Dia de Finados

                                                                                              Por Elton Tavares

Hoje (2) é o Dia de Finados. Como todos os anos, irei acender velas e bater um papo com os meus mortos, pois é uma visita agendada. Uma homenagem ao meu pai, avós, tio e alguns amigos. Pessoas queridas que já faleceram, mas ainda estão vivas em meu coração. É incrível como, mesmo após muitos anos, ainda sinto a falta deles. É, o inesperado está sempre à espreita. Mas após algumas perdas, aprendi que sempre devemos superar e começar de novo.

O conceito do Dia de Finados diz que:

Desde o século II, alguns cristãos rezavam pelos falecidos, visitando os túmulos dos mártires para rezar pelos que morreram. No século V, a Igreja dedicava um dia do ano para rezar por todos os mortos, pelos quais ninguém rezava e dos quais ninguém lembrava. Também o abade de Cluny, santo Odilon, em 998 pedia aos monges que orassem pelos mortos. Desde o século XI os Papas Silvestre II (1009), João XVII (1009) e Leão IX (1015) obrigam a comunidade a dedicar um dia aos mortos. No século XIII esse dia anual passa a ser comemorado em 2 de novembro, porque 1 de novembro é a Festa de Todos os Santos. A doutrina católica evoca algumas passagens bíblicas para fundamentar sua posição (cf. Tobias 12,12; Jó 1,18-20; Mt 12,32 e II Macabeus 12,43-46), e se apóia em uma prática de quase dois mil anos.
Esse é o grande lance, temos que amar as pessoas importantes para nós agora, enquanto ainda temos chance. Renato Russo cantou, há muitos anos atrás, o velho papo de Camões: “é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã”. Falando em citações, lembrei do poema “Filtro Solar”, que tem um trecho que diz: “Dedique-se a conhecer seus pais. É impossível prever quando eles terão ido embora, de vez.”

É isso, ame os seus hoje, não deixe para amanhã. Bom, tem muita gente que prefere levar flores e acender velas pela manhã, eu irei mais tarde, tomara que a tradicional chuva caia somente após a minha visita aos cemitérios de Macapá.

Falando em saudade, aí embaixo está um pedacinho de uma verdadeira prece, uma das melhores músicas amapaenses:

“Ainda lembro de ti
e as luzes do espaço me tiram o compasso do coração
Ainda trago os calos
Daquele amor que ficou em algum verão”

Algum Verão (Zé Miguel)

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