Destroços de avião são encontrados na costa do Amapá, diz polícia

Por Abinoan Santiago, do G1 Amapá

Uma equipe formada por bombeiros e técnicos do Instituto Chico Mendes (ICMBio) iniciaram nesta quarta-feira (9) as buscas por destroços de uma aeronave que teria caído na costa do Amapá, próximo ao município de Oiapoque, a 590 quilômetros de Macapá. Os objetos foram localizados por pescadores no domingo (6) em uma região de difícil acesso na foz do rio Cassiporé, cerca de 250 quilômetros da sede de Oiapoque. Não há informações sobre de vítimas.

O caso foi registrado pelos pescadores na segunda-feira (7) no Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (Ciosp) de Oiapoque. Os homens teriam levado uma peça de metal do avião à polícia.

O delegado César Vieira informou que o objeto foi identificado por oficiais da Aeronáutica em Oiapoque como sendo uma peça usada para conter a dispersão do calor causada pelo motor na aeronave.

“Os oficiais conseguiram identificar a peça como sendo de um avião, inclusive dando a funcionalidade dela. Ouvimos os pescadores. Eles repassaram a informação que encontraram o bico da aeronave e assentos. Mas não relataram a existência de vítimas. Os bombeiros estão acompanhando as buscas. Estamos trabalhando com a possibilidade de a queda do avião ter acontecido no Oceano Atlântico com a maré trazendo os destroços até o rio Cassiporé”, comentou Vieira.

A polícia ainda não descartou nenhuma das hipóteses levantadas sobre a origem da aeronave. A investigação trabalha com a possibilidade de o avião ser usado em tráfico de drogas, transporte de materiais ilícitos e táxi aéreo na Guiana Francesa. A previsão é de que a equipe retorne na tarde de quinta-feira (10) com as informações coletadas onde o avião foi encontrado.

“Vamos poder tirar conclusões somente quando tivermos em mãos a numeração de peças e o prefixo da aeronave, que serão trazidos através de fotografias feitas pela equipe que se deslocou até o local. Vamos abrir inquérito para apurar a origem do avião”, disse o delegado César Vieira.

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