ET’s no Meio do Mundo e a empatia – Conto de Elton Tavares

Ilustração de Ronaldo Rony

Conto de Elton Tavares

Pensávamos que tinha começado em abril de 2020, com o “barulho no céu”. As pessoas comentavam nas redes sociais: “parecia um navio”, diziam. Mas era no céu, sempre a noite. A verdade é que eram ET’s, sim, extraterrestres no meio do mundo, em sobrevoo por Macapá.

Nada de anormal, pois no dia 27 de abril de 2020, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos divulgou três vídeos que mostram pilotos da Marinha interagindo com “fenômenos aéreos não identificados” — em outras palavras, Objetos Voadores Não Identificados (OVNIs). Duas das filmagens são de janeiro de 2015 e a outra de novembro de 2004, mas as três tinham vazado em anos passados. Em setembro de 2019, o Pentágono atestou a sua veracidade.

Além de evidências, múmias não terrestres achadas em uma caverna na Ásia e pinturas rupestres de ET’s, encontradas há décadas, que relatam visitas dos ovnis há milhares de anos. Entre outros milhares de registros ufólogos.

Depois do barulho no céu, rolaram aparições no interior e na Gruta, balneário na periferia de Macapá. Afinal, os ET’s não vieram fazer guerra ou círculos em plantações, mas sim, amizade. Lembrei que há tempos li: “Eram os Deuses Astronautas”, de Erik von Däniken, a Bíblia dos sonhadores com as estrelas e seus povos.

Diferente da obra, nossos amigos vistantes e observadores não são cheios de tentáculos ou cabeças enormes, gosmentos, nem verde e nem cinza, são das nossas cores ou algo assim.

E não foi surpresa para alguns não. Eles já eram monitorados por alguns de nós, terráqueos tucujus. Pois, o Clube de Astronomia do Amapá (Mirzam), a Alcinéa Cavalcante e Márcio Spoth, com seu potente telescópio, além de poetas e biriteiros notívagos, entre outros observadores do céu noturno, manjavam a traquinagem extraterrestre e relatavam observações de Objetos Voadores Não-Identificados (Óvnis).

E mais. Há muito tempo, alguns deles já viviam aqui, infiltrados, sondando se o lugar era bom mesmo de se viver. Falam até que o Marco Zero do Equador seria o portal espaço/tempo de civilizações de outros mundos e dimensões.

Bem, como o “Stonehenge da Amazônia”, o observatório astrológico erguido há mais de mil anos na floresta do Amapá e descoberto em 2006, mais precisamente no município de Calçoene. Não à toa, o escritor Ronaldo Rodrigues e o cartunista Ronaldo Rony sempre disseram que aqui a gente “Calça o N e marca o zero”. Égua!

Um deles é Fernando Bedran, membro fundador e capitão da Cavalaria Aérea Marítima Subterrânea Interestelar (Camsi). Contatos aqui na Terra com ele mesmo, que aterrissou sua nave na Cidade Velha de Belém (PA) e depois que descobriu os portais, remou para o meio do mundo. Não à toa, o Fernandinho possui conhecimentos teológicos advindos de descobertas em expedições etílicas por outros sistemas solares.

Bedran é um ET bacana que só. Vive falando em micro-universalidade, macro-cósmico, multi-universos, viagem no tempo, múltiplas realidades, seitas e povos ocultos.

Muito longe das darwinistas-hollywoodianas, que sempre pregaram que os manos das estrelas chegariam por aqui com violência e exploração dos recursos. Pé-de-pato-bangalô-três-vezes!

Em um desses papos molhados com o ET brother, no auge de seu platô da inteligência sobre-humana-boêmia-malandra, disse-me:

“Meu caro amigo, Elton, a Camsi tem como atividade principal a cultura, mas é uma cultura considerada insólita para muitos. Nada mais é do que um sarro com as artimanhas do sistema das coisas que nos são escondidas e você tem que descortinar os véus, ir atrás, às vezes cavar um bocado, por isso subterrânea, e também mergulhar um bocado entre muitas outras situações”, explicou a simplicidade de sua Cavaleria interestelar.

E concluiu: “Nós somos dados à capacidade de imaginação e para passar para outra etapa temos que cavalgar, né – risos – temos que navegar bastante, temos que sorrir bastante, ter muita coragem e muita alegria! Esse é o objetivo da Camsi, meu amigo! Um forte abraço!”.

Meu amigo Fernandinho Bedran – Arte: Beatriz Santana

Ou seja, em meros devaneios tolos, como diria Zé Ramalho resumiu que tanto aqui, quanto lá, é preciso descomplicar e ter coragem de ser feliz. Afinal, ninguém manja dos movimentos cosmológicos, pois, como disse-me a poeta Jaci Rocha, “E.T é uma visão antropocêntrica. Extra terrestres nós nunca poderemos ser originalmente considerados, mas podemos ser alienígenas, sob o ponto de vista de outro tipo de população”. Verdade.

E no dizer de outro alienígena porreta, o mestre Yoda, Em uma galáxia (não) muito distante: “difícil de ver. Sempre em movimento está o Futuro.”. E, por fim, como diria Raul Seixas: “cada um de nós é um universo” (que desconfio ter sido outro ET que veio aqui tirar um sarro com a gente).

Portanto, queridos leitores, façam amizade com estranhos legais, mas respeitem suas esquisitices. É isso!

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