Edmar Santos gira a roda da vida. Feliz aniversário, Zeca!

Sempre me gabo que tenho amigos longevos. Sim, a turma da antiga, a malucada da velha guarda, a malandragem dos tempos de violência e porralouquice. Muitos deles se tornaram irmãos de vida e mesmo a gente pouco se vendo hoje em dia, sabemos que podemos contar uns com os outros em qualquer momento da vida. Uma dessas pessoas é o Edmar Santos, o nosso ilustre “Zeca”, que gira a roda da vida neste vigésimo sexto dia de fevereiro e lhe rendo homenagens.

Edmar correndo; com a Duda e com Eva e filhota.

Edmar é o pai da linda Duda, marido da Eva, administrador socioambiental, colaborador da Igreja de Nossa Senhora de Fátima, filho caçula da dona Osvaldina, corredor de rua,  barbeiro profissional e terapeuta capilar, além de meu irmão de coração.

Já disse e repito: quando eu era um moleque prego, fui “estudar” no Colégio Amapaense e lá conheci peças raras que me ajudaram a me tornar o cara safo (e modesto) que sou hoje em dia. Sempre digo que eu e ele já passamos por muita coisa juntos. Sim, a gente aprontou muito nesta vida. Nos conhecemos no Colégio Amapaense em 1990, mas nos tornamos parceiros mesmo em 1994.

Antigamente, o Zeca era doido, brigão, genioso, mas de bom caráter e sabido. Ele parecia sacar de tudo um pouco. Edmar já era politizado pra idade e me abriu os olhos para muita coisa. Edmar também foi um dos amigos que me deu apoio na época da morte de meu pai, em 1998. Sou muito grato por isso.

Eu e Zeca “gazetávamos” aula e íamos beber no Xodó. Escutávamos todas as histórias que Albino contava, ouvíamos suas músicas antigas, ríamos quando ele cortejava as garotas e fingíamos surpresa a cada vez que ele nos mostrava seu diploma em “couro de carneiro”. Nós adorávamos aquele saudoso coroa. Ele era divertido.

Com o Edmar, comemorei títulos do Flamengo (assistindo juntos, nunca perdemos uma final), dei porrada em babacas, curtimos carnavais e festas de Rock e Samba. Já bebemos mais cervejas juntos do que posso contabilizar, já tivemos um bar, já saímos no braço, já discutimos muito e, em várias situações complicadas, nos apoiamos. Nunca enfrentei tantos perigos com outro figura quanto com ele.

Edmar precisou se reinventar e hoje em dia vive feliz com sua linda família. A gente não se encontra desde outubro de 2020, quando ele e a família me deram uma moral e foram na noite de autógrafos do meu livro. O sacana comprou dois exemplares. Agradeço por eles terem me prestigiado naquela noite onde só tinham queridos.

O Zeca sempre tá lá, na minha memória afetiva das loucuras dos anos 90 e no meu coração. Vez ou outra, a gente se fala por telefone ou aplicativo de mensagens. Ele sempre me sacaneia por estar muito gordo. A gente ri.

Por tudo o que fez por mim e o querido amigo que é, eu e Emerson, meu irmão, amamos o Zeca. E ele sabe que pode contar com a gente, pois na jornada, sempre houve muita troca de amizade, amor, respeito e consideração.

Edmar, querido amigo, que teu novo ciclo seja ainda mais paid’égua. Que sigas com essa sabedoria e coragem. Que tua vida seja longa. Pelo menos por mais 47 fevereiros. Que tudo que couber no teu conceito de sucesso se realize. Que a Força sempre esteja contigo. Saúde e sucesso sempre. Parabéns pelo teu dia, Zeca. Feliz aniversário!

Elton Tavares

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