Confira a programação de hoje do I Festival de Música no Meio do Mundo.

O Amapá é um celeiro de talento musical, de sons que mesclam manifestações populares: o Marabaixo, o batuque, as baladas e muitos outros ritmos peculiares, que se constituem através de fusões rítmicas. Com essa diversidade sonora, a Prefeitura de Macapá promove um encontro de talentos do melhor da música local e nacional, durante as duas noites do 1º Festival de Música no Meio do Mundo, que ocorrerá nos dias 1º e 2 de agosto, integrando a programação do Macapá Verão 2014. A realização foi possível através de emenda parlamentar da deputada Dalva Figueiredo, direcionada à difusão da cultura, captada pela Fundação Nacional de Artes (Funarte).

Os shows acontecem no Monumento Marco Zero do Equador, a partir das 19h, com entrada franca. Veja o que vai rolar neste sábado e programe-se: 


Mano Root’s

No celeiro musical deste festival, a tribo do reggae tem espaço garantido. A banda Mano Root’s já é consagrada pelo público desse segmento musical de Macapá. O grupo é formado por Dylan Rocha (violão e voz), Marcos Martins (percussão), Luiz Sabione (baixo), Birilo Melo (trombone de vara), João Amorim (bateria e voz), Ronilson Mendes (guitarras), Rebecca Braga (vocal) e Marcelo Cardoso (saxofone).


Ana Martel

Ela canta desde os 15 anos e sempre recebia convites para soltar a voz em bares de Macapá e Belém. Destacava-se como cantora, mas o lado compositora ganhava espaço em sua trajetória, e passou a compor seus próprios sucessos que foram mostrados no CD Sou Ana. Depois de muitos shows no Amapá e em outros estados, Ana ousou ao lançar o CD com o incentivo da Lei Rouanet, e se tornou a primeira artista amapaense a ser beneficiada com a iniciativa que promove a arte no país. O que ela preparou para o festival? Música de raiz, autorais e grandes sucessos de compositores renomados, para não deixar ninguém parado.


Nivito Guedes

Violonista, cantor e compositor, o show que será apresentado por Nivito Guedes no festival traz uma variação musical e rítmica bastante eclética, com canções autorais e de outros artistas também. O folclore amapaense, o batuque e o Marabaixo serão os ingredientes da apresentação dele. O cantor tem três CDs gravados: “Todas as Luas”, “Tô em Macapá” e um CD Coletânea com músicas que participaram de Festivais. Nomes da música do Amapá também gravaram suas canções, como Patrícia Bastos, Maria Eli, Helder Brandão, Sabatião e Julielle.


Amadeu Cavalcante e Val Milhomem

Com a musicalidade alternativa de raízes profundamente amazônica, eles ganharam a aceitação popular e imprimiram a afirmação do propósito a que tanto almejavam: a valorização da Música Amazônica. Eles são feras da música local, com timbres viris e marcantes, e carreira dentro e fora do estado, com apresentações também em outros países, como Alemanha, e apresentações em grandes palcos, como no Canecão, no Rio de janeiro. Cada um tem sua carreira solo, mas a amizade deu fruto a uma parceria de muitas conquistas. Ambos, junto com Zé Miguel e Joaozinho Gomes, foram responsáveis pela criação do Grupo Senzalas. Para o Festival de Música no Meio o Mundo, Amadeu e Val Milhomem preparam um repertório recheado de muita ginga ao som de tambores que contagia e faz as pessoas dançarem.


Helder Brandão e Beto Oscar

Eles são cantadores, compositores e caboclos da Amazônia amapaense que vão levar para o meio do mundo o show “São Batuques”, projeto que mostrar a essência musical deixada pelos antepassados afro-descendentes que continuam sendo preservados dentro das comunidades, mas que, de acordo com os autores, correm o risco de se estilizarem totalmente e perderem a identidade cultural. Beto Oscar é cantor e compositor, com estudo iniciado no antigo Conservatório de Música e diploma como técnico em violão erudito da Escola de Música da UFPA e graduação plena em música pela Uepa. Também integrou o grupo Senzalas e com ele viajou pelo Brasil e chegou até a Alemanha. Helder Brandão é compositor e cantor, formado em licenciatura plena em Letras na Unifap e atualmente é 2º sargento músico da banda da Polícia Militar. Já se apresentou com diversos artistas amapaenses e com eles gravou vários CDs, além de participações em festivais de música. 


Banda Afro Brasil

O contagiante som dos tambores aliado às cordas e outros instrumentos musicais da Banda Afro-Brasil sugerem que neste sábado será dia de festejar os sons negros. As músicas misturam os tradicionais “ladrões”, som do Marabaixo, e o “bandaio”, do batuque, com seus tambores e caixas, a instrumentos pouco usados entre os antigos tocadores, mas necessários para o propósito de inovar para atrair público. As composições não fogem das raízes, são referências ao dia-a-dia do negro amapaense, com suas lidas, amores e fé. Criado por Adelson, mas com a interferência direta de quem vive a realidade do Laguinho e Curiaú, o repertório tem poesia e melodia que influenciam e chamam para a dança transformando o show em uma festa onde ninguém fica parado. 


Osmar Júnior

O poetinha da Amazônia tem mais de 30 anos de carreira e sete CDs lançados, sendo um dos principais representantes da música amapaense. Aos 14 anos, estudou violão com o maestro Oscar Santos, um dos pioneiros da música do Estado. Aos 17, atuou também como contrabaixista e guitarrista em diversos conjuntos musicais de Macapá. Na década de 1980, iniciou sua trajetória como compositor, participando de festivais universitários. Em 1989, foi produtor do LP “Sentinela Nortente”, do cantor amapaense Amadeu Cavalcante, um dos marcos de transformadores na música regional na Amazônia. Osmar Júnior também produziu os discos “Vida Boa”, de Zé Miguel e “Estrela do Cabo Norte”, o segundo de Amadeu Cavalcante. Ele coleciona sucessos, entre os quais estão: Tajá, Coração Tropical, Canção do Equador, Sentinela Nortente, Igarapé das Mulheres e Pedra do Rio.

Rita Torrinha/Asscom PMM
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