Grupo de marabaixo do Amapá fará 48 shows no país pelo Sonora Brasil

Por Paula Monteiro, do Portal Amazônia

O marabaixo é uma das expressões culturais mais tradicionais do Amapá. A herança deixada pelos escravos que chegavam ao estado nos navios negreiros da África mistura dança, música e cortejo manifestados nas comunidades quilombolas da região, assim como o batuque. Para levar um “pedacinho” do Amapá para o resto do país, o Grupo Raízes do Bolão percorrerá as regiões Sul e Sudeste, nos meses de agosto e setembro deste ano, através do projeto Sonora Brasil.

O grupo é composto por oito pessoas que vivem nas comunidades quilombolas e que realizam atividades para valorizar e perpetuar a expressão cultural através de gerações. O ‘Sonora Brasil’ é um projeto nacional que realiza intercâmbio cultural com grupos tradicionais de música popular de diferentes regiões do país. “O projeto prima por valorizar as manifestações culturais de cada região. Essa é uma ótima oportunidade para o Brasil conhecer o marabaixo. O grupo deverá participar de cerca de 48 circuitos este ano”, afirmou a coordenadora de Cultura do Sesc/AP,  Michele Lobo.

Em junho de 2013, o Grupo Alabê Ôni, do Rio Grande do Sul, esteve no Amapá para interagir com o marabaixo, por meio do projeto. O som da caixa de Marabaixo unido ao som do Tambor de Sopapo, deixaram de lado mais 3.500 quilômetros de distância que separam os dois estados.

Sobre o projeto ‘Sonora Brasil’

O Sonora Brasil foi criado em 1998 e já levou cerca de 70 grupos a mais de 3.500 apresentações por todo o país, com público superior a 500 mil espectadores. Nesta edição, participam os grupos Raízes do Bolão, Samba de Cacete da Vacaria, Raízes do Samba de Tocos, Alabê Ôni, Quinteto Brasília, Quarteto Belmonte, Octeto do Polyphonia Khoros e Duo Cancionâncias.

O circuito 2013/2014 presta homenagem às raízes percussivas do país e ao compositor Edino Krieger. Os grupos ligados ao tema do projeto deste ano, ‘Tambores e Batuques’, passam pelas regiões Sul e Sudeste, enquanto os que apresentam obras do tema ‘Edino Krieger’ e as bienais de Música Brasileira Contemporânea vão para as cidades do Norte, Nordeste e Centro-Oeste do país, e invertem o circuito do ano passado para completar a circulação dos oito grupos por todas as 123 cidades.

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