Cultura: Zé Miguel lança “Moh”, a balada romântica que estará em seu novo disco

Uma declaração em forma de versos foi a maneira que o cantor e compositor Zé Miguel escolheu para falar de seus sentimentos, e Moh chega ao público nesta semana dedicada aos namorados, abrindo as portas para o romantismo explícito. A música foi gravada em 2021 e está no repertório do próximo disco de Zé Miguel, em fase de produção. “Moh é uma balada romântica feita para alguém que se ama. O nome é a carinhosa maneira com que os apaixonados chamam seu bem-querer, o diminutivo de amor. É desta forma que muitos traduzem seus sentimentos ”, cita Zé Miguel.

O artista é um dos amapaenses mais reconhecidos no cenário nacional da música popular, e responsável por canções que se tornaram referência do povo, costumes e tradições do Amapá, além de manifestações por respeito com o povo negro. ”Vida Boa”, “Meu Endereço” e “Pérola Azulada” são alguns dos sucessos de Zé Miguel cantadas em palcos pelo Brasil quando a tendência é sonorizar a Amazônia. Interpretadas por artistas da grandeza de Nilson Chaves, Patrícia Bastos, entre outros, as músicas de Zé ecoam a Amazônia com a força de um tambor para onde é levada.

Nascido em uma comunidade quilombola do Amapá, o Mel da Pedreira, Zé Miguel se descobriu cantor e músico nos cultos evangélicos. Iniciou pelo violão, e nos anos 80 se aventurou nas composições concorrendo nos famosos festivais de música. Participou como guitarrista de diversas formações musicais, e em 1991 lançou seu primeiro disco, “Vida Boa”, que o elevou à condição de consagrado artista amapaense. Uma das mais representativas obras musicais do Norte, Planeta Amapari, de 1996, é fruto dessa geração de artistas que se revelava no Amapá, e Zé Miguel está neste clássico, junto com Val Milhomem e Joãozinho Gomes.

Depois de “Vida Boa”, Zé Miguel lançou “Lume”, “Acústico”, “Quatropontozero”, “Uma Balada para Kaike”, “Meu Endereço” e seu último disco, “Quilombola”, de 2021. Mesmo trilhando carreira independente, ele dedicou sua arte à projetos em parceria com outros artistas, como Movimento Costa Norte e Quarteto Senzalas, cujo disco “Dança das Senzalas” tem reconhecimento internacional. Uma das características de seus trabalhos é refletir sua realidade e sentimentos, a exemplo de “Uma Balada Para Kaike”, feita para seu falecido filho, “Quilombola”, e a canção “A Pele que se Lê”, feita em parceria com Rambolde Campos, e lançada em clip e nas plataformas digitais em 2021. Os dois últimos inspirados nas lutas do povo negro.

Acostumado com as batalhas da vida, em 2016 Zé Miguel decidiu enfrentar mais uma, para aprimorar seus conhecimentos musicais, e cursou Licenciatura em Música, investiu na pós-graduação de Ensino da Música, e agora está em fase de conclusão do Mestrado em Políticas Educacionais na Universidade Federal do Amapá (UNIFAP). “Depois dos 50 anos comecei a desbravar outros caminhos para aperfeiçoar meu trabalho e me posicionar no mercado musical com mais refinamento artístico. Estou em busca do alinhamento do que já é nato com conhecimento acadêmico”.

Sobra a canção “Moh”, Zé é enfático em afirmar que é uma romântica declaração de amor feita por um músico, e que expressa o que muitos sentem e como se chamam carinhosamente os casais. “A música é como melhor me expresso, e me senti à vontade para manifestar o que eu e muitas pessoas sentem quando existe paixão. É uma canção para todos que amam”.

“Moh” está disponível em versão áudio e vídeo, e em breve o disco completo estará no mercado para ver e ouvir. Participaram das gravações os músicos Jefrei Redig, teclado; Rogério Alsan, guitarra; Fabinho, violão; Ezequiel Freitas, baixo; Nena Silva, percussão; e Del Gonçalves, na bateria.

Assista e ouça a canção aqui:

Fonte: site da Alyne Kaiser.

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