Desculpem aí

Crônica de Ronaldo Rodrigues (para meus filhos Pedro e Artur)

E o que dizer? O que escrever? Puta que pariu! Sete a um é foda! Posso dizer que a Seleção Brasileira é aquilo que supomos que fosse: um time mediano que tinha um grande craque. Assim como a Argentina (se é que isso nos consola) é um time mediano que tem um grande craque.

Em verdade vos digo que se Neymar estivesse em campo teria feito pouca diferença. Os alemães estavam dispostos e, mais do que isso, se mostraram verdadeiramente uma equipe. Foram até elegantes na comemoração, sem muito estardalhaço, como se estivessem pedindo desculpa:

– Desculpa aí, galera! Desculpa aí, Seleção Brasileira, por estragarmos sua festa!

Realmente, este time do Brasil vai entrar para a História. E pela porta dos fundos. Perder de 1 a 0 suado, ou na prorrogação, mesmo nos pênaltis, é uma coisa. Perder em menos de 10 minutos, dentro do nosso quintal, é doído demais.

Esta crônica é mais um desabafo, um pedido de desculpas aos meus filhos. Tenho vontade de dizer:

– Filhos, desculpem! Tá tudo errado! Não somos ruins de bola, não! Já ganhamos cinco vezes esse troço. Foi só um… apagão, pra deixar mais ameno (na verdade, foi um mas-sa-cre!).

Daqui a quatro anos estaremos novamente nesse perrengue, se o Brasil se classificar para a Copa da Rússia. Enquanto isso, vamos levando nossa vida, que vai muito além do tempo regulamentar de uma partida de futebol e nos permite, aqui e ali, comemorarmos um belo gol.

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