Grupo nortista apresenta ‘carta’ em defesa do protagonismo amazônida

Por Amanda Martins

Cerca de sessenta e três profissionais das áreas da educação, direito, comunicação, pesquisa, movimentos sociais, entre outros campos de atuação, assinaram na última segunda-feira (24), a Carta de Apresentação do Fórum Permanente pelo Protagonismo Amazônida. No documento, o grupo, que iniciou as atividades esse ano, em Belém, defende o protagonismo da Amazônia e pede o “fim” da apropriação indevida dos recursos naturais da região.

Em um dos trechos da carta, é apontado que o atual modelo capitalista “não promove desenvolvimento e que a economia deve ser vista como propulsora de bem-estar, liberdade, preservação e segurança”.

O grupo também está procurando apresentar iniciativas que permitam a preservação da Amazônia, aliando com o desenvolvimento socioambiental, permitindo a manutenção da oferta de emprego e renda na região, mas sem agredir o meio ambiente.

Outro ponto destacado é a importância do protagonismo na região Norte. Afinal, quem melhor para falar sobre a Amazônia do que pessoas que vivem nela?. O documento pede o maior fortalecimento da democracia, busca pela defesa dos direitos humanos e iniciativas de economia solidária, combatendo à miséria, violência e o racismo.

“Observamos, de forma interseccional, os problemas que afetam a Amazônia, especialmente às juventudes das zonas urbanas e do campo – consideramos fundamental o incentivo à participação política e ao protagonismo de jovens de comunidades e povos tradicionais, indígenas, afrodescendentes, LGBTQIA+ e movimentos culturais das periferias”, destaca o documento.

Entenda a iniciativa

O documento, divulgado nas redes sociais neste ano atualmente conta com integrantes de todos os estados da Região Norte. O Fórum Permanente pelo Protagonismo Amazônida iniciou debates sobre a possibilidade de realização, em Belém, da 30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadros das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 30).

“Compreendemos a importância da comunicação na atualidade e desenvolvemos estratégias para sustentar debates qualificados acerca da região em diferentes esferas de discussão pública, especialmente ações de conscientização socioambiental”, reforça a carta de apresentação.

Fonte: O Liberal

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