Cerca de 50 famílias atendidas pelo Governo do Estado já retornaram voluntariamente ao lar, após alagamentos em Macapá

As famílias abrigadas no Centro de Acolhimento do Governo do Amapá começaram a retornar para as suas residências na última quinta-feira, 15. Segundo o levantamento da Secretaria de Estado da Assistência Social (Seas), cerca de 50 famílias retornaram às suas casas após a diminuição do nível das águas nas áreas afetadas pelos alagamentos, em Macapá, totalizando aproximadamente 200 pessoas.

O retorno acontece com todo o suporte e segurança, com acompanhamento da Seas e Defesa Civil do Estado, que realiza a verificação de segurança dos imóveis, após a família apresentar o interesse de retorno.

“Nós avaliamos a estrutura da casa para saber se realmente a família pode retornar e também o nível de água para verificar se em uma próxima chuva vai alagar novamente, porque a gente não pode prever o nível das chuvas, que dependendo da intensidade, pode causar novos alagamentos. Então, junto com Assistência Social a gente avalia para poder dizer se o retorno é possível ou não”, detalhou o major da Defesa Civil, Wagner Reis.

Para Telma Cândida, moradora do bairro Novo Buritizal, que teve a residência atingida pelos alagamentos, o retorno para casa era um momento muito aguardado porque ela ansiava para estar perto da mãe novamente. Por conta da idade, ela decidiu que a senhora ficaria com vizinhos, mas agora se reencontraram para recomeçar.

“O atendimento foi ótimo, todo mundo tratou a gente muito bem. Eu retornei porque tinha deixado minha mãe na casa de vizinhos, porque ela é muito idosa e não tive coragem de tirar ela daqui. Lá foi muito bom, nos perguntaram se precisávamos de fogão, geladeira, mas graças a Deus eu não perdi, então voltamos, a verdade é que nossa casa é sempre o melhor lugar para estarmos”, conta Telma.

No bairro Nova Esperança, Ana Keila retornou ao lar onde mora há 26 anos com kits de limpeza, alimentos, dormitório, entre outros. A dona de casa voltou junto com o filho de quatro anos.

“Eu não tive coragem de ficar aqui com meu filho. Essa foi a pior enchente que eu já vi desde que vim para cá. Com a água suja tive problemas, precisei tomar soro no Centro de Acolhimento do Estado. Não podia deixar meu filho passar por isso, então saímos, ele é meu tudo. Lá na escola foi um acolhimento muito bom, eu agradeço muito às assistentes sociais e ao Governo, nos deram os kits de alimentação, de limpeza e até para o meu cachorro, mas é claro que o conforto da nossa casa não tem igual, eu estou muito feliz de voltar”, relata Ana.

A Seas mantém o monitoramento das famílias e a visita às áreas atingidas. Na última semana, foram realizadas entregas de kits de alimentos em bairros Nova Esperança, Muca e Pacoval. Além disso, as equipes também fazem o acolhimento e investigação social para a inserção dos moradores em políticas públicas de assistência.

“Estamos garantindo o apoio dos Programas Acolher Amapá e Amapá Sem Fome nesse retorno. Elas levaram kits de alimentos e kit dormitório com redes, colchões, travesseiros e roupas. Além disso, o trabalho em campo continua com acolhimento nos bairros onde ainda há registro de risco para os moradores”, explicou a secretária de Assistência Social, Aline Gurgel.

Acolhimento às famílias

Desde sábado, 10, o Governo do Amapá trabalha no auxílio às famílias de Macapá atingidas por fenômenos naturais. Em um primeiro momento, o suporte foi garantido aos moradores da orla do Aturiá, que tiveram casas danificadas pela força do Rio Amazonas. Na terça-feira, 13, a força-tarefa foi intensificada diante das fortes chuvas que afetaram diversos pontos da cidade.

Diversos órgãos estaduais atuam para dar suporte às pessoas afetadas pelos alagamentos. Atualmente, a Escola Estadual Reinaldo Damasceno, na Zona Sul de Macapá, acolhe famílias, que recebem suporte com colchões, alimentos e cuidados de saúde.

Em outra frente, o Governo do Estado presta apoio à Prefeitura de Macapá nas ações de limpeza e desobstrução de canais.

No caso de chuvas intensas, fique atento:

Evite permanecer em praças e em ambientes arborizados durante, ou logo após ventos fortes e chuva;
Evite estacionar veículos embaixo de árvores, especialmente as de grande porte, que oferecem maior risco;
Se observar alguma árvore que esteja aparentemente tombando, ou com uma inclinação acentuada, com galhos secos ou quebrados, acione imediatamente o Corpo de Bombeiros;
Nunca tente cortar ou retirar a árvore por conta própria, pois podem haver cabos de energia em meio a vegetação, com risco de choque elétrico.
A população pode solicitar ajuda nos seguintes números:

193 – Corpo de Bombeiros
190 – Centro Integrado de Operações de Defesa Social (Ciodes)

Texto: Cristiane Nascimento
Foto: Maksuel Martins e Clauriana Costa/GEA
Secretaria de Estado da Comunicação

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