Em visita técnica, Corpo de Bombeiros recomenda retirada da preguiça de madeira da entrada do Bioparque

Na última terça-feira (26), o 4º Grupamento do Corpo de Bombeiros do Amapá realizou visita técnica ao Bioparque da Amazônia. O intuito foi verificar as condições estruturais da estátua da preguiça gigante esculpida em madeira reaproveitada, que está localizada na entrada do parque. Durante a visita, foi constatado o apodrecimento do material utilizado para a confecção da obra e, com isso, risco à segurança.

De acordo com a notificação apresentada pelo Corpo de Bombeiros do Amapá, a madeira utilizada encontra-se podre por dentro em virtude do avanço do tempo. “A madeira está muito comprometida e, como aponta o relatório de vistoria, a obra apresenta risco de queda iminente e precisa ser removida o mais breve possível. Neste primeiro momento, vamos isolar a área até que seja realizada a remoção”, explicou o Major Orielson Pantoja, comandante do Grupamento.

Esteve presente na visita, a engenheira civil Leila Cristina, do Instituto Federal do Amapá, que também explicou a situação em que a estrutura se encontra. “Recebemos a solicitação do diretor Marcelo para realizar essa visita técnica para analisar as condições da obra, onde foi constatado que ela apresenta vários problemas estruturais em decorrência da ação do tempo e das fortes chuvas”, informou Leila.

A peça apresenta, em sua base e no interior, fungos e outras pragas que se aproveitam do processo de apodrecimento da madeira para se proliferar. “A parte mais preocupante são os braços da preguiça, que apresentam rachaduras e podem cair a qualquer momento, eles estão comprometidos pela infiltração da água na estrutura”, finalizou a engenheira.

O diretor-presidente da Fundação Bioparque da Amazônia, Marcelo de Oliveira, explicou que a solicitação da visita técnica se fez necessária após verificação da presença de fungos visíveis na base da estrutura. “Fizemos o chamado por meio do Centro Integrado de Operações de Defesa Social do Estado do Amapá (Ciodes) para que os bombeiros viessem até o Bioparque analisar a situação da estrutura. Nosso intuito inicial era conseguir fazer a manutenção da estátua, no entanto, o laudo constatou que a obra apresenta um processo de degradação irreversível e precisa de retirada imediata”, informou o gestor.

Escultura

A escultura da preguiça em madeira que faz parte do conjunto de atrações do parque foi esculpida pelo artista amapaense Dijalma Santos, que reside na Guiana Francesa. Ao telefone, Djalma explicou que a madeira utilizada para a obra tem cerca de 300 anos, estava enterrada às margens do Rio Amazonas e já apresentava sinais de deterioração pelo tempo.

“Não estou surpreso com a notificação do Corpo de Bombeiros para a necessidade da retirada da estrutura, pois a mesma já apresentava sinais de desgaste e necessitava de tratamento com impermeabilizante, resina e verniz antes de ser colocada na entrada do parque”, explicou o artista.

O diretor Marcelo de Oliveira destaca que já estuda a possibilidade da substituição da estrutura por uma nova, fabricada em outro material.

O artista Djalma se colocou ainda à disposição do Bioparque para retornar ao Amapá e trabalhar em uma nova obra que mantenha o simbolismo da primeira estátua.

Lucas Costa
Fundação Bioparque da Amazônia.

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