Discos que Formaram meu Caráter (Parte 53) – Sublime …“Sublime” (1996) – Por Marcelo Guido

Por Marcelo Guido

Muito bem amiguinhos do Rock and Roll e afins, o viajante das notas esta volta trazendo mais uma bombástica bolacha recheada de sons, memórias e muita coisa legal pra vocês.

Abrandem seus corações e preparem seus ouvidos para curtir:

“Sublime”, terceiro álbum dos caras do…. Sublime , palmas muitas palmas pra ele.

Bom já corria o ano de 1996, as rádios estavam tocando rock a valer, por aqui a geração 90 estava em alta e os caras dos anos 80 finalmente tinham deixado a preguiça de lado e estavam fazendo trabalhos novos sólidos e embarcando na onda “acústica MTV”, que também lançou trabalhos contundentes, mas essa é conversa para outra hora.

Bom vamos lá, oriundos da Califórnia, terra do sol, surf e do hardcore valioso os caras do Sublime estavam na ativa desde 1988. Com uma pegada mais levada para SKA e Reagge mas sem esquecer dos elementos punk a banda já conseguia um certo reconhecimento pelas quebradas gringas.

Os excepcionais “ 40 Oz. To Freedom” de 92 e “Robbin’ The Hood” de 94, já davam aos caras de Long Beach um norral maiúsculo, a misturada que Bradley Noweel, Bud Gaugh, Eric Wilson e Lou Dog, faziam com sons eletrônicos com os elementos dos ritmos supracitados davam uma certa alternatividade, algo como um novo som, não que outras bandas ainda não tivessem feito, mas os caras realmente arrebentavam. Uma curiosidade, Lou Dog era um dálmata, isso mesmo um “Auau”, que era mais que uma mascote dos caras.

O reconhecimento mundial era algo já esperado e foi alcançado na gravação do terceiro álbum. Na gravação a coisa foi pesada, muita onda braba envolvendo os caras o que culminou com a morte do vocalista Bradley Noweel em decorrência de uma overdose de heroína.

Esse episódio culminou com o encerramento das atividades do Sublime, que mesmo tendo acabado chegou ao topo.

Os hits como “Wrong Way”, “Santeria” ( transformado em algum bem salutar pela galera da Tribo Dejah, por aqui), “Same in The End”, “What I Got”, e outros sons presentes no álbum são uma verdadeira aula de originalidade, uma mistura bem batida de Bad Religion, Noefx com Bob Marley.

Esse disco por si só merece estar na discografia de quem viveu bem os anos 90, mostra apesar de póstumo que a vontade de vencer estava acima de tudo, medalha de ouro pra ele, se tu não conhece, corre atrás que teu certificado de foda vai acabar sendo confiscado.

Conheci este belo míssil sonoro através do meu amigo Antônio “Malária”, do qual sou fã e agradecido até hoje por ter me passado uma cópia no maior esquema “brodagem”, este belo exemplar sonoro abre a cabeça para outras tendências dentro da música e faz reconhecer que o mundo é mais que três acordes.

Antes de tudo é algo simples, para se ouvir com belo semblante no rosto e como diz a letra de genial de “What I Got”, “a vida é muito curta, então ame quem você tem”.

“Sublime” é um álbum que fala de amor, paz e esperança e o Sublime é uma banda que realmente faz muita falta nos dias de hoje.

Por hoje é só. Encontro vocês outro dia.

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