Criação de búfalos em reserva ambiental no Amapá preocupa ambientalistas

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Por Paula Monteiro

A criação desenfreada de búfalos e bovinos na Reserva Biológica do Lago Piratuba, no extremo Leste do Amapá, é uma das principais causas de problemas na unidade de conservação, inclusive de queimadas. Na manhã desta segunda-feira (11), pecuaristas reuniram-se com representantes do Instituto Chico Mendes da Biodiversidade (ICMBio) para avaliar os avanços e reflexos de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado em 2010 e que previa controlar a criação dos animais.

“Reafirmamos com os pecuaristas que assinaram o termo a necessidade de controlar os rebanhos bovino e bubalino para que os animais não adentrem a reserva, além da retirada de alguns deles dessa área. Percebemos que houve avanços como o controle do rebanho de gado dentro da propriedade de cada pecuarista”, afirmou a ambientalista e chefe da Reserva Biológica do Lago Piratuba, Patrícia Pinha.

No entanto, uma das maiores dificuldades enfrentadas pelo ICMBio é a retirada dos animais que vivem soltos dentro da Reserva Biológica do Lago Piratuba. “Temos um número considerável de animais irregulares dentro da reserva, mas não podemos divulgar a quantia, pois isso pode atrair pessoas que queiram capturar esse animais ilegalmente”, explicou Patrícia.

Em novembro de 2014, um incêndio criminoso atingiu a Reserva Biológica do Lago Piratuba e devastou 7,3 mil hectares da região. O incêndio foi considerado criminoso pelo ICMBio. De acordo com o órgão, vaqueiros que capturam ilegalmente búfalos no local foram os responsáveis por causarem o incêndio na unidade de conservação ambiental.

O balanço da reunião vai virar um relatório para que o Ministério Público Federal (MPF) avalie a situação e tome as providências cabíveis.

Fonte: Portal Amazônia

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