Hoje: Quarta de arte da Pleta apresenta Sarau lítero-musical Meu Vício é PoEsia

Palavras palavras postas Poesia para alma

Quarta de arte da pleta: Meu vício é Po E sia. Nosso encontro de amor e arte saúda hoje a Poesia Amapaense. Convidamos você para celebrar junto com Alcineia Cavalcante, Negra Áurea, Mary Paes, Carla Nobre, Hayam Chandra, Pat Andrade, Grupo Tatamirô de Poesia, Poetas Azuis, Afrologia Tucuju, Fernanda Canora, Augusto Oliveira, Afrane Tavora, Joãozinho Gomes, Ricardo Iraguany, Aroldo Pedrosa, Ademir Pedrosa, Ronaldo Rodrigues, Tiago Quingosta, Rostan Martins e os músicos Helder Brandão, Wendell Cordeiro, Edu Gomes, Alan Yared e Yana Mc.

Muita gente, muito talento, muita poesia, arte e cultura.

Nosso encontro está confirmado. E temos um bom motivo:

O dia 14 de março é o Dia Nacional da Poesia – uma homenagem a um dos nossos maiores poetas: Antônio Frederico de Castro Alves, nascido em 14 de março de 1847. Essa celebração tornou-se oficial a partir de 3 de junho de 2015, por lei.

Castro Alves é considerado a maior figura do Romantismo. Desenvolveu uma poesia sensível aos problemas sociais de seu tempo e defendeu as grandes causas da liberdade e da justiça.

Denunciou a crueldade da escravidão e clamou pela liberdade, dando ao romantismo um sentido social e revolucionário que o aproximava do Realismo. Sua poesia era como um grito explosivo a favor dos negros, sendo por isso denominado “O Poeta dos Escravos”.

Sua poesia é classificada como “Poesia Social”, pois aborda o inconformismo e a abolição da escravatura, através da inspiração épica e da linguagem ousada e dramática como nos poemas: Vozes d’África e Navios Negreiros, da obra Os Escravos (1883), que ficou inacabada.

Só um gostinho da poesia de Castro Alves.


Basta!… Eu sei que a mocidade
É o Moisés no Sinai;
Das mãos do Eterno recebe
As tábuas da lei! — Marchai!
Quem cai na luta com glória,
Tomba nos braços da História,
No coração do Brasil!
Moços, do topo dos Andes,
Pirâmides vastas, grandes,
Vos contemplam séc’los mil!

Navios Negreiros

Era um Sonho dantesco… O tombadilho
Que das luzernas avermelha o brilho,
Em sangue a se banhar.
Tinir de ferros… estalar do açoite…
Legiões de homens negros como a noite,
Horrendos a dançar… (…)
E rir-se a orquestra, irônica, estridente…
E da ronda fantástica, a serpente
Faz doidas espirais…
Se o velho arqueja… se o chão resvala,
Ouvem-se gritos… o chicote estala.
E voa mais e mais… (…)

(Fonte) https://www.ebiografia.com/autor/dilva-frazao/

Serviços:

Quarta de arte da Pleta
Sarau lítero-musical Meu Vício é PoEsia
Local: Sankofa Av. Beira-Rio, 1488
Hora: 19h
Data: 11/03/2020

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