idosa, que jamais foi mostrada; e que talvez não exista. Se existir é a morte materializada, pois habita o 8. Basta deitar o numeral 8 que obtemos o símbolo do infinito. A morte é infinita, pois não há vida antes da vida e após a vida volta-se a condição anterior. A vida pode ser medida pelo tempo, o antes e o depois é, por definição, infinito. O nada infinito, a graça infinita ou a purgação infinita.
 
Essa vila do “8” nada mais é do que um pedaço do Inferno, especialmente preparado para receber seus hospedes, mortos e condenados no julgamento final. Uma variação cômica de “Entre Quatros Paredes”, onde duas mulheres e um homem (além de um mordomo… mas o comunista Sartre não considerou o representante da classe proletária um personagem pleno) são obrigados a se suportarem mutuamente pela eternidade, num ciclo infindável de acusações e violência. Não é difícil imaginar a cena: Chiquinha chuta a canela de Quico e faz seu pai pensar que o menino foi o agressor, enervado Seu Madruga belisca Quico, que chama Dona Florinda, que acerta um tapa no vizinho gentalha, que descarrega a raiva no Moleque, que atinge o Seu Barriga quando ele chega para cobrar o aluguel. Enquanto isso, o professor Girafales, queimando de desejo, bebe café, com um buquê de rosas no colo, sem desconfiar a causa, motivo, razão ou circunstância de tanta repetição.

O cenário é um labirinto rizomático, sem centro, começo nem fim. Saindo da vila caem em uma rua estreita que leva a um pequeno parque, um restaurante e uma apertada sala de aula. As variações, como Acapulco, são exceções que confirmam a regra. O universo dos personagens se resume a esse espaço claustrofóbico, onde um ambiente leva a outro que leva a outro que leva a outro, indefinidamente.
 
Os pecados que cometeram em vida transparecem em suas características, medos e frustrações. Chaves, o Moleque, sempre faminto, cometia o pecado da gula. Glutão inveterado, sua preferência por sanduiche de presunto indica desprezo pelas leis de Deus, que proibiu o consumo de porco, esse animal sujo e de pé fendido. Inimigo de qualquer autoridade moral, apelidou seu professor de “Mestre Linguiça”, outra referência a malfadada iguaria suína.
 
Seu Madruga, que têm muito trabalho para continuar sem trabalhar, cometia o pecado da preguiça. Exigem redobrados esforços suas estratégias de fuga, para não pagar os indefectíveis 14 meses de aluguel. Que nunca se tornam 15 meses, denotando que a passagem do tempo está suspensa. Não é necessário lembrar que 7 + 7 é igual a 14 e que, na tradição crística, 70 x 07 simboliza o infinito. Da mesma forma que o 8, o símbolo de adição deitado torna-se o de multiplicação. Deus mora nos detalhes.
 
A ganância de Seu Barriga é óbvia. Quem mais cobraria o aluguel mensal praticamente todos os dias? Os golpes que o Moleque lhe aplica sempre que chega a vila faz parte de sua punição. O fato de possuir como veículo uma Brasília amarela liga-o imediatamente ao país Brasil, indicando que em vida deve ter se envolvido em escândalos de corrupção. Terry Gilliam não escolhe títulos ao acaso.
 
O pequeno marinheiro Quico, o menino mais rico da vila, é movido pela inveja. Sempre que vê um de seus pobres vizinhos se divertindo com um surrado brinquedo, cobiça aquela alegria simplória e vai buscar um dos seus, sempre maior e melhor, mas que nunca lhe dá satisfação. O brinquedo do outro, mesmo sendo obviamente inferior, sempre lhe parece mais interessante. Um círculo vicioso de inveja, jamais saciada.
 
Chiquinha é marcada pela personalidade intolerante, raivosa. Imitando o Pateta, usava o automóvel como uma arma potencializadora de sua ira. Morrendo em uma briga de trânsito, na vila, tenta fazer o mesmo com o triciclo. Não foram poucas as vezes que atropelou pés e brinquedos. Mas a musa que canta a ira do poderoso Aquiles não se ocupa da ira insignificante de Francisquinha. Sendo a menor e fisicamente mais fraca da vila, só lhe resta chorar, chorar e chorar.
 
Dona Florinda e o Pro­fessor Girafales foram libertinos do porte do Marquês de Sade e Messalina (ou os próprios). Mestres na arte da luxúria, acabaram condenados a eternidade de abstinência sexual. Frigida e impotente, a mente almeja, mas o corpo não acompanha. Consomem infindáveis xícaras de café que, com propriedades estimulantes, alimentam ainda mais o fogo que não podem debelar. O professor Girafales fuma em sala de aula não porque “El Chavo Del Ocho” foi gravado antes da praga politicamente correta, mas devido ao fato dele ser portador do célebre cacoete pós-coito de acender um cigarro, fazer um aro de fumaça no ar e perguntar “foi bom para você?”. Incapaz de cumprir a primeira parte do ritual erótico, involuntariamente reproduz a segunda. Não por acaso, a trilha sonoro de seus encontros é a mesma de “… E o Vento Levou”. A frase final do filme é “amanhã será outro dia”. Na vila, sempre haverá outro dia e outra xícara de café.

