Égua-moleque-tu-é-doido (de novo)=> Geólogo explica como tsunami atingiria Macapá e Belém

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Por Paula Monteiro

O vulcão Cumbre Vieja, localizado no arquipélago das Canárias, causou frisson nas redes sociais dos internautas macapaenses, nesta quarta-feira (11). A notícia reproduzida por um blog levantou a possibilidade de um tsunami atingir Macapá. Isso porque caso o ‘Cumbre Vieja’ ‘acorde’ pode provocar ondas gigantescas que atingiria a costa brasileira, especialmente o Amapá e o Pará.

A Ilha de La Palma, onde está localizada o vulcão Cumbre Vieja, é de origem vulcânica e tem uma altitude de 2,5 mil metros em relação ao nível do mar. A outra parte fica submersa e tem perto de quatro mil metros a partir do Oceano Atlântico. Desde 1949, o flanco norte da ilha está deslocado cerca de quatro metros abaixo do seu local original. Nessas condições, ao entrar em erupção o “Cumbre Vieja” racharia a ilha ao meio e derramaria 500 milhões de toneladas de rocha no Oceano Atlântico, provocando o deslocamento de gigantesca massa de água, que se converteria em ondas enormes, podendo alcançar uma altura de até 100 metros, segundo previsões da Universidade de Londres e Universidade da Califórnia.

Deu medo? Calma. A possibilidade de um mega tsunami atingir o Brasil nessas condições é real, porém remota. “A possibilidade de um vulcanismo- seja na África ou uma erupção mais complexa na cadeia meso-oceânica- existe, mas isso é mais ou menos como o time do Santos do Amapá ganhar do Barcelona em uma partida de futebol com o Messi e o Neymar: Quase impossível”, comparou o geólogo Antônio Feijão.

Mas caso isso ocorra, RTEmagicC_tsunami-620.jpgos estados do Amapá e Pará seriam os mais atingidos pelas ondas gigantescas. “Se isso [o tsunami] chegasse a acontecer, o contato frontal mais forte, em quase noventa graus, atingiria a entrada do rio Amazonas e, com consequência, entraria muito forte no Amapá, atingindo inclusive Belém do Pará”, afirmou o geólogo em entrevista ao Portal Amazônia.

Antônio Feijão é geólogo formado há 35 anos pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte e analista ambiental.

Fonte: Portal Amazônia

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