Combate à corrupção por meio da tecnologia: MP-AP e parceiros abrem I Amapá HackFest

O Ministério Público do Amapá (MP-AP) abriu nesta sexta-feira (7), na Procuradoria-Geral de Justiça – Promotor Haroldo Franco, o I Amapá HackFest. O evento, realizado pelo MP-AP e parceiros, objetiva o desenvolvimento de ferramentas tecnológicas que auxiliarão na prevenção e combate à corrupção. O encontro ocorre nas dependências da PGJ em vários espaços, como terraço, praça Samaúma, em frente à sede do órgão ministerial e auditório, no período de 7, 8 e 9 de dezembro.

Parceiros

São parceiros do MP-AP na realização do evento a Universidade Federal do Amapá (Unifap), Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União (CGU/AP), Prefeitura Municipal de Macapá (PMM) e Assembleia Legislativa do Amapá(ALAP).

Pronunciamentos

Durante a abertura do evento, o procurador-geral de Justiça do MP-AP, Márcio Augusto Alves, agradeceu aos parceiros e reforçou a necessidade de união de todos nessa luta contra a corrupção. “Usamos a tecnologia em muitas coisas, não largamos o celular, e podemos usar essas ferramentas para combatermos a corrupção. Com o HackFest, queremos democratizar o combate à corrupção, pois não ficará restrita aos órgãos de controle e assim, todos poderão participar”, destacou o PGJ.

O membro do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), promotor de Justiça Silvio Amorim Júnior, elogiou a iniciativa do PGJ do MP-AP por trazer o evento para o Amapá e destacou a importância deste momento. “O MP-AP se coloca na vanguarda da atuação do Ministério Público que nós todos queremos, um MP que busca transparência e controle. Com o Hackfest, todos os envolvidos usarão novas ferramentas para combater a corrupção, o grande mal que aflige nosso país”, disse o conselheiro do CNMP.

O promotor de Justiça do MP da Paraíba e integrante do grupo idealizador do HackFest naquele estado, Octávio Gondin, falou da importância do evento. “Essa tecnologia que nos une, também pode transformar o mundo. É muito bom ver iniciativas como essa, reverberando o que iniciamos no MP da Paraíba. O HackFest na verdade é isso, um caldeirão de saberes e de boa vontade, são pessoas dispostas a dar um pouco do seu tempo para mudar a vida de outras pessoas. É por isso que eu digo que é muito bom e gratificante ver uma iniciativa como essa aqui do Ministério Público do Estado do Amapá”, salientou.

O prefeito de Macapá, Clécio Luís, reforçou o desejo de aprimorar as ferramentas tecnológicas de combate à corrupção. “O HackFest é essencial para o combate a corrupção. Pois com as ferramentas que serão desenvolvidas no evento, o cidadão poderá acompanhar os gastos públicos, não só do ponto de vista financeiro, mas se o serviço é compatível com aquilo que foi contratado. Parabéns ao MP-AP pela iniciativa. Tenho certeza que daqui nós tiraremos grandes lições e sairemos também com grandes iniciativas”, frisou.

A abertura do evento contou com a presença maciça de membros do MP-AP, do presidente do Tribunal de Contas do Amapá (TCE/AP), conselheiro Ricardo Soares; o controlador-geral do Estado, Otni Alencar, que representou o governador do Amapá, Waldez Góes , senador Randolfe Rodrigues, secretários de Estado, secretários municipais, profissionais de TI e acadêmicos de cursos superiores de áreas de Tecnologia, imprensa e sociedade civil organizada.

Maratona

Ao todo, 40 maratonistas participam do I Amapá HackFest. Entres eles estão profissionais e estudantes das áreas de informática e tecnologia da informação, que serão municiados de dados institucionais para criar tecnologia de controle social e enfrentamento às práticas corruptivas. A ideia é reunir os “hackers do bem” na sede do MP-AP para essa maratona, que não é uma competição entre os desenvolvedores, mas uma coleta de ideias visando o desenvolvimento de softwares como aplicativos, jogos e sites, dentre outras soluções digitais que possam atuar no processo de conscientização social. Serão três dias de muito trabalho, inspiração e criatividade em busca de soluções tecnológicas para combater a corrupção.

Palestras e oficinas

Paralelamente à maratona, o Hackfest promove vasto ciclo de palestras e oficinas. Ao todo, cerca de 300 pessoas se inscreveram para assistir as explanações dos especialistas em temas diversos. As palestras deste primeiro dia de HackFest foram as seguintes:

“Hacktivismo, tecnologia e a nossa participação no governo”, proferida pelo professor doutor Nazareno Ferreira, da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG); “Nivelamento e Motivação”, apresentada pelo especialista do Sebrae do Acre, André Lima; Painel: “Combate à Corrupção, Tecnologia e Desafios nos Órgãos de Controle”, com o facilitador José Paulo Guedes Brito, que coordena o Observatório da Despesa Pública (ODP) no Tribunal de Contas do Estado do Amapá (TCE/AP); “Desafios da implementação da Política de Dados Abertos do Governo Federal”, ministrada por Thalita Carneiro Ary, coordenadora-geral de Governo Aberto e Transparência da Controladoria Geral da União em Brasília (CGU/DF); “Resultados do Escala Brasil Transparente (EBT) no Amapá”, explanada pelo superintendente da CGU no Amapá, Thiago Monteiro; “Dados abertos para fazer o que o governo”, apresentada pelo professor adjunto do Departamento de Sistemas e Computação da Universidade Federal de Campina Grande e PHD, João Arthur Brunet Monteiro; “Construindo Redes de Parceiros”, proferida pelo promotor de Justiça do MP-PB, Octávio Gondin; “O CNMP como incentivador de Boas Práticas sobre o Enfrentamento à corrupção”, palestrada pelo membro do CNMP, Silvio de Amorim Júnior; “Aspecto Jurídico do Controle Externo do SESI e SENAI: A Transparência e o Controle Social”, proferida pelo Mestre em Direito e assessor jurídico do SESI/SENAI, Jean Alves Almeida e “Análise de dados e o combate à corrupção: uma plataforma eficiente para o Ministério Público”, proferida pelo membro do Ministério Público Militar/DF e colaborador na força-tarefa da operação Lava-Jato, doutor Luiz Felipe Carvalho Silva e a palestra Parlamento Aberto: transparência e participação social, com a professora Linara Oeiras Assunção.

Foi realizada, também, a oficina de Scratch (pequenos jogos), com o facilitador da empresa de tecnologia PROSID e parceira do evento, Danilo Pantoja, para alunos do Projeto MP Vai à Escola. A oficina foi realizada na Unidade Móvel do SESI/SENAI, estacionada em frente ao MP/AP.

SERVIÇO:

Elton Tavares
Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Amapá
Contato: (96) 3198-1616
E-mail: [email protected]

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