Então, morra Amazonino!

                                                                                   Por Darth Ju Vader

É com muito orgulho que volto a este espaço do meu querido amigo Elton, com quem estive ausente estes tempos – o que não interferiu, de modo algum, em meu orgulho de chamá-lo de fio Lord Skywalker.


Acontece que um fato totalmente inesperado e de grande repercussão nacional me impediu de ficar calada. Antes de dar minha opinião, como jornalista ética que sou, explicarei os fatos.

Anteontem, dia 21 de fevereiro, o prefeito de Manaus, Amazonino Mendes, visitava a comunidade Santa Marta, local onde algumas casas desabaram na semana passada, devido às fortes chuvas.Na ocasião, Amazonino se envolveu em uma discussão com uma moradora local, não identificada, que resultou no hoje chamado pela mídia nacional de “Então, morra!”.

O prefeito estava falando com a moradora sobre a possibilidade dela e de outros residentes se mudarem do local, para a própria segurança das famílias. Ela disse que não queria sair. Ele afirmou que pagaria o aluguel de outra casa. Ela continuou a se recusar. Amazonino, em frente às câmeras, falou: “Então, morra, minha filha!”.

Como o debate continuava acalorado, o prefeito perguntou “de onde você é?”. A moradora, prontamente: “Sou do Pará”. A resposta: “Tá explicado!”.

Em minha humilde opinião, por si só a coisa “pegou muito mal” (a expressão é outra, mas vamos manter o nível).

Aqui, cabem ao menos duas questões. Primeiro, como homem público e detentor de infindáveis poderes (lembrem-se, estamos no Brasil), Amazonino nunca deveria ter falado nada disso, até porque é no mínimo moralmente errado querermos a morte de alguém.

Com sua segunda frase infeliz, o prefeito reacendeu a xenofobia histórica entre paraenses e amazonenses e, de quebra, levou o problema a ganhar repercussão nacional.

Para mim, o velho já está gagá e sem condições alguma de governar uma cidade (repito isso pela bilionésima vez). Sua sede pelo poder e sua total falta de respeito com o outro só foram salientadas e externadas mais uma vez, agora pelo menos temos o respaldo de imagens e testemunhas.

Uma vergonha para quem é amazonense, para quem é manaura, pra quem mora em Manaus, pra quem é gente.

Até parece que o próprio Amazonino não veio para a capital procurando uma vida melhor. Ele, que nasceu em um pequeno município do nosso Estado, parece esquecer que Eirunepé pertencia ao Acre quando o atual prefeito veio ao mundo.

Ele pode ter sido levado pelo calor do momento? Claro que sim, mas nunca deveria ter aberto a boca desse jeito.É assim que a cidade da Copa de 2014 está se preparando para o grande evento? É com esta criatura esbravejando ódio que receberemos turistas de todo o Brasil e do mundo?

Eu tenho problemas com paraenses, mas não por terem nascidos lá, e sim porque são vizinhos barulhentos.

Como meus amigos sabem, meus vizinhos são absurdamente mal educados, além de um bando de vagabundos altamente desocupados. Fiscais do vento, não me deixam descansar aos finais de semana por conta da música alta e de péssima qualidade que eles insistem em colocar para o bairro inteiro ouvir.

Ora, eles me incomodam e estou pouco me lixando onde nasceram! Não falo com metade da minha família, sangue do meu sangue, porque não gosto deles, imagina se vou me calar por conta de vizinhos?!

Para acabar com essa história, o melhor mesmo é repetir em alto e bom tom: “Então morra, Amazonino, porque o caixão você garante, né?”.

Obs: Xenofobia é a aversão a pessoas não nascidas no mesmo espaço geográfico e Fobia também quer dizer medo… reflitam!

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