Há 19 anos, morreram os Mamonas Assassinas

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Há exatos 19 anos, morreram os integrantes da banda Mamonas Assassinas. Os músicos faleceram em um trágico acidente aéreo, em 1996. Os caras eram irreverentes , faziam um som escrachado e divertido. Naquela manhã, não acreditei ao ver no noticiário que o avião deles tinha caído na Serra da Cantareira, nos arredores de São Paulo. Inevitavelmente, a comoção tomou conta do Brasil e eu, também fã, fiquei triste pela morte de todos os integrantes daquele grupo que fazia a alegria de todos.

Mamonas Assassinas, lançado em 1995, foi o único álbum oficial de estúdio lançado pela banda brasileira Mamonas Assassinas. O álbum vendeu mais de três milhões de cópias e receberam o Disco de Diamante da Associação Brasileira dos Produtores de Discos (ABPD).

Históriamamonas-assassinas-hg-20100105

Em 1989, Sérgio Reoli, então funcionário da empresa Olivetti, conheceu Maurício Hinoto, irmão de Bento Hinoto. Mauricio, ao saber que Sérgio tocava bateria, decide apresentá-lo ao irmão. Semanas depois, eles já planejavam a criação de uma banda. Ainda no contexto, Samuel Reoli, irmão de Sérgio, é escalado para assumir o baixo. Nascia a partir de então, a primeira formação do chamado “Utopia”. O grupo era uma banda especializada em covers da Legião Urbana, Titãs e Rush.

Durante uma das tumblr_nkl6waQbm61t1aqaeo1_500apresentações, realizada em julho de 1990, os músicos entraram em contato com Alecsander Alves (Dinho). Ele se comprometeu a subir ao palco para cantar “Sweet Child O’ Mine”, do Guns N’ Roses. Através do novo vocalista, os demais integrantes conheceram Júlio Rasec, que tornou-se o tecladista do Utopia. Paralelamente a isso, o “Utopia” passou a se apresentar na periferia da cidade de São Paulo. Aos poucos, seus membros decidiram abandonar os covers e introduziram uma série de parodias nos shows.

Após o lançamento do primeiro e único disco, entraram em contato com o produtor Rick Bonadio. Aconselhados por ele, mudaram o nome do grupo para “Mamonas Assassinas do Espaço”. Felizmente a ideia não vingou, e o nome adotado passou a ser “Mamonas Assassinas”. Alguns dias depois, o grupo decidiu, enfim, enviar uma fita demo para as gravadoras Sony e Emi. No material, estavam contidas as músicas “Robocop Gay”, “Jumento Celestino” e “Pelados em Santos”.

Lembro da primeira vez que eu e Edmar ouvimos “Pelados em Santos” lá no Xodó, em 1995. Rimos muito daquele som. Era só o início da hilariante trilha sonora que os Mamonas nos proporcionaram. mamonas-nuvem

Ouvi dizer que este ano, para Comemorar Os 20 Anos do surgimento da banda, uma gravadora independente lançará o álbum”Mamonas:20 Anos do Fenômeno”, retirado De um show do grupo. Vamos aguardar.

Os Mamonas Assassinas não foram só irreverentes, subversivos e palhaços. Eles foram brilhantes. Eles satirizaram os Beatles, os Metaleiros, o Pagode e a homofobia. Os caras passaram rápido por essa vida. Sacanearam geral e fizeram a alegria do povo brasileiro. A eles, nossas eternas saudades e reconhecimento.

“Fui convidado pra uma tal de suruba, não pude ir Maria foi no meu lugar. Depois de uma semana ela voltou pra casa, toda arregaçada não podia nem sentar!”
Assassinas, Mamonas.

Elton Tavares

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