Está aberta a temporada de captura do eleitor internauta – Por @WalterJrCarmo

Por Walter Jr Carmo

Na campanha eleitoral de 1985, o fim da lei Falcão, que permitia apenas a leitura de currículos e a exibição de fotografias do candidato, com o número e o partido, pegou muitos candidatos de surpresa. Valia tudo no radio e na TV e quem não soube utilizar o novo formato ficou para trás.

O ano de 1996, marcou a introdução das inserções de propaganda nos intervalos da programação do radio e da TV, na campanha eleitoral. Quem usou mal a novidade perdeu a eleição.

Este ano, embora as inserções de propaganda ainda sejam as celebridades da campanha, desde que adaptadas a nova realidade, a mídia digital, na internet, será a ferramenta decisiva da disputa. E quem não souber utilizar este instrumento revolucionário ficará, mais uma vez, sem conexão com o eleitor e consequentemente fora do páreo.

A cada eleição vem crescendo a insatisfação com a classe política, acusada, principalmente, de não entregar o produto que vende na campanha. Sem contar os escândalos de corrupção.

Nas últimas eleições municipais essa indignação ficou bem clara: os votos brancos, nulos e as abstenções superaram a votação do primeiro e segundo colocados, em 22 capitais brasileiras.

O grande desafio da campanha eleitoral deste ano será capturar a atenção, a simpatia e adesão do eleitor internauta.

A principal razão pela qual os usuários utilizam as redes sociais é para se manter em contato com as atividades dos amigos; manter-se atualizado com notícias e eventos é o segundo maior motivador. Há os que entram para fazer novas amizades, exibir a vida pessoal, desabafar sobre o cotidiano…

Os assuntos mais populares nas redes sociais dos brasileiros são notícias em geral (58%) e humor (53%). Além disso, os internautas também gostam de postar ou acompanhar postagens sobre filmes e séries (48%), cultura e entretenimento (44%), culinária e gastronomia (42%) e saúde e vida saudável. Outros assuntos, como esportes, tecnologia e religião, foram apontados por menos de 40% dos entrevistados.

Um terço dos entrevistados afirma que o que mais costuma fazer nas redes sociais é postar mesmo, seja fotos, vídeos, textos ou opiniões. 28%, no entanto, preferem apenas curtir o conteúdo de outras pessoas ou páginas. 22% tem um costume maior de compartilhar conteúdos de terceiros e 11% estão mais habituados a apenas olhar, sem interagir. 6% afirmam que o que mais fazem é comentar os posts de outras pessoas ou páginas.

Quase ninguém acessa a internet ou gasta seus preciosos créditos para saber o conteúdo das páginas ou perfis de políticos ou de órgãos públicos.

Portanto, não basta ter um perfil ou uma página nas redes sociais e postar o dia a dia do político ou do gestor público. Para fazer a diferença é preciso conhecer a fundo o eleitor internauta e escrever aquilo que ele quer ler. Simples assim. Nem tanto! É necessário ter uma boa pesquisa quanti para começar o planejamento estratégico. Depois as qualis…
Enquete não vale!

E mais: o marketing digital só fará a diferença se for pilotado por especialista. Aquele garoto esperto que leva jeito na internet é tiro no teclado na certa.

Quem desprezar esses detalhes será desprezado nas urnas.

Falando em pesquisa:

Uma parte da pesquisa sobre redes sociais mostrada aqui, foi realizada no painel de respondentes do Opinion Box entre os dias 19 e 24 de abril de 2017. Foram entrevistados 1.772 homens e mulheres a partir de 16 anos de todos os estados do Brasil e do Distrito Federal e de todas as classes sociais.

A margem de erro da pesquisa é de 2,3 pontos percentuais e o intervalo de confiança é de 95%.

Veja a pesquisa completa:
https://blog.opinionbox.com/redes-sociais-pesquisa/

Em tempo: os internautas/eleitores também não aceitam textos longos como este.

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