Clichês de novela que já encheram


Tem alguns clichês de novelas que, sinceramente, acho que nem a mais empedernida noveleira de plantão aguenta mais – eu mesmo, que não sou fã de novela e não as assisto com frequência, já estou farto de certas situações novelescas. Aqui vão apenas algumas delas:

1) Sempre alguém passa uma procuração com poderes irrestritos para o(a) pior canalha da novela. E perde tudo pra ele(a);

2) Sempre tem alguém ouvindo os segredos mais escabrosos por uma porta entreaberta – sim, os segredos mais escabrosos são contados sem a menor cautela, sem que ninguém verifique pelo menos se as portas estão fechadas;

3) Desde a personagem Sarita Vitti, interpretada pelo ator Floriano Peixoto, em 1995, na novela Explode Coração, toda novela tem um homem vestido de mulher, seja gay ou não. Aliás, já há vários anos que toda novela tem um gay afetado, caricato e desmunhecadíssimo, mas os casais gays normais nunca se beijam; 

4) Sempre tem um casamento no final (do par romântico, que só fica junto no último capítulo…); uma reviravolta monumental no meio ou um homicídio misterioso sempre que a audiência está em baixa – ou quando precisam tirar um personagem que não vingou;

5) A quantidade de homens que transam bêbados (sempre com a personagem mau-caráter e golpista da barriga) e nunca lembram de nada depois é espantosa;

6) A mocinha só tem vida feliz no último capítulo. Até lá ela vai sofrer feito uma condenada, nada dará certo pra ela, mas ela vai atravessar a novela inteira com um sorriso plastificado na cara;

7) O vilão (ou a vilã) morre, foge, enlouquece ou vai preso(a). Sempre, inapelavelmente.

8) Advogados dizem barbaridades sobre Direito, médicos fazem tratamentos que nunca dariam certo na vida real e engenheiros nunca estão com a roupa suja ou amassada. Aliás, quase nunca alguém é visto trabalhando de verdade, só os pobres;

Enfim, novela é sempre tudo igual, só muda o nome. O roteiro é sempre o mesmo, e se tem quem assista é  por pura teimosia.

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