Clube de Cinema exibe documentário “Vou rifar meu coração”, neste sábado (19)


É de um lúcido observador do cotidiano amoroso do brasileiro, o escritor Xico Sá, a definição do universo sentimental do documentário de 2012, Vou rifar meu coração: 

“Não há momento mais sublime de um homem do que durante uma dor amorosa. É quase a prova de que é um homem de verdade. Não há. Não mesmo. É rico. Perdoa-me por me traíres, salivaria o tio Nelson. Com ou sem chifre, é sublime. Um macho ou uma fêmea narrando um grande caso de amor é tão forte quanto Shakespeare.

Mesmo num posto de gasolina de beira de estrada, lá em Sergipe, como fez um tiozinho conhecido como Maguila: “Cheguei lá e ela tinha ido embora com outro rapaz!”. 

Acontece. O canto mais limpo. Nem o cheiro da moça. Maguila sofreu o baque-mor da existência. A roupa dele revirada em cima de uns papelões na sala da casa, a roupa que vivia junta, grudada na cômoda do comodismo do amor sossegado… E assim, na beira da estrada, em confissões em lares doces lares, Vou rifar meu coração se constrói.”

A diretora faz uma bem dosada mistura de depoimentos de grandes representantes da cultura brega (Lindomar Castilho, Agnaldo Timóteo, Nelson Ned, Amado Batista, Wando) com a fala sincera e emotiva de pessoas simples que amam a música brega pelo simples motivo de suas letras traduzirem com fidelidade e clareza suas emoções mais profundas.

Juntos, estes entrevistados formam o painel de um Brasil apaixonado, uma pedra bruta de emoções talvez pouco lapidadas, mas não por isso menos intensas. 

Vai lá:

Clube de Cinema apresenta: Vou rifar meu coração 
Onde: Espaço Caos – arte e cultura
Quando: 19 de julho
Horário: 19h
Entrada franca
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