Gafes, ninguém escapa delas

                                                                                              Por Elton Tavares

É horrível quando você comete uma “gafe”, um engano, erro, mancada, descuido ou deslize de falar algo na hora errada. Sim amigos, em certos momentos, por pura patetice, passamos pequenas e grandes vergonhas. O conceito de gafe diz que: “são termos que designam ações ou palavras impensadas que involuntariamente causam constrangimento ao autor e/ou às pessoas a ele próximas”.

Vou explicar. As gafes possuem vários graus de constrangimento, vão desde o leve erro de perguntar: “Fale fulano, cadê sua namorada?” e ouvir como resposta: “não estamos mais juntos”. Isso é leve. Mas quando o cara responde: “Ela me deixou, está transando com o ciclano”, aí é osso! Cometi a referida gafe noite dessas, quase me enterro de vergonha.
Certa vez, um cara me contou durante uma conversa sobre esquecer o nome das pessoas (outra gafe frequente), que ele chegou a uma loja e foi chamado pelo balconista: “Ei João, beleza cara?”. Ele disse que ficou olhando para o efusivo funcionário do estabelecimento, tentando reconhecê-lo.

Logo o sorridente balconista disparou: “Coé mermão, não está me reconhecendo?”. Sem saída, João vai andando ao encontro do rapaz e diz: “Também, tu ficas aí sentado, nem dá para te ver direito”. O semblante do balconista fica triste e este responde: “Claro, eu sou cadeirante”. Ao constatar a situação e ainda por cima não se lembrar da figura a sua frente, João fica totalmente constrangido, isso é o que chamo de gafe peso. Certamente foi uma sensação de “semgracês” enésima potência.
Mas ainda existem aquelas que, de tão inusitadas, são engraçadas. Nos anos 90, escutando um famoso programa de rádio, onde uma moradora do bairro do Muca denunciava que garotos faziam rachas em carros, o locutor pergunta: “E onde fica isso?”. E a cidadã responde: “Perto da Casa Amarela (antigo prostíbulo)”.

Não contente, o comunicador (que tem como bordão “me conta tudo, não me esconde nada”) reforça a pergunta: “Mas em qual rua e perímetro?”. Aí a senhora dispara: “Tu sabes fulano, vejo o teu carro lá quase toda noite”, e a ligação foi cortada. Saia justa total.
Outra velha história de uma gafe engraçada que virou jargão em Macapá é a lenda que um repórter, apelidado de “Patinhas”, que estaria cobrindo uma prisão de um traficante local, faz a seguinte pergunta: “Onde fica o seu ponto de venda, a dita ‘boca de fumo’?”. E o meliante diz: “Tu sabes Patinhas, tu sempre compra lá comigo, tu sabes..”.

Por conta desta lenda urbana é que usamos para o óbvio : Tu sabes Patinhas”. É por estas e outras que sempre digo que ninguém está isento de cometer gafes. Se você conhece outras gafes engraçadas, conte aí nos comentários do blog. Bom domingo e um grande abraço a todos!
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    Uma vez, no ônibus lotado, eu fui todo moralista com uma moça que estava sentada no banco de prioridade de idosos e deficientes. Falei pra ela :” ei, você não pode sentar aí, esse lugar é de prioridade de idosos!”, e ela falou:” e pra deficientes também!!” Quando olhei pro lado, lá estava a muleta da moça… Só dei um sorriso sem graça e desci do ônibus em um lugar qualquer.

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