Há 13 anos, meu avô foi homenageado no Mazagão

Fotos: Elton Tavares

Há exatos 13 anos, a Loja Maçônica ‘Francisco Torquato de Araújo’, do município de Mazagão, comemorou 20 anos de fundação. No evento, a instituição homenageou seus fundadores, entre eles o patriarca da minha família paterna, João Espíndola Tavares. O venerável e orador da cerimônia, José Odair, mazaganense e grande amigo do vovô, não escondeu a emoção ao tocar no nome do nosso “Juca”.

Na ocasião, nossa matriarca, Perolina Penha Tavares, também foi honrada. Ela recebeu o “Ramo das Olivas”, uma espécie de broche, que seria destinado somente às esposas dos maçons daquela casa. Foi uma experiência emocionante, diferente, contagiante e extremamente familiar.

Honrar é preciso. A história, a memória e o legado, que também é de amor. Repetir, ou melhor, re-cordar, é dar cor novamente ao que nos constitui como pessoa. Viajar por essas lembranças é Re-unir a todos os que amamos: os que estão aqui e os que nos encontrarão ‘nos tempos da delicadeza’.

Aquele sábado terminou com uma boa ruma de geladas na casa da vovó, como não poderia deixar de ser. Valeu tia Maria, tio Pedro, tia Lúcia, tio Paulo e Adriano, familiares que além da vó (saudades sempre), viveram aquele momento comigo.

“Dedique-se a conhecer seus pais. É impossível prever quando eles terão ido embora, de vez” – Trecho do poema Filtro Solar, de autor desconhecido. Isso também serve para seus avós ou afetos em geral. Esse texto é uma memória afetiva de uma reunião porreta de minha família.

Elton Tavares

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