Dona Clotilde, a bruxa do 71, padecia de extrema vaidade. O gênio de Bolaños teve a sutileza de convidar uma ex-miss, a espanhola Angelines Fernández, para interpretar a personagem. Novamente o signo de uma condenação eterna aparece: 71 nada mais é do que 7+1=8. O animal de estimação de Dona Clotilde, significativamente chamado de Satanás, chama atenção para outro elemento importante. A presença de diversos demônios errantes na vila. Trata-se de uma besta transmorfa. Em alguns episódios satanás é um gato, em outros um cão. Diferente do paradoxo do coelho-pato de Jastrow, Wittgenstein e Thomas Kuhn, que servia ao desenvolvimento da razão, o gato-cão é uma representação do misticismo, o cão em “pessoa”.
 
Em 1589 o teólogo Peter Binsfeld, no livro “Binsfeld’s Classification of Demons”, estabeleceu que cada um dos sete pecados capitais possui um patrono infernal. Sintoma­tica­mente, Lúcifer, nome pelo qual muitos chamam satanás, gera a vaidade. Os outros são Asmodeu que gera a luxúria, Belzebu a gula, Mammon a ganância, Belphegor a preguiça, Azazel a ira e Leviatã a inveja. Não nos enganemos: eles rondam a vila. Aparecem circunstancialmente, para promover desordem, dor e tentação.
 
Se o gato-cão Lúcifer/Satanás ajuda a difundir o boato de que Dona Clotilde é uma bruxa, me parece óbvio que a bela menina Paty e sua tia Glória são Belzebu e Belphegor metamorfoseados em súcubos, demônio sexuais femininos, prontos para atiçar outros apetites no Moleque e tirar Seu Madruga de seu estado de letargia. Por sua vez, o galã de novelas Hector Bonilla, que visitou a vila, nada mais é do que Asmodeu na forma de um íncubo, demônio sexual masculino, com a missão de tumultuar a relação do casal de libertinos castrados. Nhonho é Mammon, instigando o pai avaro a gastar. Popis é Azazel, esmerando-se em despertar a ira de Chiquinha com sua futilidade enervante. Godinez é Leviatã atiçando a inveja de Quico, com suas respostas tão certeiras quanto involuntárias ao Mestre Linguiça. Figuras de pouca relevância como Dona Neves, Seu Furtado, os jogadores de ioiô, os alunos anônimos na escola, os clientes do restaurante, o pessoal do parque e do festival da boa vizinhança, além de outros coadjuvantes, são entidades demoníacas menores, com a função de criar a ilusão de normalidade.
 
De fato, os frequentadores da vila parecem inscientes de sua condição. Os adultos por serem alto centrados. As crianças por estarem duplamente amaldiçoados, regredidos a condição infantil, talvez como espelho da imaturidade emocional que os levaram a conduta pecadora. Enquanto muitas pessoas sonham em possuir a experiência da maturidade em um corpo jovem, eles mantiveram o corpo que possuíam na hora da morte, mas quase sem nenhuma experiência. Essas são as sutilezas da burocracia infernal.
 
O carteiro Jaiminho, em sua função de portador de mensagens, é o único representante do lado de cá. Um médium que tenta fazer contato com essa outra dimensão. Seu constante estado de fadiga é resultado do esforço sobre-humano necessário para cruzar as dimensões. Prova disso é a descrição que Jaiminho dá de sua terra natal, Tangamandápio. A despeito de existir de fato, sendo localizada a noroeste do Estado mexicano de Micho­acán, trata-se de uma alegoria. Se­gundo o carteiro, tudo em Tangamandápio é colossal. Seria maior do que Nova York e teria uma população de muitos milhões de habitantes. O que poderia ser tão grande? Obviamente, ela não se refere a uma única localidade isolada, mas a todo o planeta; a  terra dos vivos. As cartas que transporta são psicografias e a bicicleta que nunca larga, apesar de não saber andar, nada mais é do que um totem, ao estilo de “A Origem”, necessário para que possa voltar para realidade.
 
Em “El Chavo Del Ocho”, Bolanõs, o Camus asteca, criou sua própria versão do mito de Sísifo. O Moleque e companhia estão condenados a empurrar inutilmente por uma ladeira íngreme essa imensa pedra chamada cotidiano, que sempre rola de volta, obrigando-os ao tormento do eterno retorno. A pedra de Quico é quadrada, não rola, desliza. É cômico, apesar de trágico.
 
 
*Contribuição do amigo André Mont’Alverne