Depoimento de um abduzido

Jornalista (se é que podemos chamá-lo assim) Rogério Borges, o debilóide de Goiânia que escreveu merdas sobre o Amapá.
Ainda sobre o post anterior, onde repudiei o texto de um pateta de Goiânia, que escreveu um monte de besteiras sobre o Amapá, meu amigo Silvio Carneiro escreveu o seguinte texto, no seu blog “A vida é foda” – http://avidefoda.wordpress.com/ , repugnando o escrito infeliz:

Depoimento de um abduzido
                                                                             Por Silvio Carneiro

Em resposta a um imbecil chamado Rogério Borges, que se acha o “Diogo Mainardi” do jornal “O Popular” (tão popular que nunca ouvi falar, portanto, não deve sequer existir), lá das bandas do quintal de Brasília, que andou escrevendo umas asneiras sobre o Amapá, resolvi mostrar em público o relato de uma experiência pessoal minha, de quando fui abduzido.

Vejam caros leitores, eu sou paraibano com muito orgulho! Mas nos últimos anos tornei-me amapaense de coração! Daí, meu depoimento:

Fui abduzido…

Já se passaram cinco anos, desde que tudo aconteceu…

Quando dei por mim estava desembarcando de um avião em plena cidade de Macapá, a capital do Amapá, um estado que faz parte da federação brasileira desde 1988, mas que muitos ignorantes ainda fingem não existir.

Até então eu não conhecia ninguém que tivesse nascido no Amapá, até que minha filha nasceu…

Até então eu não conhecia ninguém que sequer tivesse estado ou que pelo menos tivesse passado pelo Amapá, até que me dei conta que eu estava lá…

Pois é, eu não conhecia o Amapá nem os amapaenses, mas isso não me dava o direito de ignorar sua existência! E a partir daquele momento, passei a explorar cada pedacinho daquele lugar totalmente estranho para mim.

Logo percebi que uma das principais empresas que existiam por lá era uma tal de MMX, daquele carinha lá que é o quarto ou quinto sujeito mais rico do mundo… o Eike Batista. Pois é, até ele já havia passado por lá!

Não encontrei, no entanto, nenhuma babaquice nerd do tipo “seriados de TV feitos para retardados”…

Outro indício de realidade foi ver de perto o Marco Zero da Linha do Equador que, aliás, de imaginária não tem nada, a não ser na cabeça dos imbecis que nunca estudaram os meridianos geográficos ou talvez as leis da física…

Além disso, essa não era a principal referência geográfica deste lugar. Bastava ir até a frente da cidade e ver toda a imponência do Rio Amazonas! Sim, aquele lugar era real. E estupidamente maravilhoso!

Na minha expedição por essa “ilha” magnífica, descobri “a casa dos Waiãpi” (ou Oiapoque, se você preferir pronunciar em tupi-guarany…

Aliás, falando nos índios Waiãpi, fiquei deslumbrado com a pintura corporal que eles fazem e que se tornou Patrimônio Cultural da Humanidade pela ONU em 2004.

Nem precisou ir muito longe para descobrir que o Amapá contribui com o PIB nacional com suas exportações de castanha, madeira e manganês, tendo, só no ano de 2006 (um ano depois em que fui abduzido) uma média de crescimento em 33% de empregos na indústria (número maior que o nacional que foi de apenas 23% no mesmo período)…

Durante esse período em que estive abduzido, quiseram me dar uma “lavagem-cerebral” com as músicas bregas… Mas consegui escapar e preferi ouvir a doce voz da AMAPAENSE Fernanda Takai (vocalista da banda Pato Fu). Tive a sorte de não ser obrigado a ouvir as choradeiras de Leandro & Leonardo ou dos filhos de Francisco, aqueles caipiras lá das bandas de Goiás…

Gostaria de terminar esse meu depoimento emocionado, marcado de tantas boas lembranças daquela terra inesquecível, dizendo para que muitos brasileiros ignorantes e boçais que dizem em qualquer jornaleco ainda duvidar da existência do Amapá, que saia do meio dos seus pastos repletos de estrume e aprenda a conhecer e respeitar mais o seu país. Um país que não se resume a ser um quintal de Brasília.

Fui abduzido sim… Fui arrebatado pelas belezas e pela acolhida das pessoas do estado que se orgulha em ser o mais preservado da Amazônia legal brasileira.

Fui pra lá e não me arrependi da experiência “sobrenatural”!

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