Há 38 anos, morreu Ian Curtis, líder da banda Joy Division – Uma corda no pescoço do Rock

Ian Curtis

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No dia 18 de maio de 1980, há exatos 38 anos, com uma corda no pescoço do Rock and Rol, cometia suicídio Ian Curtis, compositor inglês, vocalista e líder da banda Joy Division, formada em 1976. Ele tinha 23 anos e se preparava para excursionar com seu grupo musical pelos EUA.

O jovem e atormentado músico era vítima de epilepsia, problemas conjugais e sofria pressão pelo estrondoso sucesso de sua banda. Estes teriam sido os motivos do suicídio de Ian. Sei lá. Existem muitas lendas e teorias sobre a morte do cara

Com somente um disco lançado, Unknown Pleasures, em 1979, o Joy Division e Ian Curtis - Joyhavia concluído a gravação de Closer, estava com o lançamento agendado julho de 1980. A trágica morte de Ian Curtis não impediu que a banda se consagrasse como um dos melhores e mais importantes grupos de rock da década de 80, aliás, a principal do pós-punk.

Após seu falecimento, suas músicas foram distribuídas em mais quatro discos ao vivo, doze compilações, dois EP’s e cinco singles.

Duas versões para o nome da banda. Uma diz que era uma casa de prostituição de uma série chamada The House Of Dolls (1965). Este nome teve origem nos campos de concentração nazistas, e serviam justamente para designar a área reservada às prostitutas.

Outros dizem que Joy Division era o nome dado a área onde prisioneiras judias eram abusadas sexualmente por soldados nazistas durante a WWII. Daí a tradução, “divisão da alegria”. Seja um ou outro motivo, a alcunha é provocativa e irônica.13240491_1234624226562794_8102863326080105118_n

Li em algum lugar, do qual não me recordo agora, que o fantástico compositor suicida escrevia músicas autobiográficas, na vida das pessoas e dele e de outros.

Li também que “Love will tear us apart”, a música mais foda do Joy Division (a minha antiga turma de amigos gritou muito nas festas de rock: “toca Joy Division, pedindo pra The Malk e sterereovitrola executassem a clássica canção) foi escrita como um bilhete de despedida à quase-futura-ex-esposa-e-súbita-viúva de Ian, Deborah.

Após a dissolução do Joy Division, os três integrantes remanescentes Bernard Sumner (guitarra), Peter Hook (contrabaixo) e Stephen Morris (bateria) formaram o New Order, que também arrebentou e embalou muitas festinhas pelo mundo, inclusive em Macapá. No início, o som do NOian_curtis2 era uma continuação do JD. Com o passar do tempo, a banda fortaleceu sua própria identidade, com produções de música eletrônica, pop e dançante.

Ian foi realmente genial. Com vocal grave (barítono), dança desajeitada e bacana pra caramba (dizem que lembra os movimentos dos seus ataques epiléticos), estranha performance de palco, letras obscuras e poéticas, Curtis veio a este mundo, deu o seu recado e partiu para as estrelas. Sua vida foi retratada no cinema no filme Control (recomendo).

Não à toa, Ian Curtis foi ídolo de Bono Vox (U2), Kurt Cobain (Nirvana), Robert Smith (The Cure), Jim Kerr (Simple Minds), Ian McCulloch (Echo & the Bunnymen) e Renato Russo, que copiou dele a famosa dança epilética, entre tantos outros que vieram depois dele.

Em 2014, acompanhado do meu mais que maravilhoso irmão, Emerson Tavares, assisti ao show do New Order. A banda inglesa tocou, além de seus próprios sucesso, quase todos os seus clássicos do Joy Division como Transmission, Atmosphere e Love Will Tear Us Apart. Simplesmente inesquecível!

Foto: Elton Tavares

O rock é minha expressão artística favorita e Ian Curtis faz parte do Olimpo do Rock And Roll. A ele, minhas homenagens e gratidão pela obra. Valeu!

Elton Tavares

 


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