Nostalgia, dejavu, cinema e a viagem no tempo

 
Sou um nostálgico assumido, como todos que lêem este blog bem sabem. Também adoro o tema viagem no tempo e tudo que ela pode proporcionar: mudar o passado e buscar no futuro o aprendizado da paz com a evolução dos homens. Algumas teorias sugerem viagens no tempo através de realidades paralelas. Claro que a possibilidade disso é zero (Será?). 
 
O conceito já foi abordado diversas vezes como ficção-científica na Literatura e cinema. A linha mais famosa é do autor de obras sobre o tema, o escritor H. G. Wells. Como já escrevi antes, todos sonham com o poder de viajar no tempo. Os curiosos querem saber o futuro e os nostálgicos, como eu, voltar ao passado. Quem sabe corrigir rupturas de grandes amizades, não investir em falsos amores, evitar mortes de pessoas que amamos e avisar sobre todo tipo de catástrofes, entre outras coisas.
 
Certa vez, tive um pesadelo com jeito de lembrança. Eu era um guerreiro da idade média e fui ferido mortalmente em uma batalha. Quem sabe, seguindo a linha do espiritismo, isso não rolou mesmo? Falando em doideiras que não consigo explicar com o passado, que nunca teve um Déjà vu? (pronuncia-se Déjà vi, é um termo da língua francesa, que significa “já visto”).
 
Uma reação psicológica que faz com que o cérebro nos informe que já vivemos aquilo ou estivemos naquele lugar, sem jamais termos ido presenciado tal fato. É muita onda! Sobre a viagem no tempo, sempre digo que a música é o principal veículo para o passado, mas já imaginaram se rolasse umas idas e vindas para o futuro e passado, de fato, como no cinema? Seria uma doideira sem fim, uma sucessão de correções de erros cometidos lá atrás, a história aconteceria em círculos. 
 
Nos filmes “O Homem do Futuro”, onde Zero (Wagner Moura), vai atrás da amada em uma máquina do tempo construída por ele mesmo; Click, longa que conta a história de Michael Newman (Adam Sandler), que através de um controle remoto, adianta-se e regressa no tempo de sua própria vida; ou Feitiço do Tempo, onde Phil Connors (Bill Murray) simplesmente dorme e acorda na manhã do mesmo dia, numa maluquice sem fim; no drama romântico “Em algum lugar do passado”, filme no qual Richard Collier (Christopher Reeve), por meio da auto-hipnose, se transfere para determinado espaço no tempo em busca de sua amada Elise (Jane Seymour);ou Evan Treborn (Ashton Kutcher), em Efeito Borboleta, que lia trechos de seu diário para voltar no tempo até a época em que o texto foi escrito. E, claro, Marty McFly (Michael J. Fox), que retorna ao passado e viaja ao futuro a bordo do carro Delorean, transformado em máquina do tempo pelo dr. Emmett “Doc” Brown (Christopher Lloyd).
 
Outros tantos também se desenvolvem em cima do tema. A Viagem no Tempo inspirou filmes como: A Quadrilogia O Exterminador do futuro; Bill & Ted -Bogus Journey ; A Máquina do Tempo; Os Doze Macacos (Twelve Monkeys); “Voyagers – Os Viajantes do Tempo”; “Donnie Darko”; Dejavu; Stargate”; Meia-Noite em Paris; Planeta dos Macacos; A Ressaca e o seriado Lost. 
 
Como já disse o Amigo André Mont’Alvere, em outro texto sobre o tempo: “Os erros que foram cometidos ficaram para trás, é necessário corrigi-los, mas de nada adianta se escravizar ao passado. E mesmo que sejamos fortes, mesmo que sejamos por acaso, disparar contra o sol “metralhadoras cheias de mágoas”, não resolverá nada, pois um dia essa munição irá acabar. Quem nos odeia hoje pode nos amar amanhã ou se você amou alguém um dia, hoje, talvez, essa pessoa pode significar simplesmente alguém comum andando nas ruas”
 
Pode crê! Agora chega de devanear, pois se a maquina do tempo existisse, já tínhamos visitado a nós mesmos. Muito mais bacana do que ficarmos apegados ao passado e com medo do futuro é vivermos o agora da melhor forma possível. Dar uma nova chance a nós mesmos e tentar abrir portas que se fecharam há muito, sempre na luta pela felicidade própria e de quem amamos. 
 
Afinal, a vida é agora!
 
Elton Tavares

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