“Conosco, não por nós” é o tema da 1ª Caminhada Down de Macapá

A semana da Síndrome de Down vai ser comemorada em Macapá HOJE (25) , com a 1ª Caminhada Down da Capital seguida de uma programação lúdica e cultural, a partir das 17h, na praça do Mercado Central. A idealizadora do evento é a professora Ângela Maximin, que também participou da criação e realização da caminhada em Belém. Por ser amapaense, de família tradicional do bairro do Trem, mãe de um adolescente com Síndrome de Down, ela trouxe a ideia para Macapá e já conta com ampla mobilização e parceria com a APAE Amapá, Movimento de Contadores de História, grupos de amigos e amigas.

O Dia Mundial da Síndrome de Down (SD) é comemorado em 21 de março, uma data de conscientização global para celebrar a vida das pessoas com a síndrome e para garantir que elas tenham as mesmas liberdades e oportunidades que todas as pessoas. É oficialmente reconhecida pelas Nações Unidas desde 2012. A data escolhida representa a triplicação (trissomia) do 21º cromossomo que causa a síndrome. É necessário destacar que a SD não é uma doença e, sim, uma condição genética inerente à pessoa, porém, está associada a algumas questões de saúde que devem ser observadas desde o nascimento da criança.

“Conosco, não por nós” é o tema da caminhada em Macapá e em outras cidades. Segundo Ângela Maximin, a iniciativa, este ano, já está na 9ª edição, em Belém/Pa e faz homenagem ao Vitor Maximin, inspiração do evento que agora chega ao Amapá. “Desde que o Vitor nasceu, eu assumi esta causa por mim, por ele e por muitos que desconhecem seus direitos. Já alcançamos conquistas e enfrentamos muitos desafios, como agora com o Vitor na adolescência, e nesta fase o Estado oferece pouco espaço escolar nos Ensinos Fundamental II e Médio. Continuamos na luta por políticas públicas para crianças, jovens e adultos com Sindrome de Down”, afirma Ângela.

De acordo com a ONU e o Ministério da Saúde, SD é uma alteração genética presente na espécie humana desde sua origem. Foi descrita há 150 anos, quando John Langdon Down, em 1.866, se referiu a ela pela primeira vez como um quadro clínico com identidade própria. Em 1.958, o francês Jérôme Lejeune e a inglesa Pat Jacobs descobriram a origem cromossômica da síndrome, que passou a ser considerada genética.

A SD é a primeira causa conhecida de discapacidade intelectual, representando aproximadamente 25% de todos os casos de atraso intelectual, traço presente em todas as pessoas com a síndrome. Estima-se que no Brasil ocorra 1 em cada 700 nascimentos, o que totaliza em torno de 270 mil pessoas com Síndrome de Down; no mundo, a incidência estimada é de 1 em 1 mil nascidos vivos.

Serviço:

Contato com a professora Ângela Maximin: (91) 981720470 – fone/whatsApp

Texto do jornalista Oscar Filho
Contato: 96-991035805
Assessoria de comunicação

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