Chico Buarque completa 70 anos de vida hoje. E que vida! (meu texto em homenagem ao gênio)


Sou fã de muitos músicos e compositores, brasileiros e gringos. Mas, para mim, o maior entre os maiores é Chico Buarque. Inclusive, em minha opinião e peço Mil Perdões aos fãs do Roberto Carlos, o velho Chico é o verdadeiro Rei da Música Popular Brasileira (MPB). Além de seresteiro, poeta e cantor, o cara é compositor, escritor e dramaturgo. Hoje (19), ele completa 70 anos de vida. E que vida! 

Apesar de somente 38 anos vividos, Chico Buarque faz parte da minha história. Graças ao bom gosto musical da minha família paterna, cresci ouvindo a obra do gênio da MPB.  

Francisco Buarque de Hollanda nasceu no Rio de Janeiro em 19 de junho de 1944. Filho do historiador Sérgio Buarque de Holanda, iniciou sua carreira na década de 1960, destacando-se em 1966, quando venceu, com a canção A Banda, o Festival de Música Popular Brasileira. 


Em 1969, no auge dos “anos de chumbo” da Ditadura Militar no Brasil, se exilou na Itália (ITA) e tornou-se, ao voltar para o Brasil, um dos artistas mais ativos na crítica política e na luta pela democratização do Brasil. Na carreira literária, foi ganhador do Prêmio Jabuti, pelo livro Budapeste, lançado em 2004, além de ser torcedor confesso do Fluminense Football Clube (ninguém é perfeito). 

Chico Buarque é um dos nomes mais importantes da cultura brasileira. Ao lado, entre outros nomes, do arquiteto Oscar Niemeyer, do editor Ênio Silveira, e de seu próprio pai, participou do Conselho do Cebrade – Centro Brasil Democrático – organização de intelectuais publicamente comprometidos com a luta contra a ditadura.

Adoro Vinícius de Moraes, Tom Jobim, Caetano, Gilberto Gil, Raul Seixas, Renato Russo e Cazuza, mas quem me conhece sabe, meu poeta soberano é Chico Buarque.  Quando o escuto, quase todos os dias, sinto saudade do tempo que ia todo sábado para casa da minha avó, tomar cervejas com meu falecido pai e meus tios. E o Zé Penha ainda me chamava de Meu Guri, quando rolava a música. Nostálgico! 

Para mim, Chico Buarque está entre os maiores nomes da música mundial. Sou mais fã dele do que de outros setentões como Keith Richards, Caetano Veloso, Bob Dylan, Mick Jagger e John Lennon (que se vivo teria 72 anos). Não Sonho Mais em ver um show de Chico, pois a idade dele e a distância de Macapá dos grandes centros como Sampa e Rio, onde rolou a última turnê do artista, torna o desejo quase impossível. 

Chico Buarque musicou tudo que sentia, até pediu ao inventor da tristeza para ter a fineza de desinventar. Ele cantou a política, o carnaval, o amor e a boemia como poucos. E com a maestria do grande sambista. Ironizou os dramas e dramatizou o cotidiano. Pena que “aquela tal malandragem não existe mais”. Porém, Chico Buarque nunca Vai Passar.

Mas não caio Pelas Tabelas, admiro a Ópera do Malandro de longe, afinal, faz parte da minha Construção nesta Roda Viva, quase um conto chicobuaequeano. Trocando em Miúdos, meus parabéns ao grande Chico Buarque. Palmas para o cara, que ele é gênio! 


Elton Tavares
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